“Quinas de Platina” — “Quintas de Platino“

Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Donald Trump, mestre em conluios, fraudes fiscais e nepotismo, decidiu entregar o Departamento de Eficiência Governamental a Elon Musk e Vivek Ramaswamy, dois empresários com interesses na área, seja enquanto fornecedores do governo, seja enquanto beneficiários das borlas fiscais que vão resultar do desinvestimento no sector público.
Há quem garanta que é com tarifas, conflitos de interesses e tachos para esta nova oligarquia que o capitalismo será mais forte. Mas eu ainda sou do tempo em que o capitalismo era feito de mercados livres, livre concorrência e – alegado – mérito. No fundo, o capitalismo é aquilo que quem manda nos EUA quiser que ele seja. O que só reforça ainda mais a farsa em que se transformou.
Drain the swamp and fill it with brand new shit.

A frase é de Alberto João Jardim, o homem que governou o arquipélago durante 47 anos, por muitos apelidado de Fidel Castro da Madeira. Rivaliza, no capítulo do humor, com a prestação do errático Miguel Albuquerque, capaz de dizer tudo e o seu contrário, agarrado ao poder como uma lapa. E lapas, na Madeira, só as grelhadas e regadas com sumo de limão.

O caso da greve do INEM, particularmente grave porque resultou na morte de várias pessoas, seria, no tempo de António Costa, resultado directo de um “socialismo” imaginário, criado nos laboratórios da direita radical para disseminação por neofascistas, nazis da velha guarda e idiotas úteis.
Na rede social do pastor Musk, as palavras de ordem seriam: o socialismo matou estas pessoas.
O que sucede?
Sucede que já passaram 7 meses desde a tomada de posse deste governo, pelo que importa perguntar: para quando uma atribuição de culpa ao “liberal-conservadorismo” do PSD?
Ou continuamos a fazer de conta que são social-democratas?
Ideologias e idiotas úteis à parte, uma coisa é certa: na tal comunicação social que a direita garante ser controlada pela esquerda, crucificaram-se – e bem – ministros de Costa por muito menos. A narrativa continua nas mãos dos mesmos de sempre.
Kool Thing let me play it with your radio
Move me, turn me on, baby-o
— Gordon/Moore/Ranaldo/Shelley… aos muitos que se deslocaram ao Capitólio de t-shirt dos Sonic Youth vestida, quiçá na expectativa de reencontrar um pouco do rock dissonante e da vertigem punk experimental dos autores de Kool thing
— Mário Lopes
***
Encontro-me entre os muitos que foram ver a Kim Gordon, não ao lisboeta Capitólio, mas ao bruxelense Bozar. Levei roupa discreta, mas fui com um gorro dos Knicks enfiado na cabeça — uma espécie de “t-shirt dos Sonic Youth”, extremamente adaptada e razoavelmente aplicada. Comme il faut. Dias antes, contudo, levara, também ao Bozar, a minha t-shirt Sonic Life, para ver o Thurston Moore. Das duas vezes sabia ao que ia e não saí desiludido. Por causa do hábito. E da preparação. Também podia falar-vos do Shelley e do Ranaldo. Fica para outra oportunidade.
Por falar em Knicks, viva o Benfica! Viva!
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Enquanto se fala de Trump e do futuro negro, e das futuras pragas e desgraças l, por cá continua a morrer gente por falta de resposta do INEM.
São 11 mortes, desde 31.10.2024.
E tudo porque perante um pré-aviso de greve, ninguém cuidou de garantir serviços mínimos.
Está a morrer gente por falta de assistência urgente, e nem INEM, nem Ministra, ninguém resolve a situação.
Não há dúvida: os socialistas dominam esta merda toda.
Foto: Tom Van Hee
… Biden telefonou a Kamala para lhe dizer que acredita na vitória à segunda volta.

Michael Jackson, Frank Sinatra, Elvis Presley, Ella Fitzgerald, Count Basie, Ray Charles, Duke Ellington e Dizzie Gillespie passaram-lhe pelas mãos. Entre tantos e tão influentes outros. Fica para a história como um dos grandes obreiros da música do século XX, mas a sua influência continuará a fazer-se sentir até já nenhum de nós estar cá. Well done, Quincy Jones. RIP.
Obrigado, The Cult, pelo nono. Aguardemos pelo décimo.

Foto: FMV (RAH, 04/11/2024)
Na imagem temos Donald Trump, num comício no swing state do Wisconsin, a simular masturbação e sexo oral com um microfone, para gáudio dos militantes da sua seita.
E não, não é IA. Aconteceu mesmo. Na volta achou que estava numa festa do Puff Daddy. Ou na ilha do Epstein. Lembrem-se disto da próxima que alguém vos tentar convencer que este javardo é o representante na Terra da herança judaico-cristã ocidental. O último bastião da moral e dos bons costumes. Um conservador à moda antiga.
Não é.
É só um manipulador de fanáticos, racistas e extremistas, um boneco de Putin que instrumentaliza a religião com o objectivo de destruir o que resta da democracia.
O presidente da câmara de Loures, Ricardo Leão, defendeu «despejo “o despejo “sem dó nem piedade” de inquilinos de habitações municipais que tenham participado nos distúrbios que têm ocorrido na Área Metropolitana de Lisboa.»
Estes ataques de justiceirismo são típicos de vários tipos de ébrios. Pode acontecer numa conversa entre amigos que beberam um bocado de mais e dão por eles a explicar como é que se resolviam sumariamente os problemas dos incêndios, com propostas que incluem atar os pirómanos a uma árvore durante o incêndio que atearam. Também temos os partidários do Chega, ébrios de grunhice, parecendo que têm como alvo os bêbedos com solução alcoolizada para tudo.
O presidente da câmara de Loures é do PS, mas parece ter ficado intoxicado com algo que o levou a ter um ataque de chganismo. No fundo, para esta gente, os tribunais, as leis e a decência são coisas que atrapalham. É o marialvismo do “havia de ser comigo” ou do “isto era preciso era um Salazar”.
é o que parece afirmar esta peça do I.

Se estivéssemos a falar de um venezuelano anti-Maduro que tivesse tomado um paquete ou um avião de assalto, a direita radical e a extrema-direita fariam dele um herói. E como até um relógio avariado acerta na hora duas vezes por dia, teria que lhes dar razão. Qualquer um que resiste a uma ditadura, que arrisca a sua vida para a derrubar, é um herói da liberdade. Camilo Mortágua foi essa pessoa, goste-se ou não do homem. As acções em que esteve envolvido fizeram parte do caminho para a libertação do regime fascista de Salazar. Sou-lhe grato como sou grato a todos os resistentes antifascistas que lutaram para que eu pudesse viver em liberdade. Que descanse em paz.

O ano é 2024 e ainda existem dezenas de crianças a casar por imposição dos pais.
Algumas com apenas 10 anos.
Não tenho qualquer preconceito racial com a comunidade cigana, responsável pela esmagadora maioria destes casos, mas o Estado de Direito está acima de TODAS as convicções religiosas e tradições, e a lei estipula que a idade mínima para casar é de 16 anos.
Este abuso infantil tem que acabar. É uma obscenidade e não pode contar com o nosso silêncio.
Just loosen him up,
And make him feel bright.
I think that’s all right.
Now add lemonade…
— Sid
***

Não é novidade, mas há sempre quem passe ao lado destas coisas — por exemplo, quem escreve “agora facto é igual a fato (de roupa)” e afins. Se hoje fosse sexta-feira, desejar-vos-ia um óptimo fim-de-semana, com os respectivos hífenes. Mas hoje, como sabereis, não é sexta-feira. Os meus agradecimentos ao excelente Manuel M., obviamente, pela aquisição deste precioso exemplo de ortografia.
***

A capa do DN diz-nos que Lisboa esteve dividida entre “Justiça para Odair” e “Polícias sem Medo”.
Na verdade, o que ontem se passou nas ruas de Lisboa foi uma manifestação com milhares de pessoas contra a violência policial e de homenagem a Odair Moniz, e um pequeno ajuntamento de deputados, assessores, avençados e outros boys do partido CH, cujo objectivo era servir os interesses do partido CH e promover o seu líder, André Ventura. Os polícias foram apenas um meio para atingir um fim.
Lisboa dividida?
Isso é paleio de OCS ao serviço da extrema-esquerda.

Caros senhores e senhoras agentes da autoridade,
Eu sei que vocês sabem que André Ventura está apenas a tentar usar-vos.
Ele e a sua entourage estão tão preocupados com os vossos direitos como com o normal funcionamento da democracia.
Para a extrema-direita, vocês são apenas um meio para atingir um fim.
Carne para canhão.
Nada mais. [Read more…]



“Os cidadãos abaixo-assinados vêm apresentar:
Adriana Cardoso, André Escoval, António Garcia Pereira, Anabela Mota Ribeiro, Ana Gomes, Ana Félix Ribeiro, Ana Pereira Rodrigues, Alina Pinto Seixas, Ana Coelho dos Santos, Anizabela Amaral, Ana Sacau Fontenla, Ana Profeta Alves, Ana Montes Palma, Ana Milhais e Sousa, Ana Boeyen Suspiro, Ainhoa Vidal Beunza, Ariana Furtado Neves Júnior, Artur Augusto Sá da Costa, Álvaro Garcia de Vasconcelos, Alexandre Sérgio Mano, Beatriz Campos de Nóbrega, Bernardo Marques Vidal, Bruno Victoria de faria Braz, Blessing Lumueno, Bruno Ferreira, Brito Guterres, Catarina Marcelino, Catarina Silva, Carmen Granja, Carla Castelo, Capicua, Cláudia Semedo, Carla Martínez Beunza, Carla Veríssimo Sanches, Carlão, Catarina Soares Barbosa, Cláudia Varejão, Cristina do Nascimento Milagre, Cristina Eugênia Bighetti, Célia Costa, Cristina Maria Sá Pinto, Cristina Roldão, Cláudia Semedo, Cláudia Orvalho da Silva Castelo, Claudia Correia Macedo, Claudia Correia Mendes, Cláudia Nogueira Vantacich, Célia Gonçalves Pires, César Mendonça Figueiredo, Cléo Diára, Daniel Oliveira, Eva Rap Diva, Francisca Van Dunem, Francisco Geraldes, Faranaz Keshavjee, Filipe Espinha, Filipe Santos Costa, Gisela Casimiro, Gonçalo Ribeiro Telles, Hélio Morais, Helena Coelho, Hugo Van der Ding, Inês Melo Sampaio, Inês Afonso Costa, Joana Gomes Cardoso, João Maria Jonet, João Costa, João Miranda, João Oliveira, João Moreira da Silva, José Eduardo Agualusa, Joacine Katar Moreira, Júlia Machado Garraio, Juliana Pacheco Oliveira, Luísa Semedo, Luís Monteiro, Leonor Rosas, Maria Castello Branco, Mamadou Ba, Maria Escaja, Maria Fátima Cunha Almeida, Mafalda Anjos, Mariana isabel Gomes Luís, Maria Emilia Prado, Maria Teresa Santos Ferreira de Castro Laranjeiro, Miguel Prata Roque, Miguel Sousa Tavares, Miguel Baumgartner, Myriam Taylor, Nuno Markl, Paula Cardoso, Paulo Furtado, Pilar del Rio, Pedro Marques Lopes, Pedro Alpuim, Pedro Tavares, Pedro Vieira, Pedro Coelho dos Santos, Pedro Rei, Pedro Ramos, Priscila Valadão, Prof. Fernando Gomes da Silva, Porfírio Silva, Rita Ferro Rodrigues, Rita Costa, Ricardo Sá Fernandes, Rosa Monteiro, Romualda Fernandes, Rui Martinho Soares Barbosa, Renato Janine Ribeiro, Sara Amâncio, Selma Uamusse Gomes, Sérgio Godinho, Siyabulela Mandela, Sheila Khan, Telma Tavares, Teresa Pizarro Beleza, Teresa Carvalho Amorim, Tiago Mota Saraiva, Maria Manuela da Costa Granja, Mariana isabel Gomes Luís, Manuel Joaquim da Silva Pinto, Vasco Mendonça, Vanda Alves Monteiro, Vânia Tavares Andrade, Welket Bungué, Vhils, Vitorino, Vicente Valentim, Wandson Lisboa, Xavier Viana de Oliveira Rafael.
PARTICIPAÇÃO CRIMINAL
Pelos crimes de:
INSTIGAÇÃO À PRÁTICA DE CRIME
(p.p. artigo 297.º do Código Penal)
APOLOGIA DA PRÁTICA DE CRIME
(p.p. artigo 298.º do Código Penal)
INCITAMENTO À DESOBEDIÊNCIA COLETIVA
(p.p. artigo 330.º do Código Penal) [Read more…]
Este texto pode parecer extemporâneo, considerando que ontem lográmos uma clean sheet incomum; mas só em dois períodos vi o F.C. Porto a defender tão mal como tem feito esta época:
com Peseiro, numa época má demais para descrever e em que Chidozie, o pior central que vi jogar no clube, jogava com regularidade.
Vítor Bruno – com o qual, faço já a ressalva, simpatizo bastante, pessoa e treinador – começou a época com uma autêntica defesa de merda:
Ora, actualmente os nomes não desculpam: [Read more…]
“Quem não deve não teme”.
Uma das frases mais ditas durante a semana, por gente que partilha no Facebook “Operação Stop na rotunda”.

O líder parlamentar do CH, Pedro Pinto, mostrou por estes dias ao país porque é que o seu partido é muito mais que radical: é extremista.
Extremista, violento e perigoso.
Quando alguém com as responsabilidades de Pedro Pinto vai à televisão dizer que “Se calhar, se [os polícias] disparassem mais a matar, o país estava mais na ordem.”, está a dizer-nos outras coisas, para lá da clara apologia da violência que deve ser sujeita à avaliação urgente dos tribunais.
Está a dizer-nos que:
Do estado a que chegámos…

Qualquer semelhança com uma distopia inspirada nos regimes nazi ou soviético não é pura coincidência.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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