
Segundo a RTP, Pedro Dias intregou-se. Sim, leu bem: intregou-se, pretérito perfeito do verbo intregar, terceira pessoa do singular. Por momentos, cheguei mesmo a pensar que o tipo se tinha entregue às autoridades.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Segundo a RTP, Pedro Dias intregou-se. Sim, leu bem: intregou-se, pretérito perfeito do verbo intregar, terceira pessoa do singular. Por momentos, cheguei mesmo a pensar que o tipo se tinha entregue às autoridades.

Estamos a poucas horas de saber em que mundo viveremos nos próximos anos. As alternativas resumem-se a mais do mesmo, com uma Hillary Clinton a representar os interesses do costume, ou à entrada em cena de Donald Trump, um personagem bizarro, xenófobo, racista e mentecapto, preparado para semear o caos e fracturar ainda mais a controversa pátria do Tio Sam. Desolador.
milícias pró-Trump não vão deixar as armas em casa. A jihad yankee segue dentro de momentos.
cadeia de fast food quer abrir na Piazza del Duomo, câmara municipal diz que não. Com o TTIP aprovado, tudo seria mais simples. Para o McDonalds, claro.
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Todos sabemos, geralmente de ouvido, que atrás dum grande homem está sempre uma grande mulher. Foi assim com Bill Clinton e com Barak Obama. E aqui chegamos a esta coisa gira: Hillary já foi primeira dama e agora, não havendo azar, passa a ser presidente da República. Jornalistas bem dispostos do Canadá resolveram reinar com a situação e perguntam, deslavados, se Bill Clinton vai ser primeiro cavalheiro. Mas reconhecem que, sendo ele muito macho, não vai conseguir encher o tempo com chás de caridade, hortinhas orgânicas, galinhas de campo com ovos cheios de saúde (a fazer inveja à Senhora Maria do Salazar, se ela ainda por cá andasse). Ninguém está a ver o Bill, dizem, na tv a cantar louvores ao mel orgânico e à dieta vegetariana. Para isso, Michelle Obama é que é uma artista, garantem os ditos jornalistas. E solícitos, sugeram que a Hillary deixe o Bill à solta e contrate a Michelle como primeira dama.
Dirão: mas, num momento tão sério, põem-se com estas graçolas? Bom, é mesmo o momento de as inventar e dizer, assim como quem canta pela estrada deserta ou assobia no escuro. Para espantar o medo.

Foto: dpa
Diz um ditado alemão que “até uma galinha cega acaba por encontrar um grão”; pois foi o que aconteceu, a Comissão Europeia encontrou um saboroso grão: a insuficiente protecção dos lençóis freáticos e consequente contaminação da água potável com níveis demasiado elevados de nitrato. Depois de vários avisos, a Comissão instaurou agora junto do Tribunal Europeu uma acção judicial contra a Alemanha.
A principal causa dos elevados valores de nitrato é a prática agrícola de fertilização da terra com chorume e estrume. Em exagero, o nitrato polui a água doce, sendo tóxico tanto para plantas como para animais. Estudos indicam que a substância pode ser cancerígena. No ecossistema marinho, o excesso de nitrato contribui para a proliferação de algas e consequente aumento de bactérias aeróbicas, rarefazendo o oxigénio na água e provocando a morte de outros seres vivos (por exemplo peixes).
Enfim, já não falando no “pequenino defeito” resultante deste uso e abuso que é aspirar o cheiro nauseabundo quando se passeia pelos campos, pensando nisso, até beber água da torneira se pode tornar ligeiramente desconfortável.
Em caso de condenação, a multa poderá ser da ordem dos milhões de euros por dia. A França já foi condenada por idênticas razões, podendo a multa ascender a 3 mil milhões de euros.
Só é pena a falta de coerência entre os diversos ressorts da UE: distribuir multas a prevaricadores ambientais é uma óptima ideia, mas enquanto se continuar com uma política agrícola comum que privilegia totalmente a agricultura e pecuária intensivas, não é possível ter mão nos problemas e prejuízos ecológicos – degradação da paisagem, perda da biodiversidade dos ecossistemas, erosão do solo e poluição. Talvez começando por aí…
[F]or any philosopher who is willing to work out the implications of his philosophical position, there is an answer to the question, “What, if anything, is that in terms of which everything else has to be explained, but which does not itself have to be explained in terms of something else?”.
— John R. Searle, “Seeing Things as They Are: A Theory of Perception“
***
Efectivamente, o Diário da República, por mais esta amostra, não quer saber de factos. Desejei, há uns tempos, que não houvesse mais “fatos ofensivos do direito ao repouso”. Infelizmente, o desejo não se concretizou.

E hoje? [Read more…]

Bem sabemos que, de esquemas para ocultar declarações de rendimentos, está o Parlamento cheio. E se o exemplo que vem de cima é este, não nos podemos admirar que outros tentem fazer pela vida. Que o diga o líder da oposição, Pedro Passos Coelho, que por estes dias, moralista como só ele sabe ser, tem insistido na obrigação que o governo tem de exigir à nova administração da CGD a apresentação das suas declarações de rendimentos. O que me leva à dúvida existencial do dia: a declaração de rendimentos que Passos Coelho estava obrigado a entregar em 1999, já apareceu? Da última vez que fui ver, continuava em paradeiro incerto.
Foi apresentada/inaugurada, com pompa e circunstância (à parte a falta de pilhas no comando que ligaria a luz), a nova peça de Joana de Vasconcelos. Um galo de Barcelos à beira-Tejo.
Ao longe ouviam-se as grandes gargalhadas de dois Antónios, o Oliveira Salazar e o Ferro!
A história, velhíssima, foi assim: um soldador, empoleirado num andaime, soldava uma janela de alumínio. Vários metros abaixo, o seu ajudante olhava para cima, de nariz no ar. De repente, um pingo de solda caíu-lhe num olho e as dores violentas abiram-lhe a boca em todas as injúrias que cabem na língua portuguesa. Estomagado, o soldador processou o ajudante, sob a acusação de lhe ter chamado os nomes mais obscenos. Quando foi presente a tribunal, o soldador ouviu o juiz acusá-lo de ter chamado ao seu patrão os palavrões mais escabrosos. O ajudante explicou com grande aprumo: Palavrões? Eu? Nunca, senhor doutor juiz. Quando o pingo de solda me entrou no olho, eu só disse oh Manel toma cuidado.
Foi mais ou menos isto que eu percebi da briga entre os presidentes do Arouca e do Sporting, ao ouvir o adido de imprensa dos leões: O presidente do Sporting não chamou nome nenhum nem empurrou o responsável do Arouca. Este é que estava a brigar e Bruno de Carvalho só lhe perguntou o que se passava. Nuno Saraiva disse isto com as bochechas como um pudim flan. Está visto que não nasceu para estas baldrocas.

Sabem que porra é esta? É uma feira. Para além de cavalos, vacas e chouriços que se emborracham à noite para troca de fluídos, são transaccionados circuitos e aplicações seminais (e não me estou a repetir) entre megawatts sukarnoputris de luz e toneladas messiânicas de graves. O pessoal anda todo numa cloud muito marada de ideias vendidas como jogos de lençóis de flanela e infalíveis elixires da juventude. Anuncia-se a next big thing e… zás!, up with the cock from Barcelos da Joana Vasconcelos, seguido de um sonzinho lounge. A insofismável cultura da era techie não pode faltar. Vhils, Kalaf e a Lisbon Fado Sin. O turismo esfrega-se todo por summits, e para todos os gostos que os há: o sunset summit, o surf summit, o farturas summit, o crunchie’s dog summit, o caralho que os foda summit, tudo pináculos da excitação mediática e da diarreia comunicacional: as televisões rapidamente se afeiçoam a este evento e os écrans enchem-se dos Caras de cú habituais. Ir ao Web Summit é, em termos de gente, como ir ao Dragão ver o Benfica fazer o Porto descer à terra ou como encher um concerto da Lady Gagabyte. Mas a um nível superlativo e expialidoso. Os bilhetes, qrido, para os pobres ficam a € 1000, os remediados arrotam € 3000 e os Premium, Platinium e Uranium entre €4.245 e € 5.245, mas estão todos sold out. Ou isso ou 3 fichas para os carrinhos de choque. Não será preciso dares uma de penetra porque estamos nos idílicos domínios do marketing. Especulação a bem da nação, com os putos MC Costa e Funky Cold Medina na área. Alguém me arranja um bilhete para ir ouvir o investidor e empreendedor Ronaldinho Gaúcho falar da sua fantastic new internet venture? É que há uma nerd activista curda que eu queria deglutir que vai lá estar…

Poucos debates espelham tão bem o país em que vivemos. Discutir se um gestor público, tal como qualquer governante, deve ou não apresentar a sua declaração de rendimentos é triste, acima de tudo, porque não deveria sequer gerar qualquer tipo de discussão. É óbvio que deve. Melhor: é obrigado a fazê-lo. Se existe uma lei que a isso mesmo obriga, qual é a dúvida? Se António Domingues e a sua equipa são tão fantasticamente espectaculares, como podem supor que estão acima da lei? Será que lhes foi prometida uma excepção à regra, que obviamente violaria a lei portuguesa, e eles, tão fabulosos, não perceberam que tal não era possível? Esperava-se mais de um indivíduo que vai auferir um salário astronómico sem mostrar serviço. [Read more…]
Desafiado por voz amiga a comentar a posição de Susan Sarandon em relação às eleições no seu país – “Eu não voto com a minha vagina!”, declarou ela, querendo dizer que não se justifica o voto em Hillary Clinton pelo simples facto de ser mulher -, tenho a dizer que, com todo o respeito pela actriz e sua postura, não a sigo – nem aos que como ela pensam – nesta opinião. Não me sendo indiferente o significado de ser eleita, pela 1ª vez, uma mulher para a Casa Branca, tal está longe de ser a questão central. Ensinaram-me as voltas da vida e a reflexão que elas impõem, que, sendo espiritualmente confortável a ideia de uma abstenção por razões de princípio, ela sempre me pareceu uma via sem saída. Na verdade, a abstenção é, na vida como na política, as mais das vezes, uma ilusão. Ela tem efeitos, e tem efeitos na direcção que tomam as escolhas com que, verdadeiramente, nos deparamos. Penso, por isso, que há sempre, em condições normais, uma opção preferível. Digo-o sem qualquer laivo de cinismo, já que abomino a via do “quanto pior melhor” com que alguns parecem comprazer-se. A liberdade é a nossa mais bela condenação. E porque é condenação, não há modo de a evitar. Quer dizer: as nossas escolhas são inevitáveis, mesmo quando parece que lhes conseguimos fugir. A evasão não tem, aqui, lugar. Nunca.
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E aproveitar as 18 horas de trabalho que um dia devia ter. Isso sim.
Eis um misto de imperialismo e provincianismo. Quando é que a perda de soberania foi a votos?!

Obrigado, Internet
Convidado: Os Truques da Imprensa Portuguesa | 05 Nov, 2016
A página do Facebook “Os truques da imprensa portuguesa” tem colocado em questão diversas notícias da nossa comunicação social. Há quem concorde que há truque e há quem diga que é um braço armado do PS, à semelhança do que foi o Corporações. Um podcast com interesse para quem acompanha o assunto. Aqui fica uma espécie de transcrição, muito aligeirada.
“Os Truques” apresentam uma hipótese. Ou melhor, 65.250 hipóteses amarelas.

Corbis
Começou hoje em Marraquexe a 22.ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, na qual os delegados irão discutir sobre os métodos para reduzir as emissões de gases com efeito estufa e como podem ser verificados os compromissos nacionais. Não se esperam resoluções desta cimeira; A tarefa é fazer trabalhos de casa, operacionalizando os objectivos estipulados no acordo mundial contra o aquecimento global, através de regras específicas.
Veremos como os compromissos serão implementados… A julgar pelo caminho que isto leva – acordos comerciais transatlânticos? Bens básicos a deambularem ao redor do globo?- a implementação vai ser ainda muito mais complicada do que foi o caminho para se chegar a este acordo!

Segundo o JN, Tiago Brandão Rodrigues “desce” porque, apesar dos factos, que “parecem ilibar o ministro“, a “baralhada” – que Tiago Brandão Rodrigues não criou – é tal, que o ministro já não se livra da desconfiança. Entretanto, numa qualquer repartição do clube do avental, as tríades amarelas esfregam as mãos na perspectiva de mais uma vitória.
Se acha que este absurdo abre um precedente, em que “baralhadas” jornalísticas criam casos fracturantes do nada, desengane-se: a falta de rigor em muitas redacções deste país, aliada à manipulação da opinião pública denunciada e aos interesses que tomaram essas mesmas redacções de assalto, não são propriamente novidades. Factos? Quem quer saber de factos? O que interessa mesmo são as realidades de ocasião que se constroem, ainda que na sua origem estejam o boato ou a informação manipulada. E não é que funciona?
Ainda relativamente à inacreditável questão da Caixa Geral de Depósitos, ouvi hoje na TSF o Secretário de Estado Pedro Nuno Santos a dizer que António Domingues e a sua equipa vão ter mesmo de entregar no Tribunal Constitucional a declaração de rendimentos e de património.
Poder-se-ia dizer que finalmente alguém no Governo, ao fim de mais de um mês, apresentava uma réstia de bom-senso. Infelizmente, há dois dias, o Primeiro-Ministro António Costa disse exactamente o contrário, ou seja, que competia aos gestores da Caixa saberem se deviam ou não entregar a declaração e que eles é que decidiriam.
É triste que, dois dias depois, um Secretário de Estado venha desautorizar o seu Primeiro-Ministro. É triste e é grave. Porque mostra que, pelo menos nesta questão, o Governo está à deriva.
E eu que, com o meu voto, contribuí para a Geringonça, ficaria muito admirado se ela implodisse devido ao núcleo original da máquina e não devido aos acrescentos que lhe fizeram, como a Direita sempre disse que ia acontecer.
Quanto ao resto, mantenho a pergunta que fiz há dois dias: o que têm a esconder os gestores da Caixa?

O Aventar está, finalmente, em condições de explicar porque é que o diabo não veio em Setembro. Segundo se apurou, Mefistófeles tinha quase ultimada a compra do seu modesto T-666 ali para os lados da Boca do Inferno, com uma fabulosa vista de mar e pleno de sol, sendo uma questão de dias até se instalar neste el dorado do imobiliário. Era um demónio feliz, que havia encontrado o paraíso na terra, na qual já antevia as delícias que teria ao seu dispor graças ao caldo condimentado com austeridade, propaganda e crescente miséria.
Certa manhã dirigia-se para o Ministério dos Vistos Dourados, para tratar da sua futura casinha, quando sentiu as veias gelarem. A Mariana Mortágua estava na televisão a falar de alterações à tributação do património e das regras do IMI e ele, um pobre diabo, começou a ver para onde caminhava a situação. “Dão-me um visto, olha, compra uma casita, mas querem é os meus tostões.” Foi com este estado de espírito que se dirigiu ao ministro, dizendo-lhe que assim não vinha e de nada lhe valeu o PowerPoint do Comissário das Interpretações Correctas, explicando-lhe que o Imposto Mortágua era, na verdade, o Imposto Passos. O mal estava feito e para ele, fonte de infortúnios para a humanidade, maldade não era coisa para o próprio sentir na pele.
Foi por isto que o Diabo não veio em Setembro. Fruto de impostos demonizados pela Direita, aquele que lhes poderia trazer a passadeira do poder ficou no quentinho.
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Se calhar, a incompetência própria ajudou. E o falhanço no arranque do ano lectivo 2014/2015 também.
“O lugar onde eu fiquei”, uma grande reportagem de Catarina Canelas, com imagem de João Franco e edição de imagem de Miguel Freitas – TVI.
Clique para ver: O lugar onde eu fiquei (parte 1)

Ilustração: Arthur Rackham, 1912 (fonte: Wikipedia)
Naquele tempo, por andarem à frente, como os bois da guia, até chamavam PAF ao fenómeno, aconteciam coisas engraçadas. Foi, por exemplo, o caso dum burro criado nas Necessidades que se estabeleceu com um negócio de raparigas da vida airada num país africano. Aconteceu o que é costume: primeiro, foi a rebaldaria e o pilim a cair na carteira; depois, foi a chatice do inquérito. No fim, o silêncio e o esquecimento. Mas parece que o burro deixou asno que lhe sucedeu, um que lhe guardou o apelido e o vezo de ver negócios em tudo sem se lembrar que quem tem telhados de vidro não deve andar à pedrada. Ou mais claramente: compreende-se que esteja muito ufano por pertencer à Loja, mas será bom não esquecer que muito boa gente não tem medo de lojas. Até se ri delas. Grande vassourada isto anda a pedir.

Lado a lado, numa prateleira da FNAC, O dom profano de José Sócrates convive, com a harmonia e a serenidade que caracterizam os livros, com a História de um canalha, de Julia Navarro. Coincidência ou não, que as coincidências, para mim, são como as bruxas do provérbio espanhol, a escolha da FNAC não deixa de ser curiosa. Atente, caro leitor, na sinopse da obra de Julia Navarro:
«Sou um canalha e não me arrependo de o ser. Menti, enganei e manipulei à vontade, sem me importar com as consequências.Destruí sonhos e reputações, traí os que me foram leais, causei dor àqueles que me quiseram ajudar. Brinquei com as esperanças dos que pensaram que poderiam mudar quem eu sou.» Thomas Spencer sabe como conseguir tudo o que quer. A saúde delicada é o preço que teve de pagar pelo seu estilo de vida, embora não se arrependa. No entanto, desde o seu último episódio cardíaco apoderou-se dele um sentimento estranho e, na solidão do seu luxuoso apartamento em Brooklyn, sucedem-se as noites em que não pode deixar de se perguntar como seria a vida que conscientemente optou por não viver. A memória dos momentos que o levaram a ter sucesso como consultor de relações-públicas e imagem, entre Londres e Nova Iorque nos anos oitenta e noventa, revela os mecanismos dúbios que os centros de poder por vezes empregam para alcançar os seus fins. Um mundo hostil governado por homens, onde as mulheres resistem a ter um papel secundário.
Para quando uma secção dedicada à canalhice?

Sometimes laws are intolerable, and need to be changed by organized legal protest if possible—but otherwise by actual resistance and civil disobedience.
— Geoffrey K. Pullum, “The Great Eskimo Vocabulary Hoax and Other Irreverent Essays on the Study of Language” (foreword by James D. MacCawley)
***
Ontem, dia em que a Irlanda derrotou os All Blacks, o jornal da resistência silenciosa em tempos de liberdade (efectivamente, A Bola) deu-nos mais um exemplo quer da diferença entre crer e perceber, quer do espectáculo extremamente triste dado pelos desistentes que têm o distinto descaramento de optar pela resistência silenciosa, em tempos e lugares de liberdade de expressão. Cuidado. Muito cuidado.
Desejo-vos um óptimo domingo e votos de glorioso espectáculo, daqui a pouco, no Estádio do Dragão. Viva o Benfica. Viva!

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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