António Costa is the man #3

António José Seguro pode conhecer como ninguém “as bases do PS” e conhecer os nomes dos seus filhos (alguém o dizia há minutos na tevê) – normal para um jotinha, que convive com esses universos partidários locais desde a adolescência. E os rapazes agitadores podem não ser as melhores flores que se cheirem, esses malandros (nice try, Henrique Monteiro). Uma coisa é certa: Seguro não levaria o PS a lado nenhum que não conheçamos já: à derrota. E é também porque o País não são as bases do PS que António Costa is the man.

Projectar Matosinhos mas pouco

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© antonioparada.com | O que pensará Carrilho sobre os planos de António Parada para a Cultura?

Quem é António Parada (na foto ao lado de Manuel Maria Carrilho)? Um jota S matosinhense, nascido entre os pescadores, ali à beira do mar, o que só lhe fica bem (a proximidade com o mar e as suas gentes, quero dizer). Frase-lema para as Autárquicas 2013: Proje[c]tar Matosinhos. Projectar lá para fora. Turismo portanto. Mas também equipamento para o Desporto. Para tirar as crianças da rua, disse. As mesmas que mandaria para o mercado de trabalho em caso de falta de aproveitamento na escola, decerto.

Quanto à Cultura, um projecto central parece animá-lo: abrir o Cine-teatro Constantino Nery às colectividades da região, as quais, defende, também deviam ter direito a pisar aquele palco por onde só andam “as elites”, como lhes chama. Ou seja, destruir um dos melhores projectos culturais do Norte para lá fazer cultura popular, que é o que faz mais falta ao povo, como toda a gente sabe, e nem tanto um programa sustentado de criação de públicos para a Arte – que colectividades haverá sempre, haja ou não teatros de arte e museus ali ao lado.

“Os erros dos políticos muitas vezes têm consequências dramáticas na vida dos cidadãos”, afirmou há dias. Outras vezes, têm consequências na vida dos próprios políticos, o que ainda assim é bastante menos grave.

Fico a pensar que o PS anda realmente em baixo e que fariam melhor os socialistas se começassem a preparar os seus dirigentes locais no sentido de um combate político que fosse de facto alternativo ao do PSD.  E que fosse de Esquerda, já agora (isso é que era!) E já que estamos no domínio do sonho: que fosse capaz de compreender o verdadeiro alcance de um programa sério para a Cultura numa região subdesenvolvida. Mas lá está: quem tem o entendimento que tem António Parada da Educação não pode entender isto.

Um auto-retrato de António Parada, com programa eleitoral completo para Matosinhos, aqui.

António Costa is the man #2

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António Costa

António Costa apenas reemergido para o combate político e já as comadres se zangam, remexendo papéis velhos e histórias que não abonam, outras guerras, interesses, pequenos e médios ressentimentos que se esgrimem por aí, com acusações extemporâneas, sobre assuntos outros, um alvoroço de culpas e fraquezas apontadas ao actual Presidente da Câmara de Lisboa. Um retrato de uma sociedade em que a crítica se guarda para depois como uma vingança.

António Costa is the man

Costa

Ainda tive dúvidas, imaginei António Costa demasiado empenhado em não perder Lisboa para o PSD – a Lisboa que resgatou da falência, convém lembrá-lo – para poder ocupar-se agora do congresso do PS.  Para já, Costa apenas diz que contem com ele para marcar presença nessa reunião decisiva, o que em linguagem política significará que o PS poderá ter enfim um líder à altura das necessidades do País, e também da necessidade de coligação à esquerda, que só com António Costa, político treinado em consensos à esquerda, poderá concretizar-se. Quanto à maioria absoluta que Seguro, na sua insanidade irrealista pediu, num cenário de liderança que reduziria o PS à sua menor expressão, não acredito nela nem com Costa. Eis a única luz ao fundo do túnel (para retomar a expressão na ordem do dia) que poderá reverter o caminho danado percorrido até agora pelos ultras do liberalismo selvagem de Estado, e resgatar o País de uma situação indigna de perda de soberania em todas as frentes. E talvez daqui a uns tempos possamos pedir à UE a justa indemnização pelas perdas e danos a que o seu programa dito de convergência sujeitou Portugal.

2 de Março, o povo sai à rua

2 de marçoEm Portugal, numa manifestação perto de ti.

Parem de inventar!

O FMI sugeriu mais uma medida de destruição do País: subir o IVA da Cultura para 23%, por uma questão de equidade. Mas a que igualdade se referem?
A Cultura tem um orçamento ridículo, equivalente a 0,1% do OE.

Portugal em marcha-atrás

É a variável de que se esquecem os que apontam o dedo a Portugal, acusando-nos (culpando-nos, portanto, já que medimos tudo em Culpa) de ser um dos países que mais gasta em Educação: 31,4% contra a média de 28,5% da OCDE. Esquecem-se do enorme atraso do País, fechado ao Mundo e entregue à miséria virtuosa de Salazar durante perto de meio-século. Somos subdesenvolvidos, sim, mas com a política de destruição levada a cabo pelos actuais governantes, sê-lo-emos cada vez mais. Cada direito democrático ou mecanismo de protecção social que destroem, representa anos acrescentados ao atraso do século XX. Isto significa portanto que, uma vez interrompida a progressão incrementada pela adesão à UE em 1986 (mesmo considerada a corrupção que se apoderou de parte considerável desses fundos destinados ao desenvolvimento do País), passámos em 2011 a inverter absolutamente essa marcha, iniciando um processo regressivo. Considerando a rapidez da marcha-atrás, um dia destes acordamos e voltámos à Idade Média, antes ainda da fundação da nacionalidade, poupando a Pedro Passos Coelho a necessidade de refundá-la.

Acordo ortográfico aumenta as diferenças ortográficas entre Portugal e o Brasil

NAO2cOs criadores e os defensores do chamado acordo ortográfico (AO90) procuram vender, desde o início do processo, a ideia de que o dito AO90 veio trazer ao mundo da lusofonia a uniformização ortográfica, o que permitiria acabar com a angústia da escolha de uma ortografia em instituições internacionais e operaria o milagre das edições únicas de livros nos países aderentes.

Não é, portanto, invulgar, ouvir a frase “Agora, escrevemos todos da mesma maneira.” Ora, isso não é verdade sob nenhum aspecto, o que inclui o sintáctico, o lexical e, surpreendentemente, o ortográfico. Fazendo de conta que os dois primeiros não têm importância, é importante ir repetindo e demonstrando o último: mesmo depois do AO90, Portugal e Brasil não têm a mesma ortografia, o que deveria constituir prova suficiente do falhanço do chamado acordo.

No Público de hoje, surge um texto de Maria Regina Rocha, professora e consultora do Ciberdúvidas, em que são apresentados alguns factos que surpreendem mesmo os que já estavam surpreendidos: a autora, recorrendo ao Vocabulário de Mudança, informa-nos de que, com o AO90, aumentam as diferenças ortográficas entre Portugal e o Brasil. Deixem-me, apenas, realçar: aumentam. [Read more…]

Como destruir uma República

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«O debate público não será dominado pelas vontades autoritárias de grupos limitados».
Luís Pais Bernardo, aqui.

Mas afinal que dívida é esta de costas tão largas?

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É já amanhã, no Instituto Franco-Português, em Lisboa, que se faz o balanço de um ano de trabalho voluntário da IAC, uma iniciativa cidadã que quer saber que dívida é esta afinal, quem a contraiu, o que vamos fazer para acabar com ela, para que não sirva de pretexto para acabar connosco. Uma primeira conclusão: o Estado sempre é opaco. Mas como até ver o Estado ainda somos nós que pagamos, queremos saber: que dívida é esta?

A angústia do guarda-redes antes do penalty

Cavaco Silva em acordês dirigindo-se a Assunção Esteves sobre a Reorganização Administrativa do Território das Freguesias:

Alô PS?
«(…) Esta lei procede a uma profunda alteração da composição territorial das freguesias, sem paralelo no nosso País nos últimos 150 anos. Surge em cumprimento do disposto na Lei nº 22/2012, de 30 de maio, que estipula a reorganização administrativa do território das freguesias e na sequência do compromisso assumido pelo Governo português no Memorando de Entendimento Sobre as Condicionalidades de Política Económica, assinado em 17 de maio de 2011, de proceder a uma redução significativa das autarquias locais para entrar em vigor no próximo ciclo eleitoral. (…)»

Lavo daí as minhas mãos presidenciais
«(…) Teve-se ainda presente que a criação, extinção e modificação das autarquias locais é matéria de reserva absoluta de competência legislativa da Assembleia da República.(…)» [Read more…]

Sofia Galvão não queria ruído

“O tempo em que se escreve o resto das nossas vidas” não tem jornalistas.

Outra vez as despesas de educação

Em suma, a redução na despesa em educação em rácio do PIB parece ter sido acompanhada pela melhoria dos indicadores de educação, o que sugere um progresso ao nível da eficiência da despesa no setor. Para este resultado terão contribuído as medidas adotadas no período mais recente, sendo de destacar o encerramento de escolas com número reduzido de alunos e a redução do rácio professor–aluno. No entanto, existe claramente margem para redução da despesa e ganhos adicionais ao nível da eficiência neste setor.

O sublinhado é meu, a citação de um estudo publicado no Boletim de Inverno do Banco de Portugal (A Evolução da Despesa Pública: Portugal no Contexto da Área do Euro, de Jorge Correia da Cunha e Cláudia Braz). [Read more…]

Bola em Belém

Estive a ouvir António José Seguro atentamente no seu discurso de encerramento das Jornadas Parlamentares do PS. As suas palavras são as de quem já está em campanha. Não será demasiado cedo? Não acredito em eleições antecipadas para este ano. Duvido que seja possível. Essas eleições serão, creio, no ano que vem, depois das Autárquicas, e havendo nesse próximo mês de Outubro um Governo credível, que gere consensos, ou seja, um Governo de iniciativa presidencial, com um primeiro-Ministro que represente o bloco central, e seja capaz de levar este orçamento (ou o que restará dele depois do escrutínio Constitucional) até ao fim do ano sem haver desobediência civil se não antes seguramente durante as Autárquicas. Com Passos Coelho essas eleições não poderão ser realizadas, ou então o Governo vai bater em toda a gente que as boicote (e não faltará quem). Por fim, e apesar dos esforços de Seguro, duvido que venha a encabeçar o PS nas próximas legislativas. António Costa é o homem para compor um Governo à esquerda com capacidade negocial no contexto do programa de reformas dos Estados da UE, mas isso só depois das Autárquicas, lá está. Resumindo: a bola continua em Belém. E enquanto isto, Passos Coelho inibe os jornalistas de participar no debate para que tem vindo a convidar a sociedade civil.

Subdesenvolvimento português

Evolução da percentagem de população entre os 25 e os 64 anos com pelo menos o secundário concluído
(1993 >>> 2011)

Alemanha: 79,4% – 86,3%
França: 56,0% – 71,6%
Grécia: 39,1% – 64,5%
Espanha: 25,5%-53,8%
Portugal: 20,0% – 35,0%

Fonte: PORDATA

Gestação

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Le peuple des pauvres (JF Favre 2008)

Algo novo cresce, posso senti-lo – outro mundo, os filósofos dizem-nos grávidos dele. Apesar disso, em Portugal ainda não se acabaram os ecos sobre a brandura nacional, que a ser verdade percorreria as veias do sangue do povo português, fazendo dele a negação daquela “brava gente” afinal frouxa, que come pouco e cala muito, e se não está bem muda-se lá para fora, por onde de qualquer modo está habituada a andar. Abstêm-se? É porque não merecem mais do que o país que têm. Baixam a bola e entregam os pontos? É porque são cobardes, medrosos, habituados a ser subjugados e a uma vida de revolta – já nem saberiam viver doutra forma.  Não querem saber? É porque são burros que nem portas, unidades absortas da manada, gente nascida para ser dirigida, que ainda não largou o século XIX. [Read more…]

A semana que aí vem…

Será uma semana bem especial:

– uma marca famosa vai lançar uma campanha publicitária com  umas miúdas que gostam de carteiras. Têm problemas na fala e por isso será uma excelente oportunidade da marca afirmar a sua dimensão social;

– um cão vai matar um menino, e haverá uma petição que irá defender o cão; Só não consigo ver aqui na bola de cristal se a petição vai pedir a condenação da criança por ter instigado o canino;

– o FMI vai apresentar formalmente, no Palácio de Belém , um relatório sobre a Refundação do Estado; também não consigo perceber se será em inglês ou em português, mas consegue-se perceber que o Moedas está a rir; não se conseguem ver a Maria nem o Sr. Silva;

– o Sporting ganhará um jogo. Sim, sem ser de Futsal;

– o Kardec vai marcar um golo;

– o Setúbal irá perder com uma grande penalidade inventada.

Tirando isto, parece-me que a próxima semana não trará novidades.

O austericídio laranja, esse, parece que é para continuar.

– 20% nas pensões de reforma

«(…) Quererão os actuais reformados pôr em cima dos seus filhos e netos a responsabilidade de pagarem [tantos e tão elevados] impostos, para virem mais à frente a receber pensões mais reduzidas, quando eles próprios se reformarem?» – Relatório do FMI, Questões-chave

O princípio da incerteza

cemitério de navios na Mauritânia

Ou o fim? No porão os ratos (muitos, muitos!) remexem-se aflitos, o velho navio afunda-se, o País vai mesmo mudar, e para muitos acabou. Resta saber quanto mudará, e sobretudo como, com que custos para o povo, com que Governo (Rui Vilar?), com que orçamento para 2013, com que resultados depois das eleições de 2014 (quem? que esquerda? que líder?) No Aventar, traduzimos o relatório do FMI: queremos compreender, com as palavras da nossa Língua. Está quase. Não será a bíblia do Governo, como disse já Passos Coelho (a do povo português não é certamente), mas muito do que vai ser levado a cabo no País (falando da sua condição de Estado-membro da UE, sob assistência financeira e soberania condicionada) desenha-se por lá. A parte relativa à equidade intergeracional levanta muitas questões – para além da linguagem paternalista e culpabilizadora dirigida às actuais gerações de pensionistas. Mas também a despesa com a Saúde e com a Educação dos portugueses é matéria de análise – sempre com o objectivo de reduzi-la, claro. A publicação deste relatório (feito por um credor do Estado, não deixa de ser irónico) marca claramente o fim de um ciclo longo. Resta saber que país vamos ter, quando à austeridade brutal (para pagar, designadamente, as heranças criminosas da corrupção financeira endémica) se acrescentarem as reformas.

Governo/FMI ao Parlamento

Relatório FMI já estava nas mãos do Governo em Dezembro. Bloco de Esquerda exige presença dos seus redactores na AR.

O relatório do FMI em poucas palavras

A palavra History surge apenas e somente fazendo referência ao historial contributivo. Democracy aparece uma única vez (!) e remetida para uma nota de rodapé relativa a uma tese norte-americana de 1962 sobre democracias constitucionais. Já politics e as suas derivações pode ser encontrada apenas 6 vezes no documento, enquanto que a palavra Constitution e familiares próximas surge quase sempre apensa ou muito próxima da palavra constrangimento.

Votar

votar

Uma das consequências perversas da arma de propaganda política que constituem as sondagens – falando das que se publicam para desmoralizar –, é levar as pessoas a desacreditar completamente: na democracia, na classe política (claro), mas também no próprio povo de cidadãos eleitores. Tudo fica então reduzido a essa visão do Inferno que transforma a gente a que se pertence no mais abjecto dos povos – gente burra que nem portas, incapaz de raciocinar e compreender os princípios do sistema eleitoral que, com a abstenção, premeia os vencedores, entregando-lhes ilegitimamente (falando da representatividade em que assenta o sistema) os governos da Nação. [Read more…]

Sondagem ou propaganda?

Jornal i encomendou sondagem a Alexandre Picoto, director da empresa de sondagens Pitagórica e membro da comissão de honra da candidatura de Pedro Passos Coelho em 2010. Não é a primeira vez que o diário pede sondagens à Pitagórica.

Por que não te calas?

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2013 é o ano da esperança” – Pedro Passos Coelho

Mudar (o Novo Estado de Passos Coelho)

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«Não se avance passo a passo. Defina-se um objectivo e avance-se para ele com decisão.» Pedro Passos Coelho em Mudar (Quetzal, 2010)

21 de Janeiro de 2010. Pedro Passos Coelho publicava o livro Mudar, editado pela Quetzal de Francisco José Viegas, seu director editorial. Boa casa, onde se edita alguma da melhor literatura portuguesa e estrangeira a que vamos tendo direito em Portugal – Vergílio Ferreira, José Rentes de Carvalho, Dinis Machado, mas também Thomas Bernhard, Saul Bellow, Susan Sontag, entre muitos outros autores importantes e onde pontuam também vários poetas. Livro bem feito, bem revisto, como costumam ser as edições da Quetzal. Apresentou-o Rui Ramos em Lisboa, Fernando Ruas em Viseu, Moita Flores em Santarém, Carlos Amaral Dias em Coimbra, e outros primeiros leitores noutros pontos do País por onde Pedro Passos Coelho (PPC) andou. Sucesso de vendas, várias reedições logo após a chegada da primeira fornada às lojas, todos queriam mudar. [Read more…]

Educação espartana – o apartheid

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«O Ministério da Educação decidiu “abanar” uma instituição de grande gabarito e tradição no panorama do ensino nacional, introduzindo turmas femininas num liceu há décadas vocacionado para o ensino de rapazes, exclusivamente. Eu fiz parte do primeiro contingente de raparigas a estudar no Liceu de Camões. (…) Vivíamos com regras peculiares, como, por exemplo, estarmos confinadas ao pátio norte, não podermos ter qualquer tipo de contacto com os colegas rapazes, sob pena de processo disciplinar (o que era recíproco para os rapazes, que tentavam sempre espreitar e ver as meninas…), termos maioritariamente professoras, e estarmos sob a tutela de uma vice-reitora (…). A disciplina era implacável, tendo nós a sensação de que o reitor buscava o mínimo pretexto para nos colocar dali para fora.» (Ana Paula Russo)

Em 1971 chegavam ao Liceu Camões, de uma assentada, mais de cinco centenas de raparigas. [Read more…]

Grécia, Portugal, Espanha

Por esta ordem. Campeões no empobrecimento rápido em 2013. Com Portugal à frente da Síria.

O Inferno é aqui [Portugal, 2013]

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Numa parede por aí, o Inferno da realidade da maioria, no momento em que o Governo de Pedro Passos Coelho resgata da falência mais um banco, em vez de cuidar das pessoas.

Pedro, Pedro…

«É evidente que preferes gastar dinheiro em bancos…»

Cavaco e Passos representam quantos portugueses?

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Presidenciais 2011 (maior abstenção de sempre em eleições para a Presidência)
2.231.956 votaram em Cavaco Silva, representando 23,32% do universo de eleitores inscritos. Abstenção+Brancos=5.164.859, representando 56,63% do universo de eleitores inscritos. Cavaco ganhou com 52,95% dos que votaram.

Legislativas 2011 (maior abstenção de sempre em eleições para o Parlamento)
Dos 9.624.354 eleitores inscritos, abstiveram-se 43,88%, ou seja, 4.039.725 não votaram, 2.159.181 votaram no PSD (22,62%) e 653.888 votaram no CDS-PP (6,85%).

(num apanhado rápido, usando esta fonte, que entretanto se ‘fornece’ na Comissão Nacional de Eleições)