Sexta-feira é o melhor dia da semana, que é quando um potencial de opções aguarda a oportunidade para se concretizar. A sexta-feira não sofre da ansiedade dos domingos véspera de segunda-feira nem do desalento dos sábados meio fim-de-semana ido. Tudo é possível à sexta-feira. Basta prolongar a noite por dois dias pois, já se sabe, o relógio só avança depois de se dormir.

https://aventar.eu/2012/04/20/e-sexta-feira/

Gaspar: o falhado executor orçamental

Receitas fiscais em queda e agravamento das contas públicas. Gaspar, de facto, é um descarado embusteiro. Agora, os números voltaram a desmentir o pastoso ministro. A síntese de execução orçamental de Março-2012 evidencia um défice de – 414,5 milhões no 1.º T de 2012, comparável com + 558,4 milhões do 1.ºT de 2011. Ó Gaspar não adianta mentir no FMI, aos portugueses e ao mundo.

Deve ser verdade…

“Máfias” dificultam alteração das regras de acesso dos táxis ao aeroporto de Lisboa

Por exemplo, nunca percebi porque é que só se começou a falar a sério do metro chegar ao aeroporto depois de se ter decidido pelo respectivo fecho. Deviam ser as máfias a conspirar.

25 Poemas de Abril (XIII)

Para Aquém de Abril

Entardeceram
nos umbrais da aurora
as memórias do teu rosto
Abril…
Nunca mais soprou o vento
depois
de Novembro
a vida
petrificou-se na inconstância
do rio…
não mais navegam
o teu sorriso
de florestas virgens [Read more…]

São Miguel da Carreira

A Linha do Minho no concelho de Barcelos. Passou o comboio.

Nos Braços da Alforreca Passos

Especialistas honestos acordam neste facto de límpida transparência: à grave crise internacional eclodida em 2008 somou-se a festiva dissolução imprudente, para não dizer amadora, dos recursos públicos perpetrada pelos Governos Socratesianos. Os dois factores conjugados tramaram Portugal. Álvaro Santos Pereira recorda, e bem, que a economia portuguesa começou a padecer de desequilíbrios graves sobretudo a partir do momento em que, sem o nomear, o Coração de Guterres veio distribuir o que não havia e habituar um Povo autónomo e capaz de se desenrascar às delícias da facilidade rendosa e do ócio fácil. [Read more…]

A Argentina explicada aos mentirosos

pelo João Rodrigues. Sim, mentirosos, não tenho a mínima dúvida de que esta gente sabe mas mente. E é paga para isso.

Não há dinheiro

Vinte e quatro comeram e beberam num jantar que custou um salário mínimo. Todos ganharam este pão com o suor do seu rosto. Nem sequer têm vergonha na cara. Não há dinheiro?

O Aventar já lá almoçou

O Rui Curado Silva foi “jantar a um estabelecimento da baixa coimbrã onde era proposto um menu a três euros e meio” e conta o repasto com uma visão cosmopolita (e o nosso menu foi outro).

A cruz nos subsídios, por Paula Teixeira da… Cruz

“A cruz nos subsídios” bem poderia constituir o título de uma peça de teatro trágico. O argumento recairia inevitavelmente sobre o roubo, perpetrado pelo governo de Passos Coelho; neste caso, sem prescrição do memorando de entendimento da ‘troika’, lembre-se.

Paula Teixeira da Cruz desmente Passos Coelho

Do vilão governo, coube agora à Ministra da Justiça vir a público  colocar a cruz nos subsídios e declarar que não está garantido o retorno dos pagamentos em 2015; coisa diferente e mais grave do que havia prometido o seu chefe Passos com a ideia da reposição gradual a partir de 2015, ratificada por ditos e contraditos do pastoso Gaspar – desprezemos ainda uma afirmação de Miguel Relvas de que a suspensão dos subsídios apenas vigoraria em 2012 e 2013.

Paula Teixeira da Cruz, também uma ex-jotinha feita nessa escola de talentosos políticos que é a Secção do PSD do Campo Pequeno, em Lisboa, desculpa-se agora com a Europa para justificar o roubo. Aguardemos que um outro ministro se venha a pronunciar e enuncie nova razão.

Faço-lhes um apelo: que se calem e acabem com este tipo de exercício macabro de adensar a mágoa das centenas de milhares de espoliados de remunerações que, de forma unilateral e arbitrária, o governo lhes retirou indevidamente.

Solidariedade com a Es.Col.A da Fontinha, Hoje

  • Coimbra: Concentração às 18h, à frente da Câmara Municipal
  • Porto: Assembleia Geral às 18h30 no Largo da Fontinha
  • Santarém: Concentração às 18h, à frente da Câmara Municipal
  • Braga: Concentração às 18h, na Avenida Central

O youtube, a televisão indiana, os direitos de autor, Charles Chaplin, uma tv indiana e eu

O ano passado fiz esta montagem vídeo para o 1º de Maio, um mashup, ou seja: misturei imagens e música a partir de duas obras que não são minhas.

Uma, o filme Tempos Modernos, é do domínio público. A outra, a Engrenagem do José Mário Branco (que afirmou ser “filosoficamente contra o próprio conceito de direito de autor em qualquer arte”, como de resto sendo o grande artista e pessoa inteligente e civilizada que é não podia deixar de ser), numa versão dos Corpo Diplomático, feita em 1979 e que não está disponível no mercado.

Uns dias atrás recebo um mail do youtube: alguém tinha reclamado direitos de autor sobre o vídeo. E quem? a Amrita TV, uma televisão indiana por satélite, cabo e ip. [Read more…]

Fuzilando a torto e a direito

No 5 Dias, Carlos Vidal queima os neurónios em horas de sono, estabelecendo um padrão para um “golpe de Estado” dirigido pelo PC disfarçado de militares das Forças Armadas e com o auxílio de “milicianos” – vulgo “turras” – estrangeiros. Chega mesmo ao ponto de sugerir um atentado à vida de Cavaco e Passos Coelho.

Não aprendem. Num país onde a pena de morte foi abolida há 150 anos, querem um um Che fuzilador, mas o mais provável será sair-lhes um Pinochet na “rifa”.

Nós temos influência

 

É difícil enterdermo-nos ou aceitarmo-nos como sendo apenas um grãozinho de areia no deserto e contudo… nós temos influência.

O jornal i já tem 3 anos e só hoje é que me apeteceu comprei um. Valeu a pena.

Fartei-me de sublinhar a entrevista que fizeram ao bastonário da Ordem dos Psicólogos, Telmo Mourinho Baptista, a propósito do 1º Congresso nacional a decorrer até sábado, 21, onde se falará – entre outras coisas, julgo eu – da crise e das soluções dadas pela psicologia.

Hoje dá na net: Cidade de Deus

«Cidade de Deus» é um dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos. Retrata fielmente o crescimento do crime organizado na sociedade brasileira e em particular na Cidade de Deus. As desigualdades sociais no Brasil estão bem evidentes neste filme, cujo enredo desenvolve a história de Buscapé, um jovem sensível que acaba por conseguir escapar ao destino que lhe estava reservado.

PSD/Porto, aproveitem esta deixa

Esta foto demonstra bem como os/alguns responsáveis da CMP pensam que se reabilita uma cidade.
Primeiro manda-se abaixo (como no Aleixo) e expulsam-se as pessoas (como no Mercado do Bom Sucesso), depois arranja-se uma PPP (como no Palácio de Cristal) para construir de novo.

Podem argumentar o que quiserem mas para mim a fontinha resume-se a isto:
1. O estado central e municipal demitiu-se das suas funções ao deixar uma escola abandonada durante 5 anos.
2. Um conjunto de pessoas resolveu utilizar esse espaço público abandonado para criar um projecto social.
3. A CMP achou que o melhor era tirá-los de lá e deixar tudo outra vez abandonado.

Depois ainda vem com tangas de que querem recuperar a cidade…

Como diz o Pedro Figueiredo “No fundo, temos sido em geral demasiado complacentes e tolerantes para com a CMP. É caso para dizer: CMP Filhos-da-Puta, Rui Rio Fascista / Não perdem por nova okupação! …”

PS: Este é o momento ideal para um certo PSD (vereadores, deputados municipais, …) que não se revê nestas posturas pidescas de Rui Rio se demarcar e começar a mostrar porque razão hão-de ter o voto dos portuenses nas próximas eleições.

Quero…

Simplesmente: quero!

Em luta pela Escola da Fontinha


A zona da Escola da Fontinha, situada paredes-meias com a rua de Santa Catarina, parecia estar a viver um Golpe de Estado. Eram 5 ou carrinhas do Corpo de Intervenção e dezenas de Polícias armados até aos dentes.
Os activistas da Fontinha, como se pode ver pelo pequeno filme que fiz, eram extremamente perigosos…

Os mercados são “gajas”

Alexandre Teles

Os mercados são sensíveis, qualquer coisa que se lhes diga e pumba (acabam-se as actividades recreativas de quarto), de vez em quanto chateam-se connosco e nós não sabemos porquê, quanto tentamos fazer alguma coisa só pioramos a situação, pois afinal não é suficiente ou então é demais (e essa austeridade, não é assim), os mercados só gostam dos outros países, porque eles é que têm muito capital e porque eles é que têm um sistema fiscal melhore etc.., só os outros países lhes dão as prendas que eles querem, só sabem dizer que temos que os tratar bem e nos arranjar para eles (que é como quem diz, arranjar leis, desregulamentos) e que já não os tratamos como antigamente e que é por isso que agora já não nós passam credito, os mercados dizem que já não podem confiar em nós, já não merecemos a confiança deles, os mercados não só se zangam com o que dizemos e nós muitas vezes não sabemos o que é que dizemos, como pela maneira como dissemos( que pode levar a interpretações das acções e medidas futuras), são controladores e queixam-se de tudo o que fazemos que nunca esta bem e que à outros países a fazer melhor, os mercados são instáveis e emotivos e intuitivos, principalmente em alturas especificas, os mercados tentam gostar das mesmas coisas que nós e principalmente tentam que gostemos das mesmas coisas que eles, concluindo os mercados são “gajas”.

E o Homem conseguiu o seu máximo ao personificar uma “instituição” virtual criada por ele mesmo  controladora do mundo com a qual a única maneira de tentar controlar é namorá-la.

Grande Viveiro de Imbecis

Mário Soares inaugurou os novos tempos pós-moralidade pública salazariana, introduzindo na vida comum a habilidade retórica, o fingimento político e a incompetência técnica, com os resultados e as repetências que se conhecem. Depois dele, tirando Sá Carneiro, vieram trair-nos na governação ou imbecis políticos ou imbecis técnicos, alternando ente si, mas nunca coincidindo na positividade das duas vertentes, a bem da coisa pública. Pelo meio, súcias de carreiristas ávidos, igualmente imbecis, sem outra ocupação conhecida que não o parasitismo partidário, afiaram a experiência política no ataque aos recursos orçamentais. Tudo culminou no mais recente devorismo cretino e, claro, também imbecil, que o mesmo Papa Socialista apadrinhou efusivamente. Deflagra agora, segundo Soares, todo o esplendor da imbecilidade política passos-coelheana. Será. Mas vox populi, no seu clamor espontâneo ou pastoreado, é que a fome e a peste só andam no ar graças a trinta e nove anos de degradação moral e imbecilidade políticas. Não deixa aliás de resultar pitoresco termos de apanhar com o eterno direito de antena dos mesmos imbecis que apadrinharam a falência de Portugal, opinando com extrema lata sobre a suposta ou real imbecilidade política em decurso. Qualquer um já percebeu que, para este Governo, não parece haver outras soluções senão flagelar os flagelados e desproteger os desprotegidos, conservando tudo igual, em proventos e direitos, entre os grandes rendeiros do País, incluindo o PS e a sua escandalosa paz de espírito, viveiro insuperável de latrocínios legais, ricos súbitos e exilados ilícitos, partido onde cresce menos trigo que joio, chusma de vendidos, traidores, ladrões e imbecis, incapazes do exemplo sonso de Mário Soares: social-sensível na retórica; sorna e pragmático no venha-a-nós.

Vale Vem Uma Noite Mal Dormida!


O Fast Forward é já neste fim de semana e é organizado pelos novos da Velha.

Dito pelo deputado dos gravadores tem outro valor…

Deputado do PS diz que Conde Rodrigues reúne todos os requisitos para o TC

«E, portanto, é juiz. Primeiro ponto», disse Ricardo Rodrigues. Pelos vistos até bastava ter acabado de sair do CEJ.

25 Poemas de Abril (XII)

De Coração e Raça

“Sou português de coração e raça
Não há talvez maior fortuna e graça”

Sou português de coração e raça
meio século comido pela traça
fechados numa caixa
e agora ou vai ou racha
e agora ou vai ou racha

Agora vamos é ser
donos do nosso trabalhar
em vez de andar para alugar
com escritos na camisa
e o dinheiro que desliza
do salário para a despesa
compro cama vendo mesa
deito contas à pobreza [Read more…]

Câmara comunista desaloja Cáritas

Hoje todos os telejornais vão abrir assim:

Uma câmara de maioria comunista mandou desalojar a Cáritas Diocesana de um edifício propriedade do município, depois de se recusar a negociar a sua permanência em virtude de “ter em estudo um projecto social para aquele local“.

Esta atitude causou a indignação da população e da hierarquia católica, revoltada esta com o que classifica como “um ataque à religião e à livre iniciativa da sociedade civil em prol dos mais desfavorecidos”.

Um porta-voz do governo lamentou a impossibilidade de intervir neste caso, mas garantiu: “em breve tomaremos as medidas legislativas adequadas para impedir que um autarca possa violar desta forma vários preceitos constitucionais“.

Entretanto e no decorrer da desocupação, um morador local, utente dos serviços prestados pela Cáritas, regou-se com gasolina, mas a rápida intervenção policial evitou o pior.

Em comparação com quê?

Soares diz que Passos está a fazer um “péssimo trabalho”

Em comparação com o outro que contraiu as dívidas, nacionalizou o buraco BPN e fugiu com eleições antecipadas?

Richard Swartz: o crescimento não se compra assim

artigo_presseurope

Fonte: Presseurop

Observação

O título deste ‘post’ e o ‘cartoon’ foram retirados do ‘site’ da Presseurope, com o objectivo de utilizar um lúcido e perspicaz artigo de Richard Swartz, no jornal sueco ‘Dagens Nyheter’, fundado em 1864.

A propósito do artigo

Reproduzo o texto do último parágrafo:

     A questão está em saber de que irá viver uma série de países europeus no futuro, no contexto atual de globalização. Ninguém parece ter uma resposta. Tudo o que se sabe é que vai ser preciso mudar radicalmente de estilo de vida. E que a China, muito mais do que a Alemanha, se encarregará disso.

Com efeito, a enorme dúvida é, de facto, esta, perante a evidente incapacidade dos líderes europeus actuais.

O conteúdo do artigo é consistente e preciso, ao destacar o desmantelamento de economias europeias. Sobretudo no Leste, e no Sul em que nos integramos.

Há uma visão e uma torrente de opiniões limitada aos tempos de Sócrates, no decantar dos disparates do ex-PM, que sempre combati e denunciei. Ainda agora o pastoso monetarista Gaspar, numa reunião do FMI e Banco Mundial em Washington, demonstrou não querer manifestar ou não saber que, a somar a Sócrates, existiram continuados desmandos contra a Economia Portuguesa, desde as políticas de Cavaco Silva, replicadas por Guterres e governos seguintes.

A despesa externa pública e também a privada, que é sempre omitida, foram amontoadas ao longo do tempo por capitulação e interesses em beneficiar construtores civis, grandes operadores de obras públicas e, finalmente, a banca que integrou, desde sempre, todos os consórcios criados, desde o Centro Cultural de Belém à Expo 98, das auto-estradas aos aterros sanitários, dos mercados abastecedores aos estádios do Euro 2004, de hospitais a outras estruturas criadas em regime de PPP… enfim, de tudo o que foi obra, desde um esgoto às abundantes rotundas.

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Desocupação da Escola da #Fontinha: o vídeo

Ortografia deficiente e carente de revisão

artigo de António Emiliano no Público de hoje é uma exemplar demonstração da imperiosa necessidade duma suspensão imediata do Acordo Ortográfico de 1990. Repito: imediata.

“O facto de o AO não concitar qualquer consenso nem contribuir para unificar seja o que for é razão suficiente para, no mínimo, se suspender a sua aplicação e fazer respeitar a Constituição (que protege explicitamente a qualidade do ensino e o uso da língua nacional) e a Lei de Bases do Património Cultural (pela qual a língua, “fundamento da soberania nacional, é um elemento essencial do património cultural português”

– António Emiliano, “A CPLP e a consagração do desacordo ortográfico”, PÚBLICO, 19 de Abril de 2012.

Se fosse ministro da defesa Rui Rio mandava os F-16 para a #fontinha

A Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais condenou hoje a Câmara do Porto por enviar 11 profissionais dos Sapadores Municipais para a intervenção de despejo do coletivo Es.Col.A, no bairro da Fontinha, “sem farda e de cara tapada”. Lusa

Fotografias dos soldados americanos

Mais uma vez as imagens da nossa civilização no LA Times. E não admito o debate publique-se ou não se publique. O debate é: a guerra serve para isto? É esta a FORÇA da Democracia?