Yo, Maria del Totoral-3


a casa de adobe en la que María del Totoral no queróa vivir: símbolo de pobreza

El fundo Las Viñas del Totoral era un castigo. Me fui. Vivía en una casa pobre, una casa triste, sucia, como nos correspondía: éramos jornaleros, no teníamos bienes en ese tiempo donde vivíamos como jornaleros. No éramos pagos en dinero, pero si en los productos descritos más arriba. Recuerdo ver los días viernes, la fila de hombres a pagar lo que debían en productos enlatados, a la cooperativa del propietario. Salían más pobres de lo que habían entrado. La salvación de estos jornaleros para obtener dinero en moneda, eran los productos trabajados por la familia que quedaba en las tierras de las casas cedidas por los patrones, casa y huertas cedidas con ese propósito: la familia se dividía, el padre era trabajador, puerta afuera de la casa, a voluntad del propietario, toda la semana y el día entero, en cuanto la mujer y los hijos eran jornaleros de sí mismos. El producto era llevado a las ferias cercanas, para trocarlo en moneda con los

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Yo, María del Totoral – 2

a casa de adobe é casa de pobre, o que María del Totoral não queria

(Continuación del encerto anterior)

Como dice Melanie Klein (1948) 1957, en su ensayo Envidia e Gratitud, Imago, Brasil. No es extraño, sin embargo, que esos pequeños busquen el amparo de sus adultos. Adultos que saben decir, para el pequeño, lo que debe ser hecho en definitivo, como difícil es para ellos tomar una decisión en relación a otros adultos y, especialmente a los m. Una situación difícil para una infante, [Read more…]

Yo, Maria del Totoral. Ensayo de etnopsicologia de la infáncia

casas de adobe usadas en la éreas rurales de Chile e de América Latina

Escribí este libro en la parte más pesada de esas enfermedades que matan.

Mi suerte fue que el Ministro de la Ciencia, Tecnologia y Eseñanza Superior y mi antigua alumna, hoy compañera, Maria de Graça Pimentel Lemos, me llevaron a los mejores médicos. Parte de mi terapia para librarme de la muerte, fue escribir. Éste es el primero que escribí en 2007 y entregare por capítulos en Aventar. Una parte; la otra, corresponde a mi hermana analista, Blanquita Iturra de quien nació la idea para curarme, completar en breve. Agradezco a todos los que se interesaran por mí, me visitaron, me enviaran bouquet de flores y me acompañaran en los tristes días que apenas podía mover el cuerpo par air de la cama a ésta silla. Pero la persistencia siempre gana la causa que es nuestro objetivo. Vamos al libro…

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Viver não custa.O que custa é saber ensinar a viver

símbolo da liberdade que todo candidato deve respeitar

A flor da liberdade

Ontem escrevi sobre o dever da heresia, por causa de vários políticos andarem a correr para o cargo de Presidente da República. Não há texto em que eu não tenha escrito sobre o debate da hecatombe que deveria percorrer todo o país. Fala-se de tudo, vive-se como se entende, gastam-se as poupanças em divertimentos, o crédito é o rei do dia-a-dia, os debates são sempre entre candidatos e pela televisão que vemos e ouvimos calmamente desde a cama. Não há comícios nem desfiles para apoiar o candidato preferido. Ninguém fala das suas preferências: resultaria num sortilégio, como cumprimentar alguém antes do seu aniversário, dá má sorte…

O que pretendemos do próximo Presidente, é apenas debatido na Assembleia da República ou nas reuniões de pessoas do mesmo partido. Do que se fala, é de louvar os candidatos. É raro que, esse pretendente à mais alta magistratura da Nação, sai à rua para esclarecer pontos obscuros do seu programa. Portugal é infantil: [Read more…]

a ética do amor

o acolhimento, é a activisase nais importante do amor

 Vamos permitir que outros falem da corrida presidencial e da crise económica. Falemos do comportamento mais comum e importante da vida: amar

Se me importo por escrever sobre a ética do amor, é porque amar tem as suas regras para respeitar. Amar tem uma ética. Para começar, há vários tipos de amor, que passa pela capacidade de entrega a outro sem condições nem solicitações ou o amor à Pátria, pela que se dá a vida, o amor à terra em que se nasceu, o respeitar a família, amigos e vizinhos.

Todas estas variedades da palavra e acção de amar, têm um conjunto de regras de conduta. Especialmente, se o objecto das nossas quimeras é outro ser humano.

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agrupamentos escolares

a melhor política educativa do Governo de Sócrates

Continuação do meu artigo intitulado Senhor Primeiro-Ministro publicado em 23 de Junho último, em http://www.aventar.eu/ e enviada directamente a Dom Francisco Botelho

Transferir-se de um país para outro, nem simples nem fácil. Sim Senhor, bem sei que falta o verbo na frase anterior, mas está escrito propositadamente. É uma frase de final de decisão. Na Grã-Bretanha não tinha mais nada a fazer, excepto educar as minhas catraias, que estavam já educadas. E caso fosse necessário, bastava apenas apanhar um avião e resolver os problemas, como fiz, ou trazê-las para Portugal, como também fiz. A vida debruçava-se entre dois pontos. Dois pontos diferentes entre si. Como tenho reiteradamente dito, no Reino Unido estava tudo feito na vida escolar e académica, em Portugal tudo estava para ser feito. Pareceu-me que era o meu destino, ficar em Portugal. O que acabou por acontecer até ao dia de hoje. [Read more…]

amor e doença

 

Estou consciente de ter escrito, de forma abundante, sobre a doença. Não deve ser por nada especial e, no entanto, esse fantasma continua a galgar o meu corpo. Se come o meu corpo, também enreda o meu espírito. Mas, um espírito educado na ética da que falara ontem, é difícil abater. Pelo que é mais simpático falar de amor, do bem-querer, do receber gente em casa, de visitar as casas dos outros como convidado, comer imenso e se divertir, rindo até saltarem as lágrimas da histeria do riso imbatível.

A vida não nem simples nem complicada, é como a fazemos, é como a orientamos. Pode apresentar-se uma doença em frente de nós e nos fazer sofrer. Se nos queixamos dessa doença, ficamos mais enfermos ainda. Pelo que a receita mágica, é ignorar o que é evidente em frente de nós.

Há muitas formas éticas de fugir à dor. Mas, a mais certa não é o médico que pode curar, é o amor que nos dá alegria, tranquilidade e paz. É a presença de uma pessoa querida que toma conta de nós, a que cura. O luto apenas causa mais desespero.

O luto faz parte das dores da vida e deve ser aceite para o ultrapassar… um dia. Esse dia que deve aparecer, quanto antes, melhor. Há quem tenha paz por causa do luto, é uma emotividade muito humana. Nunca esqueço a resposta da minha vizinha, no dia em que o seu marido, após cinquenta anos de casados, foi a enterrar. Um senhor amável, simpático, dava gosto falar com ele. Se era assim amável com os vizinhos, como não serias dentro de casa. Quis apresentar os meus sentimentos à vizinha. A sua resposta foi rápida e directa: senhor doutor, agradeço a sua simpatia, mas não ajuda em nada. Ele me traiu, foi-se embora antes de eu morrer, traiu-me. Eu o quero vivo e ao pé de mim… [Read more…]

ser amigo

a música, é-me oferecida por J.S Bach; a saúde, por J.António Brito

para José António Brito, o médico que me tem restabelecido…quem me dera essa inaudita capacidade de construção humana, como diz o meu colega do Collège de France, Boris Cyrulnick, salvo de um campo de concentração nazi…

Dizem por aí que o maior de todos os bens, é um amigo verdadeiro. Era fácil definir o conceito a partir do latim, mas como ser amigo é uma emoção, um sentimento, por ser um conceito tão subjectivo, nem o melhor latim serve para ser usado neste curto texto. É uma emoção, quase como um sentimento de fé. No entanto, esse sentimento não tem palavras para o definir. O que existe sãos apenas adágios ou frases de provérbio. Também dizem por ai que na cadeia e nos hospitais é que se conhecem os amigos. Não por sermos apresentados. É porque se estamos na cadeia, precisamos de

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doença e conjugalidade

marido doente, mulher só, conjugalidade traida

A minha surpresa foi dupla. A primeira, a de conhecer duas pessoas em relação de conjugalidade entre elas. Por outras palavras, pessoa casada com outra, também designadas consortes e esposos. Foi a minha primeira surpresa. As pessoas hoje em dia não casam, vivem juntas e ninguém critica por causa do inumerável número de amancebamentos ou namoros, sejam heterossexual, homossexual ou lésbico.

Parece-me evidente que não vou dizer como a minha mãe e as suas irmãs: que escândalo! Não te juntes a eles – sempre o masculino primeiro… [Read more…]

a utilidade das hierarquias e dos títulos

Dois factos apenas acordaram em mim este título para o presente ensaio.

Se falo de hierarquia, estou a falar de préstimo ou do que há de útil, de meritório ou de proveitoso em alguma pessoa ou coisa, vantagem; serventia, pessoa ou objecto útil. Esses dois factos que lembro, por ordem cronológica, advêm de ideias de divertimento, prestadas, sem saberem, por pessoas que se relacionaram comigo. Uma das pessoas estudava direito e, até  à obtenção da sua licenciatura, secretariava o ISCTE. Pessoa empenhada, tinha, em minha opinião, duas metades: se falava com um docente, nós, Doutores e de alta patente, em frente de pessoas da sua secretaria éramos, meu amigo. Na companhia de só um de nós tratava-nos por Senhor Doutor, mas em público, [Read more…]

o sucesso do professor

a sabedoria do professor como docente não apenas teórico, o seu sucesso

Tem sido com muita atenção as estatísticas do nosso fundador, Ricardo Santos Pinto, quem me convidara como membro do grupo Aventar a de Carlos Fuentes, a de João José Cardoso, Dário Silva, Fernando Nabais e outras. A lista não é exaustiva, nem todos falam da temática, há outros que a ignoram. Para mim é um facto natural.

Normalmente fala-se do sucesso do estudante, de como dar aulas, a paciência para se confrontar em diálogo pessoas de idades diferentes, o saber explicar matérias abruptas, pesadas, com palavras simples. [Read more…]

escritores chilenos – Eduardo Barrios

os livros de este autor ensinaram-me o que eu ainda não sabia

Eduardo Barrios na sua juventude de trinta anos, 1914

Pouco ou quase nada se sabe dos escritores chilenos. Mencionam-se Pablo Neruda, Gabriela Mistral e acabou, como se no Chile não houvesse mais escritores, pessoas dedicadas às letras para compensar essa distância entre as metrópoles da escrita. É um país tão longínquo, tão austral, que as dificuldades de sair são compensadas por romances a partir de leituras feitas em casa, com muita imaginação sobre o que acontece na terra, especialmente narrativas sobre as famílias, descritas com eloquência e [Read more…]

escritores chilenos – mi Gabriela Mistral

a poetisa a receber o Prémio Nobeldo Rei Sueco Gustavo Adolfo

Gabriela Mistral, 1954, ano em que a conheci, Valparaíso, Chile 

O título tem razão de ser, porque a conheci quando eu era pequeno e, desde logo, a admirei. Conhecia a sua poesia, romântica e combativa. Gabriela Mistral[1] era a leitura obrigatória da minha mãe, que gostava mais de ler que de comer. Essa devoção levou-me em curto espaço de tempo a ler a poetisa. Mal se conhecia a sua obra no Chile, apenas os Sonetos da Morte, escritos em 1914, poema com que ganhara os Jogos Florais de Santiago. Não se apresentou a receber o prémio. Tinha escrito esses versos em memória do seu grande amor, Romélio Ureta, homem fino, com quem namorou, abandonando o seu prometido Alfredo Videla, ambos maestros na escola La Cantera, da cidade de Vicuña. Gabriela Mistral era maestra de crianças e foi sobre elas que começou a escrever. [Read more…]

ninguém toca na minha mulher. eu preciso dela como ela de mim

eu precisso dela como ela de mim

Para nossa desgraça, hoje de manhã, enquanto tratava de cumprir os meus deveres com Aventar, a irmã de uma amiga de minha mulher foi assassinada. Não sabemos nem o motivo, nem o nome nem esse porquê necessário para entender a nossa vida. Apenas sabemos que ela colaborava comigo para Aventar, a presa, para sermos capazes de entregar um texto solicitado para hoje antes do meio-dia. Era impossível cumprir o pedido. Como é natural, Maria da Graça que sabe ironizar bem, perguntou-se com tristeza: como é que as mulheres não se sabem defender? Ripostei: nem todas, mas há muitas, como escrevi no texto que reproduzo cá para não esquecer

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saber ensinar

Para a família Isley: May Malen que ontem fez um ano, a minha filha Camila (nascida Iturra-González), que hoje está de aniversário e para o nosso genro Felix Isley, nascido a 8 de Janeiro. No meio do mês, será o meu… Comemorações, entre 1 ano e os sessenta e muitos!

saber ensinar é saber criar, como Adão e a sua divindade por Michelangelo

É uma das tarefas mais difíceis da vida. Começamos por aprender em pequenos, passamos a estudar mais crescidos, e já adultos, somos nós que ensinamos. Mas, o quê?

Até onde eu saiba, não há escola de pais para aprender a ensinar. É uma permanente improvisação que nasce do fundo da nossa alma pelos sentimentos que criamos para as nossas crianças que, com paixão, fazemos. Eis o motivo do nome criança: são nossas, as fazemos, as amamos, as cuidamos.

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escritores chilenos – Pablo Neruda

Foi um acaso, o que se diz normalmente, uma casualidade. Tinha eu quinze anos, el deve ter tido uma idade indefinida, mas eram já os tempos da sua idade indefinida. [1] Os poetas não têm idade vivem a vida a dar saltos entre a realidade transformada em realidade en verso. Éramos vizinhos de uma das sua três casas, a de Valparaíso o La Sebastiana. Conhecemos, na nossa lua-de-mel, a minha noiva, agora esposa, a primeira que fez no Chile: Isla Negra. Não era, de facto uma ilha, era uma quinta que ficava ao pé da casa dos nossos amores, em Algarrobo, praia balnear perto de Valparaiso. Neruda não conseguia viver sem ver o amor. Entrar na Sebastiana com a minha mãe, foi uma delícia: via-se, como era da nossa vizinha casa, toda a Baia do porto e, com essa fantasia contagiante, além-mar. Sua única habitação na cidade, era La

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Escritores do Chile – Volodia Telteibom

José Donoso: Volodia Teitelbom (17 de Março de1916 - 31 de Janeiro de 2008)

Há um escritor chileno, Jorge Marchant Lazcano, que teve a coragem de dizer: tengo poca opinión – o casi ninguna – sobre la actual literatura chilena, porque al pasar tanto tiempo fuera de Chile, en estos últimos años, he reducido mis lecturas nacionales. De cualquier forma, y aunque parezca una majadería, sigo creyendo que lo mejor de nuestras letras en el siglo XX ha sido José Donoso. Ningún otro escritor chileno supo captar la chilenidad desde tantos puntos de vista y convertir aquello en una profunda y dolorosa materia humana.

Escritor, dramaturgo e periodista chileno (9 de Março de 1950), a sua obra, vasta e articulada, virada mais para a política da direita chilena, mudou de rumo ao começar os seus estudos de jornalismo na Universidade do Chile em 1969. Filho de Jorge Marchant Montalva e María Ester Lazcano Cuevas, teve uma educação religiosa, conservadora e bastante formal, da qual se desligou, parcialmente, aquando do ingressar na faculdade. [Read more…]

as mortes da doença

a solidão é outra forma de morte

Nunca, mas nunca, pensei que uma doença pudesse ter tantas mortes e todas elas diferentes. De índole diferente. Conhecia apenas uma, a que todos sabem: a do corpo que fica sem alma como definiam os gregos clássicos antes da nossa era. Ou essa morte física em que a alma, como define Agostinho de Hipona no seu texto As Confissões, do ano 398, editado primeiro em pergaminho, para passar a suporte de papel a partir do Século XVI, editada a versão, que guardo comigo, em 1937 por Thomas Nelson & Sons, Ltd, London, Edinburgh, Paris, Melbourne, Toronto e New York; não é a mais antiga, mas sim, após pesquisa na Biblioteca da minha Universidade de Cambridge, a que usa o significado das palavras latinas da época traduzidas para o inglês antigo: Great art Thou, and greatly tobe praised; great is Thy power, and Thy winsdom infinite, morre pelas ofensas causadas à Divindade que a tinha criado. Em XIII pergaminhos, confessa publicamente os seus pecados e manifesta o seu arrependimento, afirmando estar certo de gastar muito da eternidade às portas do paraíso (o Purgatório ainda não tinha sido criado, pois surge no Concilio de Trento, Século XVI, após a separação das

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Isabel Allende Llona, afamada escritora chilena

para que os meus netos britânicos e neerlandeses saibam a nossa origem por parte da mãe

Isabel Allende Llona (Lima, 2 de Agosto de 1942) é uma jornalista e escritora chilena (apesar de ter nascido em Lima, sua família logo voltou para o Chile, sua terra natal) actualmente radicada nos Estados Unidos da América.

Filha de Tomás Allende, funcionário diplomático e primo irmão de Salvador Allende, e de Francisca Llona. Isabel é considerada uma das principais revelações da literatura latino-americana da década de 1980. Sua obra é marcada pela ditadura no Chile, implantada com o golpe militar que em 1973 derrubou o governo do primo de seu pai, o presidente Salvador Allende (1908-1973).

Não é por ser Allende que refiro esta escritora, nem por ser chilena, essas nacionalidades de ser ou não ser. Como a minha: tenho acumulado tantas, como os países que tenho vivido. Como é evidente, não há ponto de comparação. Eu sou escritor, mas escrevo livros científicos, que vou amenizando com histórias de vida dos meus analisados. Isabel faz ao contrário: organiza a trama do seu romance e, a seguir, procura as provas. Como fez com o seu primeiro livro. Foi escrito en terras estrangeiras, no Peru. Em nesse livro, ou no meu [Read more…]

genealogia de Karl Marx e a sua disciplina de vida

É sabido que tenho escrito dois livros sobre Kart Marx: Karl Marx, um devoto luterano, editado pelo ISCTE-IUL em http://repositorio.iscte.pt/, e no Internacional: http://www.rcaap.pt, 500 páginas, enquanto a minha editora Tinta-da-china, Lisboa, decide a sua publicação em breve; bem como ofereci à Associação Portuguesa de Antropologia, APA, outro de 200 páginas: A religião é o ópio do povo, mesmos repositórios, mas a ser editado por Celta Edições, Oeiras. É desses capítulos que tenho organizado um excerto entregue a APA para o Congresso de Setembro de 2009. O texto está ainda nos repositórios mencionados.

Porque se falo de Karl Marx, a imagem que publico é a da sua mulher? Sem ela, Marx nunca teria escrito nada. Foi a baronesa quem redigiu O Manifesto Comunista,

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para Elisa

pensei seria Elisa, por Beethoven; acabou por ser May Malen, pelos pais

Os leitores queiram desculpar, mas volto a falar de netos, como há tempos no artigo que dediquei ao meu amigo fraterno, Daniel Sampaio. O motivo é simples, a vida é um eterno retorno. Não um retorno de uma alma[i] que vai embora e torna a aparecer noutro corpo, como acreditam muitas pessoas, especialmente os Kiriwina da Nova Guiné[ii]. Para os que acreditam em almas, é evidente.

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falar de crianças

Bion e Klein têm provado que pensam,têm sentimentos desde quarto mes gravidez mãe

Retirado do meu livro de 2008: A ilusão de sermos pais. O livro pode ser lido aqui:

Falar de crianças, é uma temática complexa. Primeiro, porque o conceito, às vezes, é usado como substantivo para definir um comportamento, outras vezes como adjectivo se queremos denegrir indivíduos do nosso grupo social dos quais não gostamos, revelando assim a existência de um pensamento negativo sobre pessoas do nosso grupo social. Por outras palavras: é um conceito manipulável. A definição de criança pode ser complexa: não é um conceito que faça referência sempre á mesma idade, porque pode-se ser denominado criança ao nascer, nos cronológicos quatro anos, ou, como definem a lei positiva e canónica no caso português pode-se tornar a ser criança por diminuição da capacidade de entender o real ou desenvolvimento da capacidade de usar a razão.
E, finalmente, o conceito criança muda conforme é empregue nas várias ciências que falam dos mais novos, no senso comum – o mais usado – e na cultura que é referida, é dizer, muda conforme seja permitido agir dentro dum Estado, uma Nação, Etnia, ou Grupo Social tout court. Apenas pode entender-se, neste ponto, que ser criança é estar sujeito a adultos com capacidade de optar e gerir recursos que rendem lucro e mais valia, o cerne da nossa interacção social, a corrida, a concorrência entre seres humanos, ao demonstrar que se sabe mais pela maturidade da capacidade de pensar. A lógica dos mais novos, parece-me ser, como tenho definido em outros textos, uma estrutura de ideias em processo de formação, de acumulação de ideias, experiências e formas de pensar: [Read more…]

lembro ter escrito que…

analfabetismo activo e passivo entre adultos

Para os meus alfabetizados ao longo de uma cumprida cronologia…

Os iletrados do mundo não lêem, mas falam e falam de tragédias. Foi escrito, se bem lembro, com a minha amiga, orientada de tese e antiga discente, Ana Paula Vieira da Silva. O texto foi resultado de uma conversa ao telefone. A seguir a esse texto, escrevi outro sobre as formas de gerir o ensino em Portugal. Carta Aberta, com respeito e firmeza. Meu Deus! (apenas uma exclamação, não sou homem de fé). As mensagens chegaram em toneladas de mega bytes. Não pararam as mensagens de parabéns, os comentários em prol dessa defesa, acréscimos de congratulações por defender o corpo docente deste meu outro país, Portugal. Mas, estou certo, tenho comigo o texto, esta imensidão não esperada, de com comentários, as cartas, os telefonemas, etc. Nenhum falava dos iletrados. Como diz o meu bom amigo, hoje Doutor em Educação Especial, [Read more…]

a couvade. gravidez masculina

denominada também gravidez de simpatia

Para o meu próximo neto/neta britânicos, ainda sem nome, do seu avô português

Parece brincadeira, mas não é. A foto que mostro no texto é a imagem da psicologia dos pais quando as suas mulheres estão grávidas. Pode-se pensar que acontece apenas em sítios como na etnia Bororó[1], entre os Sambia[2] da Nova Guiné, ou, ainda, entre os Picunche do Chile[3] Seria um grande engano para a população. [Read more…]

a crise de Portugal é a da humanidade

crise financeira, homofóbica, dos direitos humanos, não apenas da economia

Não há fim de ano que não acabe com festas e pantomimas, muto comer, entrega de presentes, gastos supérfluos em roupas novas para passar a consoada, dançar para o Ano Novo, festividades que, enquanto acontecem, parecem não ser gastos, mas sim, investimentos em relações familiares, de amigos e vizinhos. Para mal dos meus pecados, calhou passar os meus primeiros vinte e anos de vida en terras nossas, que ofereciam presentes à nossa família: pais, irmãos e até a servidumbre que realizava o trabalho doméstico. Éramos poucos para tanta euforia, que devia ser devolvida. Não era um investimento de capital, era um gasto sem objectivo, excepto esse de manter contente ao patrão e a sua família e assegurar o posto de trabalho. Era um investimento inútil. O trabalho estava assegurado pela lei, pelos sindicatos e pelos compromissos políticos dos que prometiam muito para ser eleitos para os sítios de poder que pretendiam. Essas festas e ofertas eram um desperdício de dinheiro retirado do fundo doméstico do que todos viviam. O desperdício era a loucura das loucuras. Não apenas mo havia investimento nem poupança, era um louvor às festas de fim de ano e ao patronato dos proprietários. Hábito aprendido desde a revolução industrial do Século

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A religião é a lógica da cultura

Sermos Avós

metáfora de sermos avós queridos e simpáticos

…para os meus netos Tomas e Maira Rose filhos de Cristan Van Emdem e Paula (née Iturra) e May Malen e Bem and forthcoming kids, filhos de Felis Isley e Camila (née Iturra)…

Foi um telefonema longínquo. Da nossa filha mais velha. Disse-me: – nasceu! Era o dia em que eu apresentava mais um livro sobre crianças, na Cidade da Guarda, com Daniel Sampaio. Fiquei sem palavras. Como era evidente, tinha estudado crianças ao longo de dezenas de anos. Com amor e paciência, em silêncio e com orgulho paternal. Como me era habitual, tinha solicitado aos mais novos, desde o primeiro dia, detalhes sobre a sua genealogia. Fomos construindo esse precioso documento entre os [Read more…]

o processo educativo: ensino ou aprendizagem?

Há pessoas que desejam saber só por saber, e isso é curiosidade - Aquino

1. A questão

Todo o grupo social, como condição da sua continuidade, precisa de transmitir à geração seguinte a experiência acumulada no tempo. O facto de os membros individuais do grupo se estarem sempre a renovar, seja pela morte, seja pelo nascimento, dinamiza a necessidade de que essa experiência acumulada, que se denomina saber e que existe fora do tempo individual, fique organizada numa memória que permaneça no tempo histórico. Nos grupos sociais onde existe uma predominância da memória oral, o saber ou conhecimento materializa-se na sistematização ou classificação dos seres humanos em genealogias e hierarquias; nos grupos sociais onde predomina a memória escrita, o conhecimento materializa-se em textos que consignam factos e que são sujeitos de interpretação. Normalmente, a morte leva parte do saber reproduzir uma genealogia e da capacidade de entender uma hierarquia, ao mesmo tempo que leva a capacidade de

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el secreto de la confesión revelado em época de natal

escrito en luso galaico y en castellano español… como es la realidad Gálica…


Retirado do meu livro Esperanza, uma história de vida, publicado por Carlos Loures no:  http://estrolabio.blogspot.com/

Antes de entar no texto, coido impottante unha explicação. La confessão é um sacramento de Igrexa Católica Romana e é segreta entre confesor e confesado. Relig. catól. Acto!Ato instituído por Deus para purificar e santificar as almas. Pero, tem todos menos de secreto, como analiso en este texto, reedição de um anterior meu. Vamos a isso…

San Lourenzo de Vilatuxe é unha parroquia que se localiza no concello de Lalín. Segundo o padrón municipal de 2004 tiña 719 habitantes (376 mulleres e 343

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