Lembrar Fukushima um ano depois

fukushima

Fonte: Jornal “Folha de São Paulo”

Completou-se hoje um ano de uma das mais horrendas tragédias humanitárias. Tudo se passou, no nordeste do Japão, com devastadora celeridade: um terramoto, um tsunami e o desastre na ‘central nuclear’ da Tepco – Tokyo Electric Power Company, em Fukushima.

Os mortos e desaparecidos imediatos, estimados em cerca de 19.000, foram hoje lembrados e lamentados por familiares e amigos. Com a solenidade e o estoicismo próprios da cultura japonesa.

Há anos, um cidadão japonês afiançava-me, em Paris, que o conceito ocidental do bem e do mal era estranho à filosofia de vida do seu povo. O lema, para as gentes do seu país, consistia em reagir perante os factos da vida, adversos ou favoráveis, com determinação, coragem e espírito de conquista. Hoje lembrei-me do seu discurso, justamente pelo tipo de resposta das populações atingidas perante a tragédia de Fukushima e outras cidades da região – Rikuzentakata foi a cidade com maior número de vítimas.

Mas atenção!, as contas de mortos e vitimados pelo trágico acontecimento ainda estão longe do fecho. Na opinião de alguns cientistas, a maior radiação recebida por centenas de milhares de cidadãos, a partir de Fukushima, irá causar um aumento na  taxa de cancros, durante as próximas décadas. Serão muitos os atingidos, sendo impossível prever números.

Nuclear? Não obrigado, Srs. Patrick de Barros e Mira Amaral!

Pão e Rosas

Para todas as mulheres que lutaram pelo pão, mas também por rosas. Muito em particular por uma amiga que hoje nos deixou.

 

Hoje dá na net: Os piores trabalhos na Idade Média

Os seis vídeos hoje publicados analisam os piores trabalhos que se podiam desempenhar na Idade Média: tentem imaginar o mundo de odores que seria ajudar um cavaleiro a tirar a armadura após uma batalha ou poder ter o duvidoso privilégio de apanhar sanguessugas, esse simpáticos bichinhos usados para fins medicinais.

O apresentador é Tony Robinson, actor que desempenhou o papel de Baldrick na maravilhosa série Blackadder, em que brilhava ao lado de Rowan Atkinson, o célebre Mr. Bean. Esta viagem até aos tempos medievais alia dois ingredientes britânicos da melhor qualidade: o rigor e o humor. Vale a pena, mesmo sem legendas. Os cinco que faltam estão já a seguir ao corte.


As Heroínas do Chile

Pintura a óelo de Bejamin Subercaseaux

Pintura a óelo de Bejamin Subercaseaux. Dança Chilena: La resfalosa (palavra popular) ou resbalosa dicionário da Real Academia dela Lengua Española) Doña Javiera Carrera (aristocrata criolla: filha de espanhóis, nascida no Chile), com os seus irmãos, lutou pela independência do Chile)

Durante a Primeira Grande Guerra da Europa as mulheres começaram a aparecer nos campos de batalha, como enfermeiras. A britânica Florence Nightingale, solicitou licença ao seu Governo para levar um grupo de aguerridas mulheres para curar os feridos no campo de combate da Crimeia. [Read more…]

Hoje dá na net: Era uma vez a vida – os músculos

Esta série de desenhos animados foi criada por Albert Barillé em 1986 e é constituída por 26 episódios.
É um apoio muito interessante a qualquer aluno do 1ºciclo (estudo do meio, terceiro ano) e do 6º ano (Ciências da Natureza).
Parte 1/3:
O episódio está dividido em 3 partes – continue a ler para conhecer as duas últimas.

O Google é mulher

Uma amiga minha, que se distingue por ser cidadã de invulgar cultura e de espírito muito acutilante, enviou-me este pensamento sobre o sexo do Google:

Cheguei à conclusão de que o Google é mulher.

Ainda não terminámos a frase e já está a dar palpites…

Não resisti à tentação de divulgar a frase, presumindo embora que a mesma ainda não é, mas certamente em breve será lida por tudo o que são mensagens de correio electrónico.

A despeito de pretensioso feminismo, a minha amiga defende com solidez a superior sagacidade da mulher, com base na evidência de que os interlocutores/homens ainda têm o pensamento desfasado em relação ao “timing” que gostariam de ter. E dá um exemplo eloquente: o ministro Vítor Gaspar. Li e fiquei sem argumentos.

Vítor Gaspar, o cábula mentiroso

Ontem li a do dom de deus mas nem reparei nesta afirmação:

Não temos pressa e a história garante que venceremos a crise.

Que ele não tenha pressa, compreendi-te, está na zona de conforto, não conta os tostões para ir ao médico nem os subtrai para fazer a sopa do desempregado.

Agora essa garantia da História, que toca cá para os meus lados, merecia que ele explicasse quando, onde e em que regime político uma crise desta envergadura foi vencida com a receita da austeridade, da privatização e do desemprego. Ele ou quem quer que seja. O cábula mentiroso não confessa a ignorância, afirma-a como verdade. A menos que se trate da história da carochinha, entendi-te.

Presente para um príncipe

Bebé a dormir

 O príncipe dos bebés era largamente esperado. Nunca mais aparecia, nunca mais o casal era progenitor. Nunca mais eram pai e mãe. Até esse dia de começos de ano, em que o príncipe nasceu. Todo descendente é o príncipe do lar, nos tempos em que os matrimónios casavam para durar. Havia tempo para tomar conta dos pequenos ou crianças, ensinar, cuidar, fazer vez caso o príncipe da casa chorar durante a noite. Não havia separação de deveres: eram dois os progenitores, pelo que dois deviam tomar conta do largamente esperado bebé. Em desespero, a hipotética mãe fez uma promessa: se tiver um filho, chamar-se- ia como o santo milagreiro, como terceiro nome.

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O arquitecto da Robbialac e uma Barragem toda catita


«Assim, fica mais catita!», terá confidenciado Souto de Moura, entusiasmado, a António Mexia. «É para disfarçar. No meio da paisagem, ninguém vai perceber que são postes de electricidade. Uma espécie de pantomina dos elementos visuais».
Isso e o paredão. Com a nova cor escolhida por Souto de Moura, a própria paisagem vai ganhar um novo significado. Eu cá, por motivos óbvios, escolho o azul.

Souto de Moura Disfarçado de Ignorante

O prémio Pritkzer 2011, arquitecto Souto de Moura, está sem trabalho em Portugal, e decidiu agora enveredar pelo caminho da idiotia.
Em entrevista à Visão desta semana, afirma o distinto arquitecto que “gostava e perceber os movimentos ecologistas“. E continua: “faz-me impressão o maniquismo: a barragem é má , o betão é mau, o verde é bom. E a energia eólica custa seis vezes mais que a hídrica.”
Pretende assim justificar-se e justificar a excelsa beleza do projecto de maquillage de um escarro chamado Barragem do Tua; inteligente como é, Souto de Moura tem feito, não obstante, muito poucas leituras sobre os argumentos a favor e contra a barragem do Tua. Se não saberia que os “ambientalistas” não falam contra “o betão” ou contra as barragens. Falam claramente contra este mono de betão desnecessário, colocado na foz daquele rio que corre naquele vale único, e justificado pela Eléctrica chinesa como sendo necessária para produzir electricidade. Ora, já todas as pessoas de fé sabem há muito que uma modernização da barragens já existentes supera largamente o alegado acréscimo de potência a debitar pelas barragens do famigerado “Plano Nacional de Barragens“.
Como se vivesse num mundo só seu, o arquitecto finge ignorar o meio que o rodeia, a ele e à roupagem que desenhou para a barragem. Junta-se assim a uma ministra da CULTURA (Canavilhas), a vários ministros inábeis do Ambiente – e há que relembrar a indisfarçavel cumplicidade de Assunção Cristas (criminosamente ignorante ou apenas ignorante?). E junta-se também a um intelectual de craveira para quem as palavras vertidas preto no branco, em 1988, em homenagem ao avô, valem nada, são letra morta. Francisco José Viegas, “escritor“…

Senhor arquitecto Souto de Moura, quando a UNESCO despromover o Douro, vai dizer que não conhecia a região? Vamos rir…

Saudades da Ilha de Gorée, Senegal

Ilha de Gorée

Porque hoje á Sábado, deixo de lado a nefasta gente. O Gaspar, tido como sábio burocrata das finanças, dizem, está em pânico. Que, assim, permaneça por longo e arrastado tempo. Cheio de pânico e mentalmente imobilizado para novas medidas de austeridade. Infelizmente é desejo sem sucesso, penso.

Porque hoje é Sábado, sinto vontade de gritar: QUE SE TRAMEM OS COELHOS, OS GASPARES E TODOS OS OUTROS QUE GRAVITAM À SUA VOLTA E Á VOLTA DE OUTROS QUE TAIS! Sim, todos eles, já inscritos na História como os argos das argoladas.

Porque hoje é Sábado, imaginei-me a revisitar a Ilha de Gorée, frente a Dakar. A caminhar por aquelas ruelas estreitas, marcadas por histórica arquitectura de portugueses, primeiro povo europeu a chegar a essa pequena ilha, em 1444. Mas, onde também se me colou no pensamento a tristeza da ‘Casa dos Escravos’; ali eram retidos de passagem para a América.

Porque hoje é Sábado – Saravá Vinícius! – sinto-me a admirar o casario de Gorée, semelhante na traça à Baixa do Sapateiro em São Salvador. Como fomos enormes e nos deixámos apoucar desta maneira! Desditas do processo histórico. E olhando o Atlântico de uma praia de  Gorée, africana e ufanamente empoeirado, ouço com solenidade e indescritível gozo interior Ismaël Lô; a entoar uma espécie de miscigenação melódica, afro-árabe, que, no fundo, pode simbolizar o cruzamento de civilizações nesse pedaço de terra senegalesa, Património da Humanidade.

O Poço Escondido

Adoro poços velhos, de pedra bonita da idade, rodeados de flores e ervas, transformados em suporte para vasos, tornados lugares belos e deliciosos.
Um dia descobri aquele da foto na minha terra com vista para o famoso castelo medieval que remonta já ao século XI e resolvi fotografá-lo. Passados poucos dias, ao passar por lá outra vez, já não o vi. Fiquei revoltada: tinham construído um muro alto, feio, uma fortaleza, sem graça, egoísta. 
Ainda bem que o fotografei! Agora também é meu e posso tê-lo e vê-lo quando eu quiser.
Lembrei-me agora de O Principezinho de Saint-Exupéry (1900-1944) que diz a certa altura:
 
– Vamos à procura de um poço…
– Então tu também tens sede? – perguntei eu. Mas ele não respondeu à minha pergunta. Disse simplesmente:
– A àgua também pode ser boa para o coração…
(…)
O que torna o deserto bonito – disse o principezinho – é haver um poço escondido em qualquer parte…
 
Aproveite-se, guarde-se, registe-se a beleza que existe ao nosso lado.
Nunca se sabe até quando nos deixam ver de graça as coisas bonitas…
 

EDP Adquiriu o Passe de José Silvano

José Silvano, ex-autarca de Mirandela fora, até ontem, o único autarca do Vale do Tua a manifestar-se contra a construção daquela barragem inútil.
Fico triste ao vê-lo ingressar no pântano de traidores-da-consciência e da palavra onde militam fervorosamente Assunção Cristas (apresentada como ministra do Ambiente), Francisco José Viegas, o impoluto José Carcarejo, a Unesco Portugal.
A Unesco, que não os portugueses, coroarão todo este vergonhoso processo desclassificando o Douro Vinhateiro ; espero que traidores como José Silvano e o luminoso laureado arquitecto Souto de Moura tenham já uma parede (de betão) para pendurar o diploma.

Esta gente que agora governais pode ser estúpida. A próxima far-vos-á justiça.

Nós, os piegas de Portugal

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Já nem sei como nem porque escrevo. Custa-me tanto mexer os braços! Estou muito bem sentado no meu sofá, cheio de sono e de preguiça. Está-se tão bem sem nada fazer! É evidente que as minhas entradas deixam de existir, acaba o dinheiro e passo fome. Mas, só pensar  que tenho que sair para comprar e me alimentar e assim sobreviver, eleva a pinha preguiça à raiz cúbica. [Read more…]

A catequese e a sexualidade infantil. Um manifesto

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Hoje em dia sabemos a verdade. Sacerdotes célibes abusam às crianças. Antes, sem saber deste latrocínio, deste abuso ou crime de pedofilia, escrevi isto.

No seu texto inédito Pragtamisme et Sociologie, (manuscrito na minha posse) proferido na Universidade da Sorbonne de Paris, durante o ano de 1913-1914, o velho socialista e materialista histórico, Émile Durkheim, comentava que os velhos deuses estavam mortos e que a religião estava em vias de mudança.

Mas, acrescentava, nem tanto assim, porque todo o ser humano precisa de ritos, ideias, ética, interação moral, orientação na criação dos seus descendentes. Donde, a Religião, seja ela qual for, pelo menos define as relações emotivas e pedófilas (o meu acréscimo) entre pais e filhos, voir mães, pais, filhos, filhas. A nossa língua não tem ainda um conceito para designar estas relações, apenas excepto ascendentes e descendentes, palavras sem música e indefinidas. Era o que eu pensava antes de saber da existência da pedofilia[1], incesto[2] e adultério[3], que não são definidas na catequese, por conveniência de sevicio. [Read more…]

Hoje dá na net: Ouro Azul

“Ouro Azul” / “Blue Gold – World Water Wars” é um documentário sobre a água e os negócios que se foram construindo à sua volta nomeadamente a privatização da sua exploração.
Baseado no livro “Blue Gold: The fight to Stop the Corporate Theft of the World’s Water” foca um tema absolutamente atual quando falamos na privatização das Águas de Portugal e que apresenta alguns casos práticos como o dos EUA e alguns países sul americanos.

Os Vizinhos de Barcelos

Estão a oferecer descontos através do facebook.

Site do PSD novamente atacado

O Site do PSD – Lisboa foi novamente atacado – podemos ler a frase ” A verdade é uma merda” e ver um vídeo de Nel Monteiro.

A ministra do humor

A preocupação com o Ambiente tem a ver com a forma como consegue fecundar todas as outras áreas da governação.

A afirmação não é do Bruno Nogueira, é de Assunção Cristas e consta de uma longa entrevista que o Público dá hoje à luz. Confesso que fiquei pasmo. Imaginei o Ambiente, qual abelinha esvoaçando pelo Conselho de Ministros largando pólen no receptáculo do Gaspar e na gravata do Álvaro, ambos inebriados de comoção ambiental. Vislumbrei o Mexia e o Catroga gesticulando furibundos enquanto gritavam: Não me fecundem as barragens que nós chamamos os chineses. Pareceu-me ouvir Passos Coelho explicando serena mas firmemente a Paulo Portas que há limites numa coligação, e que se pode ir para lá da troika mas convém não exagerar.

Ultrapassados estes devaneios, desci à terra e lá entendi. Numa  entrevista em que se afirma disposta a mexer na lei dos solos acabando com as mais-valias urbanísticas, dar a terra a quem a quer trabalhar e resolver o cadastro rural, a ministra, inteligente, deixou esta chave que nos permite a descodificação do discurso: vai mudar de ramo, dedicar-se ao humor, o Bruno tá tramado e os Gatos Fedorentos que se cuidem ou ela papa-lhes o contrato com a Meo. Estamos fecundados.

Depois de Vós, Nós


Viveu para servir. Há setenta anos, naquela linha da frente interna alemã, choviam bombas dia e noite, prodigamente despejadas pelas forças aéreas do EUA e do Reino Unido. No forçado exílio, a Infanta D. Maria Adelaide acorria em auxílio dos feridos e moribundos, destemida no meio do inferno de chamas que incineravam corpos e cidades. Fez parte daquele círculo de aristocratas que foram sem qualquer dúvida, os mais corajosos e empedernidos adversários do nacional-socialismo que submetera a Alemanha. Finda a guerra e pela primeira vez pisando o solo português após a abolição da iníqua Lei do Banimento, dedicou o resto da sua vida ao serviço daqueles que jamais tiveram voz. Num país silenciado e onde “o outro” era nada, incógnita, sem os subsídios que hoje tanto pesam numa crise que se arrasta sem fim, D. Maria Adelaide de Bragança obrou prodígios com aquele saber improvisar que é tão característico da nossa gente. Jamais se espantou com vestidos roçagantes, jóias ou festas e se algumas teve, talvez a derradeira, precisamente aquela que no passado dia 31 de Janeiro comemorou o seu Centenário, tivesse sido a mais feliz. Muito mais que a República que finalmente a ela se dirigiu, foi o reconhecimento de um povo pouco habituado a desinteressados actos de benemerência e dedicação à causa que a todos devia ser comum: a da Pátria, simplesmente sintetizada em Povo.

Não viveu em vão. Esta manhã partiu uma Grande de Portugal.

“A minha fé facilita muito o fim da vida, porque o caminho é claro” (Infanta D. Maria Adelaide)

Dinheiro zero? – nem 8 nem 80.

Li a reportagem sobre Mark Boyle na revista do Expresso (18 Fevereiro). Boyle é um homem de 30 anos que viveu os últimos três sem um tostão.

“Um dia largou tudo para provar que a maioria das nossas necessidades são apenas vontades” e que era possível viver sem dinheiro. Foi feliz. Aprendeu que é possível viver com menos, com muito pouco.

Antes de Boyle, a alemã Heidemarie Schwermer (1942) viveu 15 anos “without money” e o americano Suelo (1961) fez o mesmo. Este ainda vive “quase como homem das cavernas dos tempos modernos”.

Não me vejo a lavar os dentes com osso de choco e sementes de funcho, ou deixar de usar desodorizante e sabonete… ou a tomar banho de àgua fria no inverno… [Read more…]

Orquídeas XII: Phalaenopsis

Parecidas com mariposas.

É este o significado do nome desta Orquídea que nos chega da Ásia.

Orquídea, Phalaenopsis

Phalaenopsis (Manuel Lourenço, V. N. Gaia, Portugal)

É uma planta com uma enorme diversidade, quer de tamanho, quer de cores.

Como remover o seu histórico da Web (versão Google)

By tom burke from Morgan Hill, CA, USA (Flickr) [CC-BY-2.0 (www.creativecommons.org/licenses/by/2.0)], via Wikimedia Commons

Estou-me a referir à funcionalidade que a Google oferece, onde guarda de forma automática o seu histórico de navegação, as buscas que efectuou e ainda mais dados. Esta funcionalidade até ao dia 1 de Março é estanque em relação aos outros produtos oferecidos pela Google aos seus utilizadores.

No entanto, a partir de 1 de Março os outros produtos da Google vão ter acesso a este tesouro de informação (não só à informação gerada a partir desse dia em diante, mas a todo o histórico). Esta é informação muito sensível, se tem o serviço activo pode lá encontrar indícios acerca da sua orientação sexual, preferências políticas, religião que professa, produtos que compra e em que lojas, viagens que realizou, problemas de saúde, etc. Em suma, a maior parte da sua vida on-line pode lá estar espelhada, para a maior parte das pessoas, será 100% da vida on-line.

Imagine o quanto não vale esta informação para os clientes da Google. Se tiver, por exemplo, algum tipo de doença e estiver fragilizado. E, de repente, começar a receber anúncios de curas milagrosas para a sua doença. É normal que tente a cura. É o que toda a gente faria. Não pense que este é um caso hipotético, é o que já acontece hoje em dia.

A seguir ao corte mostro como eliminar esta informação.

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Orquídeas XI: Catasetum

Brasil. Em dia de Carnaval, o destino não podia ser outro. Senhoras e senhores, a Catasetum:

catasetum

Catasetum (Manuel Lourenço, V.N. Gaia, Portugal)

 

Quem não tem dinheiro não tem História

Museu Britanico, em Londres

O mercado já está a funcionar na Grécia: menos estado, menos segurança nos museus, mais espaço para a iniciativa privada, que naturalmente saberá conservar as peças agora desviadas do Museu de Olímpia.

O património histórico deve estar nas mãos dos empreendedores, caminho que de resto os britânicos já tinham traçado a grande parte do friso do Partenon, tão bem guardado em Londres. E como ficava bonita a Acrópole em Berlim.

Por estas e por outras, hoje também sou grego. Outros irão para a porta do Museu Nacional de Arte Antiga, aguardando a sua oportunidade.

Dia de Mobilização Internacional: Somos todos gregos: [Read more…]

Orquídeas IX: Portuguesas

O Aventar fica por cá!

Orquídeas Silvestres Portuguesas

Orquídeas Silvestres Portuguesas (Manuel Lourenço, V. N. Gaia, Portugal)

Conjugar o dia dos namorados

Eu namoro, tu namoras…

Orquídeas VII: dendrobium

Hoje vamos viajar até à Ásia.

dendrobium, orquídea

Dendrobium (Manuel Lourenço, V.N. Gaia, Portugal)

Esta Orquídea é epífita, isto é, vive sobre outra planta, mas não a parasitando. Daí o nome dendrobium: dendro (árvore) e bium (vida).

E, agora o serviço público Aventar lembra que amanhã é dia 14 de fevereiro. Aproveite o dia dos namorados e ofereça uma orquídea.

 

 

Olha pra mim a publicar uma crónica do Pacheco Pereira

Aqui está, o artigo do Pacheco Pereira no Público de hoje. Nem faço a ressalva de não concordar com tudo, o que é óbvio, a História tem o condão de unir os que a estudaram, e basta.

Os 80 magriços do calendário.

Primeiro hesitei: existem, realmente, 80 historiadores em Portugal? Depois, reflecti e, embora contente com a descoberta, pensei melhor questionando-me novamente: Portugal tem apenas 80 historiadores ? Como não tinha a certeza do rácio entre historiadores e população no resto da Europa quedei-me reflexivo sobre o assunto. Não obstante este meu monólogo, discerni que a movimentação dos 80 historiadores portugueses quanto à abolição dos feriados 5 de Outubro e 1 de Dezembro só podia ser uma cartada de mau gosto neste jogo político em que o nacionalismo é o Ás de copas que estimula desde as bancadas parlamentares do Bloco ao CDS e o cidadão comum. Se existem 80 historiadores em Portugal capazes de defender algo tão puramente simbólico e bairrista como dois dias do calendário nacional, onde estavam eles quando foi necessário defender a qualidade da investigação histórica, falar alto contra a diminuição do ensino da História no plano educativo nacional ou, mais recentemente, tomar atitude enérgica contra a perda de autonomia dos Museus Portugueses que muito em breve serão entregues a comissões de gestão regionais dirigidas por bur(r)ocratas de chinelo? Enfim, onde se escondem estes 80 historiadores nos restantes 363 dias do ano? [Read more…]