Dead Combo, do álbum Lusitânia Playboys (2008)
Da série estes romanos são tontinhos
Então, reflectiram bem?

Todo o país assistiu ao que é o partido por dentro. A ver vamos se aproveitaram o dia de ontem para pensar nisso.
Remediado:
O striptease não é para todos
(imagem via Quem não offshora não mama)
Passos Coelho, um homem tão remediado, mas tão remediado que ainda há uma semana não se lembrava se tinha ou não recebido dinheiro da Tecnoforma/CPPC, tal era o seu grau de remedeio, afirmou no Parlamento, em resposta ao desafio de António José Seguro para levantar o seu sigilo bancário de forma a esclarecer de uma vez por todas a questão, que não estava disposto a fazer o “striptease” das suas contas bancárias por se tratar, nas palavras do primeiro-ministro, “de um direito fundamental à reserva pessoal”.
Pergunta: os requerentes do abono de família também são abrangidos por este direito fundamental? Não? Porquê?
P.S. “Passos Coelho” e “striptease” não combinam. Há quem também trabalhe em regime de exclusividade e esteja em melhor (tecno)forma!
Antes: muita promessa, pouca realização. Passos: muita promessa, fazer o oposto.
“Passos afirma que mudou forma de fazer política e isso causa incómodo“. Sem dúvida que mudou.
Pesquisar Foto “Souto + Moura”
Tecnopassos
O humor da Porta dos Fundos só às vezes é ultrapassado pela realidade.
Mas hoje colide em cheio com ela…
Isto vai acabar mal
A Tecnoforma, e suspeito que a tal ONG à qual Passos Coelho esteve ligado não andará muito longe, jamais produziu ou comercializou qualquer bem ou serviço relevante, mas foi conseguindo através de influencias mais ou menos obscuras de favorecimento entre boys que ocupam jobs no Estado, disputar um lugar na gamela onde alguma desta gente ligada aos partidos, se alimenta com o dinheiro que chega a Portugal sob a forma de fundos comunitários. Mesmo que eventualmente possa nem ter cometido qualquer ilegalidade, o facto relevante é termos percebido que Portugal é governado por um político cuja única carreira profissional conhecida foi colaborar, favorecer e abrir portas ao lamaçal obscuro que parasitou o país nas últimas décadas, desperdiçando boa parte dos subsídios comunitários, contribuindo assim para o estado em que o país se encontra. Não fica bem na fotografia e suspeito que isto vai acabar mal para a maioria, principalmente para o PSD, por assobiar para o lado numa clara demonstração de apego ao poder, que tanto criticaram ao PS nos tempos de má memória de José Socrates. O PS já esquecido do que foram esses anos, critica agora ao adversário o comportamento que então teve. Estão bem uns para os outros…
Regime de Exclusividade
Lola Benvenutti vende “exclusividade e não um corpo“.
E parece estar em excelente tecnoforma.
Gémeos
Critérios
Vi tudo. A bem dizer, vi várias vezes. Sempre que liguei para o telejornal. A história é emocionante e fundamental para a felicidade pública. É, também, a prova de que os que dizem que as televisões estão entregues aos bichos não têm razão; são uns exagerados.
Ora vejam: Fernando Santos dirige-se à sede da Federação Portuguesa de Futebol – e a câmara está lá! Filma as mãos e o rosto desta importante personagem. O engenheiro conduz o carro e as imagens testemunham esse facto. Somos informados de que a viagem demorou cerca de cinco minutos. Cinco minutos! É fundamental, como diria o Vasco Santana. Chegado o ilustre viajante, o que faz? Bebe uma bica! E a câmara bebe-a com ele. Cada golinho, em grande plano, ligeiramente contre-plongée. Somos esclarecidos, entusiasticamente, que o novo seleccionador aproveitou esse momento para ver algumas notícias na televisão.
Mas não era tudo. Não. Seguidamente, o importante novo protagonista da bola nacional foi – nada menos, oh, concidadãos – provar um fato novo e ajustar as medidas do dito. O fato oficial! Aproveitou o telejornal para mostrar que também alguns secundários desta história tiveram fato novo – e tudo isto as câmaras e a voz comovida do relator acompanharam! – mostrando que a FPF é uma mãos largas. Fiquei feliz por tão bem informado. E por constatar, mais uma vez, que a nossa comunicação social – neste caso a televisiva – continua a ter a plena noção do que é realmente importante.
Hoje é dia de barrela
Passos recebeu mas eram despesas de representação e cartões de crédito. Não tinham de ir para o IRS. Não estava em exclusividade, estava em exclusividadezinha.
Portugal Surreal – Passos, Tecnoforma e trafulhice
Quem se sente surpreendido com o recente chafurdar na lama de Pedro Passos Coelho só pode estar a dormir há coisa de 3 anos. Quanto à honestidade do indivíduo já há muito que estávamos esclarecidos e sobre esse lodo chamado Tecnoforma só não viu até agora quem não quis. O que se compreende dada a apelativa oferta de lixo televisivo que vai prendendo tantas mentes neste país. Um tuga tem que ter as suas prioridades, se há cus, parolada e vacaria com força na TV, o país e o futuro podem sempre esperar.
Têm sido dias interessantes no desmascarar desse discípulo de uma longa linhagem de Cavacos e Sócrates. Que o Pedro abria muitas portas já todos sabíamos (leiam a entrevista do Fernando Madeira à Sábado, é reveladora). Que se relacionava com malta suspeita também. Que montou um esquema na blogosfera para destruir Sócrates e chegar ao poder o Fernando Moreira de Sá fez o favor do nos contar. Que deu à luz milhares de boys, mais até que a sua alma gémea Sócrates também não é novidade. O que aparentemente ninguém sabia, tirando aqueles que sabiam, é que este profissional do embuste poderá ter andado a receber umas coroas por fora enquanto deputado em regime de exclusividade. E quem lhe terá fornecido esses trocos? A Tecnoforma pois claro!
E nos analfabetos, também?
Metro de Lisboa para todo o dia
Aparentemente, segundo este título, o metro de Lisboa passará a funcionar 24 horas por dia. Lembrei-me imediatamente de uma notícia recente acerca do metro da minha terra: “O metro do Porto começa na sexta-feira, dia 11 de Julho, a funcionar 24 horas diárias nos fins-de-semana”.
Contudo, algo de extremamente grave terá acontecido entre o momento da redacção do título e o primeiro parágrafo do texto. Afinal, depois de nos darem a entender que o metro funcionaria durante todo o dia, agora dizem-nos que “O Metropolitano de Lisboa tem o seu serviço suspenso entre as 23h00 de ontem e as 00h15 do dia 26 de setembro [sic], sexta-feira“. Entendamo-nos: é para todo o dia ou está suspenso?
Ainda por cima, no Diário da República, a enxurrada de contatos e fatos não pára. Efectivamente: pára. Sim, hoje, no sítio do costume:
Na apresentação dos documentos comprovativos dos requisitos referidos nas alíneas a), b), c), d) e e) do n.º 9 do presente aviso, devem os candidatos declarar no requerimento, sob compromisso de honra e em alíneas separadas, a situação precisa em que se encontram, relativamente a cada um dos requisitos, bem como aos demais fatos constantes na candidatura.
(….)
Domicílio ou sede do requerente e contatos
(…)
Identificação completa, domicílio do requerente e contatos
(…)
A identificação completa, a residência do requerente e contatos
O azul não tem qualquer conotação clubística
Diz Eduardo Aires. Pois, sim, está bem. “Os típicos azulejos azuis e brancos que cobrem tantas igrejas da cidade”? Como escreveu o Krugman: “yuk-yuk-yuk (…) hahaha“.
O elogio
O porta voz do governo – um tal Luís Marques Guedes, se não erro – hoje, em conferência de imprensa, verberou severamente a CGTP por não querer assinar o “acordo” do salário mínimo e, pertencendo à “concertação social”, criticar sistematicamente os amorosos entendimentos entre patrões, governo e UGT.
Ena! Começar o dia recebendo um elogio destes, Arménio! Boa continuação.
E agora sr. Primeiro-Ministro? – II
-Já não existem dúvidas que v. exa recebeu o subsídio de reintegração por ter desempenhado funções de deputado na A.R. entre 1995 e 1999. A única pergunta que Portugal quer ver respondida é, auferiu ou não vencimentos ao serviço da Tecnoforma ou qualquer outra empresa durante o período? Admito que durante os primeiros dias, apanhado de surpresa até possa não se ter lembrado das datas exactas, mas não lhe será seguramente difícil passados alguns dias após breve consulta às suas contas bancárias ou recibos de vencimento, responder de forma cabal e dissipar qualquer dúvida. Permitir que paire no ar uma nebulosa onde se vai resguardando à espera que o episódio fique esquecido é um péssimo serviço ao país, ao seu partido e um desrespeito a todos, incluindo vários militantes do partido a que v. exa preside, alguns até exercem hoje funções como deputados ou assessores, que em legislaturas anteriores exigiram transparência e explicações ao seu antecessor, que era useiro e vezeiro neste tipo de manobras evazivas ao estilo do pior chico-espertismo nacional. De si não espero menos que um discurso à nação refutando todas as suspeitas que neste momento existam, ou em alternativa, caso não o possa fazer, que se inspire neste vídeo. Não custa nada. É a vida. Ao líder do partido seu parceiro de coligação, lembro que sempre clamou por transparência política e certamente estará atento aos factos, pelo que não deixará caso seja coerente de retirar consequências políticas da explicação ou falta dela que o senhor Primeiro-Ministra irá dar ao país.
Qual piropo?
Parece-me que anda por aí uma certa confusão, não exclusivamente masculina, quanto ao que significam “piropo” e “assédio sexual verbal”. Um piropo pode ser poético, pode arrancar um sorriso, porventura até pode ser o princípio de uma bela história de amor.
“Fodia-te toda”, babujado por um desconhecido aos ouvidos da mulher com quem se cruza na rua, não é um piropo, é uma agressão.
Dito isto, e quanto à criminalização do “assédio sexual verbal”, a minha mãezinha ensinou-me, através do seu enérgico exemplo, que duas chapadas bem dadas sabem muito melhor do que uma queixa na polícia.
Breve manual de instruções para um novo político
1. Inscreva-se num partido político. Nas fichas para novos militantes, costuma haver uma caixa de texto para inscrever o nome do padrinho que o propõe. Tente preencher essa caixa com o proponente com maiores redes e maior poder da sua localidade.
2. Vá aparecendo na sede do partido. Não deverá falar muito nesta fase. Deverá apenas acenar positivamente quando alguém com poder no partido usar da palavra. Acene quantas vezes puder. No final, gabe-lhe a opinião com a melhor adjectivação que souber. Corteje-o que nem um pavão. Você tem que o fazer crer que ele é mesmo o maior do partido.
3. Escolha o seu elevador social. Deverá auscultar de forma informal os seus colegas de partido de forma a tirar uma opinião sobre qual deve ser a sua âncora de ascenção dentro do partido. Escolha sempre aquele que lhe parecer mais forte e mais capaz de ir longe a longo prazo.
4. Nunca demonstre a sua opinião pessoal sobre uma temática sob discussão numa reunião do partido. A melhor receita para ir longe é deixar que os outros se queimem com as suas opiniões e como diz o povão ir andando e vendo.


![PS 1974.3[8]](https://i0.wp.com/aventar.eu/wp-content/uploads/2014/09/ps-1974-38.jpg?resize=100%2C150&ssl=1)














Recent Comments