o som de um ninho vazio

…para os meus discípulos de Etnopsicologia da Infância e para os meus netos…

ninho+vazio.jpg

Devo confessar que a frase do título não é minha. Antes fosse. É a frase de Mac Kinsey ou Clare McMillan, a mulher do Biólogo, Entomólogo e Sexólogo, o Professor Doutor Alfred Kinsey, o autor do denominado Relatório Kinsey, sobre a sexualidade da vida adulta e das crianças, escrito após reparar que nos anos 60 do Século XX nos Estados Unidos, as pessoas nada sabiam sobre a vida sexual. É verdade que os meus Santos Padroeiros, Freud, Klein e Bion, tinham referido consequências e sequelas da vida sexual entre membros da sociedade ocidental, mas como doenças e problemas. Alfred Kinsey e Clare MacMillan organizam um Instituto de pesquisa sobre os mitos, os desejos, o imaginário da vida sexual entre adultos. A frase de Clare MacMillan, é, antes, a frase de uma mãe, que também refere que as crianças crescem num instante e o ninho lar fica vazio. Vazio da responsabilidade de tomar conta de seres a explorarem o mundo, a entender a relação amorosa, a emotividade e os sentimentos eróticos, que sentem mas não sabem que é procura de uma outra pessoa para amar, tocar, se esfregar, ter um compromisso. Clare entendia o seu dever emotivo, o seu marido, entendia de estatísticas, de como medir o saber de seres humanos sobre a sua reprodução, sem falar de amor: o amor não pode ser medido, donde, não é sujeito de pesquisa científica. [Read more…]

Com muito orgulho

na minha universidade, que tem as suas coisas, mas também tem destas:

lula honoris causa coimbra @arturcouto

Lula da Silva, doutor honoris causa pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra

E depois uma aragem de ironia deve ter varrido a Biblioteca Joanina, obra superior do nosso barroco-com-o-ouro-do-Brasil, quando os presidentes agora a visitaram. Espero que nenhuma das lâminas do ouro com que Manuel da Silva por ali ornamentou se tenha desfolhado das madeiras, rindo à gargalhada.

fotografia Artur Couto

A agenda escondida

Ontem, o dirigente socialista Vitalino Canas acusou o PSD de ter manter uma «agenda escondida» e que «por palavras mais ou menos ambíguas, vai dizendo que vai aumentar o IVA, já que é óbvio que em 2012, 2013 e não sei se também em 2011 vai ter de haver novas medidas de consolidação orçamental e vai faltar dinheiro».

E eu fiquei apreensivo.  E se for verdade? Imagine-se que vamos para campanha eleitoral,  «rejeitando o agravamento de impostos» e, apenas alguns meses depois, o governo em funções opta por um brutal aumento de impostos? Sim, de facto, uma agenda escondida é perigosa. E Vitalino Canas sabe-o, pois isso foi exactamente o que o PS fez. Em Setembro de 2009 rejeitou o aumento de impostos e em Maio de 2010, com a patética desculpa «o mundo mudou nos últimos 15 dias», presentou-nos com o primeiro de vários aumentos de impostos! Mundo esse que já mudou entretanto umas quantas vezes, pois já se vai no 4º PEC e em dois orçamentos com aumento de carga fiscal.

Socialistas, obrigado pelo aviso. Vocês sabem do que falam.

 

imageNota: uma das estratégias de ganhar votos pelo medo que o PS tem andado a usar é esta da agenda escondida. Veja-se só a quantidade de resultados quando se procura vitalino canas “agenda escondida”. Não é novidade, como se pode ver no gráfico produzido pela Google, mas em 2010 e 2011 está a ser recorrente. Tristes.

Se não comes a sopa toda, chamo a Fitch

Acto I

Portugal, 2014

Cenário: Uma sala pequena, que também serve de quarto pequeno e cozinha pequena, com uma mesa pequena, um rádio a pilhas pequeno e com um som abafado e foleiro, uma vela pequena a iluminar a cena.

Personagens: Pai, mãe e filha

Filha: Não quero.
Mãe: Come, anda, não faças fitas.
Filha: Não.
Mãe (voltando-se para o marido): António, a tua filha não quer comer.
Pai (voltando-se para a filha): Maria, se não comes a sopa toda, chamo a Fitch.

No mar os enterraremos, o mar nos espera

Parabéns Aventar, obrigado aventadores e leitores, por me lerem, aturarem e também pelo resto.

Las tierras, las tierras, las tierras de España,
las grandes, las solas, desiertas llanuras.
Galopa, caballo cuatralbo,
jinete del pueblo,
al sol y a la luna.
¡A galopar,
a galopar,
hasta enterrarlos en el mar! [Read more…]

Não se queixem srs. políticos – presentes, passados e já a seguir -,

srs. neoliberais, srs. “o mercado é que manda”, srs. “o mercado é que regula”, srs. cidadãos “estou-me a cagar para a política”, srs. “arranja-me aí um empréstimo a três meses para ir jantar fora”, doce público em geral

Fitch avisa que cortará rating de Portugal se FMI não intervier

(trocando em míúdos: que se lixe a europa, que se lixe o fundo de ajuda europeu, que se lixe a cimeira europeia, que se trambique o tal projecto europeu, que vão todos passear, que se foda o doce público em geral e o cidadão comum em particular. A gente manda e eles baixam a bolinha.)

Eles mataram o Sinaleiro

Eu estava sossegado no meu cantinho, dedicado ao meu Sinaleiro da Areosa, assim uma coisa caseirita sem fazer grandes ondas. Até ao dia.

O Zé Freitas, esse “ganda maluco” desafiou-me a aventar pela blogocoisa. Um blogue novo e tal e um tal de Ricardo que jurava vir a ter resmas de clientela e mais uns malucos e não sei quê. Pois. No que me meti…

Quando dei por ela já estava com as pernas debaixo da mesa em Coimbra e mais tarde recebi este “bando” lá nas profundezas do Douro. Dois anos e um milhão de doidos depois, aqui estamos.

Obrigado, é um prazer andar por aqui!

Dois Anos e Um Milhão

Faz hoje dois anos que o Aventar nasceu e daqui a perto de um mês, os mesmos dois que por aqui ando, cheio de orgulho de pertencer a esta casa, onde espero permanecer muitos mais.

Parabéns Aventar, pelo teu aniversário.

Parabéns Aventar porque a par dos teus dois aninhos, também conseguiste atingir o milhão de visitantes, que era coisa impensável quando nasceste.

Parabéns Aventadores, pela qualidade que fez trazer tanta gente para nos ler.

Milhões… faltam 5 milhões

Escrever. Escrever sobre tudo e sobre nada. Escrever sobre Educação, sobre a Escola, sobre Professores.

Escrever sobre Futebol, sobre a bola, sobre o GLORIOSO SPORT LISBOA E BENFICA!

Escrever sobre os partidos, sobre a Esquerda.

Escrever sobre os que trabalham, sobre os sindicatos.

Lembrei os amigos que partiram

E com eles bem presentes quero continuar até aos 6 milhões!

 

Dois anos a ventar

Não sou homem de olhar para o umbigo mas, vá lá, o Aventar faz dois anos. E chegou ao milhão de visitantes. Não é todos os dias que um blogue colectivo feito por um grupo de anónimos sem fama e sem proveito faz dois anos e atinge um milhão de visitantes. E não, não houve cá tangas de adulterar os números. Foi trabalho honesto, embora não remunerado e sem qualquer regalia social.

É evidente que não me lembro como se fosse ontem da forma como o convite me chegou. Sei que chegou por email. O Ricardo Santo Pinto sabia que eu tinha um blogue pessoal, disseram-lhe que sabia uns toques em WordPress e se não estava interessado em participar e fazer um blogue colectivo com mais umas pessoas que não conhecia de parte alguma e que, em pouco tempo, chegaria às 2000 visitas por dia. Está a delirar, pensei. Se for ao fim do segundo ano já é uma sorte, pensei. Aceitei.

Fez-se o registo do domínio, a primeira instalação, os primeiros problemas, houve momentos bons outros menos, algumas preocupações e, dois anos depois, aqui está o Aventar, por norma bem acima das 2000 visitas por dia.

Hoje, aqueles que fizeram e fazem o Aventar estão de parabéns.

Islândia: Acordo ou Não Acordo?

A Islândia vai realizar um referendo a 09 de abril para votar um plano de reescalonamento de 4,2 bilhões de dólares, uma posição contestada pelos governos da Grã-Bretanha e Holanda. O presidente da Islândia, Ólafur Ragnar Grímsson desencadeou a votação no mês passado após vetar um plano revisto para pagar a dívida em dinheiro depois do colapso do Landsbanki, um banco islandês privado, e do seu banco online, Icesave, que oferecia aos seus clientes condições de depósito de elevado rendimento.

Em 09 de outubro de 2008, o chanceler britânico do Tesouro, Alistair Darling, utilizou leis anti-terroristas para assumir o controlo dos activos detidos na Grã-Bretanha pelo banco islandês. Alistair entrou em cena para proteger os depósitos feitos por residentes no Reino Unido no Landsbanki com sede em Reikiavik, que o governo da Islândia tinha nacionalizado no dia anterior. O governo do ex-primeiro-ministro Gordon Brown decidiu utilizar as leis anti-terroristas não apenas contra o banco privado, mas também, em certa medida, contra toda a economia da Islândia, com consequências desastrosas para as importações, exportações, operações bancárias, empresas e particulares. Foi o terrorismo económico no seu pior, resultando no total colapso da economia islandesa.

A Islândia é uma pequena ilha-nação do Atlântico Norte, desmilitarizada, e um dos membros fundadores da NATO, juntamente com os Estados Unidos da América, Reino Unido, Holanda e outros. Apenas este acto por si só, a imposição de regras anti-terrorismo a um membro NATO, é um truque sujo que tem de ter consequências. Não há dúvida de que, pelas suas acções, o governo britânico afastou a responsabilidade do governo islandês pelo Landsbanki , pelo seu banco online Icesave e seus regimes de poupança. O governo britânico fechou o banco e tomou a responsabilidade de reembolsar os depositantes na íntegra.

Porque pede agora o governo britânico um pagamento aos contribuintes islandeses pelas suas próprias políticas arrogantes? Da mesma forma, não devem os holandeses, que têm um problema semelhante ao Icesave, decorrente da aplicação da lei anti-terrorismo britânica, pedir o reembolso das suas perdas no “Icesave” inglês?

É ilegal na União Europeia assegurar as obrigações dos bancos privados por parte dos governos. É contra os princípios da União Europeia subsidiar empresas privadas, portanto o governo islandês estaria infringindo a lei ao concordar em pagar, com dinheiro dos contribuintes, essa reivindicação britânica. A massa falida da Landsbanki deve ser responsável por esse pagamento, não o povo islandês. É também uma violação do artigo 40 da Constituição da Islândia o parlamento islandês endividar os seus cidadãos numa forma que pode comprometer o futuro financeiro das gerações vindouras.

Seria uma espécie de “justiça poética” se a nação islandesa dissesse “NÃO” ao “Acordo Icesave” no referendo. Este seria um passo em frente na direcção da cura do contribuinte médio para o longo problema que enfrenta. “NÃO” é uma palavra de três letras mas, neste caso, é uma resposta curta e doce para as questões mais frequentes sobre o que é “risco moral”.

Texto de Gudmundur Franklin Jónsson, cidadão islandês publicado em The Reykjavík Grapevine

999,999 e um chinês

Hoje o Aventar faz anos e, cereja (sem caroço) no topo do bolo, fez o primeiro milhão de visitas. Mérito dos leitores, claro, que cá passam.

Mas de parabéns estão também os autores do Aventar que, seguindo as melhores estratégias desportivas, conseguiram cá fazer chegar o leitor chinês. Esse mesmo que nos fez saltar do número redondo composto pelos seis noves para o clube do número um seguido de um número de zeros bem superior a número de dígitos da minha conta bancária (mas com vasto espaço de crescimento de visitas até que se chegue à ordem de grandeza de outras contas bancárias de varas e de ruipedros).

Mas essa visita do leitor chinês é muito mais do que o incremento unitário no sitemeter. É uma potenciação de visitas trazidas em charters de referenciações, lotes de quinhentos visitantes de cada vez, a deixarem notas em forma de comentários nos posts e a usarem serviços como o Twitter e o Facebook, que acabam por dar ao Aventar comissões de visitas. É todo um mundo que se abre. Hajam dígitos.

Paulo Futre apresenta o seu projecto (por Rui Unas)

Islândia: Taxas de câmbio da coroa islandesa refletem a recuperação da economia nacional

clip_image001Escrito por Tom Cleveland, analista de mercado de câmbio
Publicado a 27 de Março de 2011 no site  www.icenews.is

Enquanto que o maior evento da última década no mercado cambial foi, certamente, a bem sucedida introdução do euro, muitos poderão ter negligenciado os resultados das mais nórdicas moedas da “coroa”, pertencentes aos países escandinavos e à República da Islândia. Cada uma delas consegui bem manter-se em linha com o sucesso do euro, mas a disrupção e a divergência marcaram o caminho destas moedas depois da crise económica global de 2008. A Islândia, fortemente atingida, impôs mecanismos modificados de controlo da moeda para evitar a retirada imediata das verbas de investimento em moeda estrangeira, mas as condições actuais parecem ser suficiente favoráveis para que se considere terminá-las de forma progressiva.

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O Aventar faz anos e tem 1 milhão de visitas, tudo no mesmo dia

Passavam 5 minutos da meia-noite quando, a 30 de Março de 2009, publicámos o nosso primeiro poste. Hoje mesmo, 9.771 postes depois, ao assinalarmos o nosso segundo aniversário, recebemos também o nosso visitante 1 milhão, numa daquelas coincidências que há quem jure não haver. Estamos em festa por dois motivos, portanto, e com vontade de continuar.

Que não nos faltem os leitores, aguentem-se os servidores (já “rebentámos” alguns), nós vamos em frente como somos desde o início: um blogue activo e plural.

SOS, Contra a proibição das Sementes Livres

Ontem a minha caixa de correio foi inundada com vários mails sobre a questão das sementes. Aqui ficam os mais importantes sobre este escândalo gravíssimo e verdadeiramente anti-natural, já que as sementes são património de todos, apuradas por gerações e gerações de seres humanos.

Indignem-se, divulguem pelas redes  sociais, assinem as petições e apelem a terceiros que as assinem. Já chega de empobrecer o património coletivo. Basta.

*

Em 2011 a Comissão Europeia vai propor novas regras relativas à reprodução e comercialização de sementes, a chamada “Lei das Sementes”. Esta lei irá impedir os agricultores de guardar sementes e ilegalizar todas as variedades de plantas não homologadas.

Este assunto é gravíssimo e põe em causa a nossa soberania alimentar…

Dou um exemplo muito concreto… vai passar a ser ilegal, o ‘Ti Ferreira guardar as sementes de uma abóbora para semear no ano seguinte… [Read more…]

Dos rebuçados para a gasolina

Ah, ainda me lembro desses tempos de humildade, em que passávamos a fronteira para comprar rebuçados, chocolates e bacalhau. Do outro lado era mais barato. A peseta estava com um câmbio a jeito e o passeio servia de argumento. Outros tempos.

Hoje, não há peseta nem escudo. Já não vamos ao bacalhau. Nem consta que aos rebuçados ou chocolates. Vamos ao combustível.

Não fosse tão longe e frio e valeria a pena fazer formação profissional, tipo novas oportunidades, na Islândia.

Vida de cravo

cravos 25 abril

Cerimónia do 25 de Abril cancelada no Parlamento

Ângelo de Sousa – 1938-2011

Ângelo de Sousa/ sem título, 2009 / acrílico sobre tela 150×115 cm.


 

Ângelo de Sousa em “Tudo o que sou capaz”


Shunga 春画

 

Shunga Escola Utagawa

春画 ou Shunga é a designação dada à arte Erótica Japonesa. Em tempos shunga, estes que estamos a vivenciar, a assistir embasbacados, incrédulos – pior: desarmados – com o que se está a passar com Portugal, é uma benesse ter esta alternativa Shunga Japonesa para irmos entretendo o olhar, pois já nada nos sobra. Já nada sobra de Portugal no estertor deste gozo Europeu.

(Sim. Estou F-de-Decepcionada).

PS.: 春画 ou Shunga também significa Imagem de Primavera. Podem explorar mais Imagens da Primavera no F-Se! , especial destaque para o Kitagawa Utamaro.

PS2: Parabéns Aventar! Obrigada! Esta é a minha Shunga Prenda.

Se a Hipocrisia Matasse

Os tudo fizeram para destruir a ferrovia… os que destruiram o Tua… com o aplauso dos responsáveis de Carrazeda e Vila Flor… agora querem e exigem…

Carrazeda perde 20 Km de um vale único… 20Km de uma linha de caminho de ferro única… Não é sucata.. fazer uma nova custava mais que a barragem segundo o(Mexia) que Mexe com todos… e nunca teria o valor da obra prima da Engenharia Portuguesa… Estamos a falar em valores na ordem dos 300 milhões de Euros no mínimo.. Carrazeda perde o Rio, a água, as margens , os inertes e sobretudo a sua dignidade….

Irá perder, concerteza, a independência… pois nem concelho será num futuro muito próximo…!! Quem poderá recordar recordar , com orgulho, estes responsáveis ???

Mário Carvalho

Dos Noticiários esta noite:

“Ideia de que PSD vai aumentar o IVA “não tem fundamento”

Pedro Passos Coelho afirmou que a ideia de que o PSD vai aumentar o IVA “não tem fundamento”, mas reiterou que prefere essa medida, se “faltar dinheiro”, do que ir buscá-lo às “pensões mais degradadas”.

“Os impostos têm um efeito recessivo sobre a economia. A ideia que se foi gerando em Portugal de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento”, declarou o presidente do PSD.

Passos Coelho reiterou, contudo, que “se depois de falhar tudo aquilo que é importante realizar-se e que este Governo não conseguiu cumprir, que é o ataque à despesa pública, se ainda assim faltar dinheiro”, prefere “pensar nos impostos sobre o consumo do que ir às pensões mais degradadas que existem em Portugal”.

“Nós não sujeitaremos as pessoas que vivem com 200 ou 300 euros por mês de rendimento a um sacrifício que não é justo nem é moral. Foi isto que eu disse e que eu reafirmo. Julgo que ninguém no PSD discorda desta minha afirmação”, concluiu”.

 

Agora fiquei esclarecido.

Novamente os ajustes directos: uma boa notícia

O assessor que assina com o nome fictício mas pretensamente real Miguel Abrantes (ó “Miguel”, quando é que deixa de aprovar só os comentários que lhe interessa?) foi exímio a bramar aos céus por achar que o jornal do “amigo Oliveira” tinha sido injusto na forma como a questão dos ajustes directos foi colocada. A coisa não é assim tão linear, mas adiante.

Acontece que hoje há uma boa notícia. O ataque reforçado às obrinhas eleitorais não irá para a frente pela simples razão de, segundo Bernardino Soares, «o decreto de lei que aumenta os limites para autorização de despesas do Estado [ser] “ilegal” porque está baseado numa autorização jurídica do Orçamento que caducou no final de 2010» (ionline).

Fui confirmar e faz sentido. No novo decreto consta:

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Um conselho de amigo para Portugal

No passado domingo, o Sunday Independent resolveu publicar uma carta em forma de crónica, ou vice-versa, sobre  o novo desígnio português, o FMI. Como as coisas boas são para se saberem, Francisco da Silva resolveu fazer o que ele designa de “tradução livre”, a qual aqui reproduzimos com uma vénia. 

Um conselho de amigo para Portugal

Querido Portugal, daqui escreve a Irlanda. Sei que não nos conhecemos muito bem, embora tenha ouvido dizer que alguns dos nossos investidores estão por aí a cavalgar a recessão.

Podem ficar por aí um tempinho. Não quero parecer intrometido mas tenho lido umas coisas sobre ti nos jornais e acho que posso dar-te um ou outro conselho sobre o que se passa contigo e que vem aí. A piada que corre é: sabem qual a diferença entre Portugal e Ireland? Cinco letras e seis meses. [Read more…]

maldadezinha :)

Música para os meus ouvidos

Música para o povo, pá

Avaliação dos professores: perceber a revogação

Carta aberta à ministra da Educação

São inumeráveis as coisas que ignoro: a vida íntima da formiga branca, os elementos da tabela periódica, os hábitos alimentares dos povos indígenas do Chile, as vicissitudes do quotidiano profissional que não seja o meu. Como sei que sei pouco, é usual – digo-o com toda a imodéstia – reduzir-me ao silêncio sobre todos esses muitos assuntos sobre os quais ignoro tudo. Como se costuma dizer: reduzo-me à minha ignorância. Ou ainda: procuro ser do tamanho daquilo que sei. Mais: se não sei, calo-me ou, no máximo, pergunto.

Todas estas características fazem de mim alguém completamente inapto para poder ser um comentador moderno, como um Miguel Sousa Tavares ou um José Leite Pereira ou um Pacheco Pereira, gente abrangente, capaz de perorar sobre tudo com base em nada.

Para aqueles que desejem continuar sem saber quais eram os erros contidos no modelo de avaliação dos professores, é aconselhável que continuem a ler os comentadores modernos. Se preferirem saber, podem, por exemplo, seguir a ligação para a carta aberta à ministra da Educação e lê-la. É certo que tem a desvantagem de ter sido escrita por quem percebe do assunto, mas, por vezes, é preciso experimentar coisas novas: uma pessoa até corre o risco de ficar informada.

Ainda os ajustes directos

Vai por aí um frenesim por causa das notícias dos ajustes directos, assunto já focado aqui no Aventar. O que é que está em causa? O DN, mais alguns jornais  e as televisões abordaram a questão do aumento das autorizações de despesa e de quem as pode autorizar numa perspectiva de se terem aumentado os limites dos ajustes directos.

Foi a abordagem correcta? Não. E sim, também. Vejamos.

 

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Peidódromo Nacional

Ontem, a noite de Prós e Contras (contra quê?) atingiu o seu pleno e Fátima Campos Ferreira não teve de poupar cordas vocais, coisa que honra lhe seja feita, raramente faz.

A RTP convidou umas tantas sumidades que nos betões daquilo a que se designa por “universidade”, fazem render a faina da recolha do seu marfim. A palavra universidade é por esta gente tida como uma espécie de condomínio medieval e a posse de um testemunho de uma passagem por esse purgatório, permite o mastigar entre risos escarninhos, de nomes com Y, Th, K e citações a bel-prazer.

Refastelado no meu sofá e com a Luna ao colo, fui trincando umas bolachas ricanela, atentamente seguindo um concurso de basófias mais ou menos circunspectas. Abundaram os sobrolhos carregados, os esgares indignados e os sorrisos de contentamento pelo imaginado sucesso da auto-complacente empáfia. Uns tantos remoques “pró do lado” – José Reis e João Salgueiro – e um longo empanturrar de “sonhos, ousadias, quereres e paradigmas”. É claro que não entendi patavina e o rebuscado das receitas era de uma ordem tal, que não se descortinava o peixe da carne, nem os nabos dos alhos e tudo isto condimentado com doses cavalares daquelas bem conhecidas especiarias descobertas algures no século XIX e que tão bons resultados deram nos ruminantes ocidentais. A prova disso, é o constante avolumar de gasosas barrigonas que de vez em quando convém desaustinar através do pipo bocal que na melhor das hipóteses, evita a mais óbvia e usual válvula terminal do sistema digestivo. Para isso, temos as tv’s da “tudoemaisalgumacoisalogia” actual. [Read more…]

Islândia, as crises não são solteiras

Em breve no Aventar, os factos, as opiniões: afinal o que se passa na Islândia?