Portugal vale a pena

Há dias, a jornalista Maria João Avillez escreveu no Público a propósito de Portugal e os Portugueses: “Nada do que vi nasceu por acaso, não foi uma sorte, nem uma oferta. Alguém – muitos «alguém» certamente – preferiu o risco e não temeu o esforço. Pensando que Lisboa, o Porto e por aí fora valiam essa pena. Pensando que o país talvez valha, Portugal tão pouco contado.”

Dias depois, o escritor, presidente da SPA e jornalista José Jorge Letria, escrevia algo muito semelhante: “Articulada de forma criativa e apelativa com a oferta turística, a cultura gera riqueza, emprego e fortalece as identidades locais, regionais e nacionais. (…) O escritor refere-se a Lisboa que pode “tirar muito mais partido da crescente popularidade internacional de Fernando Pessoa”. Mas eu digo mais: todas as cidades têm que tirar mais partido da sua riqueza cultural. Depois, J.J.Letria acrescentou:  “Há sempre mais a fazer (…).”

Há muito a fazer pelo nosso país. Mas não podemos contar com eles. Não podemos contar com um Ministro da Cultura, porque o nosso governo não considerou importante o ministério…

Vamos contar com Portugal, vamos contar Portugal. Vamos contar com cada um de nós. Estamos por nós. Comecemos, por exemplo, a contar a beleza deste país…

“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”, já dizia F. Pessoa.

Usain Bolt

Os jogos olímpicos estão a acabar.

Felizmente dirão alguns. Com muita pena, digo eu. Sou um fã incondicional de Desporto e os Jogos Olímpicos são algo que guardo sempre num cantinho bem especial.

Viajo, com o youtube, no tempo, bem devagar porque o perímetro abdominal já não permite grandes velocidades,  para recordar o Carl Lewis, um americano da velocidade e do salto que era fabuloso e o Daley Thompson do Decatlo que foi o primeiro super-homem que eu vi. A equipa de Basquetebol dos Estados Unidos em Barcelona: a melhor equipa de sempre, o carisma do Dream Team.

Um Americano do outro mundo, o Greg Louganis, que saltava para a água como nunca ninguém havia saltado e um Russo que continua, ainda hoje, a ser o melhor de sempre no salto à vara: Sergei Bubka.

Este breve momento pela minha memória olímpica abre o caminho para um novo nome: Usain Bolt.

Um atleta da Jamaica cujo segredo estará, como com outros Jamaicanos, no ACTN3.

Usain Bolt é… Estou a olhar para o teclado e a tentar encontrar a palavra para o definir. Não consigo.

Nos 100 metros, nos 200 metros e na Estafeta 4 x 100 metros voou.

Usain Bolt faz, agora parte de mim. Pelo menos enquanto o alemão não aparecer por cá!

Professores: uma causa popular

O Governo já iniciou a 2ª edição da iniciativa O Meu Movimento. Todos os cidadãos podem criar o seu movimento. O mais votado será recebido pelo PM, o Dr. (ainda ninguém provou o contrário) Passos Coelho.

Enfim, parece que o Governo ainda não conhece as nossas preocupações. Precisa que lhe digam.

Na 1ª edição foram criados 1008 movimentos e o «vencedor» defende os direitos dos animais, nomeadamente, é pela abolição das touradas.

Espero que desta vez seja recebido um movimento pela defesa das pessoas. E, mais concretamente, um movimento que defende os professores e a sua valorização!

Deixo aqui uma sugestão ao João Paulo Silva: cria esse movimento. Votarei nele!

Atraso de vida

Portugal tem uma longa história e uma das suas curiosidades, decerto será a opção pela via férrea como meio de transporte moderno. Há cento e dez anos, tínhamos uma impressionante rede de caminhos de ferro. Assim, os infelizmente cada vez mais improváveis sucessores de Fontes Pereira de Melo, teriam a obrigação de colocar este transporte numa plataforma de primazia, estudando cuidadosamente aquilo que outros países fazem em matéria de mobilidade e poupança. Mas não, por aqui continuamos com a querida e velha mania do cata-piolhos, ou seja, da procura de um homem providencial em todos os escalões da sociedade, seja ele um gestor de fortunas, um “autoador” de multas que interpreta as normas a seu bel prazer, ou neste caso, um revisor que decida acerca dos direitos de um passageiro.

Esta notícia não devia existir, pois cada vez mais nos arriscamos a ficarmos a “ver comboios” em casa, brincando com um ou outro exemplar da Märklin.. De vez em quando, Portugal bem podia rever os conselhos, velhos de décadas, prodigalizados por Ribeiro Telles. Ainda vamos a tempo.

Reis de Portugal – D. Fernando

Documentário português sobre os reis portugueses. Neste episódio, D. Fernando e as causas do agravamento da crise económica do séc. XIV e a crise de sucessão que culminou com a subida ao poder do seu meio-irmão, D. João, Mestre de Avis.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Unidade 4.3. – Crises e Revolução no séc. XIV

Algarve, o Paraíso Ecológico

Ou de como a Ria de Faro é um esgoto a céu aberto…

Baralhar e dar de novo ou simplesmente fazer macete

Professores.

Este, como quase todos os meus escritos, é sobre professores e é uma espécie de ponto de ordem à mesa, na discussão que cresce na blogosfera educativa, sendo que, há algo irrefutável: ninguém foi de férias.

O Público trazia há dias um texto onde se fazia a dicotomia entre as redes sociais e a rua e onde defendi que em algum momento teremos de voltar à rua, porque, considerem ou não moderno e chique, é também na rua que se ganha o futuro.   A minha experiência como sindicalista (SPN, FENPROF), com muitos anos de trabalho em torno dos professores contratados e das questões da precariedade levam-me também a concluir que nada consegue substituir o contacto pessoal, a troca de ideias e de argumentos, olhos nos olhos – isto não vai lá só com facebook e blogues. Não vai! Como diria o outro, de bons likes está o inferno cheio.

E na rua, as vitórias são proporcionais à sua força, a mobilização de que fala o Miguel, e para isso o papel da FENPROF é fundamental. A luta dos professores na rua só acontece com a FENPROF – façam as leituras históricas que quiserem fazer, mas ou há FENPROF e temos os professores na rua ou não há FENPROF e não teremos os professores na rua. Até prova em contrário, esta é uma verdade sem contraditório.

Mesmo não o assumindo é isso que escrevem, sem escreverem, o Nuno e o Ricardo. Equacionam a necessidade de uma maior ligação entre os professores e os sindicatos, que naturalmente subscrevo. O Nuno acredita que “É possível imprimir uma nova dinâmica aos sindicatos fazendo-os sair da zona de conforto”, enquanto o Ricardo vê cada  vez com “maior dificuldade a tão necessária reaproximação dos professores aos sindicatos“, mas defende que “primeira fase de uma qualquer estratégia, passa exatamente por discutir.” [Read more…]

Canal de Estória

Desde a sua entrega aos zelosos cuidados de Madrid, o antigo Canal de História foi resvalando para o âmbito daquela antiga colecção de livrinhos malucos que nos propunham a teoria da “Terra Oca”, os “Deuses Astronautas” e a “comprovação científica” das profecias cataclísmicas.

O que temos hoje como programação histórica? Além da escabrosa publicidade ao Nutela, Kinder Surpresa – eles dizem “churprecha” -, Audi, Mercedes e a uns tantos bancos e companhias de seguros estabelecidos no país vizinho, temos algo do mesmo estilo, mas com  …”intuitos formativos”. Os Illuminati, ou a benfazeja Maçonaria que mais não é senão a preciosa herdeira dos imprescrutáveis segredos e sortilégios dos Templários. Prosseguindo, com um bocadinho de azar seremos forçados a ver o novel e milésimo episódio de A Vida Depois de Nós – não, não é uma canção da Romama -, ou uns camionistas TIR a alta velocidade razando precipícios no Alasca. No entanto, o prato forte é reservado ao Efeito Nostradamus – com um desfiar ininterrupto de loucuras ajaezadas de excelsas parvoeiras -, logo seguido dos terrores das Profecias Maias ou a recentemente inaugurada temporada acerca da Vida Alienígena. Estes aliens …”sempre viveram entre nós” e de facto não descendemos de macacas, mas sim de seres que chegaram de Orion – está provado pelo alinhamento das pirâmides egípcias e centro-americanas -, sendo os nossos prováveis criadores, exímios manipuladores do ADN ancestral daquilo que seria a humanidade.

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Pede-se um comentário à esquerda, sff.

“Sarkozy nunca nos expulsou, veio o Partido Socialista fazê-lo”

Na última semana, as autoridades francesas desmantelaram vários acampamentos em que viviam imigrantes de etnia cigana. Um grupo de 240 já foi mandado de volta para a Roménia [PÚBLICO, edição impressa, 11 AGO 2012]

É no que dá ver as coisas a preto e branco. Este processo vem de trás mas haja coerência. No governo de Sarkozy não faltou  adjectivação criativa pelo que se espera o mesmo agora.

É perguntar ao ar condicionado

Desapareceram os documentos do negócio dos submarinos

Bilhete-postal da Terra

O monstruoso e metálico robô Curiosity já mandou para a Terra alguns bilhetes-postais da paisagem marciana. Ainda a preto e branco, vemos a cratera onde ele pousou…
O robô não levou nenhum bilhete-postal para Marte, pois neste planeta não há vida inteligente, nem anfitrião para receber qualquer presente que fosse oferecido com a melhor das boas intenções e em missão de paz do nosso planeta.

Mas numa coisa os dois planetas são parecidos: ambos têm crateras.
Não me quero referir às crateras naturais, que a Terra as tem em grande número e são belas, por sinal. Estou a pensar nas crateras provocadas por sucessivos bombardeamentos a mando do regime de Assad sobre Alepo, uma terra mártir… Só em dois dias já morreram 322 sírios.
Aqui na Terra, o planeta do Homem, onde há vida (muito) inteligente, há, contudo, desumanidade e maldade: aqui os homens são capazes de abater de animais abandonados pelos donos (Taiwan); aqui na Terra, ainda se amputam mãos aos homens que roubam e ainda se mata por apedrejamento homens e mulheres por sexo fora do casamento (Mali).

Aqui na Terra, ainda há brutamontes e homens rudes tal como na Pré-História. [Read more…]

O Comboio em Durrães


Linha do Minho no vale do Neiva,  2008.

Fausto

Longa mentragem de Murnau baseada na peça de Goethe. Fausto, um velho alquimista, vê a sua cidade ser assolada pela Peste Negra. Legendado em português.
ficha IMdB

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Unidade 4.3. – Crises e Revolução no séc. XIV

Um piloto do mundo?

Miguel Gaspar, jornalista do Público, cujas crónicas, aliás, são muito do meu agrado, escreveu ontem:

Há a sensação de que ninguém está a pilotar o mundo em plena crise financeira global.

Não me agrada nada a ideia de haver alguém a «pilotar o mundo»… Nem China, nem EUA, nem outros.

Não confiamos nos nossos «pilotos»… quanto mais confiar num piloto do mundo!

Parece que não temos outro remédio.

Mas talvez a crise venha mostrar que não é possível ter «alguém» a pilotar o mundo, mas que «cada um» de nós, cada país, terá que depender e exigir mais de si que dos outros.

Zita Embaraça PCP

Não percebo os exegetas políticos do PCP. Não seria mais prudente amplificar menos as revelações de Zita Seabra, tendo em conta anos de cavalar sabotagem político-económica em Portugal?! Apesar de ser ainda novo, lembro-me perfeitamente que o PCP desses anos evocados era muitíssimo diferente do actual, na linguagem e nos métodos. Sim, valia tudo. Nesse contexto, onde os sonhos hegemonistas e fidelistas ao vaticano-Kremlin tudo autorizavam, putativas escutas acopladas a aparelhos de ar condicionado seriam até pecados menores.

Adenda: Leio, entretanto, este post no A Terceira Noite, e percebo mais a fundo a fonte de todo este folhetim. Fico, e comigo certamente milhares de consumidores domésticos de informação, à espera que Zita Seabra contradite ou confirme a insinuação abusiva de Mário Crespo. De uma forma ou de outra, dormiremos sempre bem com isto.

A sofreguidão pela vida

Continuando a transcrever o Diário 1941-1943 de Etty Hillesum (judia holandesa que morreu em Auschwitz em 1943)…

A 21 de novembro de 1941, também uma sexta-feira, Etty, com 27 anos, escreveu:

A sofreguidão deve existir igualmente na minha vida espiritual. O querer ingerir exageradamente, o que de vez em quando culmina em pesadas indigestões.

(…) [a mãe] Comia com gula e devoção. (…) Na sofreguidão dela havia algo como se ela tivesse medo que o mundo acabasse. (…)

Uma pessoa pode ter fome de viver. Mas com a sofreguidão pela vida, o objectivo é ultrapassado.

O Comboio em São Miguel da Carreira

Linha do Minho no maior concelho de Portugal,  2012.

A Brigada de Trânsito a Fazer Pedagogia…

Fotografia encontrada no que aparenta ser a página do facebook da Brigada de Trânsito (ou o que resta dela).
Parabéns aos responsáveis pelo sentido de oportunidade. E extenso sentido de humor.

O Sétimo Selo

Um filme de Ingmar Bergman, legendado em português, que tem como pano de fundo a Idade Média e que aborda de forma interessante a temática da Peste Negra e da forma como a doença afectou toda a sociedade europeia medieval.
ficha IMdB

carregue na imagem para ver o filme

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Unidade 4.3. – Crises e Revolução no séc. XIV

Medalha de ouro

Para Ferreira Fernandes por esta crónica olímpica .

Também ganhei!

Os Jogos Olímpicos marcam estas férias de verão. A medalha de prata em canoagem sabe muito bem. Parabéns ao Emanuel e ao Fernando!
Este acontecimento desportivo e cultural tem muitos campeões: são muitos os atletas, muitos os países, que levam a medalha de ouro, de prata ou bronze.
Mas eu, uma simples espectadora, também ganhei. São admiráveis as suas marcas, os recordes mundiais e olímpicos batidos, a força (levantar 3 vezes o próprio peso, é dose!), a velocidade (Bolt, «o relâmpago» jamaicano), a destreza, a mestria, a beleza, etc. Tudo nos parece muito fácil e, no entanto, são horas de treino diário repetindo centenas de vezes o mesmo gesto, o mesmo exercício até ficar mecanizado.
Mas ganhei mais que isto. O jornalismo permitiu que conhecêssemos muitas histórias curiosas, o lado mais humano destes atletas que nem parecem gente comum, simples mortais como nós…
Não vou esquecer Nur, a grávida malaia de oito meses que não quis perder a oportunidade rara de competir nos Jogos Olímpicos; não vou esquecer a judoca saudita que acabou por lutou com hijab; que história essa a do nadador do Ruanda que teve como treinador principal um manual técnico de natação («Porque não? Tudo é possível», disse); e o cavaleiro japonês Hiroshi com 71 anos, o atleta mais velho a competir e ainda com vontade de ir ao Brasil (nunca deixou de se levantar às cinco da manhã para andar a cavalo, coisa que começou a fazer aos 12 anos); ou ainda o sul-africano Pistorius, o velocista que se tornou no primeiro duplo amputado a participar nos Jogos Olímpicos («a sua deficiência está na cabeça dos outros, não na dele»); etc. Só soube destas. Mas há muitas mais.
E os nossos atletas têm vida difícil também e muito fazem eles! Parabéns à comitiva portuguesa.

Quando a culpa é mesmo do mordomo

Como um hacker se apoderou da vida digital de outrem ligando para o suporte técnico Apple (detalhes).

Palavras Cruzadas

Que prazer resolver estes «problemas» sentada à sombra de um guarda-sol, pés enterrados na areia quente, uma bola de Berlim sem creme («por causa da ASAE»), corpo fresco depois de um banho em praia portuguesa!

Horizontal e verticalmente se encontram significados, definições e sinónimos. Depois do problema resolvido, uma cabeça inteligente promete que encontraremos, inscrito, um provérbio ou o nome de um filme ou de uma obra, etc.

Derrama lágrimas. A parte superior das árvores. Teoria considerada normativa do bem e do dever. Conjunto de monitor´e teclado ligado ao computador. A pessoa ou as pessoas que. Fio metálico. Que lhe pertence. De modo irregular.

Entre tantos enunciados, não é que estava naquilo labirinto um belo provérbio? Quem chora, seu mal consola.

Mas neste verão eu descobri outra «palavra» para as Cruzadas, que não apenas o jogo, o passatempo, o fazer pensar em outras coisas que não o trabalho.

As palavras cruzadas podem ser uma solução para o reatar do diálogo que se interrompeu (há umas horitas) com alguém.

Depois de um atrito, a palavra custa a soltar-se da língua. A boca não solta palavra e o som parece-nos que vai sair horrível e pode ainda estragar mais a «coisa».

Então experimentei «quebrar o gelo», reatar o diálogo, mostrar que se quer esquecer o que aconteceu, «convidando» a dita pessoa a dar-me a solução do enunciado «Copo alto e estreito, usado geralmente para beber champanhe ou espumante».

E o problema (real), de insuportável silêncio e espera de resolução, começou logo ali a resolver-se «letra a letra»!!

O Comboio em Barroselas

Linha do Minho, 2008.

Inter Rail 40 Anos

A fazer mais, muito mais, pela construção e fortaleza da Europa do que muitos, mesmo muitos, euroburocratas.
O futuro é o comboio… liberdade, liberdade, liberdade!

A Peste Negra

A presente unidade é leccionada no 8.º ano, embora em teoria faça parte do programa do 7.º ano. Aqui é abordada a crise do séc. XIV em Portugal e na Europa e a famosa trilogia fomes – pestes – guerras.
No caso das pestes, é de referência obrigatória a Peste Negra, que dizimou um terço da população europeia. O presente filme-documentário aborda as causas e as consequências da doença de forma muito acessível e interessante para os alunos.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Unidade 4.3. – Crises e Revolução no séc. XIV

Nada de confusões!

Esta medalha apenas a eles pertence.  Não venham agora Belém e S. Bento trincar prata alheia., pois apenas poderão reivindicar os eternamente esperados resultados da bola, aliás pré-pagos com biliões em betões e outras habilidades em que o regime se especializou.

Estes rapazes sobem ao podium por único e exclusivo mérito próprio e de quem os treina. Os sacrifícios serão sempre muitos e  apenas poderão contar consigo mesmos e com as respectivas famílias.

Para cada português, existem nove alemães, trinta americanos, outros tantos russos, cem indianos e duzentos chineses. Vivemos num mundo de “desportistas amadores”, onde a nacionalidade lhes garante pingues dádivas bastante profissionais. Estados Unidos, Rússia, China e Alemanha – entre muitos outros -, desde sempre investiram no desporto por questões relativas ao prestígio internacional e também, há que dizê-lo, como forma de escape para possíveis tensões sociais e prevenção de problemas de saúde pública. Em Portugal, o esquema vigente ficou-se pela bola e agora estamos precisamente naquele ponto a que inevitavelmente chegámos e de onde parece difícil obtermos algo mais.

Bem vistas as coisas, a subida da “verde-tinto” ao mastro, parece ser um escusado e abusivo oportunismo…

Curiosity, o Prazer de Explorar

A saga iniciada pelo rover Curiosity, na cratera Gale, Marte, promete larga excitação na nossa Espécie, em razão do que será possível apurar quanto à composição dos solos e à putativa confirmação de vida em Marte, a coisa mais natural e habitual do Universo, estou convencido. Não percebo o que há a temer na exploração do Sistema Solar. Do alto do seu laicismo, muitos há que alimentam tabus apocalípticos da mesma maneira outros, religiosos, há poucos séculos ainda, temiam a concorrência por parte da Ciência ao corpus de supostas inquestionabilidades da Fé, como se mesmo os conceitos de divindade e criação, precisamente graças à Ciência, não fossem passíveis de alargamento e enriquecimento. Quando a ciência é rara, haja pelo menos sabedoria.

No Internet Archive…

Mais de um milhão de filmes, músicas e livros, para fazer o download usando o seu cliente de bittorrent favorito.

SCP vs SCP – Os predadores e a força do dinheiro

SCP VS SCP – Ou a Batalha Perdida (?) pelo Sport Clube do Porto nos Tribunais Nacionais
 
Em Portugal, para um clube ser filiado nas Federações de Remo e de Canoagem, NÃO necessita de possuir uma única embarcação ou sequer um posto náutico. Quanto valem estas modalidades?
Que se saiba, Benfica e Sporting não têm estruturas nem formação específica, mas, para singrarem e “terem algum valor” nas respectivas modalidades, compram canoístas, judocas, remadores e triatletas.
São os maiores!
Entretanto os nossos atletas presentes nas olimpíadas, conquistaram uma medalha de prata em K2 masculino.
Querem agora ser atletas do Sporting.