Porque é um direito, e porque a luta contra o desemprego será obra dos próprios desempregados, ou não o será.
Mentir é feio
Nem o KKE nem a Syriza tem coisa alguma a ver com cocktails molotov em manifes. Mas à burguesia dava jeito.
Como combater o desemprego
França vai encarecer despedimentos para combater o desemprego. Os imbecis vão apontar para o dedo.
Avante Januário, avante
A direita ficou histérica porque Januário Torgal disse umas evidências. A coisa desceu ao nível de um pasquim ter descoberto que os bispos são muito bem pagos, de à falta de melhor se apelar ao facto de o homem ser bispo da tropa para o tentarem calar e já faltou mais para chamarem a inquisição.
Tudo isto porque um discurso de Passos Coelho lhe fez recordar os apelos à resignação de Salazar, olha a novidade, e ter feito algumas comparações entre a União Nacional e o seu herdeiro PSD (fundado precisamente pelo que sobrou da estrutura da ANP). Nada de especial, portanto, mas para a nossa direita a ICAR só faz sentido quando se comporta como o leque que lhes abana os governos. A mesma ICAR do terrorista cónego Melo quando teve um Bispo do Porto dissonante permitiu que o calassem. Isto de sustentar uma religião para ser ópio do povo e andarem por ali trânsfugas é uma chatice
O que significa a frase “Rio és um fdp”?
A inscrição surgida na capa de um guia de restaurantes do Porto com os dizeres “Rio és um fdp” pode, segundo algumas versões, ter sido manipulada digitalmente e nunca ter existido no local. Nesse caso, a ser verdade, terei de dar razão às medidas que a CMP hoje anuncia.
Curiosa, no entanto, é a interpretação que o editor da revista fornece, o qual
nega ainda que a frase “Rio és um fdp” seja uma ofensa ao autarca. “Que eu saiba, “Rio” é um substantivo próprio que significa um curso de água e o resto são três iniciais, um verbo e um artigo”
Perante tal conclusão, resta-nos adivinhar o significado da frase. Suponhamos que se refere ao rio Douro. No espírito do manipulador poderiam estar ideias tão poéticas como, por exemplo: [Read more…]
Isto promete
Professores contratados podem processar o estado ao abrigo de directiva comunitária.
Estão todos falidos
Bancos espanhóis serão salvos no Sábado – quem vai pagar não vão ser os banqueiros. (Rajoy nega.)
Todos inocentes
O deputado do PS Marcos Perestrello demitiu-se da administração da Finertec – a empresa de consultadoria onde Miguel Relvas esteve até chegar ao governo
As palavras estão gastas
(ilustração de Manel Cruz)
As palavras estão gastas estão gastas as palavras.
Mesmo gastas as palavras são olhos de distância e água as palavras são sopros de horizonte as palavras são bonitas são bonitas as palavras ditas e não ditas.
São boas as palavras por dentro e por fora mesmo as palavras más. [Read more…]
Pais e educadores, acordem!
A Educação é um edifício em mau estado. O proprietário, o país, tem-se alheado completamente da gestão do condomínio, entregue a pessoas cujas decisões têm como consequência a fragilização de alicerces corroídos pela incúria.
Este texto de José Calçada é de leitura obrigatória. Limito-me a realçar duas teses, entre outras: não se deve exigir apenas à Escola o que se devia exigir também à sociedade e “é absolutamente falso que existam professores a mais”.
Dias de Verão em Carcavelos

Temos ao longo das praias da linha de Cascais esplanadas maravilhosas onde a uma tarde basta a companhia certa.
O asteróide Portugal
Morreu, ao início desta semana, o autor de Fahrenheit 451, Ray Bradbury.
O número 451 é a temperatura a que o papel arde (em graus Fahrenheit). Interessante. O que a gente aprende.
Bradbury declarou que Fahrenheit 451 não trata de censura, mas de como a televisão destrói o interesse pela leitura. Sendo uma obra de ficção científica, apresenta um mundo onde os livros são banidos.
Mas, no nosso mundo, no Irão, Garcia Marquez ou Platão são livros censurados – isto não é ficção científica. As autoridades iranianas consideram-nos como drogas.
Bradbury conta que “todo o romance foi escrito nos porões da biblioteca Powell, na Universidade da Califórnia, numa máquina de escrever alugada”. B. quis, com este romance, mostrar o seu grande amor pelos livros e bibliotecas.
Há 20 anos, a comunidade científica prestou uma homenagem ao escritor, “baptizando um asteróide com o nome 9766 Bradbury“, algo que o sensibilizou ainda mais que todos os prémios literários recebidos ao longo da sua vida.
Parece que já foram catalogados mais de 500 mil asteróides, mas existem ainda milhares deles por descobrir… Quem sabe um deles terá um nome português. Ou será que já existe??
Vou ver: Eureka! Existe o asteróide 3933 Portugal!
P.s: inicialmente batizei este post como «o asteróide Bradbury» mas, depois desta descoberta, não resisti a chamar-lhe «o asteróide Portugal». Há muito que anseio que Portugal seja comparado a uma estrela… E não digo mais nada.
Egipto: O caminho da eternidade

Documentário legendado em português que aborda de forma genérica quase todos os pontos da unidade – a importância do rio Nilo, a construção das pirâmides e, associado a elas, o poder do Faraó, a religião, a economia ou a escrita hieroglífica. Um documentário de cerca de 50 minutos que, devidamente editado e cortado, proporcionará uns 10/15 minutos de excelente resumo sobre a matéria a iniciar – a civilização do Antigo Egipto.
Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 1.3 – Contributos das primeiras civilizações
Viva a Democracia da Extrema Direita
Ele é de um partido de extrema direita (com o poético nome de Aurora Dourada), a deputada de cor de rosa é do Syriza e a de branco é do partido comunista. Desenho? Para quê?
Mineiros das Astúrias em luta
As Astúrias estão praticamente isolados do mundo após os cortes de estradas e do caminho de ferro. A polícia de choque soma derrotas consecutivas nas verdadeiras batalhas que se estão a travar. Em causa os cortes nos apoios estatais à actividade mineira.
Tudo isto sob o cúmplice silêncio da comunicação social, lá e cá.
Despacho de organização do ano lectivo 2012/2013 – segunda análise
Os leitores do Aventar, menos interessados nas coisas dos Professores, merecem uma palavra de atenção da minha parte. Neste momento, a catástrofe que Nuno Crato tem montada sob a Escola é de tal ordem monstruosa (tantos adjetivos!) que não há como escapar ao tema. E é um assunto tão técnico, que nem sempre é fácil desmontar os argumentos para quem está “de fora”. Mas, vou tentar – vamos lá então.
Mesmo correndo o risco de ser epidérmico ou adjetivante, penso que valerá a pena olhar para o Despacho mais famoso dos últimos dias, ainda que através do olhar de um professor. E vou voltar à questão dos minutos e dos tempos, uma vez que a alteração de 45 para 50 minutos, segundo a minha leitura, vai fomentar o desemprego entre os professores.
Vejamos esta matéria, observando dois pontos:
Até me apetece ir a correr comprar uma…

… e decerto a isso me atreveria se a dita camiseta não ostentasse as duas cores do alegado “cameleiro-profeta”. Os clérigos malaios proibiram a venda de t-shirts da Selecção Portuguesa de Futebol, pois pelo que parece, são ofensivas à seita. Uma pena, os santinhos homens bem poderiam curar-se com isto.
Fatwa à Poesia. Um Certo Gato Zarolho
Isto é um peso. Descobrir-se um homem Poeta a meio da vida, demasiado sensível às palavras e ao puzzle brutal delas sublime, esmaga-me. Tanto acalmar-me, respirar fundo sob o imperativo de escrever: «Vá lá, Joaquim, menos paixão racional! Vai lá para fora ver o azul.» Saio. Contemplo efectivamente o passar de nuvens e aviões, o irisar do disco solar sob o vapor que alveja celestial [visto do chão, o Sol está sob a nuvem, por detrás do Sol há outro chão], eventualmente bebo um copo de vinho tinto com a minha fêmea amada e acendo o meu ocasionalíssimo cachimbo de festejar futebol ou o transcurso de etapas pessoais. Regresso. E tudo me sai poema.
Há depois um gato zarolho, uma aparição clandestina aqui por casa. Amarrotado, sujo, torcido, cinza-castanho, o pobre bicho sem um olho marginaliza-se e, no entanto, implora. Implora à distância sem miar um miado. Parece em perpétuo passo de camaleão, bicho que, como se sabe, hesita fisiologicamente para trás e para a frente cada passada camuflada. Assim o nosso felino zarolho ao visar partilhar a comida do Tareco, o castrado, coiso oficial da família e que nos adoptou por sua livre e interesseira vontade.
Desculpem. Era de facto para fazer uma fatwa à Poesia. Fica para outra vez. Tudo me sai poema.
Em Venosa
António Gil Cucu
Vencedor do Certamen Horatianum, aluno da Escola Rodrigues de Freitas, Porto
(Texto a ser publicado no Boletim de Estudos Clássicos)

Em Venosa, um mundo diferente. Já estou acostumado, em Portugal, aos olhares de dúvida e gozo, quando digo que estudo latim. “Isso não serve para nada”, e eu vou encolhendo os ombros. Em Venosa, tornou-se a coisa mais comum do mundo: italianos, búlgaros, austríacos e outros, todos estudam latim, como se de francês ou alemão se tratasse. Se, por um lado, fiquei contente, ao ver este diferente tratamento das clássicas, a banalização profunda do estudo do latim e do grego desapontou-me, pelo que, esperando uma certa atitude entusiástica, apenas tive um contacto mais intelectual com um dos alunos austríacos, o único com quem pude falar, de facto, em latim. [Read more…]
Problemas de percepção
If the doors of perception were cleansed every thing would appear to man as it is, infinite.
William Blake, The Marriage of Heaven and Hell, plate 14
Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, o resgate financeiro era a causa de uma maleita de que Portugal sofria. A maleita tinha um nome: “problema de percepção internacional”. Há um ano, a resolução desse “problema de percepção” tornou-se a “prioridade”. Ao Público, Paulo Portas admitiu que, entretanto, “ a percepção sobre Portugal melhorou consideravelmente”. Felizmente. A percepção manteve-se e melhorou. Consideravelmente. Óptimo.
Infelizmente, Paulo Portas esqueceu-se de resolver um problema de “percepção” mais premente, sobre o qual foi avisado, cuja resolução está ao seu alcance e que não se limita aos “efeitos na percepção sobre Portugal” causados pelo que “a imprensa americana diz”.
A percepção em português europeu está em perigo, devido a uma maleita mais grave do que um mero “problema de percepção internacional”. Quando pensamos em “percepção internacional”, lembramo-nos imediatamente da volatilidade. Há um ano, havia um “problema de percepção”. Entretanto, a percepção “melhorou consideravelmente”. Amanhã? Não sabemos. [Read more…]
Ele há coisas!…
Quem se tenha dado ao trabalho de ir lendo as historietas que por aqui se escrevem, lembrar-se-á, porventura, da Giraldina, a moça roliça que morreu de amores pelo Isabelino.
Pouco tempo depois da sua morte, a mãe apareceu no café, como foi relatado, chorando amargamente a perda da filha. Mas depois levou sumiço, nunca mais apareceu. [Read more…]
Nem palmas, nem assobios – é o desespero de ver os colegas despedidos
Meu caro Paulo, não se trata de ter ou não aplausos.
Move-me apenas um sentimento horrível de olhar para o lado e perceber que uma geração de professores, muitos, com anos e anos de experiência, está a caminho do desemprego.
Furar o silêncio é o único objetivo, escrever no aventar uma das ferramentas para o fazer.
Não procurei errar, mas pode ter acontecido, nem tão pouco ser demagógico. Mas, se me permitires o contraditório, aqui vai:
Algumas considerações sobre a selecção de Portugal e o Euro 2012
Quero fazer estas considerações antes de começar o Euro 2012 de futebol, eu que gosto do jogo e aprendi que em futebol só há duas certezas: a bola é redonda e prognósticos só no fim do jogo.
Vamos por partes:
O futebol está cheio de mafiosos? Está (mas digam-me uma única actividade humana que envolva milhões de pessoas – telespectadores incluídos – que não esteja cheia de mafiosos. Uma só.).
O futebol apela a instintos básicos do ser humano? Apela (mas digam-me uma única actividade humana que envolva milhões de pessoas – telespectadores incluídos – que não apele a instintos básicos do ser humano . Uma só.).
O futebol português desceu para o 10º lugar da FIFA? Desceu (mas digam-me uma organização que envolva quase todos os países do mundo onde Portugal esteja, há muito tempo, entre os dez primeiros. Uma só.).
Portugal vai ganhar o Euro? Não. Portugal deveria ganhar o Euro? Não. Portugal chegará aos quartos de final? Provavelmente não. O grupo de Portugal deixa muitas hipóteses optimistas? Não. Portugal pode ir aos quartos de final, às meias, à final e ganhar o Euro? Pode. Como? A Grécia, por exemplo, ou a Dinamarca, já ganharam, porque aí reside uma das belezas do futebol: a bola é redonda e prognósticos só no fim do jogo.
Os jogadores de futebol que atingem este nível de competição são demasiado bem pagos? São. Esse dinheiro provém do erário público? Não. E provém dos sócios dos clubes de futebol? Em ínfima parte. E provém dos espectadores? Também em pequeníssima parte. Então quem paga tanto aos jogadores? [Read more…]
2001 Odisseia no Espaço

Em 1968 Stanley Kubrick realizou um imaginário futuro, o de 2001, e filmou a primeira síntese dos primórdios da humanidade em 7 minutos num realismo quase perfeito.
Fica nesta série Filmes completos para o 7.º ano de História como registo da primeira arma que me foi dado utilizar (pós invenção do VCR) contra a História ensinada na micro-galáxia de Gutenberg, na altura deixando os meus alunos aos pulos para perceberem como aquilo que parece um macaco pode ser um primo, saltando o entendimento de que a ferramenta se fez com o homem e o fez também. E eram bichos socialmente interactivos, passe o pleonasmo.
Ainda insisti este ano lectivo, tantos anos sem lidar com o 7º ano depois, e percebi definitivamente como em 3 lustros tudo se transforma, muito melhor se cria, e tudo se ganha. Talvez hoje apenas um documento da pedagogia possível em tempos idos, mas sempre a combater o pergaminho, pois pois.
Ficha IMDB
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 1.1. – As sociedades recolectoras















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