Todo o tempo a empatar, depois de ter estudado todos os cenários antes das eleições, para isto. Começou um período novo na política portuguesa, com os deputados, representantes do soberano, a poderem de facto ter voz.
Confirma-se
A falta de Cavaco ao 5 de Outubro foi injustificada. A sorte dele é que já esta reformado.
Antonio Costa a caminho de ser Primeiro-Ministro

Actualizado às 12h08 de 24/11/2015
António Costa irá ser recebido, dentro de 10 minutos, pelo Presidente da República.
Isto poderá indiciar que Cavaco Silva poderá indigitar António Costa como Primeiro-Ministro.
Se assim for António Costa fará história ao conseguir unir toda a esquerda em torno do seu projecto politico e do Partido Socialista.
Em actualização às 12h00:
Cavaco Silva mantém duvidas sobre a estabilidade de um governo do PS, com o apoio parlamentar do BE, PCP e Verdes e pede seis esclarecimentos a Antonio Costa.
Em actualização às 19h05:
António Costa já respondeu aos seis pedidos de esclarecimento solicitados pelo Presidente da República.
Em actualização às 12h00 de 24/11/2015
Terminou a reunião entre o Presidente da República e António Costa.
Em actualização às 12h08 de 24/11/2015.
O Presidente da República acaba de indigitar António Costa como Primeiro-Ministro.
À beira do fim

Gostava, mas não iria conseguir, de dignificar este último estertor da criatura de Belém com um texto sério lembrando-lhe, entre outras coisas, que está a impor aos deputados – sim, é a estes que, em última análise, o gesto de Cavaco convoca – algo completamente absurdo se considerarmos o mandato irrevogável e representativo – e não imperativo – de que estes são portadores. [Read more…]
Carta do Canadá: A sobremesa e o café

É de elementar bom senso e inteligência servir uma magnífica sobremesa e um soberbo café quando a refeição é má ou, pelo menos, de duvidosa qualidade. Porque, se for excelente o que se toma por último, é essa excelência que fica na memória dos nossos convidados.
Não é preciso tirar nenhum curso para saber isto. Basta, repito, ter bom senso e inteligência.
Cavaco Silva, enquanto Presidente da República, e a dupla governamental Passos e Portas, auto-proclamados arautos da direita radical que eles julgam salvar a Pátria, falharam completamente a parte final da sua prestação pública depois de, durante quatro anos, terem servido ao povo uma mistela intragável de incompetência, ignorância, amadorismo, mentira, trapaça, abuso e nepotismo. Em suma, uma refeição que o povo rejeitou em impressiva percentagem. Dizem eles, agora, que a União Europeia assim o quis e a troika assim o exigiu, esquecidos de terem entrado ao som do berro triunfante: vamos além da troika. E assim foi, num desejo canino de lamber os pés à Alemanha. Nisso queriam parecer-se com Salazar.
Observador continua campanha de desacreditação
Este braço da direita chama secreta à carta que o PS enviou a Cavaco, dando a este liberdade de meter o conteúdo na praça pública. Tal como fizera minutos depois de receber Costa.
Vejam lá se os mercados não se assustam… Estabilidade acima de tudo, não é? Ou isso é só para arremesso quando dá jeito?
Garantias
Lembro patrioticamente a Cavaco Silva que omitiu, nas garantias exigidas a António Costa, a consagração do futuro governo a N.ª Sra. de Fátima. A dona Maria não vai gostar deste esquecimento.
Poker de 6 cartas
Cavaco continua o seu jogo de conquista de tempo e de margem para sair do imbróglio por ele criado ao não marcar as eleições para Julho, tal como fora avisado. Agora apresenta 6 condições e dá a conhecê-las.
No entanto, quais foram as condições anteriormente colocadas a Passos Coelho para que este apresentasse “uma solução governativa estável e duradoura”, sabendo de antemão que a PAF não teria suporte de estabilidade na Assembleia da República? E porque não as apresentou nessa altura, ao contrário do que agora fez com Costa?
Mas temo o pior. Com tanta garantia de estabilidade, Cavaco até parece estar a pedir um governo que dure 41 anos. Daqueles onde ele se sinta integrado. Chega 4 anos, ok?

Site da Presidência em blackout whiteout há 1 hora

Depois de divulgadas as 6 condições, site da Presidência da República ficou em branco. Será para imitar Cavaco?
“Sitting ducks”

Entristece-me e revolta-me o patético espectáculo, que a televisão diariamente nos oferece, de Paris polvilhada de soldados na sua pose de alvos passivos, peões de uma estratégia absurda de políticos com necessidade de mostrar testosterona e afirmar a sua virilidade.
Na verdade, não é preciso ser especialista para se perceber que quadricular uma cidade desta envergadura e ocupá-la com forças militares cria mais riscos que os que evita, não dissuade terrorista nenhum – antes o avisa – e, sobretudo, é usar desadequadamente tropas que estão longe de ser apropriadas para tarefas de segurança e ordem pública, objectivos muito mais adequados às várias modalidades de policias, elas sim, preparadas para o efeito. Só no caso de uma operação especificamente militar deveriam ser as forças armadas activadas. [Read more…]
Thriller policial
– Confessa! – gritava o polícia para o suspeito. – Confessa ou obrigo-te a ver 24 horas de mesas redondas da RTP3!
Aterrorizado, o suspeito confessou.
Deixa-me espetar-te uma faca nas costas enquanto me faço de sonso
Marques Mendes personifica, ele mesmo, a pouca vergonha que agora aponta à manipulação eleitoral levada a cabo com a eventual devolução de 35% da sobretaxa de IRS em 2016. Nas entrelinhas do que diz, é claro o passar de culpas para o secretário de estado do CDS, Paulo Núncio, quando traz à baila o caso da lista de contribuintes VIP. Como se não estivessem todos alinhados na mesma estratégia.
(…) o social-democrata lembrou que esta é já a “segunda trapalhada nos Assuntos Fiscais”, após a polémica em torno da lista VIP (…) [DN]
As últimas palavras de Steve Jobs

” Cheguei ao topo do sucesso nos negócios.
Aos olhos dos outros a minha vida tem sido o símbolo do sucesso.
No entanto, para além do trabalho, tenho pouca alegria. A minha riqueza é simplesmente um facto a que estou acostumado.
Neste momento estou na cama de um hospital recordando a minha vida, percebendo que a riqueza que construi e todos os elogios que recebi e me deixaram tão orgulhoso, tornaram-se insignificantes perante a iminência da morte.
No escuro quando vejo a luz verde e escuto o ruído do equipamento da respiração artificial sinto a morte a aproximar-se.
Marques Mendes arrasa governo PSD/CDS-PP

Sobre o embuste da “devolução” da sobretaxa, Marques Mendes não poupou nas palavras no seu espaço de opinião da noite de ontem na SIC Notícias e arrasou o governo Passos/Portas. Para o comentador, as manobras pré-eleitorais da coligação PSD/CDS-PP são “uma pouca vergonha” e uma “manipulação eleitoral“. O atraso no reembolso do IVA foi uma tentativa de “sacar votos“, “mentir aos eleitores” e “aldrabar os cidadãos“. E criticou ainda o facto de “até agora, o Ministério das Finanças, seja o secretário de Estado ou a ministra, não ter dado uma explicação. Este silêncio já é de mais. É um silêncio comprometedor“. Podia tudo isto ser dito por um qualquer radical de esquerda da frente golpista? Podia, mas não era a mesma coisa.
Mais uma alegoria para a venda da TAP
Vou vender-lhe o meu carro mas sou, simultaneamente, o fiador da sua compra. Faço-o para deixar de ter problemas com o carro. Descanso, finalmente. Ou não.
Venda da TAP: lucro máximo, risco nulo
Imagine o seguinte negócio. Você tenciona comprar uma bela mansão com um problema nas caleiras mas com luxuosos e numerosos quartos. Precisará de investir algum dinheiro e de resolver um problema num anexo que o anterior dono comprara à toa, mas, no geral, o potencial de turismo de habitação dá-lhe boas perspectivas de lucro. Aliás, não fora o raio do anexo e nem o anterior dono precisaria de vender. Acontece que as suas posses financeiras não são propriamente as de Abramovich e precisará de recorrer à banca para fazer o negócio. Para complicar, o anterior dono já tinha feito uma hipoteca à mansão e a banca só aceitará a mudança de dono caso você lhe indique um fiador. Apesar destas condicionantes, você conseguiu convencer um parente com vastos recursos a ser fiador e levou o negócio a bom termo. E o arranjo global até é animador. Se o negócio der lucro, você paga à banca e amealha o que sobrar. Por outro lado, se algo correr mal, você deixa de pagar a mensalidade da mansão e o fiador entra em despesas por sua causa. Lucro máximo para si, com risco nulo.
Que tal lhe parece este negócio? Interessante, não acha? Excepto para o fiador, claro.
Agora troque, no anterior negócio, a mansão pela TAP, o Consórcio Azul toma o seu lugar, o anexo é a Varig Engenharia e Manutenção e o fiador é o Estado. As caleiras representam os problemas estruturais e a banca é mesmo a banca. Já está? Pronto, fica explicada a venda da TAP, feita pelo governo PSD/CDS. Com uma nuance: no negócio da venda da mansão era claro que seria você quem nela iria mandar, enquanto que na venda da TAP continuamos sem saber quem terá o controlo da empresa.
Inspiração
“Desenganem-se também os que pensam que a democracia se pode suspender em nome dos humores dos mercados ou da estabilidade entendida como negação de alternativas.”
Bom, pelo menos continuemos a bradar que assim seja, pode ser que nos ouçam, especialmente aquele senhor que anda em busca de inspiração…
Uma achinha para a fogueira alheia??
Não basta já o ininterrupto bombardeamento que vem sendo levado a cabo pela PAF e pelo respectivo séquito da comunicação social evocando a fatal falta de estabilidade que teria um governo de esquerda?!
Ó Sr. Francisco Louçã, acha que era absolutamente imprescindível acusar Mário Centeno de não ter lido o texto do acordo do PS com os partidos de esquerda[1] ??? (Grande Entrevista, 18.11.15)
Não digo que o assunto não vá dar pano para mangas, mas duvido muito que seja por falta de leitura do texto e seria bem melhor evitar ilações que venham alimentar o coro de teatro grego (o clássico!)[2] que está a ser posto em cena pela direita, não acha mesmo???

[1] P.S. – … sim, porque o PS ainda vai ter de demonstrar que vai ser de esquerda….
[2] As peças de Teatro na Grécia Antiga incluíam sempre um coro que dava uma variedade de informações de enquadramento e resumos para ajudar o público a acompanhar o espectáculo.
É giro perceber como a história se repete
SNAP em 2016, a forçar a Democracia como em 1986. Da série Sondagens e eleições.
Mentira dita com cara de sentido de estado não deixa de ser mentira
Vamos à avantesma. Os nossos dicionários são inequívocos “aparição de uma pessoa morta”, “pessoa ou objecto assustador, disforme ou demasiado grande”. Morto está, mas o Presidente da República ainda lhe permite que mexa, para ainda maior susto dos portugueses. Mete medo? Mete e ainda devia meter mais. Todo o processo da avantesma, o seu “conceito” como agora se diz, está bem explícito na história da devolução dos 35% da sobrecarga do IRS, que agora se verifica ser zero. Porque é que a história da devolução do IRS fantasma está na massa do sangue da avantesma? Porque foi isso que reiteradamente semana sim, semana sim, a coligação fez nestes últimos quatro anos e continua a fazer como quem respira.
É a mentira muito comum na esfera pública e política? É. Há uns especialistas na mentira que estão agora a contas com a justiça e que vinham do lado da geringonça. Mas isso não justifica o uso sistemático da mentira como mecanismo de governação, com a agravante de que uma comunicação social que nunca esteve tão perto do poder, em particular no chamado jornalismo económico, mas não só, dá uma amplificação enorme a estas mentiras. Transformaram-se naquilo que é o mais próximo que já alguma vez conhecemos, do “pensamento único”. E o “único” tem muita força, mas é do domínio dos “objectos disformes”, “demasiado grandes”, das avantesmas. [Público, 21-11-2015, Pacheco Pereira]
A mentira como estratégia política para manter o poder pelo que o poder oferece. Não deixa de ser irónico que, na sociedade da informação, é a desinformação que dá vitórias eleitorais.
SNS a rebentar, privados a lucrar

Antecipando o que aí vem, o secretário de Estado da Saúde anunciou esta semana ao país que, em situações de ruptura, os hospitais públicos poderão enviar pacientes para o sector privado. Apesar das medidas preventivas que estão a ser tomadas, as dúvidas quanto à capacidade de resposta de um SNS alvo de múltiplos cortes nos anos de austeridade são muitas e preocupantes. E, perante a falta de investimento nos hospitais públicos, investe-se nos privados para resolver o problema. E porque não investir esse dinheiro no sector público? Simples: porque a agenda não é essa. Para eles está tudo bem. Quem disser o contrário é comunista.
Foto: Global Imagens/Natacha Cardoso@DN
Abaixo a estabilidade governativa!
Miguel A.Lopes,EPA
É evidente que não basta que os nossos defeitos sejam iguais aos dos outros para que sejamos melhores. Ser igual a outro que padeça dos mesmos vícios deveria ser fraco consolo, especialmente se o outro for agressivo, desonesto ou mesmo portista.
Ainda assim, não deixa de ser divertido assistir ao triste espectáculo de ouvir e ver gente como Passos Coelho e Paulo Portas a acusar outros de falta de seriedade e de desonestidade e de golpadas. É importante não esquecer, por exemplo, que Passos Coelho ganhou eleições com base em mentiras.: não ia aumentar impostos, não ia cortar salários, não ia sobrecarregar a classe média.
É igualmente tocante a enorme preocupação de Cavaco com a solidez das propostas de António Costa, já que, apesar de ser Presidente da República, conseguiu desprezar a Constituição de que deveria ser o primeiro garante, explicando que não há nada mais importante que o Orçamento de Estado. Além disso, manteve em funções um primeiro-ministro que fez exactamente o contrário do que prometeu e não tem um comentário a fazer ao facto de esse mesmo primeiro-ministro, sem surpresas, ter anunciado, antes das eleições, que devolveria 35% da sobretaxa de IRS cobrada em 2015, devolução essa reduzida a zero menos de dois meses depois. [Read more…]
Vistos Gold: o favor de Miguel Macedo ao ex-patrão de Sócrates que não fez manchete

Formalizada a acusação contra o passista Miguel Macedo pela prática de três crimes de prevaricação e um de tráfico de influências, algo raro em Portugal, a imprensa continua a dar pouca atenção a este caso, preferindo dar destaque aos temas do momento: a crise política, a ameaça terrorista e o incontornável José Sócrates, que ao contrário de Macedo ainda aguarda acusação. [Read more…]
O mundo de pernas para o ar:
“se ganharam para que querem outras?”, pergunta o António Filipe a Telmo Correia (Via Rui Zink).
“ (…) é também o que nós somos, míseros e gigantes contra as águas”

… e com maior ou menor conforto dependendo da embarcação ou do lugar onde tivemos a sorte ou o azar de ir parar…













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