«O dinheiro serviu para salvar os bancos franceses e alemães, não a Grécia», declarou Paulo Nogueira Batista, membro do Conselho de Administração do FMI, em representação do Brasil, que defende a reestruturação da dívida grega, e que as instituições da troika devem respeitar a soberania da Grécia. [vídeo em inglês].
O BES foi governado por um bando de granadeiros
Ficámos ontem a saber que o BES pertencia a um bando de granadeiros. Henrique Granadeiro também demonstrou na Assembleia da República que em Portugal se pode ser gestor de topo e ignorar os mínimos de História de Portugal, transformando Egas Moniz em primo de Afonso Henriques, o que dava chumbo na antiga 4ª classe, a que ele fez, ou seja, a PT esteve entregue a um analfabeto.
Já desconfiava.
Efectivamente: hoje, no sítio do costume
A presente resolução do Conselho de Ministros determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no sistema educativo no ano lectivo de 2011 -2012 e, a partir de 1 de Janeiro de 2012, ao Governo e a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do Governo, bem como à publicação do Diário da República.
Crónicas de Timor-Leste – I
António José
Nota prévia:
O meu amigo Tozé é, há uns bons 30 anos, o mais ardente defensor da causa timorense que em Portugal houve. Anarquista e libertário, dos verdadeiros e dos sete costados, passou de Tozé Fotógrafo ao Tozé por Timor. Não abraçou a causa, como tantos fizemos, porque entre ele e a causa houve mais fusão que dialéctica.
Um dia, tantas vezes o esperámos, Timor tinha de conhecer o Tozé, e o Tozé não se importava nada de conhecer Timor. Já lá está, Coimbra emprestou-vos o Tozé, é favor devolverem intacto e bem disposto, e aqui vou adaptar o que nos vai contando no Facebook; são crónicas de um fotógrafo, as imagens não me chegam nas melhores condições, mas faz-se o que se pode e a mais não somos obrigados.
João José Cardoso
25/2/2015
Há coincidências engraçadas… acabo de me cruzar com Adelino Gomes. Não resisti e incomodei-lhe a leitura. Uns dedos de conversa … “lembra-se nuns Dias do Desenvolvimento?”… Em que o encontrei mais de três décadas depois de o ouvir falar pela primeira vez, sobre Timor-Leste … tinha a Indonésia invadido Timor e dizimava… Obrigado Adelino Gomes. Foi consigo que a ilha encantada começou aqui “por dentro”. [Read more…]
Eurogrupo: a Grécia como desafio democrático
O primeiro-ministro grego está debaixo de fogo e os canhões apontados à Grécia estão em Bruxelas, com o apoio dos governos português e espanhol. Tsipras disse que os gregos encontraram em Bruxelas um eixo de poder que tem um objectivo político muito claro: assegurar os resultados eleitorais que melhor servem os interesses dos partidos que têm partilhado o poder nos países onde haverá eleições este ano, e os dos seus parceiros de negócios.
Numa tentativa desesperada de defesa dos referidos interesses (que não são os dos povos, sabêmo-lo hoje, ao custo do nosso sofrimento e da indignidade das nossas vidas de cidadãos de países supostamente desenvolvidos e democráticos, mas onde cheira de novo a fascismo, naquela versão que a gente sabe), Mariano Rajoy disse que os ibéricos não são responsáveis «pelas frustrações dos radicais de esquerda» quando confrontados com a realidade dos factos. Como se a realidade fosse unicamente composta pelos factos que melhor servem os interesses de Rajoy. Já o Governo alemão, acusou Tsipras de ter cometido um erro que não é habitual, ao atacar os seus parceiros europeus, «algo que não se faz no eurogrupo», disse o Governo alemão. Isto está bonito.
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Raif Badawi
Teve o azar de nascer na Arábia Saudita.
Teve o azar de ser um homem de liberdade num país onde esse direito não existe.
Teve o azar de encontrar no seu caminho já espinhoso um juíz que, não se sabe por que motivo, o deve odiar e insiste em querer condená-lo à morte.
Teve a sorte de num primeiro julgamento o juíz não o poder julgar e condenar por apostasia (afastamento da religião, punível na Arábia Saudita com a morte por decapitação), mas entretanto teve o azar de os poderes dos tribunais terem sido alargados e esse mesmo juíz poder agora julgá-lo por esse crime tão hediondo.
Raif Badawi foi primeiramente condenado a 10 anos de prisão e a receber 1000 (mil) chicotadas, à ordem de 50 por semana. Recebeu apenas a primeira flagelação. O seu corpo não aguentou. Ficou doente. Desde então, não voltou a ser torturado com as chicotadas, e com tanta pressão internacional, havia a esperança de que ele pudesse ser libertado. Mas agora chegou a pior de todas as notícias: suspeita-se que Raif Badawi, um nosso colega, blogger como todos nesta casa, defensor das liberdades como todos nesta casa, vá ser julgado por apostasia.
A pressão de todos, o barulho, a luta, podem ser, neste caso, vitais para salvar a vida deste homem cuja família o espera no Canadá.
Portanto, meus caros leitores, peço que cada um faça a sua parte. Assinem a petição aqui e gritem no twitter e no Facebook (não se esqueçam de usar a etiqueta #FreeRaif) que querem este homem libertado.
Se é necessário que o mundo seja vigilante, é nestas coisas que tem que o ser. A liberdade de expressão é um direito de TODOS os povos.
O Egito e o Egipto?
Sim, o Egito e o Egipto. Efectivamente: o Egito e o Egipto. Exactamente.
Portugal miserável
Acabado de sair, o índice Bloomberg coloca-nos no 10º lugar da lista das economias mais miseráveis do mundo. Os resultados têm em conta a taxa de desemprego e o valor da inflação.
Esta porra triste

Aos que emigraram e nos pedem notícias, acabamos a dizer: “Eu não vivo em Portugal, eu sobrevivo-lhe.” Levamos a nossa rajada diária de tiros sob a forma de notícias do caos – na saúde, na justiça, na educação, na máquina estatal. Cada jornal que lemos, cada bloco de notícias a que ainda temos estômago para assistir arrancam-nos o mesmo rosnado e impotente “Filhos da puta”. Fomos rebaixados de cidadão a contribuinte enquanto o diabo esfregava um olho. A grande máquina olha-nos com desconfiança, rotula-nos de prevaricadores, trata-nos com soberba e desprezo, cospe ordens de penhora, multas gordas de juros, exige-nos mais. O discurso oficial, a narrativa, ensina-nos a desconfiar de quem pede e a não duvidar da palavra de quem rouba. Ser forte com os fracos e fraco com os fortes é o credo que vigora. [Read more…]
Sempre em contato

© Christian Witkin/VF (http://vnty.fr/1EdNq4s)
I try to deny myself any illusions or delusions, and I think that this perhaps entitles me to try and deny the same to others, at least as long as they refuse to keep their fantasies to themselves.
[W]hen the truth becomes inconvenient, the person takes a flight from facts.
***
Efectivamente, com o Acordo Ortográfico de 1990, há quem fuja de factos e aproveite o embalo para evitar contactos e secções — e há quem julgue (e divulgue) que “as novas regras estão a ser aplicadas sem atropelos” e “sem problemas de maior“. Houve mesmo, in illo tempore, referências a matérias muito relevantes para a ortografia portuguesa europeia, como cortes de cabelo e barba.
No entanto, em suma, aquilo que actualmente temos é isto:
O candidato da coligação Mudança, Victor Freitas, esteve em contato com a população de Santa Cruz e do Caniço.
O candidato da coligação Mudança esteve hoje na freguesia de Santo António para contatar a população local.
O candidato da coligação Mudança esteve hoje no bairro da Ajuda para contatar a população local.
A coligação Mudança esteve hoje em Gaula contatando a população.
No âmbito das “Presidências Abertas” no concelho de Machico, o PS-M visitou hoje a freguesia do Porto da Cruz para contatar com a população.
A miúfa de Rajoy e Passos
Sejamos honestos, não é o perdão ou a reestruturação da dívida grega que incomodam Rajoy e Passos. A miúfa de Rajoy e Passos é que o Syriza representa uma esquerda que irá desmantelar todas as grandes negociatas agarradas ao poder da responsabilidade do PASOK e da Nova Democracia.
Passos sabe melhor que ninguém que, tal como na Grécia, as grandes negociatas em Portugal têm cores políticas bem vincadas e associadas ao arco da governação. Ao BPN chamavam-lhe o banco do PSD. Foi no BPN que Cavaco Silva obteve lucros de 140% pela compra e venda de acções em apenas dois anos, o mesmo Cavaco que em 1987 utilizou a expressão “gato por lebre” para criticar os lucros estratosféricos (mas inferiores a 140%) da bolsa de Lisboa. O triângulo entre a CCDR da Região Centro, a Tecnoforma e os colégios privados da GPS em que esteve envolvida a quadrilha composta por Passos, Relvas, Paulo Pereira Coelho e António Calvete colocaram de mão dada quadros do PSD e do PS em negociatas que prejudicaram fortemente o erário público, actualmente a ser investigadas pela UE. O BES foi outro dos bancos do PSD por onde passaram muitas negociatas entre as quais a dos submarinos que envolve dois distintos militantes do CDS: Paulo Portas e Jacinto Leite Capelo Rego. Já “de róseos dedos” são as negociatas realizadas à custa da Parque Escolar e os esquemas de Sócrates com o Grupo Lena.
Também em Espanha, o que não falta é matéria de investigação criminal envolvendo Rajoy no caso do financiamento do PP e sobre suspeitas de criminalidade financeira envolvendo a Opus Dei, altamente comprometida com a direita espanhola. Aliás, a Opus Dei e toda a constelação de interesses instalada nos partidos do arco do poder em Espanha e Portugal irão continuar a boicotar o trabalho de Tsipras, tudo farão para impedir o Podemos de governar em Espanha e que o “mal” alastre a Portugal, arruinando os negócios destes distintos cavalheiros na Península Ibérica.
Perante este cancro, Tsipras terá sempre um forte e amplo apoio em Portugal e em Espanha entre as classes mais desfavorecidas. A miúfa está do lado de Rajoy e Passos Coelho.
Oh Marcelo, francamente

Com o esgaseamento habitual, o prof. Marcelo perguntava aos deuses, via televisão:”Como é que se paga voluntariamente uma dívida prescrita? A dívida prescreveu, prescreveu. Não há dívida. Como é que alguém recebe uma dívida prescrita?”. . Referia-se, naturalmente, ao pagamento de uma dívida prescrita que o 1º ministro se aprestava a fazer (élection oblige…) à Segurança Social. O comentarista é um venerado prof. de Direito, por isso era razoável pensar que soubesse… Direito. Afinal, que diabo, ele quer ser Presidente da República e convém estar a par destas vulgaridades. Sempre pronto a ajudar quem precisa, aqui transcrevo parte de uma nota divulgada à Imprensa pelo ISS:
-“… «quando existem no Sistema de Informação da Segurança Social dívidas contributivas que estão prescritas» o contribuinte tem duas opções que pode tomar.
Uma das opções passa pelo contribuinte poder «invocar formalmente a prescrição junto dos serviços da Segurança Social e, nesse caso, as mesmas são retiradas do sistema e deixam de existir para todos os efeitos legais».
A outra opção é o contribuinte «requerer o pagamento das contribuições prescritas para que as mesmas possam ser consideradas na totalidade da sua carreira contributiva, para efeitos de contagem nos seus direitos futuros, nomeadamente na atribuição de uma pensão», explica a Segurança Social.”
Marcelo, Marcelo, que descuido é este em que vives?
asfixia
Schauble sabe-o perfeitamente. Se os gregos atingirem os pretendidos 3% de saldo primário orçamental (sem juros) conseguirão atingir a meta à custa de uma enorme crise humanitária e política no país. Dada a posição geopolítica dos gregos no controlo do mediterrâneo, não interessa nem à Europa nem aos EUA ter ali um estado colapsado, passível de receber a qualquer momento a influência de 3 ameaças: a perigosa extrema-direita grega, o fundamentalismo islâmico ou a influência russa.
Dada a actual dívida dos gregos (240% do pib, mais coisa menos coisa), mantendo-se o pib grego numa condição coeteris paribus durante as próximas décadas, Atenas demorará cerca de 60 anos a tornar a sua dívida sustentável, isto é, se no decorrer dos tempos não criar mais dívida. A dívida grega é pura e simplesmente impagável ou pagável à custa de um século de sofrimento do povo grego. Compreende-se o medo de varoufakis nas negociações: financiamento a curto prazo. Sem financiamento a curto prazo, nenhuma ideia que o governo grego tenha para inverter a situação será concretizada não existe fundo de maneio para a concretizar, tão pouco para o país cumprir as suas obrigações. [Read more…]
a história de passos, o sortudo
Já diz o ditado popular que os impostos são tão certos como a morte. Retirando a palavra impostos, colocando a palavra contribuições, o milagre segundo são pedro é difícil de explicar.
Todos os meses, mais tarde ou mais cedo as contas hão-de bater que nem mísseis nos nossos costados. Umas, de forma involuntária, com cariz coercivo, escondidas por detrás de um contrato social de difícil descodificação que estabelecemos com o estado na nossa folha salarial. Nunca nos foi perguntado se queríamos pagar impostos para receber bens e serviços do estado, sempre nos foi exigido como uma norma de conduta comunitária. Outras, de forma voluntária através da figura jurídica do contrato-adesão. Se queres o serviço de um privado, ou aceitas, pagas e tens ou não aceitas e não tens.
O milagre segundo são Pedro é esquisito e ao mesmo tempo irónico. São Pedro desconhecia a dívida porque, vá-se lá saber houve uma falha de um sistema informático. [Read more…]
É o capitalismo, estúpido
Já tivemos algumas experiências semelhantes no Aventar: um artigo que denuncia uma situação serve de rastilho para outras denúncias que explodem na caixa de comentários. No L’obéissance est morte desabou um verdadeiro continente sobre as práticas laborais da família Azevedo, gente que passa por honesta e honrada (e não foi bem assim que o pai Belmiro se lançou nos negócios).
Da compilação que fizeram, seleccionei alguns exemplos do capitalismo neoliberal em todo o seu esplendor. Também podia chamar a isto cambada de filhosdaputa, ou parafraseando Boris Vian, havemos de vos cagar em cima, a empresa até é do norte, mas fiquemos pelo capitalismo. Este é mesmo selvagem, ainda é ilegal, mas fica impune. Testemunhos do Homem Sonae, como lhes chamou em tempos Belmiro: [Read more…]
Postcards from London #5
Do a thing a day that scares you
repetimos as coisas, quase sempre, quase todas as coisas. como se fosse a primeira vez e fosse tudo sempre novo. assim é nas viagens. em toda a parte, suponho. falo da maioria das pessoas. creio haver uma minoria que já nada repete. e se fecha ao mínimo desgosto ou susto. gosto de pensar que é mesmo uma minoria, mas na verdade não tenho a certeza.
não que eu seja particularmente destemida ou corajosa. Mas gosto de começos. do princípio. quando tudo se anuncia e é possível. não é, no entanto – acho – possível estar sempre a começar qualquer coisa. uma viagem, um texto, um trabalho, uma amizade, um amor, tudo. Começamos tudo muitas vezes e acabamos tudo vezes demais. tudo com idênticas repetições, mas que, a cada vez, nos parece diferente e novo. escrevo isto no avião e se calhar porque me sinto sempre frágil aqui. E hoje é também do cansaço do fim desta pequena viagem, outras vezes repetida mas, sim, desta vez anunciando não sei bem o quê, um pouco assustador.
ao acordar esta manhã estava um sol encantador. arrumei por isso as tralhas rapidamente, tomei o pequeno almoço servida pelas miúdas portuguesas que me trataram como se fossem a minha mãe, ou seja, com muito mimo, deixei a mala no hotel e saí para a rua. lembrei-me de voltar a covent garden e assim fiz. apanhei o metro para leicester square e caminhei um pouco até ao mercado animadíssimo como dele me lembrava. e com sol, como nunca o tinha visto. turistas misturados com locais, porém numa proporção desequilibrada a favor dos primeiros, é evidente. ando por ali, sento-me ao sol, fumo ao sol, sou um pequeno gato ao sol, esta manhã. há palhaços, homens-estátua, equilibristas, vendedores de tudo e de nada que (me) importe. coisas pequeninas, que na sua maioria não servem para nada, objetos diversos, quinquilharia. como nem sequer tenho fome, não gasto um cêntimo, devia dizer um ‘penny’, em covent garden. apenas aproveito o sol para olhar para as pessoas na sua vida pachorrenta de domingo. enquanto estou ao sol lembro-me da noite de ontem, no pub. o peixe e as batatas fritas e uma conversa inesperada à chuva. nada que vá começar, seja como for. [Read more…]
Passos Coelho, as dívidas, as prescrições, os pagamentos, as mentiras e as desculpas esfarrapadas
Este exemplar da espécie humana nunca deixa de me surpreender, malgré tout!
Senão vejamos: Passos Coelho não pagou à Segurança Social as contribuições devidas durante um período em que recebeu com Recibos Verdes;
A primeira desculpa, idiota, é que entretanto pagou apesar de a dívida já estar prescrita. Ora isso não é possível. Nenhuma contabilidade suporta a entrada de uma “receita” sem título justificativo válido. Como tal, a Seg. Social já lhe devolveu, ou ainda vai devolver, o dinheiro.
(versão integral em: http://wp.me/p29WGc-Ad )
Salário: bugigangas, bibelots, cenas assim…
Um xico esperto
Mentiu (e mente) deliberadamente, contribuiu para os esquemas de fraude com os fundos comunitários, fugiu aos impostos (mas tem as costas quentes pelo ministro da tutela, dizendo-o “vítima de erros da própria administração”), piorou o estado do país e meteu-se num confronto com outro estado, através de uma colagem àqueles que nos exigem cada vez mais impostos e mais cortes.
Ainda assim, aparentemente, uma percentagem elevada de eleitores votaria novamente nesta pessoa.
Gostam mesmo, só não se sabe se usam ou não vaselina.
“Vítima de erros da própria administração”
“Salário penhorado por dever cinco cêntimos ao Fisco.” Todas as vítimas são iguais, mas umas são mais iguais do que outras.
Postcards from London #4
Ride with Pride, despite this is a highway to nowhere
quando chego à universidade de westminster, depois de ter dado de caras com a estátua do sherlock holmes mal saio do metro, há pessoas de cabelos coloridos a fumar dentro do ‘perímetro’. e balões em vários tons de rosa e uma passadeira arco-íris. apesar de ir fazer a minha apresentação hoje duvido que tanta animação seja por minha causa e estou, evidentemente, certa. trata-se de uma festa organizada pelos estudantes lgbt – #ridewithpride.
o átrio da universidade está transformado numa feira, com pessoas coloridas, com palcos onde se canta e toca. quase me dá vontade de esquecer a apresentação e ficar por ali a apreciar a agitação e a observar as pessoas. mas depressa realizo que a música é horrível e, por isso, decido ir para a sala 303.
a apresentação corre bem. os meus colegas gostam principalmente dos traillers dos filmes, que apresento, especialmente de ‘dot.com’ e de ‘ainda há pastores?’. No final e ao almoço e cá fora no ‘perímetro’ (se hoje a regra é infringir as regras, eu aproveito) enquanto se fuma um cigarro no meio dos balões cor-de-rosa, muitos hão-de vir falar comigo e dizerem ‘que coisa interessante! nunca tinha pensado em analisar o rural no cinema’ ou ‘os filmes que analisaram têm legendas em inglês?’ ou diante da minha resposta de que pelo menos os trailers tiveram de ser legendados pelo Diogo em inglês, ‘oh! sim, é esse o problema dos filmes portugueses, sabe? é tão difícil encontrar obras legendadas?’. Sei. Acontece o mesmo com muitas outras coisas. esta espécie de demissão de sermos vistos e compreendidos. mas, no entanto… [Read more…]
Poderosa e sem controlo: a troika
Puissante et incontrôlée : la troïka; Documentário de Harald Schumann, disponível em francês e alemão; ARTE / RBB; Fevereiro 2015



















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