As minhas memórias do ISCTE, hoje IUL

AS MINHAS MEMÓRIAS DO ISCTE, HOJE IUL

Antigo Edifício do ISCTE

Convidado pelo Instituto de Ciências da Fundação Gulbenkian, apareci em Portugal, pela primeira vez na minha vida, em Dezembro de 1980. Vinha da Universidade de Cambridge, onde fiz os meus graus, até ser Doutor e Agregado. Ainda sou membro do Senado dessa Britânica Universidade, na qual, actualmente, trabalham a minha filha mais nova e o seu marido. Não sabia Português, mas conhecia profundamente o Galego. Tentei falar em língua luso-galaica, mal entendida entre luso – portugueses. Mudei de imediato para o inglês, a minha melhor língua, por estar relacionado com a Grã-bretanha desde os meus vinte anos (sou casado com uma inglesa e as minhas filhas são britânicas). [Read more…]

A insistência que insulta

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Aterradas pelo desagregador processo de autonomias, as autoridades espanholas procuram convencer a sua opinião pública, da inevitabilidade de um futuro Estado unificado peninsular, ainda que para tal procure novas soluções integracionistas. Uma delas, consiste no acenar da cooperação transfronteiriça e os exemplos mais marcantes residem na Extremadura-Alentejo e Galiza-Minho-Trás os Montes. Os governos autónomos das províncias limítrofes, têm desenvolvido intensa actividade aliciadora nas franjas da fronteira portuguesa, desde o sector empresarial, até à saúde, educação, etc.

O plano é conhecido e oferece uma miríade de possibilidades de condicionamento da vontade de resistir das autoridades portuguesas, geralmente radicadas nos centros de decisão longe da fronteira. A questão das águas, os portos de escoamento ou entrada de mercadorias, as vias de comunicação e agora, as universidades, são alguns dos aspectos que têm merecido uma especial atenção por parte dos espanhóis. No meio de uma tremenda crise económica e financeira, as autoridades de Lisboa têm contemporizado, vendo logicamente em Espanha, um motor da nossa debilitada economia que no país vizinho, tem agora o seu maior parceiro. Um erro de mais de duas décadas que ameaça a autonomia de Portugal.

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nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO – dEZ/09 – # 7- Blue Roses:

Pois é, o ano e a década estão a terminar e eu tenho de dar à perna (ainda faltam nove escolhas do ano). Por isso, hoje, coloco duas. Depois dos Beirut, mais um projecto recente, de seu nome Blue Roses e que surgiu em Abril.

Bukowski revisitado

Dei com um livro de Charles Bukowski esta manhã, acabado de acordar, quando me encontrava na casa de banho. Lugar adequado, pensei, com o sorriso semi-alarve e o preconceito de quem se habituou a olhar para a biografia e para a fama, mais do que para o escritor (apesar, claro, de todo o esforço deliberado que o escritor fez para que confundíssemos obra e biografia, até porque a sua escrita é, quase sempre, autobiográfica). Há anos que eu não lia Bukowski.

Avançando na leitura, libertando-me da ganga inicial, encontrei um poeta – não exactamente um poeta maldito – um poeta apenas, dos bons.

O livro estava em italiano, numa tradução do inglês de Luigi Schenoni. É a partir dessa versão que vos traduzo, de forma simples e rápida [Read more…]

Parvoíce de Natal

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Como Se Fora Um Conto – I've Got dreams to remember – A Senhora Margarida

I’VE GOT DREAMS TO REMEMBER

OS MEUS SONHOS DE NATAL – A SENHORA MARGARIDA

São sonhos velhos, os que tenho, com muitas saudades misturadas, de muitos Natais bem passados, com uma família enorme (sim, é verdade, pertenço aos felizardos que tiveram uma infância e adolescência felizes, e com uma família grande), com um avô paterno bonacheirão e amigo de comer bem, tias e tios e primos que enquanto o dinheiro não abundou, se mostraram sempre muito boas pessoas, e a felicidade de todos os anos, dormirmos (fomos durante muitos anos dezanove) de 24 para 25 em casa dos avós, todos juntos, numa alegria imensa.

A consoada, com toda a gente à mesma mesa, ou quase toda porque os mais pequenos ficavam numa mesa à parte por falta de espaço, era barulhenta, com todos a falar ao mesmo tempo, e muito alegre. Não havia espaço para o silêncio nem para a menos alegria. Ninguém abandonava a mesa sem autorização do meu avô, mas também ninguém queria, e o jantar durava muito tempo, sabendo todos nós de antemão, que no dia seguinte o almoço seria mais uma vez uma enorme festa. [Read more…]

nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO – dEZ/09 – # 6- Beirut:

Os Beirut são absolutamente geniais e em 2009, mais precisamente em Fevereiro, lançaram o seu “March of The Zapotec“, um dos mais brilhantes discos do ano. O vídeo que aqui vos trago pertence à música La Llorona e o desafio que vos deixo é pesquisar esta música nas suas versões latinas (pistas: Lilla Downs, Lhasa, etc). Uma obra-prima, mais uma para constar AQUI.

Representantes do Porto – Alberto Machado (PSD)

O terceiro programa da série Representantes do Porto foi com Alberto Machado actual presidente da JF de Paranhos.
O principal objectivo destas entrevistas é ir acompanhando o que se passa na Assembleia Municipal do Porto em que os presidentes de junta têm lugar por inerência mas naturalmente aproveitei também um pouco para falarmos da realidade da própria freguesia.

Motivações
Começamos pela motivação que leva uma pessoa de 31 anos a aceitar o desafio de se candidatar a uma Junta de Freguesia e a este propósito Alberto Machado apontou um pouco o seu próprio percurso na medida em que já fazia parte dos executivos anteriores mas também o desafia que se apresentou pelo facto de Miguel Seabra não se ter recandidatado. De qualquer forma mais interessante ainda é o facto de este ser um cargo que actua directamente no terreno por oposição a alguma da política de carácter mais nacional que consiste na definição de planos e estratégias cujo impacto depois não se consegue ter a percepção.
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A máquina do tempo: Santo Eugenio e os campos de extermínio

Bento XVI, apelou no domingo passado, durante a tradicional oração do Angelus na Praça de São Pedro, a um sentido mais religioso destas festividades, dizendo que o Natal «não é um conto para crianças», mas sim a «resposta de Deus ao drama da humanidade em busca da verdadeira paz».

A mensagem começou com uma expressão de pesar porque em «Belém, que é uma cidade símbolo da paz na Terra Santa e em todo o mundo, não reina a paz». Bento XVI explicou em seguida que o Natal «é profecia de paz para cada homem, compromete os cristãos na tomada de consciência de dramas, com frequência desconhecidos e escondidos, e dos conflitos do contexto em que se vive». Recordou que o Natal tem que fazer com que os homens se transformem em «instrumentos e mensageiros de paz, para levar o amor aonde há ódio, perdão onde haja ofensas, alegria onde haja tristeza e verdade onde haja erros».

Entretanto, a comunidade judaica critica a decisão do papa de aprovar as «virtudes heróicas» de Pio XII, primeiro passo para a sua beatificação, apenas faltando que se reconheça um milagre feito por sua intercessão para que Eugenio Pacelli seja considerado beato.

Será que os judeus têm razão? Vamos ver. [Read more…]

Sinistra Destra, os blogues que eu leio são melhores que os teus

A Voz da Experiência

(…) Não tenho nada a dizer sobre o casamento homossexual, porque já está tudo discutido.
Pois se a única vez que me casei foi com um gay
E quase no tempo do Conta-me como foi.
Com heterossexuais é que não penso casar-me.

Rosa Oliveira, Um Blog Chamado Blog

Assim começa um enxerto de porrada

Todos os dias aprendo coisas novas. Hoje foi o dia de saber que Afonso de Albuquerque morreu há 494 anos. E como soube eu isto? Por alguém que o assinalou, aqui. Uma efeméride? Um pretexto para uma reflexão sobre o personagem, sobre a época, sobre o papel de Portugal no mundo, sobre o que nos une e nos separa da Europa e da Ásia de há 500 anos? Bom, se quiserem chamar-lhe isso. Para mim, tratou-se apenas de ir ao armário tirar uma velharia, dar-lhe polimento e cantar o hino, tudo em sentido, com uma lágrima de emoção patriótica e o coração a bater de fervor por esses tempos em que Portugal foi grande, oh tão grande, e depois desinchou, mirrou e murchou até chegarmos à apagada e vil tristeza, sigh! dos nossos dias. (…)

Paulo Pinto para  o 31 do Reumático

Não invocar gregos em vão

Tiago Moreira de Sá, no blog bafiento-cool 31 da Armada, resolveu citar Aristóteles a propósito do chamado «casamento gay»: «A maior das desigualdades é tratar de modo igual o que é diferente», respigou ele do filósofo. Só faltou mesmo explicar que, no diz respeito às práticas homossexuais, os «homens livres» da Grécia eram uns javardolas sem grandes problemas de consciência; e que o casamento como hoje o conhecemos é coisa que sofreu imensas variações ao longo da história.

Miguel Cardina na Minoria Relativa

Cães fechados nos apartamentos

(…) E percebi a tortura dos cães fechados nos apartamentos, fieis a uma noção alienígena de higiene, educados em absurdas exigências de esfíncteres. Os cães prisioneiros domesticos, dilatando as bexigas ao ritmo de 1-3 cc/kg/ hora, 10 a 30 ml cada hora para este cão médio que agora mija à minha frente, este animal antropocêntrico, pré Copérnico, que dormiu à beira da rotura vesical, como acontece todas as noites em que o rapaz emborca cervejas nas discotecas da cidade e se enchem de mijo, de ureia, um sozinho no apartamento, o outro sozinho na noite , à espera do dia, do rapaz, do cão, da rua, do terreiro.

Luís Januário, A Natureza do Mal

Destra Sinistra, os blogues que eu leio são melhores que os teus

O CAA, sempre ele, a dar ideias aos mouros:  “Já começaram as negociações entre o Turismo de Portugal, a GALP, a EDP, a Red Bull, o município de Lisboa e a UEFA para que o próximo jogo F. C. Porto – Arsenal se realize na Capital do império”…

CAA no Blasfémias

Por sua vez, FJV chama a atenção para o aquecimento global nestes dias gélidos: “está frio — mas, mesmo assim, é um exagero e uma afronta ao aquecimento global”.

FJV, A Origem das Espécies

O Zé Neves, no blog dos dias da semana, zanga-se com o Pedro Rolo Duarte. Que maldade, O PRD só disse que eles são do BE: “O Pedro Rolo Duarte responde, nos comentários ao meu  post, à crítica que aí fiz ao seu programa. Entende que o insultei e responde-me na mesma moeda”

Zé Neves, 5 Dias

Afinal não é só no Aventar que se ataca o Pai Natal, também o Carlos Barbosa de Oliveira, no cada vez melhor Delito de Opinião: “Detesto o mês de Dezembro. Dias curtos, frios e chuvosos significam, para mim, a antítese da felicidade. Diria mesmo, a antítese da Vida”…

CBO, Delito de Opinião

Bem avisa o Joaquim: “O único problema é que os médicos são os mesmos”.

Joaquim, Portugal Contemporâneo

E assim vai a blogosfera nacional. Toca a postar!

O Sistema de Saúde avança com Obama

Mais um passo de gigante, agora no Senado, em direcção a um sistema de saúde que proteja os cidadãos dos US.

Todos os senadores Democratas e mais dois senadores Republicanos, fizeram aprovar a proposta que já tinha passado no Congresso.

Ainda falta muita luta e coragem para se conseguir que 95% dos cidadão americanos tenham, enfim, o direito de serem tratados num qualquer hospital. Para isso, as empresas vão ter apólices de seguros para os seus empregados e os desempregados serão abrangidos por seguros pagos pelo governo.

Entretanto, os conservadores invadem a Comunicação Social anunciando a bancarrota, afirmando que este esquema vai custar ao governo tanto como uma guerra no Afganistão. Não consegui eximir-me a pensar que há aí outra razão para acabarem com a guerra rapidamente.

Como tenho afirmado aqui no Aventar várias vezes, é absolutamente inconcebível que no país mais rico do planeta , os cidadãos não tenham direito a serem tratados na sua doença.

You Tube: Um Mundo Maravilhoso!

Bom dia. Boas Festas.
O YouTube é um mundo maravilhoso para os apaixonados por música. Deixo-vos aqui alguns exemplos:

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Um gajo tem de admitir: grande golo

Foi um prazer este puto, Di María,  ter jogado por cá. E cuidado com o nosso principal adversário no Mundial: a Argentina é muito parecida connosco, vai perdendo, vai perdendo, e depois chega pelo menos à final. Onde é que já te vi nisto Maradona?

Conselhos de Turma


Nos Conselhos de Turma de final do Período, para avaliar os meninos, é necessário entregar / preencher os Registos de Avaliação, os Registos de Avaliação dos Alunos com Necessidades Educativas Individuais, os Planos de Recuperação, Acompanhamento e Desenvolvimento, a Justificação das Negativas, as Aulas Previstas e Dadas, o Relatório do Cumprimento ou não do Programa até ao momento, os Relatórios das Aulas de Apoio, o Projecto Curricular de Turma, os Projectos Educativos Individuais, o Relatório do Programa de Tutorias, o Relatório das Aulas de Recuperação, o Relatório das Provas de Recuperação, a Grelha das Formações Transdisciplinares, o Relatório das Áreas Não-Disciplinares, as Propostas de Apoio Especializado, as Fichas de Registo de Comportamentos, a Pauta, a Acta da reunião.
Ah, e ainda temos de dar as notas aos meninos – no meu caso concreto, multiplique-se tudo isto por 7 turmas e quase 200 alunos.
Ufa! Felizmente já acabou…

Como Se Fora Um Conto – Crónicas lá de Fora – Christmas Carols

CRÓNICAS LÁ DE FORA

CHRISTMAS CAROLS

Estava em Trafalgar Square, nos primeiros dias deste Dezembro, pelas 5 da tarde, já noite cerrada, depois de ter visitado a National Gallery of London, e de me ter deleitado com quadros magníficos de pintores não menos aclamados mundialmente, como Rembrandt, Monet, Picasso, Renoir, Van Gogh, só para referir os que sempre mais me impressionaram, e uma infinidade de outros.

De mão dada com minha mulher, olhava a estátua de Lord Nelson, quando reparei que aos pés da coluna, e nas costas do Vice-Almirante estava um presépio rodeado a cerca de alguns metros por uma barreira metálica e com algumas pessoas encostadas.

Curiosos aproximamo-nos!

Ao longe ouvia-se, vindo do meu lado esquerdo, música, e entrevejo uma espécie de pequeno cortejo, com uma fanfarra a meio. À frente um padre e alguns acólitos. Dirigia-se a nós, com o “ministro” a comandar.

Olho à minha volta, pessoas de todas as idades, desde crianças a velhos muito velhos, esperavam calmamente. Um dos acólitos distribuiu uns panfletos, e quase todas as pessoas aceitaram.

Ainda não imaginava o que se estava a passar. O frio era de rachar, menos de zero graus seguramente, e toda a gente com ar de satisfação. [Read more…]

Um Feliz Natal SEM consumismos!

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Este cavalheiro branco e azul – lá teria de ser – é português, chama-se Kao (branco) e deseja a todos um Feliz Natal. Já agora, aproveitem para não colaborar com as plutocráticas grandes superfícies que infelizmente não vão entrar em greve. É uma época de juízo e não de desvarios.

Associação Ateísta Portuguesa

Eu sei que não é bem aceite a colocação em poster de textos alheios ao autor. Mas tenho visto no Aventar a transcrição de textos que não são do autor, bem como de poemas e extractos. Por essa razão, pelo facto de considerar este texto importante, e ainda por ser membro da Associação, atrevo-me a publicá-lo.

Assunto: Casamento entre pessoas do mesmo sexo

COMUNICADO

À Comunicação Social

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP), na defesa da laicidade e da separação Igreja/Estado, rejeita as manobras do episcopado católico para impor a sua doutrina sobre o casamento a todos os portugueses.

Na sequência da recente aprovação da proposta de lei que permite a realização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, pelo Conselho de Ministros, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) que, já no período eleitoral, advertiu os católicos para o dever de não votarem em partidos que defendessem posições contrárias às da Igreja católica, reincide na mobilização das suas estruturas para pressionarem os Órgãos de Soberania na defesa de um referendo, na esperança de inviabilizar a igualdade dos cidadãos perante a lei, em função da sua orientação sexual.

Entendendo a AAP que os direitos individuais não são referendáveis e que a Assembleia da República tem inteira legitimidade para legislar sobre o casamento civil, repudia o comportamento abusivo da ICAR do mesmo modo que repudiaria o da Assembleia da República se pretendesse legislar sobre o casamento religioso.

A AAP censura e repudia a lamentável tentativa da CEP de condicionar os órgãos de soberania para impor os seus valores a quem não se revê na sua moral nem nos seus exemplos. [Read more…]

1989: os romenos tomam o seu destino nas mãos

Faz hoje 20 anos que o povo romeno invadia as ruas de Timisoara. O fim do déspota Ceausescu estava próximo. Ceausescu, o amigo de alguns aparentemente insuspeitos políticos portugueses como Mário Soares, ia ter um merecido Natal.

nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO – dEZ/09 – #5 – Maia Hirasawa:

Novamente Março de 2009 e agora com Maia Hirasawa e o GBG vs STHLM um refrescante e surpreendente trabalho que entra, igualmente, nos melhores de 2009.

A importância de se chamar Uretra

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Uma das grandes vantagens de se viver nos dias de hoje dá pelo nome de Wikipedia. Essa infinita e ecuménica enciclopédia on-line graças à qual todos podemos ser como OS “Beauvart e Pecuchet”  do romance inacabado de Flaubert . Com a wikipedia, o brilharete da erudição está ao nosso alcance em poucos minutos. Ainda há atrasado (ou será à), tinha de me inteirar do conceito de Acção Comunicativa do Jurgen Habermas, de quem apenas sabia ser um filósofo alemão vagamente contemporâneo.  Noutros tempos, lá teria de ir à biblioteca, perder imenso tempo a estudar o fulano propriamente dito, e os sicranos que sobre ele especularam, para tentar espremer uma definição muito esquemática do pensamento do homem. Hoje a coisa é mais simples. Vai-se à Wiki, e quase instantaneamente, já está. Há só que ter o cuidado de não escarrapachar directamente o que lá vem. Convém ir ao original, procurar uma citação directa que se encaixe, referir a data edição e página, e coisa está feita e apresentável. Vem isto, claro está, a propósito da uretra.

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Massive Attack: o vídeo de Paradise Circus é pornográfico?

Um vídeo de Paradise Circus, música do próximo álbum dos Massive Attack, Heligoland, é apelidado de pornográfico, por exemplo pela Blitz.

No vídeo a música intercala-se com depoimentos de Georgina Spelvin, uma actriz porno reformada e hoje com 73 anos, e ilustra-se com planos soft do filme O Diabo na Senhora Jones.

Não é exactamente um vídeo para se ver no local de trabalho, e admito que algumas das imagens só passariam numa televisão depois das 22h, mas daí a confundir um depoimento sobre a relação de Georgina com a sua profissão com essa mesma profissão, já acho abuso. Aliás no youtube encontram-se outros depoimentos da senhora. Senhora que fala sobretudo da sua relação com a câmara, coisa que as senhoras que foram actrizes passam a vida a fazer.

Entretanto o vídeo vai circulando clandestinamente pela net, pré-vendendo o próximo álbum, numa estratégia comercial interessante, e acho-o giro embora  não mais do que isso.

Faça o seu juízo, mas evite que o patrão veja, e faça de conta que é só para ver a horas indecentes.

http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=8195617&server=vimeo.com&show_title=1&show_byline=1&show_portrait=0&color=&fullscreen=1

Massive Attack – Paradise Circus

Comportamentos homossexuais tratáveis?

Desde 1973 que várias instituições internacionais desaconselham tratamentos para a reconversão da homossexualidade, que não é uma doença e, portanto, não é “tratável.”

Mas há homossexuais que não estão “de bem” com a sua sexualidade ou com a sua orientação sexual e, portanto, podem e devem pedir ajuda.

A homossexualidade é um assunto muito complexo, tem a ver com a “identidade” o que afasta a possibilidade de tratamento.

Mas há pessoas, que não sendo homossexuais, têm comportamentos homossexuais, resultantes de uma personalidade ainda em formação ou de “depressões” ou outras doenças subliminares que os levam a comportamentos desviantes, mesmo de outra natureza, como sociais.

Nestes casos os médicos tendem para se disponibilizar para ajudar, embora não ignorando que a homossexualidade sendo inerente à “identidade”, não é reconvertível.

Embora, o Aventar já tenha tido aqui boas discussões sobre o tema, veio agora à luz um relatório que aponta para a possibilidade de existência de outras orientações de comportamento sexual, que podem e devem ser tratadas.

O que defendo, antes e agora, é que qualquer pessoa que sinta necessidade de ser ajudada, deve procurar ajuda, médica, religiosa…

Pedir e obter ajuda é um direito do ser humano e os comportamentos sexuais não devem constituir excepção.

Concurso «Blogues Escolares» – Turmas participantes


Explicação do Concurso aqui.
Regulamento do Concurso aqui.

Turmas participantes até ao momento:

Distrito de Aveiro
Escola José Macedo Fragateiro, Ovar – Posto de Socorro

Distrito de Évora
Agrupamento Vertical de Montemor-o-Novo – Mostra lá (Escolas EB 1)

Escola Secundária Conde de Monsaraz, Reguengo de Monsaraz – Semáforo 9.º P

Distrito de Leiria

Escola Básica Correia Mateus, Leiria – 8.º C Correia Mateus 2009/2010

Distrito de Lisboa
Escola EB 2 3 de Marvila – Treino as minhas competências… em História (7.º Ano), Epidemias e Pandemias (9.º C, Área de Projecto), Rostos das Ditaduras no Século XX (9.º C, História)

Distrito do Porto
Escola Básica do Canidelo, Vila Nova de Gaia – Ciências da Natureza 5.º, Resolver Problemas (Ano III)

Escola Básica Marques Leitão, Valbom – Blogue do 9.º A, Diário do 9.º B, Blogue do 9.º C

Distrito de Viseu
Escola Secundária Prof. Dr. Flávio Pinto Resende, Cinfães – Turma 11.º D

A namoradinha

No nosso bairro não acontecia nada, a não ser os jogos de sempre, e o assalto às quintas circundantes onde roubavamos fruta, principalmente laranjas e diospiros. E romãs, o fruto mais bonito, mas que dá muito trabalho a comer.

Até um dia, aquele bairro foi uma maravilha de baixa “tensão”, nenhuma adrenalina a não ser quando éramos invadidos pelos “gajos” do Bairro do Castelo que íam para lá engatar as “nossas miúdas”, (amigas e irmãs).

Mas o paraíso não dura sempre e um belo dia chegou lá a Lurdes, vinda de França, filha de uma Francesa e de pai português, que felizmente tinha saído à mãe. Loirinha! A irmã era mais nova, hesitei, e enquanto hesitava os meus amigos andavam doidos, todos “no santo sacríficio da saída” que era quando as miúdas saiam do Liceu.

Mas o filtro foi funcionando, a vizinhança ajudava, e às tantas eu e o meu melhor amigo, eramos a companhia natural, para e do Liceu. Soube mais tarde que o meu amigo, sempre que me apanhava de costas, lançava a rede à Lurdinhas, em absoluta e miserável deslealdade.

A Lurdinhas é que se matava a rir com a nossa conversa, dizia que sim aos dois, ou não, conforme as coisas se tornavan mais ou menos sérias. Em absoluto desespero, passava frequentemente pela porta dela para dar uma palavrinha à mãe, carregado de livros, não fosse ela pensar que eu não tinha futuro garantido. [Read more…]

E cinema para todos

Se, nesta época de Natal, a cada um fosse dada a possibilidade de pedir um presente que beneficiasse a todos, e estando certa de que haveria muita gente a encarregar-se da paz no mundo, da igualdade de direitos e oportunidades, de governantes honestos e competentes, e por aí fora, eu pedia filmes antigos na televisão pública.

E quem achar que isto é supérfluo pode parar agora de ler que isto não vai melhorar, aviso já. [Read more…]

Inverno e árvores de cimento

Inverno. Neve, frio, fogo dentro de casa, a hospitalidade dos amigos, a trompetista  Hilaria Kramer e Luigi Abbondanza, com quem partilhei algumas aventuras teatrais.

E esta sua casa, em Lugano, construída em 1920 por um seguidor de Gaudi.

As árvores que fotografei são colunas da casa, feitas de cimento.

Inverno (do meu contentamento) e árvores de cimento.

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Trabalhar e continuar pobre

Devem as empresas que não asseguram o salário mínimo continuar a operar? Se não lhes for exigido um pagamento mínimo, nada as fará mudar. Não haverá investimento em melhores equipamentos, nem em formação, nem em melhor organização e gestão.

E se o salário mínimo for mesmo o factor que leva algumas empresas a fechar , lançando no desemprego os trabalhadores? Uma resposta é a “flexisegurança,” repartindo entre o patronato e o Estado, os custos da decisão.

Neste caso, o objectivo é tornar a empresa competitiva, introduzindo mais e melhores factores de competitividade, assegurando os postos de trabalho e a continuação da empresa, agora com novos equipamentos, novos produtos, melhor competitividade.

Se assim não for, é bem pior, manter artificialmente as empresas e os postos de trabalham que não asseguram uma vida digna a quem trabalha e um retorno de capital a quem investe.

Não só porque a manterem-se, essas empresas não permitem a renovação do tecido empresarial e, para o trabalhador, é bem melhor receber o apoio do Estado, porque não precisa de ter as despesas inerentes a quem trabalha, como sejam as de transportes, de alimentação, dos infantários…

Uma política determinada e dirigida a este tipo de empresas ( que têm como melhor argumento, não suportarem o pagamento do salário mínimo,) tendo em vista a sua renovação, substituição ou retirada do mercado, é uma medida salutar para as empresas, para os trabalhadores e para a competitvidade global da nossa economia.

Não podemos é continuar a ter empresas que sobrevivem à conta da pobreza dos seus trabalhadores.

Representantes do Porto – Artur Ribeiro (PCP)

Na continuação do acompanhamento da Assembleia Municipal do Porto entrevistei Artur Ribeiro do PCP.
Autarca durante 22 anos em Matosinhos, participou aí em 2 conselhos municipais, fez ainda parte da Assembleia de Freguesia de S. Mamede Infesta, da Assembleia Municipal de Matosinhos e foi também Vereador.
A propósito da sua presença no 2º Conselho Municipal, de que era presidente, relembrou o caso da proposta de extinção que a Assembleia Municipal de Matosinhos votou e que foi posteriormente revogado pelo tribunal. Terá sido a primeira e única vez até hoje que um órgão municipal pôs em tribunal outro órgão com a mesma legitimidade e do mesmo município.
Artur Ribeiro está agora no 3º mandato na Assembleia Municipal do Porto e em jeito de comparação enre o Porto e Matosinhos refere acima de tudo que são realidades diferentes a nível de pujança económica e que, a nível de relação com o executivo, mais do que as pessoas, a principal diferença vem de esse executivo ter ou não maioria.
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O "Culto do anexo"

Em qualquer localidade de Portugal é fácil constatar a predominância dos anexos junto às casas. Se a casa no seu projecto inicial não os prevê, há-de surgir pelo menos um, mais tarde ou mais cedo. É uma extensão da afirmação da propriedade e também da riqueza.

Porque a casa nunca chega para aquilo que se quer ter ou juntar. E nos anexos, nessas pequenas filiais da sede residencial, nesse aglomerado satélite, lá fora, está muitas vezes o que de melhor se tem: o carro, o porco, o frango “pica-no-chão” (por vezes “pica-no-chão-de-cimento”, mas pica!), as ferramentas e as peças que se vai trazendo da fábrica sem ninguém ver, o cão que se arranjou por causa dos miúdos mas que são os adultos que tratam dele, os coelhos, as rações, as alfaias agrícolas, os pombos, as rolas, a madeira, a churrasqueira, as bilhas do gás, os coelhos, as existências de indústrias familiares (alumínios, ferro, rolos de fio, ferro-velho, caixotes), etc.

Quando feitos para animais, os anexos são um reflexo da posição cimeira do homem na cadeia alimentar, não tendo de sair para caçar o coelho pois ele está ali, a ser cuidado, alimentado para, mais tarde ou mais cedo, ir parar ao prato.

Nós temos o “Culto do anexo”!

Um culto que é nosso mas que já se internacionalizou.

Veja-se, a Carta dos Direitos Fundamentais, que pela tradição dos anfitriões lusitanos, foi remetida para um anexo do Tratado de Lisboa.

Ou os anexos dos correios electrónicos, onde tanta vezes está o que mais importa.

Por isso até se reconheceu o direito ao anexo, como, aliás, comprovam os artigos 6º e 6º-A do DL 555/99, de 16/12, com a redacção da Lei 60/2007, de 04/09, isentando-o de licença nas condições aí previstas.

Pelo que não há arquitecto, ambientalista ou esteta que tenha o direito de desrespeitar tal culto.

(Publicado no semanário famalicense “Opinião Pública”, em 09/12/2009).