Se acabassem com as subvenções e cada um fizesse pela vida, nada a opor. Mas isto?
Y ahora Rajoy?

Verdadeiramente ninguém terá ganho esta eleição, mas Rajoy perdeu em toda a linha. O Ciudadanos foi o partido mais votado nas eleições da Catalunha, obteve 25,4% dos votos, passando a ser o vencedor com menor votação em termos históricos na Catalunha em eleições autonómicas. Muito previsivelmente Inés Arrimadas nem conseguirá formar governo. [Read more…]
Da Catalunha a Jerusalém

Fonte: El Pais
Durante semanas, na imprensa como em significativa parte da opinião publicada, produziu-se e comercializou-se o dogma do fim do independentismo catalão. A reacção musculada de Madrid, a enfatização das contramanifestações, o receio provocado pela fuga de empresas de referência ou os presos políticos e exilados eram motivos de sobra para que o romantismo separatista se dissipasse.
Estavam enganados.
Apesar da vitória do Ciudadanos, que viu a sua força parlamentar crescer na exacta mesma medida em que o PP, o grande derrotado da eleição, viu a sua diminuir, e ainda sacou mais quatro representantes aos restantes, as forças independentistas conseguiram manter a maioria no parlamento, apesar da cisão no seio da alargada coligação que venceu as eleições de 2015. Independentemente daquilo que será o futuro da Catalunha, a estratégia do medo falhou. [Read more…]
Anotem isto, para memória futura

A ameaça não podia ser mais contundente: Donald Trump vai “tomar nota dos votos” de todos aqueles que tencionam apoiar a resolução que condena o reconhecimento norte-americano de Jerusalém como capital de Israel. Nikky Haley, embaixadora dos Estados Unidos na ONU, reforçou a ideia e, através do Twitter (what else?), afirmou que os EUA irão “anotar os nomes” daqueles que votarem favoravelmente a resolução.
Entretanto, a votação aconteceu e 128 dos 172 membros da ONU que participaram no escrutínio votaram contra a decisão da administração norte-americana. 128 Estados que ousaram levantar a sua voz contra uma decisão incendiária e autoritária, apesar da chantagem e da ameaça em tom de mafioso siciliano. A ver vamos, como o fascista irá reagir à heresia de uma maioria clara, que contrasta com apenas 9 votos favoráveis e 35 abstenções.
Catalunha – eleições improcedentes
A Catalunha vai hoje a votos devido à decisão de dissolução do seu Parlamento pelo governo de Espanha, na sequência de uma Declaração de Independência aprovada pela maioria dos deputados eleitos.
Os catalães vivem um momento particularmente difícil, uma vez que se encontram profundamente divididos sobre a independência e, mais do que isso, absolutamente extremados nas suas convicções, varrendo não só a política, mas também a economia e, saliente-se, famílias inteiras! O ambiente de crispação entre eles é avassalador, não se antevendo qualquer intenção de pacificação através de um diálogo inclusivo e profícuo entre eles, e entre eles e Espanha.

Para além da dissolução do Parlamento, Espanha, aplicando as leis e a Constituição, é certo, suspendeu a Autonomia e, nomeou um governo provisório até às eleições de hoje e acusou os membros do governo de rebelião e sedição, num cúmulo penal de prisão efectiva que pode ir até 25 anos, sem que tenha ocorrido um único acto de violência, [Read more…]
Democracia?
Que se lixe isso. Temos dinheiro.
Assim se endereça a manobra concebida para tirar os olhos dos problemas internos. Frank Underwood não faria melhor.
Podcasts – Quarenta e cinco graus

“Quarenta e cinco graus” é um novel podcast de José Maria Pimentel (RSS; sítio), contando com seis episódios actualmente, onde se tem falado de “política e de políticas, de Portugal e do Mundo, do passado e do futuro, de economia e de gestão, do ser humano e da sociedade, de ciência e de cultura”. A sonoplastia é de Luís Ferreira.
Neste episódio, o autor conversou com com Arlindo Oliveira, “presidente do Instituto Superior Técnico e autor do livro The Digital Mind, lançado este ano e cuja edição em português, com o título Mentes Digitais, foi lançada na semana passada”. Foram abordados “vários temas ligados ao futuro da Inteligência Artificial, ou, nas palavras do convidado, ao surgimento das mentes digitais”. Escreve ainda o autor do podcast que “ao usar esta palavra – ‘mente’ – Arlindo Oliveira transporta deliberadamente a discussão da Inteligência Artificial actual, independentemente dos seus avanços inegáveis, para um futuro mais ou menos longínquo, em que poderemos ter Inteligência Artificial equivalente – e, portanto, superior – à humana”.
Corrige lá esse fake, Expresso

A fake new do dia foi o hospital pediátrico no Chile que Cristiano Ronaldo não construiu nem vai construir. O DN deu por ela já passava das 19h, o Expresso deve estar à espera do OK do Hugo.
Em cada esquina uma Autoeuropa

Segundo o Diário de Notícias, a Autoeuropa vai para produção. A excelência da unidade de Palmela é tal que alguém terá decidido produzir mais algumas, quiçá para encher Portugal de Autoeuropas ou para engrossar o fluxo de exportações. A julgar pelo título desta notícia, falta apenas uma peça que vem de fora. Rumo ao desemprego 0%.
Vamos então fingir tudo não passa de histeria
Façamos de conta que a história à volta de Paula Brito Costa, essa que acrescentou o “e” ao nome, talvez para dar um toque de raridade, não é de nepotismo, vaidade e ambição desmedida. Ignoremos o salário chorudo, acrescido em 50% para ajudas de custo, o carro de gama alta e o pagamento de despesas pessoais, para optarmos pela explicação de tudo não passar de mais uma onda do Facebook, apenas uma questão de curvas de indignação. E depois ouçamos Bruno Nogueira dizer umas quantas verdades na brincadeira.
Findo o ciclo das grandes obras públicas e das privatizações desenfreadas, confirma-se que os sectores da segurança social, saúde e educação são as presentes fontes para ida ao pote.
Curvas

Augusto Moita de Deus anda entretido com umas curvas engraçadas. Aqui vai mais uma. A das pessoas que entram em modo de contenção de danos quando um tema tem potencial para queimar rabos de palha.
O Jornal de Notícias apanhado no acto
As noted by e.g. Poutsma, rather few prepositions “… exhibit no clear trace of having been formed from other words…”.
— Arne Olofsson, “A participle caught in the act. On the prepositional use of following“
***
A ausência de notícias acerca dos contatos e fatos no Diário da República não se deve à inexistência de contatos e fatos no sítio do costume: deve-se apenas a tarefas que me têm impedido de apresentar a sempre desagradável actualização do ponto da situação.
Quanto ao sítio do costume, voltaremos a falar em Janeiro de 2018.
Por ora, recordo que, actualmente, tudo continua, de facto, como dantes

e que 2018 – 2012 é muito, muito tempo, não é = 10, mas é = 6.
Por seu turno, o Jornal de Notícias foi apanhado no acto. [Read more…]
Friends will be friends
Cirrose, a epidemia do século na Comporta
Cadeia britânica Warner Leisure Hotels lança gin à base de colagénio e outras substâncias anti-envelhecimento. Vai ser uma festa de peles bem esticadas e figados cancerosos.
A pouca vergonha e hipocrisia no ataque a Vieira da Silva
Ide ler o João Ramos de Almeida e o Nuno Serra. E, pelo caminho, pergunte-se ao ex-ministro Mota Soares porque é que acabou com a obrigatoriedade de um ROC validar as contas das IPSS.
Por falar em politicamente correcto
Trump Administration Prohibits CDC Policy Analysts From Using the Words ‘Science-Based’
On Friday the Washington Post reported that the Trump Administration has forbidden the Centers for Disease Control from using seven terms in certain documents: “science-based”, “evidence-based”, “vulnerable,” “entitlement,” “diversity,” “transgender,” and “fetus”.
Acho que já li um livro com este enredo, no qual as palavras tinham um significado alterado.
Postcards from Greece #38 to #39 (Thessaloniki)
‘T’as dejá tout vu’
Frequentíssimas
Há aqueles momentos em que ouvimos a defesa da superioridade da iniciativa privada e eu logo fico a procurar perceber se em causa estão iniciativas com financiamento privado ou público. Nada contra o primeiro caso, aliás, tudo a favor. Já no segundo, vamos lá com calma, pois, como gosta a direita de lançar ao ar, são os meus impostos que estão em causa.
Há uma enorme área de negócio, que é como quem diz, ganha-pão, que tem por fonte de financiamento o Estado. Por exemplo, segundo os dados apresentados por Carlos Jalali no programa Bloco Central desta semana, na TSF, estes “privados” encostados ao Estado são frequentíssimos:
Número de IPSS:
1987: cerca de 1500 IPSS
2010: mais de 4000 IPSSFinanciamento estatal para acordos de cooperação, só para a área social
1995: cerca de 200 milhões de euros
Recentemente: mais de 1200 milhões de euros
A estes valores ainda se somam os da saúde e da educação. Estamos a falar de muito dinheiro.
Postcards from Greece #35 to #37 (Thessaloniki)
אמא של ישראל
Aí está o cadáver
Essa Great America Again, terra da livre iniciativa, acabou de permitir que os grandes monopólios controlem o tráfego da Internet. Net neutrality is dead.
Making America Whatever Again

Roy Moore é um político norte-americano que está a ser acusado de coerção sexual sobre miúdas dos 14 aos 17 anos, quando ele andava na casa dos 30 anos. Moore declarou não ter feito nada de errado e que Deus o julgará, o que lhe daria jeito, dado que não sofreria as consequências. Já o seu assessor de imprensa, perante os factos incriminadores, não negou os actos de Roy Moore, tendo, como defesa, alegado que este não fizera nada sem o consentimento das mães das miúdas. Pelos vistos, esta posição não chocou os vitorianos conservadores, sempre prontos para a defesa da decência e dos altos valores.
“PS enfia na gaveta caso da ‘cigana’”
Alguém sabe onde é que o PS manda fazer os móveis? Davam-me mesmo jeito umas gavetas com tanta arrumação.
Shaolin, meu amor
Entre os meus escassos talentos conta-se o de fingir que falo mandarim na perfeição. É um talento apenas conhecido de um reduzido grupo de eleitos que têm aplaudido as minhas actuações com inexcedível simpatia, chegando mesmo a fingir um entusiasmo que eu reconheço não poder ser genuíno. Evidentemente, não falo uma palavra do autêntico e legítimo mandarim, excepto as que se podem aprender nos restaurantes chineses. Mas finjo que falo e o meu fingimento é credível. Na verdade, é mais uma performance multidisciplinar porque também gesticulo de forma lenta e cerimoniosa e uso uma panóplia de expressões faciais que me parecem muito adequadas.
Fingir que falo mandarim é uma habilidade que está ao meu alcance apenas porque vi, numa idade por assim dizer tenra, um número considerável de episódios de “Os jovens heróis de Shaolin”. Para quem não sabe, nessa série produzida em Hong Kong contavam-se as empolgantes aventuras de Hung Hei Goon, Fong Sai Yuk e Wu Wai Kin, e os seus árduos treinos no templo de Shaolin, na China do século XVIII, para virem a tornar-se mestres de Kung Fu. Estes três haveriam de converter-se em heróis, recordados durante séculos, na luta contra a Dinastia Ching, dos Manchu, que havia derrubado a Dinastia Ming, dos Han. [Read more…]













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