Ontem cansei-me de prazer, do meio da tarde até ao começo da noite, caminhando pelas ruas do meu Porto. De comboio até São Bento, depois subindo a 31 de Janeiro, com uma cena de ‘civismo’ a empatar o percurso do eléctrico, Santa Catarina, Aliados, Mousinho, Ribeira, e, para findar, travessia da Luíz I para o lado de lá, Gaia, que, na verdade é o meu lado de cá, onde um autocarro veio mesmo a jeito. Éramos seis. Filhas, esposa, irmã mais nova, sobrinho. Especámos a olhar para as montras das lojas mais tradicionais no Bolhão, os queijos, os Barca Velha, os frutos secos, os enchidos, um olhar à Charles Dickens. Não me foi pago o subsídio de desemprego, não há Natal.
Que Natal?
O Natal cheira a fritos, cheira a fome.
Dos aromas mais presentes na minha memória quando me lembro do Natal da minha infância: o cheiro dos fritos espalhado pela casa. No dia 24 de Dezembro acordava invariavelmente com o cheiro dos fritos a dançar-me nas narinas, puxando-me para fora da cama. Era o único odor que conseguia encobrir um outro também muito marcante: o do cigarro matinal do meu pai.
Na manhã da véspera de Natal era o cheiro das rabanadas já fritas que reinava. A minha mãe levantava-se bem cedo para fazer as suas rabanadas, tão especiais que tinham que ser feitas antes que o meu pai saísse da cama. Tudo isto porque ele sempre detestou leite e recusava tudo o que era feito com leite. As rabanadas da minha mãe são especiais precisamente por serem feitas com aquele líquido… [Read more…]
Aos da casa e a quem por aqui passa
Desejo-vos Boas Festas e aconselho seriamente a não abrirem a porta a Reis Magos: pode-vos sair o Gaspar na rifa!
Feliz Natal!
Uma Estalada Muito Bem Dada
A campanha “Papel por Alimentos”, lançada há um ano pelo Banco Alimentar Contra a Fome, recolheu mais de três mil toneladas de papel, que converteu em 300 mil euros em alimentos, mais prioritariamente leite, atum e azeite.
Felizmente as pessoas não se revêem nos comentários que por todo o lado escutamos ao longo do último mês.
Mistério: Quem é Artur Baptista da Silva?
Alguém com esse nome (será verdadeiro?) deu uma longa entrevista a Paulo Tavares da TSF na qualidade de coordenador de um programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. E antes disso ao jornal Expresso e ao programa Expresso da Meia-Noite, na SIC-N.
A TSF já veio esclarecer que “perante dúvidas surgidas ao início da tarde de hoje sobre a idoneidade de Artur Baptista da Silva“, vai retirar do site da estação o ficheiro áudio contendo a entrevista com o suposto economista supostamente ao serviço da ONU. Contactámos o jornalista da TSF, que informou estar a aguardar um desmentido oficial por parte das Nações Unidas (por que não veio antes?…). Certo é que o entrevistado, que tem um currículo que também ele suscita muitas dúvidas, tem também um discurso que, duma assentada, gerou muitos esclarecimentos relativamente à devastação dos países sob assistência financeira internacional.
O Pai Natal e o Menino Jesus
Tenho de começar por dizer que não gosto do Pai Natal.
Desde que entrou na minha vida, já lá vão mais de vinte anos, que aos poucos a minha aversão ao personagem, foi crescendo.
Também não será para admirar. O Pai Natal chegou e destronou o meu Menino Jesus. Arrumou-o para um canto de uma gaveta, dentro de uma caixa velha, e não se ouviu mais falar dele.
Com a chegada do Pai Natal, começaram as desavenças natalícias lá por casa. E, pelo que ouço dizer, em muito mais casas por esse mundo fora.
O Pai Natal que na altura começou a andar lá por casa era um Pai Natal rico. O meu Menino Jesus, era um Menino Jesus pobre. Só por aí comecei eu a não gostar do velho de barbas e vestido de vermelho. Começou a luta dos ricos contra os pobres, e o rico ganhou. Não é que tenha ganho grande coisa, mas ganhou. Ganhou pelo menos o lugar que o Menino Jesus sempre tinha tido em minha casa. E com essa vitória começaram a desaparecer os valores que até então nos tinham norteado.
No tempo do meu Menino Jesus, e porque ele, coitadinho, era pobre, [Read more…]
O meu pedido para este Natal (a ver se é desta…)

Natal! Ah! Finalmente chegou esta época especial em que tudo está feliz, em paz e muitos corações com mais de 12 anos se enchem de hipocrisia. É uma época em que felizes drogados moribundos e sorridentes sem-abrigo enregelados entram pelas casas quentinhas de toda a gente através das televisões em reportagens especiais de natal, entremeados por publicidade incessante a perfumes promovidos por estrelas de cinema a fazerem papéis ridículos…
Este esmagador mundo económico parece destinado a deturpar, ao longo dos anos, todos os valores, pesos e medidas, mantendo uma aparência de verdadeira preocupação com o seu próximo ao mesmo tempo que mascara o seu mais profundo egoísmo. Mas o período especial “deste” natal consegue ultrapassar tudo. Irrita-me. Irrita-me quando as pessoas ficam chateadas por terem de ir jantar – “obrigadas” – à casa de um fulano ou sicrano de família que não gostam, porque é natal e no natal têm de se estar com a família. E porquê tudo isto? Porque é natal!
Então, que se foda o natal! Ninguém liga nada a isto do natal. [Read more…]
O que é a greve (a propósito da greve da CP)
Paris, 1907 – Greve de 24 horas em luta pelo direito ao descanso semanal de Domingo
Em Paris, na antigamente denominada Place de Grève (onde depois de 1789 vários foram guilhotinados), os trabalhadores juntavam-se para encontrar trabalho à jorna, por vezes agrupados por ofícios. Assim, fazer greve (faire grève) significava apresentar-se na dita praça parisiense para tentar arranjar trabalho. No final do século XIX, os grevistas franceses lutavam ainda pela redução do tempo de trabalho – reivindicação que remontava aos comecinhos de Oitocentos, quando na Escócia se tentou reduzir as horas de trabalho diárias para dez horas, e depois para oito. Em Inglaterra, as mulheres e as crianças conquistaram o direito a trabalhar apenas dez horas em 1847. [Read more…]
Os ferroviários, a CP e uma greve que me chateia
Como muitos outros portugueses que pagam mas não utilizam auto-estradas, pontes tipo Vasco da Gama, e outras parcerias para privados, sou uma queixosa vítima da greve no Natal, às suas horas extraordinárias, dos ferroviários.
Fico mesmo pior que estragado com greves assim. Um deste dias apanhei na TSF um manhoso que se gabava de ter deixado a CP pronta a privatizar. Imaginam o que fez ao serviço público? está feito.
E lá irei, de camioneta, com este governo que não fechou nenhuma das tais auto-estradas inúteis, mas já encerrou uns bons quilómetros de ferrovia, e nunca mais vai de carrinho
Os comboios sobreviverão? duvido, a ordem é fechar, e onde há lucro para todos pagarmos, privatizar, prejudicando o país.
Estou mesmo furioso com esta greve. Furioso com aqueles para quem os direitos dos trabalhadores são trucidáveis. Sem passagem de nível. E também sem paciência para essa malta minúscula que se queixa da greve sem se lembrar da última vez que andou de comboio, há tanto, tanto tempo, eras tu uma criança… alguns nem antes de nascerem, coitados, que comboio é coisa de pobre.
A hora do Sul
Um novo livro do politólogo e especialista em relações internacionais Bertrand Badie (n.1950) e do jornalista Dominique Vidal (n.1950) ajuda a pensar o nosso mundo em ruptura. La cassure (editora La découverte, colecção L’état du monde, dirigida pelos dois) defende a salvação daquilo a que chamam “o soldado político”. Quem é este novo recruta? Não é novo, mas tem andado a dormir na forma, enquanto o modelo norte-americano dava cabo do contrato social na Europa, elevando o marketing e as ciências da gestão (designações mentirosas para o que nunca passou de comércio) ao estatuto de religião monoteísta dos Estados. [Read more…]
Despedimento Sumário e Colectivo, JÁ!
Este governo não os tem nos sítio
É uma verdadeira vergonha. Estes gajos andam a gozar connosco. Agora, e mais uma vez, vão de férias no Natal.
Até quando vamos aguentar esta chuchadeira?
Agora falo eu!
Um homem conseguiu furar o sistema de segurança e irromper nas galerias da AR esta manhã. “A democracia é uma ilusão”, gritou.
A Praça do Norte saiu à rua
Foi assim que se continuou a vigília de ontem.
Confesso que já tenho alguma dificuldade em explicar o que me leva a sair à rua, numa noite de inverno, mas vou tentar mais uma vez.
No último ano (se calhar nos últimos!) não vi uma única vez o Programa Praça da Alegria. Estou longe de ser o fã número um do Jorge Gabriel ou da Sónia Araújo.
Não consigo também dizer apenas coisas boas sobre o nosso serviço público de televisão. A RTP tem muito a melhorar? Claro que sim.
Mas a minha participação, tão activa quanto possível, nesta LUTA não se prende com nenhum dos pontos acima referidos.
O que está aqui em causa é uma tentativa do “poder” (governo? administração? outros operadores?) em iniciar a destruição do parte da nossa identidade! Nossa, do Norte! [Read more…]
Zangam-se as comadres…
Segundo o jornal “Público”,
O ex-director de Informação Nuno Santos disse esta quarta-feira que o seu antigo subdirector Luís Castro é “um mentiroso, um miserável e uma pessoa desprovida de carácter” e que o director-geral de Conteúdos da RTP não tem “um pingo de credibilidade”.
Segundo um mestre de ioga, quando apontamos o dedo a alguém, há sempre três dedos apontados a nós. Experimentem o gesto!
O brilho da Lua é diferente em Março
Maria Cantante tem 74 anos. Não sabe ler. Não sabe escrever. Exibe a licença de condução de velocípedes tirada em Setembro de 1960 (que ainda guarda na carteira).
Não foi à escola. Aprendeu a escrever o nome porque o seu irmão queria que ela fosse a sua madrinha de casamento. Copiou várias vezes até ser legível. É isso que sabe escrever. Assim, aprendeu a escrever o seu nome aos 21 anos. Tem o seu B.I. e o cartão de Eleitor assinados.
Não foi à escola porque teve que tomar conta dos irmãos mais novos.
Ditava frases para a menina que tomava conta e para a própria filha: “O pão é um alimento que aparece na mesa de toda a gente. O pão é feito de milho, trigo e até de cevada”; “ O amor de mãe encerra tudo quanto pode haver de generosidade e sacrifício. A mãe é santa que nos adormece, embalando-nos com ternura nos passos vacilantes de criança”.
As contas que sabe fazer são só as de somar.
Nunca comprou fiado; “não tinha dinheiro, não comprava”. Nunca quis «esmola». Diz que sempre fez um controlo do dinheiro. Não gasta se não tiver dinheiro. Não compra fiado, repetia-me.
Antes de ter o segundo filho não tinha nem uma cadeira. Comprou-a para que a parteira se pudesse sentar quando fosse o parto. [Read more…]
É agora que a TAP vai à falência ou vamos pagar mais impostos?
O Governo decidiu não vender a TAP à única proposta de compra, apresentada pelo colombiano / brasileiro / polaco Germán Efromovich.
Goste-se ou não (eu não apreciava) era a única candidatura existente. O Governo diz que não foram cumpridos os requisitos previstos no caderno de encargos. É mais um passo estranho num processo que teve muito pouco de transparente.
Não há Gaiatos na Casa do Gaiato
Há muito que ouço dizer que a Casa do Gaiato é tudo menos o paraíso na terra para as crianças a quem o azar leva para aquela instituição. Tenho ouvido relatos estarrecedores de pessoas que sabem do que falam porque o seu trabalho é lidar com essas crianças.
Recentemente, num jantar de Natal, voltei a ouvir falar sobre o assunto. Um grupo de amigos com quem entabulei animada conversa relatou, mais uma vez, o que sabia daquelas crianças.
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Pão para os pobrezinhos
Qual rainha santa dos tempos modernos, uma senhora broker de Vigo, cuja pose de senhora broker de Vigo podem admirar na foto que encima estas linhas, decidiu atirar, no próximo fim de semana, três mil pãezinhos de leite para que os pobres galegos possam afoitamente apanhá-los e assim matar a fome.
A senhora broker de Vigo chama-se Cristina de Andrés e já há algum tempo que cultiva o generoso acto de lançar coisas para os pobres da varanda dos seus escritórios. No ano anterior, por exemplo, fez chover neve e 500 quilos de caramelos. [Read more…]
Vigília pelo Serviço Público de Televisão
Os trabalhadores da RTP avançaram, mas o dever de participação é, fundamentalmente, um dever de cidadania. A RTP não é de quem lá trabalha. É de todos nós.
Não está aqui em causa o programa A ou B – a decisão de retirar a Praça da Alegria do centro de produção do Monte da Virgem é mais um prego que este Governo pretende colocar na RTP e em particular no serviço público de televisão que é feito a norte.
Até para mim, que sempre votei contra a regionalização e que não gosto nada do discurso careta dos pobres e explorados do Norte, começo a achar que é hora de dizer basta!
Já escrevi sobre a RTP e não me parece que neste momento seja necessário acrescentar seja o que for.
Fica apenas o convite – amanhã, 5ª feira, 19h apareça em frente à RTP, ali pertinho do Monte da Virgem.
Se vier de Metro, poderá sair em Santo Ovídio e caminhar 5 minutos. Se vier de carro, sugiro que siga, nas Auto-Estradas, as indicações para o Hospital de Gaia e depois de estar no hospital, mais uns metros e está na RTP.
5ª, às 19h!
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Nota: a imagem é do Nuno Sousa.
Profecias e presépios
Acabo de descobrir através de fonte idónea que afinal Ratzinguer quer os animais nos presépios porque “o profeta Isaías no Antigo Testamento faz alusão ao boi e ao jumento (burro)“.
É uma lógica perigosa. Imaginem que indo Antigo Testamento fora alguém se lembra de pousar sobre o musgo as filhas de Loth emborrachando e copulando o progenitor.

Isto ainda acaba para os lados de Sodoma, a ouvir Hubert-Félix Thiéfaine:
O coração do Porto
As gentes do Porto sempre tiveram bom coração.
Mostraram-no quando ficaram com as tripas e ofereceram todas as carnes nobres aos seus navegadores que partiam para conquistar Ceuta.
Provaram-no quando apoiaram incondicionalmente a luta liberal, mostrando uma bravura e uma invencibilidade únicas durante o cerco das tropas de D. Miguel – O Cerco do Porto – agora nome de uma zona considerada pouco nobre. Esta coragem valeu-nos outro grande coração, o de D. Pedro IV que, na hora de partir, doou o seu, apaixonado que estava pela paixão dos portuenses em defender aquilo em que acreditavam.
Fazem dele prova diariamente, quando, sem esperar agradecimentos, auxiliam um semelhante, alguém que necessita de apoio, ainda que seja com o simples gesto de ajudar a atravessar a rua ou indicar aos forasteiros como se vai para qualquer lado. [Read more…]
Um homem, um cume
Morreu Maurice Herzog com 93 anos, o primeiro homem a atingir o cume de Annapurna, uma das 14 montanhas mais altas do mundo.
A sua vida deu um filme, um best-seller e muitas capas de revista. Foi ainda ministro do Desporto, presidente da câmara de Chamonix e membro do Comité Olímpico durante 25 anos.
Aos 31 anos, fez o que nenhum outro desportista tinha feito até então: escalou os 8091m de altitude do gigante nepalês, sem recurso a oxigénio suplementar. Com custos, claro. Pagou um preço muito alto: a amputação dos dedos.
Nós vemos apenas o que eles têm a menos, estes homens que atingem o cume de montanhas sentem que têm mais.
O ser humano será uma causa perdida?
É esta a pergunta que Frei Bento Domingues faz hoje no PÚBLICO.
Depois dos últimos dois acontecimentos (a morte da menina de 9 anos em Gaia e o massacre em Newtown) a questão faz todo o sentido.
Não transcrevo todo o texto, apenas a sua conclusão: “São os caminhos de inclusão ou de exclusão que avaliam o coração das pessoas, das famílias, das sociedades e das políticas.”
Para pensarmos juntos.
Não culpem as armas, mas o atirador…
-Estou plenamente consciente que este texto irá ser maioritariamente lido por portugueses, residentes em Portugal, que discordarão das minhas palavras e convicções, ainda assim não pretendo ficar calado perante o pensamento quase unânime, detesto unanimismos, que domina a sociedade europeia e por contágio também a portuguesa, sobre a questão da aquisição e porte de armas.
-Começo por dizer que também lamento as vítimas, por serem crianças a quem foi negado um futuro o crime ainda ganhou contornos mais hediondos, mas fossem idosos com 90 anos residentes num lar, para mim era exactamente igual, prezo a vida humana. No entanto, ao contrário de outros autores do blogue e não só, sempre que um louco atenta nos EUA contra a vida humana a questão volta à ribalta, com a condenação da NRA e sua defesa da Liberdade, Constitucionalmente consagrada na 2ª Emenda. [Read more…]
O mal maior
Nancy a mãe de Adam Lanza coleccionava armas e segundo alguma imprensa tinha por hábito levar os filhos a sessões de tiroteio ao alvo. Dias em família, como o deste vídeo – há dezenas no youtube.
Nancy foi a primeira a morrer. O horror, o mal, tem um nome: National Rifle Association. Tal como os acidentes acontecem quase sempre com armas descarregadas, os loucos sempre que matam carregam antes uma.
RTP Porto e mau spin…
Eu não tenho nada contra as Casas de Pasto, bem pelo contrário. Só não confundo alhos com bugalhos. Acredito que Alberto da Ponte perceba bastante de gestão e de fornecimento de águas e cervejas às “Casas de Pasto”. Já no que toca a administrar a RTP, as minhas dúvidas crescem de dia para dia.
Vamos por partes.
Sou insuspeito: apoiei o PSD nas últimas legislativas e sempre defendi que não se justifica ter dois canais públicos em sinal aberto. Ou seja, nem sou da oposição nem contra, em parte, a privatização ou encerramento de parte do universo RTP/RDP. Melhor, a minha ligação ao Porto Canal aconselha silêncio e até agrado. Só que não embarco em “tangas”.
Reparem neste pormenor delicioso: “Porto perde Praça da Alegria e ganha grande projecto”. Pelo amor da santa, caro Alberto da Ponte, esse tipo de spin é “gato escondido com o rabo de fora”. Pior, é “rabo escondido com o gato de fora”. Verdadeiramente confrangedor e amador.
Se querem fechar a RTP Porto tenham tomates, porra! Sejam corajosos e digam-no de uma vez por todas e deixem-se de floreados. O Norte já não se espanta. Quem não se lembra da “nacionalização” da NTV? Quem já esqueceu a partida dos Bancos? Da Bolsa? Sempre com promessas, ao mais puro estilo spin, de grandes projectos a caminho? [Read more…]



António, 84 anos, barbeia há 60.






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