A quebra eleitoral do Bloco de Esquerda: factos

Roubei e adaptei este gráfico ao Pedro Magalhães: dá-nos a tendência das sondagens (neste caso relativas a BE, PCP e CDS) desde Janeiro de 2010. A seta coloquei-a no último pico favorável ao BE; a partir de finais do ano passado foi sempre a descer.

As sondagens valem o que valem (mas no caso do BE até valeram mais do que isso).

A quebra do Bloco de Esquerda e o início da pré-campanha de Manuel Alegre, feita de braço dado com o PS de José Sócrates, é pelo menos uma coincidência, que me parece significativa.

Más companhias…

Actualizando: o Pedro Magalhães teve a amabilidade e curiosidade de ampliar o gráfico de forma correcta, e substituí a mera ampliação gráfica pela sua. “A linha vertical é Novembro de 2010, início aproximado do declínio de Manuel Alegre nas sondagens para as presidenciais.” – fim de citação.

Um governo engaiolado

Santana Castilho *

Não se envelhece enquanto buscamos! Bela frase, dita não sei por quem, adequada a mais um virar de página. A terapêutica mágica é ir à estante e passar a noite com um dos livros da nossa vida (o Jardineiro, de Rabindranath Tagore).

“O pássaro cativo vivia na gaiola. O pássaro livre vivia na floresta. Encontraram-se um dia, como estava escrito no destino. O pássaro preso sussurra: “Vem para aqui, vivamos ambos na gaiola!”

Diz o pássaro livre: “Entre as grades, onde há espaço para se abrir as asas?”

“Ah”, diz o pássaro fechado, “eu não saberei poisar no céu!”

O pássaro livre grita: “Meu amor, canta as canções da floresta!”

Diz o pássaro da gaiola: “Senta-te ao pé de mim e ensinar-te-ei a canção dos sábios”. [Read more…]

A Crise Financeira Explicada

 

Esta análise é certeira e explica de uma forma simples o que se está a passar na Europa. Apenas não é referido que a politica de resgates actuais vai forçar a implosão das economias europeias ficando estas, desta forma, à mercê dos detentores de capital para serem compradas a preço de saldo. Isso já está a acontecer na Grécia e basta ler o memorando da Troika para se perceber que vai acontecer o mesmo aqui em Portugal.

A Mudança

A tão falada mudança política, pelo traço de Fernando Saraiva.

Samardã

O comboio pára para respirar e beber na estação de Samardã,  Linha do Corgo, anos 70.

Síndrome da Ética Retardadamente Selectiva

ana gomesAna Gomes é uma mulher corajosa. Estou sensibilizado. Onde é que ela terá andado recentemente?

Depois de ler as suas declarações, mais uma vez me ocorre que a oposição é onde todos os políticos deveriam estar pois  parece que lhes apura o sentimento de ética. É um fenómeno a que poderíamos chamar de Síndrome da Ética Retardadamente Selectiva e que se caracteriza por uma súbita perda de cegueira para os defeitos daqueles que deixaram de ser oposição. Atinge de forma particularmente violenta os que saíram do poder e tem por efeito secundário amnésia aguda quanto a poucas vergonhas dos seus correligionários. Os pacientes costumam encontrar alívio dos sintomas descansando em cadeiras tipo Parlamentarium Europerium.

E agora leiam lá o que votaram

Bateu todos os recordes de hipocrisia: só depois das eleições o Ministério das Finanças publica um documento onde de forma rápida e acessível todos podem ver o que vem aí.

Cereja em cima do bolo, chamaram-lhe Sistematização das medidas do Programa de Apoio Económico e Financeiro a Portugal até ao final de 2011

Quem chama a isto apoio só merece uma designação, a de mentiroso.

Durante toda a campanha houve um profundo silêncio sobre o verdadeiro programa dos partidos autorizados a governar. Se o memorando, um documento técnico de leitura difícil, foi traduzido tal deve-se ao Aventar.

Apenas BE e PCP tentaram discutir o que aí vem, levando logo em cima com uma dúzia de comentadores encartados e “imparciais”,  disparando dislates sobre estes partidos. Dentro de um  ano, ou menos, com estas medidas Portugal estará a renegociar a dívida, outra ideia de esquerdistas que só dizem mal e não querem governar. Aqui está a demonstração de que a democracia com esta comunicação social é uma treta, e a manipulação uma arma. Para salvar os bancos, nacionais e europeus, você que votou nisto, leia até ao fim, vai ver que lhe sabe mal.

 

(Formato PDF: SI_Medidas_PT – 186.3kB)

A vez dos Estrunfes

estrunfes

Estaline (de vermelho) no meio dos proletas

Já calhou ao Tintin, ao Super-Homem, ainda não calhou ao Sandokan, agora foi a vez de um alucinado fazer uma releitura dos Estrunfes (Strunfs), com Estaline à mistura e valores totalitários, sempre à luz do politicamente correcto.

Eu, que de estalinista não tenho nada, acho que o homem devia ir para a Sibéria trabalhar, já que, pelas preocupações evidenciadas, não deve ter nada para fazer e mostra necessidade de andar ocupado.

E quando tiver lazer a mais vou reler a Carochinha. Entre o dinheiro dela, a gula do João Ratão e o tamanho do caldeirão, deve haver um filão de coisas politicamente incorrectas a explorar.

Ana Gomes mete a boca no trombone

(declarações de Ana Gomes à Antena 1)

Em relação à formação do Executivo, a eurodeputada socialista defende que os meios de comunicação social devem assumir o seu papel de contribuir para a transparência do passado dos políticos, nomeadamente do presidente do CDS-PP, Paulo Portas. Ana Gomes acredita que está em causa a idoneidade e credibilidade pessoais e políticas de Paulo Portas para voltar a desempenhar cargos governamentais e lembra o caso dos submarinos. Ana Gomes vai mais longe e acusa Paulo Portas de ter encetado uma “campanha de desinformação” e de calúnia de dirigentes socialistas, associando-os ao processo Casa Pia. (antena 1)

Ana Gomes tem a rara qualidade de não ter medo, em particular de ser dissonante com o compadrio generalizado entre o que chamamos “classe política”. As acusações que hoje dirigiu a Paulo Portas, e o avisado conselho de não ser este um personagem recomendável para Ministro dos Negócios Estrangeiros, sujeito como pode estar à chantagem das secretas de outros países, são feitas sobre o arame, e sem rede. Sempre tem a coragem que outros não tiveram quando pela calada enlamearam Ferro Rodrigues, já para não falar da atitude do sempre vacilante Jorge Sampaio. Não acredito no sistema judicial que temos, nem tenho que acreditar ou não nas palavras de Ana Gomes. Mas saúdo-as, e apenas lamento uma coisa: esta mulher não passará de deputada europeia. É pena.

Enquanto foi novo cresceu; envelheceu à pressa, encolhe

Um partido de esquerda faz-se sem elitismos, e desfaz-se ao escorraçar os que cheiram a trabalhador manual. Um partido de esquerda, mesmo sendo na prática uma coligação não assumida de 3 partidos, não sobrevive eternamente aos arranjos das organizações que o formam, substituindo a democracia interna pela cooptação sistemática. Um partido de esquerda pode, e deve, cometer erros, mas tem de os assumir: a arrogância vira-se sempre contra quem a pratica. À esquerda não se pode fazer política por outra razão que não seja a de lutar pelos outros,  e a sistemática produção de “figuras públicas” vindas no nada dá maus resultados, de que o caso Joana Amaral Dias é o exemplo mais hilariante.

Há também erros conjunturais. O apoio a Manuel Alegre foi o maior de todos. A troco de ir buscar alguns (poucos) militantes ao museu do PS, o Bloco apareceu aos olhos de metade dos seus eleitores como um partido igual aos outros. A moção de censura que se lhe seguiu, embora correcta, teve o efeito perverso de reforçar a mesma conclusão. Assumir o erro era mais difícil, mas era a única opção de um partido que fosse mesmo diferente dos outros. Tenho as maiores dúvidas que estes erros sejam assumidos e que se proceda a uma revolução interna. Nem me parece que isso seja importante. O que vem a seguir faz-se nas ruas, e os que construíram esta derrota não vão sair do Portugal sentado, que é a única forma que conhecem de fazer carreira política. Sublinho: carreira política. [Read more…]

A História não é do Povo, nem de Moscovo.

Não existe História asséptica, nem imparcial. Existe coerência, interpretação e bom senso. Infelizmente ainda não possuímos um código deontológico para Historiadores, pelo simples facto de que não existe, também, qualquer instituição que superintenda a escrita da História ou (superintender é capaz de ser inadequado) zele pela boa historiografia em Portugal. O panorama é comum a muitos países, embora em Portugal seja mais confrangedor, dado que a facilidade com que qualquer um toma para si a denominação de historiador, desacredita a boa história, a História com H grande, escrita segundo o método científico que esta disciplina exige. Por outro lado, como a História é pedagogia e a escola tornou-se um laboratório de conceitos fúteis, aplicados a pressupostos de progresso social e meta-social (o que quer que isso seja), o lugar das humanidades foi sendo substituído por «ciências» realmente «verdadeiras», por «números», por «conceitos» galicistas e anglo-saxónicos inventados por alguém, num gabinete esterilizado mas pouco ventilado, lá longe, em Bruxelas. A História tornou-se um adereço difícil de justificar. De tal forma que o Passado se torna, dia após dia, uma montra de clichés que perduram enquanto existirem a wikipédia e os humoristas. [Read more…]

Recado da Comissão Europeia à Alemanha

A linguagem não é esta, mas o conteúdo é o seguinte:

Srs teutónicos,

Sabemos que sois um povo cerebral, amante das ciências precisas, terra de filósofos, falantes de uma língua que nomeia com exactidão, cultores da clareza, exigentes com os pormenores, buscadores de perfeição técnica, maníacos da higiene, demandadores de análise, inimigos da precipitação.

Sabemos que desprezais o improviso, abominais a imprecisão, detestais a desorganização, desvalorizais o desenrascanço, substimais mentalidades diversas, menorizais países pouco rigorosos.

Parai, portanto, de dizer asneiras, de fazer merda e de ser terceiro-mundistas.

Campanha negra na horta

campanha negra e.coli

Primeiros testes negam que rebentos de vegetais estejam na origem do surto de E. coli

Bem Vindos ao Cairo 001

Imaginem uma cidade amarela, cor de areia.
Com  grandes construções em tijolo, arranha-céus à americana, casas rasteiras em adobe,
casinhotas de chapa de zinco e contraplacado de madeira.
Imaginem uma cidade quente, repleta de carros, cheia de gente.
Uma cidade que cheira a coisas. Cheira a tudo.
Uma cidade grande, que não dorme. [Read more…]

Ibn Battuta

Esta é a história de um homem que fez de viajar o seu modo de vida.

Berbere de origem, nasceu na cidade de Tânger no ano de 1304, no seio de uma família abastada.

Aos 21 anos de idade, ainda estudante de direito, parte para fazer a peregrinação a Meca e inicia uma aventura extraordinária.

Foi viajante, peregrino, explorador, embaixador, jurista, cortesão, conselheiro, geógrafo, escritor.

A sua experiência ficou registada na obra Rihla, “A Viagem”, precursora dos relatos de viagens (ou Rihlat) e tratados de geografia.

Durante os cerca de 30 anos em que viajou, Ibn Battuta percorreu mais de 120.000 Km pelos lugares mais longínquos e diversos, incluídos num território que hoje abarca 44 países, numa época em que a Terra era um mistério, as distâncias eram longas e viajar era uma aventura.

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táxi

 

 

 

A derrota eleitoral da esquerda, consequências…

A esquerda foi ontem derrotada em toda a linha, desde a mais moderada à radical, os resultados devem ter provocado que muito boa gente ainda se encontre hoje em estado de choque. O PS foi um dos grandes derrotados da noite, mas não o único, perdeu um pouco mais de 500 mil votos e muito provavelmente 23 deputados, partindo do princípio que irá eleger um pela imigração. Imediatamente José Sócrates retirou consequências políticas, assumiu a derrota e demitiu-se da liderança do partido, que está agora numa situação verdadeiramente difícil, condicionado na oposição pelo memorando que assinou com a troika, ninguém compreenderia que viesse agora liderar a contestação ao programa do novo governo. Será assim até 2013, o que obrigará o PS a esperar dois anos, até que possa verdadeiramente assumir-se como alternativa e liderar a oposição. Até lá, podem PSD e CDS/PP aproveitar para aprovar no parlamento todas as medidas necessárias à implementação do acordo que possibilitou o resgate financeiro do país. Nesta conjuntura, será preferível ao PS escolher um líder de transição, fraco, para 2 anos, ou permitir que um dos naturais sucessores, António José Seguro, Francisco Assis ou eventualmente, mas com menor grau de probabilidade, António Costa, fique associado às políticas impopulares de austeridade, que se irão seguir? A decisão cabe obviamente aos próprios, que decidirão ou não avançar, mas só partir de 2013, ano em que teremos eleições europeias e autárquicas, um PS rejuvenescido e refrescado na liderança, já liberto do compromisso que assinou, poderá começar a construir uma alternativa de poder, até lá irá fazer a travessia do deserto, que espera possa terminar em 2015, ou antes, se a nova maioria implodir após 2013, hipótese que não descarto, caso falhe o resultado do plano de resgate e a economia não cresça.  [Read more…]

CERN cria átomos de antimatéria…

… (no caso, de anti-hidrogénio) capazes de durar 16 minutos!

Andamos tão absorvidos pela espuma dos dias que passamos pelas verdadeiras notícias sem nos apercerbermos

a- de que são mesmo notícias

b- da sua importância

Por isso este poste não vai ter muitos “gosto”, nem tornar-se viral no Facebook, nem atrair grande número de leitores. Soubesse eu a cor das cuecas de Passos Coelho na reunião com Cavaco Silva e aí sim, seria um sucesso dos grandes.

Estamos, apesar de tudo, numa fase em dificilmente se imaginam as consequências e implicações futuras de um acontecimento deste calibre. Para já, fica uma certeza que obrigará os costumeiros velhos do Restelo a engolir apocalipses anunciados: o homem produziu anti-matéria, aprisionou-a e começa agora a estudá-la. Isto é notícia.

Respira-se melhor

A análise do ar em Portugal, hoje, revelou uma melhoria de qualidade. Tal deve-se à ausência das partículas socráticas que, ao longo de seis anos, infestaram a atmosfera, a ponto de alguns portugueses terem sofrido de alergias terríveis, causadoras de estupefacção e de desânimo.

Alguns especialistas, no entanto, começam a alertar para o perigo de uma variante da mixomatose que poderá transmitir-se aos seres humanos, com a estupefacção a ser substituída por estupor e o desânimo por abatimento.

Os eleitores-fantasma.

Eu não votei. Já tinha esclarecido aqui porque o não ia fazer e, honestamente, não gosto de ser confundido com os que não votam por razões metereológicas ou de ócio. Não votei porque não estou de acordo com o sistema eleitoral, com a prevalência partidária, com os seus lobies e estratégias de poder. Não votei porque não me revejo no discurso estereotipado dos partidos. E não admito que um político de carreira como o Professor Cavaco Silva venha insinuar que, por não ter votado não terei doravante legitimidade para criticar. Logo ele, que foi eleito com 25% dos votos e se arroga ao título de presidente de todos os portugueses.

Antes de ser um eleitor, sou um cidadão e quero ser tratado como tal. Não aceito, portanto, a euforia clubística com que se celebrou ontem a substituição de um partido por outro ideologicamente semelhante, como se o poder fosse um torneio de futebol. O país vive esta mentalidade partidária como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Mas não é. A tal democracia representativa e directa que aqueles meninos e meninas mimados reclamam no Rossio é obtida através do voto, mas de um voto em ideias e não em ideologias. Por isso acho que ficamos todos a perder enquanto as eleições para o Poder Central ou Local estiverem minadas pelo clientelismo partidário, cujo desejo último não é servir o cidadão, mas arrigementar eleitores apenas para alimentar a sua máquina e manter o poder. Só um sistema como o actual, favorece homens cuja vida é dedicada, não em prol de uma causa ou de um ofício, mas de uma carreira, como é o caso de José Sócrates, P. Passos Coelho, Paulo Portas ou Francisco Louçã. Para acabar de vez com a ideia de que a res publica é um emprego e não uma causa. [Read more…]

Então não era defender o Estado social?

«choque liberal» diz Amado

-Começam a aparecer vozes no PS, discordando do caminho até aqui seguido. Não será obviamente Luís Amado quem irá suceder a José Sócrates, a disputa em directas ficará para Francisco Assis e António José Seguro, tenho dúvidas que António Costa avance. Para já, quem quer que venha a ser o líder, ficará comprometido com parte do programa do governo até 2013, pela assinatura do memorando da troika. A partir daí sim, poderemos contar com um PS nas ruas, liderando a oposição. Ninguém compreenderia agora que o PS fizesse oposição ao texto que ele próprio assinou, facto que será aproveitado até à exaustão pelo novo governo.

 

 

 

Os portugueses querem mudar, irão conseguir?

-Um Portugal farto de José Sócrates, decidiu mudar o governo, infligindo ao PS uma pesada derrota, que apenas encontra paralelo nos tempos das maiorias absolutas de Cavaco Silva. Cerca de 500 mil portugueses terão mudado o sentido de voto, resultados comparados com 2009. A vitória do PSD, não propriamente pela votação, cerca de 3 pontos acima das sondagens, é expressiva no número de mandatos obtidos, o que se explica pela hecatombe socialista, o PS, segundo partido mais votado, com menos 100 mil votos que o 2º partido em 2009, então o PSD liderado por Manuela Ferreira Leite. No entanto, Pedro Passos Coelho ficou aquém da meta ambicionada, alcançar a maioria absoluta, felizmente digo eu, porque as 3 experiências que tivemos mostraram um Estado parasitado pelos partidos que tomam nas mãos o poder absoluto. [Read more…]

ARTUR: António Bokel no LAC

O ARTUR (Artistas Unidos em Residência) prossegue a bom ritmo no LAC, com os artistas a intervencionarem o edifício da antiga cadeia de Lagos. Destaque hoje para António Bokel.

Vencedores:

Pedro, se não vamos a votos no país, vamos a votos no partido” é uma frase atribuída, por uma fonte jornalística, a Marco António Costa. Como estou a citar de cor, pode não ser bem assim mas o sentido imputado era este.

O vice-presidente da Comissão Política Nacional e presidente da CPD do Porto do PSD, Marco António Costa, é diabolizado por boa parte dos opinion makers e alguns jornalistas da capital. Mesmo dentro do PSD algumas almas não gostam dele. É certo que são cada vez menos. Mas existem.

Por aquilo que tenho visto, não consigo entender. Como Presidente da Distrital do Porto consegue obter excelentes resultados. Seja nas eleições autárquicas, na dinamização do partido no distrito do Porto como em eleições nacionais (olhem para os resultados do PSD no distrito nestas legislativas e para a forte mobilização em toda a campanha eleitoral – incluindo uma perninha num e noutro distrito vizinho). [Read more…]

Um interior deserto

círculos eleitoraisAo olhar para os resultados eleitorais fui constatando o baixo número de deputados eleitos por cada círculo eleitoral. Dois deputados por Portalegre; três por Bragança, Évora e Beja; quatro por Guarda e Castelo Branco.

Sendo o número de deputados proporcional à dimensão do círculo eleitoral, estes números, quando comparados com os quarenta e sete deputados eleitos por Lisboa ou com os trinta e nove eleitos pelo Porto, são a demonstração de um país que não aproveita o território que tem. Tanta autoestrada para servir o país e ninguém para as usar.

Diria que esta “fotografia” é o melhor instantâneo destes 37 anos de democracia. Falta saber se era o que se desejava.

Estou satisfeito

O resultado eleitoral de hoje satisfaz-me. Por um lado, o PSD não tem maioria absoluta e de fora fica o risco de levarmos as porradas que as anteriores três maiorias absolutas nos trouxeram. E por outro, o PS ficou abaixo da barreira psicológica dos 30%, o que é o melhor sinal que se pode dar a qualquer partido que entre pelo caminho do ilusionismo.

E agora vamos ao pote

O 31 da Armada sobreviverá como blogue do governo? A Câmara Corporativa dissolve-se?
Não perca as cenas dos próximos capítulos.

Engenheiro Procura Emprego

Engenheiro, com curso concluído a um domingo, recentemente desempregado, procura trabalho.

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Que vergonha, socialistas!

Ao ouvir o boicote às perguntas dos jornalistas durante a conferência de imprensa, só me ocorre que há quem lide muito mal com a liberdade de imprensa. Tristes.

Alô Comissão Nacional de Eleições

O secretário-geral de um partido, no momento em que agradece aos seus camaradas o empenho na campanha eleitoral, destacar os presidentes da Câmara eleitos pelo partido, não dá direito à participaçãozinha ao Ministério Público?