A Festa das Cruzes em Barcelos (2)

Rui Reininho, descendente de ferroviários, e os GNR, deram a escutar a sua pronúncia do Norte ontem, na Festa das Cruzes, em Barcelos.

A Pascoela em Tadim

Depois da Páscoa, a Pascoela na Rua da Estação, Tadim, Ramal de Braga.

A Páscoa em Braga

O Compasso Pascal em Tadim, Braga.

Elvis Vive em Barcelos

E prepara-se para actuar na Festa das Cruzes…!

As religiões fazem mal à saúde, mental e não só

Esta fotografia de Andres Serrano representa um crucifixo mergulhado em urina. Piss Christ tem sido vítima da intolerância religiosa, e acaba de ver destruída mais uma impressão em Avignon, às mãos de uma turba de fundamentalistas católicos.

Mais um episódio a juntar, por exemplo, à democrática forma como o governo de Madrid lida com o direito à manifestação dos ateus.

Sempre achei que a fé move a inteligência para partes do corpo que não lhe foram destinadas pela natureza. Problema de quem a tem, à fé, e desde que não mova o seu comportamento no sentido da imposição do seu peculiar modo de ver o mundo aos outros, por mim tolerância absoluta.

Para haver uma piada no episódio acresce que a turba, apoiada pelo episcopado, se queixava de cristianofobia. Aqui me confesso: temo as religiões, sobretudo quando se transformam em turba. Esta gente, que acha natural termos de levar com a sua iconografia por tudo o que é sítio, esquece-se que isso ofende o comum dos mortais, já para não falar do notório mau-gosto. Algumas das obras de arte que mais mexem comigo representam JC na cruz, lamentos, deposições, e outros episódios da mitologia católica, mas logo por azar o que anda por escolas, hospitais, quartéis e outros espaços públicos é por regra cópia de obras vulgaríssimas.

Depois os muçulmanos é que são os únicos maus da fita, os fundamentalistas, etc. etc. Fossem todos ler poesia ao invés dos seus livros “sagrados”, e o mundo estaria muito melhor do que está.

Adenda: este texto, no centenário da Lei de Separação da Igreja do Estado, é dedicado aos milhares de portugueses que ao longo de séculos foram torturados, humilhados e assassinados por motivos religiosos, e a todos os que durante os mesmos séculos foram obrigados a professar e sustentar a religião oficial do estado.

Saúde e Fraternidade para todos, em particular para os comentadores que tanto se esforçaram para confirmar o que escrevi.

a usura dos membros da confissão católica

usura

Usura-pintura a óleo de Van Dyck, Século XVI.

É bem conhecido o texto de Max Weber (Erfurt, 21 de Abril de 1864Munique, 14 de Junho de 1920) sobre A ética protestante e o Espírito do capitalismo, de 1905, resultante do trabalho de campo que Weber fez entre os católicos no sul do rio Elba (Alemanha). Embora de fé agnóstica, toda a sua obra está dedicada à religião. Estimando que a dedicação ao credo e à fé enriquece os protestantes, isto é, os cristãos separados da Igreja Católica Romana no Século XVI.

A sua curiosidade científica levou-o, em 1888, a morar entre católicos alemães, para entender a sua pobreza e comparar essa condição com a dos protestantes, que eram ricos ou tinham uma ética da riqueza.

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a religião é a lógica da cultura


Für Elisen    Beethoven

A religião é a lógica da cultura*
Para a nossa filha Camila Iturra- González de Isley, no dia do seu Aniversário.

Retirada do livro Em nome de Deus. A religião na Sociedade contemporânea, livro escrito a partir do Seminário sobre Sociologia da Religião, coordenado pelo docente de UBI, Donizetti Rodrigues, Afrontamento, 2004- O texto tem sido reescrito com a data de hoje.

1. Introdução.

Falar da religião como lógica da cultura, é uma hipótese ou proposição que nem sempre é entendida com facilidade. Por vários motivos. O mais evidente, penso eu, é o processo

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O homem é um animal bestialmente tribal

 

Um pastor norte-americano, cuja gravata não disfarça o troglodita que é, queima um livro, ciente de que, do outro lado da barricada, estão outros trogloditas para quem esse livro queimado é sagrado. Os trogloditas do outro lado, cujo turbante também não esconde a besta que os domina e que são, matam pessoas, procurando vingar um livro queimado. Para quem viu a Guerra do Fogo, o extraordinário filme de Jean-Jacques Annaud, basta estar com atenção para perceber que o homem se limitou a substituir peles de animais por fatos e a exibição dos caninos por poderio militar.

Todos os dias assistimos a estes comportamentos bestiais, ou seja, animalescos, e tribais. Há milhares de anos, os émulos de Sócrates e Passos Coelho estariam a bater com paus no chão, acompanhados dos respectivos membros da mesma tribo (e não deixa de ser um exercício curioso imaginar Francisco Assis e Miguel Macedo a urrar atrás dos respectivos chefes). Amanhã, será a mesma preocupação tribal com os símbolos do inimigo que poderá levar a que o ambiente do Estádio da Luz seja digno das cavernas mais primitivas em dia de confronto entre clãs.

Portugal Fatimizado

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bandeira do Estado Vaticano

(num país anticlerical)

Bem sei que escrevi e publiquei este texto no último decénio do século XX, em 1999, 13 de Maio, e no Aventar, em 2009. Foi um ensaio de grande sucesso, publicado sem a minha licença, em Revistas científicas da Espanha, na Galiza, traduzido para castelhano na América Latina e nas Revistas em que tenho sido fundador e escritor em Portugal, bem como pela Cambridge University Press. Porque nomear tantos galardões? Por causa de me parecer que este texto é conveniente para estes dias que vivemos, sem governo, sem Assembleia de Deputados, apenas pelo poder do Presidente da República, a quem tenho visto, com a sua mulher, ou na Missa ou no Santuário de Fátima e comungarem de joelhos sobre as pedra da grande praça em frente da Basílica, para se sacrificar em bem do povo… penso eu. Dias em que eu proferia conferências a freiras e padres, com a presença do antigo Bispo que Leiria Fátima, que teve um desencontro comigo e mandou que nunca mais fosse convidado. Ainda bem, a doença que me tem mantido apenas a escrever, não me permite falar em público por mais de meia hora. Nem Fátima me curava…

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Deus à imagem e semelhança do homem

Com base neste texto, Jorge Oliveira explica, erradamente, que a minha ausência de crença em Deus se baseia no facto de que “Deus (e os seus anjos) deixe morrer tantos e poupe apenas uns poucos.” Deus não me preocupa – os homens, sim – e a minha falta de fé não tem explicação: foi algo que me aconteceu e com que vivo confortavelmente até hoje. Não acredito em Deus porque não e, sobretudo, o sobrenatural não me preocupa.

O que disse no texto anterior é mais do que isso: mesmo admitindo que Deus exista, recusar-me-ia a prestar culto a uma entidade que manifesta preferências aleatórias pelos elementos da sua criação. Um Deus omnipotente e sumamente bom não deve fazer isso, seria um abuso de poder inaceitável. Mesmo não acreditando, só posso aceitar um Deus que não se comporte como um tiranete que compensa quem o adular e castiga quem não o fizer. Se Deus, a existir, não me fizer a vontade, o problema será meu, eventualmente.

Quem acreditar em Deus não merecerá ser desrespeitado por isso. O que não consigo respeitar é quem se serve dessa crença para exprimir irresponsabilidades como as daqueles que se afirmam portadores de um privilégio ou que chegam ao ponto de explicar acasos invocando Nossa Senhora de Fátima, num populismo desavergonhado.

De resto, a História da Igreja está carregada de figuras luminosas e sinistras, exemplares as primeiras e condenáveis as segundas. De um lado, temos, por exemplo, São Francisco de Assis, que até correu o risco de ser considerado herege, e, do outro, Torquemada, que, mais do que um nome próprio, passou a ser uma característica. De uma maneira geral, a Igreja, sempre que pôde, nunca quis esperar por Deus, preferindo, sempre, castigar por antecipação todos aqueles que seguiram outros caminhos. Ou seja: o problema é, mesmo, o Homem. Com Deus, será sempre fácil cada um resolver os seus problemas.

Tentou adicionar Deus e usava o chat para falar com Jesus

 

Freira espanhola expulsa de convento por causa do Facebook

Ao que o Aventar conseguiu apurar, a irmã Maria Jesús Galán terá sido expulsa do convento por ter insistido em adicionar Deus como amigo no Facebook, sem ter pedido autorização ao Bispo. Para além disso, terá sido acusada de usar o chat para falar com Jesus. A freira toledana admitiu a primeira acusação, reconhecendo que se terá deixado arrastar pelo fervor religioso. De qualquer modo, segundo se sabe, Deus já terá ultrapassado o número limite de amigos permitido. No que respeita às conversas com Jesus, o Aventar soube que, afinal, se tratava do actual treinador do Benfica, que terá procurado que a religiosa intercedesse para impedir que Hulk voltasse a humilhar o clube da Luz.

Deus e o iPhone são incompatíveis

call godCatólicos não se podem confessar pelo iPhone

Especialistas em informática declararam ao Aventar que o iPhone é incompatível com Deus: “Usam linguagens de programação completamente diferentes, para além de que não tem memória suficiente para integrar a base de dados do Criador que é, efectivamente, muito pesada.” Um outro técnico, que não quis ser identificado, confidenciou-nos que a confissão é, efectivamente, possível, havendo, no entanto, alguns problemas na absolvição que poderão ser resolvidos com a instalação de um pequeno programa, o “Ego te absolvo 3.0.9”, que inclui, para além do perdão, o número de Ave-Marias e de Pais-Nossos previstos nas várias penitências.

Para os católicos com maiores dificuldades económicas, o Vaticano irá criar uma linha directa para Deus, a pagar no destino. Fonte ligada ao Santo Padre afirmou que, no fundo, o que encarece o acto é o intermediário, “pelo que, prescindindo do padre, será possível aos mais necessitados dispor de meios para uma absolvição mais acessível.”

Já não é a primeira vez que, na história da Igreja, há incompatibilidades de software: efectivamente, dentro do mesmo hardware, a Bíblia, verificam-se, frequentemente, conflitos entre o Velho e o Novo Testamento, programas que correm em linguagens completamente diferentes: basta ver que o Deus que distribui terabytes de castigos no Velho Testamento parece ter gasto todos os recursos e, onde havia um programa que permitiu parar o curso do sol, passa a haver um rapaz que se limita a transformar água em vinho, um truque que o próprio Vasco Santana viria a usar na rodagem de O Pátio das Cantigas.

A Liberdade no Islão:

Quando olho para o que se passa na Tunísia e no Egipto fico moderadamente optimista. Um optimismo fundado no que vi e ouvi dos manifestantes muçulmanos em Londres, uma vontade genuína de Liberdade.

Ingenuidade minha? Talvez. O que querem, por exemplo, os muçulmanos egípcios e tunisinos que vivem em Inglaterra e que estavam na manifestação pelo fim das ditaduras no mundo árabe? O mesmo que os seus irmãos em França, na Alemanha ou nos EUA: uma vida melhor para os seus na sua terra. Sem entrar em grandes filosofias ou teorias políticas: querem comprar um bom carro, comer em restaurantes, ir ao cinema, ter um iPhone e navegar na internet. Querem ter aquilo que nós temos e que muitas vezes nem damos o devido valor tal a forma como o nosso estilo de vida se generalizou na nossa sociedade. Eles querem viver.

E esse querer, fundado na sua experiência de vida no mundo ocidental, deve-nos obrigar a ajudar a que assim seja e a melhor ajuda que podemos dar é a nossa abstenção construtiva. Ou seja, não interferir, não voltar a ter tiques imperialistas. O lado mais fundamentalista e radical do islamismo só pode ser combatido pelos muçulmanos moderados. É uma batalha entre irmãos, entre homens e mulheres do Islão. A interferência, constante, dos principais actores políticos ocidentais deu sempre asneira e prejudicou os moderados em favor dos radicais. Será que já aprendemos a lição da história?

Obviamente, o perigo de um assalto ao poder por parte dos radicais existe mas os jovens e as mulheres que protestam na rua contra a ditadura fazem-no por uma genuína vontade de mudança e um objectivo claro de liberdade e esta adquire-se lutando e perde-se se imposta de fora para dentro.

O colégio “Rainha Santa”, um caso de assalto às finanças públicas em nome de deus

O Colégio Rainha Santa Isabel, em funcionamento no coração de Coimbra e rodeado de escolas públicas por todo o lado, é um dos colégios privados que agora gemem porque apareceu alguma vontade política em acabar com o financiamento público do ensino privado. É dado como exemplo pelos bons resultados que apresenta nos rankings. Pudera. No seu regulamento interno estipula-se quanto à admissão de alunos:

1-  Para  a  admissão  de  alunos,  o  Colégio, desenvolverá  anualmente  com  os  candidatos pré-inscritos um processo de selecção no qual, para além da adesão dos Pais e Encarregados de  Educação  e  do  próprio  aluno  ao  Ideário  e Projecto Educativo do Colégio, serão  tidos em conta os seguintes critérios:
(…)

f) Percurso educativo do candidato;
(…)

3- Em caso algum serão  factores de exclusão neste  processo  aspectos  relacionados  com  a raça, religião, posição social e opções políticas dos candidatos ou das suas famílias.

O ponto 3 é de uma hipocrisia espantosa. É que no seu ideário o CRS afirma ter como “Visão Educativa” isto: [Read more…]

Aljamía

A conversão das mouriscas

O baptismo das mouriscas. Baixo-relevo do altar-mor da Capela Real de Granada

Durante o período da conquista cristã do Al-Andalus surge um grupo social denominado Mudéjares, designação proveniente do Árabe Mudajjan ou Domesticados, constituído pelos muçulmanos que conservam a sua religião mas que, progressivamente, adoptam os hábitos e a língua dos cristãos. Nas cidades perdem o direito a viver nos núcleos muralhados, sendo transferidos para os arrabaldes, para bairros que tomam o nome de Mourarias. São tratados como cidadãos de segunda, apesar de lhes ser reconhecida a sua identidade cultural e religiosa.

No século XVI os Mudéjares são forçados à conversão ao Cristianismo, e à adopção obrigatória da língua e costumes dos cristãos, incluindo a forma de vestir, passando a ser denominados Mouriscos. Muitos aceitam a conversão forçada, não por fé no Cristianismo, mas apenas para poderem viver na sua terra e manter os seus bens, já que a não conversão obrigava à sua expulsão da Península Ibérica. Convertem-se, mas apenas na aparência, já que mantêm a sua fé no Islão, os seus hábitos e costumes. [Read more…]

O milagre que já tardava

De um grande amigo meu, a quem enviei um texto de Mark Twain, recebi este mail:

A propósito do Criador, das doenças e da ciência: circula nos meios noticiosos que vai ser beatificado (ou santificado? pouco importa) João Paulo II, com base na cura de uma freira que, com a “cunha” do papa, conseguiu d’Ele a cura da doença de Parkinson (ou alzaimer – era a mesma doença de que padecia o papa).

É nestas alturas que dá sempre jeito termos por perto os homens da ciência, para ajudarem a refletir os “rescapé” da Arca.

A criatura tinha a doença devidamente diagnosticada. Será que os especialistas confundiram uma daquelas doenças arrasadoras com uma benigna doença nervosa, que qualquer abanão psicológico pode, numa noite, fazer desaparecer sem deixar rasto?Tratando-se doença séria, comprovada pela ciência (ou também não devemos dar grande crédito aos especialistas?), como de explica que a senhora nos apareça agora sem qualquer rasto da terrível doença?Tudo manipulado? Não será demasiada gente (aparentemente séria) a ser manipulada? A alguns dá para refletir; a outros para rir. Certo é que o Criador deu uma cabeça a todos. Como cada um a usa, é isso mesmo, depende de cada um.

Eu respondi: [Read more…]

João Paulo II, a beatificação de um ultramontano

A beatificação de João Paulo II terá lugar no Dia do Trabalhador,  coincidente, este ano, com o Dia da Divina Misericórdia, instituído pelo citado papa em 2000.

João Paulo II sucedeu, como se sabe, a João Paulo I, cuja  causas da morte, após 33 dias de papado, permanecem misteriosas. David Yallop, no livro “Em nome de Deus”, adianta algumas teses, admitindo  a hipótese de envenenamento. João Paulo I, Albino Luciani de nome de baptismo, era um homem progressista, comprometido com as novas concepções e as doutrinas sociais emanadas do Concílio Vaticano II, em 1962, por iniciativa de João XXIII. Conquanto sob forma mitigada, com Paulo VI houve alguma continuidade.

João Paulo I perseguia o objectivo da intervenção efectiva da ICAR no combate à pobreza, em sintonia com a Teologia da Libertação integrada na práxis católica reconhecida pelo concílio. Tinha igualmente o propósito de libertar o Vaticano das diabólicas  fraudes financeiras, patrocinadas pelo maquiavélico Marcinkus, por sua vez correlacionadas com a falência do Banco Ambrosiano, a morte do ex-admistrador desse banco, Calvi, e ainda a ligação à loja maçónica P2. [Read more…]

as mortes da doença

a solidão é outra forma de morte

Nunca, mas nunca, pensei que uma doença pudesse ter tantas mortes e todas elas diferentes. De índole diferente. Conhecia apenas uma, a que todos sabem: a do corpo que fica sem alma como definiam os gregos clássicos antes da nossa era. Ou essa morte física em que a alma, como define Agostinho de Hipona no seu texto As Confissões, do ano 398, editado primeiro em pergaminho, para passar a suporte de papel a partir do Século XVI, editada a versão, que guardo comigo, em 1937 por Thomas Nelson & Sons, Ltd, London, Edinburgh, Paris, Melbourne, Toronto e New York; não é a mais antiga, mas sim, após pesquisa na Biblioteca da minha Universidade de Cambridge, a que usa o significado das palavras latinas da época traduzidas para o inglês antigo: Great art Thou, and greatly tobe praised; great is Thy power, and Thy winsdom infinite, morre pelas ofensas causadas à Divindade que a tinha criado. Em XIII pergaminhos, confessa publicamente os seus pecados e manifesta o seu arrependimento, afirmando estar certo de gastar muito da eternidade às portas do paraíso (o Purgatório ainda não tinha sido criado, pois surge no Concilio de Trento, Século XVI, após a separação das

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Isto é MESMO verdade!

Por muito desagradáveis que sejam estas imagens, elas são apenas um pálido exemplo daquilo que este site exibe. Para quem conseguir prosseguir a “viagem”, muito há para ver. Desde já avisamos quanto ao conteúdo absolutamente chocante.

"A Todos um Bom Natal"…


Directamente da Linha de Cascais, o Coro de Santo Amaro de Oeiras alegra os corações sempre tristes dos portugueses. Bom Natal, portuguesas e portuguesas.

Portugal tem dois problemas: a crise económica e a eleição presidencial

este era Portugal. Hoje em falência, o Terreiro do Paço será também vendido?

Fui convidado a investigar e leccionar em Portugal, em 1981. Gostei do país, da sua terra e da sua gente e da forma de resolver os seus problemas. Eram dois meses apenas esse convite, mas gostei tanto, que falei com a minha família e propus mudar-nos a um país sem comparação com os outros países da Europa. Farta a família de andar por tantos países, recusou o convite, ficaram em Cambridge e eu tinha que viajar entre um e outro. Aliás, foi preciso confrontar ao meu chefe, Sir Jack Goody e anunciar que cancelava o meu contrato com ele e ficava no Porto do Galo – nome romano para Portugal -, porque havia muito trabalho para ser feito. Ficou furioso, disse-me que no nosso Departamento havia mais ainda. Não ouvi e fiquei. Esses dois meses passaram a ser 30 anos… até ao dia de hoje.

Nunca pensei que a República Portuguesa ia ter tantos problemas para resolver em frente de si. Especialmente económicos, políticos e éticos. Se na Grã-Bretanha tomávamos conta do penny, em Portugal era do tostão antes, hoje em dia do cêntimo.

Não há dia em que não se deva poupar. Não há dia em que não devamos pensar duas vezes antes de levar a mão à carteira. Olhamos os preços, comparamos, e as compras passam a ser um cumprido passeio. Aliás, já nem compramos o que costumamos adquirir. [Read more…]

Papa Ratzi Aprova Preservativos Com Sabores


via Cavalheiros.

Comunicado da AAP

À comunicação social:

COMUNICADO *

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) vem por este meio alertar para as intenções expressas pela Ministra da Saúde, Ana Jorge, no Encontro Nacional da Pastoral da Saúde que decorre em Fátima. Defende a Sra. Ministra que compete ao Estado garantir a “assistência espiritual” aos doentes atendidos em casa pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS). A AAP opõe-se a tal medida pela ingerência estatal em matérias do foro privado, pelo encargo adicional ao SNS, e por ferir o bom senso, um recurso especialmente precioso em tempos difíceis como os que vivemos.

A assistência religiosa, também denominada espiritual por quem assume a existência de espíritos, é um direito individual que a AAP reconhece e defende. Mas é parte integrante da vida das pessoas, e não uma técnica terapêutica. Nenhum médico vai receitar duas doses de Budismo para a garganta inflamada ou uma semana de Cientologia para tratar uma entorse. A quantidade e tipo de religião que cada um toma, se alguma quiser, não é função nem do tratamento nem da doença. Resulta apenas das suas preferências pessoais. [Read more…]

O ensino privado religioso e a liberdade de escolha

Ainda sobre o ensino privado, e a liberdade de cada um educar os seus filhos de acordo com as respectivas convicções religiosas, no que dizem ser um exercício de liberdade e por vezes me parece ser mais um exercício de propriedade, recordo o velho princípio de que a liberdade de cada um acaba onde começa a dos outros. Neste caso a dos filhos, que são pessoas e não uma espécie de cãezinhos para amestrar.

De uma crónica de Manuel António Pina:

A notícia revelada na passada segunda-feira pela BBC de que em dezenas de escolas inglesas se ensina hoje que a homossexualidade deve ser punida com a morte por apedrejamento (ou lançando fogo ao “criminoso”, ou atirando-o de um penhasco) e os ladrões punidos cortando-se-lhes mãos e pés (com figura junta a explicar como se faz) tem que ser antecedida do mesmo “Acredite se quiser”.
A coisa passa-se numa rede de 40 escolas privadas onde as liberais e multiculturais leis britânicas permitem que sejam ministrados os curricula escolares sauditas. Segundo a BBC, além de na homofobia, os 5 mil jovens, crianças e adolescentes entre os 6 e os 18 anos, na sua grande maioria provavelmente de nacionalidade inglesa, que frequentam tais escolas, são igualmente educados no anti-semitismo (lê-se-lhes “Os protocolos dos sábios do Sião” e ensina-se-lhes que os judeus pretendem dominar o Mundo) e na intolerância religiosa (num manual destinado a alunos de 6 anos condena-se ao “fogo do Inferno” quem não acredita no Islão).

Trabalho é Prazer

Faltar ao trabalho é Pecado. Fazer greve é blasfémia!

SUCESSOS DE LISBOA, E DE ROMA

Foi um sucesso a cimeira da Nato em Lisboa , sobretudo, porque conseguiu lograr uma desejável parceria com a Russia, encerrando assim definitivamente, a porta da guerra fria,que na verdade terminou com a implosão da União Soviética e a queda do muro de Berlim.A partir daí a globalização neoliberal que já vinha a caminho , acelarou-se, de forma celerada,como a estamos agora a conhecer,com um mundo unipolar.

Também foi um sucesso de Lisboa a melhor coordenação que, finalmente, parece ter sido conseguida entre a União Europeia e os EUA, com resultados imediatos visíveis, ao decidir se preparar, em pouco tempo, a saída, de forma faseada das tropas da Nato do Afeganistão, e um díalogo mais intenso entre estas duas regiões fulcrais para o mundo.
Sucesso também a nível internacional para o governo de Sócrates, por ter conseguido organizar com êxito, um evento global tão importante, que colocou Portugal por uns dias, nos os écrans de todo o mundo, promovendo a nossa imagem de forma positiva. Sócrates saiu -se bem e mostrou-se um líder com capacidades internacionais, malgrado o desastre social que se passa, agora, a nível interno em Portugal. [Read more…]

A Coragem do Papa e o preservativo

Maybe yes, quizá a veces, magari qualche volte, ci pensiamo,

peut-être, ça depend, on verra, vielleicht ein paar mal, müssen wir überlegen,

temos que pensar quando y hay que saber como, è chiaro.

Portanto, sim, quer dizer, não, ou melhor, talvez.

Eu não te espero!

(adao cruz)

Eu não te espero! Yo no te espero! Jo no t’espero! Eu nom te espero!

Acordei hoje de manhã com uma grande sensação de paz. No entanto, atravessavam-me a cabeça três traves mestras. Duas delas de madeira sã, firme, sem bicho. Outra de madeira podre, carunchosa.

 A primeira era uma reflexão muito agradável e confiante sobre a leitura da véspera, o maravilhoso livro de António Damásio “O livro da consciência”. Li e reli tudo o que ele escreveu. E comparando com tudo o que ele escreveu, este livro parece-me um passo gigante no sentido da firmeza, da confiança e da projecção do ser humano no caminho do conhecimento e da verdade. Quando ele diz que o “eu” que tornou possível a razão e a observação científica, e a razão e a ciência, por seu lado, têm vindo a corrigir as intuições enganadoras a que o eu, por si só, nos pode levar, é um pensamento magistral. Nada há como a razão, a principal riqueza do ser humano. [Read more…]

Uma viagem complicada

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Sindicalistas, laicos, ateus, livres pensadores, colectivos de homossexuais, feministas e católicos críticos do papa fizeram-lhe em Espanha e sobretudo na Catalunha, Barcelona, diversas contra manifestações  que se realizaram durante os días prévios à visita de Bento XVI.

O Movimento Laico e Progressista convocou uma manifestación no passado dia 4 de nov, três días antes da visita do santo padre a Barcelona, para reivindicar “el estado laico” y protestar por las “muchas prebendas que todavía disfruta la Iglesia Católica”, segundo declarou à Efe o secretario geral da associacão, Jofre Villanueva.

Entretanto, no próprio dia, e na hora em que o Papa chegava à Igreja da Sagrada Família que ia benzer, foram preparados outros eventos mais fortes. Nas janelas apareceram panos a lembrar-lhe que não era bem vindo, nas paredes das ruas, pintadas escritas a dizer,”Vem aí o Papa,guardem as criancinhas!”, e enfim, a cereja no bolo , uma “flash mob ” de dois minutos, frente à catedral,no momento em que ia chegar (ver o video), e junto ao papamobile, foram dados de centenas de beijos na boca, protagonizados por gays, lésbicas, e heteros. [Read more…]

OS M€RCADO$

São como o Papa: estão em todo o lado e alguém tem que os pagar.