De Cavaco não sei se volto a falar. Tenho este péssimo hábito de não gostar de bater em mortos.
Acerca de Marcelo Rebelo de Sousa. Pela amostra – 10 de Junho em Paris – já se percebeu ao que vem o estacionador no lugar dos deficientes. Ou me engano muito ou vai passar mais tempo lá fora do que cá dentro. Tipo Mário Soares no primeiro mandato.
Esbanjando simpatia. Esbanjando afectos. Durante 5 anos, vai trabalhar para ser reeleito com uns 70%. E depois sim, num segundo mandato, tratará de bater no Governo que então estiver em funções, sobretudo se for de Esquerda. Tipo Mário Soares no segundo mandato, mas ao contrário.
Ainda assim, acredito que não fará pior do que Cavaco. Dificilmente um ser humano normal conseguiria tal feito.
O que vai ser o mandato de Marcelo Rebelo de Sousa
Retrato realizado na Técnica de Pintura a Óleo

“Deseja ver mais retratos de artistas e personalidades?”
Cavaco Silva e a PIDE

Encontrei esta imagem no mural da Ana Cristina Leonardo, que, por sua vez, remete para uma publicação do José Simões no Der Terrorist.
Uma imagem vale mil palavrões. Vai longa a noite. Para além de Cavaco Silva, assina Jorge Braga de Macedo.
Marcelo Rebelo de Sousa: Isto, sim, é começar em grande
No dia seguinte ao da eleição, conduziu sem cinto e estacionou num lugar reservado a deficientes. Podem achar uma coisa menor, para mim não é. Diz muito da personagem.
Num dia destes, esteve em Braga. Recebeu um prémio das mãos de António Salvador. Presidente do Braga, dono da Britalar e uma pessoa acima de toda a suspeita. Numa cerimónia em que, recorde-se, foi evocado Marcelo Caetano e o Cónego Melo (Padre Max,lembram-se?)
Para quem ainda nem sequer tomou posse, não está mau…
Hoje termina a ” rodagem ” do maior clássico da política portuguesa

Hoje, 24 de Janeiro de 2016, termina a célebre rodagem do Citroën BX do Professor Aníbal Cavaco Silva que se iniciou no dia 19 de Maio de 1985 na Figueira da Foz.
Hoje o famoso Citroën BX, com mais de 25 anos, é considerado um automóvel clássico, com toda a certeza com muitas centenas de milhares de quilómetros.
Do mesmo modo Cavaco Silva tornou-se o maior clássico da vida política portuguesa apesar de, passados mais de 30 anos, continuar a negar ser político.
O debate presidencial surreal
Ontem tivemos o esperado debate do ano na TVI 24 que reuniu Marcelo Rebelo de Sousa, Tino de Rans e mais duas personagens, provavelmente muito respeitáveis, mas que não percebi ao que vêm nestas eleições presidenciais.
Um candidato supersónico que abriu as hostilidades lendo uma declaração escrita e à velocidade que entrou no debate saiu do mesmo. Tivemos Tino de Rans a discutir o tamanho dos sapatos e a altura de Marcelo. Por sua vez Marcelo a dizer-nos que Tino é um calceteiro de excelência. O professor dos óculos redondinhos roxos a contar-nos que não tem um salário, mas sim um ” secalhário “. Tino de Rans a dizer-nos que tinha um perfil muito parecido com o de Marcelo e que, por isso, a segunda volta das eleições iria ser disputada entre ambos. O professor dos óculos roxos redondinhos a dar-nos conhecimento que era o homem certo para o lugar incerto, daí que muito provavelmente tenha dito que caso não consiga sequer obter um voto será eleito Presidente da República.
Por outro lado tivemos Tino a dar-nos conhecimento que iria devolver o Palácio de São Bento ao povo porque o seu gabinete iria ser na rua. Tivemos Marcelo a dar-nos uma pequena lição de Direito explicando aos portugueses que uma coisa é ser cliente outra é ser proprietário. Tivemos ainda Tino de Rans, com um ar de grande felicidade, a dizer-nos que com ele teremos uma primeira dama com apenas 24 anos. E claro Marcelo Rebelo de Sousa a ver o jogo da bancada elogiando o candidato supersónico, o outro Professor e Tino de Rans. E o entrevistador, Paulo Magalhães, a fazer um esforço brutal para tentar passar a imagem que estávamos perante um debate presidencial sério.
Um Presidente diferente

Que enorme diferença. Ver Marcelo Rebelo de Sousa a ser entrevistado enquanto candidato a Presidente da República na SIC e tentar comparar com a esmagadora maioria dos nossos políticos em situações do género.
O que costumam fazer os nossos políticos quando são entrevistados em televisão? Simples, responder com a máxima ambiguidade possível e até impossível. O que fez Marcelo? Respondeu a tudo de forma clara, directa e sem “rodriguinhos”. Sem procurar agradar a Deus e ao Diabo. Sem fugir a nenhuma pergunta. Sem atacar ninguém. Limitou-se a dizer o que pensa e com bom senso. De forma séria e ao mesmo tempo descontraída. Dominando perfeitamente o meio e sabendo utilizar o modo certo. Sem artificialismos.
E arriscando. Muito. Afirmar que não vai fazer uma campanha tradicional – não aceita donativos de nenhuma espécie, só vai ter uma sede de campanha (em Lisboa), não vai colocar cartazes nem outdoors nem nada é, mesmo nestes tempos e mesmo com a notoriedade que se lhe reconhece, um enorme risco.
É um candidato diferente. Estou convencido que se vencer, como espero, será um Presidente diferente. E como Portugal precisa de um PR diferente…
“Vou ser um Presidente imperativo”, diz Marcelo à SIC
Peço desculpa, enganei-me: “Vou ser um Presidente hiperativo“, diz Marcelo à SIC.
Antonio Costa a caminho de ser Primeiro-Ministro

Actualizado às 12h08 de 24/11/2015
António Costa irá ser recebido, dentro de 10 minutos, pelo Presidente da República.
Isto poderá indiciar que Cavaco Silva poderá indigitar António Costa como Primeiro-Ministro.
Se assim for António Costa fará história ao conseguir unir toda a esquerda em torno do seu projecto politico e do Partido Socialista.
Em actualização às 12h00:
Cavaco Silva mantém duvidas sobre a estabilidade de um governo do PS, com o apoio parlamentar do BE, PCP e Verdes e pede seis esclarecimentos a Antonio Costa.
Em actualização às 19h05:
António Costa já respondeu aos seis pedidos de esclarecimento solicitados pelo Presidente da República.
Em actualização às 12h00 de 24/11/2015
Terminou a reunião entre o Presidente da República e António Costa.
Em actualização às 12h08 de 24/11/2015.
O Presidente da República acaba de indigitar António Costa como Primeiro-Ministro.
Cavaco Silva pondera ouvir José Sócrates

Na sequência da actual crise política o Presidente da República, Cavaco Silva, após uma “ escapadinha “ na Madeira, continua a ouvir diversas entidades e personalidades desde a área política, passando pela económica, sindical, empresarial, até à área social.
Tive conhecimento que amanhã irá ouvir, entre outras personalidades, o ex-ministro das finanças do último governo socialista, Fernando Teixeira dos Santos. Parece-me que Cavaco Silva estará a ouvir demasiadas entidades e personalidades, contudo respeito a sua posição, mas daí até ouvir o ministro das finanças do governo responsável pelo pedido de resgate parece-me um exagero senão mesmo uma “obscenidade “ política.
Nesta lógica estou a imaginar que o desfile das personalidades que serão ouvidas por Cavaco Silva contará ainda com o ex-primeiro-ministro, José Sócrates, os antigos membros dos seus governos, Dias Loureiro e Duarte Lima, os autarcas modelo do seu tempo no PSD, Isaltino Morais e Valentim Loureiro, bem como o seu amigo e antigo banqueiro Ricardo Salgado do BES, e o seu amigo e vizinho de férias Oliveira e Costa do BPN.
E como isto precisa de alguma animação, porque parece que a procissão ainda vai no adro, sugiro a Cavaco Silva que pense ouvir a opinião de Quim Barreiros, António Raminhos, Cristina Ferreira, Nilton, Tony Carreira e Família, Fernando Alvim, Teresa Guilherme e os seus lavradores da “ Quinta “ para dar uma ajudinha às audiências do programa da TVI.
“Um Presidente a gozar com o pagode”
“O país é ele e se ele pôde esperar, o país também pode.” [Paulo Baldaia, TSF]
Zombies
Assisti ao cortejo sinistro que passou esta manhã pelos corredores de Belém e pergunto-me, já que estão a surgir debaixo das pedras “associações” que parecem criadas para este efeito, se ainda há por aí uns restos da Legião Portuguesa que possam acudir, também, ao presidente. Ou até, talvez, uma associação de amigos da PIDE na reforma. O palácio de Belém parece, por estas horas, uma feira de horrores, uma espécie de comboio fantasma, alimentado, talvez, pelo discurso psicótico de Passos Coelho que as televisões repetem sem cessar.
À tarde serão recebidas as Centrais Sindicais. No seu lugar tomaria alguma medicação preventiva. O espaço está infectado.
Virgílio Macedo, um dos “ SHM “ de MAC, é um dos novos secretários de Estado.
Hoje a imprensa, ao final do dia, tornou público que Virgílio Macedo, Presidente da Distrital do PSD do Porto, será o novo secretário de estado da administração interna.
Na denúncia que apresentei à PGR, DCIAP e PJ relativamente a Marco António Costa, uma das pessoas que referi como sendo um dos “SHM “ foi precisamente Virgílio Macedo. Esta minha denúncia deu origem a um inquérito aberto pela Procuradoria Geral da República que tornou público que o mesmo processo corre termos no DIAP do Porto.
Nessa denúncia, que tornei pública através da minha página no facebook escrevi que “ No plano dos “ interesses “ a Distrital serve, entre outras coisas, para arregimentar avenças nas áreas financeiras, contabilísticas e jurídicas para os “ SHM “. Aliás, prova disso mesmo é o facto de Virgílio Macedo e a sua empresa ter possuído e continuar a possuir diversas avenças milionárias como Revisor Oficial de Contas em diversas autarquias e empresas municipais no Distrito e no País.”
Tenho que reconhecer que Pedro Passos Coelho estará a ter dificuldade na formação do governo atendendo às condicionantes da actual conjuntura política, mas existem mínimos que não podem ser ultrapassados.
Neste sentido entendo que seja completamente inaceitável nomear para qualquer cargo público Virgílio Macedo. Creio que ainda seja possível que o Presidente da República, Cavaco Silva, não permita que Virgílio Macedo tome posse amanhã na cerimónia que está agendada para as 12h00.
Eu que conheço Virgílio Macedo não lhe reconheço sequer capacidade política para ser presidente de uma junta de freguesia. Espero que esta decisão seja reversível porque se não o for lamento dizer mas estamos no “ grau zero “ da política.
Cavaco Silva e a bomba atómica escondida

Nos últimos dias muita tinta tem corrido sobre a declaração do Presidente da República aquando da indigitação de Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro. Uma intervenção polémica que foi elogiada por alguns, mas criticada por outros, mesmo no plano internacional.
Após a sua indigitação Pedro Passos Coelho apresentou, num curto espaço de tempo, o governo que deverá ser empossado pelo Presidente da República na próxima sexta-feira. É um governo com 16 ministros, composto sobretudo com a “ prata da casa “, com a promoção de secretários de estado a ministros e com dois independentes completamente desconhecidos.
Tenho ouvido e lido que este é um governo de recurso atendendo a que cairá após a reprovação do programa de governo na Assembleia da República.
Eu, porém, tenho outra opinião que ainda não vi equacionada. Eu acredito que este governo se manterá em funções até às próximas eleições eleições presidênciais.
E isto pode acontecer por duas ordens de razões. A primeira, que tem sido comentada por muitos analistas, é que o governo se manterá em gestão por decisão do actual Presidente da República. A segunda, que ainda não vi adiantada por nenhum comentador político, é por via da “ bomba atómica “ que Cavaco Silva tem escondida. E esta “ bomba atómica “ passa pela simples demissão do actual Presidente da República após o “ chumbo “ do programa do governo da coligação no Parlamento.
Fórmula “ Cavaco “ = ( BE + PCP ) = (550.892 + 445.980 ) = 996.872 votos = 0
Na declaração do presidente da república, ao País, no dia 22 de Outubro, Cavaco Silva em muito ultrapassou aquilo que se espera do mais alto magistrado da nação. Um presidente da república deve ser um moderador, nunca um analista ou comentador político.
Entendo que, em momento algum, não deve ser colocada em causa a indigitação de Pedro Passos Coelho para primeiro-ministro, mas é inaceitável a segunda parte da sua intervenção em que faz considerações, análises e comentários políticos sobre alguns dos partidos com vasta representação parlamentar.
O PR não pode interferir, nem tem voto na escolha do programa do governo. Esse papel cabe à Assembleia da República, nomeadamente aos deputados. Mas também nesse campo Cavaco Silva errou. De forma alguma o PR pode implicitamente apelar à insubordinação dos deputados dando lugar a uma “ limianização “ do Parlamento.
O pânico está instalado na PàF
A PàF está em pânico. É suficiente ter visto a cara com que Pedro Passos Coelho e Portas sairam da reunião com António Costa e estar atento ao nervosismo e aos comentários, nas últimas horas, que correm nas redes sociais dos indefectíveis apoiantes da coligação PSD / CDS.
Vamos falar a sério e sermos intelectualmente honestos.
Os discursos ” revanchistas ” de alguns dirigentes do PSD e CDS na noite de 4 de Outubro não ajudaram nada.
No dia seguinte Cavaco ajudou à festa ignorando os partidos com representação parlamentar falando apenas com Pedro Passos Coelho.
A partir desse momento António Costa inteligentemente, apesar de ter perdido as eleições, passou a liderar, com base no erro político do presidente da República, o processo de formação de um governo assente numa maioria parlamentar.
Infelizmente para quem, como eu, votou e confiava em Pedro Passos Coelho é esta a história dos últimos 10 dias.
Em regra as histórias têm um final feliz, mas temo que esta tenha um desfecho infeliz para Passos Coelho.
Maria de Belém
Só para relembrar, que isso já foi há uns anos, quem é que lhe pagou mesmo o Mestrado?
As eleições Legislativas inauguraram um novo tempo político.
Estas eleições legislativas estão a inaugurar um novo tempo político no nosso país. E foi isso que muitos ainda não perceberam ou então fazem de conta não terem percebido.
As recentes eleições na Grécia deixaram marcas e sinais importantes para os partidos radicais europeus. Estes perceberam que definitivamente não têm espaço para crescimento político na actual conjuntura política europeia.
A Unidade Popular que congregou os dissidentes do Syriza, incluindo o célebre ex-ministro das Finanças Yanis Varoufakis, teve menos de 3% dos votos não tendo sequer representação no Parlamento Grego.
Esta foi uma lição que BE e PCP perceberam claramente. Aliás durante a campanha eleitoral deram sinais disso mesmo. António Costa percebeu também tudo isto. Talvez não tenha sido inocentemente que disse que não aprovaria o orçamento de estado da coligação PSD / CDS.
Ironias do destino, João: parece que o teu Bloco vai para o governo.
Olha João, parece que o teu Bloco de Esquerda vai para o governo. A Catarina Martins, à saída da reunião com o António Costa teve uma tirada que tu deves ter gostado de ouvir: “O governo de Passos e Portas acabou hoje“. Não sei se será bem assim, João. Mas parece. Ironia do destino.
Já sei, já sei que estás a rir, com aquele teu ar de menino trocista e a soltar um: “E tu não dizes nada, pá? Não soltas os cães? Anda lá, escreve!”. Escrevo sim senhor, João. Está na hora de regressar a sério, como tu querias e como tu mereces que cada um de nós, cada um dos aventadores, o faça. E olha lá, desta vez nem me vou esquecer de “cortar” o texto a meio e assim evito que tenhas de me telefonar a puxar as orelhas por, como quase sempre, me ter esquecido de colocar o “Ler mais…”. E como detesto esta coisa do “Ler mais…”, João.
António Costa quer fazer história.
António Costa foi sempre conhecido por ser um político moderador e um homem de diálogo. Temos que reconhecer que a sua gestão política na autarquia de Lisboa, nos últimos anos, é disso um excelente exemplo.
Nos últimos 40 anos estivemos habituados que o Partido que ganhava as eleições, independentemente de ter maioria absoluta, era quem governava o País. Mas também não me esqueci ainda que um governo de maioria absoluta, presidido por Pedro Santana Lopes, foi demitido pelo Presidente da República, Jorge Sampaio. Isto foi o passado, esta é a hora de tratar do futuro.
Pela primeira vez coloca-se a hipótese que o Partido mais votado possa não vir a formar Governo atendendo a que estes tempos exigem estabilidade governativa. Eu apoiei e votei em Pedro Passos Coelho. Lamento muito que eventualmente não venha a ser o próximo Primeiro- Ministro, mas confesso que, neste momento, estou mais preocupado com a estabilidade governativa e o futuro do meu País, do que com os interesses do meu Partido. Estou convicto que o exercício do poder ” amacia ” e modera os partidos e os seus políticos. Ainda me recordo bem do tempo em que Paulo Portas tinha decidido que nunca ia ser político. Recordo-me também que quando chegou à liderança do CDS/PP era um anti-europeísta convicto. Hoje é Vice-Primeiro- Ministro e é o maior de todos os europeístas.
Parece-me que se poderá estar a inaugurar um novo tempo. As reacções, atitudes e comportamentos de António Costa, desde o dia 5 de Outubro, deixam transparecer que o líder socialista está envidar todos os esforços no sentido de conseguir congregar à sua volta o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista, Os Verdes e o PAN, de modo a poder apresentar ao Presidente da República uma solução governativa maioritária no Parlamento que garanta a estabilidade preconizada e defendida pelo Professor Cavaco Silva nos últimos anos.
Carvalho da Silva quer ser factor de perturbação?
É uma possibilidade. Segundo o Expresso, Carvalho da Silva terá dito: “Não quero ser fator de perturbação“.
Um médico do SNS que ganha mais que o PR?
Sim, um médico político-partidário. Entre 11 e 18 mil euros pagos por si, claro! Taxas moderadoras não-incluídas.
O caso prático do Kit do Mar (sim, do Kit do Mar)
A equipa Kit do Mar (sim, Kit do Mar) – ontem recebida no Palácio de Belém, pelo Presidente da República – quer “facilitar a implementação”, etc., através do “recurso a ferramentas diversificadas e ao trabalho de casos práticos”.
Peguemos num caso prático – por exemplo, nas acções de formação do Kit do Mar –, para testarmos o estado actual de aplicação do Acordo Ortográfico de 1990.
Vejamos aquilo que acontece nos Professores a Bordo.
Pronto, já testámos.
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
Hoje, lembrei-me de Djavan
A que propósito? Já lá vamos.
Através do jornal O Estado de S. Paulo, ficámos a saber que Cavaco Silva se pronunciou acerca de Eusébio, nos seguintes termos: “uma pessoa de qualidades humanas excepcionais“.
Exactamente:
Curiosamente, sabendo nós aquilo que muito bem sabemos, o presidente da República terá de facto escrito excepcionais e a máquina devoradora de consoantes gerou este ‘excecionais’.
Isto é, só recorrendo a um jornal brasileiro é que podemos ter uma ideia daquilo que o presidente da República Portuguesa efectivamente escreveu.
Sim, sem AO90, em Portugal e no Brasil, escreve-se ‘excepcionais’. Sim, com o AO90, no Brasil escreve-se excepcionais e em Portugal escreve-se excecionais — é um paradoxo, eu sei, mas a culpa não é minha.
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Agora, Djavan.
Lembrei-me de Djavan, por causa [Read more…]
















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