Unanimidade e nojo

Podemos ter opiniões diferentes sobre as razões que levaram Mario Draghi e o BCE a tomar a decisão de fazer chover euros pela Europa – vamos lá ver quem os apanha e o que lhes faz…- para raiva da Merkel. Mas o que não podemos é estar todos felizes com o facto. Todos! Mesmo os que nos sangraram em vida em nome da perspectiva contrária, enquanto manifestavam o seu ódio a este tipo de medida. Nomeadamente o governo português, seus ministros e ex-ministros, seus apoiantes, comentadores, jornalistas e serventuários em geral, que sempre insistiram que este tipo de política era um erro grave (assim lhes asseverava a patroa). Agora, estão todos contentes. Insisto: todos.

Há unanimidades que metem nojo. Como se não bastasse o nojo anterior.

O grande romance do século 21

Gregório Duvivier

Preciso escrever o grande romance do século 21. Mas estou casado e minha vida é uma delícia. Bebemos vinho toda noite e suco verde toda manhã. Ninguém escreve o grande romance do século 21 com essa vida mansa. É preciso um pouco de instabilidade pra se escrever o grande romance do século 21.

Estou separado e morando num motel da Lapa. Difícil escrever o grande romance do século 21 ao som de um bloco de maracatu que se confunde com o show da Anitta na Fundição Progresso enquanto na sua janela um mendigo canta o hino do Flamengo.

O colchão tem sanguessugas do tamanho de um polegar e eu devo respeito às baratas porque elas chegaram aqui antes de mim. Durante a noite, alguém levou o laptop. Difícil escrever o grande romance do século 21 no bloco de notas do celular. É preciso um pouquinho de conforto para se escrever o grande romance do século 21.

Estou num flat no Leblon. Ar-condicionado split, lençol banda larga e internet de mil fios. Baixo filmografias e discografias completas num piscar de olhos. Aliás, é só o que eu faço. Difícil escrever o grande romance do século 21 com uma conexão boa dessas. Eu preciso de um pouco de isolamento. Já entendi o que falta: leitura. Para escrever o grande romance do século 21, é preciso, no mínimo, ter lido o grande romance do século 20. [Read more…]

Ora vamos lá recapitular porque temíamos a bancarrota e foi preciso a troika

Se não tivesse sido como foi, o rendimento das pessoas teria caído drasticamente (Salários caíram 22% no Estado e 11,6% no privado desde 2011), o desemprego teria disparado (Portugal é um dos 3 países que mais empregos perderam) e a fome ter-se-ia generalizado (Hospitais atendem cada vez mais grávidas com fome).

Em consequência deste cenário negro, sem termos sido salvos da bancarrota, a emigração teria disparado  (Só no ano passado [2013] emigraram 110 mil portugueses) e as contas públicas teriam ficado incontroladas (Portugal tem a terceira maior dívida pública da zona euro).

Finalmente, sem a preciosa ajuda da troika, serviços básicos do estado, como a saúde, teriam entrado em colapso (Ambulâncias retidas no hospital de Torres Vedras por falta de macas). A educação seria novamente parente pobre no estado (OE2015: Educação no topo dos ministérios que levam corte). E a corrupção dominaria a economia (Corrupção afecta o dia-a-dia de mais de um terço dos portugueses).

Ainda bem que nada disto aconteceu. Porque mau, mesmo mau, era ter acontecido e irmos para a bancarrota na mesma, levando com dose dupla de miséria. Demos graças ao maravilhoso governo que nos poupou tantos sacrifícios, a tal ponto que até sonha ganhar as próximas eleições. Ámen.

Este artigo só pode ser gozo

«Portugal foi o país resgatado que menos empobreceu». Entre 2007 e 2012, lê-se fora do destaque, num artigo publicado no “jornal” de Negócios em Dezembro de 2014.

Sinais das últimas sondagens

Pedro Parracho

As últimas sondagens vieram mostrar que a diferença entre a coligação (PSD/CDS-PP) e o PS está a diminuir. Os partidos da maioria foram os que mais subiram, o que mostra com isso, que apesar do descontentamento, devido às medidas que foram tomadas e que penalizaram as famílias portuguesas, os cidadãos não encontram no PS e no seu líder, António Costa, uma alternativa credível.
O verdadeiro problema do PS, é não ter alternativa às políticas do governo, António Costa, está bem consciente desta realidade e por isso divaga, sem nunca apresentar medidas concretas. [Read more…]

Ronaldo pede desculpas

pela adopção de ‘ato’ e de ‘irrefletido’: «Peço desculpas pelo meu ‘ato irrefletido’».

Muros mentais

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António Alves

Espero que a Câmara do Porto não autorize isto. É uma enorme falta de tacto. Chega a ser insultuoso para com uma cidade que sempre primou pelo respeito pela religião e liberdade de todos. E também contraproducente: o arame farpado em volta da Sinagoga, a maior da Península Ibérica, só pode estimular sentimentos de desconfiança para com os judeus em quem nunca os teve. As pessoas reagem mal a quem se manifeste desconfiado para com elas. A Sinagoga do Porto ali aberta, grande, bela, visível, foi algo que eu sempre mostrei com orgulho às pessoas de fora que acompanhava e calhava passar naquela rua. O texto que se segue foi escrito pela própria comunidade judaica do Porto.

O secretário de estado do secador de cabelo

Artur Trindade

O governo espanhol proibiu a produção de electricidade a partir de fonte solar para consumo próprio e, cinicamente, o governo português fez o mesmo, vendendo uma restrição como sendo uma libertação.

«Até agora, a produção de electricidade com vista ao autoconsumo era “uma realidade que não estava legislada”, explicou o governante sobre o diploma que também introduz alterações ao regime da microprodução.» (i online)

Meu deus, vivíamos na ilegalidade! Mas agora estamos melhor. Por exemplo, havendo lei, poderão existir multas a aplicar. É só vantagens.
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Sugestão musical

A minha primeira sugestão musical em 2015 vai para o 3º single daquele que foi para mim o melhor álbum de 2014. Infelizmente não consegui estar em Portugal no passado mês de Novembro…

Urgência$

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O governo anunciou, de surpresa, que vai começar a drenar doentes das urgências públicas para os hospitais privados. Estou espantado, já que o que costuma acontecer é exactamente o contrário: sempre que um doente precisa de intervenção urgente e diferenciada, se está num hospital privado é, geralmente, despachado para os serviços públicos. Até o conspícuo Osório dos privados ficou espantado com o brinde, declarando que ninguém do governo lhe tinha dito nada. Pois é, perante a pressão mediática o governo, como é costume, atira lérias para o ar. E tanta vontade tem de servir os amos que nem repara que estes não têm meios de aproveitar a prenda.

Não entendi nada. Não entendo nada

Vanda Pereira

Há dias, o PS votou contra o quociente familiar no IRS.
Isto é, o PS votou contra SUBSTITUIR o atual quociente conjugal, por um quociente familiar em que o rendimento do agregado familiar, para determinação das taxas do IRS passe também a ser DIVIDIDO pelo número de filhos – valendo cada dependente 0,3 na equação.
O PS não pensou nas famílias. Apenas e só. Não pensou. Ao votar contra, o PS mostrou que tanto lhe faz. Tanto lhe faz, que uma família não tenha filhos, que uma família tenha 1 filho, 2 filhos, 3 filhos, é tudo igual.
Dias depois, o mesmo PS voltou. E voltou preocupado com as famílias

Batam com o Portas!

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Passamos o dia a ouvir o Paulo Portas (com vossa licença) a falar na imensa generosidade do governo. Fez-se o ajustamento, diz ele. Aumentam as pensões e os vencimentos dos Funcionários Públicos ( e os descontos do IRS, na armadilha dos escalões) graças à devolução de parte dos cortes dos salários e da CES,diz ele.
Feitas por imposição do Tribunal Constitucional e não pelo teu gang governante, digo eu, oh cara de ovo escalfado!
O Portas ali está de novo! O Portas é diarreia visual! O Portas é um percevejo político! Se o Portas é português, eu quero ser esquimó. Se o Portas é terráqueo, eu quero ser marciano! Fora com o Portas, fora, PIM!

Boas cercas fazem maus vizinhos

Não exagero se disser que me sinto ofendida pela intenção hoje noticiada da Comunidade Israelita do Porto (CIP) de fazer erguer um muro à volta da sinagoga do Porto. Considera a CIP que os atentados terroristas em França e o aumento do anti-semitismo na Europa aconselham a protecção da sinagoga, coisa que se traduz num muro de 3,5 metros de altura e arame farpado.

E se me sinto ofendida é porque essa comunidade não tem motivos para sentir-se ameaçada no Porto, não houve nesta cidade nenhuma manifestação de anti-semitismo que justificasse a construção de um muro, e avançar com a sua construção é um acto de desconfiança em relação à cidade que não tem justificação histórica nem é sustentada por nenhuma ameaça concreta na actualidade. [Read more…]

“A tática do medo já não funciona na Grécia”

Curiosamente, “a tática” também não funciona em português europeu. A táctica, sim, funciona.

Como seria se a política trocasse de lugar com o futebol?

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Não há sociólogo que me valha nesta dúvida existencial que partilho com o Lopes, o repórter pós-moderno que chega pelo lápis do cartoonista Luís Afonso às páginas no jornal O Jogo. Há qualquer coisa de muito especial no futebol que mexe nas entranhas do português comum e que o coloca na posição de enveredar pelas mais profundas discussões ideológicas e, se “necessário”, pela violência física e/ou verbal descontrolada.

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Parabéns, septuagenário

Setenta anos é uma proveita idade. Aproveita-a, agradeço-te, teu humilde admirador, tantas gargalhadas, tantas momentos em que fomos um país agarrado à barriga e tu cantando:

Ninguém, ninguém, poderá mudar o mundo das nossas memórias inapagadas, ninguém como tu fizeste prima da obra caricaturada.

Parabéns Serafim, ó marco onde está o busca-pólos, Saudades.

O sexo é bom, más são as religiões

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Disse Jorge Bergoglio uma evidência, quem não tem dinheiro não pode fazer filhos à desgarrada, e soltou-se a mais mentecapta e doentia visão do mundo que ainda caracteriza muito catolicismo, falo da contracepção dita natural e do culto da castidade no próprio matrimónio. Como Anselmo Borges explicou aos idiotas, tudo o que advém do conhecimento humano já tem a sua artificialidade, ou trocando por miúdos: se sabemos do ciclo menstrual e do período fértil, e só se truca-truca no infértil, há artifício.

Tenho um fetiche pela História da sexualidade, e delicie-me (ok, foi um orgasmo) com o raciocínio que levou os historiadores a concluírem ter a contracepção passado a prática corrente nos séc. XVII/XVIII, por via dos manuais para os confessores que a partir dessa altura instigam a padralhada a inquirir bastas e agressivas vezes com a senhoras se pecaram truca-trucando com ardis pelo meio que evitassem a reprodução da espécie. Faz-me isto lembrar as tolices actuais sobre a crise da natalidade, mas esse é outro assunto. [Read more…]

Fernando Ulrich não aguenta?

O pesadelo de Ulrich: Tsipras a comemorar a vitória.

O pesadelo de Ulrich: Tsipras a comemorar a vitória.

Fernando Ulrich está preocupado com o resultado das eleições na Grécia. Fico satisfeito por, pela primeira vez na vida, ter as mesmas preocupações de um banqueiro, mesmo sabendo que me deixará sozinho a torcer pela vitória do Syrisa.

Um banco, à semelhança dos mercados, é uma entidade nervosa, sensível, amiga do seu amigo. O BPI confidenciou as suas preocupações aos clientes e enviou-lhes uma mensagem assustada, chamando a atenção para “o espectro da vitória de um partido anti-europeísta.”

Muito haveria a dizer sobre o que significa ser anti-europeísta, mas tendo em conta a proximidade ideológica de Ulrich com Luís Montenegro, julgo que defender a Europa e os europeus são coisas antagónicas, porque os segundos só servem para atrapalhar. Logo, quem estiver preocupado com os europeus será, necessariamente, anti-europeísta.

Vale a pena ler a carta que Catarina Martins escreveu ao banqueiro assustadiço. É claro que há por ali palavras que poderão fazer confusão ao pobre senhor, como, por exemplo, democracia e povo, mas, e citando o final da missiva, é importante ajudá-lo a perceber que “os mercados financeiros aguentam. Ai aguentam, aguentam.” Penso que, assim, ele conseguirá perceber.

Uma adivinha

No jardim da Praça da República, no Porto, uma das estátuas tem, no seu pedestal, uma placa velhinha que diz assim: “Comemoração do 6º Aniversário da Implantação da República Ano 1916”.

Que figura está representada sobre esse pedestal? “Ora! A República, claro”, dizem vocês? [Read more…]

O imbecil e a ameaça jihadista que paira sobre Portugal

Cimeira das Lajes

O novo director do SIS, Adélio Neiva da Cruz, alertou ontem o país para o facto de Portugal não estar fora do radar dos jihadistas. Assim de repente, vêm-me à memória um determinado imbecil que em 2003 trocou as funções de primeiro-ministro pelas de mordomo e trouxe para o nosso país um terrorista e dois dos seus bobis europeus para juntos planearem a invasão ilegítima de um estado soberano.

O que se seguiu não é novidade para ninguém: os países governados pelos bobis foram vítimas de dois brutais atentados terroristas, o primata norte-americano continuou a semear o terror enquanto açambarcava poços de petróleo, o país invadido tornou-se mais violento e completamente ingovernável e o mordomo, esse imbecil, ganhou-lhe o gosto e fugiu do país para servir outros aristocratas. Já Portugal foi poupado da violência fundamentalista, possivelmente porque nem os radicais islâmicos levaram a sério o papel do imbecil que colocou o nosso país no seu radar. Quem diria que o inútil do mordomo até poderia dar jeito? Ou será que ainda não chegou a nossa vez? É que estes gajos sabem ser pacientes…

Sons do Aventar – O Jardim dos Mind da Gap

Interventivo por excelência, o (bom) rap português caracteriza-se pela análise profunda do país e do mundo em que vivemos, longe do estilo gangster norte-americano ou das vertentes “bling-bling” dos artistas pop da MTV que se fazem passar por rappers quando na verdade são apenas fotocópias uns dos outros sem conteúdo, que dissertam sobre cus grandes, jóias ainda maiores e festas onde chegam de casaco de peles sob um tronco nu inchado de esteróides.

Nas duas últimas décadas, Portugal viu nascer músicos que fundiram a alma e a expressividade dos grandes poetas lusos com ritmos e batidas encaixadas de forma harmoniosa. O resultado são bandas e artistas como os Dealema, Valete, LCR, Sam the Kid, Chullage e, entre tantos outros artistas que respiram talento longe dos holofotes da artificialidade, os Mind da Gap, percursores do movimento no norte do país e autores do tema que vos trago, O Jardim, uma radiografia cantada com beats partidos de um país partido em pedaços.

Desfrutem. A cultura Hip-Hop regressa em breve ao Aventar.

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Os impostos explicados às crianças

O deputado Paulo Sá desmonta, ou melhor, monta com legos mais uma mentira do governo. Exemplar, didáctico, muito melhor que um desenho.

Adenda: Entretanto, a menina Maria Luís choraminga:

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40 anos de Brigada Vitor Jara, invista, é uma pechincha

Vai a Brigada Vitor Jara lançar uma caixa com a sua discografia completa. Para isso lançou um crowdfunding (gostava de descobrir uma tradução para a palavra mas não consigo), que nos deixa várias possibilidades de apoio, por exemplo com 40€ ficamos com a caixa e ainda levamos uma garrafa de vinho do Porto. Uma excelente oportunidade, que só divulgo porque já contribui… Veja aqui, ainda não esgotou.

Municipalização? Não, obrigado!

Incompetência!

Não, não se trata da palavra-passe mais usada em 2014 – essa continua a ser

Este vocábulo é muitas vezes escolhido para colocar em orações onde entram outros vocábulos como Pedro, Passos, Paulo, Portas ou até, como muitas vezes acontece nas escolas, junto de Nuno e de Crato.

Mas, se há palavra desadequada para qualificar Nuno Crato, essa palavra é incompetência. Aliás, eu diria que incompetente e Nuno Crato são antónimos. Nuno Crato tem sido o mais competente dos Ministros porque consegue colocar em prática toda a sua matriz ideológica inspirada na experiência americana dos anos 80. Diria, que tem uma espírito santo de orelha – David Justino, mas não deixa de executar o seu papel com enorme competência.

O péssimo professor de matemática que desfilava apontamentos de ignorância em todos os planos, nomeadamente nos mais inclinados, teimou em falar sobre tudo e sempre com uma tónica – a Escola Pública, como está, não serve.

E esta Escola Pública não serve porque ainda permite (a poucos, é certo) a possibilidade de aceder a um dos dois únicos mecanismos de promoção social – o outro são as juventudes partidárias. A aposta no ensino privado foi uma marca de Nuno Crato que, a seu tempo, a TVI mostrou ao país. Essa aposta é concretizada de diferentes formas – se por um lado entregou mais dinheiro aos colégios privados, por outro iniciou um processo de privatização que alguns teimam em chamar municipalização. Nuno Crato, no quadro de um governo hiper-competente, apresentou a alguns autarcas uma proposta de contrato para transferir competências para o nível municipal. Vejamos, então, em cinco pontos, o que está em cima da mesa: [Read more…]

Ou pagam todos ou não paga ninguém

Pagar dividas

Sempre que o assunto é o pagamento e/ou reestruturação das dívidas soberanas, há um argumento transversal à generalidade dos liberais: todos devem pagar mas o caso da Alemanha foi diferente. Ontem foi a vez de André Abrantes Amaral dar o seu contributo para o peditório:

Entre os dois casos [grego e alemão] há uma diferença abissal. A dívida alemã foi fruto das guerras que marcaram a primeira metade do século XX. Já a dívida grega é fruto do modelo de desenvolvimento da Grécia. A dívida alemã foi paga porque a Alemanha se desenvolveu. A dívida na Grécia foi contraída porque a Grécia se desenvolveu.

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Da série estes tugas são loucos…

Sem colocar em causa o forte impacto local na Terceira, caso se concretize a gradual saída dos EUA das Lages, é algo estranho ouvir falar em chineses ou ver membros do PCP defender o status quo.

O presidente do executivo açoriano, que na segunda-feira se reúne com o Presidente da República, admitiu ainda a possibilidade de a infra-estrutura das Lajes ser usada por outro país que não os EUA, como a China, com quem Portugal tem “uma relação diplomática” que é “muito anterior” àquela que tem com Washington.

Para o PCP da ilha Terceira, faltou uma “avaliação séria” sobre o potencial estratégico da Base das Lajes e o Estado português cedeu “com demasiada facilidade” às chantagens dos norte-americanos.

Definitivamente a tradição já não é o que era…

Reflexões Em Torno De Um Aniversário de Casamento

 

transferirDecorrem hoje 19 anos desde o dia do meu casamento. Foi um casamento sem pompa nem circunstância.

Casámos no Registo Civil. Só não fomos simplesmente viver juntos, porque a menção desse desejo provocava graves problemas familiares numa das famílias e nenhum de nós queria começar uma vida em conjunto sabendo que os nossos pais estavam de algum modo zangados connosco. O enlace no Registo Civil lá foi aceite porque anos antes alguém da família tinha desafiado as tradições e tinha – ó vergonha! – renunciado a casar pela Igreja.

Depois de quase três anos de namoro, a vida em conjunto pareceu-nos o caminho lógico a seguir. Aquilo era o que ambos queríamos. Era, no fundo, um percurso natural. Tomámos a decisão de forma tranquila. Embora eu achasse que aquilo era coisa para durar poucos anos. Talvez essa ideia tenha pairado como um fantasma e tenha contribuído para isto quase dar em separação.

E decidimos dar seguimento ao ditado «Ano Novo, Vida Nova». Sendo sempre ou quase sempre «do contra», tínhamos que ter casado num mês que noivos nenhuns escolhem. Não foi um dia para fotografias lindas, não foi dia para se atirar arroz aos noivos (e mesmo assim, apanhámos com tanto!), não foi dia para sair do Registo Civil e ir tranquilamente até ao carro. Foi, antes, dia de fugir da chuva e do frio.

Ainda assim, foi um dia bem passado com amigos e família. Muitos daqueles amigos eram muito mais do que família. Uma parte de uma das famílias foi, como em quase todos os casamentos, convidada por obrigação. Parecia mal convidar amigos e não convidar familiares. Mesmo assim, por motivos orçamentais, alguns familiares tiveram que ficar de fora. A polémica que isso gerou, céus! Como as pessoas adoram meter-se nas decisões dos outros e como se sentem zangadas e acham saber tudo, quando, na realidade, e na maior parte dos casos, nada sabem!

Fica bem, sei que fica bem, dizer que têm sido 19 anos de pura felicidade, de um amor sem fim e etc. Pois isso não é verdade! [Read more…]

Os donos deste mundo quase todo foram à vidente

A Goldman Sachs “aposta na vitória da Nova Democracia, o partido que governa a Grécia. O estudo, que também joga na reeleição de Passos Coelho e Rajoy, assenta numa ligação directa entre indicadores económicos e escolhas dos eleitores.” (Ricardo Costa no Expresso Curto de hoje).

Afinal a fé depositada, ou melhor, emprestada ao BES não foi apenas vulgar servilismo do Arnaut, os líderes da finança mundial tomam mesmo a realidade pela medida dos seus desejos, e assim se tramam os especuladores, que depois nós pagamos a conta.

Azar, pese uma sondagem da sempre imaginativa Euroexpansão, as tendências de voto são claras, de acordo com a Popstar já actualizada.

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E não esquecer que nestas sondagens o peso do PDR e do Livre ou lá como se avançam está obviamente distorcido: enquanto de um lado apenas se pode prever o peso do eleitorado fixo da direita, os novos partidos irão crescendo à medida que se tornem conhecidos. Principalmente o partido de Marinho Pinto é óbvio que não vai ficar por aqui.

Da revolta de um filho…

… cuja mãe foi assassinada pelo gang que se senta nas cadeiras ministeriais.
Este texto veio ter comigo no Facebook e tem que ser conhecido. Foi, pelo que percebi, escrito a quente pela revolta de um filho que viu a sua mãe morrer em consequência das acções da corja que manda neste país. Até quando?
Nota: Embora se trate de um texto público, foi pedida autorização ao seu autor para aqui a incluir. Noémia Pinto


O texto que se segue é de João Carlos Silveira, filho de Maria Vitória Moreira Forte, nascida em  Idanha-a-Nova, no dia 10 de Fevereiro de 1925 e assassinada em Almada no dia 17 de Janeiro de 2015.

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Peço desculpa pelo que vou dizer mas ESTOU MUITO REVOLTADO!
A minha mãe acaba de falecer há uma hora e meia, no Hospital Garcia d’Orta e, depois de ter dado entrada cerca das 11:00 horas da manhã, só foi vista cerca das 20:15 horas, depois de inclusive eu ter participado de um Médico, para mim indigno da profissão que diz que professa e depois de muitas outras peripécias na Urgência deste Hospital!
Independentemente de todas as queixas que possa ter, de muitos “profissionais” que trabalham nesta Urgência, o culpado maior da morte da minha mãe é filho da outra senhora, que dá pelo nome de Pedro Passos Coelho e o gang dos seus lacaios!

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Papa Francisco discorda dos Monty Python

Papa Francisco diz que os bons católicos não devem procriar como coelhos.