Actos de Trump ultrapassaram fatos do Acordo Ortográfico de 1990

Forcing the factors to be orthogonal often allows extraction of factors that represent only a small number of variables, with each variable loading highly onto one factor or a small number of factors (Abdi & Williams, 2010).
— Ainsworth et al. (2019)

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Efectivamente, neste preciso momento, “this claim about election fraud is disputed” tem mais ocorrências do que “o candidato declara serem verdadeiros os fatos constantes da candidatura“.

No entanto, até 3 de Novembro de 2020, de facto, ainda não era assim (cf. pdf, p. 7).

Continuação de uma óptima semana.

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A actual aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 para totós

Efectivamente,

«Desporto pára quase todo este fim-de-semana: conheça as exceções».

Exactamente,

«representando um elo potenciador do contato e da transferência de conhecimentos para a sociedade».

Os meus agradecimentos ao excelente leitor do costume.

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O Bloco de Esquerda portou-se bem

«Este OE falha na questão mais importante do nosso tempo.» Efectivamente.

Concordo com Martins e discordo quer de Mendes, quer do Expresso

Spanish /t/ is dental and English /t/ is alveolar, and the dental articulation leads to different formant transitions, particularly in the F2 of subsequent high vowels.
— Kissling (2015)

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Foto: Tiago Miranda (https://bit.ly/31nsudF)

Não há qualquer «combate de palavras». Aquilo que há é indiferença e incompetência em relação às palavras. Eis o problema. Por exemplo, se alguém quiser ser Director do Serviço de Planeamento, Contratualização e Controlo de Gestão da Unidade Local de Saúde de Matosinhos, E. P. E., só poderá obter “informação adicional” através de contato. E isso, francamente, é inadmissível. Por esse motivo, concordo com Martins e discordo de Mendes.

Obviamente, os leitores do jornal A Bola acharão [Read more…]

Felizmente, o Papa Francisco não lê o Diário da República

«Papa Francisco defende uniões de facto em casais homossexuais». Exactamente. Efectivamente.

Discordo de Ana Catarina Mendes

De facto, uma nova proposta de Orçamento não «representa também uma irresponsabilidade».

Concordo com Catarina Martins

Efectivamente, «o Orçamento do Estado não tem condições para ser viabilizado».

A directora do Agrupamento de Escolas Escultor Francisco dos Santos quer que os encarregados de educação tirem selfies:

«Solicito que se retrate, o que ainda não fez».

Um novo rumo

Ninguém pára para pensar.
—Elis Regina

Das Mißverhältnis aber zwischen der Größe meiner Aufgabe und der Kleinheit meiner Zeitgenossen ist darin zum Ausdruck gekommen, daß man mich weder gehört, noch auch nur gesehn hat.
— Nietzsche

On ne vit pas dans un espace neutre et blanc ; on ne vit pas, on ne meurt pas, on n’aime pas dans le rectangle d’une feuille de papier.
— Foucault (pdf)

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Uma das hipóteses para a existência de contato num documento publicado no Diário da República é a redacção ter sido feita por um escrevente de português do Brasil ou por alguém que tenha tenha passado os anos formativos no Brasil ou em ambientes onde o português do Brasil era a língua dominante. É uma hipótese remota, mas as hipóteses remotas são as mais interessantes e são obviamente sempre excluídas à partida por quem escreve Orçamentos do Estado com os pés. Todavia, esta tese não se aplicará ao documento que hoje vos apresento, publicado no sítio do costume, no exacto dia em que os muito respeitáveis Nietzsche e Foucault fazem 176 e 94 anos,, respectivamente.

A razão é simples: [Read more…]

Contra o Orçamento do Estado para 2021

Ik dacht dat het Frans was.
— Eddie Van Halen (1955-2020)

Depending on one’s viewpoint and the context, one might think that either λ= 1 or δ=1 or perhaps λ=δ=1 best defines an independent sales agent. This language problem is not significant for us.
— Holmstrom & Milgrom (1994)

In common usage, reputation is a characteristic or attribute ascribed to one person (firm, industry, etc.) by another (e.g., “A has a reputation for courtesy”).
— Wilson (1985)

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Foto: Nuno Ferreira Santos (https://bit.ly/371rkrF)

Um dos aspectos mais salientes da Teoria dos Leilões é um leilão gerar mais rendimento ao vendedor quando cada um dos licitadores tem uma ideia correcta acerca dos valores estimados pelos outros licitadores durante a licitação. Em Portugal, desde 2012, um dos aspectos mais salientes dos Orçamentos do Estado é estes serem escritos com os pés. Efectivamente: 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019 e 2020.

Recolhamos uma pequena amostra (sublinho: pequena e amostra), debruçando-nos sobre apenas alguns dos momentos mais hilariantes do OE2021 Proposta de Lei e Relatório (pdf), um documento ridículo, mas apresentado com pompa e com uma seriedade que só poderá convencer aqueles que dedicam pouco tempo à leitura:

«caraterísticas sexuais» (p. 139) [Read more…]

O contato do autor

For example, receptive bilinguals have high listening comprehension abilities, indicating a well-developed underlying language system, but possess limited ability to produce the language after a long period of disuse.
— Dan Isbell

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Ontem, segunda-feira, não houve nem contatos, nem fatos, nem espécies invasoras afins no Diário da República. Contudo, há uma razão para essa excepção à situação vivida desde Janeiro de 2012: ontem foi feriado em Portugal e, nos feriados, não há Diário da República. Hoje, terça-feira, 6 de Outubro de 2020, não é feriado e, obviamente, tudo continua como dantes no sítio do costume.

Exactamente:

Continuação de um óptimo mês de Outubro.

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O mês de Outubro começa lindamente

When perceiving speech, listeners need to first decode the auditory signal and transform this time-varying input into accurate phonemic representation (Cutler & Clifton, 1999).
— Jinghua Ou & Sam-Po Law (2017)

Keep me walking, October road.
— James Taylor

Faz quatro anos em Outubro que aderi ao Movimento, disse o Homem. E por acaso, olha, como quase tudo o que me sucedeu na vida.
— António Lobo Antunes, “Tratado das Paixões da Alma“

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Hoje, ao ler estes dois belos nacos de prosa,

não pude deixar de me lembrar de José António Pinto Ribeiro, o ministro da Cultura que lamentava ainda não conseguir escrever fato em vez de facto:

“Ato jurídico” é fácil, agora “fato” em vez de “facto”…

Efectivamente, seguindo o princípio de Pinto Ribeiro, fruto de um deficiente conhecimento do instrumento sobre o qual frequentemente se pronunciou e relativamente ao qual tomou medidas políticas com consequências graves, mutatis mutandis, o redactor das pérolas de hoje no sítio do costume pensará que efetuar e eletrónico são fáceis, agora contatando e contatar em vez de contactando e contactar…

Obviamente, depois de escritas estas linhas, não pude deixar de me lembrar do “agora facto é igual a fato (de roupa)“.

Desejo-vos um óptimo mês de Outubro.

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«experiência, capacidade, carisma e sentido de Estado não lhe faltam»

Contudo, falta-lhe o mais importante. Falta-lhe saber que “agora facto” NÃO “é igual a fato (de roupa)”.

Pelo fato

Well, I miss, really, silly things about Manchester. I miss the kind of things that nobody would understand why they could be missed, I miss the grey slate of the sky. And I miss silly things about Manchester people.  But you’re Southern, you wouldn’t understand. When you’re Northern, you’re Northern for ever and you’re instilled with a certain feel for life that you can’t get rid of.
— Steven Morrissey

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Pelo fato de quê? Tendes de ler no sítio do costume. Quando? Desde Janeiro de 2012.

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Efectivamente, um cê dá muito jeito e faz imensa falta

–Looka there… They don’t care…
— Frank Zappa

Me and Tim Ford stole a car once in San Bernardino. One of those early Austin Healeys with red leather tuck and roll and wire wheels.
— Sam Shepard

L’arc aboli de tristesse élancée
Dans une lutte imperceptible, ultime
Se raffermit conjointement, minime ;
Les dés sont à demi lancés.
— Michel Houellebecq

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Exactamente.

Embora, como sabemos, haja quem não saiba.

Apresentada mais uma excelente recaída do Expresso, resta-me desejar-vos a continuação de uma óptima semana.

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A doutrina Santana Lopes continua a dar os seus frutos

é preciso o fato
—Mário Cesariny

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É verdade que é importante estar atento à cruzada do Governo de Portugal e da Câmara Municipal de Lisboa, em nome do reforço da língua inglesa como língua de comunicação internacional. Todavia devemos continuar a prestar atenção a outros assuntos importantes, como o “agora facto é igual a fato (de roupa)” de Santana Lopes, que continua na ordem do dia no sítio do costume.

Exactamente. Efectivamente.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

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O Júri pode exigir o quê?

They are dumb proposals.
— Frank Zappa

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O novo ano lectivo começa na próxima semana. Felizmente, como nos garantiram há uns anos, a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 corre sobre rodas.

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Nótula sobre o estado actual da relação entre o Governo da República Portuguesa e a língua portuguesa

I don’t know why.
— Kurt Cobain, “Stay Away”

Se me não ponho a milhas lixo-me: não fica aqui
mais ninguém senão eu.
— António Lobo Antunes, “Memória de Elefante“

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O Governo gosta de mandar na forma como grafamos as palavras. E, só para não abdicar desse imenso e intenso prazer, até ignora pareceres de quem, ao contrário dele, percebe da poda. Outros, mais pequenos, mas com poder, são extremamente afoitos e, embora não saibam que uma rosa pegada pelos espinhos não é bem a mesma coisa que um touro pegado pelos cornos, mostram sem medo o mesmo apetite voraz dos muito poderosos pelo policiamento dos hábitos linguísticos dos falantes. Ia rematar este longo parágrafo com um breve comentário sobre o Manifesto 2014, mas convém que não nos desviemos ainda mais do assunto.

Em matéria linguística, o Governo lá vai andando, tem-te-não-caias, rumo a lugar nenhum. Por um lado, manda-nos grafar para em vez de pára, ação em vez de acção, maio em vez de Maio, diapnoico em vez de diapnóico, etc., tudo em nome do reforço do “papel da língua portuguesa como língua de comunicação internacional“. Por outro lado, o Governo manda-nos descarregar uma aplicação portuguesa com nome em língua inglesa (StayAway Covid). Provavelmente, o Governo da República Portuguesa prefere reforçar o papel da língua inglesa como língua de comunicação internacional. Assim sendo, há esclarecimentos a prestar.

Convém lembrarmo-nos deste triste episódio, quando membros do Governo voltarem a defender o Acordo Ortográfico de 1990.

Nótula: Luiz Fagundes Duarte dá-nos algumas ideias para pormos o vírus a léguas em português — e alguns dos comentadores têm feito aditamentos. A lista vai longa. Até agora, todas as propostas são melhores do que a promovida pelo Governo.

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Nas Regiões Autónomas e na Infopédia também há “contatos”

Lisboa é Portugal, mas o resto não é paisagem. O país, tirante a capital, não é apenas uma cara bonita que Lisboa pode apresentar ao parceiro de negócios estrangeiro. O resto do país tem, igualmente, direito a “contatos”, também por não ser menos que a Eleven Sports.

As Regiões Autónomas fazem parte do resto do país, porque a autonomia não é à vontadinha. Como a globalização é grande e o acordo ortográfico é o seu pastor, os “contatos” já chegaram aos Açores e à Madeira. Sim, podemos dizer, em termos ortográficos, que já chegámos à Madeira ou que isto é a casa da Mãe Joana.

Nos Açores, o gabinete da Vice-Presidência do Governo dos Açores usa duas vezes “contatos”. O gabinete do Presidente, por sua vez, tem “contactos”, mas é mesmo assim que deve ser, porque a ortografia medieval é variegada e, portanto, avariada.

Na belíssima página Visit Madeira, da responsabilidade da Direcção Regional do Turismo, também há – todos juntos, agora! – “contatos”!

As imagens que provam a existência dos “contatos” insulares vêm mais abaixo. Não é preciso agradecer, é para isso que cá estamos.

O jovem português em idade de formação poderá ficar com a impressão de que se pode escrever das duas maneiras ou poderá optar pela que está errada, mesmo sendo difícil saber qual é que está certa. O estrangeiro desejoso de aprender a escrever a nossa língua tem à sua disposição uma grafia dupla, mas poderá escolher a que mais lhe agradar, porque, com o AO90, há liberdade, mesmo que não haja ortografia. [Read more…]

Rui Gomes da Silva lança o quê?

If collectors who don’t play guitars didn’t buy them, their value would be based on what players feel they’re worth. But when the people who would really use them don’t get the chance, it’s a real shame.
— John Frusciante

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A situação é grave e os responsáveis, depois de terem ignorado os avisos, encolhem agora os ombros perante o desastre.

Depois dos contatos de ontem e do reto de hoje, de facto, não há condições.

Vou de férias.

Até breve.

Actualização (16h56 de Bruxelas): O reto já tem pê.  E o abruto também. Mas o que causa os retos e os abrutos mantém-se. Não vamos lá com cirurgia estética.

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A Eleven Sports tem “contatos”

Na página da Eleven Sports aparece a grafia “Contatos”, como se pode verificar pela imagem e como poderá verificar qualquer internauta mais corajoso, se se abalançar por esses mares ortograficamente tormentosos do mundo virtual.

Sendo uma página dedicada ao desporto-rei, os visitantes serão mais do que as mães, tendo muitos deles interiorizado uma grafia que tem alternado nos últimos anos com “contactos”. Foram muitos os avisos para a queda de consoantes articuladas por influência visual da queda de consoantes mudas e necessárias (que a mudez não é razão suficiente para se descartar pessoas ou consoantes). A culpa é de quem impôs um alegado acordo alegadamente ortográfico.

A Eleven Sports surgiu num momento em que Portugal deixou de ter uma ortografia para ter apenas escrita, porque Portugal, neste assunto, não é um país, é um lugar mal  governado.

«Porto vai celebrar o verão com música ao ar livre nos Jardins do Palácio»

Aguarda-se informação acerca dos festejos de verei, verás, verá, veremos e vereis. Exactamente.

Viagem ortográfica à Idade Média

Nas escolas, está afixado o documento que podeis ver na fotografia, com a tripla chancela da República Portuguesa, do Serviço Nacional de Saúde e da Direcção-Geral de Saúde.

Nesse mesmo documento, ao alcance de milhares de alunos, podemos ver que a mesma palavra, ao que tudo indica, surge grafada de duas maneiras diferentes: “antissética” e “anti-séptica”.

Nos documentos emanados das chancelarias medievais, também era possível assistir a este fenómeno das duplas grafias, numa época em que a ortografia era, tal como hoje, uma utopia, ou seja, um não-lugar, uma inexistência. [Read more…]

Factura rima com

contractura. Contratura rima com magistratura.

A dimensão do contato

This is not a playable instrument.
— Flea

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Efectivamente, o Acordo Ortográfico de 1990 não funciona. Se ainda houver dúvidas, o Diário da República esclarece-as. Para uma visão pormenorizada do assunto, podeis recorrer à etiqueta sítio do costume.

Com votos de um óptimo fim-de-semana, eis o pano de fundo musical dos últimos dias, distinguindo-se um toque de deliciosa assimilação progressiva no primeiro verso:

Ainda há (pelo menos) seis dúvidas no Orçamento Suplementar

Efectivamente, há (pelo menos) seis (cinco mais uma) e não (pelo menos) cinco.

Nuno Santos tentou fazer uma recepção

Levantávamos a cabeça e tínhamos jogadores a voar por todo o lado
— Aimar, o Poeta

Eddie, I spilled some coffee in the kitchen. I’m sorry. I’m apologizing now.
— Chris Cornell

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Ao contrário do que se depreende das deturpações feitas pelo jornal A Bola, o futebolista Nuno Santos não se referiu nem a receção, nem a janeiro. Aquilo que este magnífico jogador, campeão pelo FC Porto e pelo maravilhoso Benfica, escreveu há dias na sua conta do Instagram foi o seguinte:

Grafias impecáveis: não há reparos a fazer. Nuno Santos, segundo sei, não pratica profissionalmente o acto de escrever. Nuno Santos ganha a vida a dar pontapés e cabeçadas numa bola. Mesmo assim, como se viu, escreve bem.

Todavia, ao lerem estes disparates, escritos por quem é pago para escrever e transcrever,

os leitores do jornal A Bola ficarão a julgar que o jogador Nuno Santos trata o portuguez lingua escripta como ele é tratado no jornal A Bola: ao pontapé e à cabeçada (o Estebes diria “à cabeçada e ao pontapé”). Já sabemos que A Bola preferiu comer e calar, em vez de colaborar no desenvolvimento de uma sociedade livre e moderna. Mas nós não temos culpa das altamente duvidosas opções cívicas da direcção do jornal A Bola. Além disso, esta mania de andarem por aí a deturpar a óptima grafia dos outros, francamente, é inadmissível. Obviamente, Nuno Santos está à espera de um pedido formal de desculpas do jornal A Bola.

Nótula: Um grande abraço ao excelente leitor do costume.

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Vejo imensa gente preocupada por António Costa ter dito que os vírus se combatem com

antibióticos. Vejo muito pouca gente preocupada por Santana Lopes ter escrito que “agora facto é igual a fato (de roupa)“.

Supremo confirma multa ao FC Porto por comportamentos correctos de adeptos?

Segundo o Record, houve “comportamentos incorretos”. Ora, como sabemos, correto não é correcto. Logo, um comportamento incorreto é correcto.

João Cotrim Figueiredo tem razão

Efectivamente, embora por outras razões, o OE suplementar é “complicado, incoerente e opaco”.