Da Catalunha a Jerusalém

Fonte: El Pais

Durante semanas, na imprensa como em significativa parte da opinião publicada, produziu-se e comercializou-se o dogma do fim do independentismo catalão. A reacção musculada de Madrid, a enfatização das contramanifestações, o receio provocado pela fuga de empresas de referência ou os presos políticos e exilados eram motivos de sobra para que o romantismo separatista se dissipasse.

Estavam enganados.

Apesar da vitória do Ciudadanos, que viu a sua força parlamentar crescer na exacta mesma medida em que o PP, o grande derrotado da eleição, viu a sua diminuir, e ainda sacou mais quatro representantes aos restantes, as forças independentistas conseguiram manter a maioria no parlamento, apesar da cisão no seio da alargada coligação que venceu as eleições de 2015. Independentemente daquilo que será o futuro da Catalunha, a estratégia do medo falhou. [Read more…]

Anotem isto, para memória futura

A ameaça não podia ser mais contundente: Donald Trump vai “tomar nota dos votos” de todos aqueles que tencionam apoiar a resolução que condena o reconhecimento norte-americano de Jerusalém como capital de Israel. Nikky Haley, embaixadora dos Estados Unidos na ONU, reforçou a ideia e, através do Twitter (what else?), afirmou que os EUA irão “anotar os nomes” daqueles que votarem favoravelmente a resolução.

Entretanto, a votação aconteceu e 128 dos 172 membros da ONU que participaram no escrutínio votaram contra a decisão da administração norte-americana. 128 Estados que ousaram levantar a sua voz contra uma decisão incendiária e autoritária, apesar da chantagem e da ameaça em tom de mafioso siciliano. A ver vamos, como o fascista irá reagir à heresia de uma maioria clara, que contrasta com apenas 9 votos favoráveis e 35 abstenções.

Pedro Guerra na corrida à presidência do SL Benfica?

via Expresso

Catalunha – eleições improcedentes

A Catalunha vai hoje a votos devido à decisão de dissolução do seu Parlamento pelo governo de Espanha, na sequência de uma Declaração de Independência aprovada pela maioria dos deputados eleitos.
Os catalães vivem um momento particularmente difícil, uma vez que se encontram profundamente divididos sobre a independência e, mais do que isso, absolutamente extremados nas suas convicções, varrendo não só a política, mas também a economia e, saliente-se, famílias inteiras! O ambiente de crispação entre eles é avassalador, não se antevendo qualquer intenção de pacificação através de um diálogo inclusivo e profícuo entre eles, e entre eles e Espanha.

Para além da dissolução do Parlamento, Espanha, aplicando as leis e a Constituição, é certo, suspendeu a Autonomia e, nomeou um governo provisório até às eleições de hoje e acusou os membros do governo de rebelião e sedição, num cúmulo penal de prisão efectiva que pode ir até 25 anos, sem que tenha ocorrido um único acto de violência, [Read more…]

Democracia?

Que se lixe isso. Temos dinheiro.

Assim se endereça a manobra concebida para tirar os olhos dos problemas internos. Frank Underwood não faria melhor.

Santana Lopes é fixe

Com Santana Lopes, há fatos e contatos.

Podcasts – Quarenta e cinco graus

Quarenta e cinco graus” é um novel podcast de José Maria Pimentel (RSS; sítio), contando com seis episódios actualmente, onde se tem falado de “política e de políticas, de Portugal e do Mundo, do passado e do futuro, de economia e de gestão, do ser humano e da sociedade, de ciência e de cultura”. A sonoplastia é de Luís Ferreira.

Neste episódio, o autor conversou com com Arlindo Oliveira, “presidente do Instituto Superior Técnico e autor do livro The Digital Mind, lançado este ano e cuja edição em português, com o título Mentes Digitais, foi lançada na semana passada”.  Foram abordados “vários temas ligados ao futuro da Inteligência Artificial, ou, nas palavras do convidado, ao surgimento das mentes digitais”. Escreve ainda o autor do podcast que “ao usar esta palavra – ‘mente’ – Arlindo Oliveira transporta deliberadamente a discussão da Inteligência Artificial actual, independentemente dos seus avanços inegáveis, para um futuro mais ou menos longínquo, em que poderemos ter Inteligência Artificial equivalente – e, portanto, superior – à humana”.

Corrige lá esse fake, Expresso

A fake new do dia foi o hospital pediátrico no Chile que Cristiano Ronaldo não construiu nem vai construir. O DN deu por ela já passava das 19h, o Expresso deve estar à espera do OK do Hugo.

Em cada esquina uma Autoeuropa

Segundo o Diário de Notícias, a Autoeuropa vai para produção. A excelência da unidade de Palmela é tal que alguém terá decidido produzir mais algumas, quiçá para encher Portugal de Autoeuropas ou para engrossar o fluxo de exportações. A julgar pelo título desta notícia, falta apenas uma peça que vem de fora. Rumo ao desemprego 0%.

Vamos então fingir tudo não passa de histeria

Façamos de conta que a história à volta de Paula Brito Costa, essa que acrescentou o “e”  ao nome, talvez para dar um toque de raridade, não é de nepotismo, vaidade e ambição desmedida. Ignoremos o salário chorudo, acrescido em 50% para ajudas de custo, o carro de gama alta e o pagamento de despesas pessoais, para optarmos pela explicação de tudo não passar de mais uma onda  do Facebook, apenas uma questão de curvas de indignação. E depois ouçamos Bruno Nogueira dizer umas quantas verdades na brincadeira.

Findo o ciclo das grandes obras públicas e das privatizações desenfreadas, confirma-se que os sectores da segurança social, saúde e educação são as presentes fontes para ida ao pote.

Curvas

Augusto Moita de Deus anda entretido com umas curvas engraçadas. Aqui vai mais uma. A das pessoas que entram em modo de contenção de danos quando um tema tem potencial para queimar rabos de palha.

O Jornal de Notícias apanhado no acto

As noted by e.g. Poutsma, rather few prepositions “… exhibit no clear trace of having been formed from other words…”.

— Arne Olofsson, “A participle caught in the act. On the prepositional use of following

***

A ausência de notícias acerca dos contatos e fatos no Diário da República não se deve à inexistência de contatos e fatos no sítio do costume: deve-se apenas a tarefas que me têm impedido de apresentar a sempre desagradável actualização do ponto da situação.

Quanto ao sítio do costume, voltaremos a falar em Janeiro de 2018.

Por ora, recordo que, actualmente, tudo continua, de facto, como dantes

e que 2018 – 2012 é muito, muito tempo, não é = 10, mas é = 6.

Por seu turno, o Jornal de Notícias  foi apanhado no acto. [Read more…]

Friends will be friends

CIA ajuda autoridades russas a evitar ataque terrorista em São Petersburgo. So they say.

Cirrose, a epidemia do século na Comporta

Cadeia britânica Warner Leisure Hotels lança gin à base de colagénio e outras substâncias anti-envelhecimento. Vai ser uma festa de peles bem esticadas e figados cancerosos.

A pouca vergonha e hipocrisia no ataque a Vieira da Silva

Ide ler o João Ramos de Almeida e o Nuno Serra. E, pelo caminho, pergunte-se ao ex-ministro Mota Soares porque é que acabou com a obrigatoriedade de um ROC validar as contas das IPSS.

Sobre o apalpanço

Em primeiro lugar, tudo é taxado, seja com impostos directos, indirectos ou, na maioria dos casos, com ambos. Em segundo lugar, o aumento de impostos não tem uma ligação directa com a redução consumo. Se assim fosse, poucos andariam de carro, já que quase 70% do preço dos combustíveis são impostos.

Este tipo de artigos, uns a apalpar a reacção pública, outros a lançar veneno, são o cimento do jornaleiro que embrulha publicidade em folhas de jornal. Destes, alguns até têm preço de capa.

Por falar em politicamente correcto

Trump Administration Prohibits CDC Policy Analysts From Using the Words ‘Science-Based’
On Friday the Washington Post reported that the Trump Administration has forbidden the Centers for Disease Control from using seven terms in certain documents: “science-based”, “evidence-based”, “vulnerable,” “entitlement,” “diversity,” “transgender,” and “fetus”.

Acho que já li um livro com este enredo, no qual as palavras tinham um significado alterado.

Postcards from Greece #38 to #39 (Thessaloniki)

‘T’as dejá tout vu’

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disse-me a minha colega (que fala comigo sobretudo em francês, respondendo-lhe eu numa misturada de inglês e francês, formando uma língua bastante original, devo dizer) há três dias, enquanto nos dirigíamos para o instituto onde eu fui dar outro seminário sobre turismo rural, o ATEI, a uns poucos quilómetros de Salónica. Já íamos atrasadas, o Seminário estava marcado para as quatro da tarde e ela tinha-me vindo buscar aqui em baixo, perto de casa. O que ela não sabia, nem eu até ter descido à Agios Dimitrios, era que o trânsito estava um caos. Mal cheguei ali abaixo apercebi-me da estranha calma e da ausência de carros, olhando lá para o fundo, dois quarteirões à frente, vi duas grandes carrinhas azuis, da polícia, que bloqueavam a rua. Estavam junto ao edifício – muito bonito por sinal – do Ministério da Macedónia e Trácia. O que se passava não sabia ainda, mas a calma da rua devia-se então ao bloqueio da polícia. Ainda assim, esperei no sítio combinado. Passaram muitos minutos e liguei à minha colega que me disse que estava a chegar. Passaram mais uns minutos e nada. Ligou-me. Que não podia passar e que fosse ter com ela depois do Ministério. Fui andando depressa, ou tão depressa quanto podia. À porta do ministério muita polícia e muitas carrinhas grandes, quase autocarros, a bloquear pelo menos dois quarteirões. Muitos elementos do corpo de intervenção, armados até aos dentes, e uns cinquenta (se tanto) manifestantes (vim depois a saber, desempregados) que protestavam. Passei por eles e mais à frente, metida numa confusão de carros, lá encontrei a minha colega.

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Austeridade na imprensa

“Governo demite chefe da Armada após caso do submarino desaparecido”, titula o DN. Custava assim tanto não ter poupado no nome do país (Argentina)? Nem uma referência, no título ou no lead sobre não se tratar de Portugal. Trocaram uns poucos cliques dos distraídos que vão ao engodo pela seriedade jornalística.

Frequentíssimas

Há aqueles momentos em que ouvimos a defesa da superioridade da iniciativa privada e eu logo fico a procurar perceber se  em causa estão iniciativas com financiamento privado ou público. Nada contra o primeiro caso, aliás, tudo a favor. Já no segundo, vamos lá com calma, pois, como gosta a direita de lançar ao ar, são os meus impostos que estão em causa.

Há uma enorme área de negócio, que é como quem diz, ganha-pão, que tem por fonte de financiamento o Estado. Por exemplo, segundo os dados apresentados por Carlos Jalali no programa Bloco Central desta semana, na TSF, estes “privados” encostados ao Estado são frequentíssimos:

Número de IPSS:
1987:  cerca de 1500 IPSS
2010: mais de 4000 IPSS

Financiamento estatal para acordos de cooperação,  só para a área social
1995: cerca de 200 milhões de euros
Recentemente: mais de 1200 milhões de euros

A estes valores ainda se somam os da saúde e da educação. Estamos a falar de muito dinheiro.

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Leituras

Sinceramente, não compreeendo como é que se pode andar por aí a saudar as decisões das agências de notação, mesmo que seja por oportunismo. O movimento recente de melhoria da notação da República dá jeito, eu bem sei. Note-se, no entanto,  que quem não tem memória e quem aceita as estruturas financeiras por reformar, até pode ganhar alguma coisa no curto prazo, mas perde também sempre qualquer coisa no curto prazo e tudo no médio e no longo.

Note-se que estamos a falar de instituições que tiveram responsabilidades pela crise financeira, iniciada em 2007-2008, validando todo o lixo financeiro que a ganância sem trelas regulatórias relevantes conseguiu inventar até aí. Esta crise tramsmutou-se na zona euro em crise da dívida que não era, e que continua a não ser, soberana, dado que está denominada em moeda estrangeira. Neste caso, as agências validaram toda a especulação contra os elos periféricos mais fracos. [João Rodrigues;  continua no Ladrões de Bicicletas]

Os ventos nos últimos 3 anos têm-nos sido favoráveis. Juros baixos, melhorias de notação financeira e melhoria dos indicadores que a UE tem usado para nos apertar. Mas olhemos para nós mesmos e constate-se que o país continua essencialmente igual. Não houve transformação alguma que justifique a mudança, sendo o actual estado das coisas circunstancial.

Bom, mudou num aspecto, mas para nos fragilizar mais. O trabalho passou a ser mais precário e a malha do Estado está quebrada, mergulhada num mar de falta de meios, à mistura com ineficiência e desorganização. Mas estas agências  dizem que agora estamos melhor. Não estamos. Apenas vivemos um desafogo, graças ao garrote menos apertado. Dão-nos melhor nota depois da destruição causada pelo sector financeiro, esse mesmo no qual essas agências de notação validaram todo o lixo como se se tratasse de ouro.

Suicídio colectivo

Segundo o Jornal de Negócios, a agência de notação norte-americana Fitch deverá pronunciar-se hoje sobre o rating do Estado português. Analistas citados pelo matutino esperam uma revisão em alta, que retire a divida pública portuguesa do famoso “lixo”, abrindo portas a novos investidores e oportunidades, até aqui vedadas ao nosso país.

Posto isto, a pergunta para um milhão de euros: alguém me sabe dizer onde terá lugar o suicídio colectivo dos profetas do apocalipse e da imprensa e respectivos comentadores ao serviço da elite ressabiada que patrocinou a lenga-lenga dos resgates e da Venezuela? Quem souber que me mande a morada, que eu vou só ali fazer pipocas e já venho.

Postcards from Greece #35 to #37 (Thessaloniki)

אמא של ישראל

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ou ‘mãe de Israel’ ou ainda ‘madre de Israel’, em ladino, como era chamada até à II Guerra Mundial a cidade de Salónica. Desde finais do século XV Salónica recebeu milhares de judeus sefarditas, ou seja, oriundos da Península Ibérica, e especialmente espanhóis, em consequência da sua expulsão pelos ‘reis católicos’ Fernando e Isabel. Trouxeram com eles a língua, o ladino, e diversos saberes e ofícios, como a cartografia, impressão, medicina, entre outros. O seu conhecimento de armamento constituiu à época uma mais valia para os otomanos. Rapidamente se multiplicaram em Salónica, agrupando-se em comunidades e fundando sinagogas que tomaram o nome dos seus países de origem: Espanha, Portugal e Itália, ou das suas cidades principais. Salónica foi durante muitos séculos a cidade com maior número de judeus na Europa.

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Aí está o cadáver

Essa Great America Again, terra da livre iniciativa, acabou de permitir que os grandes monopólios controlem o tráfego da Internet. Net neutrality is dead.

Making America Whatever Again

Roy Moore é um político norte-americano que está a ser acusado de coerção sexual sobre miúdas dos 14 aos 17 anos, quando ele andava na casa dos 30 anos. Moore declarou não ter feito nada de errado e que Deus o julgará, o que lhe daria jeito, dado que não sofreria as consequências. Já o seu assessor de imprensa, perante os factos incriminadores, não negou os actos de Roy Moore, tendo, como defesa, alegado que este não fizera nada sem o consentimento das mães das miúdas. Pelos vistos, esta posição não chocou os vitorianos conservadores, sempre prontos para a defesa da decência e dos altos valores.

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“PS enfia na gaveta caso da ‘cigana’”

Alguém sabe onde é que o PS manda fazer os móveis? Davam-me mesmo jeito umas gavetas com tanta arrumação.

Shaolin, meu amor

Entre os meus escassos talentos conta-se o de fingir que falo mandarim na perfeição. É um talento apenas conhecido de um reduzido grupo de eleitos que têm aplaudido as minhas actuações com inexcedível simpatia, chegando mesmo a fingir um entusiasmo que eu reconheço não poder ser genuíno. Evidentemente, não falo uma palavra do autêntico e legítimo mandarim, excepto as que se podem aprender nos restaurantes chineses. Mas finjo que falo e o meu fingimento é credível. Na verdade, é mais uma performance multidisciplinar porque também gesticulo de forma lenta e cerimoniosa e uso uma panóplia de expressões faciais que me parecem muito adequadas.

Fingir que falo mandarim é uma habilidade que está ao meu alcance apenas porque vi, numa idade por assim dizer tenra, um número considerável de episódios de “Os jovens heróis de Shaolin”. Para quem não sabe, nessa série produzida em Hong Kong contavam-se as empolgantes aventuras de Hung Hei Goon, Fong Sai Yuk e Wu Wai Kin, e os seus árduos treinos no templo de Shaolin, na China do século XVIII, para virem a tornar-se mestres de Kung Fu. Estes três haveriam de converter-se em heróis, recordados durante séculos, na luta contra a Dinastia Ching, dos Manchu, que havia derrubado a Dinastia Ming, dos Han.  [Read more…]

Se houvesse ministro da Educação …

Santana Castilho

  • Em 25 de Agosto passado, muitos professores do quadro foram colocados a centenas de quilómetros da residência. A 6 de Setembro, outros menos graduados profissionalmente ficaram com os lugares dos primeiros. Seguiram-se acções em tribunal, declarações e manobras políticas e pronunciaram-se os importantes: Presidente da República, primeiro-ministro e provedor de Justiça. Foram sensibilizados todos os grupos parlamentares e fizeram-se eficazes manifestações de rua. Quase quatro meses volvidos, os ludibriados são apenas candidatos ao novo ludíbrio de um ilegítimo e inútil concurso extraordinário. Houvesse ministro da Educação e isto nunca teria acontecido.
  • Os professores do ensino artístico especializado foram sempre objecto de tratamento segregador em sede de contratação e carreiras. Em vez de lhes aplicar a legislação que regula o exercício profissional dos outros professores, a tutela considera-os como técnicos especializados.

Lendo o actual projecto de decreto-lei para regular a contratação dos professores do ensino artístico, parecem claras duas intenções: institucionalizar a desigualdade entre estes docentes e os das outras áreas e conferir aos directores das respectivas escolas um poder discricionário e não sindicável para decidirem quem contratam. Trata-se de retomar, em permanência, uma espécie de bolsa de contratação de escola, que legitime a falta de habilitação exigível para se ser professor. Houvesse ministro da Educação e não seria assim. [Read more…]

Terá João Lourenço encontrado o livro de Gene Sharp?

Fotografia: Manuel de Almeida/Lusa

Os dias passam e a sensação que fica é que algo está mesmo a mudar em Angola. Talvez esteja a ser ingénuo, a tentar ver revoluções onde o que realmente se passa é uma simples transição de poder, com generais a substituir generais, oligarcas a substituir oligarcas e tudo a ficar mais ou menos na mesma.

Mas o que chega cá, e ainda é alguma coisa, e que não passa uma semana, desde que foi eleito, em que não cai um bastião do velho regime, um amigo de um pedestal, um negócio lucrativo. Quem é este João Lourenço, de quem nunca se ouvia falar, que tomou o MPLA de assalto e deu início a uma limpeza no aparelho do poder, com implicações negativas nas castas que governam Angola? [Read more…]

Postcards from Greece #34 (Thessaloniki)

‘Thessaloniki: many stories, one heart’

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vi escrito ontem num camião que recolhia o lixo. Gostei da frase, porque é isso mesmo. Uma cidade múltipla, com mil histórias, ou 2300 anos de história(s), mas um só coração. Pesquisei e trata-se de um projeto (http://manystoriesoneheart.gr) desenvolvido por um habitante da cidade – Theodoros Ploumis – em 2016 para o concurso Apps4Thessaloniki – Tourism edition. A ideia era ser uma app de tourism, um guia, com informações úteis, às quais Theodoros resolveu juntar histórias dos habitantes e dos visitantes da cidade. Um projeto bonito, portanto, feito de histórias e coração.

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