O desperdício em dia de recolha de bens para o Banco Alimentar

BA

Apesar da inenarrável Isabel Jonet, a acção do Banco Alimentar é de uma importância inquestionável, nomeadamente nestes tempos em que a pobreza avança de forma preocupante e sem precedentes na era democrática. Como vem sendo habitual nesta altura do ano, a instituição lançou uma campanha de recolha de bens junto das principais superfícies comerciais que o bom coração do português comum, como é seu hábito, decidiu abraçar. [Read more…]

Foi disto que nos livramos. Uma lista para a posteridade

XX GOV

Ainda o novo governo não tinha sido empossado e já alguns representantes da ala ressabiada à direita nas redes sociais disparavam contra os escolhidos por António Costa, essencialmente por existirem, e iniciavam um processo de difamação dos mesmos, ao bom velho estilo Maria Luz. Apeados do poder e privados do monopólio do tacho, elites, colaboracionistas e respectivo rebanho da ressabia estão e fúria e o espectáculo está a ser bonito de ser ver. É sempre interessante ver o que está por trás da máscara dos falsos democratas.

Os melhores argumentos até ao momento são que um é filho do Mário Soares, outro é advogado do Sócrates, uma não sabe escrever e um outro foi mesmo ministro do infame nº44.  [Read more…]

Arrebentamento

anamundo21novo

“Quem acredita num crescimento infinito num planeta fisicamente finito, ou é louco, ou economista” – David Attenborough

Marcha Mundial do Clima em Lisboa, 29.11.2015, 15 horas, Martim Moniz

Se puder, contribua

BANCO ALIMENTAR

image

Uma faxina que fascina

Cavaco faz a faxina e varre a tralha passista

E assim acontece...

O dia em que eu podia ter explodido o Estádio Municipal de Braga (se eu fosse um terrorista)

Estádio

Após os atentados em Paris, alguns governantes portugueses fizeram declarações públicas no sentido de tranquilizar a população. Rui Machete afirmou “ter esperança” que o país se mantivesse fora dos radares do terrorismo, apesar da ausência de garantias absolutas de segurança, enquanto Calvão da Silva afirmava a existência de um “máximo grau de atenção” e reiterava que os portugueses podiam “confiar nas forças preventivas, de segurança e de informação”.

Depois do episódio que vivi ontem, acho que o melhor mesmo é alinhar na esperança de Rui Machete porque não só não existem garantias absolutas de segurança como o nível de vulnerabilidade é muito superior àquilo que alguma vez imaginei. Sorte a dos mais de 10 mil adeptos que ontem marcaram presença no Estádio Municipal de Braga que eu não sou terrorista. Porque se fosse, com a ajuda da permissividade de alguns elementos da segurança do recinto, bem que podia ter mandado tudo pelos ares. Confuso? [Read more…]

Algumas reflexões acerca da fiscalização abstracta

programa gov

Judith Menezes e Sousa/ TSF (http://bit.ly/1NgmaaN)

Hoje, segundo rezam as crónicas, Pedro Nuno Santos e Eduardo Ferro Rodrigues reuniram-se durante cerca de 15 minutos. Em causa esteve a entrega do Programa de Governo. Ao chegar à página 44 do documento, encontrei um aspecto extremamente positivo: a fiscalização abstracta. Para informações acerca da fiscalização abstracta, sugiro a leitura dos artigos 224.º e (mais importante) 281.º da CRP.

Agora, vamos àquilo que efectivamente interessa.

Nesta página 44 do Programa de Governo, encontramos “em sede de fiscalização sucessiva abstrata da constitucionalidade”, “o processo de fiscalização abstrata” e “suscitarem a fiscalização abstracta sucessiva da constitucionalidade”.

De facto, todo o documento é uma espécie de regresso ao caos do XIX Governo Constitucional.

Vejamos alguns (sim, só alguns) exemplos:

perspectiva (p. 66) e “perspetiva” (p. 163);

Sector Empresarial do Estado” (p. 9) e “setor  das  tecnologias” (p. 20);

carácter transversal” (p. 51) e caráter  universal (p. 87);

afectação de recursos” (p. 169) e  “afetação de recursos” (p. 221);

recepção dos sinais(p. 206) e receção de depósitos” (p. 84);

“título  electrónico (p. 170) e equipamentos “eletrónicos (p. 190);

factor  de  enriquecimento” (p. 201) e “fator de fragilização” (p. 224);

“1 de Janeiro de 2016″ (p. 8) e “no passado dia 4 de outubro (p. 4).

Como se previa, lá vem, na página 250, para inglês ver, a tal «implementação das ações  [sic] necessárias à harmonização ortográfica da língua portuguesa».

Exactamente.

Agora, sim: desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Programa do XXI Governo Constitucional

2015-11-27 Programa XXI Governo Constitucional

Havendo activos, há esperança

cavaco e costa

© Presidência da República http://bit.ly/1lNIKNM

Efectivamente, apesar do ‘projeto’ e até do ‘projeto a projeto’, apesar de ‘outubro’, apesar de ‘diretamente’, de ‘trajeto’, de ‘proteção’, de ‘coletivo’, de ‘objetivo’, de ‘trajetória’, há ‘activos’. Exactamente: há activos.

activos

Curiosamente, no discurso de Cavaco Silva, podemos ler “perspetivas económicas para Portugal”.

Como é sabido, antes do AO90, tínhamos

(1) em ortografia portuguesa europeia, “perspectivas económicas“;

(2) em ortografia do português do Brasil, “perspectivas econômicas“.

Como é igualmente sabido, com o AO90, temos

(3) em ortografia portuguesa europeia, “perspetivas económicas“;

(4) em ortografia do português do Brasil, “perspectivas econômicas“.

Portanto, o objectivo “conseguir chegar a uma ortografia comum” foi plenamente atingido, pois (1) e (2) eram diferentes e (3) e (4) são iguais. Não? Pois não.

Quando começar aquela (sim, aquela) “discussão mais focada sobre as matérias mais controversas constantes no projeto [sic] de programa eleitoral“, avisem-me, sff.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Cavaco Silva, o rancoroso líder da oposição

Cavaco Sistino

O dispendioso monarca de Belém relembrou ontem os portugueses que mais do que um indivíduo a brincar aos presidentes da República, Cavaco Silva é uma espécie de presidente do conselho que ainda recebe visitas apesar de já não mandar nada. Aterrado pelo afastamento do delfim Coelho, Cavaco regressou aos discursos marcados pelo ressentimento e não perdeu a oportunidade de avisar António Costa de que apesar de não poder dissolver o Parlamento, ainda dispõe de alguns poderes, referindo-se obviamente à possibilidade de demitir o governo e vetar, por exemplo, o Orçamento de Estado. Cavaco fará o que estiver ao seu alcance para dificultar a vida do novo governo. O rancor, que como sempre se sobrepõe ao interesse nacional, a isso o obriga. [Read more…]

A culpa é do acordo de esquerda VII

“Juros da dívida continuam em queda”. [Expresso]  Malditos juros que não colaboram com a propaganda do PàF!

A culpa é do acordo de esquerda VI

Juros da dívida fecham abaixo do nível pré-eleitoral” [Expresso]

O governo de António Costa

governo costa

António Costa e os seus 17 ministros

Passados quatro anos e meio de um governo eleito com uma grande mentira (pode-se dizer fraude?) e reeleito com várias pequenas mentiras (pode-se dizer ilegitimidades?), terminou ontem o assalto ao aparelho de Estado, versão PSD/CDS.

Hoje há um recomeço. Vamos ver se haverá realmente diferença ou não. Há sinais contraditórios neste governo. No lado positivo, a Assembleia da República vai ser o centro da governação, tal como sempre deveria ser, em vez desta ditadura renovada a cada quatro anos, que é o que têm sido os governos com maioria de um partido ou de uma coligação. A probabilidade de governos prepotentes fazerem o que bem lhes apetece, quantas vezes porque um ministro ou um secretário de estado se acha no direito de virar o país de pantanas, fica drasticamente reduzida.

[Read more…]

Filme do dia: Magnólia

É raro, mas acontece. Em Portugal parece que é a primeira vez.

O How e o Know-How

images (1)

Salvador Dali, ilustração para a Imaculada Concepção

O Porto Canal descobriu um filão neste homem que tem o condão de nos colocar permanentemente em estado de estupor filosófico. Retenhamos esta sequência, a propósito da adopção por casais do mesmo sexo:

Eu sou homem. Tenho, por exemplo, órgãos genitais de homem, pénis, testículos, etc. Não fui eu que os fiz. Não fui eu, que os fiz. É claro que eu posso… se calhar foi a minha mãe. A minha mãe já faleceu. Mas eu posso facilmente imaginar-me a perguntar à minha mãe: – olha, tu sabes fazer pénis? (…) – Oh filho, eu sei lá fazer uma coisa destas. – Mas tu fizeste 4! Ela fez 4! Mas não sabe fazer pénis!” (…) Tenho aqui um problema. Ela não sabe fazer. Mas fez!“.

Bastaria tal pequeno exercício de retórica para nos apercebermos que entre os órgãos genitais do professor Pedro Arroja se encontram a cachimónia, as cordas vocais e a língua, capazes de gerar e dar à luz, como estes, pequenos sistemas de vida intelectual antecipadamente extintos (ou seja, abortos lógicos). Caramba, ninguém lhe saberá explicar a diferença entre o fazer e o saber-fazer?

Eu tenho certos órgãos, que já identifiquei. Não fui eu que os fiz. A minha mãe, também não os sabe fazer. O meu pai muito menos. Não vejo ninguém que os saiba fazer e que os tenha feito. (…) Quem foi? Quem foi? A resposta é: foi Deus. Embora o tenha feito no ventre da minha mãe“. (…)

 

[Read more…]

Devolução sobretaxa de IRS: O que disse Passos Coelho na campanha eleitoral

Ouvir ao minuto 10:00:

Num almoço comício da coligação PSD/CDS-PP em Guimarães, Pedro Passos Coelho, (…) dirigiu-se aos contribuintes que “fizeram realmente um esforço muito grande”, e referiu-se à sobretaxa de IRS. “Assumimos este compromisso: se a receita fiscal no IVA e no IRS ficar acima do que nós projectamos, então tudo o que vier a mais será devolvido aos contribuintes. E sabemos hoje que estamos em condições em 2016 de cumprir essa norma do Orçamento e que eles irão receber uma parte importante dessa sobretaxa“, afirmou. [JN, 27/09/2015]

Preto no branco, foi uma promessa eleitoral. Portanto, ó sr. Paulo Núncio e sr.ª Cecília Meireles, olhem que ainda vos caem os dentes com a mentira descarada quando afirmam o contrário.

Défice excessivo: mais uma manobra pré-eleitoral exposta

MLA

Escreve o Diário Económico, esse perigoso e radical pasquim de esquerda:

A dois meses do fim do ano, já se consumiu 95% do défice previsto para o conjunto de 2015. Ou seja, cumprir a meta estabelecida no Orçamento do Estado para este ano é praticamente impossível: implica que o défice não aumente mais do que 275,2 milhões nos dois meses que faltam. Uma gestão rigorosa e que, no limite, em Novembro e Dezembro pode possibilitar atingir o objectivo de saída do Procedimento por Défices Excessivos (PDE) de Bruxelas (abaixo dos 3%).

[Read more…]

Sobre a Desigualdade num Mundo Globalizado

Stiglitz foto

Foto: Jen Osborne

Joseph E. Stiglitz, prémio Nobel da Economia em 2001 e ex- economista-chefe do Banco Mundial é um dos mais reconhecidos autores em matéria de desigualdade e uma das vozes mais críticas em relação à globalização comercial e financeira.
Excerto de uma entrevista a Joseph E. Stiglitz publicada na edição de 22.09.15 no jornal alemão der Freitag:
(…)
Stiglitz: Em todo o caso, é mais do que claro que o programa de reformas acordado com a Troika vai agudizar ainda mais a recessão no país (Grécia).
Jornalista: O ministro das Finanças Wolfgang Schäuble responder-lhe-ia: Veja a Espanha, Portugal ou a Irlanda: nestes países voltou a haver crescimento e o mercado de trabalho está a recuperar.

[Read more…]

A única maioria absoluta que resultou das Legislativas

AR

No jogo de tronos que se sucedeu ao acto eleitoral de 4 de Outubro, vários cenários hipotéticos foram sendo traçados, com vista a servir os interesses momentâneos das várias forças políticas em confronto. Desta forma traçaram-se várias maiorias de ocasião, da maioria europeísta que agregava PS, PSD e CDS-PP até à maioria de que rejeitava o PS e que colocava no mesmo saco BE, PCP, PSD e CDS-PP. A determinada altura havia maiorias para todos os gostos, bastava mudar a variável que melhor servisse um determinado interesse num determinado momento.

No entanto, a única maioria que efectivamente conta no que a governar e a legislar diz respeito é a maioria parlamentar. E apesar de nenhum partido ou coligação a ter conseguido, um conjunto de partidos decidiu envidar esforços no sentido de estabelecer entre si um conjunto de acordos parlamentares que levou ao chumbo do governo minoritário Passos/Portas e à indigitação de um novo governo, liderado pelo PS, com o suporte parlamentar de todas as forças à esquerda. [Read more…]

António Costa, o Primeiro-Ministro que não foi indigitado

tomada de posse governo - PAF vs PS

Confirma-se. Há governo, “apesar de Cavaco“.

O indomável embuste da sobretaxa

Paulo Núncio diz que não houve manipulação mas agora é a própria metodologia do governo PSD/CDS-PP que aponta para uma “devolução” de 0% da sobretaxa. Não há meio de negar o embuste.

100 nomeações para o governo PSD/CDS no dia em que o Presidente indigitou novo Primeiro-Ministro (*)

100 nomeacoes para governo PSD CDS

Repare-se no detalhe de o Observador conseguir associar Costa a uma morosca da direita

Há alturas em que os actos valem mais do que as palavras e nomear pessoal quando há novo governo à vista é uma delas. Demonstra-se que a dor do PSD e CDS por deixarem de ser governo, das mais prosaicas que se possa imaginar, se resume a ter que abandonar o pote.

[Read more…]

O homem que mandou Deus passear

"Jonas e a baleia", ilustração no "Jami' al-tawarikh" (Pérsia, c. 1400)

“Jonas e a baleia”, ilustração no “Jami’ al-tawarikh” (Pérsia, c. 1400)

Jonas era um tipo ponderado, reflexivo, avesso a que lhe desordenassem os dias e ainda mais a receber ordens. Deus embirrou logo com ele. Ou não fosse Ele hábil a identificar os problemáticos, os que insistiam em pensar e duvidar e ver além. Jonas tinha de ser domado. E por isso, estando o homem posto em sossego, Deus foi ter com ele e mandou-o ir a Nínive, a cidade assíria do culto a Ishtar, deusa da fertilidade, do amor e do sexo. Vai lá e avisa-os de que o fim está próximo, diz-lhes que destruirei a cidade e todos os seus habitantes, ordena.

Jonas, que esperava a divina visita e adivinhava o desfecho de tal incumbência, correu para o porto mais próximo e apanhou o primeiro barco que saía, que por acaso ia para Társis, mas, sobretudo, não ia para Nínive. [Read more…]

Regras de aquisição e utilização de carros do Estado

mercedes
O Presidente da República indigitou António Costa hoje como Primeiro-Ministro de Portugal. Talvez ainda esta semana tomará posse o novo governo.

Por isso nada como um novo governo para dar o exemplo desde o início do seu mandato. É público o abuso continuado no uso e na compra dos automóveis do Estado Português pela parte dos titulares de cargos políticos e de altos cargos públicos. Por uma questão de moralização da vida política e pública está na hora de criar regras claras e apertadas ao nível da sua aquisição e utilização.

Entendo que apenas alguns dos titulares de cargos políticos ou de altos cargos públicos deverão poder usufruir de carro do Estado, mas com limitações orçamentais no momento da aquisição e na sua utilização.

Assim simbolicamente decidi criar hoje uma petição pública dirigida ao Sr. Presidente da Assembleia da República, Dr. Eduardo Ferro Rodrigues, no sentido de regulamentar a aquisição e utilização dos automóveis do Estado pela parte dos titulares de cargos políticos e de altos cargos públicos.

Poderá consultar a petição em http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT79248 . E caso concorde agradeço pf que assine e a divulgue junto dos seus amig@s e conhecid@s para poder ser levada à Assembleia da República.

O fel de Cavaco

A terminar o ciclo da nomeação de António Costa para formar o XXI Governo Constitucional, a PR emite este comunicado, usando duas vezes, uma no título e outra no texto, o verbo indicar em vez do institucional indigitar. O Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa dá até um exemplo de aplicação do verbo indigitar: O Presidente da República já indigitou o Primeiro Ministro. De resto, indigitação significa propor ou designar alguém para um cargo; indicação é mais aquilo que informa alguma coisa.Não me convencem que a troca de verbo foi casual, convicto como estou tratar-se de mais um acto próprio de Cavaco, o repugnante. [Carlos Fonseca]

Novamente o Cavaco dos dois pesos e duas medidas, das meias palavras e do rancor. Que se esconde numa capa feita de institucionalismo, bolo rei e bananas da Madeira.

Finalmente Portas fala da posição resultante da demissão irrevogável

Até “pode ser formalmente constitucional” mas “será sempre politicamente ilegítima”

Assunto para crescidos

Um caça turco abateu com um míssil um avião russo que, alegadamente, teria violado o espaço aéreo da Turquia – embora o avião tenha caído vários quilómetros no interior da Síria, o que levanta seriíssimas dúvidas quanto aos factos e intenções.
Isto sim, é assunto para políticos adultos, se os houver. Para já, é uma evidente vitória do ISIS.
Os EUA já apoiaram a Turquia, alegando que é membro da NATO, quer dizer, a primeira resposta é perigosamente insana, mesmo sabendo nós que ainda não é Trump o presidente. Estou curioso sobre a reacção dos outros membros da NATO, postos perante o facto de um país que combate o terrorismo ser atacado por um outro, membro da organização, que apoia -discretamente…- o ISIS. E que fazer às recentes juras de amor entre Hollande e Putin?
( Que pensará Cavaco, o nosso Comandante Supremo?)

Um governo, uma maioria, 3 embustes

Passos Portas

No programa Eixo do Mal (SIC Notícias) do passado Sábado, Pedro Marques Lopes sintetizou aqueles que considera serem os 3 grandes embustes do governo Passos/Portas. Poderiam ser muitos mais argumentará o caro leitor. E argumenta muito bem. Mas esta selecção ilustra na quase perfeição aquilo que foi a governação PSD/CDS-PP. Senão vejamos:

Embuste nº 1: A devolução da Sobretaxa

Na verdade, são dois embustes num só:

  1. Não há nem nunca houve sequer intenção de devolver o que quer que fosse. Devolução aconteceria se nos fossem efectivamente devolvidos os valores cobrados pela máquina fiscal deste o início da vigência deste imposto extraordinário. A utilização da palavra “devolução” mais não foi do que um dos inúmeros truques semânticos orquestrados pela máquina de comunicação do PSD/CDS-PP para enganar os portugueses e obter o seu voto.
  2. O conto para crianças da devolução da sobretaxa é, desde o início, um esquema eleitoralista concebido para aldrabar os portugueses, um clássico desta pandilha que remonta a 2011, quando Pedro Passos Coelho garantiu aos portugueses não aumentar impostos ou não vender património do Estado “como quem vende os anéis para ir buscar dinheiro”, e que se repetiu em 2015 quando, já na recta final da campanha, fontes do governo asseguravam uma devolução de 35% da sobretaxa do IRS. Passadas poucas semanas do acto eleitoral, todas as previsões apontam para uma devolução na casa dos 0%. Surpresa? Nada disso, quem não engoliu a propaganda eleitoral do governo já sabia onde isto ia parar. Ou achará o caro leitor que alguém como Luís Marques Mendes roía a corda da forma como o fez no Domingo passado?

[Read more…]

In God we trust… or not!

A cereja no cimo do bolo

“Tribunal Constitucional anula sanções disciplinares a deputados do PSD que votaram contra OE” (Tvi24). Era só mesmo a inconstitucionalidade que faltava ao anterior governo.