Foto@Diário de Notícias
A química é inegável: herr Schäuble e a sua melhor aluna nas cadeiras de Austeridade Fanática e Vassalagem Aplicada parecem mais próximos que nunca. O professor tece rasgados elogios à aplicação do ajustamento, a aluna responde com um pedido de firmeza para com as posições do governo grego e mostra os dentes a Varoufakis nas reuniões do Eurogrupo, demonstrando que a solidariedade que os seus pares tanto elogiam à Alemanha é relativa. Solidariedade sim senhor mas para “radicais”, radicalismo e meio.
Mas entre ronronares e festinhas na cabeça da embaixadora do ministério das Finanças alemão em Lisboa, a realidade, essa malvada, conta-nos outra história. A história de uma dívida que, após tantos sacrifícios, compromissos sobre metas a atingir e propaganda permanente, insiste em aumentar. E para não variar, a dívida pública voltou a crescer em 2014, algo que se traduz num aumento de 0,7% face a 2013. Traduzindo isto para euros, falamos de um valor que ascende a 224.477.000.000,00€. Duzentos e vinte e quatro mil milhões e meio de euros.
















O Libération relembrava esta semana que a desinformação em torno do Syriza vem acompanhada de duas grandes mentiras em que se classifica o partido de ser euro-céptico e de ser anti-euro. Se dúvidas houver, basta ler o programa do Partido de Esquerda Europeia – o qual não integra o PCP que é apenas membro do GUE – que acompanhava a candidatura de Alexis Tsipras à Presidência da Comissão Europeia redigido para o IV Congresso do Partido de Esquerda Europeu intitulado “Unamo-nos por uma alternativa de esquerda na Europa” :












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