A ministra delete

Onde no blogue do Ministério da Cultura estava isto:

Tomem nota: não cultiva a hipocrisia.

Deixou de estar

A ministra deletou e deixou isto:

campanha eleitoralFicando muito pior a emenda do que o soneto. Ou usar o estado para promover o programa eleitoral de um partido pode fazer-se em pré-campanha e agora, missão cumprida, é que já não?

A Estação de Barcelos

A estação de “Barcellos” no último quartel do séc. XIX; um comboio descendente em breve cruzará o Cávado numa ponte construída por Gustave Eiffel que, por estes anos, habitou a cidade. A avenida – construída e paga pela Companhia Real – que ligava a estação ao então afastado núcleo urbano é, ainda hoje, das mais extensas ruas da cidade. Bem se poderia chamar “da estação“.

Ignorante é quem não conhece o programa Novas Oportunidades

O título deste post é uma frase de Sócrates, dita ontem no arranque da campanha eleitoral. Não o esperava, mas concordo. Com efeito, ignorante é quem não sabe a enorme fraude que as Novas Oportunidades são.

Noções básicas de urbanismo revolucionário

Planta de Puerta del Sol. Clique para aumentar.

Em Prole da… Censura…

Gabriela Canavilhas, para além de achar que um paredão de 90 metros nada interfere com a eventual classificação do vale do Tua, insiste em confundir o ministério da Cultura com uma delegação de um partido político.

Ainda ontem se podia ler num blogue mantido pelo Ministério da Cultura (pensava eu, de todos e para todos os portugueses) um manifesto eleitoral do PS, tal como ontem denunciámos. Ontem estava lá escrito, hoje não está escrito nada, o post foi apagado. O post foi apagado e o “blogue da cultura” foi terminado porque “cumpriu a sua missão“.

Simpaticamente, a sra. ministra agradece a preferência e a interacção com o blogue. Interacção? – Só não percebo é como, se o blogue não publicou comentários assinados… Lapso? Erro de Sistema? Censura?… Asco…

ps: versão em cache do belo naco de propaganda.

Os dias que vivemos são como os de Allende

Allende

Os dias que vivemos são delicados: dois partidos neoliberais disputam o poder, vários partidos radicais tentam mas não têm força. Lembremos o que um dos países viveu em dias como este, em que falar é delicado e escrever, pior. Mas quem não se arrisca, perde tudo, incluindo pessoas de bem, maltratados pelos seus ditos compinchas.

Viví isto, este abandono e solidão, em campo de concentração faz já quase 40 anos, e nesse continente. Mas por quem o fiz, nem todo o ouro do mundo podia pagar a sua honra: [Read more…]

A dívida a quem a contraiu

No debate com Sócrates, Francisco Louçã aflorou um tópico que não chegou a ser desenvolvido: que parte da dívida é que estaria associada à corrupção? Sócrates, imediatamente, encetou a fuga, acusando o oponente de demagogia, usando a técnica habitual de atingir o adversário, sem, na realidade, argumentar. No entanto, essa é uma questão que deveria ser colocada por qualquer cidadão: em que medida é que estamos a pagar uma dívida que não contraímos e cuja origem está na corrupção?

O que se afirma no Compromisso Eleitoral do Bloco de Esquerda, no ponto ENFRENTAR A DÍVIDA, é da mais elementar justiça: “A dívida deve ser paga por quem a cria. A parte do Estado é a mais pequena, mas inclui já hoje parcelas ilegítimas, resultantes de juros abusivos e negócios de corrupção e favorecimento.”

O conceito de corrupção, claro, não é apenas legal, mas também (ou, até, sobretudo) ético, como lembra Luís de Sousa, no livro Corrupção. O mesmo é dizer que uma auditoria poderá chegar ao ponto de descobrir factos legais que, no fundo, são exemplos de corrupção. Na realidade, que nome dar, por exemplo, a tantas parcerias público-privadas tão ruinosas para o Estado?

O castigado continua a ser o cidadão contribuinte, como se pode ler nestes dois textos publicados em 2010 (aqui e aqui). Para os responsáveis pela ruína, no entanto, haverá sempre uma prateleira dourada, já acautelada pela corrupção legalizada que campeia, há anos, num país demasiado latino, no mau sentido.

Twilight Zone Press:

O dia em que comprei o JN e levei o Acção Socialista

O Ministério da Cultura não é apartidário

Notícia no PÚBLICOSegundo as palavras da própria ministra da cultura, «o Ministério da Cultura (…) não é apartidário nem independente na concepção ideológica da sua estratégica política.» É sempre bom saber que um organismo estatal é mais um braço de um partido, neste caso do Partido Socialista. Importa lá que a propaganda eleitoral seja paga com os nossos impostos? Ou que a cultura seja uma extensão das obras públicas?

É de recordar que na campanha das legislativas 2009, grande barulho fez o PS porque Manuela Ferreira Leite foi uns metros no carro do Governo Regional da Madeira. Em causa estava, precisamente como agora, o uso de meios públicos na campanha eleitoral. Fico agora à espera que as mesmas vozes de então sejam coerentes o suficiente para condenarem este caso com a mesma veemência.

O euro e a peseta

Alguém quer traduzir para escudos?

Sócrates, Coelho e a Nossa Senhora de Fátima

nuvem

Como é habitual, abro o computador de manhã, hoje para ler os comentários sobre o debate dos candidatos a Primeiro-ministro de Portugal, e nada de novo encontro. Reflexo do próprio debate de ontem à noite.

A reiteração da crise económica que afecta o país é uma temática ouvida vezes sem fim desde finais de 2010. Ontem, não houve novidade, talvez os candidatos com esta estratágia procurem convencer eleitorado fora dos seus partidos. Estou certo que os membros do PS e do PSD devem aplaudir para animar os seus amados confrontantes.

Fiquei surpreendido ao ouvir a temática da crise económica. Não havia motivo nenhum para continuar com uma temática que está mais do que resolvida, com os empréstimos que o mal fadado FMI já resolveu. Ou os empréstimos da Alemanha, da Finlândia que mudou de posição e do não passou ao sim, e os fundos da União Europeia reservados para crises dos seus Estados Membros, quase esgotados a partir da Grécia, da Irlanda e, evidentemente, de nós. [Read more…]

Expresso: Vaidade ou Ignorância?

Que o jornalismo anda pelas ruas da amargura, já sabíamos. Agora, que o Expresso ignore o que os outros sabem, não abona a seu favor. E nem falo de blogues, esses fazem comichão a alguns jornalistas encartados e, no caso do Aventar, chega a provocar coceira.

Mas o Expresso não lê o Público, o Correio da Manhã, o TVI24, a Bola, a Sábado, etc.? Não se vê por lá a SIC? O trabalho deles não é estarem informados para poderem informar?

Ignorância? Não, não creio, seria demasiado grave. Vaidade e arrogância, só isso.

Declaração de Voto: diga o que pensa, pense por si

Finalizados os debates televisivos, com eleições a aproximarem-se e os partidos a manterem distâncias relativamente fixas nas sondagens, o Aventar dá voz ao (e)leitor, convidando-o a expressar-se e a influenciar, se possível, os resultados finais. Pronuncie-se, tenha uma palavra a dizer, a tribuna é sua.

Porque devemos votar ou não votar, porquê num certo partido e não noutro, porquê num certo candidato em vez de outro? Qual a sua opinião?

Faça a sua declaração aqui ou, se preferir, na caixa de comentários deste post.

Quais as empresas, dr Louçã?

O que eu gostaria de saber, mas Francisco Louçã não informa, é quantos destes administradores trabalham para empresas públicas ou participadas pelo Estado, e já agora se não for pedir muito, quais as empresas…

Maio de 2011

Quem São e o Que Dizem os nossos Deputados


Já está disponível um novo serviço público da chamada sociedade civil.
Chama-se demo.cratica e permite visualizar de uma forma mais apelativa alguma da informação do site da nossa Assembleia da República.

O Demo.cratica existe graças ao trabalho levado a cabo no Transparência Hackday Porto, onde têm sido desenvolvidas formas de organizar, compreender e catalogar bases de dados de informação pública em Portugal.

Surgiu como ideia e começou a ganhar forma na Open Data Hackathon, um evento anual internacional que propõe um dia dedicado a um “sprint” de trabalho e reflexão sobre a informação pública e formas de a analisar e publicar, evento que inspirou também a criação do projecto DespesaPublica.com.

E assim, aos poucos, vamos ficando com ferramentas para um Portugal melhor.

Manuel António Pina sobre as «Novas Oportunidades»

O António Almeida relembrou um post antigo que escrevi sobre as Novas Oportunidades. Um post que se baseava num caso concreto, o do atleta Pedro Póvoa, e que transcrevia parte de uma crónica de Manuel António Pina sobre o assunto.
Porque o tema é muito actual, fui procurar e encontrei o resto da crónica do novo Prémio Camões, publicada em Dezembro de 2008 no JN. Todo o texto, como sempre, é muito bom, mas o final é delicioso.

A propósito do generalizado tratamento de “doutor” em Coimbra, contava-se a história de um barbeiro que, enquanto escanhoava o cliente, metia conversa com ele: “O sr. dr. não é o engraxador que pára lá em baixo na Portagem?” Entretanto todo o país se “coimbrizou” (e o que não se “coimbrizou” está a “bolonhizar-se”) e a piada perdeu-se.
Hoje, no supermercado, devemos dirigir-nos à menina da caixa dizendo: “Pago com Multibanco, sra. dra.”, e à empregada doméstica: “Dra. Irene, sirva o leite-creme”, do mesmo modo que não podemos esquecer-nos de que o lavador de carros pode ser engenheiro pela Moderna ou pela Internacional: “Lavagem completa, sr. engenheiro”.
A revista “Sábado” conta a história de um atleta de “taekwendo” que, sem nunca ter feito o ensino secundário, em poucos meses conseguiu, como tantos outros, um diploma “simplex” do 12.º ano nas “Novas oportunidades” e já está a caminho da Faculdade de Medicina.
Um dia destes, juntamente com um anestesista também “simplex”, estará a operar o leitor num hospital público, os dois cheios de curiosidade sobre o que haverá dentro de uma barriga.

mais um para a colecção

O imaginário das crianças: Os silêncios da cultura oral – Indíce

  • Prefácio
  • Capítulo I– As culturas da cultura: infantil, adulta, erudita
  • Capítulo II – Amas-me como eu te amo?
  • Capítulo III – É de ti que aprendo a fugir dos meus pais.  A criança significativa
  • Capítulo IV – Vejo e não entendo, pergunto e não sabes. O processo de aprendizagem
  • Capítulo V – Queres que leia. Mas eu pratico para entender os textos. O processo de ensino.
  • Capítulo VI –  Eu sou homem e mando. Eu sou mulher e obedeço. Meninos e meninas.  O comando da ordem social.
  • Genealogias
  • Bibliografia

A Estação de Coimbra em 1870

A locomotiva 32, fabricada em 1865 e adquirida pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro à Schneider, posa na  Estação de Coimbra, Linha do Norte, por volta de 1870.

O cenário pouco mudou.

Quem perdeu o debate Passos Coelho-Sócrates?

O moderador, nitidamente. Interrompeu por diversas vezes os dois opositores a meio de um raciocínio, não conseguiu aproveitar as intervenções para colocar questões e, quando as colocou, eram tão fora do contexto da conversa que não era  expectável que fossem respondidas de imediato. Para piorar, o sistema que mostrava o tempo aos candidatos avariou.

Fora isso, houve um perdedor claro e foi aquele que teve a lata de insistir que o défice de 2010 foi de 6.8%.  Já chega de Alice no País das Maravilhas.

Adenda: Começou agora na RTP o debate da segunda divisão com Relvas e Assis.

Leituras:

Nota final: tentei incluir posts mais favoráveis às posições socialistas mas não os encontrei. E procurei. Socialistas, então, meteram férias?)

chocadeira de aviário

Caridade

Quando ontem vi Paulo Portas a explicar que quem sabe tomar conta dos pobrezinhos são as IPSS, e para que não restassem dúvidas, a Cáritas e as Misericórdias é que sabem quem deve receber RSI em moedas ou em senhas de racionamento, fiquei desconfiado que indo a coisa em frente convirá à miséria em Portugal mostrar-se pelas igrejas.

Fra Angelico, S. Lourenço esmolando - fragmento

Fra Angelico, S. Lourenço Esmolando - fragmento, c. 1448-9

É tão legítimo, em tempo de crise, a direita querer voltar a 1973, como a esquerda a 1975.

Mas haja ao menos uma pequena noção do ridículo.

Novas oportunidades – IV

Até vieram lágrimas a Sócrates quando falou nas Novas Oportunidades. Por vezes a mim também, mas é de tanto rir, com a cultura de facilitismo que se instalou no país… Aproveito para relembrar um post do Ricardo Santos Pinto,  já com algum tempo, mas absolutamente certeiro, quanto às maravilhosas possibilidades das Novas Oportunidades…

O DNA dos principais partidos políticos portugueses.

O "DNA" dos partidos políticos portugueses a partir da análise vocabular dos seus memorandos e programas políticos

Durante a vida política, fora e dentro do Parlamento, antes, durante e depois das eleições, há sempre um discurso muito semelhante entre os partidos: todos se culpam e ninguém tem a culpa. Nesse sentido, a classe política, da Esquerda à Direita, acaba por acoitar-se sob um manto de desresponsabilização que caracteriza a Partidocracia. Numa democracia especificamente controlada por partidos, é natural que os partidos se defendam entre si, depois os seus clientes e eleitores e só depois, no final, os cidadãos, votantes e não votantes.
Para perceber até que ponto o discurso político-partidário não só é inócuo como semelhante, elaborei uma análise vocabular dos programas e compromissos eleitoral para as eleições que se aproximam. Recorrendo a um programa informático muito simples (o Polaris word count), contei os 20 substantivos mais vezes referidos pelos 5 partidos com assento parlamentar: BE / CDU / PS / PSD e CDS-PP. O resultado foi muito interessante e revela, de certa forma, como o discurso partidário se aproxima em forma e estilo de uma ponta à outra do espectro parlamentar nacional. É esquemático, pobre em conteúdo e pouco imaginativo. [Read more…]

Indignados!

Pontos acordados do manifesto plural redigido durante a madrugada de 18 de Maio, na Puerta del Sol.

Os manifestantes, reunidos na Puerta del Sol, conscientes de que esta é uma acção em movimento e de resistência, acordaram declarar o seguinte:

  1. Depois de muitos anos de apatia, um grupo de cidadãos, de diferentes idades e extractos sociais (estudantes, professores, bibliotecários, desempregados, trabalhadores…), irritados com a falta de representação e com as traições levadas a cabo em nome da democracia, reuniram-se na Puerta del Sol em torno da ideia de Democracia Real.
  2. A Democracia Real opõe-se ao paulatino descrédito de instituições que dizem representar os cidadãos e foram convertidas em meros agentes de administração e gestão, ao serviço das forças do poder financeiro internacional.
  3. A democracia promovida a partir dos aparelhos burocráticos corruptos é, simplesmente, um conjunto de práticas eleitorais inócuas, em que os cidadãos têm uma participação nula. [Read more…]

O estado da nação

Hoje de manhã tinha dois convites no facebook: um para a “Revolução Portuguesa / Portuguese Revolution,” o outro para o “Fim do Mundo!“.

Em princípio vou ao da revolução, e de qualquer forma o fim do mundo é logo a seguir.

Conduzir com álcool? depende da profissão

Uma procuradora do Ministério Público foi detida por conduzir em contramão com 3,08g de alcoolemia. Ainda por cima, usando o trocadilho popular, foi apanhada em flagrante delitro pela Polícia Municipal em Cascais. Soprado o balãozinho e cumpridas as formalidades legais, foi notificada para se apresentar em tribunal no dia seguinte.

Até aqui tudo normal, pode acontecer a qualquer um, em qualquer profissão, que conduza com uns belos copos a mais, confunda mão com contramão e ponha em risco a vida dos outros. No dia seguinte…

A procuradora compareceu perante o seu colega que considerou a detenção ilegal, tendo anulado tanto a detenção como o termo de identidade e residência.

Pelos vistos, fora-da-lei, estava a polícia municipal. Dentro ou fora, afinal, é só uma questão de profissão. E de colegas, claro.

Sessão de esclarecimento popular

Para que o povo não fique órfão da Justiça.

FUNDAÇÃO FILOS & apDC – associação portuguesa de DIREITO DO CONSUMO, associam-se para prestar um Serviço Público de INFORMAÇÃO a Consumidores “consumidos”… com cobranças ilegítimas e ilegais!

Para um povo indefeso
Um defensor… de peso!

Sessões de esclarecimento popular:

Defensor do povo em acção!

Se tem qualquer problema num dos seguintes domínios,

1. Contratos de Compra e Venda de Consumo.
2. Contratos de Fornecimento de Serviços Públicos Essenciais.
3. Água predial.
4. Energia eléctrica.
5. Gás e gás de petróleo liquefeito canalizado.
6. Comunicações electrónicas.
7. Serviços postais. [Read more…]

Político chorão ensaia discurso de campanha

via Submarino Amarelo