Aquele raro momento em que a crise financeira serve de pretexto para alguém se safar

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Portugal foi assolado por uma violenta crise que, tendo tido a sua origem num cocktail de especulação financeira, terrorismo de mercado e décadas de governação criminosa, criou as condições perfeitas para um processo de sequestro democrático que o bloco central amavelmente aceitou, ou não fosse Portugal um protectorado pobre da burocratocracia de Bruxelas.

Tomados por um poderoso surto de síndrome de Estocolmo, os dirigentes do PS e, posteriormente, os de PSD e CDS-PP, comportaram-se como bons alunos, o equivalente moral, neste tipo de cenário, a dizer que se comportaram como um cão com um dono violento, que por muito que apanhe continua a abanar o rabo e a pedir festas. Seguiram-se meses de venda de património estatal ao desbarato, cortes salariais, em pensões e em prestações sociais, desinvestimento no Estado Social, desregulamentação laboral, brutais aumentos de impostos e milhares de portugueses em fuga para o estrangeiro. Os ricos ficaram mais ricos, os pobres ficaram mais pobres, a classe média entrou em vias de extinção e o fosso transformou-se num buraco negro. [Read more…]

O fosso salarial

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Segundo dados revelados ontem pelo Eurostat, referentes a 2014, Portugal é o país da União Europeia onde o fosso entre os salários mais altos e a média é maior. Em sentido inverso, ocupamos o topo da lista no que diz respeito à diferença entre a média e os salários mais baixos, a par dos países escandinavos e de potencias como Itália e França. [Read more…]

Crónicas do Rochedo XII – Alguma coisa deve estar errada…

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De Valência (Espanha) à Maia são pouco mais de 900 quilómetros. No caso em apreço, de Valência a Chaves são cerca de 800 quilómetros. Sem utilizar qualquer alternativa às auto-estradas espanholas, o valor pago em portagens neste percurso até chaves são €12,30 (podendo ser zero evitando o túnel de Guadarrama nos arredores de Madrid). Por sua vez, de Chaves à Maia são cerca de 140 quilómetros e €11,25 de portagens (classe 1).

Em Espanha o gasóleo varia entre os €0,98 e €1,08. Aqui, a coisa anda entre os €1,27 nas auto-estradas e os €1,17 nos postos mais baratos. Uma botija de gás custa em Espanha, em média, metade do que custa em Portugal. Os produtos de supermercado, salvo raras excepções, são praticamente todos iguais ou ligeiramente inferiores. Bens de primeira necessidade como água, pão ou leite equiparam-se nos preços. Porém, os salários são bem diferentes: O salário médio bruto em Espanha anda nos €1.640 mensais para uma carga fiscal de 21,5%  (contra os €986 em Portugal e uma carga fiscal de 28,3%).

Como compreender estas diferenças? Alguma coisa deve estar errada…

Uma metáfora para Portugal

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Lisboa, Doca de Santo Amaro – (c) jml

Ainda não é desta, Belzebu

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Nem vale a pena perder tempo com os profetas da desgraça, que, tal como haviam feito quando o alarme das sanções soou pela primeira vez, em resultado do não atingimento das metas do défice que o (des)governo Passos/Portas a todos proporcionou em 2015, voltaram a espetar-se violentamente contra uma parede de betão. Não só não vale a pena, como é muito divertido assistir aos números de circo com que alguns fanáticos da direita radical nos vão presenteando, dia após dia, enquanto as suas organizações partidárias predilectas se vão afundando em sucessivas sondagens. Depois de quatro anos e meio de governação danosa e doses industriais de propaganda, entreter-nos com exercícios de palermice e figuras tristes é o mínimo que podem fazer.  [Read more…]

E o Diabo não veio, confirma a DBRS

Falhanço em toda a linha para os esganiçados que asseguravam, não necessariamente por esta ordem, que a execução orçamental iria falhar, que um novo resgate estava a caminho, que a DBRS iria meter Portugal no lixo, que não seria possível aprovar os orçamentos para 2016 e, muito menos, para 2017, que o objectivo do défice iria falhar e que o Diabo chegava em Setembro.

Uns derrotistas, com amplo palco na comunicação social, que tiveram como única aposta a desgraça de todos para regressarem ao poder.

Afinal, foi possível não cortar nos salários e nas pensões, aumentando-os até, pouco, sim, mas não os cortando, como fizeram os pafiosos, o que passa a ser muito. E sem trazer o Diabo, ao mesmo tempo que se acabou com o discurso bafiento do sair da zona de conforto, do desemprego que era oportunidade e do viveram acima das possibilidades. A quem não chegar, olhem, que emigrem.

É tempo de engolirem sapos e que o PAN os perdoe.

A ditadura do rating

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As agências de rating não andam nesta vida para serem responsáveis, honestas ou sequer imparciais. São um negócio privado, que gera muitos milhões em proveitos, e que tem como accionistas pessoas que, entre outras coisas, lucram com a especulação, o que inclui ganhar dinheiro com a manipulação dos mercados e com a desgraça de terceiros. A tal liberdade defendida pela direita neoliberal. [Read more…]

Última chamada para o diabo

Os novos lesados bancários do rectângulo

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O Deutsche Bank, alemão que é, tem que ser, nem podia ser de outra maneira, magistralmente gerido. Se ultimamente tem dado problemas, tal encontra explicação nos focos de sovietização que se acendem um pouco por toda a Europa, e que, como se sabe, são nocivos para a saúde financeira de bancos responsáveis e plenos de valores éticos como o Deutsche, que ainda por cima é deutsche. Brincar aos especuladores não teve nada que ver com este assunto. É desígnio divino e não merece castigo. [Read more…]

Mas… mas… mas…

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Querem ver que essas pessoas que fazem relatórios para a OCDE estão a fazer panelinha com a geringonça?

Segundo a organização sediada em Paris, o aumento da carga fiscal para os trabalhadores com baixos rendimentos cresceu perto de 1,5% em Portugal entre 2014 e 2015, liderando a tabela, enquanto na Áustria (a segunda maior subida) ficou perto de 1% e no Luxemburgo (terceira maior subida), que a OCDE também destaca, pouco acima de 0,5%

O aumento da carga fiscal sobre os trabalhadores com baixos rendimentos foi particularmente elevado em Portugal, onde o sistema de crédito fiscal foi tornado menos progressivo”, afirma a OCDE no relatório divulgado hoje [22/09/2016, lê-se no JN].

Ó sô dona Cristas, já que encenou o regresso do partido do contribuinte, apraz-lhe comentar a situação criada pelo seu governo?

Temos que perder a vergonha de seguir o exemplo islandês

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Nem só de luta por mais justiça social se faz a nossa necessidade de perder a vergonha. Há que perder também a vergonha de seguir o exemplo islandês. Sim, a Islândia. Esse estranho país que permite que se resgatem pessoas em vez de bancos e onde – pasmem-se – é possível prender banqueiros criminosos[Read more…]

Joseph Stiglitz sobre Portugal e o euro

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Em entrevista à Antena 1, o economista norte-americano Joseph Stiglitz explicou ao jornalista da Antena 1, Frederico Pinheiro, que não existem condições políticas na Europa para se fazerem as reformas necessárias. Stiglitz refere que é melhor para Portugal sair do euro. [Antena 1]

  • As fragilidades do euro e os problemas por ele criados.
  • A ausência de vontade política para se adoptarem soluções.
  • Os preconceitos alemães e os diagnósticos errados.
  • As consequências da austeridade.
  • A saída do euro como mal menor e a reestruturação da dívida
  • As agências de rating e as ajudas à banca.

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Portugal a arder

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Negligência, irresponsabilidade e interesses económicos. Portugal assiste a mais um ano negro de fogos florestais que podem ser vistos do espaço. Um flagelo incontrolável orquestrado por criminosos impunes. Triste sina a nossa.

Fonte: NASA/Caltech@DN

País futefoleiro, nada desportivo

anarentePortugal é em muitas coisas uma anedota e, não, não estou a pensar no Durão Barroso. De tempos a tempos, os tuguitas vão descobrindo que há desportistas por cá. Uma análise de elevado calibre científico feita pelo laboratório Crato & Medina Associados acaba de publicar que, depois de Atenas, os anos com um dia a mais – há quem se refira a tal fenómeno como bissexto – têm um acontecimento planetário que junta desportistas de todo o mundo. Ontem vi atletas que representavam Guam, território que, até então me era completamente desconhecido, gente da Europa, da Ásia, dos países mais desconhecidos até às potências desportivas do planeta: China e Estados Unidos.

Os Jogos Olímpicos, ainda por cima em Língua Portuguesa, têm que ser um acontecimento especial. Para mim são.

E, por isso, vejo com grande incómodo a forma estúpida como os futefoleiros se referem aos nossos atletas, alguns deles, ao nível dos melhores do mundo. Na nossa Equipa, PORTUGAL, temos o super mediático Nelson Évora e a Telma Monteiro, mas temos também os tenistas João Sousa e Gastão Elias. Ainda hoje entra em “campo” a Shao Jieni no Ténis de Mesa. Somos grandes candidatos na Canoagem ou no trampolim, mas há outras modalidades em que o desafio de cada um dos NOSSOS é superar hoje, o dia de ontem. Vão entrar na piscina ou na pista com o objectivo de melhorar as suas próprias marcas o que é, em si mesmo, um desafio fantástico. São gente que trabalha muito – a maioria, em quantidade e qualidade – todos os dias e quase sempre em complemente aos estudos ou a uma profissão. São desportistas de corpo inteiro que competem pelo prazer de competir. Procuram em cada treino superar a ignorância Lusa que mede o sucesso pelo número de medalhas que se conseguem. O sucesso dos nossos desportistas é muito maior que isso, é muito superior à ignorância dos nossos futefoleiros.

Madalenas arrependidas e outras prostitutas

IMF

Depois das críticas à agenda neoliberal, dos vários falhanços apontados à sua acção no nosso país e dos sucessivos anúncios que revelam projecções e decisões erradas, que agudizaram o impacto da política de austeridade cega e contraproducente em Portugal, o último dos quais na passada Quinta-feira, o FMI assemelha-se cada vez mais à reencarnação de uma Madalena arrependida, após anos de prostituição financeira e doenças reaccionariamente transmissíveis. Sobre este tema, pouco haverá a acrescentar ao esclarecedor artigo de Pedro Marques Lopes. [Read more…]

“Comissão Europeia desmente suspensão de 16 fundos estruturais em Portugal”

Com este artigo no Expresso, eis desmontado o que cheirava a esturro.

Volto à questão do post anterior, sobre a motivação de uma fuga de informação destas. Sabemos a quem interessa, falta saber quem a fez acontecer.

Sanções da CE a Portugal: aí está a represália proposta

Jyrki Katainen

Imagem: Vídeo SIC

A senda contra Portugal continua. Sim, Portugal, porque quando há ataques não há governos, mas sim portugueses.

A SIC trouxe o tema para a mesa e a restante comunicação social, via Lusa, repete o bordão.

A Comissão Europeia está mesmo a preparar-se para suspender a comparticipação nos fundos europeus a Portugal. É o próprio vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, quem o assume numa carta ao presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, em que indica desde já 16 fundos ou programas estruturais europeus que devem ser suspensos. [SIC]

Há algumas notas interessantes quanto a este assunto. A primeira, e mais relevante, é que não importa se está o país está a ir mais direito ou mais torto em termos económicos. Ao que parece, e contrariamente ao que a opinião de direita diariamente anuncia, as coisas nem estão melhor nem pior. Vai-se gerindo. É factual que Schäuble não gosta deste governo e está actuar para lhe dificultar a vida.

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Filhadaputice é isto

EU defict wall of shame

Seis países não cumpriram as regras do pacto de estabilidade em 2015

Disse-se que houve unanimidade entre os ministros das finanças europeus, que formam o Ecofin, na aplicação de sanções a Portugal. O que é falso, logo em primeiro lugar.

Durante a reunião não houve votação. Portugal e Espanha manifestaram-se contra as sanções, mas os restantes países não levantaram objeções dando luz verde à decisão. [Expresso]

Nem houve votação. Assim se confirma, novamente, que a “europa” é o projecto de um país, capaz de impor aos restantes o seu domínio.

Mas quem cala consente. Seis países ficaram em procedimento de défice excessivo em 2015. Croácia, França, Grécia, Reino Unido (se ainda conta), Portugal e Espanha.

A Croácia calou-se. A França calou-se. A Grécia calou-se. Filhadaputice é assobiar para o lado enquanto as chamas do vizinho não chegam ao palheiro. Mas lembrando Brecht

Actualização: a Grécia opôs-se às sanções.
Vivemos um tempo em que a contra-informação domina a informação. Neste caso, passámos de unanimidade para vários protestos. Mesmo assim, não chegou a haver votação. Grande europa.

Franceses pedem repetição do jogo

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Cumpriu-se

portugal flag

Coisas que me agradam muito:

  •  A vitória da Selecção.
  •  O Éder a marcar no fim; um momento de ironia e de justiça poética que pôs em causa a minha visão do universo e das leis que o governam.
  • O Quaresma a mostrar o melhor de si mesmo e o melhor de nós.
  • O Renato que aos 18 anos teve de enfrentar uma miríade de gente a chamar-lhe mentiroso e mesmo assim conseguiu ajudar a equipa em momentos importantes.
  •  O exorcismo de 2004. Já merecíamos.
  •  A prova que o futebol é – e deve sempre ser – um jogo de equipa, de interajuda, de solidariedade. A queda de um jogador – mesmo um jogador tão extraordinário como Ronaldo – não impede a vitória se houver vontade e espírito de sacrifício.
  • Ontem andei por Lisboa e as pessoas estavam visivelmente felizes. Isso apaziguou a cínica que vive em mim.

Coisas que me desagradam:

  • Qualquer dia (hoje não porque estou feliz e gostava de continuar por mais algum tempo) temos de falar sobre esta coisa das generalizações. Já não temos 20 anos para fazermos reduzirmos milhões de pessoas a epítetos ridículos e/ou insultuosos.
  •  Portugal ainda não ter ganho a Eurovisão.

O ultimato azul

O palerma disse que a sua preocupação era Portugal e bateram-se palmas.

Para a banca europeia ou para o DB?

O alemão Deutsche Bank é a instituição financeira que atualmente mais riscos coloca sobre a estabilidade mundial enquanto fonte potencial de choques externos, alertou o Fundo Monetário Internacional (Dinheiro Vivo)

E soma-se ainda a esta farsa o papel do cherne local em funções numa cadeira azul.

O ultimato está na mesa. Em tempo de guerra procuram-se aliados 

I fell

i fell
O trocadilho do momento. Encontrado por aí.

Que grande galo!

Torregalo

Chegou a nossa vez. Contra os canhões, contra as lesões, contra os profetas da desgraça e contra a malapata que durava há mais de 40 anos e que já começava a chatear. Contas saldadas. Le coq? Qual coq? Galo de Barcelos, carago 🙂

Portugal, campeão da Europa

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Parabéns aos jogadores, que foram capazes de aguentar uma França forte e a jogar sujo com faltas muito feias.

Uma chapada de luva branca para o chauvinismo francês e alemão, patente nas declarações que antecederam o jogo.

Que vergonha, França

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Estamos a 60 minutos de jogo e a França está a jogar muito melhor do que Portugal.

O que é completamente irrelevante.

A quantidade de faltas duras, nem sempre assinaladas, como no caso da agressão ao Ronaldo, é uma vergonha para a equipa da casa.

Batoteiros, suportados por um árbitro com visão selectiva.

O plano de Schäuble

Este exercício à volta de uma epístrofe teve o propósito óbvio de sublinhar um truísmo. Outros o complementam, tais como:
– A sanha das sanções não se deve ao que aconteceu até 2015 (objectivos orçamentais sucessivamente falhados), mas sim ao facto de não ter sido eleito o governo escolhido por Schäuble.

– A Comissão Europeia, pau mandado do ministro das finanças alemão, não vai decidir aplicar sanções a Portugal no imediato, pois estas incidiram sobre as políticas do governo “certo” e, que chatice, os números oficiais da economia (reparem no sublinhado) não justificam tal tomada de posição.

– Ainda pela anterior razão, a decisão será sucessivamente protelada até que exista um pretexto para tal acto. Até lá, o clima de suspeição, prejudicial ao país, será sucessivamente renovado.

– É uma questão de tempo até que a actividade económica, em queda desde 2015, produza impacto suficientemente negativo que gere as condições para justificar as desejadas sanções. As quais vão prejudicar ainda mais o país.

Assistimos a um ciclo onde se criam dificuldades até que o actual governo caia, abrindo caminho à concretização do plano de Schäuble: uma Europa comandada por tanques que disparem controlo económico, no lugar de projécteis.

Bilhete do Canadá – Notícias e comentários

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Maria Luís Albuquerque – “Se eu fosse ministra, Portugal não sofreria sanções”.
É um argumento de pátio, varinesco que fede. Traduzido, quer dizer: chamo antes que me chamem.  Porque, como todo o país sabe e a UE não ignora,  quem criou uma situação passível de sanções  foi ela mesma, com o pleno apoio do governo a que pertenceu.  A pandilha da UE resolveu virar o  bico ao prego, usando esta ameaça para  tentar denegrir o governo actual. E, claro, está a contar com o apoio de Maria Luís, Passos Coelho,  Montenegro, Nuno Melo. Cristas, Rangel, etc., capachos onde Schäuble e Merkel limpam os sapatos.

Comissário europeu avisa: fundos estruturais podem ser congelados a Portugal.
Mais um cachorro amestrado da matilha que os dirigentes da Alemanha aconchegam e nós pagamos.

Miguel Relvas perdeu o curso por decisão do tribunal.
Não perdeu a vergonha porque nunca a teve.  O mesmo se diga de quem dirige a Univ. Lusófona:  fez o que fez pelo “irmão da loja” e teve o despudor de anular 150 cursos obtidos da mesma forma.  E não há ninguém que feche essa chafarica. E outras. [Read more…]

Portugal nas meias-finais

 

Portugal nas meias-finais euro 2016

Eis uma equipa que avança pelo empate.

Portugal-Brasil em 1922

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Ilustração Portuguesa, 2.ª série, número 872, 4 de Novembro de 1922.

Miguel Sousa Tavares VS Expresso. No Expresso…

MST

Já passaram algumas semanas desde o início do escândalo Panama Papers. A imprensa portuguesa envolvida na investigação – Expresso e TVI – promete, semana após semana, revelar os nomes dos mais de 240 portugueses envolvidos neste caso. Até ver revelaram meia dúzia de indíviduos secundários ou caídos em desgraça. Onde andam os nomes dos ex-ministros e do ex-presidente avançados pela TVI? Que é feito dos restantes nomes anunciados durante dias em manchetes do Expresso? Estarão a seleccionar quem poupar e quem sacrificar? Vai daí, o Miguel Sousa Tavares decidiu dar um toque ao Expresso nas páginas do próprio Expresso. Pode ser que resulte.

Imagem via Os Truques da Imprensa Portuguesa