Apetece.

Descarrilamento na Galiza

Hoje descarrilou um comboio perto de Santiago de Compostela. Um dia mau.

Desemprego: mais de 200 vítimas na Cova da Beira

Quando me deparo com certos comentadores e escribas da propaganda governamental que por aí circulam nas TV’s, nos jornais e na blogosfera, não os ouço nem leio. Cuspo, cuspo forte e sonoro de espontânea reacção pela náusea perante a falsidade, o artificialismo e o ardil de quem anda a impingir gato por lebre.

Por efeitos de experiência vivencial directa, regular e na maioria dos casos durante mais de 20 dias por mês, conheço com suficiente pormenor diversas regiões do interior; em especial o Alto Alentejo e as Beiras Baixa e Alta. Terras em continuado despovoamento, habitadas em grande maioria por idosos e com estruturas produtivas, incluindo agrícolas, abandonadas e muitas delas degradadas e destruídas.

Já sabia do triste desfecho, porque o processo se iniciou há meses. Contudo, o ‘Expresso’ acaba de confirmar: a Carveste, empresa têxtil de Caria, Belmonte, em processo de encerramento desde há tempos, vai expulsar para o desemprego mais de 200 trabalhadores.

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Reformas em nome de alguma coisa

antonio-mexia-edpAfortunado país é este dotado de tantos Antónios tão clarividentes, sendo eu, pobre de mim, a triste excepção, modesto verme da blogosfera indigno de usar o mesmo nome de outros génios portugueses! Depois do santo que pôs peixes a ouvi-lo, depois do festim dos sermões de António Vieira, eis que o verbo de António Mexia nos elucida sobre as reformas que o governo está a realizar. Estais preparados? Ficai, então, a saber que as “reformas estão a ser feitas em nome de alguma coisa.”

Já se sabia que António Mexia é tão bom que não é gestor, é CEO. A partir de hoje, sabe-se que é muito mais do que isso: com Mexia, a língua portuguesa recupera o esplendor, a frase resplandece com tão grande intensidade que se torna difícil olhá-la de frente e, no fundo, faz sentido um homem que vende luz proferir ditos tão brilhantes.

Ainda assim, tentarei, humildemente aprender com Mexia. Experimentarei, por exemplo, dizer em voz alta proposições inundadas de inteligência. Aqui vai uma:

– Os factos são consequências das respectivas causas.

É escusado. Escrito ou dito por mim, parece estúpido.  Desisto.

Remodelação do Governo (7)

Percebe-se a nomeação de Pires de Lima. A Banca e as grandes empresas estão radiantes. Por que será?

Remodelação do Governo (6)

Rui Machete é o novo Ministro. Quem melhor do que o pai para pôr o filho na ordem?

Remodelação do Governo (5)

Paulo Portas fica com horário zero. Espero que em breve passe à mobilidade especial.

Maria Luís Albuquerque: a mentira e a incompetência

A coligação reprovou a ida da MF à AR para justificar a falsa ignorância dos swaps. Swap, swap! Trocou 40 M da venda do BPN por 816 M de pagamentos ao BIC.

Remodelação do Governo (4)

Podem mudar os ministros todos, mas o maior cancro continua lá. Esse cancro chama-se Passos Coelho e vai continuar a alastrar.

Remodelação do Governo (3)

Jorge Moreira da Silva fica com a Energia. Depois do susto do Álvaro, ninguém melhor do que um próximo de Passos Coelho para garantir que se mantêm os privilégios da EDP. É assim que governam os corruptos.

Remodelação do Governo (2)

Sai o Álvaro. Manda quem pode, obedece quem deve.

Remodelação do Governo (I)

Mais champanhe para a EDP

“Pires de Lima, como ele há outros”, diz Violas

Manuel Violas, accionista da Unicer

Manuel Violas, accionista da Unicer

Manuel Violas, do grupo dos principais accionistas da Unicer, intercalou escassos elogios a Pires de Lima, com algumas considerações pouco favoráveis ao novo Ministro da Economia.

Em Pedras Salgadas, começou por revelar à imprensa “ainda não saber” da saída, o que não deixa de ser uma farpa cravada com força no Pires; certamente que Violas sabia, mas preteriu a frase “o que sei foi através da imprensa”, inegavelmente mais cordial.

O comportamento do Pires, de resto, evidencia falta de civismo, podendo ser emparelhada com o conceito da ‘irrevogabilidade’ de quem é amigo de Portas desde os tempos em que frequentaram o São João de Brito, bebendo a preceito e com efeitos duradouros a educação e da falta de ética jesuíta, hoje socialmente mitigada graças à frugalidade do Papa Francisco.

Olhe-se para o par Pires e Portas, faça-se a comparação com o Papa, e mesmo um agnóstico, que é o meu caso, conclui que enquanto a vaidade e a petulância estão plasmadas nos primeiros, a sobriedade é a marca do papa argentino.

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Contas

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diz que é uma espécie de governo…

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Fantasia

Tudo se prepara para a reunião do Conselho de Ministros. Estão todos lá, acompanhados dos seus numerosos secretários de estado. Passos Coelho assume a presidência e vai afivelando um sorriso torpe e ligeiramente sinistro. Portas afaga a breve cabeleira, naquele gesto triunfal que tão bem se lhe conhece. Vão aprovar leis duras. Serão cortes, despedimentos, perda de direitos, tudo quanto os presentes pensam que os portugueses merecem. Subitamente faz-se um silêncio estranho. A luz torna-se mais fraca, o ar parece ficar opaco, a temperatura baixa e provoca arrepios. Então, uma sombra começa a definir-se. Um vulto de trajos negros como a noite agiganta-se. E uma voz profunda, rouca, sombria, gela o sangue dos presentes: I’m Batmam.

Os amanhãs que cantam

Por fim, vamos ter um novo chefe do Governo. O líder do partido dos contribuintes, o defensor da lavoura nacional, chegou onde sempre quis: a liderança do executivo.

O facto de ser apresentado como vice-primeiro-ministro não lhe irá diminuir a autoridade. Na realidade é Paulo Portas quem manda no Governo. E com a vantagem de não ter de responder por ele em primeira instância. Haverá melhor que isto?

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Vai ainda coordenar com Maria Luís Albuquerque, em quem não tem confiança, as relações com a troika. Já se sabe, pois, quem vai mandar.

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Grande título

O CDS não tomou posse, tomou conta

Meia-dúzia de cambalhotas e tudo pior

A CGTP reuniu hoje o seu Conselho nacional e não descarta o agendamento de uma nova Greve Geral, a par de outras formas de luta. Obviamente que, com o circo que o país viveu durante 21 dias, com o morto em passeio com as cagarras, coitadinhas, exige-se uma resposta dos trabalhadores e do povo. Depois de 21 dias, duas demissões, uma irrevogável, mais duas que estavam prontas a ser entregues e ficaram na gaveta, um Portas sem espinha e um Passos invertebrado, é imprescindível que o povo volte a ter a palavra. O morto não nos dá as urnas, nós damos-lhe com as ruas. [Read more…]

Estou cansado, pá

Mentir Para Ganhar Eleições

Vai um homem desprevenido ler certas coisas e queda-se a pensar que entre um pseudo-suposto economista e um aprendiz de amestrador de gambuzinos não há diferença. Não pode haver. Há mistificadores para todos os gostos, mas nada se compara ao mistificador demagógico socialista. O mistificador demagógico vive preocupado com a opinião dominante, hoje arrasadora da gestão demagógica do País, entre 2005 e 2011. O mistificador demagógico anda aterrorizado com o alastrar das evidências, provas, números da dolosa incompetência e malignidade de um Estado Socialista Gastador e completamente desenfreado a comissionar, por exemplo, PPP rodoviárias dispensáveis, sob o estímulo igualmente pernicioso e parasitário do banqueiro Salgado.

O mistificador demagógico socialista vive apavorado com a rejeição liminar por parte de milhões de eleitores portugueses da demagogia socialista que promete o céu, se tivermos eleições antecipadas, e promete a suavidade do dinheiro abundante em qualquer circunstância, se se remover o actual Governo e o actual Presidente, hereges blasfemos da sacral casa socialista dos soares, dos alegres e do diabo que os carregue. O mistificador demagógico socialista cai no descrédito nas televisões, rádios, jornais, nos cafés, nos transportes públicos, quando insiste na folga e na possibilidade de folga para parar com a austeridade ou na capacidade de unilateralmente a parte portuguesa obter mudanças na parte troykiana. Todavia, insiste. [Read more…]

Leiam livros, são mais leves

Consta que duzentas mil crianças ficaram feridas com quedas de televisores, nos últimos 20 anos, nos Estados Unidos.

Não chora, Pedrocas!

Na elaboração deste texto, muitas pessoas e um animal sofreram danos irreparáveis. O animal é uma rã. Lamentamos.

PedroPassosCoelhoPassos Coelho já era uma anedota. Com esta tirada, passou a fazer parte de uma, inspirada numa outra que tinha como personagens um cientista e uma rã.

Para quem não se lembrar, aqui fica uma revisão da matéria: um certo cientista resolveu fazer uma experiência com um batráquio. Com o animal ainda incólume, gritava “Salta!”. A rã, cumprindo, exemplarmente, o papel de cobaia, saltava. Amputado cientificamente de uma das pernas, o pobre anfíbio ainda cumpriu, titubeante, a segunda ordem para saltar. Quando, finalmente privada da perna restante, a rã não saltou, apesar de instada pelo cientista, este concluiu que a rã, sem pernas, teria ficado privada de audição.

Passos Coelho, decerto parente próximo do asinino cientista, ficou espantado com o facto de as pessoas terem gastado menos dinheiro, contribuindo, numa atitude antipatriótica, para o aprofundamento da crise. O jerical governante, depois de ter cortado as pernas aos cidadãos, privando-os de rendimentos e de empregos, fica admirado por saber que os ingratos não percorrem os trilhos do consumo. Realmente, como é que é possível que gente com menos dinheiro gaste menos dinheiro? [Read more…]

Inglaudade

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Um dia todos os ingleses nascerão como iguais; depois desigualizem-se, esse é outro assunto.

Só levam 200 anos de atraso quanto ao continente mais próximo. Há pior.

Palácios

Paulo Portas  já encontrou moradia digna parao gabinete de vice-primeiro-ministro?

A culpa é nossa, a culpa é nossa, a culpa é nossa

passos coelho

A crise tem sido mais forte porque as pessoas gastaram menos do que previmos.

Via Américo Mascarenhas, no facebook.

O galope das dívidas públicas europeias e portuguesa

O determinismo monetário do BCE tem causado nos últimos dias situações dignas de reflexão, como levar, hoje de novo, o BdP a valorizar o Euro face ao Dólar (1,366 € = 1 UDS) e ao Franco Suíço (1,237 € = 1 CHF).

A citada valorização da moeda europeia é incoerente. Contraria a fragilidade das economias europeias face ao comportamento da economia norte-americana (reduções sucessivas do desemprego e incremento da actividade económica) ou à estabilidade económico-financeira da Suíça, país, de resto, que, embora mais controlado no presente, continua a ser o refúgio de intensas somas de capitais.

O fenómeno ainda suscita mais perplexidade, porque, precisamente hoje, o Eurostat divulgou o agravamento das dívidas públicas na Zona Euro e na própria UE a 27 países, confirmando a fragilidade de uma Europa desigual, sem rumo nem coerência nas políticas da UE e principalmente da Zona Euro.

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O Estado a que isto chegou…

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Também eu estou solidário com os trabalhadores da Livraria Sá da Costa. E além destes com a manicure do cabeleireiro do bairro onde cresci, do senhor que tirava imperiais no café e servia os clientes à mesa enquanto jogavam uma partida de sueca ou dominó, ou até com a senhora que se dava ares de importante, atrás do balcão da loja de utilidades domésticas. Não são os únicos. Sucedem-se aos olhos do transeunte, lojas com vidros a precisar uma lavagem urgente, onde apenas se vislumbra por trás da sujidade o anúncio com rosto e telefone do empregado da imobiliária, anunciando uma excelente oportunidade que pelos vistos ninguém pretende aproveitar. Dirão alguns que a culpa é do capitalismo. Outros mais exacerbados em Portugal responsabilizam a troika. [Read more…]

Ó dúvida cruel

A “Presidenta” do Brasil irá tratar o Francisco por “Papo”?

Roubado ao João Roque Dias

Não se pode pedir a um homem de letras que saiba fazer contas…

António Costa, jurista e político português, é o actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa, desde 2007. Para ele, a matemática sempre foi uma ciência estranha, difícil de perceber o porquê de ter que ser exacta. Para ele, o aumento do passivo municipal em cerca de 163 milhões de euros nos últimos seis anos não passa afinal de uma redução em relação a 2011. 

Segundo as contas do Sr. Costa, o que deve ser comparado é quanto é que o próprio gastou em 2011 e quanto é que gastou em 2012, não interessando, portanto, se o valor de 2011 já era uma ode à má gestão. Interessa apenas que em 2012 – graças à sua negociata com o governo dos terrenos do aeroporto que lhe rendeu cerca de 300 milhões de euros – até conseguiu ter menos despesa.