Mais erros de palmatória no relatório.
A História do medo nos Estados Unidos em 3 minutos
Autoria (não confirmada) de Michael Moore.
Por falar em manipulação
A jornalista Patrícia Silva Alves, de quem já li outras coisas na Visão, no i e por aí na blogosfera (umas, com interesse; outras, nem tanto), publicou na última Sábado um trabalho sobre manipulação de dados. Sob o título “Como usar os números para enganar”, a plumitiva usa o exemplo da Argentina, onde a inflação oficial é de 10%, e peritos internacionais apontam para 25%.
A Revista The Economist terá mesmo abolido como referência nos seus indicadores os dados oficiais, sob o argumento de que “estamos cansados de compactuar com o que parece ser uma tentativa de enganar votantes e investidores”. O caso é tanto mais grave quanto é certo que o FMI deseja suspender o direito de voto do país enquanto não forem emitidos dados fiáveis.
A ser verdade o que se afirma ali, e nada nos move em contrário, a McDonald’s terá articulado com o governo um preço abaixo da tabela para o Big Mac (será o mais barato de menu), usado pela revista The Economist para medir o custo de vida em vários países. Sendo a jóia da coroa e o hambúrguer mais famoso da cadeia, aquela multinacional tenta contornar o preço baixo ao tirá-lo da circulação em muitas das suas lojas, obrigando a que se consumam hambúrgueres mais caros. [Read more…]
A Doutrina do Choque de Naomi Klein
A História do neoliberalismo contada por Naomi Klein.
Ficha IMDB
A coragem política
Diogo Freitas do Amaral disse na entrevista que deu ontem à TVI24 que “o CDS-PP não tem coragem política.” Tenho ouvido demasiadas vezes essa acusação dirigida ao CDS-PP, como se fosse muito normal, uma consequência natural da acção governativa, não ter coragem política, neste caso para se chegar à frente e assumir divergências votando contra, dizendo basta, num compromisso claro com a ética, e sobretudo com o povo, para cujo sofrimento o CDS-PP está a contribuir de forma aviltante, desonrosa para gente nascida e criada nos valores da democracia cristã. Mas afinal quando se não nos momentos difíceis da vida política se espera coragem política dos políticos?
Freitas com o povo
“O relatório do FMI é um documento ideológico. (…) Por que não cortam nos 40% do Estado dos boys&grils dos partidos? (…) O exercício do poder político muitas vezes cai na injustiça e na ofensa aos direitos adquiridos” Diogo Freitas do Amaral à TVI
Mendes, o povo está contigo
Marques Mendes debaixo de fogo. Pires de Lima acusa-o de deslealdade.
Bundesbank retira o seu ouro de Nova York e Paris
Será que o ouro está lá? (em inglês) Quando o Chavéz fez o mesmo correu muita tinta.
Sofia Galvão não queria ruído
“O tempo em que se escreve o resto das nossas vidas” não tem jornalistas.
O segredo do conselho de administração
Uns senhores fizeram uma conferência chamada “Pensar o Futuro – um Estado para a Sociedade”. Parece que foi impulsionada pelo primeiro-ministro. Não acredito. Não acredito que o primeiro-mnistro deste país tenha caucionado uma conferência sobre um tema tão importante onde haja restrições à liberdade de informar.
A não ser… A não ser que este encontro mais não seja que uma espécie de reunião do conselho de administração de uma corporação. Daí as preocupações com as ‘frases retirados do contexto’.
Nesse caso percebe-se. Como diz um afamado ditado: O segredo é a alma do negócio. Logo, como estão a tratar de negócios…
P.S. Há sempre a hipótese dos participantes na coisa quererem dizer palavras menos agradáveis em privado e evitarem serem confrontados com elas em público. Mas não deve ser isso. Não acredito que seja uma questão de falta de carácter.
P.S.S Há sempre a hipótese de ser o clube do Bolinha ou o Clube de Combate.
Acordo ortográfico: o bom senso de Rui Moreira e de Júlio Machado Vaz
Dois homens carregados de bom senso comentam a carta enviada ao Ministro da Educação. Rui Moreira, economista, considera ridícula a ideia de que o chamado acordo ortográfico (Ao90) servirá para aumentar as nossas exportações para o Brasil; Júlio Machado Vaz, psiquiatra, ri-se da crença de que as consoantes mudas ocupavam demasiado espaço no cérebro das pobres criancinhas portuguesas.
Homem português chega por engano a primeiro-ministro
Alemanha ao ataque de outra nação
Ah não, afinal é a França do santo Hollande. Mais um anjo caído.
Simuladores de Salários e do IRS para 2013
Confesso que me aguentei umas horas. Queria negar o destino. Percebi, enfim, que o tempo está longe de ser um bom conselheiro. Não resisti.
Mas é bem feito!
Não resisti e agora sinto-me roubado!
Gostava de vos transmitir, em palavras, o que sinto. Não consigo.
Deixo-vos apenas alguns links para que se possam juntar a mim no sofrimento ou quem sabe na rua:
– Público (xls);
– Expresso (xls);
– Jornal de Negócios (xls)
– SIC;
E, querendo ter muita gente comigo, em Lisboa, no dia 26, nada melhor do que a tabela dos roubos aplicados aos Professores.
Outra vez as despesas de educação
Em suma, a redução na despesa em educação em rácio do PIB parece ter sido acompanhada pela melhoria dos indicadores de educação, o que sugere um progresso ao nível da eficiência da despesa no setor. Para este resultado terão contribuído as medidas adotadas no período mais recente, sendo de destacar o encerramento de escolas com número reduzido de alunos e a redução do rácio professor–aluno. No entanto, existe claramente margem para redução da despesa e ganhos adicionais ao nível da eficiência neste setor.
O sublinhado é meu, a citação de um estudo publicado no Boletim de Inverno do Banco de Portugal (A Evolução da Despesa Pública: Portugal no Contexto da Área do Euro, de Jorge Correia da Cunha e Cláudia Braz). [Read more…]
Refundição do Estado… Jornalistas out!
O neoliberalismo tem um aspecto semelhante à “solução final”, porque implica deixar cidadãos para trás, os improdutivos, os que estão fora do sistema e os que não têm nem nunca virão a ter emprego.
Esta limpeza etária, a efectuar sobre os mais pobres, não pode ser registada. Pode sempre haver uma frase ou um gesto que, se e quando as coisas mudarem de sentido, venha a servir de prova no TPI, uma vez que, de facto, estamos a falar de genocídio em função da idade, da posição no processo produtivo e da riqueza. É por isso que as reuniões do grupo dos 30, da Trilateral e de Bilderberg também são à porta fechada.
Enquanto muitos jornalistas considerarem que o problema da inactividade de 80% da população, que já está a ser discutido desde 1995, é uma teoria da conspiração, e persistirem em não ver as implicações macro das teses que vão timidamente vindo a público, este processo vai continuar a seguir o seu rumo traçado há muito.
A refundação do estado, de Passos Coelho e Moedas – e da Goldman Sachs – tem diversos elementos com implicações na esperança média de vida e na mortalidade infantil, dos pobres, claro, que são pequenas peças dessa “solução final”, ou “eugenia”, se preferirem.
Surpresa?
Eu diria que os moedinhas e os relvinhas ao serviço dos que nos roubam são gente que não surpreende.
Agora às escondidas
Depois de enganar todos os que votaram no PSD, que prometera não aumentar impostos, o governo entrou numa nova fase: procurar que as decisões sejam tomadas por outros e discutidas às escondidas. Pouco falta para chegarmos à clandestinidade da distribuição de panfletos, coisa de tempos que não vivi nem pensava vir a viver.
Tradução do relatório do FMI no Parlamento Europeu
O eurodeputado Rui Tavares recorreu, ontem, à tradução do relatório do FMI patrocinada pelo Aventar e teve, ainda, a simpatia de agradecer no facebook.
Este facto é, decerto, motivo de orgulho para toda a comunidade que participou nesta obra colectiva, um verdadeiro monumento ao exercício da cidadania.
Em nome de todos, o Aventar agradece a Rui Tavares ter dado ainda mais sentido a esta tradução.
Para verem que não estamos aqui para enganar ninguém, aí ficam as provas.
Serralheiros de Pamplona
Para o cumprimento da lei, até da lei injusta, são necessários burocratas, executores, carrascos, serralheiros. Destes homens e mulheres pode dizer-se que, mais do que cumprir a lei, executam o serviço para o qual foram contratados, e não têm que concordar com os ditames da legislação, podem até discordar da sentença que executam, porque não lhes cabe a autoria do acto. São meros executores, e como tal não recai sobre eles a responsabilidade da injustiça que concretizam.
Quando alguém perde a casa que não podia continuar a pagar ao banco, a lei manda que o banco recupere a sua propriedade e o inquilino, que teve a ilusão de que era proprietário, seja expulso. E para que essa ordem seja cumprida, para que se execute a transição de propriedade desse imóvel, é necessária a substituição da fechadura, acto simbólico que sela a mudança de propriedade. Há casos em que o inquilino, julgando-se ainda detentor de direitos de proprietário, recusa-se a sair e o cumprimento da lei dita que a porta seja arrombada e que o infractor seja expulso da casa que não lhe pertence. [Read more…]
Bola em Belém
Estive a ouvir António José Seguro atentamente no seu discurso de encerramento das Jornadas Parlamentares do PS. As suas palavras são as de quem já está em campanha. Não será demasiado cedo? Não acredito em eleições antecipadas para este ano. Duvido que seja possível. Essas eleições serão, creio, no ano que vem, depois das Autárquicas, e havendo nesse próximo mês de Outubro um Governo credível, que gere consensos, ou seja, um Governo de iniciativa presidencial, com um primeiro-Ministro que represente o bloco central, e seja capaz de levar este orçamento (ou o que restará dele depois do escrutínio Constitucional) até ao fim do ano sem haver desobediência civil se não antes seguramente durante as Autárquicas. Com Passos Coelho essas eleições não poderão ser realizadas, ou então o Governo vai bater em toda a gente que as boicote (e não faltará quem). Por fim, e apesar dos esforços de Seguro, duvido que venha a encabeçar o PS nas próximas legislativas. António Costa é o homem para compor um Governo à esquerda com capacidade negocial no contexto do programa de reformas dos Estados da UE, mas isso só depois das Autárquicas, lá está. Resumindo: a bola continua em Belém. E enquanto isto, Passos Coelho inibe os jornalistas de participar no debate para que tem vindo a convidar a sociedade civil.
Quem é esta Sofia Galvão?
Uma lancheira Chanel nas trombas e talvez os dois neurónios conversassem.
Nagisa Oshima 1932-2013, RIP
Ficará conhecido mais por este Império dos Sentidos, e pelo Feliz Natal, Mr. Lawrence que, por exemplo, pelo excelente Um Verão em Okinawa .
Pior do que isso, O Império dos Sentidos será relembrado sobretudo pelas cenas que fizeram um bispo garantir escandalizado que tinha aprendido mais em 10 minutos de RTP2 que em toda a vida (compreende-se: o enredo é, digamos assim, heterossexual). Mas os caminhos, limites e sua ausência no que toca ao desejo são insondáveis. Obrigado Nagisa Oshima.
Já agora, aqui fica a resposta de Herman José ao escândalo: [Read more…]












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