O corno foi à Assembleia

O corno foi à Assembleia da República e, como se esperava, defendeu o primeiro-ministro. Que não, que o primeiro-ministro não sabia do negócio PT/TVI. Mesmo que as escutas provem o contrário, e mesmo que não conste que está dentro do pensamento de José Sócrates, Granadeiro consegue garantir que o primeiro-ministro não sabia.

E depois queixa-se de ter sido encornado. Foi encornado e gostou.

Ao cuidado do Governo: o exemplo sueco

Já que se gosta tanto de usar os exemplos dos outros, para reduzir reformas, direitos e afins, para se fazer sacrifícios, para se ser mais produtivo, e tudo o mais, aqui está um exemplo que, já agora, poderíamos seguir.

Até a bem da tão propalada moralização da vida política nacional, e do dito esforço colectivo que representa o PEC.

Claro que se pode sempre dizer que estes suecos mais o seu Parlamento não passam de uns demagogos, ou que há diferenças climatéricas que impedem de seguir o exemplo, etc. …

Diálogos de café: o eixo da terra

-Eh, pá, finalmente um dia de sol. Já estava farto de tanta chuva.

-Pois é, parece que a culpa é do anticiclone dos Açores.

-Ouvi dizer que este ano está mais fraquinho…

-Mudou de sítio, pá, o problema é esse.

-Se mudou de sítio não sei, mas lá que tem chovido como o caraças, isso tem. Ouve lá, como é que o anticiclone mudou de sítio?

-Foi o sismo, acho que o do Haiti. Li no jornal que entortou o eixo da terra.

-Entortou o eixo da terra?

-Entortou o eixo da terra e, como ficou todo torto, o anticiclone saíu do lugar.

-Puxa, não admira que o tempo tenha ficado doido. Isto está cada vez pior.

-Já não há volta a dar. Como é que se pode endireitar outra vez o eixo da terra? Nem daqui um século.

-Porra!!! Estamos lixados, pá, a minha sorte é que já não me sobram muitos anos.

os amores são como o vento

 

Namoro, ele e ela em procura da igualdade

 para Maria da Graça

O título precisa  uma certa certa definição. Amores há muitos e de diversas maneiras. Há o amor à Mãe, há o amor à Pátria, há, finalmente, o amor à Humanidade, e dentro de Humanidade, há o amor personalizado. Esse amor a dois, que é nosso melhor alimento espiritual e que dá força para continuar a vida.

Vivemos num país de brandos costume, como é denominado Portugal, que causam estragos se nós sabermos por não saber precaver situações de alto risco. Apenas durante estas duas passadas semanas, tivemos uma hecatombe na Madeira, como já comentara num ensaio anterior; a seguir, e por esse descuido, o Chile ficou de joelhos: nem partido nem quebrado, mas sim, dobrado. Faz dos dias antes desta data, a Turquia ficou de rastos. O que segue, não é sabido. Quem nos dera sermos bruxos ou uma divindade qualquer. Conheceríamos assim o futuro e aprenderíamos a gerir o presente.

Mas o presente tem um senão. Especialmente em amores privados. O homem quer mandar, assim foi habituado desde a sua mais tenra infância, e não consegue suportar o machismo crescente da mulher. Pelos menos, na minha geração que não a dos mais novos: novos são meus netos que, a todo minuto, devem começar a namorar, especialmente o mais velho, que neste Junho faz dez anos. A sua pequena irmã de sete, já pretende ter sedutores, porque imita a mães que é linda como o sol, sabe que é assim e, sem se exibir, aceita com paciência as simpatias dos seus colegas e compatriotas holandeses e ingleses. Tomás segue os passos do pai, que está sempre a trabalhar no seu Museu da Insurreição, que bem dirige. É um genro de bom feitio e lindo, como o seu filho, meu neto. Nem um nem o outro, reparam se são pretendidos ou não, não têm vaidade, não se exibem. [Read more…]

E se beber 4?

Diga adeus à obesidade com dois copos de vinho por dia.

No fim da Guerra, um dia de sol


Quem se passeie pela net, decerto encontrará sites e foruns nos quais mutuamente se agridem nacionais dos mais diversos países. Se os ingleses “são por regra” bêbados, os holandeses são uns parolos de soca nos pés e chibata na mão, os alemães são todos militaristas, os franceses nunca tomam banho e os italianos pertencem todos – e mais alguns – à Mafia. Quanto a nós, portugueses, ficamos-nos pelos tipos com 1,45m de altura, bigode, boné de presilha e escarro nas paredes. A perfeita tradução para a banda desenhada, fê-la a dupla Goscinny-Uderzo num album do Asterix, talvez O Domínio dos Deuses, não tenho a certeza.

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Diz que é o Choque Tecnológico!

Portugal perdeu 8 posições no «ranking» mundial do Governo electrónico.
Lá se foi mais uma bandeira.

Pensamentos XXXIX e XL

XXXIX

Quando estiveres no mar, se vires uma baleia com cornos,

pensa, primeiro, que é uma vaca.


XL

Quando uma galinha te mostrar os dentes,

pede-lhe que mie.


Conheça o primeiro Caderno de Pensamentos do Sr. Anacleto da Cruz.

O «amigo Joaquim» tem medo de quê?

Agora que Joaquim Oliveira se recusou a ir à Comissão de Ética explicar os negócios do seu Grupo, fico à espera de saber o que têm a dizer todos aqueles que tanto criticaram o director do «Sol» por ter adiado uns dias a ida ao Parlamento.
Que Joaquim Oliveira prefere fazer as coisas pela calada, na sombra, já sabíamos. Agora, que se recuse a ir à Assembleia da República, já é algo que ultrapassa todos os limites. José António Saraiva foi, Pinto Balsemão foi, Moniz foi. E o amigo Joaquim, que ainda tem o desplante de processar o Estado, tem medo de quê?

A conheci e nada pedi. Um poema

a mulher do meus sonhos

Entrei na sala de aulas. Era o meu dia de proferir uma lição. A lição da semana. Não olhei para sítio nenhum, conforme meu hábito, nem falei. Distraia-me. Distrair-se no começo da elocução, era um pecado. Um grave pecado. O meu dever era ensinar. Para ensinar, deve-se estar concentrado. Todos o sabiam e por isso não me falavam. Era sabido por todos que no meio da conferência, ia parar, calar e dizer, caramba, estava tão dentro dos meus pensamentos, que me esqueci de cumprimentar. Todos riam. Mas ninguém falava. Conhecido era que qualquer frase ia danar-me, perdia o fio da memória, esquecia a frase seguinte. A prova era dura. Era meu costume enviar as habituais seis páginas da temática que ia proferir, vários dias antes. Todos liam e sabiam do que eu ia tratar. Carregado de textos, enquanto falava, procurava citações em livros sinalizados por mim com pequenos colantes amarelos escritos com a ideia central para desenvolver ao longo de 45 minutos. Nenhum minuto mais, nenhum minuto menos. O título da aula era a minha hipótese, e os pequenos colantes que marcavam diversos sítios dos vários textos, as ideias substantivas para provar a central. Esses 45 minutos voavam como borboletas, com os meus olhos fixados em cada flor que ai estava. Olhava-as, mas não as vias. Bem sabiam as minhas borboletas que um pequeno sussurro delas, encurtava o meu pensamento e não ia saber como continuar. Cada dez minutos, contava uma anedota para aligeirar a lição e aliviar a forçada concentração a que as obrigava. Borboletas femininas, borboletas masculinas, de curta idade, à tarde e à noite, adultos que trabalhavam durante o dia e apareciam às 18.15 – a minha lição devia começar às 18, mas eu dava quinze minutos de tolerância, porque, em hora de ponta, as deslocações eram cumpridas e pesadas, porque um café para estarem acordados, porque um queque para entreter a fome. Porque a conversa de corredor era obrigatória. Porque milhares de motivos entretinham as minhas borboletas.

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Faltam 423 dias para o Fim do Mundo…

Os amigos são para as ocasiões e Constâncio sabe disso. E adivinhem lá, adivinhem: quem vai pagar a crise, quem é??? Entretanto, um português foi raptado por piratas somalis! São burros estes piratas, então não sabem que nós ainda estamos economicamente piores do que eles?

Joaquim Oliveira trata a AR como se fosse a Liga dos Clubes. E nada como ver e rever as gaffes da nossa classe política, nada como rir para alegrar a classe média.

Assim vão os nossos dias…

ADENDA: Absolutamente notável é esta posta do Gabriel no Blasfémias:

E a responsabilidade é da senhora que ainda dirige o partido, que há muito deveria ter criado condições, retirando-se atempadamente, para que tal partido estivesse  neste momento pronto a dar plenamente o seu contributo, com projecto claro para o eleitor. Mas por razões pouco claras, tal não era do seu interesse, pagando o país por isso uma factura muito cara.

Presente e futuro da Advocacia: uma questão de República (7)

Continuando o que escrevi aqui.

Além das matérias exclusivamente respeitantes aos Advogados e à Ordem dos Advogados (OA), existe um conjunto de questões da Justiça que de modo directo e incisivo influenciam quer o estado quer o rumo da Advocacia em Portugal.

Será essa sumária abordagem que se farei a partir de agora, e que se reporta a problemas sérios e graves da nossa República que, por isso, dizem respeito a todo o cidadão. Uma abordagem assumida e necessariamente política. Pois que política advém do grego “politiká”, ou seja assuntos públicos, o que diz respeito ao público. Tal como República, do latim “respublica”, se reporta à coisa (“res”) pública, à administração da coisa pública, do que é público.

Nos últimos anos, tem-se assistido a uma mudança de paradigma (no sentido de modelo) no modo como é encarada a administração da Justiça por parte da classe política. E tal mudança é de fulcral importância, pois que é a classe política que faz as leis que ditam as regras de funcionamento e as competências das instituições da República – com especial relevo, no presente caso, para os tribunais – bem como as soluções a dar aos casos apresentados à Justiça. Já que a actividade de um Juiz é mesmo essa: aplicar o Direito ao caso. Direito, esse, criado mormente pelo Parlamento e, em certas matérias ou condições, pelo Governo.

O controlo parlamentar sobre a actuação do Governo, é atenuado quer pela lógica funcional parlamentar – o partido maioritário no Parlamento, que assim forma Governo, não vai verdadeiramente fiscalizar o Governo de quem é “pai”- quer pela perversa e má prática política lusitana de que o Chefe de Governo pode acumular o cargo de líder do partido pelo qual foi eleito.

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Poesia – Não Tenho Princípio Nem Fim

Não tenho princípio nem fim

Não principio nem acabo

.

Sou o rumor das pétalas a abrir

Sou o grito das cores berrantes

O vestígio de beijos a florir

A noite a cair em instantes

Sou o sangue a correr em mim

Sou vida e morte por um bocado

.

Sou o som da semente a nascer

Sou o que sou, de minha autoria

Volto amanhã se hoje morrer

Sou o rumor do nascer do dia

.

Não tenho princípio nem fim

Não principio nem acabo

Anseio por ser eterno,

Ao fim e ao cabo.

O Porto é uma nação? Independência da Região Norte de Portugal (Memória descritiva)

Mapa da Gallaecia.

A primeira vez que fui ao Porto, viajei com os meus pais, pois era um miúdo pequeno, com seis ou sete anos. Chegámos num sábado, numa manhã de Primavera, fria, mas luminosa. Saímos do comboio na Estação de São Bento e logo fiquei maravilhado com as diferenças – o empedrado das ruas, os eléctricos acastanhados e (pareceram-me) mais largos do que os de Lisboa, os prédios escuros… Via muito cinema e a Baixa do Porto, pareceu-me um cenário londrino. Tudo era diferente.

O meu pai era o único que conhecia a cidade e, orgulhosamente, servia de cicerone. Mas não a conhecia tão bem como dizia e no dia seguinte, um domingo, andámos muito a pé e quando quisemos regressar à pensão ou pequeno hotel da Avenida dos Aliados tivemos de apanhar um táxi. E foi ao taxista que, quando o meu pai se queixou de que a cidade estava muito grande, usou uma expressão que iria ouvir pelos tempos fora (com registos diferentes): «O Porto é uma nação!».

Quando, dias atrás, falei na necessidade de debater um assunto que me parece mal resolvido – o das queixas que a Norte, particularmente na cidade do Porto, se ouvem relativamente ao poder central – não imaginava que houvesse um movimento propondo clara e abertamente a secessão. Circulam documentos nesse sentido, existem sites e blogues, os comentários (alguns) são arrepiantes de ódio e asco ao Sul. Tinha lido um desabafo separatista de um amigo do Aventar, mas atribuí ao facto de ele estar num mau dia. Não supunha que a questão fosse tão grave. [Read more…]

PSD – O debate das Directas no Porto:

Numa excelente iniciativa da Distrital do Porto do PSD, os quatro candidatos à liderança do PSD debateram, ontem, na Fundação Cupertino de Miranda, o que querem para o PSD e para Portugal. O LR no Blasfémias já fez um bom resumo da matéria e, por isso mesmo, vou ser parco em palavras.

Realmente, a questão das claques pró Rangel levantada por LR, algumas vindas de fora da GAMP, foi notória e despropositada, mas enfim, populismos estilo RGA. Julgo que a presença da comunicação social no evento condicionou o discurso dos candidatos pois tiveram de medir as palavras entre o discurso para dentro sem os prejudicar fora e o discurso para fora mas sabendo que quem voto são os de dentro.

Rangel prefere, para já, seguir o estilo populista à Portas. Aguiar Branco demonstra que, infelizmente, partiu tarde pois vale bem mais do que a “relação de forças” apresentada. Já Passos Coelho pareceu muito condicionado pela procura de um discurso para dentro que não prejudique fora, o que se entende por ser, francamente, aquele com mais hipóteses de vir a ser PM.

Marcelo foi o ausente mais presente. O Fantasma…

Governo deixa cair garantia sobre todos os depósitos

Com o início da recuperação, as Finanças deixam cair o compromisso político que existiu durante a crise. Em caso de falência dos bancos, os depósitos estão garantidos até 100 mil euros e não na totalidade.

No auge da crise financeira, no final de 2008, o Governo apressou-se a sossegar os portugueses: para além do aumento da protecção legal dos seus depósitos, que subiu para até 100 mil euros, o Estado garantia cada cêntimo, mesmo acima desse valor.

Agora, pouco mais de um ano depois, o Estado já não garante todos os depósitos, abandonando essa garantia política.

“Atenta a normalização das condições de funcionamento do sistema financeiro, entretanto verificadas, tal compromisso perdeu a sua justificação”, diz o Ministério das Finanças.

Questionado pelo Diário Económico, fonte oficial deixa claro que o momento actual já é de rescaldo da crise financeira, não se justificando, por isso, que as garantias para os depositantes existam para além do que é assegurado pelo Fundo de Garantia de Depósitos (FGD). Este sistema de protecção garante hoje até 100 mil euros por titular de conta. Este limite foi igualmente uma medida de excepção e, mesmo aqui, a partir do dia 1 de Janeiro de 2012, o FGD voltará a pagar apenas 25 mil euros por depositante.

COMENTÁRIO ENVIADO POR MIM AO JORNAL

VIA EMAIL DIRECTO

EM CASO DE FALÊNCIA DOS BANCOS. QUAIS?

BANCOS PORTUGUESES? BANCOS ESTRANGEIROS? [Read more…]

Crédito ao Consumo e do Sobreendividamento dos Consumidores

No âmbito das comemorações do Dia Mundial do Consumidor (dia 15  de Março), a continuação das “Jornadas do Norte”, desta vez dedicadas ao “Crédito ao Consumo e do Sobreendividamento dos Consumidores”, no Auditório Horácio Marçal – Junta de Freguesia de Paranhos – Porto, dia 13 de Março de 2010.

Programa e ficha de inscrição, em NetConsumo.

Apontamentos de Óbidos (3)

(Óbidos vista das suas muralhas)

Apontamentos de Óbidos (4)

(Óbidos vista das suas muralhas)

Obrigado a TODAS!

A questão parece simples sendo verdadeiramente complexa: a Mulher precisa de um dia internacional? A Mulher ocidental certamente que não mas existe mundo para lá do nosso quintal.

Aliás, o nosso quintal teve ontem um belo conjunto de guardadoras de rebanhos, que isto da tradição já não é o que era. Dúvidas? As visitas são uma boa resposta: quase 2000 visitas únicas e mais de 4700 page views, uma das melhores segundas de sempre! O motivo: óbvio, a elevada qualidade do que aqui foi escrito neste Dia Internacional da Mulher por todas estas fantásticas bloggers:

Carolina; Maria Noémia Pinto; Zita Formoso; Isabel Diogo; Maria de La Fontaine; Mimi; Salomé Correia; Carla Romualdo; Ilda Rodrigues; Lurdes Rocha Girão/Paula Salema; Tereza; De Puta Madre; Ana; Ângela Castelo Branco; Maria Pinto Teixeira; Tindergirl; Rita Santos Rocha; M João RijoRenata Moreira de Sá Cruz e Ana Paula Fitas.

Foram 21 colaboradoras de luxo. O nosso muito, mas mesmo MUITO obrigada a todas vocês e a todas(os) as leitoras(os).


bom,

1.       aceder a um convite circular que até tem tanto que ver com círculos, que são do meu domínio (é público), pareceu-me nem largo nem apertado, mas justo.

2.       não me foi imposto um tema, e portanto, sinto-me muito à-vontade nesta minha renovada margem de manobra.

3.       para o pré não vai dar tempo. pode ser o pró?

4.       palavra de ordem: oito

5.       classificação: zero

o que vou dizer é para ser tomado na aceitação literal.

vejamos: se andarmos aos círculos por dentro do algarismo zero, necessariamente somos centrifugados, puxados aos extremos da área demarcada e, por consequência o gravito, cujas curvas enfeitam o quadro da mente na periferia do campo visual. quando se transforma numa obsessão, a força centrípeta forma um buraco negro no olho central, que tudo vê, no ralo que tudo sorve, estão as tormentas e as provações da consciência interdita a si própria. devemos ter cuidado.  não é só com o centro, com o vórtice do turbilhão que devemos ter cuidado, claro…  há na periferia perigos estranhos como duendes… movimentos fugazes das sombras, oscilações das caudas, folhas trémulas. isso pode gerar alienação. estar alienada pode acabar com a solidão. sim. o fim da solidão pode ser o começo da multiplicação. uma espécie de reprodução do espírito por cissiparidade. divide-se como uma célula, separando uma parte de si mesmo para formar outro exactamente igual a si.

hoje é dia zero com nó bem apertado no centro.

e se perdermos a consciência? a consciência não pode faltar a nenhum dos produtos ela é o núcleo, embora por vezes seja invisível , está lá. por exemplo: a esfinge não sabe que eu não lhe posso ler os acentos gráficos e que as suas palavras têm mais interrogações do que deviam; uma vez que “a” é prefixo de negação e que uma dupla negativa faz cair a negação e cria uma afirmativa, o contrário de azul seria aazul, logo zul. se zul é o contrário de azul, deve ser o seu inverso, portanto, amarelo.

quando não nos lembramos de como nos sentimos, perdemos a consciência. não por solidão, mas por excesso de companhia, o mais provável é não sentir, de todo.

concluo portanto que hoje é dia oito em nó, solitário, consciente, amarelo e circular.

carolina – echos & espheras

Dia da Mulher: Não quero flores


Nem flores, nem qualquer outro gesto simbólico que assinale o Dia da Mulher.

Quero a merecida e tão propalada igualdade de géneros.

A passagem deste dia lembra-me sempre que as mulheres continuam a ser vistas e tratadas como seres inferiores aos homens.

O próprio facto de eu ter sido convidada, porque sou mulher, para escrever este post neste blogue, que é sobretudo feito por homens, contribui para essa ideia de inferioridade feminina. Hoje os homens deixam-nos escrever… Iupii!!!

Isto apesar de as mulheres presentes em muitos dos sectores importantes das nossas sociedades serem em maior número do que os homens.

No entanto, as mulheres estão presentes, e muito, nos lugares de base, raramente nos topos. Dirão que é normal. Uma mulher não pode nem deve fazer carreira, sobretudo se tiver família ou se pretender tê-la.

Uma mulher que tenha filhos, mas insista em manter a sua carreira, muitas das vezes tem que não só provar ser muito mais capaz do que os homens seus colegas, como enfrentar as opiniões do mundo, frequentemente da sua própria família. A mãe que com sacrifício deixa os filhos à noite para reuniões importantes ou para tratar de negócios é uma má mãe. Não devia ter tido aquelas crianças, coitadinhas, deixadas assim com o pai ou os avós ou, Deus nos livre, com uma ama qualquer. E, claro, se o marido se fartar e arranjar uma amante, é normal, não tinha mulher em casa a cumprir o seu dever. Um homem não é de ferro, tem as suas necessidades. Já o pai que faz exactamente o mesmo é um grande homem, faz tudo para sustentar a família e se a ingrata da mulher se «mete debaixo» dum qualquer que lhe apareça é uma desavergonhada, não merece aquele marido, devia era ser corrida com dois sopapos. Os sacrifícios que ele faz por ela e é este o agradecimento que tem… [Read more…]

nÃO sEJAS dUR"a" dE oUVIDO # Especial Dia da Mulher 7:

E termino esta breve aparição (e absoluta estreia) na blogosfera com a junção de dois génios da música em português, tomando de assalto a rubrica “Não sejas duro(a) de ouvido” do FMSá, a partir da meia-noite já vos devolvo o rapaz. Foste tu que mos deste a conhecer. Obrigado. Zita Formoso.

e para fim, fica a surpresa, a nossa:

Mulheres, conheçam os vossos limites


Maria Noémia Pinto, leitora do Aventar

Quem me dera que o dia da Mulher me fosse indiferente:

(Por Isabel Diogo, Blogger, Intervenção Maia)

Escuso-me a comentar a pertinência da comemoração(?) do dia, bem como a abordar a questão no que transcende a nossa sociedade e a nossa cultura, porque me falta conhecimento e sensibilidade para tanto.

Gostava de poder ver o dia em que este deixe de fazer sentido. Gostava de acreditar que lembrá-lo ou comemorá-lo são pertinentes ou consequentes. O problema ( que é extremamente grave e fatal, em muitos casos) é, na minha opinião, para além do óbvio sócio-cultural, educacional.
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nÃO sEJAS dUR"a" dE oUVIDO # Especial Dia da Mulher 6:

Dedicada ao autor original da série neste dia em que completa mais um ano de vida e com dois dos nossos preferidos. Zita Formoso.

Uma História (muito) mal contada


O convite (com muito mau hálito) para a sessão inaugural da Assembleia Constituinte de 1911: mulher NÃO entra!

Neste 8 de Maio e em todo o Portugal, múltiplas instituições comemoram o Dia Internacional da Mulher, num oportuno enxerto com as comemorações oficiais da República. O lema? A Mulher e a República.
A verdade é bem diversa daquela que nos querem fazer crer. Nem sequer dando muita ênfase ao facto de Portugal ter tido duas mulheres que acumularam a Chefia do Estado com a de comandante-em-chefe das forças armadas, há ainda que considerar as regências que se sucederam ao longo de séculos e onde brilharam nomes como Catarina de Áustria ou Luísa de Gusmão, entre outras. A I República excluiu as mulheres da vida cívica, considerando-as como seres inferiores e ameaças ao regime de 1911, atribuindo-lhes um pendor religioso contrário aos postulados vigentes. Neste artigo publicado no pró-Partido Democrático jornal Humanidades (1913), torna-se evidente a contradição entre a retórica de hoje e a verdade da História de ontem. Aqui vai um naco da prosa, para aguçar o apetite:
“As mulheres na sua maioria são verdadeiras crianças, com caprichos singulares, excêntricas exigências, são histéricas, nervosas, morbidamente tímidas, deploravelmente ignorantes. Em frente desta fotografia, o que pretendem as feministas, onde quer que elas existam?
Para disfarçar a sua infantilidade, os seus caprichos, as suas exigências, envergam um trajo tanto ou quanto possível semelhante ao do homem, para proteger o nervosismo, o histerismo, e a sua timidez, usam pistola e para acabar de vez com a ignorância, uma formatura. (…) Basta que ela saiba ser mãe para o que é preciso aprender. Uma parte desta sublime missão sabe-a ela instintivamente, outra desconhece-a geralmente – a educação dos filhos.Para isto é preciso despartilha-la; despi-la de muitos preconceitos que a perseguem e gritar-lhe bem alto ao ouvido: não sacrifiques a tua saúde ao rigor artístico dos figurinos porque ao desenhista nada custou a manejar o lápis sobre um pedaço de papel! “


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Dia Internacional da Mulher, 8 de Março


Faço homenagem pública às mulheres da minha vida: à minha avó Joaquina Rosa (falecida em 1980), à minha mãe e à minha irmã. Deram-me vida, amor, carinho… ensinaram-me a crescer, a olhar com o coração… ensinaram-me a não desperdiçar o tempo… ensinaram-me como as quedas nos indicam novos caminhos…

“querendo podes vencer… querendo podes ser feliz”

Saudades avó… Obrigada mãe. Obrigada irmã

a sempre vossa Mimi

nÃO sEJAS dUR"a" dE oUVIDO # Especial Dia da Mulher 5:

Das profundezas do México chegou a Lila Downs e a música ranchera nunca mais foi a mesma. Zita Formoso.

Histórias de Vampiros

O primeiro livro de vampiros que li foi o “Crepúsculo”. Quis lê-lo pois eu gosto de ler e tinha ido ver o filme ao cinema. Como gostei da história e sei que os livros são sempre melhores que os filmes, comprei-o e li-o em duas semanas. Como deve saber, o livro de Stephenie Meyer é um romance entre um vampiro e uma humana. Os livros dessa saga (Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer) falam de um amor impossível em que um dos lados vai ter que ceder, ou o vampiro se afasta da humana, ou a humana é transformada em vampiro. A humana, Bella Swan, quer ser uma vampira, mas o seu namorado, Edward Cullen, recusa-se a transformá-la, até ao quarto livro, em que Bella está grávida, mas a filha é meia-humana, meia-vampira e durante o parto Bella tem que morrer, por isso é transformada, vivendo grandes e perigosas aventuras enquanto vampira.

A segunda colecção de livros de vampiros que li foi “Marcada”, uma saga de P.C. Cast e Kristin Cast. Essa saga apresenta os livros “Marcada”, “Traída” e “Escolhida”. Na 1ª história, Zoey, uma rapariga como qualquer outra, está na sua escola, quando aparece um vampyro que a marca. Depois de marcada, ela tem de ir para uma escola chamada Casa da Noite, senão morre. Um aluno vampyro que não vai para uma das casas da noite existentes não resiste à mudança e morre. Na Casa da Noite também pode morrer, se o seu corpo rejeitar a mudança. Lá, Zoey faz amigos, inimigos e conhece o seu futuro namorado, Eric Night. Zoey é uma rapariga muito especial, ela possui o poder de controlar os cinco elementos, uma coisa que só a deusa dos vampyros, Nyx, conseguia. Zoey consegue salvar o ex-namorado e os amigos, depois de um ritual de espíritos ter corrido mal. No segundo livro, Zoey e os amigos deparam-se com o mais horrível acontecimento, a melhor amiga de Zoey, Stevie Rae, morre e Zoey descobre que a sua orientadora e amiga, Neferet, é má. Vão acontecer muitas coisas na vida de Zoey. Não sei o que se passa no terceiro volume porque ainda não o li. [Read more…]