Para que nunca nos esqueçamos que o homem mais poderoso do mundo é um otário

É preciso fechar a torneira aos partidos

Entre 2014 e 2017, os contribuintes entregaram 120 milhões de euros aos partidos políticos, sendo que a esmagadora maioria desse montante foi parar aos cofres da São Caetano e do Largo do Rato.

Podia aqui argumentar sobre a importância de financiar a actividade dos partidos, como forma de os manter imunes a interesses privados, algo que não corresponde nem nunca corresponderá à verdade, em particular no seio do PS, PSD e CDS-PP. Podia escrever linhas e mais linhas sobre a importância dos partidos numa sociedade democrática e plural, que é inegável, como se o valor que para eles transferimos fosse usado em prol do esclarecimento da população. Mas prefiro não me pôr para aqui com merdas e paleio de saco. [Read more…]

Natal dos partidos – a hipocrisia do CDS

Assunção Cristas fala numa conferência de imprensa sobre o financiamento dos partidos. Foto: TIAGO PETINGA/LUSA

Uma nota sobre o CDS quanto ao projecto de lei de financiamento dos partidos. Este partido participou em nove reuniões à porta fechada entre Abril e Outubro deste ano, das quais não se fez registo escrito. Nunca se ouviu Assunção Cristas, ou outra voz do partido, denunciar o que estava a ser feito. É de uma enorme hipocrisia assistir ao oportunismo com que o partido adopta o discurso de ter votado contra o projecto lei, farto de saber que a aprovação estava garantida. Haveria mérito, isso sim, se esta posição tivesse sido tornada pública durante as negociações. Ainda para mais, não sendo conhecidos os nomes dos proponentes das alterações, não podemos colocar de lado a hipótese de algumas delas terem sido apresentadas pelo próprio CDS. É o efeito do anonimato que o CDS não contestou. Tão ladrão é o que rouba como o que fica à porta – só o partido de Cristas é que parece achar que os portugueses não alcançam este truísmo.

Natal dos partidos – alterações pontuais e necessárias?!

Extracto do DRE – clicar na imagem para ampliar

Sérgio de Almeida Correia, no Delito de Opinião, publicou um minucioso sumário das mudanças na lei do financiamento dos partidos, colocando uma questão central sobre se estas se tratam de “alterações pontuais” e “necessárias”, tal como indica a exposição de motivos presente no projecto de lei.

Além dos pontos mais focados na comunicação social (remoção do tecto para a receitas de angariação de fundos, isenção de IVA e uso  gratuito de espaços e imóveis detidos pelo Estado ou por IPSS), o autor disseca o vasto elenco de alterações, deixando a nu o regime de ainda maior excepção ao nível da transparência e benesses que os partidos arranjaram para si mesmos.

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Agência Bofetada – parte II: o regresso de Zeca Mendonça

Fotomontagem via L’obéissance est morte

Não é que esse regresso esteja para acontecer, até porque o histórico kickboxer assessor do PSD deixou recentemente o partido para se juntar à turma dos afectos, estando agora ao serviço do presidente Marcelo. A acontecer, porém, o momento seria perfeito: se João Soares, o wannabe esbofeteador, poderá ocupar uma cadeira na administração da Lusa, então Zeca Mendonça, o pontapeador de fotojornalistas, seria uma escolha mais do que acertada e coerente. Azar o dele não ser do PS nem da família do Carlos César.

Agência Bofetada

Se João Soares for mesmo para a administração da Lusa, estarão os jornalistas a salvo? Ou sujeitos a levar umas bofetadas caso perturbem a existência do filho varão do eterno monarca socialista? Costa bem que podia ter arranjado um tacho mais condizente com o personagem. Deixá-lo entre jornalistas poderá revelar-se uma péssima ideia.

A Geringonça é cruel e detesta o Natal

Longe vão os tempos em que o regime venezuelano cultivava boas relações diplomáticas com Portugal. Dos Magalhães vendidos por Sócrates a Chávez aos abraços fraternos entre Portas e Maduro, a relação entre os dois países era cordial e fecunda. Quando o golpe de Estado de Novembro de 2015 levou o totalitarismo soviético ao poder no nosso país, as perspectivas de um aprofundar desta relação eram legítimas e fundadas. Tinha tudo para dar certo e havia até quem por cá quem defendesse que estávamos perante regimes idênticos. [Read more…]

A banalidade do mal e o sabor dos anos que passam

[Santana Castilho*]

Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo o dia.”

José Saramago

1. Passou o Natal das ocas farturas. Por comodidade e interesse, o Natal comercial tem varrido da memória dos homens o verdadeiro Natal, menos fantasioso, aquele em que Herodes, o Grande, ao saber do nascimento do Rei dos Judeus, mandou assassinar todos os recém nascidos em Belém, para varrer o alegado concorrente. Segue-se a passagem de ano e é tempo do habitual balanço.

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Ainda sobre o Natal dos Partidos

Partidos garantem que nova lei do financiamento não aumenta encargos do Estado“, lê-se no Público. Por acaso é mentira, se bem que o ponto central nem são os custos.

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É oficial: Rui Rio quer perder as directas do PSD

Fotografia: António Pedro Santos/Lusa@DN

Como se não chegasse ter o aparelho passista congregado em torno de Santana Lopes contra si, Rui Rio teve esta tarde um assomo de ética e decência e criticou o secretismo em que decorreu a negociata partidária sobre as alterações ao financiamento partidário, assumindo-se frontalmente contra a isenção de IVA para todas as actividades dos partidos políticos, aprovada por uma improvável coligação de partidos à qual apenas CDS-PP e PAN escaparam. Acontece que a corte do partido que quer liderar está em sintonia com todo este processo, pelo que a heresia do candidato não passará sem que a devida punição por parte dos passistas convertidos em santanistas se faça sentir. É pena, apesar de tudo continuo a achar que o país ficaria melhor servido com Rio do que com Santana na liderança da oposição.

Dedicado aos fans portugueses de Donald Trump

Que Trump tenha apoiantes nos EUA, um Estado que tem tanto de genial como de retrógrado, eu até compreendo. Gajos que vêm a Fox e têm as Kardashians como referência só podem ser presas fáceis para quem anda no negócio de fazer os outros de otários. Que haja, aqui em Portugal, uma série de imbecis e Marias Vieiras, uns mais envergonhados que outros, a fazer deste grunho um herói, já é algo que me ultrapassa. Já me ultrapassou mais, claro, que num país onde ainda tantos fachos vestidos de conservadores, social-democratas e liberais suspiram por Salazar e pelo respeitinho a toque de cassetete, e onde qualquer vómito televisivo com 10 ratinhos de laboratório fechados numa casa repleta de câmaras, com os personagens mais acéfalos e parolos, bate recordes de audiências, já nada disto pode surpreender. [Read more…]

Surma – O Silêncio como Inspiração

Francisco Sousa Barros

Cruzei-me com a Surma pela primeira vez no Walk&Dance 2017. Pelos ouvidos já me tinham passado alguns temas e fui até Freamunde com o propósito de confirmar em palco os atributos.

No fundo de uma serena e distinta viela estava montado o palco. O público foi-se sentando no chão, entre paralelos e carpetes. O ambiente, quente, de fim de tarde primaveril, com o sol a diluir-se entre as paredes das casas, começava a parecer perfeito aos primeiros sons vindos do palco. Ao fim de pouco tempo já estava completamente conquistado e passei o resto do concerto apenas a apreciar as abstratas pinceladas sonoras que aquela mulher, sozinha com a sua voz singular, no meio de guitarra, baixo, teclados, pedais, samples, ou seja lá mais o que for, ia traçando. [Read more…]

O Benfica e a mentalidade de gangue da favela

A propósito do escândalo dos emails, e em reacção às mais recentes declarações de Francisco J. Marques, o Benfica reagiu, lamentando a “mentalidade de gangue de favela”. Falamos do mesmo Benfica cujas claques são ilegais, claques ilegais essas que, recentemente, após um Benfica-Sporting, mostraram ter gente capaz de montar emboscadas e assassinar um adepto da equipa adversária. Como os gangues das favelas. [Read more…]

A terceira Lei de Newton aplicada ao jogo partidário

À medida que o ataque a Vieira da Silva vai seguindo os trâmites habituais, das notícias sopradas na comunicação social ao ignorar do esvaziamento da base argumentativa, assistimos ao aparecimento de notícias aborrecidas para a outra ala, neste caso sobre uns dinheiritos mal explicados que saíram do saco azul do BES para a família do menino Miguel Frasquilho.

O pote tem destas coisas. Dá para muitos nele nadarem, mas é preciso calma para que as águas não transvazem. Por vezes, há um veraneante que precisa de fazer prova de vida e esbraceja inoportunamente até um ponto em os restantes utentes do bem partilhado lhes mostram que também podem abanar os braços até que os salpicos atinjam o agitador. Nessa altura o equilíbrio repõe-se rapidamente, pois valores mais altos se levantam. Demasiada agitação seca o pote.

Agora que se demonstrou que as águas poderão ficar agitadas para o lado do PSD, vai uma aposta em como a investida contra Vieira da Silva arrefecerá rapidamente, talvez depois de mais um ou outro estrebuchar?

Nota:
Actualizado face a erro no nome de Vieira da Silva

Investimento estrangeiro, ditaduras e paraísos fiscais

Um estudo do Ministério da Economia aponta para um investimento estrangeiro na casa dos 119 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2017, do qual 44% tem origem no Luxemburgo e na Holanda. Porque os nossos parceiros luxemburgueses e holandeses têm interesse nas oportunidades disponíveis no nosso país? Nem por isso.

O que acontece é que, como todos sabemos, apesar do esforço hercúleo de alguns para o negar, Luxemburgo e Holanda são paraísos fiscais. Daí decorre que funcionam como base operacional para diferentes tipos de investidores, de variadas nacionalidades, que usam as habilidades fiscais dos nossos parceiros europeus para uma vasta gama de negócios, que vão das simples lavandarias de dinheiro até subsidiárias de interesses oligarcas e estatais autoritários, como é o caso da China Three Gorges, que investe no nosso país através de uma holding sediada no Luxemburgo. [Read more…]

Mais notas sobre o natal dos partidos

Porco feliz depois de um trabalho bem feito

Em jeito de continuação do post: “O Natal dos partidos“.

O projecto de lei 708/XIII, cozinhado à socapa, subscrito por gente de todos os partidos (com a ausência do PAN e a ausência inconsequente e quase de certeza interesseira do CDS), foi aprovado em vésperas de Natal, é uma demonstração da competência e eficiência dos nossos eleitos!

Esta unanimidade não é inédita. Em 2015 os partidos também se uniram pelo direito a usar as subvenções do parlamento em actividades políticas.

Como se vê os pactos de regime não são impossíveis em Portugal.

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2 pesos e 2 medidas é que não pode ser, explicações precisam-se…

54 mil Euros pagos em 6 prestações a 3 familiares entre 2009 e 2011, por alguém que tem declarados rendimentos de trabalho dependente na ordem dos 200 mil Euros não parece à primeira vista um assunto de grande relevância. [Read more…]

O Natal dos partidos

Há trabalhos que, por serem sujos, os autores querem deixar deles o mínimo rasto e evidências possível. É como a limpeza das provas da cena do crime feita pelo criminoso, sempre na esperança de não ser apanhado.

Acabou de se passar algo semelhante na Assembleia da República na discussão de um assunto de importância central para a qualidade da vida da democracia, para a transparência do regime e para a ocorrência de práticas como a corrupção e o tráfico de influências.

Durante um ano, os partidos reuniram à porta fechada e sem registos escritos do que lá se passou. Não se sabe quem propôs ou defendeu o quê, quem se opôs a que medida ou artigo, que argumentos foram apresentados para esta ou aquela alteração. No final, a três dias no Natal, e depois deste processo mais próprio de seitas secretas ou de grupos de malfeitores, quase todos se entenderam e aprovaram em votação electrónica a nova lei. (…)

Primeiro, deixa de haver qualquer limite para os fundos que venham a ser angariados. Até aqui, o limite anual estava fixado em 1500 vezes o valor do Indexante de Apoios Sociais, cerca de 630 mil euros. A partir de agora o financiamento é ilimitado.

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Sejam felizes!

Um Feliz Natal para todos os aventadores deste mundo, para os nossos leitores e visitantes ocasionais, em particular aqueles que aturam as minhas deambulações. Sejam todos muito felizes 🙂

Quero uma IPSS no sapatinho, sff

Cerca de metade dos deputados do CDS estão ligados a este tipo de organizações [IPSS], por exemplo. Já no PSD, 37% têm assento nos órgãos sociais de IPSS, clubes ou outras organizações sem fins lucrativos. No PS, não chegam a 40 os parlamentares com estes cargos (cerca de 28% do total). Os números baixam ainda mais no Bloco de Esquerda, onde não chegam a 30 os deputados envolvidos nestas instituições. Já no PCP, são apenas 18% os parlamentares com participação nos órgãos sociais de IPSS.

O tipo de cargo exercido varia muito. Há deputados que são presidentes, vice-presidentes, membros da assembleia-geral, do conselho fiscal ou vogais.  [CM, 23/12/2017]

Pode ser sem vencimento. Bastam ajudas de custo classe Tesla.

Feliz Natal


A todos que escrevem, comentam ou lêem o Aventar.

Ao meu menino Jesus

Isabel Silvestre e Vozes de Manhouce – “Ao meu menino Jesus”
de A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria.

 

Prendinhas de Natal

Pela ocasião natalícia – que para mim perdeu o significado desde que o Pai Natal morreu estilhaçado na passagem do arco ritual da infância para a adolescência -, pus-me em busca de umas prendinhas para as pessoas que lêem este blog. Talvez até de prendinhas para mim, em forma de boas notícias dos últimos dias. Notícias boas neste tempo em que os poderosos estão cismados em estilhaçar o mundo do mesmo modo que sucedeu ao Pai Natal, não é nada fácil. E no fundo, a maioria de nós, mais ou menos, alinha no estrago.

O que trago no saco são só três embrulhinhos mesmo muito pequeninos e salvaguardo que poderá tratar-se mais de truques de “public relations” do que de reais melhorias, mas, no tempo de que dispunha, foi o que arranjei:

  1. A greve dos pilotos da Ryanair em vários países europeus (Portugal, Espanha, Alemanha, Itália, Reino Unido e Irlanda) está a obrigar a “low cost” a reconhecer os sindicatos como contraparte para negociações. “A Ryanair vai mudar a antiga política de não reconhecer os sindicatos para evitar ameaças de transtorno para os clientes durante a semana do Natal”. Ontem, a companhia aérea irlandesa conseguiu evitar o cancelamento de voos apesar da greve dos pilotos alemães porque activou pilotos autónomos ou que estavam à experiência; mas registaram-se atrasos e o apertão obrigou a Ryanair, pelo menos por agora, a descer um degrauzinho do pedestal da sua arrogância. Claro que no fim pagaremos nós, mas vale a pena colocar um pequeno sinal vermelho no “quero, posso e mando”.
  2. Segundo decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia – em resposta a um tribunal de Barcelona, onde a empresa de táxis Elite apresentou uma queixa contra a Uber por competição desleal – a Uber não é uma mera plataforma digital, mas sim uma empresa de transporte, cabendo pois aos “Estados membros (UE) regularem as condições de prestação destes serviços”. A regulação dependerá assim de cada país, mas a orientação é clara no sentido de serem exigidas as mesmas licenças e autorizações que aos taxistas. E dando pistas quanto à questão de princípio: pessoas a trabalhar com estatuto de autónomas e fora dos sistemas de segurança social. Um bocadinho menos de “wild west”, embora o porta-voz da Uber considere que pouco vai mudar na maioria dos países da UE; só se não quiserem…
  3. A multinacional de supermercados ALDI quer reduzir ou eliminar produtos contendo glifosato, para o que enviou aos seus fornecedores uma carta pedindo informações detalhadas sobre o uso do mesmo na produção de rações. O objectivo é incentivar os  fornecedores de carne, lacticínios e ovos a reduzir ou eliminar o uso de rações com glifosato. É claro que a ideia do “hard-discounter” é atrair clientes; e com certeza não vai passar a pagar mais aos produtores por produtos de melhor qualidade – lá se ía abaixo o negócio… Mas, esperando que vá adiante, há uma coisa que isto mostra: os protestos dos consumidores têm poder. Se se unirem.

Bom Natal a todos e, se souberem de boas notícias, não deixem de oferecer aqui – não custam nada e alentam um bocadinho.

Visca el Barça


O futebol é essencialmente um desporto colectivo, potenciado pelos valores individuais que por vezes conseguem fazer grandes equipas. Mas também há quem aposte tudo na conquista de troféus individuais, mais adequadas a desportos como atletismo ou natação. Hoje o Barça venceu “el clássico” mostrando todo o seu potencial, com as suas individualidades humildemente ao serviço da equipa…

Errado, o risco está na especulação

Bitcoin afunda-se e traz à tona os riscos do investimento em criptomoedas“. Lembrem-se das tulipas.

Prenda de Natal aos próprios

Se acabassem com as subvenções e cada um fizesse pela vida, nada a opor. Mas isto?

Y ahora Rajoy?


Verdadeiramente ninguém terá ganho esta eleição, mas Rajoy perdeu em toda a linha. O Ciudadanos foi o partido mais votado nas eleições da Catalunha, obteve 25,4% dos votos, passando a ser o vencedor com menor votação em termos históricos na Catalunha em eleições autonómicas. Muito previsivelmente Inés Arrimadas nem conseguirá formar governo. [Read more…]

Perfume Original

Da Catalunha a Jerusalém

Fonte: El Pais

Durante semanas, na imprensa como em significativa parte da opinião publicada, produziu-se e comercializou-se o dogma do fim do independentismo catalão. A reacção musculada de Madrid, a enfatização das contramanifestações, o receio provocado pela fuga de empresas de referência ou os presos políticos e exilados eram motivos de sobra para que o romantismo separatista se dissipasse.

Estavam enganados.

Apesar da vitória do Ciudadanos, que viu a sua força parlamentar crescer na exacta mesma medida em que o PP, o grande derrotado da eleição, viu a sua diminuir, e ainda sacou mais quatro representantes aos restantes, as forças independentistas conseguiram manter a maioria no parlamento, apesar da cisão no seio da alargada coligação que venceu as eleições de 2015. Independentemente daquilo que será o futuro da Catalunha, a estratégia do medo falhou. [Read more…]

Anotem isto, para memória futura

A ameaça não podia ser mais contundente: Donald Trump vai “tomar nota dos votos” de todos aqueles que tencionam apoiar a resolução que condena o reconhecimento norte-americano de Jerusalém como capital de Israel. Nikky Haley, embaixadora dos Estados Unidos na ONU, reforçou a ideia e, através do Twitter (what else?), afirmou que os EUA irão “anotar os nomes” daqueles que votarem favoravelmente a resolução.

Entretanto, a votação aconteceu e 128 dos 172 membros da ONU que participaram no escrutínio votaram contra a decisão da administração norte-americana. 128 Estados que ousaram levantar a sua voz contra uma decisão incendiária e autoritária, apesar da chantagem e da ameaça em tom de mafioso siciliano. A ver vamos, como o fascista irá reagir à heresia de uma maioria clara, que contrasta com apenas 9 votos favoráveis e 35 abstenções.