No 5 Dias, explico as minhas razões.
A rosa que te dei
Passando sobre a clara ilegalidade cometida pela totalidade dos dirigentes partidários à boca das urnas – tentaram dirigir o voto pelas entrelinhas -, as dez rosas enviadas pela Ryanair à TAP, mostram bem o estado a que chegámos. A TAP não e propriamente uma empresa de baixos salários e de atrasos nos pagamentos. Quando a sua congénere alemã, a Lufthansa, beneficia da colaboração de todos os empregados que lutam pela solvência da empresa e garantia dos postos de trabalho, o que se tem passado em Lisboa é simplesmente patético. Dentro de pouco tempo, nem a TAP, Portugal Telecom ou outras empresas “de bandeira” sobreviverão a tanta parvoíce, má gestão e falta de visão. Triste sina.
Estas frases dizem tudo:
“Enviámos aos dirigentes do SNPVAC 10 rosas em representação dos seus 10 dias de greve e do apreço que sentimos por eles aumentarem o nosso negócio(…) colocámos estes dinossauros do SNPVAC no topo da nossa lista de envio de cartões de Natal pelos seus contínuos esforços em encorajar os passageiros da TAP a mudar para o serviço sem greve e de tarifas baixas da Ryanair”.
Leis laborais, economia e desenvolvimento
Em post anterior, o António Fernando Nabais critica Angela Merkl, pela sua defesa da alteração das Leis laborais em Portugal. Vou passar à frente da discussão sobre quem trabalha mais horas, não preciso de explicar que um trabalhador pode passar 10 horas no seu posto de trabalho e produzir menos do que outro, fazendo exactamente o mesmo, que trabalhe apenas 7 ou 8, na mesma empresa, dispondo das mesmas condições, isto para não aparecerem nos comentários com a ladainha do costume, que a culpa é dos empresários, mal preparados, alguns até estão, reconheço sem qualquer problema, infelizmente é raro ver um sindicalista e mesmo os simpatizantes dos partidos de esquerda, admitirem que também existem trabalhadores melhores que outros e mais motivados, conseguindo por isso apresentar um nível de desempenho superior. E devem em minha opinião ser também melhor remunerados, pelo que ao slogan “para trabalho igual, salário igual”, falta acrescentar, desde que o resultado seja também ele igual. E permitir o despedimento individual, sim, as Leis necessitam de ser reformuladas, será legítimo que um trabalhador possa deixar a partir de determinada altura, de produzir, apenas porque lhe apetece? É que já vi e conheço, se pensarmos um pouco, todos conhecemos, casos de pessoas que estão há 20 anos ou mais numa empresa, e apenas porque não foram promovidas, deixaram de produzir, procurando obter uma rescisão por mútuo acordo, com indemnização e de preferência direito a subsídio de desemprego. [Read more…]
O voto das abelhas
Na freguesia de Cabril, concelho de Castro Daire, a manhã foi também marcada pelo boicote às legislativas. À entrada da sala de voto foram colocados cartazes onde se pode ler “EN225” e “não ao voto” e o acesso à mesa de voto foi tapada, tendo sido colocadas abelhas no interior das instalações.
Há um Portugal assim; precisa do dia das eleições para dizer: estou aqui, não tenho estrada, não tenho médico, protesto todo o ano e ninguém repara, estou muito longe, os jornalistas só por aqui passam em busca do pitoresco, mas existo, também sou Portugal.
Enquanto houver um Portugal assim haverá boicotes em dia de ir a votos. Votam contra o silêncio. Desta vez com o zumbir das abelhas.
Fala agora, Angela!
A Alemanha, que já arrastou o mundo para duas guerras, parece não conseguir desistir de um projecto hegemónico e racista, usando uma posição de força na União Europeia. Nos anos 80, com a prestimosa colaboração dos políticos portugueses, preocupados com a imagem do “bom aluno”, e em parceria com a França, esse país que sempre quis ser a Alemanha, os alemães contribuíram para matar o tecido produtivo português.
A sinistra Merkel, de modo coerente, vomitou umas críticas sobre a excessiva generosidade das leis laborais portuguesas. Se Portugal tivesse dirigentes políticos à altura, tais palavras deveriam ter merecido uma resposta firme, mas Cavaco, tão prolixo no Facebook, e Sócrates, esse animal tão feroz, emudeceram. Poder-se-ia pensar que era pura e simples cobardia, mas é mais do que isso: o arco do poder agradece qualquer contributo que permita retirar direitos laborais.
Para azar de toda esta gente, aparece agora um estudo em que se conclui que os europeus do Sul trabalham mais do que os alemães. Que dirá agora, a fuhrer?
#ILoveSocrates
Foto- Jornal de Negocios 24/03/2011
“Ter Com Quem Nos Mata Lealdade”… O Sócrates FOI O ÚNICO LEAL A PORTUGAL!
Obrigada, Sócrates!
PS.: É triste ter assistido ao Bloco de Esquerda a desenrolar a passadeira vermelha para assistirmos à nossa – Nós!, Povo Português – degolação, Y à do seu eleitorado, em particular, que cego não travou o doentio capricho de um “Líder” que troca a Acção pelo esvaziamento das palavras. Mas talvez o seu eleitorado esteva apenas, tal como o seu “Líder” viciado em Palavras. Palavras vazias, sem referente, de tão esvaziadas de referente que o foram nestas últimas semanas é natural que o Uso delas se transforme num caquéctico jogo de abstracção, em que apenas a alucinação dos seus jogadores seja capaz de os fazer andar na rua sem ser com os olhos baixos, Ah! tão baixos que eles deviam andar, baixos, tão baixos quanto a perfídia com que desenrolaram a passadeira vermelha para a degolação que já se adivinha. Nem uma palavra escreveram face a tanta abjecta visão-programática. Nem uma usaram. Nem uma tiveram coragem de dizer Não! Basta! Y alucinados desenrolaram a passadeira vermelha. Felizes. Oh! Felizes com as suas redacções! Quando lhes crescerá a vergonha sobre estes tristes dias de suas tristíssimas figuras. Amanhã celebrarão. Amanhã amargarão. Amanhã é um dia de glória. Y a glória como o escreveu Mishima é amarga. Amanhã Sócrates não terá glória. Amanhã Sócrates terá HONRA, coisa que, por certo, desconhecem, senão a suas vozes não se teriam silenciado.
Uma vez mais: Obrigada Candidato José Sócrates. Obrigada Sócrates. Obrigada PS. Y Coragem Portugueses. Quem Vota Hoje No PS DEFENDE PORTUGAL. Nós não desistimos de nós. Nós Vamos LUTAR Y DAR LUTA. Obrigada Sócrates por esta “alma”: a Luta.
Cavaco: o discurso da contradição em dia de reflexão
O Presidente da República foi muito pouco interventivo na campanha eleitoral. E, para deixar uma mensagem deveras contraditória em dia de reflexão, melhor seria que mantivesse o silêncio.
Nem é preciso alongar-nos muito. Basta reproduzir os títulos das notícias da comunicação presidencial em dois jornais:
No ‘Público’
“PRÓXIMO GOVERNO NÃO FICA LIMITADO PELO ACORDO COM A TROIKA, DIZ CAVACO”
No Jornal “i”
“CAVACO CONDENA A ABSTENÇÃO E DIZ QUE PRÓXIMO GOVERNO TEM DE CUMPRIR COMPROMISSOS INTERNACIONAIS”
Ainda li e reli os textos integrais das duas notícias, mas é mesmo assim. Não há erro jornalístico. O presidente Cavaco refere ao País o objecto das responsabilidades da acção do governo que se segue, através de afirmações desconexas. O acordo da troika não limita a acção do próximo governo? Não é, de facto, esse acordo o pesadíssimo ‘caderno do encargos’ dos compromissos internacionais a cumprir?
À excepção do resultado da selecção nacional, vencedora da Noruega por 1-0, a vida dos portugueses, nem em dia de reflexão eleitoral, correu de feição. Houve bastonada no Rossio (Lisboa) e, no final, fomos presenteados com um atabalhoado e contraditório discurso do Prof. Cavaco Silva.
São efeitos da estratégia do mar profundo em que submergimos. Nem os famigerados submarinos nos valem. É O NOSSO FA(R)DO!
Elogio a Paulo Bento
Quando Paulo Bento veio substituir a nada saudosa personagem que anteriormente ocupava a cadeira de seleccionador nacional, torci o nariz. Confesso que, se dependesse de mim, Paulo Bento não seria o actual treinador da selecção.
Enganei-me. Estava demasiado habituado à figura de Paulo Bento treinador do Sporting, belicoso, excessivamente interventivo, semeador de discórdias. Mas Paulo Bento, seleccionador nacional, mostrou ser o homem certo para o lugar, distendido, arredado dos focos mediáticos, com uma panóplia de bons jogadores à sua disposição com quem não tem que lidar no dia-a-dia, sem medo de errar a cada passo e, por isso, proibir-se de ousar.
Paulo Bento pegou num lote de jogadores descrentes e derrotados, e levou-os ao primeiro lugar do seu grupo de apuramento. Devolveu-lhes alegria, criou uma equipa, livrou-se de jogadores de segunda linha, e, ao contrário da triste personagem precedente, pô-la a jogar de acordo com o talento prometido pela soma das partes.
Moral da história em véspera de eleições: uma boa vassourada é muitas vezes necessária. A Federação Portuguesa de Futebol teve, nesse cenário, muito mais sorte do que o povo português e podia escolher um entre dezenas de treinadores nacionais e estrangeiros. O povo português, pelo seu lado, só tem dois treinadores efectivamente candidatos a treinar o país. Se uma vassourada é bem-vinda, a possibilidade de escolha é demasiado curta. Por mim, o treinador que aí vem também não se sentaria na cadeirinha do poder. Desta vez temo não me enganar.
Estamos perdidos…
É uma premonição. Por outras palavras, fazer uma síntese do que tem acontecido nestes dias, falaria de fatalidade.
As curtas horas antes de se abrirem os comícios pata a corrida às eleições legislativas, tenho esse sentimento, referido antes: uma premonição. Nós, os do lado esquerdo dos partidos que correm, nós, os materialistas históricos, como é habitual, vamos perder. Como diz um filme que um dia vi intitulado Este País não é para velhos, mudava o título pelo de Este país não é para revolucionários como nós. Queremos igualdade, procuramos auto governo ou governo de freguesia, essas ideias de Babeuf de 1785, inspirador de Marx e de todos nós que o conhecemos e usamos as suas ideias, como Marx, como Allende. [Read more…]
Dia de Reflexão
Estou a reflectir, mas pouco.
Se me puser a reflectir mesmo, à séria, se pensar em tudo o que implica delegar através do voto, se pensar nesta gente que afirma representar-nos na dita democracia representativa, não voto em ninguém e mudo de país.
A democracia quando nasce não é para todos
Terminou a campanha eleitoral: a polícia destruiu o acampamento no Rossio, espancou e efectou 3 detenções. Roubo de material de som e máquinas fotográficas. Presença da Polícia Municipal de António Costa.
O PS despede-se do poder assegurando à direita que sabe manter as ruas limpas de protestos, ou seja, evitar conflitos sociais. Deixem-nos ficar com uma pastazinha no governo, deixem… imploram a Passos Coelho.
Diz-se esta gente de esquerda. Não passam de capachos da direita. António Costa, não passas de um Sócrates II. Ao mesmo baixo nível.
Salvador Allende e José Sócrates, dois antigos socialistas?
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É-me quase impossível não comparar estes meus dois governantes: um, nascido ao começo do Século XX, em 1908, em Valparaíso, Chile, filho de família burguesa e profissional. O segundo, de família também burguesa, menos acomodada que a do primeiro.
O primeiro referido, era Salvador Allende. Enquanto corria para as eleições presidenciais do Chile de 1952, a sua primeira tentativa, que perdera para o candidato Carlos Ibáñez del Campo, por uma estreita margem de votos – Ibáñez obteve 44% Allende 38%, conco anos mais tarde de esta primeira corrida a Presidência da Sua Excelência, nascia José Sócrates no Porto, Portugal a 6 de Setembro de 1957 e foi
Declaração de voto
São duas as razões que me levam a escrever apenas hoje este post. Em primeiro lugar porque considero absurdo a existência de um dia de reflexão, mesmo que continue indeciso sobre o destino que darei amanhã ao meu voto. Felizmente que os blogues não estão obrigados a cumprir tal disparate. À semelhança das Presidenciais, a vontade é mesmo não ir votar, só que amanhã tenho a possibilidade de contribuir para que Portugal se veja livre do híbrido, mistura de Pinóquio e Calimero que nos conduziu até aqui durante os últimos 6 anos, alheado da realidade, apostando num modelo de desenvolvimento baseado no investimento público, que enriqueceu apenas as construtoras do regime, possibilitou lucros aos Bancos e parasitou o Estado de boys and girls. [Read more…]
Legislativas: a opinião de uma profissional do sexo
Voltámos a contactar Maria e conseguimos obter, novamente, depoimentos desta profissional do sexo acerca dos momentos de intimidade que viveu com os dirigentes dos partidos com assento parlamentar. Já soubemos, entretanto, que Garcia Pereira irá interpor uma providência cautelar para que Maria seja obrigada, também, a recebê-lo. [Read more…]
Legislativas 2011: meditações

Lei ou Direito? Lei ou Código? Direito ou Ciências do Direito? Lei ou sem Lei?
Cada uma destas questões tem uma resposta. É evidente que a Lei, criada pelo Império Romano antes da nossa era, é o braço armado do Direito, resumida numa frase pelos advogados do Império: dura lex, sed lex. A lei é dura, mas manda e deve ser obedecida, em português. A lei é um conjunto de prescrições, reunidas normalmente no corpo jure, denominado Código, como fez Justiniano I em Roma a partir de 535, e que perdurará até a divisão do Império em 1473. Foi a fonte de inspiração para o Código liberal de Napoleão, de 1813, até aos nossos dias. Os Códigos estão divididos por [Read more…]
Porque irei votar…
…no MPT? Por muitas e variadas razões, a primeira das quais, cumprindo os conselhos de quem surge nos ecrãs televisivos, invariavelmente pedindo que não concedamos a nossas confiança nos “mesmos de sempre”. Sabemos quem são e isto, há 37 anos.
Vou votar no MPT, porque:
-Poque jamais considerei a questão do chamado “voto útil”, especialmente se essa utilidade beneficiar o actual quadro parlamentar e as suas respectivas correntes nos centros de distribuição de sinecuras e partilha de interesses. Nada separa o PS do PSD, CDS, PCP/PEV – vulgo CDU – e PSR/UDP, mais conhecido por BE. Nada! O meu voto é consciente.
– É o herdeiro directo do inestimável trabalho do arq. Ribeiro Telles, um homem que conhece e pensou Portugal como um todo, sem peias de interesses locais ou de situações propiciadoras do beneficiar ínfimas minorias. Portugal não é um negócio.
– Porque num país de tradição marítima, num país que reivindica a maior área económica exclusiva atlântica, o MPT – seguindo o PPM dos anos 70/80 -, propôs e conseguiu a criação do Ministério do Mar, até hoje considerado apenas como uma mera designação sem conteúdo.
-Porque privilegia uma relação especial extra-europeia, precisamente com aqueles países outrora incluídos na soberania portuguesa e hoje parceiros essenciais para o nosso próprio crescimento económico. A CPLP deve deixar de ser uma figura de retórica que se destina a satisfazer ociosos frequentadores de estéreis cimeiras.
– Porque o ambiente e a sua defesa, não consiste num simples detalhe: ambiente é o ordenamento territorial, é a ocupação do interior, é a consolidação das actividades económicas tradicionais, é a defesa do património erguido ao longo de séculos, é o ensino da nossa História tal como ela deve ser contada intra-fronteiras, consolidando a consciência nacional. Ambiente é legislar no sentido de os animais deixarem de ser “coisas” e das florestas deixarem de ser meros centros de produção de madeiras. Florestas são florestas, plantações são plantações, há que assumir a difrença fundamental.
É, vamos todos ao café
Este vídeo demonstra bem a atitude de negação quando se procura confrontar a realidade com as promessas eleitorais. Prometer é fácil mas, também, vota sem pensar quem quer. Pelo meio, há uns tristes que não se importam de dar a mão à censura.
As sondagens das legislativas 2011
Fica aqui o apanhado das diversas sondagens das legislativas 2011.
Em Nome da Filha (a minha):
Desde 30 de Abril de 2011 fui um pai um pouco ausente. Confesso. Aceitei um desafio e a ele me dediquei de corpo e alma. Por causa dele ficou a perder, por estes dias, a minha filha. E a minha família.
Não estive a seguir nenhum messias. Pedro Passos Coelho, bem pelo contrário, é um homem simples, um de nós. Alguém que acredita ser possível mudar Portugal e dotado da consciência, algo tão raro nos dias que correm, de não ser possível concretizar essa mudança sem o esforço de todos, sem cortar com um passado, não apenas socialista (embora agravado pelo egoísmo daqueles que hoje nos lideram), que entende que tudo se resolve empurrando os problemas com a barriga e transformando em receita de hoje a dívida que outros vão herdar no futuro.
Alguém que acredita que a solução dos problemas não pode ser realizada sem (nem contra) mas com os respectivos agentes – na Educação, na Justiça, na Função Pública, na Saúde – e que todos terão de sacrificar um pouco de seu em prol do comum. Alguém que sabe que não existe qualquer solução milagrosa apenas muito trabalho e esforço para salvar Portugal e, sobretudo, para salvar os portugueses desta situação terrível que estamos a viver enquanto país, enquanto comunidade.
O meu voto
Depois de seis anos de campanha eleitoral, em quem votar? No que me toca, já lá irei mas antes gostaria de explicar esta da campanha eleitoral dos seis anos. Para tal, socorro-me do recorrente anúncio do sucesso frustrado, sendo o grande feito das contas públicas o último acto desta tragédia. Em Fevereiro, o governo lançou aos quatro ventos a ideia de termos um tal sucesso ao nível da execução orçamental que havia um excedente orçamental. A comunicação social nem questionou os dados embrulhados em celofane que, certamente, as assessorias de imprensa prepararam. Apresentei na altura as minhas dúvidas e, há dias, vi-as confirmadas quando a Unidade Técnica de Apoio Orçamental nos informou que apenas se tinha adiado o pagamento de contas. [Read more…]
Eu voto BE
Sem hesitações. Sou de esquerda desde sempre. Da ‘esquerda caviar’, dizem os meus amigos. Detesto caviar, mas eles não desistem do jargão. Gosto de cozido à portuguesa, de uma bela feijoada à transmontana, de mãozinhas com grão, da saborosa caldeirada à sesimbrense ou à setubalense, de uma sardinhada em Alfama (Lisboa), Matosinhos ou Portimão e de muitas outras iguarias. Hoje, por exemplo, manjei uma cabidela de galo, no Pessoa (Rua dos Douradores, Lisboa) de se lhe tirar o chapéu – ainda por cima regada com um tintinho de Borba. Caviar nem o quero ver; o seu sabor repugna-me.
No domingo, bem lavadinho com sabonete e champô da ‘Aveia’ e perfumado pela ‘Carolina Herrera’, vestido desportiva e apropriadamente, lá vou votar no BE.
Sei que defraudo a tese do caviar e da falta de higiene forjada pela ‘direita do courato’. De barriga extensamente boleada, essa direita arrota a colagénio e vinho azedo, sonorizando o mau hálito com voz grave e boçal. É o tal segmento da direita retrógrada, grosseira e repetitiva no insulto que, por entre democratas, se perfila à volta das troikas aberrantes: a interna (PS+PSD+CDS) e a externa (FMI+BCE+CE).
(Decidi publicar esta declaração por diversos motivos, entre os quais avultam a transparência da minha opção política e a demonstração de que, no ‘Aventar’, a pluralidade é um conceito que se pratica – e assim espero que continue).
Venham de lá os ‘trolls’ da minha indiferença!











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