Portugal entra em campo daqui a meia hora (11h30) para os quartos-de-final do Campeonato do Mundo de Futsal. A
história não está do nosso lado e a armada brasileira da equipa italiana é uma das mais fortes do mundo. É um jogo em que não dá para arriscar um prognóstico – mas a confiança no melhor do mundo é total!
Mas hoje não é um dia qualquer para o futsal – é, sem qualquer tipo de dúvida, o dia com mais jogos do outro mundo: além do Portugal – Itália, um Brasil – Argentina (a oito minutos do fim os brasileiros perdem por 2-0, mas já acertaram 4 bolas nos postes e o Falcão parece que vai jogar afinal parece que vamos ter prolongamento depois do empate a 2. Acabou o prolongamento e o Brasil ganhou 3-2) e um fabuloso Rússia-Espanha. Sobra um Colômbia – Ucrânia um pouco menos apelativo.
O jogo de Portugal passa no serviço público de televisão (RTP2), sendo que no site da Fifa podem também acompanhar todos os jogos.















Em Foggia, uma cidade agrícola na província de Puglia, em Itália, as autoridades locais anunciaram a criação de duas linhas de autocarros distintas: uma apenas para imigrantes e outra apenas para cidadãos locais. Na verdade, a linha é a mesma: a número 24, que une o centro da cidade ao bairro periférico de Borgo Mezzanone. A cerca de dois quilómetros deste bairro está um centro de acolhimento para imigrantes. De forma a evitar as fricções que se poderiam fazer sentir entre residentes e indesejáveis, nada melhor do que separar os veículos, ampliando o percurso do autocarro dos imigrantes até ao centro de acolhimento, e assim poupando-os à caminhada de dois quilómetros, e libertando os locais da presença dos não-europeus. O racismo mascara-se muitas vezes com a capa da falsa piedade, das hipócritas boas-intenções, da segurança que se impõe pela violência. E também esta medida vem com o rótulo de higiénica e bem-intencionada. Para quê forçar a convivência de pessoas que, não fosse a vaga de imigração africana que assola a Europa, nunca se teriam cruzado? Naturalmente será mais prudente isolar estes imigrantes para que a sua frustração, o seu sentimento de impotência e de injustiça não venham a encontrar expressão numa espiral de violência que se acenda com um olhar, um insulto, o encontro súbito de dois seres humanos assustados. Deparei-me com a notícia hoje e a coincidência deixou-me um sabor amargo na boca. É que hoje cumpre-se mais um aniversário, o 41º, do assassinato de Martin Luther King.







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