a depressão de Fátima

depressão

 Estou ciente de ter escrito e publicado hoje, um ensaio sobre se há fé de Fátima salvar-nos-ia desta falência. Tive o melhor coração para chamar a atenção do povo que não é a fé em uma divindade criada por pastores e que atingiu o mundo inteiro, o que nos salvaria da falência, das dívidas, dos juros do dinheiro em empréstimo, o que operaria o milagre, seria trabalhar e criar riqueza com indústrias transformadoras de matéria-prima e vender a preço de mercado, aos países que carecem delas. [Read more…]

Privatiza, filho, privatiza

O Ministro da Caridadezinha anunciou a entrega de mais “40 equipamentos sociais do Estado” ao sector privado.

 O Estado não tem vocação para dirigir”, disse Pedro Mota Soares

O sector privado da caridadezinha explica:

Manuel Lemos, da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), (…), considera positiva a aposta do governo na capacidade de resposta do sector social. ” (…) Não se trata de dizer que a gestão pública é má, mas é uma máquina diferente.” Como exemplo, aponta as burocracias naturais a que têm de obedecer as respostas na dependência da Segurança Social. “Quando precisamos de ir comprar umas pilhas, vamos. Numa estrutura que faz parte da máquina do Estado é natural que seja preciso cumprir toda uma série de procedimentos.”

Eu traduzo: no estado compram-se as pilhas ao fornecedor que apresentar melhor oferta, no velho binómio qualidade/preço. Nas Misericórdias compram-se as pilhas ao amigo mesário que generosamente se fará pagar mais e oferecendo menor qualidade.

Por motivos profissionais vasculhei em tempos os arquivos de várias Misericórdias portuguesas. Ao longo dos séculos, em todas, figuravam nas actas trafulhices sistemáticas, roubos vários, gamanços puros. Nas actas, imaginemos o que nunca chegou ao ponto de revoltar a irmandade…

Monstros bons, monstros maus.

Tenho assistido, entre a complacência e o espanto, a uma discussão, de resto estéril e estúpida, sobre a natureza do mal, representado pelo assassino da Noruega.
Mal soube que o terrorista era loiro, de olhos azuis, de extrema-direita e provavelmente um religioso fanático, a Esquerda ateia veio, nervosíssima, apontar a raiz do mal. Está ali. É aquilo.
Se fosse um árabe de turbante (que esta gente adora clichés) viria a direita invocar o problema: o fanatismo islâmico, rude, bárbaro e ignorante.
Os idiotas contam piadas ou não contam nada, que é mais razoável de todas as posições, afinal.
Meus senhores, a Noruega não é exemplo, Andres Breivik não é exemplo para ninguém. O mundo, por muito que custe aos teóricos de Esquerda, não se divide entre bons e maus, entre preto e branco, entre sim e não, entre oprimidos e opressores. Já não é assim (e alguma vez foi?).
Não podemos arranjar exemplos para um mundo de monstros bons e de monstros maus. Nem vale a pena culpar o fanatismo religioso ou Deus. Por essa ordem de ideias e para quem deus não existe a culpa não é divina, é humana. E nesse aspecto, virados do avesso somos todos iguaizinhos: uma comunhão de biologia e impulsos que fazem de nós todos possíveis Breiviks.
Menos os estúpidos que fazem as nações mais felizes. E de brandos costumes.

Economia e religião nas culturas letradas: o pecado como conceito da reprodução social

1. O Problema

          Todos os povos idealizam as formas segundo as quais os bens serão produzidos, distribuídos e consumidos. Se esta actividade está ou não dividida em estruturas e instâncias, e qual delas assume precedência por sobre as restantes, é um problema do investigador, cuja técnica de conhecimento contém os limites do seu saber. Pode-se dizer que, para as pessoas que trabalham, o conhecimento daquilo

MOSTEIRO ALCOBAÇA

que fazem, como, quando, quanto e com quem passa por avaliações e decisões que dependem também do seu próprio entendimento do mundo. Assim sendo, penso que existe apenas uma forma de abordar este processo, definindo os conceitos que usamos para escutá-lo: se é certo que todos os povos produzem, não é menos certo que todos sabem como o fazer. É neste conjunto que temos de introduzir a dimensão temporal para entender como se combinam as ideias e as actividades. Ao longo do tempo, o conceito de economia tem variado desde o conjunto doméstico que trabalha, dividindo as actividades segundo as formas de classificar pessoas dos gregos clássicos, até à teoria independente que se pronuncia sobre as qualidades das coisas, teorizando e estudando a sua acumulação, cujo controlo passa a classificar as pessoas. [Read more…]

Terrorismo ataca nos jornais

Esta manhã ainda não tinha visto a manchete do I. É uma obra-prima do terrorismo jornalístico nacional:

Como quem semeia colhe frutos, é passar os olhos pelas caixas de comentários, por exemplo do Público. Debaixo de um título ao nível desta manchete, versão aspas:

Suspeito detido é um “fundamentalista cristão”

(encontrem-me no mesmo jornal fundamentalismo islâmico escrito com as mesmas aspas, sff) nascem teorias fantásticas, ao pé das quais a ressurreição de Lázaro é uma brincadeira de putos. Vejam esta:

pode um muçulmano invocar, de um modo legítimo e ortodoxo, a sua fé para cometer actos de terrorismo? Sim, pode!: os seus textos religiosos estão cheios de apelos ao “dar a morte” a quem não segue a sua fé… Pode um cristão invocar, de um modo legítimo e ortodoxo, a sua fé para cometer actos de terrorismo? Não, não pode!: nada nos textos cristãos o permite… Mais: este acto foi justificado por este bárbaro como tendo a base na sua crença? não! são os actos cometidos por terroristas islâmicos justificados pela sua fé? Sim. Donde a questão é: porque é que, por exemplo no Público, se omite aquela e se refere esta?

Pode sempre invocar-se a ignorância, sendo a religião coisa da fé contra a razão não podem saber que o cristianismo é historicamente muito mais terrorista que o islamismo. Aliás é escusado explicar-lhes: não acreditam. Guerras santas, inquisição, ou coisas bem mais próximas de nós como a invocação do catolicismo para defender o império colonial, é escusado explicá-lo a fundamentalistas: a fé cega, ensurdece e provoca a emissão sistemática de disparates. Esperemos que fiquem por aqui. Quando em Portugal também pegarem em explosivos e espingardas a coisa ficará muito mais complicada.

O pecado através dos tempos

pecado         Se a sociedade é produto dos homens, também as ideias contêm uma explicação histórica, quer no sentido da passagem do tempo e na acumulação da experiência do grupo social, quer no facto de pertencer a um tipo de explicação positiva da sociedade. Enquanto facto, o pecado é sujeito da produção humana e tem-se desenvolvido através do tempo e pertence à experiência das relações sociais das diversas culturas do mundo, hoje ou no passado. E digo como um facto, porque a ideia é um conceito genérico que subordina, envolve, define diversos comportamentos mutáveis através dos tempos, reprovados pelo grupo social e por alguma autoridade que sancione a opinião do grupo, autoridade que se baseia mais no que, sendo desconhecido para o conjunto da população, é por ela explicado. [Read more…]

Factores de reprodução social em sistemas rurais: trabalho, produção e pecado em aldeias camponesas

1 – O problema

          Embora num sistema rural se possa definir pela cultura que nele surge como dominante, seja porque proporciona o sustento ou o dinheiro, seja porque ocupa a maior parte do tempo de trabalho, e por fim, da criação da sociedade e cultura, com ele coexistem outras actividades produtivas que o complementam. No caso das aldeias, que tenho estudado no Chile e em Portugal, produtoras de uvas e de vinho, ou nas aldeias produtoras de leite que estudei na Galiza, o milho, as batatas, as azeitonas, as hortaliças, os animais, as matas, compõem o contexto mais amplo dentro do qual se desenvolve o trabalho principal. A  produção  de  tecnologia e a renovação dos instrumentos são também parte do processo de trabalho. [Read more…]

Economia e religião nas culturas letradas: o pecado como conceito da reprodução social

atrio

1. O Problema

         Todos os povos idealizam as formas segundo as quais os bens serão produzidos, distribuídos e consumidos. Se esta actividade está ou não dividida em estruturas e instâncias, e qual delas assume precedência por sobre as restantes, é um problema do investigador, cuja técnica de conhecimento contém os limites do seu saber. Pode-se dizer que, para as pessoas que trabalham, o conhecimento daquilo que fazem, como, quando, quanto e com quem passa por avaliações e decisões que dependem também do seu próprio entendimento do mundo. Assim sendo, penso que existe apenas uma forma de abordar este processo, definindo os conceitos que usamos para escutá-lo: se é certo que todos os povos produzem, não é menos certo que todos sabem como o fazer. É neste conjunto que temos de introduzir a dimensão temporal para entender como se combinam as ideias e as actividades. Ao longo do tempo, o conceito de economia tem variado desde o conjunto doméstico que trabalha, dividindo as actividades segundo as formas de classificar pessoas dos gregos clássicos, até à teoria independente que se pronuncia sobre as qualidades das coisas, teorizando e estudando a sua acumulação, cujo controlo passa a classificar as pessoas. [Read more…]

Estratégias de reprodução: direito canónico e casamento numa aldeia portuguesa (1862-1983)

casamento aldeia portuguesa

  1. Introdução

         Nas pesquisas que tenho realizado até ao presente com o objectivo de reconstruir as relações sociais nas sociedades europeias, cometi o erro, em primeiro lugar, de me apoiar demasiadamente na observação de terreno, e em segundo, de apenas correlacionar essas relações com a história económica e com os costumes locais de casamento e herança. Quando estudei a organização do casamento entre os camponeses chilenos, entre os quais se aplicam as ideias acerca do direito e da ordem, não entendi que o casamento sem a presença do padre, entre eles praticado, era tolerado pela Igreja e pelo Direito Canónico. Alguns anos mais tarde, pesquisando em Vilatuxe , na Galiza, pude isolar diferentes práticas de casamento, em função de diferentes tipos de herança, e notei que, em certas condições históricas, um sistema que supostamente favorece o filho mais velho, de facto autoriza a transmissão de terras e bens ao mais capaz dos descendentes. Não me havia apercebido de que a contradição entre o que se diz e o que se faz se inscreve numa continuidade histórica lógica, que a totalidade coexiste no saber das pessoas e que os camponeses retiram desse saber o que lhes é necessário em função das circunstâncias.

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O pecado através dos tempos

1 – A heterogeneidade

          Se a sociedade é produto dos homens, também as ideias contêm uma explicação histórica, quer no sentido da passagem do tempo e na acumulação da experiência do grupo social, quer no facto de pertencer a um tipo de explicação positiva da sociedade. Enquanto facto, o pecado é sujeito da produção humana e tem-se desenvolvido através do tempo e pertence à experiência das relações sociais das diversas culturas do mundo, hoje ou no passado. E digo como um facto, porque a ideia é um conceito genérico que subordina, envolve, define diversos comportamentos mutáveis através dos tempos, reprovados pelo grupo social e por alguma autoridade que sancione a opinião do grupo, autoridade que se baseia mais no que, sendo desconhecido para o conjunto da população, é por ela explicado. [Read more…]

Factores de reprodução social em sistemas rurais: trabalho, produção e pecado em aldeias camponesas

http://bp3.blogger.com/_v5D4iHsJtk0/R7Y7vrEJJRI/AAAAAAAAAzE/9aosKNUD57U/s400/DSC06415.JPG         Embora num sistema rural se possa definir pela cultura que nele surge como dominante, seja porque proporciona o sustento ou o dinheiro, seja porque ocupa a maior parte do tempo de trabalho, e por fim, da criação da sociedade e cultura, com ele coexistem outras actividades produtivas que o complementam. No caso das aldeias, que tenho estudado no Chile e em Portugal, produtoras de uvas e de vinho, ou nas aldeias produtoras de leite que estudei na Galiza, o milho, as batatas, as azeitonas, as hortaliças, os animais, as matas, compõem o contexto mais amplo dentro do qual se desenvolve o trabalho principal. A produção de  tecnologia e a renovação dos instrumentos são também parte do processo de trabalho. [Read more…]

A religião como teoria da reprodução social

casal namoradosUm ensaio com semelhante título deveria constituir um debate alargado e aprofundado de várias centenas de páginas. Os conceitos de religião e de reprodução social são, por si só, controversos, estando a proposta de trabalho que o título encerra em desacordo com as melhores hipóteses de estudo do campo religioso. Desde que Tylor (1871) e Frazer (1887), na perspectiva evolucionista e positivista (racionalista) do século XIX, decidiram que a religião era o preâmbulo da ciência, o tema tem sido debatido no campo do ideológico. As próprias contribuições de Marx e Engels (1844, 1846, 1867, 1878, 1892) abordaram geralmente a religião enquanto um conjunto de representações que desaceleram a passagem de uma a outra forma de trabalho na história dos povos. Durkheim e a tradição que fundou, prolongada em Malinowski, Radcliffe-Brown, Mauss e Lévi Strauss, separam do campo do quotidiano os assuntos que constituem matéria de acções e pensamentos que são criados mas não entendidos.

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Práticas religiosas em Portugal

240px-Tapete_de_corpus_christi_em_po%C3%A1_sp_brasil_-_fernando_ara%C3%BAjo_SECOM_Po%C3%A1.jpgAo longo da História os camponeses têm estabelecido uma racionalidade do trabalho largamente baseada em laços pessoais. As decisões de escolha de uma determinada cultura, de quando e como semear, se bem que limitadas por factores ecológicos, têm obedecido às circunstâncias do momento baseadas na relação com os recursos de reprodução, relação essa que tem variado em diferentes épocas históricas. Terra, trabalho e tecnologia, os três principais recursos necessários à sobrevivência dos camponeses, são geridos e correlacionados de modo mutável, na base de obrigações morais entre parentes e vizinhos; da mesma forma, a definição de alianças e a circulação das populações vão obedecer a um ritual dentro dos parâmetros definidos pela Igreja Católica Romana, constantemente desenvolvidos ou manipulados pelos próprios camponeses. Em resumo, a organização camponesa do trabalho é expressa e materializada em princípios morais que derivam da crença religiosa. [Read more…]

A liberdade de pensar – Uma história

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Uma história

 A partir do Século XVI, começou a aparecer no Continente europeu uma forma de entender a vida, denominada liberdade de pensar. Quem começara com estas ideias, foi René Descartes- (La Haye en Touraine, 31 de Março de 1596Estocolmo, 11 de Fevereiro de 1650),  filósofo, físico e matemático francês. Foi corrigido por outros filósofos, mas persistiu, batendo com a teologia, ciência que imperava na forma de pensar ao longo desses tempos. Especialmente entre as crianças que deviam ser instruídas nas formas de pensar costumeiras, religiosas, para o seu bom comportamento conforme as crenças que professavam. A Igreja Católica, tinha sido reformada com as ideias de Martinho Lutero, Jean Calvin e John Knox, As crianças eram as mais cuidadas para aprenderem a doutrina que professavam, que incluía a catequeses.

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Os caminhos do Senhor

O caso ocorreu recen-temente em Valpaços e foi notícia de destaque na imprensa nacional. Um padre católico recusou a comunhão a uma paroquiana, adolescente de 16 anos, argumentando com a “indecência” do decote que, ao que parece, nem era tão ousado quanto vislumbraram os olhos gulosos do abade. Ora, a teologia ensina-nos “que nunca o sacerdote deve arredar um só momento o seu espírito da contemplação de Deus e da meditação da Graça”. Não foi o que aconteceu neste caso. O olhar concupiscente do reverendo ter-se-á, ainda que por momentos, desviado do “corpo de Cristo” para se extasiar, libidinosamente, perante os seios disparados da adolescente. Pecando por pensamentos, o abade cedeu à sedução satanífera e vai daí decidiu logo ali recusar à jovem a recepção da Graça! [Read more…]

Guerras do alecrim e da manjerona.

Jornal de Notícias de hoje (21-6-2011)

Ainda bem que se fala abertamente da maçonaria e da opus dei. Para que não se pense que são teorias da conspiração. E compreender que estas sociedades secretas são cancros que convinha eliminar dos corredores e gabinetes. Uma coisa é fazerem os seus rituais e brincar às irmandades, outra é influenciar os destinos de um país pelo capricho de tomar e distribuir o poder a bel-prazer pelos amigos.

Serões da província.

Arriscando-me a ser crucificado pela opinião internauta, claramente anticlerical, gostaria de comentar um caso que se passou em Valpaços e que a comunicação social, ávida por escândalo, noticiou recentemente.
Ao que parece, o pároco local recusou a comunhão a uma menina (com 16 anos) que trazia um generoso decote. Seguiu-se uma ofensiva à tia da decotada, que viu negada a pretensão de ver celebrada uma missa pela memória de um parente. A tia queixou-se e acha que o padre é retrógrado.
Os comentários à notícia, repartidos por vários órgãos de comunicação social, são bestiais. Os do costume apedrejam o padre, atirando-lhe com a pedofilia, a homossexualidade, a impotência, a Idade Média, tudo conceitos e razões válidas para se discutir um assunto como este.
Esta gente razoável, não frequenta a missa e grande parte assume mesmo o seu ateísmo. E, claro, como não são religiosos, nem católicos, nem frequentam a missa, são os que estão mais aptos para opinar. O seu julgamento é sempre com base num facto muito simples: tudo é mau no catolicismo (embora existam milhares de religiões e seitas no mundo) e que dentro desta maldade existem sempre umas coisas piores e imensamente más, como o facto da pobrezinha não poder conter os seios dentro do top e ir assim tomar a comunhão. Segundo alguns, os direitos dos seios deviam ser tidos em conta.
I dont give a shit for atheísm. Da mesma maneira que os ateus deviam preocupar-se com o catolicismo. Dar importância é favorecer, lembram-se? Não conhecem a célebre máxima de Óscar Wilde? [Read more…]

Da Próxima Vez Que lhe Pedirem Sacrifícios e Tal…

Lembre-se que o dinheiro (aí uns 45,000 euros) do seu suor pode muito bem ser utilizado pela Câmara de Celorico de Basto* para levar os velhinhos do concelho a passear e a pagar as suas promessas num santuário católico.

Ainda bem que o Estado é laico

* dos concelhos mais pobres de Portugal;

Ao cuidado da troika

Cerca de 5 mil pessoas de todas as freguesias de Celorico de Basto irão deslocar-se, no dia 11 de Junho, em 90 autocarros, ao Santuário de Fátima. Uma iniciativa organizada pela Câmara Municipal e pelas Juntas de Freguesia.

Mais informações na página do município. A câmara é PSD, com certeza, e o próximo primeiro-ministro certamente que acabará com estes despesismos.

Nossa Senhora da Carruagem

Fica a minha promessa eleitoral de ser um bom “católico praticante” quando encontrar um templo desta natureza. Até pago a dízima.

 

Sócrates, Coelho e a Nossa Senhora de Fátima

nuvem

Como é habitual, abro o computador de manhã, hoje para ler os comentários sobre o debate dos candidatos a Primeiro-ministro de Portugal, e nada de novo encontro. Reflexo do próprio debate de ontem à noite.

A reiteração da crise económica que afecta o país é uma temática ouvida vezes sem fim desde finais de 2010. Ontem, não houve novidade, talvez os candidatos com esta estratágia procurem convencer eleitorado fora dos seus partidos. Estou certo que os membros do PS e do PSD devem aplaudir para animar os seus amados confrontantes.

Fiquei surpreendido ao ouvir a temática da crise económica. Não havia motivo nenhum para continuar com uma temática que está mais do que resolvida, com os empréstimos que o mal fadado FMI já resolveu. Ou os empréstimos da Alemanha, da Finlândia que mudou de posição e do não passou ao sim, e os fundos da União Europeia reservados para crises dos seus Estados Membros, quase esgotados a partir da Grécia, da Irlanda e, evidentemente, de nós. [Read more…]

O Aventar está presente:

Programa “Discursos cruzados” que  vai para o ar às Terças, pelas 21.30 na rádio Digital FM (http://www.digitalfm.pt/webtv/) conta com a participação do nosso José Mário Teixeira. Eu vou ouvir!

A Procissão

Da capela da Senhora das Candeias à igreja de Tadim, esta noite.

será que a fé de Fátima nos salva desta falência?


Ave Maria de Fátima

…o meu protesto…

É bem sabido que não sou um homem de fé, nem ateu nem agnóstico, que é já um sentimento de acreditar na eternidade como uma forma de vida de outro mundo. Bem como sabemos que não há sociedade que não tenho sentimentos religiosos ou um sistema de venerar uma divindade, que não se vê, mas que está em todas partes.
O melhor exemplo é o Buda do Nepal, que não apenas acredita na divindade, bem como na reencarnação e vivem assim em paz com todos os seres humanos ou animais, que acabam por ser também humanos e diversas etapas de desenvolvimento para a perfeição
O Dalai Lama, é o melhor exemplo dessa procura. Ou a etnia Massim do Arquipélago da Kiriwina, ma Oceânia da Melanésia, seres humanos que alimentam aos seus mortos, por meio da alma comum, denominada Baloma. Ou a divindade Pillán dos Mapuche do Chile, entidade sagrada que leva todos os domingos a almoçar com os seus defuntos, no cemitério local. Em criança, assisti ao velório de uma Picunche, membro do clã [Read more…]

Fátima: O regresso a casa


Num destes dias em que Portugal mais parecia um país oficialmente católico, tantas foram as horas de transmissão em directo de Fátima, vi imagens de arquivo da Irmã Lúcia, a maior inutilidade que o nosso país já conheceu. Não por culpa dela, entenda-se: enfiaram-na num convento e ali ficou em clausura durante mais de 60 anos sem produzir nada de louvável para a sociedade.
Terminadas as cerimónias de Fátima, milhares de peregrinos preparam hoje o regresso a casa. Para o ano, lá estarão de novo. Não chegando a perceber que embarcaram na maior patranha que a história da Igreja Católica já produziu.

A Hora da Missa

O comboio em Aveleda, à hora da missa, 07 de Maio de 2011.

A Festa das Cruzes em Barcelos (4)

Barcelos das suas 89 freguesias (ainda há tempos descobri mais uma) teve hoje o seu feriado municipal.

Arranja-se já um!

Falta só um milagre a João Paulo II para ser Santo

A Festa das Cruzes em Barcelos (3)

Ir ao concerto do Toni Carreira é melhor que ir à missa.

unigénita – unigénito

unigénita-unigénito

Bem sei que este é um dos dias da semana denominada Santa. Bem sei que são dias pensados como para meditar. Como bem sei também que se comemora a morte de um ser humano, definido pelos livros sagrados de várias confissões cristãs, como o Redentor do mundo. Porém, uma pessoa que entregara o seu corpo e vida pelos pecados do mundo.

Tenho definido o conceito pecado em vários livros e textos, dizendo que é faltar o respeito, o carinho, a simpatia e fazer mal a outras pessoas. Quem queira saber, pode procurar nos ensaios que tenho escrito neste blogue e nos livros da minha autoria, especialmente Portugal e Europa, ASA, Porto, 1991; ou 1991, 1ª edição, Escher, 2001 2ª edição, Fim de Século: A religião como teoria da reprodução social. Apenas lembro

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