Descrédito social

23 milhões de chineses foram impedidos de comprarem viagens pelo governo chinês, em consequência do sistema de crédito social.

“De acordo com o Centro Nacional de Informações ao Crédito Público, os tribunais chineses proibiram viajantes de comprar voos 17,5 milhões de vezes até o final de 2018. Cidadãos colocados em listas negras de crimes de crédito social foram impedidos de comprar bilhetes de comboio 5,5 milhões de vezes. O relatório divulgado na semana passada referia: “Uma vez desacreditados, limitado em todos os lugares”. ” [The Guardian]

O sistema de crédito social da China foi comparado ao Black Mirror, Big Brother e a todas as outras distopias que os escritores de ficção científica possam pensar. A realidade é mais complicada – e, de certa forma, pior.

Não se pense que o conceito é estranho na Europa. O mesmo princípio subjacente ao crédito social existe igualmente nas bonificações dos seguros, no sistema de reputação em sites como YouTube, eBay e Amazon e na avaliação mútua de passageiros e condutores da Uber.

É uma questão de até onde se irá ente nós, sendo sabido que os interesses comerciais e políticos pressionam nesse sentido. Os cidadãos, nesta Europa das decisões autistas, têm pouco poder. Ironicamente, é possível que um sistema de crédito social aplicado aos políticos fosse mais eficaz do que o voto eleitoral. A questão é o que traria a seguir o cavalo de Tróia.

A prova

Não há monte de esterco que não atraia as moscas. Voltarei ao tema.

Read my lips

Não há dinheiro para nada.

Presidente do Novo Banco admite que poderá não ser a última vez que os portugueses são chamados a contribuir

Novo Banco vai pedir 1,15 mil milhões de euros ao Fundo de Resolução

Obrigado Sr. Passos, que prometeu o que todos sabiam que não ia acontecer, o que não impediu toda a clique laranja e betinha azul de lançar louvores. Obrigado Sr.ª Cristas, que assinou de cruz sem ler, possivelmente entre uma trinca no gelado de limão depois da saída de um mergulho na praia. Obrigado Sr.ª Maria Luís Albuquerque, que zelou muito bem pelos interesses de alguns, excepto dos cidadãos em geral, ou na linguagem da direita, dos contribuintes.

Obrigado ao Sr. Costa e ao Sr. Super-Mário, que faz inveja pela Europa, mas que não tem pejo em continuar a ser caloteiro com várias classes profissionais e com fornecedores, que tem seguido implacavelmente a política do corte, tendo os serviços em rotura clara, mas que mesmo assim lá vai usando o dinheiro que não gasta onde é preciso para tapar o buraco da banca, que já soma 17 mil milhões. Não há dinheiro para nada, excepto se for banca.

Há, neste cenário maravilhoso, uma questão sem resposta. Para onde foi (e está a ir) o dinheiro? Sabemos muito bem que o dinheiro não se evapora, pelo que simplesmente está a mudar de mãos. Para quem?! Vamos precisar de esperar 10 anos, quando tudo já tiver prescrito, tal como na CGD, para a Porcaria, perdão, Procuradoria-Geral da República investigar, perdão, fazer sair umas parangonas sobre sicrano e fulano terem enchido a continha no offshore, seguindo-se a inevitável comissão de inquérito, unânime e inconsequente?

Não há dinheiro, uma porra.

[editado]

Afinal, há coincidências

No dia em que um ex-advogado de Trump foi ao Congresso dos EUA lançar mais lenha na fogueira, calhou Trump e o ditador da Coreia do Norte encontrarem-se para mais um número de coreografia. Os dois eventos não têm relação alguma. Seguramente. Apear de o primeiro estar planeado há qb tempo e o segundo ter caído do nada.

Alguém que avise a Margarida Rebelo Pinto. Afinal, há coincidências.

Adenda
Não houve acordo mas o objectivo de criar uma diversão foi atingido.

A cimeira entre o Presidente dos Estados Unidos e o líder da Coreia do Norte terminou esta quinta-feira, em Hanói, sem que fosse alcançado “qualquer acordo”, anunciou a porta-voz da Casa Branca.”

Ao usar a Coreia do Norte como um instrumento dos seus objectivos pessoais, Trump está a transformar Kim Jong-un num seu par, com um protagonismo que não existia antes desta administração americana. Ou seja, nada mudou na Coreia do Norte e o respectivo líder ficou mais forte. Estamos pior, portanto.

Sobre a suposta nomeação para o Prémio Nobel da Paz, só pode ser devaneio de quem está a engolir a conversa de um narcisista gabarolas.

Controlo social digital e lucro, um paradoxo da modernidade

Os governos mantiverem sempre um controlo apertado sobre a capacidade dos indivíduos se organizarem em grupos. De uma forma mais ou menos descarada, a liberdade de associação tem sido sujeita a regulamentação e exercícios de força que funcionam como diques reivindicativos.

Por exemplo, a criação de ordens profissionais está subordinada a legislação específica; as manifestações de rua estão dependentes de determinados procedimentos; houve alturas nas quais as pessoas não se podiam juntar em grupos; e durante muito tempo, o acesso a canais de comunicação com as massas estavam sujeitos a diversos impedimentos, legais e económicos.

Sem querer discutir a necessidade e justeza de tais medidas, é factual que algumas existiram e outras continuam a existir. Excepto quando passamos para as chamadas redes sociais.

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CTT, o ex-líbris das privatizações

Quando a fome de lucro fácil, talvez alimentada pela possibilidade de futuros ganhos pessoais, ditou o caminho das privatizações das empresas públicas, o principal argumento usado pelos sacerdotes da mudança era o da eficiência da gestão privada. No entanto, assistimos, por exemplo na EDP, a um monopólio ser transformado noutro monopólio, com os preços a manterem o mesmo rumo de crescimento.

No caso dos CTT, além desta realidade, ainda se assistiu à degradação da qualidade do serviço, sem sequer ter existido a promessa de melhores ou mais baratos serviços. Privatizou-se porque o negócio dava lucro e era preciso dinheiro para os bancos.

Desde que essa infalível gestão privada chegou aos serviços postais, a empresa passou de caso de sucesso para um mar de reclamações, num mercado a crescer exponencialmente com o comércio electrónico. Como se tal não chegasse, os CTT foram apanhados pela ANACOM a mentir quanto ao volume de reclamações.

É o que poderemos esperar quando as razões da mudança são apresentadas em forma de camaleão (sem ofensa para os bichos).

Os hospitais privados e a ADSE

Sem rodeios, a gestão hospitalar privada faz-me pensar num filme saído da sequela animada pela personagem Don Corleone, faltando-lhe, no entanto, o lado lúdico. Em O Padrinho, Marlon Brandon, Robert De Niro e Al Pacino seguem um caminho de poder, dinheiro, esquemas e spaghetti emocional, embrulhado numa melancolia musical por vezes interrompida por uma tarantela.

Nos hospitais privados, a música é outra e teria o som dos euros a cair, caso os electrões fizessem barulho ao passar pelo terminal Multibanco.

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Google paga mais em multas da UE do que em impostos

A Google anunciou as receitas de 2018, revelando que pagou 900 milhões de dólares a mais em multas da UE do que o valor pago em impostos (artigo em inglês; tradução Google – tem o seu quê de irónico).

Com valores estratosféricos de lucro, assentes num mercado publicitário construído à conta do uso gratuito dos dados pessoais dos seus utilizadores e sem restrições , a Google depara-se com uma Europa menos aberta ao faroeste digital e com uma América a acordar para o tema da protecção e segurança destes dados.

Esta situação talvez tenha algum impacto nas receitas da empresa, mas a questão central é outra. Como é que é possível que se tolere a evasão fiscal, perdão, a engenharia fiscal, permitindo que uma empresa apenas pague um resquício de impostos? Pelo caminho, muitos sectores de negócio vão fechando portas, não só porque perderam o comboio da inovação tecnológica, mas também devido aos compromissos fiscais que precisam de honrar.

A solução poderia ser simples, passando pelo fecho dos paraísos fiscais, houvesse para isso vontade e coragem política para actuar ao nível global.

[imagem]

As comissões do MBWay

Partilho um ponto de vista sobre o chicoespertismo da banca quanto à cobrança de comissões, neste caso no serviço MBWay.

Por Daniel Santos

“Ainda a propósito do BPI, ser o primeiro banco a cobrar €1,2 por transação feita no MBWay (https://lnkd.in/dYwGmCA):

Quando é que a banca tradicional portuguesa vai perceber que as pessoas não são palermas? Este tipo de situações são de um chico espertismo tremendo. No mínimo, denunciam uma preguiça instituída, que os bancos têm de compreender o que as pessoas, realmente, precisam. Para além de ser manipulativo, do ponto de vista da interação com o serviço (pesquisem “dark pattern UX”), esta é uma abordagem, também, punitiva (“ai usas o MBWay? Então toma lá uma prenda!) e de um autoritarismo perverso, que, infelizmente, ainda é norma em muitos serviços em Portugal.

Numa altura que, a nível europeu, se regula o “open banking” (procurem o que é o PSD2), os próximos dois anos serão determinantes para que o mercado se “abra” ainda mais à inovação vinda das FinTechs. Ora, os bancos que forem pelo mesmo caminho protecionista e reactivo do BPI irão ter um belo fim!
Foto Luis Cortes”

EUA, o estado daquilo

O Observador Fox News apresentou os seus artigos de deslumbramento, fazendo tábua rasa sobre mentiras e exageros (por exemplo, este e este).

Nearly 30 dubious claims woven into speech
From the economy to immigration and crime, the president played fast and loose with the facts.

Não esteve sozinho a publicar por cá histórias nesta mesma linha. Foi o tom geral, até. Fake news também passa por fazer de correia de transmissão e ignorar outros pontos de vista.

Algumas das tiradas do presidente americano incluem referências a uma suposta carnificina na fronteira com o México (mas zero referências aos sucessivos massacres por tiroteio nas escolas), às maravilhas trazidas pela sua guerra comercial (sem referir os milhões que tem precisado de enviar para os agricultores) e ao desempenho da economia (que já vinha em crescimento).

E apelou à paragem da investigação sobre a sua eleição, a qual já tem presos e diversos acusados. O cerco aperta-se, assim se constata.

Segredo bancário?

A posse de 50 mil euros é argumento suficiente para obrigar os bancos a informarem o Estado deste facto. Já as perdas multimilionárias do banco do Estado não merece que esse mesmo Estado tome conhecimento do nome dos devedores.

O segredo bancário está ao nível de outros aspectos do actual panorama político, tais como o fisco e a justiça. Forte com os fracos e fraco com os fortes.

“Fiquei chocado com o que vi, independentemente dos números, datas ou nomes que lá estejam, mas que estão em branco. É de uma relativa opacidade face ao esforço que os portugueses fizeram com cinco mil milhões de euros de impostos”, salientou Rio.

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Gente perigosa

Não é só o retomar da indústria do carvão, com todos os problemas ambientais associados. Não é só o racismo e misoginia abertamente declarados. Não é só o constante ataque ao jornalismo. Não é só o tomar de posições de força, unilaterais, dignas de qualquer ditadura de esquina. Não é só o entusiasmado apoio à indústria das armas. Não é só a quebra de acordos entre aliados. Não é só o fascínio por regimes ditatoriais.

É tudo isto e um ego à frente de qualquer outro interesse, aliado à escolha das opções que potenciem o negócio. Um bronco capaz de colocar o mundo em pantanas porque uma jornalista o adjectivou de cobarde. Gente perigosa.

Imagem: The Washington Post

Aquele momento em que a SIC deixou de ser Notícias

Reduzida a opinião. Múpis com temas diversos versando um ponto de vista, em vez de uma notícia.

Há dias, a SIC publicou uma reportagem sobre fake news, olhando para as redes sociais e para os blogs de forma acusadora. Nunca precisaram de sair de casa, como agora novamente se constata.

imagem: jmc

Começa o spin

Num artigo que mais parece um detox de opiniões saído de uma trituradora de declarações, compõe-se uma história que dê corpo ao título.

Vamos lá ver

Nos EUA, os democratas não aceitam financiar mais um troço do muro na fronteira com o México e Trump recusa-se a assinar o orçamento que desbloqueará o shutdown sem esse financiamento. Este é o impasse.

O presidente Trump anunciou no sábado que iria estender as protecções de deportação para alguns imigrantes ilegais em troca de 5,7 mil milhões de dólares de financiamento para um muro ao longo da fronteira com o México. [NYT]

É uma abertura para negociar desde que um dos lados opte por capitular. Ou, por outras palavras, é o que se chama de chico-espertice. Quem quer negociar não chega a uma reunião com um discurso “Não aceitam as minhas condições? Bye-bye.“, como aconteceu numa das anteriores tentativas.

Mas, note-se, não me estou a queixar. O espectáculo, para o qual nem tive que pagar bilhete, está a ser divertido.

Infantilidades?

“Uma resposta infantil não merece outra resposta infantil”

Falemos então de infantilidades e sobre como é que isto começou.

Antes do Natal, houve um acordo entre Democratas e Republicanos para financiamento do governo e evitar o shutdown. No dia seguinte, a Fox News, que mais parece o jornal oficial da Casa Branca, lançou uma campanha a picar Trump, dizendo que este estava a ser cobarde. E a seguir, Trump deu o dito pelo não dito e fez saber que não aprovaria o orçamento, o que levou o líder Republicano do Senado a dar um passo atrás, rasgando esse acordo.

Incitado por Rush Limbaugh e Ann Coulter, Trump faz uma declaração de última hora dizendo que ele não vai assinar a legislação republicana [portanto, do seu próprio partido] para manter o governo aberto e exige 5 mil milhões de dólares para fazer um muro na fronteira. A maioria republicana da Câmara dos Deputados aprovou uma lei que morre no Senado [republicano]. Trump culpa democratas pelo shutdown. [The Guardian]

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A mim, ninguém me perguntou

Confesso, não sou fã das extrapolações.

Titula o Expresso, em forma de conclusão quanto a uma sondagem realizada pela Eurosondagem: “Portugueses sem medo da maioria absoluta do PS“. Uma conclusão algo arrojada e, até, pouco consubstanciada pelos números apresentados, parece-me.

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O MEL do pote

“O PSD não anda à espreita de uma oportunidade, não está cheio de vontade de ir ao pote”, assim afirmou aquele que teve que escolher entre ter eleições no país ou no partido. Montenegro parece ter decidido ressuscitar a máxima de Marco António Costa. E agora reúnem-se à volta do MEL os que querem eleições no partido por causa das eleições no país. É isto.

LOL ya, dude.

Houve uns quantos que aproveitaram para criticar Rui Rio por causa de um tweet com uns emoji.

Pode-se traçar um paralelo entre esta tentativa de trazer a linguagem corriqueira para o discurso político e a argumentação a que recorreram aqueles que aprovaram a lei do presente acordo ortográfico. Essencialmente, procurou-se nos dois casos uma aproximação de diferentes formas de expressão, como se ambas não tivessem existência própria.

Bater no Rio tornou-se num desporto do seu partido desde que se percebeu que alguns deputados poderiam não fazer parte das próximas listas. Mas sejam coerentes. Rejeitem a ingerência da política na linguística com a mesma veemência com que satirizam esta colagem a uma forma de expressão vinda dos tempos das chat rooms.

Os novos milionários têm 50 mil euros no banco

O pressuposto é travar a evasão fiscal. Como se sabe, esta é massivamente praticada por quem mantém contas de 50 mil euros em bancos nacionais. A fuga ao fisco não vem de quem tem os meios para usar offshores e para adquirir bens urbanos e rústicos a pronto pagamento, por exemplo.

Na prática, o que vai acontecer é uma coisa muito simples. O fisco vai ficar a saber se há espaço para aumentar ainda mais os impostos. Afinal de contas, se a alguém sobra 50 mil euros parados no banco é porque os impostos não levaram tudo, havendo espaço para optimização.

Para memória futura, a “medida contou com os votos favoráveis do PS, do BE e do PCP. O PSD votou contra e o CDS-PP absteve-se“. Sublinhe-se que o partido dos contribuintes (*) se absteve.

(*) Quem por curiosidade visitar os “pingback” deste “link” descobrirá que os posts referenciadores foram apagados. Mas a Internet não perdoa, como se regista aqui e aqui.

Passada temporada das renas voadoras, já se sente no ar o cheiro a asfalto de um novo aeroporto.

Não notam? Ou é o cheiro a asfalto ou a dinheiro. Um deles.

Consta que haverá um novo acesso à Ponte Vasco da Gama. Na imagem ilustra-se a distância desde o novo aeroporto até à estação de metro mais próxima (Moscavide), no que poderá ser um possível trajecto para Lisboa.

Boas notícias para Setúbal, que passa a estar à mesma distância do aeroporto que Lisboa.

A propósito, como é que anda o tráfego aéreo de moscas em Beja?

Cobertura noticiosa: [Read more…]

Falência, mas de quê?

Acho delicioso ouvir da parte daqueles que, ano após ano, pedem menos Estado, às vezes complementado com melhor Estado, se lamentarem sobre uma suposta falência do Estado. Escutando-os, poderíamos pensar que, realmente, reclamariam pelo reforço desse Estado, agora enfraquecido, mas a memória é tramada e recorda-nos o que fizeram quando tiveram o poder à sua disposição. E isso é revelador. Substantivamente, retiram capacidade ao Estado quando cortam as verbas necessárias ao seu funcionamento, quando canalizam dinheiros públicos para actividades privadas paralelas àquelas já suportadas pelo Estado e quando enxameiam os quadros da função pública com incompetentes vindos dos seus partidos.

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Com que então, é um problema de “politicamente correcto”

Imagem: TVI, 03/01/2019

Com que então, o que há a dizer é que esteve preso por ter escrito “um texto na internet”. Zero referências no destaque quanto à pena de prisão por envolvimento na morte de Alcino Monteiro. E à extorsão, sequestro e posse ilegal de arma.

Mário Machado foi condenado, em 1997, a uma pena de prisão de quatro anos e três meses por envolvimento na morte de Alcino Monteiro. O crime remonta a 1995, quando um grupo de cabeças-rapadas que comemorava o Dia de Camões, 10 de Junho, pelas ruas do Bairro Alto, espancou até à morte Alcino Monteiro, um cabo-verdiano de 27 anos. Dezassete cabeças-rapadas foram levados à barra do Tribunal do Monsanto. [CM, 20/07/2006]

E o que diz um dos envolvidos neste branqueamento da extrema-direita?

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Bom 2019

Para todos os que fazem o Aventar, autores, convidados e leitores, votos de um bom 2019.

Imagem: Paresh Nath, politicalcartoons.com

Para os entusiastas

A agenda mediática e política

Imagem: Diário de Notícias, edição impressa de 23/12/2018. Clicar para aumentar.

Ouvindo os ecos da política difundidos pela comunicação social, ficamos a saber que os temas quentes são a contagem do tempo de serviço dos professores para efeitos de progressão na carreira, a empolada manifestação nacional dos coletes amarelos e  a greve dos enfermeiros e de outras classes com menos capacidade mediática, tais como os oficiais de justiça. [Read more…]

Nascer da Terra: uma imagem icónica com 50 anos

“Ninguém lhes havia dito para procurar a Terra. Era véspera de Natal de 1968 e a primeira missão tripulada à lua chegara ao seu destino. Quando a Apollo 8 entrou na órbita lunar, a tripulação preparava-se para ler passagens do Génesis para uma transmissão televisiva. Mas, à medida que o módulo de comando completava a sua quarta volta, ali estava ela, visível através da janela – um enfeite azul e branco suspenso no preto acima do severo cinzento da lua.

Antes daquele momento, há 50 anos, ninguém havia visto o nascer da Terra. Esta visão fez Bill Anders, o fotógrafo da missão, precipitar-se para a sua máquina fotográfica. Colocou um rolo de 70mm colorido na Hasselblad, definiu o foco para o infinito e começou a fotografar através da teleobjectiva.

O que ele capturou tornou-se numa das imagens mais influentes da história. Força motriz do movimento ambientalista, a imagem, que ficou conhecida por Earthrise (nascer da Terra), mostrou o mundo como um oásis singular e frágil.” [Ian Sample, The Guardian]

Artigo completo: “Earthrise: how the iconic image changed the world“.

Douglas Engelbart (1925-2013), o visionário

“Chamei rato a este dispositivo de apontar, não sei bem porquê, mas o nome foi ficando”. Assim explicou Engelbart, com uma humildade estonteante, uma das suas invenções que actualmente consideramos banais.

Teve lugar numa demonstração tecnológica que ficou conhecida por “The Mother of All Demos” (a mãe de todas as demonstrações), assim baptizada por ter introduzido, num único sistema, muitos dos componentes presentes na computação moderna e pelo carácter visionário dos conceitos introduzidos.

Esta apresentação, que fez recentemente 50 anos, a 9 de Dezembro, durou 90 minutos e contou com a introdução de um sistema completo de hardware e software de computador. Entre outras invenções, incluiu a apresentação do rato de computador, videoconferência, teleconferência, hipertexto, processamento de texto, hipermédia, ligação dinâmica de ficheiros e um editor colaborativo em tempo real.

A lista de invenções é notável, mas ainda mais estonteante é a simplicidade com que Douglas Engelbart as apresentou. Talvez a plateia tenha tido a sensação de estar perante um vislumbre do futuro. Se sim, estava certa.

Protesto pára para almoço

E a suposta nova ortografia pára para falar dos coletes amarelos.

Quem são os Coletes Amarelos em Portugal

No que respeita movimentações colectivas, sendo importante conhecer quais são os objectivos declarados, perceber quem as está a promover pode ajudar a avaliar a autenticidade das posições defendidas. Uma forma de o fazer consiste em procurar saber quem tem sido os promotores dos protestos dos Coletes Amarelos Portugal e que dimensão têm estes movimentos. [Read more…]