Gossip boy e os outros

marques mendes

O pequeno traste, o mais calhandreiro do exército de comentadores “a solo” do PSD, não desfazendo no Marcelo, outro emérito quadrilheiro de serviço – pois, a democracia assim é tão gira, tia Locas -, esmera-se, no seu estilo de leporídeo relutante, na(s) campanha(s) eleitorais da sua gente. É, talvez, o mais irritante. Mas tento não estar encadeado com a aparente diversidade deste laranjal televisivo. É que os que parecem ser opositores internos ao governo – pois, esses em que estão a pensar – nunca fizeram menção de se afastar do partido, ou, sequer, alterar organizadamente a sua situação e linha política, o que seria espectável pelo tipo de ataques que parecem protagonizar. O núcleo central do governo, ao contrário do que esperariam os ingénuos, mostra-se satisfeito com a situação. Compreende-se. Os comentadores laranjas “críticos” têm uma utilidade inestimável: embora destituídos de qualquer poder executivo no PSD, criam uma imagem de diversidade que, jamais tendo tradução política na prática do partido, atrai votos daquele indistinto espaço chamado “centro”. Por isso são preciosos. Dos Marques Mendes deste mundo, não se espera que ganhem votos, mas que alimentem a convicção dos já convertidos e forneçam conversa fiada para cafés de fim de tarde.

Azul (muito escuro)

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Tem-se discutido na União Europeia o projecto Crescimento Azul, a que alguns chamam já “mar azul” que, com aparente acerto, proclama : “A inovação na economia azul: materializar o potencial de crescimento e de emprego dos nossos mares e oceanos”. Lemos os propósitos enunciados a propósito desta “Estratégia Marinha” em relatórios e deliberações já publicados e, num primeiro olhar, aquilo parece excelente. Mas, depois, arrebitamos as orelhas. É que um dos efeitos das práticas políticas dominantes na UE, sobretudo na última década e meia, foi o de nos alertar para as armadilhas desta retórica.”Crescimento Azul: Oportunidades para um crescimento marinho e marítimo sustentável”? Quem não concordaria, há uns anos? E mais: “Considerando que o conceito de Economia Azul abarca um amplo espectro de sectores de actividade económica ligados aos mares e aos oceanos, incluindo sectores tradicionais e sectores emergentes, como sejam os seguintes: pescas, aquacultura, transportes marítimos e fluviais, portos e logística, turismo e náutica de recreio e de cruzeiro,construção e reparação naval, obras marítimas e de defesa da orla costeira, prospecção e exploração de recursos minerais (offshore), prospecção e exploração de recursos energéticos (offshore), biotecnologia, entre outros;…”. [Read more…]

Almoço Aventar de aniversário, 2015

Dizem que foi o mais concorrido de sempre. E foi no Porto.

Outra constatação de como o governo acabou com o estado de direito

Fisco põe clientes a pagar dívidas dos restaurantes
Há contribuintes que estão a ser chamados pelas Finanças para pagarem dívidas fiscais de estabelecimentos comerciais, nomeadamente de restaurantes, onde fizeram consumos e pediram fatura com número de identificação fiscal.

Tudo isto é mau, demasiado mau. Os sinais de desagregação do estado ao longo destes 4 anos de governo são imensos. Nem um pouco de pouca vergonha sobra na cara destas lapas coladas ao poder.

Trata-se de uma acção das Finanças que coloca os clientes que pediram factura com NIF da empresa em que trabalham no centro do pagamento de dívidas dos estabelecimentos que frequentaram.

A penhora de créditos de terceiros, presentes ou futuros, está prevista na Lei e, lê-se na publicação, é uma das soluções encontradas pela administração fiscal no acto de cobrar dívidas, contudo, no caso em que são os contribuintes chamados a pagar as dívidas dos estabelecimentos frequentados, a notificação de penhora de créditos é enviada sem que tenha existido a constituição de qualquer crédito (uma vez que o pagamento é feito no ato da emissão da factura).

O bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, Domingues de Azevedo, diz que estas situações são um abuso e que continuam a acontecer porque “há uma utilização indevida da informação do e-factura”. [Notícias ao Minuto]

Utilização indevida de bases de dados. Era só uma questão de tempo até isto acontecer. Tal como o seria se a matrícula electrónica de Sócrates tivesse avançado e tal como será se a base de dados de pedófilos que a ministra da justiça quer implementar entre em funcionamento.

Vamos ter algum político a dar a cara desta vez? Ou vão todos de novo fazer de conta que apenas são uns fantoches com uma gravata e um pin na lapela?

O governo amigo das famílias

Foram hoje votadas na AR as propostas do PCP e BE para restabelecer a cláusula de salvaguarda, revogar os benefícios fiscais dos fundos imobiliários e suspender o aumento do IMI em 2015. Os partidos da maioria votaram contra.

Fazer o pino à beira do abismo

André Serpa Soares

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Cala-te e vai mas é trabalhar
E a malta obedece, que isto de ganhar a vida é função que só não onera herdeiros, iluminados, eleitos, ladrões e vá, um ou outro sortudo que ganhe o euromilhões.
Mas para ganhar a vida é preciso, desde logo, não ter perdido… a vida! Aquela cena biológica que nos foi dada de mão beijada pelos nossos paizinhos. É preciso, portanto, ter uma vida para ganhar a vida, o que não deixa de ser paradoxal, mas parece que não é bem compreendido por alguns “poderosos, ricos e influentes” da nossa praça.
Ora, termos sido paridos não basta para ter uma vida. Ela exige também uma casinha onde se viva, alimentos para que o corpo possa ter a energia produtiva desejada por quem dá trabalho, o necessário para as deslocações até ao local onde se desempenham as funções, água, luz, gás, uma roupinha que nos aqueça e nos deixe apresentáveis, que isto de ir trabalhar em pelota não pode ser… [Read more…]

Que procuras tu Bono Vox?

Afinal, é bem pior do que imaginei: a pregação do capitalismo como solução para a pobreza mundial não é sequer comparável à parceria com os terroristas ambientais da Monsanto. Quando há umas horas atrás, a propósito desta conversa, um amigo me falou desta amizade do vocalista dos U2 com os vampiros agro-alimentares, nem quis acreditar. Não sou fã da banda mas até gosto de umas músicas. E apesar de achar “excessiva” a defesa do capitalismo (até pode ser um dos bons que eu nunca tenha ouvido falar) como solução para eliminar ou, vá lá, reduzir drasticamente a pobreza, respeito o artista e um homem que também já ajudou muita gente. Dinheiro eu até percebo. E ele nem deve estar particularmente necessitado mas percebo. Mas a Monsanto? Os gajos dos químicos que dão cabo dos legumes? Foda-se Bono, que desilusão.

Nós também Primeiro, nós também…

Eu espero que isso não venha a acontecer, porque o acordo que foi alcançado está a ser respeitado pelo Governo e, normalmente, nós gostamos que os acordos que vamos fazendo possam ser respeitados” (Presidente do Conselho de Ministros)

Como curar-se do medo de andar de avião

Disponho de vários, ainda que pouco sofisticados, recursos para distrair-me do meu medo de voar e nenhum deles inclui meia garrafa de conhaque. O último que usei foi comprar, para a viagem de regresso, Revolución en el Jardín, um livro de crónicas do mexicano Jorge Ibargüengoitia, autor que ainda há pouco eu desconhecia e que tem, entre outras qualidades, a de descobrir a comicidade mais ou menos escondida nas coisas solenes desta vida. Com o livro novinho em folha e a previsão de que a viagem seria rápida, ignorei o facto de me ter sido atribuído o pior lugar possível, o da janela. Quem está à janela do avião sofre triplamente: pode ver, ao contrário dos passageiros do lado, exactamente quão alto está; tem mais dificuldade em perscrutar sinais de alarme na tripulação ou movimentações suspeitas no cockpit; e será o último da fila a conseguir escapar caso seja preciso sair pelo corredor numa emergência. Logicamente, há que escolher sempre o corredor. [Read more…]

Os ajustes directos do ex-patrão amigalhaço de Passos Coelho

Passos e Rogério

Foto: Dário Cruz@Diário de Notícias

Ontem falei aqui sobre Rogério Gomes, ex-patrão e amigalhaço do primeiro-ministro que, coincidência das coincidências, Pedro Passos Coelho levou consigo para Comissão Política Nacional do PSD em 2010 e que agora está responsável pelo programa eleitoral para as Legislativas deste ano. Já dizia o Freddie Mercury, friends will be friends.

O problema é que alguns amigalhaços do primeiro-ministro são bastante dispendiosos e, em muitos casos, verdadeiramente inúteis. Ele nem queria dar emprego aos amigos mas nisto da política de inspiração siciliana, parafraseando Ricardo Araújo Pereira, “quem tem rabo tem medo e quem tem rabo de palha tem ainda mais“. E não fosse a Urbe transformar-se noutra Tecnoforma, há que por a especialidade de Passos em prática e abrir uma porta ao ex-patrão.

Acontece que, para além dos ajustes directos feitos à custa do erário público pela ONG que Rogério Gomes criou, e que têm beneficiado algumas associações às quais está ou esteve ligado conforme noticiou ontem o DN, este amigalhaço do primeiro-ministro recebeu também um ajuste directo do IPDJ, tutelado pela Presidência do Conselho de Ministros que, como sabem, é chefiado pelo amigalhaço Pedro Passos Coelho, no valor de cerca de 61 mil euros para que a sua ONG prestasse serviços de assessoria e consultadoria ao instituto público. Passos não se cansa de abrir portas para os amigos. E que bem que se vive na corte do contador de histórias para crianças.

Nada que me surpreenda

Francisco Assis declara o seu apoio à eleição de Marcelo Rebelo de Sousa.

República das bananas…

Já não sei se é Estado a mais, se é mau Estado, o que sei é que é lamentável o estado a que a choldra chegou…

O leão, a bola, o ser e o nada

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Olhai, jogadores do glorioso Sporting Clube de Portugal! Hoje, falo para vós. E por ponderosas razões. É que protagonizais, não sei se um mistério, não sei se um equívoco, já que há coisas que de tal modo se nos colam aos olhos que a elas nos tornamos cegos. Eu explico. Olhai, nesta foto, a solidão do pequeno guarda-redes frente à sua gigantesca baliza. Olhai como entre o ser dos postes e do próprio jogador se estende o nada, o vazio. Largo, imenso. Ora, é aqui que me interrogo: porque será que vós, artistas e atletas de fino recorte e ilustre condição, insistis, num alarde de arte – difícil e refinada, sim, mas inútil, um verdadeiro mergulho no niilismo futebolístico – em acertar com invejável rigor, no guarda redes, no poste direito, no poste esquerdo, na trave. Sei que o primeiro está ali para defender e, por vezes, o diabo do homem não para quieto. [Read more…]

É o retrocesso, estúpido!

camaneA manchete do Jornal de Leiria desta semana remete-nos para algo completamente novo: A Diocese de Leiria-Fátima acaba de proibir o concerto de Camané, agendado para o dia 25 de Abril, na igreja do Mosteiro da Batalha. * O senhor bispo invoca uma norma da Santa Sé, datada de 1987, para fechar as igrejas à música não-religiosa.

Quer dizer que pequei, naquela primavera de 1994, quando assisti (entre centenas) ao concerto dos Madredeus. Quer dizer que pecaram todos os outros que assistiram a todos os outros concertos nas Igrejas do país. Pensando bem, isto era um bocado perigoso: juntar as músicas de Alfredo Marceneiro, Amália Rodrigues e Carlos do Carmo em pleno 25 de Abril…estavam mesmo a pedi-las.

Entretanto, a Diocese já veio esclarecer.

* o concerto mantém-se no Mosteiro, mas no claustro.

Há menos em NOS

Diz o anúncio da NOS:

O futuro é para nós. Pela primeira vez o teu tablet sabe o que gostas de ver. Depois, só precisas de escolher e enviar para a televisão. Só a NOS te liga à televisão do futuro. Há mais em NOS.

Tenho algumas reservas. Olhando para este anúncio, vejo uma criança que tem um amigo robô, com quem joga às escondidas dentro de casa, sendo facilmente apanhado, com quem faz desenhos de foguetões (ou melhor, a criança faz um desenho de criança, o robô faz um projecto detalhado com escala), que desiste de fazer os trabalhos de casa, pasta imediatamente passada ao robô, que por ser máquina deve dar conta daquilo num ápice, e que perante a dificuldade em completar o desafio do cubo mágico o entrega ao seu camarada que finaliza o quebra-cabeças em fracções de segundos.

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A favor porque sim

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Este cartaz está a fazer furor (invento; não sei se está). Paulo Pinto usou-o para dissertar sobre uma tal “inorância tóssica” e Luis M. Jorge trouxe os marretas à discussão para classificar os protagonistas dos debates de ideias em Portugal (não se sabe se todos, se só os referentes ao AO).

Em causa está o facto de este cartaz conter “palavras que não existem nem antes nem depois do AO, que são erros básicos de português, a lembrar a do “cágado cagado” que circula por aí, só para mandar areia para os olhos dos incautos e fazê-los correr, talvez”, escreve Paulo Pinto.

Não conheço a génese do cartaz mas, talvez não por acaso, até reflecte o panorama do que passou a existir depois deste acordo ter sido imposto por lei. Como tem sido repetidamente demonstrado no Aventar, vários são os exemplos de palavras que “não existem nem antes nem depois do AO” e que, graças ao AO,  começaram a aparecer com regularidade. Um exemplo? Veja-se este, saidinho no Diário da República.

Mas prontos (também posso inventar, está bem?), em causa está uma  “sanha ignorante, cega, mal-informada, preconceituosa e de má-fé” quando alguém ousa demonstrar que o AO é um erro e um falhanço. O primeiro porque complicou, em vez de simplificar e o segundo porque nem os acordistas o conseguem usar correctamente. Claramente, uns marretas.

[editado para corrigir uma gralha]

Titanic

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Para Cavaco está tudo bem. Para o Passos também. Pires de Lima diz que sim. A Cristas também acha. Pró Crato, está tudo em grande. A Marilu está Patinhas. O Macedo, macedando. O Motas Soares, motasoarando. O minorca comentando.
E assim, afinados, dão-nos música enquanto nos vamos afundando.

O ricochete de Pires de Lima

os acordos em homens de palavra são para cumprir“. Sentiste o impacto Pedro?

Proxenetismo fiscal no seu máximo esplendor…

Sempre que um Estado é demasiado forte, quando os cidadãos trabalham praticamente metade do ano para financiar um monstro, o indivíduo acaba esmagado pela voracidade fiscal. Muitos que criticam este nojo, são os que aplaudem inversão do ónus da prova e não regateiam meios à Autoridade Tributária. O Estado deveria servir o indivíduo, mas na verdade é apenas um parasita…

A vida virada do avesso

A história de uma família de Massamá, com três crianças, que está a ver a vida virada do avesso por conta da cobrança no IVA de recibos verdes desde 2008. O casal fez um pagamento de 5 mil euros da dívida numa repartição (possuem recibos a comprovar) e, oito meses depois, as finanças só dão como pagos 2.800 euros. Os salários estão penhorados e a casa deve ir a leilão.
Mário Pereira & Andreia Dias

Este texto destina-se a dar a conhecer a forma desumana como num país democrático uma família pode ser tratada pela Autoridade Tributária e seus funcionários.
Somos uma família de 5 pessoas, mãe , pai e 3 filhos, o Manuel de 10 meses, o Miguel de 3 anos e a Beatriz de 11 anos, até ao final de 2013 vivíamos como a maior parte da chamada classe média portuguesa, não fazíamos grandes aventuras financeiras mas vivíamos sem grandes dificuldades.
De repente o mundo colapsou, não ao início porque sempre acreditámos que a justiça prevalece sempre e que num estado democrático as famílias não poderiam ser destruídas em nome do saque a favor do estado.
Enganámo-nos e de que forma. No final de 2013 foi a minha esposa notificada pela repartição de finanças de Queluz sobre um processo de IVA, aparentemente e segundo as finanças, ela, trabalhadora por conta de outrem mas também a recibos verdes, deveria no ano de 2008 ter alterado o seu regime de IVA passando a cobrar IVA às entidades para as quais trabalhava. [Read more…]

Mais um amigalhaço do primeiro-ministro

Rogerio Passos

Rogério Gomes é militante do PSD e foi, entre 2003 e 2004, patrão de Passos Coelho na ONG Urbe. Recentemente, o primeiro-ministro delegou em Rogério Gomes a elaboração do programa de governo do PSD para as Legislativas. Até aqui nada de mal até porque Passos sempre foi muito forte no ramo das ONG’s e programas de governo tendem a ser documentos de pouca validade que ninguém lê e muito menos faz cumprir. Escolheu-se o senhor Rogério, poder-se-ia ter escolhido um amigalhaço qualquer.

Claro que este conto de crianças não fica por aqui. Segundo DN, o ex-patrão do primeiro-ministro é também presidente do Instituto do Terrritório, ONG que o próprio criou, que gere em parceria com a sua esposa e que adjudicou, através de ajustes directos com dinheiros públicos, contratos a outras instituições às quais Rogério Gomes esteve ou está ligado. Passos Coelho até esteve lá para apadrinhar o nascimento desta nova ONG, quiçá para, em vez de lançar a primeira pedra, abrir a primeira porta. Ele abre-as todas.

A Educação afunda-se com Nuno Crato a tocar no convés

Santana Castilho *

A saga experimentalista de Nuno Crato continua a saltar de programa em programa com a leveza dos hipopótamos. Chegou a hora do Português para o ensino básico, agora em falsa discussão pública até ao próximo dia 17. Porquê falsa? Porque a apreciação das sugestões produzidas (só incautos perderão tempo a sugerir seja o que for neste contexto) cabe ao mesmo comité de crânios que concebeu o programa que definiu, só para os primeiros quatro anos, os hilariantes 105 objectivos e os kafkianos 308 descritores que guiam, qual lâmpada de Aladino, o respectivo ensino. Para afinar o diapasão da crítica, recordemos três das que passarão a ser as 1.000 metas, do 1º ao 9º ano, do cientismo cratiano:

– “Ler corretamente, por minuto, no mínimo 40 palavras de uma lista de palavras de um texto apresentadas quase aleatoriamente”. Se julgávamos que uma escolha era aleatória ou não era, ficámos a saber que há, ainda, o “quase aleatoriamente”.

– “Escrever quase sem erros uma lista de 60 palavras em situação de ditado”. Se não souberem como determinar o que é “quase sem erros”, não se detenham a inquirir o rigor matemático de Nuno Crato. Ele também não pode saber.

– “Ler pelo menos 45 de 60 pseudo-palavras (sequências de letras que não têm significado mas que poderiam ser palavras em português) monossilábicas, dissilábicas e trissilábicas (em 4 sessões de 15 pseudo-palavras cada) ”. Tivesse a escola assim treinado o aluno Cavaco Silva e o insigne presidente nunca nos teria tratado por “cidadões”.

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Capitalism Bloody Capitalism

Bono

Se calhar o homem até tem razão. Mas se tem, o capitalismo de que fala não deve ser o mesmo que sacrifica milhões em países sub-desenvolvidos por quem Bono corre o mundo a pedir ajuda. Talvez não fosse precisa tanta ajuda se o capitalismo que temos não fosse tão selvagem e não deixasse um rasto de exploração e destruição tão grande atrás de si. Será que um dia veremos o vocalista dos U2 presidir a uma importante organização internacional?

Mais um partido

-Será que este também vai ter uma jota?

O granel

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É uma coisa amargamente sabida: um dia, muitos de nós, com ou sem vontade, mais batráquio menos batráquio, poderemos estar na dispeptica situação de, na eleição presidencial, ter de votar no candidato que se opõe ao candidato da direita. Isso faz com que o espectáculo indecoroso a que se vai assistindo para os lados do PS seja assunto de todos, já que não faltarão, nesse momento, apelos à concentração dos votos da esquerda, sobretudo, claro, na segunda volta, se a houver. Não fora isso e não perderia um minuto com este assunto.
1º Capítulo – Henrique Neto anuncia a sua candidatura, no pleno direito que lhe assiste. Logo Medina Carreira se lhe cola e, passadas horas tem honras de ataque grosseiro – ao estilo dos protagonistas – por parte do José Lelo e Santos Silva. Da direcção do PS, silêncio.
2º Capítulo – Sampaio da Nóvoa candidata-se a candidato. Logo tem o apoio de Mário Soares e Manuel Alegre. Mas também as dentadas nas canelas por parte de Vera Jardim, Vital Moreira e, pior ainda, Sousa Pinto. E digo que é pior a intervenção deste último porque é membro do Secretariado do PS e não comentador ou jornalista de tablóide. Quer dizer, as suas declarações, se lhe resta algum respeito pelo compromisso partidário que tem, criam um problema mais complicado ao líder. Criará? Parece que não. Instado a comentar a bagunça, António Costa – que se esperava mais assertivo -, relutantemente, não achando melhor discurso, lá foi dizendo que o PS é um partido de pessoas livres, etc e tal, conhecemos a retórica. [Read more…]

279 mil milhões de euros

É o valor do calote nazi segundo as estimativas do governo grego. Uma estimativa “estúpida” no entender da Alemanha. Quase tão estúpido como endividar um país para salvar bancos.

Mário Jardel: o craque que se transformou numa anedota

Inicialmente pensei em começar com esta entrevista, através da qual podemos perceber exactamente naquilo que se tornou o histórico goleador portista Mário Jardel. Mas as minhas memórias de criança, principalmente este jogo épico em San Siro, quando o AC Milan era ainda um dos grandes tubarões europeus e o FC Porto lá foi vencer por 2-3, com dois golos do Super Mário Jardel, falaram mais alto. É triste ver um dos meus ídolos de infância transformar-se numa verdadeira anedota, quase tão triste como ver o Brasil elegê-lo deputado estadual. Para a paródia ser total, o DN dá hoje conta de que a versão política do Super Mário demitiu quase todo o seu gabinete e depois desapareceu. Parece que um deles o terá ameaçado de morte. Ou então alucinou. Ambas a hipóteses são válidas.

“Zona de Conforto”

Num autocarro nocturno entre a França e Portugal.

Num autocarro nocturno entre a França e Portugal, Páscoa de 2015.

“Ei-los que partem
novos e velhos
buscando a sorte
noutras paragens
noutras aragens
entre outros povos
ei-los que partem
velhos e novos

Ei-los que partem
de olhos molhados
coração triste
e a saca às costas
esperança em riste
sonhos dourados
ei-los que partem
de olhos molhados

Virão um dia
ricos ou não
contando histórias
de lá de longe
onde o suor
se fez em pão
virão um dia
ou não.”
Manuel Freire

A canibalização do SNS

Valongo

Foto@Adriano Miranda/Público

Apesar dos constantes elogios ao ministro que já foi Director-Geral dos Impostos e que acabou por ir parar à Saúde, a verdade é que casos recentes colocaram a sua gestão debaixo de fogo. Mortes nas urgências, o triste episódio da escassez de medicamentos para tratar a Hepatite C, episódio esse que nos permitiu perceber que o primeiro-ministro valoriza mais o cumprimento do plano de ajustamento do que a vida da plebe, ou o declínio do SNS, apesar da propaganda regurgitada por Pedro Passos Coelho, são apenas alguns indicadores da situação dramática que se vive em Portugal. Para aqueles que não podem pagar o sector privado claro.

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A população deve ser avisada e mantida informada durante a ocorrência

Sim, porque houve ocorrências. Quando? Hoje. Onde? No sítio do costume.

Houve contato,

contato dre

houve mais contato e houve [Read more…]