
A pergunta é retórica.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

A pergunta é retórica.
O tacho do camarada Catroga dura até acabar o dinheiro do Partido Comunista Chinês. O que felizmente para ele nunca irá acontecer.

É preciso considerável lata para um jornal dar voz a uma notícia plantada como esta. As pontes sobre o Tejo estão concessionadas à empresa dirigida pelo Ferreira Amaral, o ex-governante que foi para empresa que tutelou (sim, passado algum tempo, e então?). Mas parece que as PPP em causa só servem para recolher receitas, já que, para as obras de manutenção, é ao Estado que se apontam baterias.
Escreve o Público, em artigo não assinado, que o “caso foi detectado há três anos, revela ainda a Visão, que diz ainda que a empresa Infraestruturas de Portugal têm vindo a pedir, há pelo menos dois anos, uma intervenção, devido às fissuras graves na estrutura analisadas pelos técnicos“. Afinal o Estado, via a empresa responsável, tem feito alguma coisa. Falta saber se a IP pediu a quem de direito, à empresa que explora as duas pontes.
Claro que sacudir a água do capote e fazer pressão pública sobre o Estado é mais cómodo do que entrar com os 20 milhões necessários para as obras. Vamos ver se temos um governo à altura ou se, por outro lado, se vai posicionar como passador de cheques.
7.8 mil milhões será o montante injectado no Novo Banco quando o Estado português colocar mais 3.9 mil milhões de euros neste banco para cobrir as imparidades, aos quais se fala de ainda virem a ser precisos outros 400 milhõese para cenas e coisas. Esta injecção de dinheiro resulta do acordo com a Comissão Europeia para capitalizar o buraco Novo Banco, criado com a jura de nenhum português lá precisar de colocar um cêntimo.
É oportuno recordar as palavras do Governador do Banco de Portugal, do ex-primeiro-ministro Passos Coelho e de toda a tropa de comentadores da direita, David Dinis e Raúl Vaz incluídos, que lançaram louvores à decisão ímpar, segundo eles, de o Governador e o Governo de então terem tido a coragem de enfrentar Ricardo Salgado, tese repetida ad nauseum, quando da retirada de Passos Coelho do Parlamento, através da qual os soldadinhos de chumbo procuraram lançar o spin de ainda se estar para ver a dimensão do grande líder tecnoformado.
Mas esta já se vê, com efeito. Aí estão os quase dez mil milhões de euros para pagar uma solução que o Banco de Portugal achava ser a melhor e que obteve a concordância do governo Passos Coelho / Paulo Portas / Assunção Cristas, a tal que assinou de cruz na praia. Mas, como disse recentemente o ex-grande líder laranja, a reforma que ficou por fazer foi a do código do trabalho. Prioridades.
Aproxima-se outro candidato a buraco tapado pelos contribuintes: o Montepio Geral. Abram os olhos, portugueses. Ou então, caso contrário, prepararem-se para abrir a carteira.

Foi assim que Rui Rio se referiu à novela mexicana no interior do grupo parlamentar do PSD, protagonizada por Fernando Negrão e por uma rebelião de deputados, munidos de catanas afiadas, que humilharam o ainda assim eleito novo presidente da bancada parlamentar do partido. Que acusaram Rio de traição e Negrão de comportamento “autoritário e fascizante”. Que aceitaram integrar a lista de Fernando Negrão para a bancada parlamentar, apesar de não lhe terem dado o seu voto. Que acusaram a nova direcção do partido de “desrespeito institucional grave”. Ainda bem que Negrão não cumpriu a promessa. Seria uma “convulsãozita” interessante de se ver. A capa d’O Inimigo Público diz tudo. Não terá sido à toa que o novo líder do PSD esperou quase três semanas para se reunir pela primeira vez com o grupo parlamentar.
ele que venha cá abaixo (acima?) ver isto.

(em quadrinhas de mal dizer, para cantar à esquina)
I
Com todo este saber
(Isto é axiomático)
Quando for grande vou ser
Um professor catedrático.
Não sou de grande ciência
Mas sou muito carismático
Vou ser, tenham paciência,
Um professor catedrático
Graças a vistosa finta
Com um drible burocrático
Vou ser, e com grande pinta,
Um professor catedrático.
Não tenho modos de mestre
Sou mais para o autocrático
Mas vou, ao jeito rupestre,
Ser professor catedrático.
A gestão da Tecnoforma
De um modo automático
Só por si, já me transforma
Em professor catedrático. [Read more…]

O Partido Comunista Chinês não integrará, com toda a certeza, o lote dos ingratos que se recusa a agradecer as virtudes da governação de Pedro Passos Coelho. Compraram a EDP a preço de saldos, entre outras aquisições, e agora é vê-los colher os dividendos da pechincha.
A EDP terminou o ano de 2017 com um crescimento e 16%, o que corresponde a lucros na casa dos 1113 milhões de euros, dos quais 21,35% voarão directamente para o bolso dos oligarcas e para os cofres centrais de Pequim. Considerando que a empresa estatal chinesa pagou 2700 milhões de euros pela participação na eléctrica “portuguesa”, recuperar o simbólico investimento inicial não demorará muito tempo. E a torneira dificilmente se fechará. O verdadeiro negócio da China.
To talk of Nicaragua as a security threat [to the United States and to the hemisphere] is a bit like asking what security threat Luxembourg poses to the Soviet Union.
— Noam ChomskyThese beings seem completely indifferent to my progress. In fact I might just as well not be here at all as far as they’re concerned. I’ve tried talking them into banishing me entirely—then at least I’d be rid of them. Excommunication. But they don’t speak my language. They don’t speak no language at all. They just hover and moan. Water and blow. Like I’m not here at all.
— Sam Shepard, “The One Inside” (p. 141)
***
Há quase dois anos, indiquei o tratamento dado pela Assembleia da República à ortografia como um excelente exemplo de assimetria entre a vontade do eleitor e a atitude do eleito. Felizmente, no dia em que o Projecto de Resolução do Partido Comunista Português estava a ser discutido, encontrava-me já longe de Chicago, estrada fora, a conduzir na América profunda, em direcção a Bloomington, Indiana, para apresentar uma comunicação numa conferência de Fonologia. Assim, para minha imensa alegria, andei a ouvir a WASK, a WBPE, a WLIT (*) e a WBOW e a abastecer-me de víveres no excelente Pilot Travel Center de Remington.

US Highway 24, Remington, IN, 22 de Fevereiro de 2018
Por isso, fui poupado quer a mais este acto, quer às consequèncias que advêm deste acto e de actos semelhantes a este.

Efectivamente, ovação de pé para o PCP, para o PEV e para Filipe Lobo d’Ávila e Ilda Araújo Novo, deputados do CDS-PP. Exactamente: “um atoleiro“.
***
(*) Curiosamente, ao chegar à estação de serviço de Remington, era esta a canção que a 93.9 Lite FM transmitia — vai já para a lista da 66. E a Ann Wilson (cf. AiC) cantou imenso este clássico:

Hoje é o dia da estreia de Fernando Negrão nos debates quinzenais com o governo, na qualidade de líder da bancada parlamentar do PSD. Um líder que não lidera todos os deputados da sua bancada, ou não estivesse em curso a tal rebelião com que Negrão não contava, mas que, ao contrário daquilo que o próprio afirmou, não foi suficiente para se demitir do cargo. [Read more…]
Estimativa mensal do INE revela que a taxa de desemprego desceu para os 7,9% em Janeiro. Estes soviéticos…

A imagem é do Expresso e ilustra na perfeição o clima de guerra civil que se vive na São Caetano à Lapa. Uma tempestade de facadas e traições.
Por agora irão estabelecer acordos e promover a paz social na Auto-Europa, há que rentabilizar o investimento nas linhas de montagem do T-Roc. Novos projectos, a começar já pelo descapotável, serão desviados para outras paragens, longe de bloquistas, comunistas, Arménios e outros parasitas…

Fernando Negrão avisou que abandonaria a liderança parlamentar do PSD em caso de rebelião interna, apesar de presumir que tal conspiração não estaria em curso. Agora que a rebelião começou, quanto tempo demorará a renunciar ao cargo?
Depois da votação desastrosa, e das farpas de Paula Teixeira da Cruz, eis que regressa a cena Sérgio Azevedo, que até há poucos dias era vice-presidente da direcção Hugo Soares na bancada parlamentar, e que esteve com Santana Lopes na corrida à São Caetano, para colocar novamente em cheque a eleição de Fernando Negrão, isto depois de classificar de “autoritária e fascizante” a argumentação do novo líder parlamentar do PSD, que considerou os votos em branco como “benefício da dúvida” que lhe foi dado por 32 deputados. [Read more…]
à era da Traquitana.

Lê-se no DN que PSD, PS, CDS e BE demarcaram-se da proposta do PCP para Portugal se desvincular do Acordo Ortográfico, “ainda que tenham admitido a necessidade de o aperfeiçoar”. O único aperfeiçoamento a fazer é acabar com a tonteira cozinhada pelo governo de Sócrates, apadrinhada pelo de Passos e reafirmada pelo de Costa. Um experimentalismo que nem o próprio Estado consegue cumprir. Como está, mais vale cada um escreber komo qiser.

Isaltino Morais voltou a fazer das suas. Não, não voltou a ser acusado de branqueamento de capitais, fraude fiscal ou abuso de poder. Nada disso. Desta vez decidiu podar as árvores em Oeiras, contrariando o parecer dos técnicos da autarquia, o que já lhe valeu o epíteto de Isaltino mãos-de-tesoura. Muito melhor do que Isaltino mãos-de-branqueamento.

e mesmo que fosse, os fachos modernos já não são muito dados ao bigode.
Encontrado no Twitter de Tiago Silva.

O ambiente está pesado, para os lados da São Caeteno à Lapa. Das vaias a Elina Fraga aos tiros de metralhadora de Luís Montenegro, passando pelo indignados Hugo Soares, que acusou a actual direcção do partido de “desrespeito institucional grave”, após ter sido excluído da Comissão Política Nacional do PSD, e Paula Teixeira da Cruz, que acusou Rui Rio de traição pela escolha da antiga bastonária para vice-presidente do partido, o PSD é hoje um gigantesco saco de gatos, trancado numa casa a arder.
Ontem assistimos a um novo episódio, que contado parece ficção. Só que não. Fernando Negrão foi a votos, para ocupar o lugar de líder parlamentar do PSD, mas apesar de não ter oposição, conseguiu perder o plebiscito, não indo além dos 39%, o que equivale a dizer que, dos 88 deputados que participaram na votação, apenas 35 deram o seu aval ao candidato único à vaga deixada aberta por Hugo Soares, corrido por Rui Rio dias antes. [Read more…]

E sobre a mais recente estupidez, digna da besta mais retardada de que há memória na política mundial, ide ler o J Manuel Cordeiro, caros leitores. Haja alguém para dar alento às rezas da minoria fascista que temos por cá.

O congresso do PSD correu dentro do esperado, talvez com a excepção do discurso final de Rui Rio, exótico a ponto de não se resumir a chavões e lavagem de roupa suja, desonrando assim uma longa tradição dos congressos do partido que já foi social-democrata. Valeu a faca longa do rebelde Luís Montenegro, assim como a calorosa recepção de Elina Fraga, após ser anunciada como nova vice-presidente do PSD. Os passistas ficaram radiantes!
Agora que o conclave laranja chegou ao fim, o país está preparado para o banho de ética que Rui Rio lhe prometeu. E como o novo líder do PSD não tem lugar no Parlamento, onde não falta quem não se lave há vários anos, porque não começar por limpar a casa por dentro? Porque não começar, por exemplo, pela eterna questão do caciquismo, que tanto destaque e preponderência teve nas recentes directas do PSD? [Read more…]

A tecnológica portuguesa OutSystems anunciou que se prepara para abrir um centro de inteligência artificial em Linda-a-Velha. O projecto, que implicará a contratação de 30 engenheiros, é na verdade mais uma fachada, criada pela impiedosa máquina de propaganda comuno-socrática, para a instalação de mais um call center, em linha com o recente embuste da Google, confirmado pelo director de Assuntos Internacionais ibérnicos da empresa. Terríveis, estes bloquistas.
A propósito deste embuste, mais um, recordo aqui uma série de tweets de um conhecido activista dos direitos da minoria liberal-conservadora, cujo pensamento é injustamente confundido por alguns como representativo da versão portuguesa da alt-right norte-americana. Ou, como diria o saudoso Passos Coelho, “mas quem é que põe dinheiro num país governado por bloquistas e comunistas”? A menos que seja para mais um call center, claro.


Tem sido interessante assistir às intervenções dos restos do passismo no congresso do PSD, que está a decorrer este fim-de-semana. Das carpideiras do costume à faca longa de Luís Montenegro, passando por aquele momento mágico em que o auditório gelou quando Rui Rio deu a conhecer a composição da nova comissão permanente do PSD, que inclui Elina Fraga, os discípulos de Passos Coelho não pouparam críticas à actual solução governativa, centrando-se naquele que consideram ser um crescimento económico fraco e muito abaixo daquele que um governo de direita teria condições para atingir. [Read more…]

Para surpresa de muitos portugueses, onde me incluo, Rui Rio convidou Elina Fraga para sua vice-presidente. Importa recordar que a anterior bastonária da Ordem dos Advogados teceu duras críticas ao governo de Passos Coelho, em particular à ministra Paula Teixeira da Cruz. Sob sua direcção, a Ordem dos Advogados apresentou mesmo uma queixa-crime contra membros do executivo passista, por causa das alterações no mapa judiciário.
Para a antiga ministra da Justiça de Pedro Passos Coelho, a escolha de Elina Fraga representa uma traição de Rui Rio. E Paula Teixeira da Cruz não parece ser a única incomodada, pelo menos a julgar pela reacção dos congressistas do PSD no momento do anúncio. Foi uma facada profunda que deixou os restos do passismo ligados às máquinas. E não é para menos. Rui Rio não terá vida fácil nos corredores da São Caetano mas também não parece muito preocupado com isso. Antes pelo contrário.

Para lá da recente palhaçada, aqui bem resumida pelo J Manuel Cordeiro, Pedro Ferraz da Costa tem um longo currículo na defesa da destruição dos direitos laborais, que vai de apelos ao aumento da carga laboral até à defesa da eliminação de feriados e dias de férias, passando pelo imposto sobre o património. Há um ano atrás, chegou mesmo a lamentar publicamente a saída da Troika de Portugal.
Em 1981, com apenas 34 anos, Ferraz da Costa sucedeu a António Vasco de Mello como segundo presidente da CIP, criada em 1974. Desde então, tem estado na linha da frente da defesa dos interesses do patronato português, algo que é perfeitamente legítimo. Contudo, para defender os interesses dos patrões portugueses, o que de resto não é uma tarefa particularmente difícil num país como o nosso, não é necessário mentir. Afinal de contas, o homem está do lado do dinheiro e daqueles que têm os políticos e o queijo na mão. [Read more…]


Explique-nos, senhor presidente do PSD, como é que pensa dar um banho de ética na política portuguesa com José Luís Arnaut sentado ao seu lado?
Se ele pode chamar moinantes aos portugueses, podemos retribuir o cumprimento, certo?
Repare-se nos preciosismos:
Ferraz da Costa é aquele que é liberal quando se trata de falar do vínculo laboral dos outros, mas é estatizante quando se trata de tentar mamar nos impostos para subsídios nos negócios. Da laia deste há muitos. Chora menos e vai trabalhar, pá. Ou como escreveu Pedro Marques Lopes, “faz lá o recorte do jornal, vai mostrar aos amigos e no caminho vai à merda”.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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