Crónica do Mundial [Portugal/Alemanha]

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Ponho o lenço com a bandeira nacional que comprei no chinês em 2004 e vou ser portuguesa com os portugueses, sofrer com eles por causa de um jogo de futebol, ser uma igual, apesar do olhar deles pousado na minha excentricidade de mulher amalucada naqueles preparos, a portugalidade por um fio, a estrangeirice toda à mostra, que as mulheres verdadeiramente portuguesas da minha idade não são bem assim, nem vão sozinhas ver futebol para os bares a meio da tarde. Peço uma mine da marca Sagres pois parece-me ser mais portuguesa. Sento-me na obscuridade, quero lá saber da  luz da tarde, e preparo-me para ter a cabeça quente. Lá fora na rua não há vivalma, a semana ainda agora começou e já parece no fim.

Ponho o lenço, bebo a mine, como tremoços, enquanto 50 e tal mil pessoas numa arena no Brasil se transformam em selvagens, ali à minha frente, no écran gigante do Sérgio. Estou em Roma a beber uma Sagres e a comer tremoços enquanto os bárbaros rosnam. Um homem chamado Mueller (ou talvez seja Müller) marca três golos, dois sem glória, só sorte macaca e um árbitro subjectivo. Outro homem, um Hummels ubíquo, desmultiplica-se nesses todos do seu nome plural e faz o resto. Quatro golos. Já não quero mais nenhuma mine e até me apetece tirar o lenço. Talvez tenha dado azar, sabe-se lá. Saio para a luz do fim da tarde que parece ter ficado suspensa, e é outra vez Segunda, apesar dos homens desolados com quem me cruzo na rua, a semana ainda mal começada e eles já tão tristes.

A Wikipédia, os professores e Aristides Sousa Mendes

aristides e cesar

Escreve hoje no Público a professora Maria do Carmo Vieira:

Se um professor pedir aos seus alunos que pesquisem na Wikipédia informação sobre Aristides de Sousa Mendes (ASM), sem antes ele próprio ter contado a história do cônsul de Bordéus e ter levado os alunos a ler e a analisar as cartas que escreveu, apropósito do inqualificável castigo de que foi alvo, os alunos deparar-se-ão com o exemplo flagrante da desinformação e do aproveitamento político da extrema-direita racista, em ascensão. O que foi um exemplo e um acto de grande nobreza é considerado um “crime”, por desobediência.

Dois comentários. O primeiro quanto à Wikipédia. Os professores portugueses têm com a Wikipédia o relacionamento tradicional que se tem perante o desconhecido. O facto de ser uma bojarda de todo o tamanho criticar um artigo quando o que temos a fazer é editá-lo, escapa-se-lhes: é malta que ainda não saiu da idade do papel, pensa que aquilo é escrito por alguém pago para o efeito como nas defuntas enciclopédias que se alimentavam de florestas de árvores assassinadas, e assim permaneciam, sem actualização, praticamente sem escrutínio, dignas do tempo em que o saber era unívoco e monopólio das cátedras. [Read more…]

Sim, sim…

Scolari lembra que Portugal no Euro 2004 começou a perder e chegou à final

Sim, sim, eu lembro-me .

Aliás, começou a perder e acabou a perder, e com os mesmos.

Lá nisso, honra lhe seja feita…

Não há pachorra para tanto ópio do povo.

Trabalho de equipa

TeamWork

O João Branco já fez ontem uma boa análise do jogo Portugal – Alemanha. Acrescento que, seja no futebol, na política ou nos negócios, não triunfaremos enquanto acreditarmos colectivamente que um herói chega. É o trabalho coordenado em equipa, planeado e executado conforme, que faz a diferença. Na política, o eleitorado tem premiado as apostas messiânicas (vejam-se os exemplos anteriores e a expectativa que agora se vai construindo à volta de António Costa) mas no final sobra sempre o mesmo: um craque, mesmo quando o é, não consegue realizar o desígnio que dele se esperou. Ontem, na bola, não se defrontaram duas equipas. Os jogadores portugueses perderam contra a equipa alemã.

Goldfinger à moda da casa

Lembram-se daquela cena de Golfinger em que o arqui-vilão, depois de promover uma luta de morte entre dois peixitos combatentes, dá o vencido a comer ao seu gato que aguardou sabida e pacientemente ao colo do dono? Ocorreu-me isto ao constatar que os donos da direita têm uma nova tarefa para os seus servidores: aproveitar a luta pela direcção do PS e, promovendo combates televisivos vários, alimentar-se dos despojos.

Ainda ontem, duas figuras de segunda linha – Brilhante e Perestrelo – se degladiaram ferozmente perante um Paulo Magalhães que, normalmente provocador e reacionarote, se deleitou deixando falar livremente os intervenientes, na certeza de que quanto menos interrompesse mais eles se enterravam. Como aconteceu. E não se espere ouvir nestas discussões uma ideia, um projecto, uma proposta concreta. Tudo o que se obtém é má língua, indiscrição, deslealdade. Só uma proposta concreta se ouviu: a redução do número de deputados, alteração das leis eleitorais e bipolarização forçada. E foi isto que me motivou esta nota. Esgatanhem-se, devorem-se, mas deixem-nos em paz.

Senhor Presidente, o povo manifesta-se nas ruas!

Cavaco

Alguém arranje um Rennie ao senhor Aníbal. Têm sido muitas indisposições…

Excentricidades de uma profissional do tanque

tanque

Depois do sucesso da dispendiosa festa de comemoração de 10 anos de casamento, Isabel dos Santos, cliente da lavandaria cá do sítio, fez novamente uso dos kwanzas extorquidos aos seus conterrâneos e levou 600 “amigos” para o Brasil, de maneira que estes “pobres” homens de negócios e outros tantos fúteis do social pudessem assistir, sem custos (pelo menos para eles), ao espectáculo do futebol, curiosamente contestado pelos milhões de Reais que custou a um país que, apesar do petróleo, continua a ter “excedente” de pobres que exigem nas ruas mais e melhor saúde e educação. Uns marxistas radicais, gente perigosa, daquele tipo que gasta demais e provoca crises financeiras.

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Mundial 2014 – Portugal vs Alemanha

Desta vez não me apetece postar o video das imagens dos golos. Todos os vimos. Todos sabemos decor o que é que falhou. Todos nós vimos aquilo que sabíamos ser previsível: a nossa selecção não jogou nada, com Paulo Bento não joga nada, não tem fio-de-jogo, não tem um colectivo, vive excessivamente daquilo que Ronaldo e mais 2 ou 3 conseguem fazer e continuando assim, arrisca-se a voltar a Portugal no próximo dia 26.

1. Nos primeiros 10 minutos de jogo ainda criámos um calafrio quando Ronaldo atirou com o pé esquerdo para defesa de Neuer. Desde cedo entendi que Paulo Bento ia apostar numa atitude defensiva, de forma a não deixar os alemães colocarem em prática a circulação de bola semi-apropriada ao Bayern de Munique de Guardiola: muitos passes entre os homens de meio-campo, muitas combinações entre o médio interior, o lateral e os alas e respectivo cruzamento para área à procura da referência de ataque da equipa, neste caso Thomas Muller, o herói da partida de Salvador da Baía. [Read more…]

Outra vez, Herberto?

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Herberto Helder é um poeta e escritor enorme – só não digo que é o maior poeta português vivo porque sou pouco dado a fazer estas proclamações, pelo menos sem passar todos os vates a fita métrica – e sempre esperei os seus livros com o afecto que se dedica àquilo que se ama. Mas desta vez, após ter vivido repetidamente esta cena – há livros que só possuo porque mão amiga, estando eu impossibilitado, me valeu – declaro que estou farto. Não me sujeito mais a ir para a fila dos ansiosos clientes ou a maçar os livreiros meus amigos para obter a raríssima e irrepetível edição de A Morte Sem Mestre.

A recorrente cena do “ou compras hoje ou nunca mais o vês” não terá mais em mim um expectante basbaque. Não sei se esta situação é uma técnica de marketing saloio um uma manifestação de egomania por parte do poeta. Herberto é magnífico. Herberto tem, entre outras virtudes, as de não nos massacrar com entrevistas, não espernear nos media para chamar a atenção, não fazer conferências a explicar o que queria dizer nos seus poemas. Ele é simplesmente grande no seu silêncio. Ele compreende como ninguém a importância do silêncio do artista e a autonomia do leitor. É no uso dessa autonomia aqui digo que não tenciono mexer uma palha para ter este último livro – esgotado em poucos minutos e já com oferta no mercado negro – nem tenciono alinhar, mais uma vez, no golpe de comprar a próxima Poesia Toda para preencher o vazio. Chega.

E a Coreia aqui tão perto…

Há uns tempos futebol eram 11 contra 11 e no final ganhava a Alemanha. Com Paulo Bento os germânicos nem precisam esperar pelo fim, entraram logo a ganhar mal saiu a convocatória lusa, uma mistura de indiscutíveis e afilhados do casmurro que nos (des)orienta… E a Coreia aqui tão perto!

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O que é a Cultura para o projecto governativo de António Costa?

Li com atenção o discurso que António Costa proferiu no Porto em 6 de Junho passado. Detenho-me aqui brevemente no (pouco) que disse sobre a Cultura. Costa afirmou estar empenhado «em voltar a investir na Cultura, que considera, de par com a Ciência, uma das «bases da sociedade do Conhecimento, condição de uma sociedade de iniciativa, criativa, inovadora, capaz de vencer, tanto na sofisticação do software de última geração, como na revalorização dos produtos tradicionais, produzidos nos territórios de baixa densidade, ou em novas industrias internacionalmente competitivas.» Fico preocupada com isto, pois para além de ser muito pouco, revela aquele que é um dos actuais males da (parca, reduzida à gestão de fundos cada vez mais ridículos) política portuguesa para a área da Cultura.

A Cultura não precisa que o Estado se preocupe por ela com o software de última geração (nem a Ciência, certamente). Software de última geração há muito, e incessante – os mercados das industrias tecnológicas tratam muito bem de tudo isso, e Portugal está cheio de óptimos engenheiros e programadores, e tem-se até notabilizado por boas práticas e pequenos grandes sucessos nessa área. O que define uma política para a Cultura não é a tecnologia. O que a torna central numa sociedade civilizada é a possibilidade, mediante um conjunto de vontades políticas e financeiras, de preservar uma memória (identitária, artística, histórica, política), a possibilidade de permitir o desenvolvimento pleno e contínuo da criação artística (em todas as suas vertentes e ofícios), e a possibilidade de proporcionar às populações (independentemente da sua densidade demográfica) o acesso à fruição da arte – que na sua génese e essência é e será sempre o contrário do entretenimento, pois serve para pensar, e é o contrário do esquecimento. [Read more…]

Portugal zero

ueOHsb5ODIEHá que dizê-lo com frontalidade: esta selecção é o espelho da posição de Portugal, seu governo e povo, perante a Alemanha: exactamente a mesma que eles tiveram quando perderam a guerra, mas nós baixamos primeiro as calças.

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Valha-nos o Raul Meireles.

Adenda –  Pior é sempre possível:p

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Outra agenda

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António Costa propõe-se mobilizar o País para outra coisa que não seja a austeridade e a subserviência aos interesses sem interesse para Portugal. O discurso do Porto aqui. Quarta, 18 de Junho, Costa estará no Teatro Tivoli, em Lisboa.

Só se for igual à tua

Este pequeno peixe viveu há 419 milhões de anos e tinha uma cara (quase) igual à nossa

“Last Week Tonight” com John Oliver: FIFA e o mundial 2014

Blatter: A FIFA é uma organização sem fins lucrativos.
Reporter: E os mais de mil milhões no banco?
Blatter: São uma reserva.

A guerra do trono rosa

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A elegância de quem fez uma vida de jota a querer chegar a primeiro-ministro com estratégias de jota e a coragem de quem esperou até ao último minuto para pegar nas rédeas de um cavalo sem energia mas que chegará à meta.

Seguro acusa Costa de só avançar por a vitória do PS em 2015 ser uma certeza

Costa diz que o PS “não precisa de questões pessoais”

O país vai assistindo ao espectáculo demonstrativo de um segredo de polichinelo: primeiro, o partido. O governo agradece.

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quim baía

quim baía

Na Terra de Miguel Sousa Tavares

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Marinho Pinto não conseguiu fazer com os Verdes a aliança que desejava no quadro do seu mandato parlamentar na assembleia da Europa, e lá terá de se juntar aos liberais, coitado (*). Ele e aquele senhor monárquico do Partido da Terra: boa surpresa eleitoral para uns (Miguel Sousa Tavares, por exemplo, chama-lhe «o nosso PT»), má surpresa para outros – depende da perspectiva com que se olha para as coisas da política, da Terra em que se está.

Preocupado com a desfeita dos Verdes (como se atreveram?), Miguel Sousa Tavares (MST) usou a última parte da sua crónica no Expresso de hoje para atacar os ambientalistas portugueses e, sobretudo, fazer a defesa de uma pelos vistos mais aceitável «convicção pessoal sobre costumes»: [Read more…]

postais da ria de aveiro (1)

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Os arrumadinhos e os nem por isso

Nos três dias que antecederam a abertura do Mundial de Futebol, a febre começou a subir na pacatíssima Toronto: muitos carros desfraldaram bandeiras de países vários e, numa terra em que a buzina só é usada in extremis, os latinos começavam a cortar o fluir tranquilo da cidade. E como no dia 12 de Junho foram as eleições para o governo do Ontário, província onde vivem uns milhões de pessoas vindas de 180 países e que goza do estatuto de praça financeira do Canadá, a mistura deu em nervoso miudinho. Daquele que, mesmo assobiando para o lado, se vê à légua. [Read more…]

Calçada de linóleo

calcada portuguesa

Ontem cruzaram-se à minha frente umas imagens televisivas das marchas populares de Lisboa. O “largo” da tribuna era uma parte da Avenida da Liberdade com a estrada embelezada com um linóleo. Tudo o que ali colocassem ficaria mais interessante do que o alcatrão negro mas a surpresa foi mesmo não terem optado por uma imitação das novas lajes  do Terreiro do Paço ou das que a Câmara de Lisboa quer colocar na Calçada da Ajuda. Afinal, o padrão escolhido foi mesmo o de uma calçada portuguesa, essa mesmo que tanta questão fizeram em arrancar no Terreiro do Paço, com vantagens estéticas, justificaram então,  e que querem arrancar em mais locais. Há coisas do camandro.

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“A Copa do Mundo é meia piroca no cu do brasileiro”

Parafernalha em grande ou da minha relação com o futebol.

Brasil 2014 – Brasil vs Croácia

O novo Arena Corinthians, ou Itaqueirão, como quiserem, estádio de raiz construído para a inauguração deste campeonato do mundo e, em jeito de curiosidade para quem seja curioso destas coisas, para suprir a necessidade que um dos colossos do futebol mundial, o Corinthians, tinha de possuir finalmente um estádio próprio, recebeu o jogo que marca o início de mais um Mundial entre Brasil e Croácia. Apesar de não estar cheio, o Itaqueirão foi ao rubro quando o onze brasileiro escalado por Felipão cantou fervorosamente o hino brasileiro, entoado a letra do hino que vai para além do som previsto para o momento. [Read more…]

sei…

por grandes amigos que temos em comum em Aveiro, que, António Nogueira Leite, ex-vice-presidente da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos, um dos mais importantes administradores do banco do Estado, afirmou que “no dia em que se demitisse, a CGD seria privatizada” – a sua demissão deu-se a 19 de Dezembro de 2012, sensivelmente um ano e meio depois do gestor ter sido convidado pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho para a Comissão Executiva do mesmo, e foi motivada por alegadas desavenças que já se arrastavam há meses com a gestão de Faria de Oliveira.

se na altura já se falava amiúde por aqui e por ali na possibilidade (poucos meses mais tardes, Relvas iria iniciar os seus contactos no Brasil, Angola e Colômbia para angariar um investidor para a TAP e qualquer coisita mais), estamos a poucos dias de ser conhecida a dita carta de intenções escrita\assinada por este governo perante as instituições da Troika, em específico, perante o FMI, carta que deverá (alegadamente) ter facilitado a “saída limpa” do país do programa de ajustamento estrutural…

O dia em que a vida muda

Foi ontem. Vi as notícias de manhã e revivi por dentro aquela fracção de segundo em que nos cai a ficha. É um instante. Ao final do dia recebi um telefonema da Paula. Nunca me passara pela cabeça que também fora apanhada naquela rede. Ontem foi ela, também. [Read more…]

Culgate

aclaracao

ironias e coincidências

– a controlinveste anunciou hoje a redução de gastos do grupo, redução motivada pelas perdas acumuladas pelo grupo nos últimos anos (destaque especial para as perdas acumuladas pela jóia da coroa, a Sporttv) e o despedimento de 160 profissionais da comunicação.

– precisamente no dia em que o maior paladino da luta contra o império dos oliveirinhas no futebol, ou melhor, nos direitos de transmissão televisiva, Mário Figueiredo foi re-eleito na Liga (ou melhor, re-elegeu-se por harakiri cometido pelos outros) meses após a cerrada marcação feita pelo FC Porto e dos seus “afiliados políticos” que resultou inclusive na sua destituição antes do final do mandato (conseguida através de uma das maiores manhosices possíveis e imaginárias; foi-lhe chumbado o orçamento em Assembleia-Geral no passado mês de Março). a Benfica TV agradece. agora sim, há ordem para matar. e para negociar abre-pernas em troca de bons contratos. [Read more…]

Um destes dias o proxeneta ainda será investidor…

Aumentar o PIB significa reduzir défice. Com défice mais baixo existe maior folga para contrair dívida. Ao ler esta notícia, que a ser verdade não passa de estender o tapete à contabilidade criativa, pergunto que sentido fará manter ilegal a mais velha profissão do mundo ou continuar a encarcerar traficantes, gastando dinheiro público nas várias etapas do combate à actividade, da investigação ao processo judicial, passando pelos serviços prisionais que ficariam bem mais aliviados se todos os condenados a prisão efectiva fossem libertados. E muito dinheiro do contribuinte poupado. Não seria mais correcto discutir estas temáticas no sentido da descriminalização, regular as actividades e então sim, uma vez legais, contarem para todos os efeitos estatísticos com direitos e deveres? A U.E. está cada vez mais parecida com a Máfia, tendo os governos nacionais como padrinhos…

Mundial 2014 – Soltas – #2

del bosque

9 – Don Vicente e a Selecção Espanhola – À semelhança de Luis FelipeScolari, aos 63, Don Vicente Del Bosque, é outro dos treinadores capaz de igualar o mítico Vittório Pozzo (no post anterior cometi um erro quando afirmei que Felipe Scolari “poderá tornar-se o primeiro seleccionador a vencer dois mundiais; Vittório Pozzo foi o mítico seleccionador italiano que levou a Squadra Azzurra às duas primeiras vitórias nos Campeonatos do Mundo de 1934 e 1938) com dois títulos mundiais caso consiga levar La Roja à vitória final no torneio brasileiro. [Read more…]