Mega-Agrupamentos: MEC acaba de publicar uma nova lista

Que tem muitas novidades.

Avaliação de Professores: Nuno Crato, afinal é amigo

Este ano não são avaliados. Quem é amigo? Quem é?

A exigência da direita conservadora ao serviço da qualidade da Escola Pública.

Viva Nuno Crato! Viva!

(Agora já se podem rir!)

Dividir para… diminuir

Brilhante! A sério. O Nuno Crato tem que ser um tipo esperto. Meia dúzia de páginas e pânico está instalado. Meio minuto para ti, cinco para mim que sou mais importante que tu.

Só uma coisinha a título de ponto de ordem à mesa:

– por mais contas que se façam, no final haverá mais professores despedidos!

A propósito de um prémio internacional: os contributos do Ministério da Educação

No passado dia 7, escrevi um texto em louvor de António Gil Cucu, o aluno português que venceu um prémio de tradução de Latim, em Itália. Mantenho, evidentemente, o elogio, reforçando a ideia de que tudo se deveu ao mérito individual de alguns, contra a corrente de ignorância e de incúria em que é arrastado o país. [Read more…]

Matrizes Curriculares dos Ensinos Básico e Secundário

“O Ministério da Educação e Ciência apresenta agora as matrizes curriculares que entrarão em vigor no ano letivo de 2012-13.”

Ou será Cramer contra Crato… Não! É mesmo Crato contra Crato! É o Crato a negar o próprio Crato e as suas propostas anteriores.

Parecia impossível mas aconteceu – eis a mais estúpida proposta alguma vez feita para organizar o currículo!

Para que serve o Ministério da Educação?

Para além de prosseguir com a aplicação de medidas ruinosas, como a criação de mega-agrupamentos e o aumento do número de alunos por turma, o Ministério da Educação exige às escolas que indiquem, nesta altura do ano, os professores que ficarão sem alunos no próximo ano lectivo, o que, na realidade, é impossível, uma vez que nenhuma escola sabe, neste momento, quantos alunos vai ter.

Os professores que forem contemplados com o chamado horário zero, isto é, todos os que ficarem sem alunos, serão obrigados a concorrer. Impõe-se, então, a pergunta: e se, entretanto, se verificar que, fechadas as turmas, os professores que concorreram voltam a ser necessários? Segundo parece, há uma solução mirabolante para isso, mas não vamos desvendá-la, porque seria fazer concorrência desleal ao Inimigo Público.

Vale a pena, como é costume, ler a opinião ponderadamente revoltada do Paulo Prudêncio acerca da mesma notícia a que faço referência.

Respondendo à pergunta que está no título: o Ministério da Educação só serve para acrescentar dificuldades àquelas que são inerentes à vida das escolas.

Crato é a tua vez!

Professores de Gaia vão sair à rua contra os MEGA – AGRUPAMENTOS, em defesa da Escola Pública.

A tua cara não me é estranha: Nuno Crato interpreta Isabel Alçada

Nuno Crato está pronto a participar no programa “A tua cara não me é estranha” e mostra-se cada vez mais apto a fazer uma imitação perfeita de Isabel Alçada, ficando, apenas, a faltar-lhe um vídeo idiota no início do ano lectivo.

Tal como Isabel Alçada, Nuno Crato prossegue o projecto de destruição do sistema educativo português, iniciado por Maria de Lurdes Rodrigues. Crato, no entanto, preferiu o estilo delicodoce de Isabel Alçada, optando, inclusivamente, por fazer declarações que, devido à quantidade de omissões, não são mais do que suaves mentiras sorridentes; à semelhança da anterior responsável pela pasta.

A propósito do disparate dos mega-agrupamentos vem dizer que são fruto “de um amplo consenso” e que “os agrupamentos agora criados têm uma dimensão equilibrada e racional, e têm em conta as características geográficas, a população escolar e os recursos humanos e materiais disponíveis”.

Para quem quiser saber mais sobre as razões que transformam a opção pelos mega-agrupamentos um crime, pode fazer uma pesquisa pelo google. Pode também relembrar as palavras de Nuno Crato, quando desempenhava o papel de comentador sensato.

Uma escola com 9000 alunos em Mafra

As sucessivas derrotas dos partidos da austeridade franco-alemã têm provocado o pânico entre as hostes político-jornalísticas dos vários centrões instalados numa Europa ocupada por um exército de burocratas que defende interesses privados à custa da vida dos cidadãos. Agita-se o fantasma dos extremismos e dos radicalismos, misturando, no mesmo saco, os que se opõem ao roubo que Merkel considera necessário e os que sonham com imigrantes em campos de concentração.

A propósito de radicalismos e de extremismos, gostaria de propor a leitura do texto que está na primeira página de hoje do Diário de Notícias. O título é “Ministério preprara agrupamento com nove mil alunos”: [Read more…]

Acordo Ortográfico: constrangimentos, insuficiências e implicações negativas

Há uns anos, dizia Gell-Mann que quando alguém dava a conhecer a Einstein (para quem não souber, um homem que lia e que estudava) uma teoria contrária à TRR este retorquia:  “Aw, that’ll go away”.

Em Portugal, o Poder continua sem ler e sem estudar o Acordo Ortográfico, mas a achar, com uma falsa segurança einsteiniana, que a nuvem há-de passar e que quem lê e estuda se calará, para que todos continuemos na nossa vidinha, com paz e com sossego. Desengane-se o Poder e desenganem-se todos aqueles que assim pensam. Enquanto houver estudo e enquanto o estudo não for devidamente considerado, não haverá nem paz, nem sossego. [Read more…]

Julho de 2010: Nuno Crato critica os mega-agrupamentos

Vale a pena ver com atenção os dois vídeos que se seguem, com a participação de Maria do Rosário Gama no programa “Plano Inclinado”, em que um dos comentadores residentes era Nuno Crato. Ouça-se, com muita atenção, o modo como Nuno Crato mostra uma indignação solidária contra o disparate dos mega-agrupamentos, o mesmo disparate para o qual, menos de dois anos depois, contribui, como ministro. Enfim, cratinices. [Read more…]

Francisco José Viegas leu a Declaração de Luanda?

«O facto de [o Acordo Ortográfico] ser irreversível não quer dizer que não seja corrigível»

– Francisco José Viegas, “Correio da Manhã”, 30/10/2011 [Read more…]

No fim do mandato, Nuno Crato terá barbeado de vez a Escola Pública


Ou a incógnita sapiência do nosso Ministro da Educação.

A Caminho da Escola (os alunos de Nuno Crato)

Alguns alunos de uma turma pós-Crato vão para a escola de comboio; o maquinista, claro, ganha mais de 50 mil euros por ano!

As turmas de Nuno Crato

Nuno Crato ainda não tinha feito nenhum disparate notável. Arrependeu-se. Uma turma com 26 alunos é uma aberração. Com 30 nem quero imaginar, sendo certo que poucas escolas dispõe de salas com espaço para tanta gente, a menos que se parta para soluções criativas: alunos de pé, alunos sem carteira ou alunos às cavalitas de alunos.

Tanta conversa com o rigor e a aprendizagem destruída  num instante. A qualidade do ensino vai-se degradar no próximo ano lectivo a níveis que farão inveja a Maria de Lurdes Rodrigues.

Já agora, espero que o mesmo número seja imposto nos colégios privados que são subsidiados à turma. O sol quando se põe é para todos.

Acordo Ortográfico: uma carta que é de Homem!

A carta que Madalena Homem Cardoso dirigiu ao Ministro da Educação arrisca-se a ficar para a história do combate ao Acordo Ortográfico como um documento fundamental. É uma exposição completíssima e rigorosíssima das várias deficiências do Acordo Ortográfico, incluindo referências a aspectos pedagógicos, jurídicos e linguísticos.

Mais uma vez, seria importante que todos os que se interessarem pelo assunto lessem com a devida atenção o texto de uma cidadã responsável e informada. Os interessados em secundar Madalena Homem Cardoso podem fazê-lo aqui.

Acordo Ortográfico: o que nasce torto nem a CPLP endireita

No dia 30 de Março, os Ministros da Educação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) reuniram-se e, entre outros assuntos, abordaram, também, a questão do Acordo Ortográfico de 1990. A Declaração Final pode ser lida aqui.

O primeiro aspecto a merecer destaque é o facto de o texto respeitar a ortografia portuguesa de 1945, talvez por vontade das representações angolana e moçambicana.

No que respeita à secção relativa à questão ortográfica, para além de declarações vagas sobre a “promoção e defesa da Língua Portuguesa no espaço da CPLP e no Mundo”, os presentes reconheceram que a “aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 no processo de ensino e aprendizagem revelou a existência de constrangimentos que podem, no futuro, dificultar a boa aplicação do Acordo”. [Read more…]

Honra aos Conselhos Gerais das Escolas de Gaia!

Gaia: DREN acusada de violar lei na agregação de escolas, visada nega

Comunicado Dos Presidentes Dos Conselhos Gerais Das Escolas Agrupadas E Não Agrupadas Do Concelho De Vila Nova de Gaia

A simples ideia de fundir escolas, sempre com intuitos meramente financeiros, é, em si mesma, vergonhosa, contrária à proximidade que a comunidade escolar deve cultivar entre aqueles que a constituem. Como se isso não bastasse, o processo fingidamente democrático imposto pelo Ministério da Educação acrescenta vergonha à vergonha.

O Conselho Geral foi um dos muitos monstros criados por Maria de Lurdes Rodrigues para retirar poder aos professores. Ainda assim, como muitas más ideias, há quem saiba utilizá-lo em defesa da comunidade.

Estão de parabéns os conselhos gerais das escolas de Vila Nova de Gaia, porque souberam transformar-se em instrumentos a favor da Educação. Esta atitude torna ainda mais escandaloso o silêncio cúmplice dos conselhos gerais do resto do país.

Insisto: um dos grande problemas da Educação em Portugal é a abstenção quotidiana. Quando os cidadãos deixarem de se abster, em favor do bem comum, os governos serão obrigados a mudar.

Esquerda, direita, exames

O regresso dos exames no último ano do Primeiro Ciclo reavivou fantasmas reaccionários e revolucionários.

Por uma vez, Nuno Crato revelou coerência entre o que defendia como comentador e o que pratica como ministro, ao revalorizar a importância dos exames. Devo dizer que, como simpatizante do comentador e opositor do ministro, não tenho, perante os exames, uma reacção instintiva de adesão entusiasmada ou de repulsa enojada. Antes procurarei reflectir, o que não me parece acontecer com a direita ou com a esquerda, especialmente se parlamentares, porque a Assembleia da República é, demasiadas vezes, palco de coreografias. [Read more…]

Crato, o prepotente de falas mansas

Santana Castilho *

No congresso do PSD, Passos Coelho afastou-se do partido e falou ao país. Mas não disse, sobre o futuro, coisa alguma que valesse o sacrifício de seguir aquele enorme bocejo. Cá fora houve sinais bem mais eloquentes sobre o que está para vir. Um “pitbull”, vestido com uma farda da polícia, zurziu uma repórter perigosamente armada com uma máquina fotográfica. O Governo, qual comité de censores, proibiu os responsáveis das empresas de transportes de informarem o público sobre os efeitos da última greve geral, espezinhando o direito de sermos esclarecidos pelo Estado sobre um aspecto relevante da vida colectiva e tornando ainda mais difícil, para todos os que não têm carro, a ida para o trabalho e o regresso a casa. E o ministro da Educação mostrou-se, uma vez mais, um prepotente de falas mansas. Duro o qualificativo? Apropriado para quem obriga crianças com necessidades educativas especiais a sujeitarem-se a exames nacionais, em circunstâncias que não respeitam o seu perfil de funcionalidade. Com o cinismo cauteloso de as retirar depois do tratamento estatístico dos resultados. De prepotência se tratou quando, em início de mandato, revogou os prémios de mérito dos alunos, sem aviso prévio e atempado, quando eles já tinham cumprido a sua parte. De prepotência voltou a tratar-se quando, dias antes das inscrições nos exames do 12º ano, as regras foram unilateralmente mudadas, ferindo de morte a confiança que qualquer estudante devia ter no Estado. E de novo voltámos à prepotência quando, por mais acertada que fosse a mudança, ela ocorreu a mais de meio do ano-lectivo (condições de acesso ao ensino superior por parte de alunos do ensino recorrente).  [Read more…]

Desumanizar a Escola: os exames dos alunos com Necessidades Educativas Especiais

O projecto Desumanizar a Escola prossegue a todo o vapor. Numa confirmação de que só mudam as moscas, o Ministério da Educação, respeitando o ADN socrático-passista, voltou a tomar medidas com base em dois critérios fundamentais: alteração das regras a meio do jogo e falta de respeito pelos alunos e encarregados de educação.

Quando já estão decorridos dois terços do ano lectivo, fica-se a saber que os alunos com necessidades educativas especiais não terão direito a fazer exames adaptados às deficiências que possuem, sendo obrigados, no 6º ano, a realizar as mesmas provas, apesar de terem tido um currículo diferente e de estarem a contar, desde o início do ano, com o já referido exame adaptado.

Nada de novo: o nacional-caceteteirismo que nos governa há alguns anos, seguindo a ideologia antipieguista primária, não quer saber das especificidades dos cidadãos, sobretudo se tiverem problemas acrescidos.

O Ensino Especial tem sido progressivamente sujeito a um esvaziamento desumano, porque, para os economizadores com pasta ministerial, só interessa poupar dinheiro e não gastar em solidariedade. É preciso juntar para o BPN ou para pagar aos gestores sérios e competentes.

A propósito deste tema, leia-se este testemunho sentido.

Desumanizar a Escola: um projecto PS/PSD/CDS

A melhor Escola possível deve ser uma comunidade dotada de autonomia, um espaço suficientemente pequeno para que os alunos se sintam protegidos e suficientemente grande para que se sintam desafiados. Deve ser um espaço em que os alunos possam participar em várias actividades e clubes, em que possam contactar com várias artes, em que não sejam confrontados com invenções curriculares e legislativas constantes. [Read more…]

Os clássicos da Literatura no ensino do Português

O Ministro da Educação ter-se-á mostrado favorável à re-inclusão de Camilo Castelo Branco nos programas de Português do Ensino Secundário. Espero que não o tenha feito apenas para ser simpático com o anfitrião, o presidente da Câmara de Famalicão, ou devido ao facto de ser um autor da sua preferência.

Se é certo que a Educação tem sofrido um desgaste brutal, com destaque para os últimos sete anos, a disciplina de Português, o fundamento do currículo, tem sido particularmente atingida por reformas e ajustamentos sucessivos, com oscilações brutais de terminologias linguísticas e com a exclusão do estudo de autores fundamentais da cultura portuguesa, com base em concepções vagas que defendem que a Escola deve ir ao encontro dos interesses dos alunos ou que os deve preparar para o mercado de trabalho, o que tornaria desnecessário o ensino da Literatura Portuguesa. [Read more…]

Dificultês

o texto que eu gostaria de ter escrito sobre o eduquês de Nuno Crato e as contas da Parque Escolar, por Rui Tavares.

A paz dos anestesiados

 Santana Castilho *

À paz dos cemitérios que reina na Educação serve bem a paz dos anestesiados que domina os professores. Dois acontecimentos permitem glosar o tema e extrapolá-lo para a situação do país. Refiro-me à alteração do normativo que regula o concurso dos professores e à situação da Parque Escolar. Comecemos pelo primeiro caso. Nuno Crato exultou com o acordo a que chegou com seis sindicatos. Os sindicalistas orgulharam-se com as alterações que conseguiram entre a primeira proposta do ministério e o texto final. De comum têm serem parceiros de uma comédia de disfarces e de um jogo de ilusões. Ouvi-los reconduz-nos às longas noites eleitorais, em que todos ganham. Crato não resolveu um único problema dos que se arrastam há décadas. Dirigentes de sindicatos, onde há mais chefes que índios, esqueceram-se que o exercício não era comparar a primeira proposta do ministério com o texto final. Era comparar a lei vigente com a que vai ser aprovada. Se o tivessem feito, não assinariam. Pela simples razão que, salvo um ou outro detalhe menor, os professores perdem em todos os pontos do acordo. Particularizo com os dois exemplos mais relevantes, que uma análise total não cabe no espaço exíguo desta crónica: [Read more…]

Parque Escolar: tanto por saber

A revolução levada a cabo pela Parque Escolar teve intuitos meramente eleitoralistas, uma vez que a Educação nunca foi uma prioridade de José Sócrates. Reconstruir escolas constituiu, para o actual exilado parisiense, uma ocasião de inaugurar, mostrando obra.

A avaliação completa do impacte de toda essa revolução continua por fazer e deverá incluir referências ao aumento brutal dos gastos energéticos graças a opções delirantes, como as de criar salas sem luz natural, para além do recurso a materiais importados mais caros do que outros de qualidade similar produzidos em Portugal ou a aquisição de equipamentos cuja manutenção poderá estar além dor orçamentos depauperados das escolas.

A reflexão sobre todo este processo não pode, evidentemente, descurar a importância do investimento público e, sobretudo, a necessidade de que os edifícios escolares estejam em condições, no mínimo, dignas, o que não é o mesmo que dizer que era fundamental transformar tantas e tantas escolas em estaleiros, que serviram, muitas vezes, para que arquitectos ignorantes impusessem projectos irrealistas, ao arrepio dos pareceres de quem conhece o terreno, prática habitual.

No entanto, se o processo da Parque Escolar, tal como foi conduzido por Sócrates, constituiu um disparate, a iminente extinção da empresa não deveria significar o fim das obras nas muitas escolas em que elas são necessárias.

Portugal, no entanto, é um caso de bipolaridade governativa, em que, por ausência de planeamento ou por opções ideológicas, se faz a mais ou a menos, fugindo-se, sempre, à medida justa.

Daniel Oliveira, advogado da Parque Escolar, contraria aqui os números apresentados por Nuno Crato, a propósito da auditoria da Inspecção Geral de Finanças. A ser verdade o que diz o primeiro, por tendencioso que seja, continuamos perante um derrapagem orçamental, o que é grave, e é igualmente grave que o Ministro da Educação se possa ter enganado tanto nos valores dessa derrapagem.

Os interessados em ler as conclusões da auditoria podem fazê-lo aqui.

Há Fome nas Escolas Portuguesas

O senhor ministro da Educação Nuno Crato não sabe que há escolas a cortar nas refeições dos alunos; o senhor ministro não sabe, está mal assessorado ou faz de conta que vive num país-maravilha. Há fome nas escolas portuguesas. O senhor ministro nega?

Educação, a árvore e o beija-flor

O Ministério da Educação e Ciência pela mão do Ministro Nuno Crato tem estado a colocar no terreno um conjunto bem significativo de mudanças (está aí a segunda versão do documento da gestão), umas troikistas, outras nem por isso.

A legislação sobre a avaliação de desempenho está aí, mas basicamente atira tudo para amanhã: diz que este ano é só produzir papeladas, não há aulas assistidas e uma amostra de relatório serve.

Mas tenho uma dúvida existencial: não há progressão nas carreiras por força do congelamento na administração pública. Logo, fazer coincidir a avaliação com os escalões torna o processo uma coisa sem sentido – quando é que terminam os escalões de um tempo que não está a ser contado?

As alterações do MEC são inúmeras e começa a ficar claro o caminho que está a ser traçado. [Read more…]

Tínhamos avisado que a Escola não precisava de gestores

Há uns dias.

Agora é o MEC que o passa a Lei.

Ou antes, se calhar é mais do mesmo – Joaquim Azevedo (p.99) lembra que em 2010 a criação dos MEGA- agrupamentos implicou a saída de Directores que tinham sido eleitos um ano antes.

O Autor questiona:

“Como é que se explica que autarcas e Directores não se tivessem juntado para enfrentar e tentar impedir a execução dessa medida?”

Pois, mas ao contrário de Joaquim Azevedo, que defende um aprofundamento da prestação de contas do Director à autarquia, eu penso que a entrada dos partidos, através das autarquias, nos Conselhos Gerais e por esse órgão terem a possibilidade de escolher os Directores está a minar a liberdade das escolas. O pior da política local está hoje, mais que nunca, dentro das escolas – é dela que depende o Director para ser escolhido.

Autonomia e gestão das escolas: é como o Pai Natal!

O Ministério da Educação e Ciência apresentou há uns dias um documento de princípios sobre a gestão das Escolas. E na última semana entregou aos sindicatos uma proposta de Lei para alterar o Regime de Autonomia e Gestão das Escolas.

Vamos então ao debate!

Manuela Mendonça, FENPROF

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