Parece que no Expresso também são Charlie

expresso
João Carreira Bom. Mário Crespo. Dóris Graça Dias. Wikileaks. Marisa Moura.
No Expresso? A sério?

Dona da EDP bloqueia produtos da Google

Assim se vende a democracia por cá, quando se fecham os olhos à origem do dinheiro.

Censurado

nos bolsos deles
Do ensaio visual A luta voltou ao muro, de Ricardo Campos, censurado da revista Análise Social.

Ética

Pelos termos do novo Código de Ética que o Ministério da Saúde quer impor aos médicos, ficamos a saber duas coisas:

i) Que o MS tem dificuldade em distinguir a noção de ética de uma marca de batatas fritas em pacote.

ii) Que, para o actual MS, a velha censura do Estado Novo era uma instituição guardiã da ética e dos bons costumes.

A censura é uma minhoca

que comprou o Olhares. Balsemão, pois claro.

No Porto pintamos pela liberdade de expressão

A Associação Juvenil Projecto Ruído vai estar esta QUARTA-FEIRA (3 de Julho), pelas 16h30, na TRINDADE, a pintar um mural de protesto contra este projecto de lei, e convida todos a estarem presentes também! Mais info no Facebook.

Ao menos podiam ter pintado de azul

censura mural
A tradição já não é o que era. A censura agora usa cinzento, a cor dos que nos governam.

Morreu a bruxa má

The Wicked Witch Is Dead, a música votada pelos ouvintes que a BBC censurou. Entretanto o  funeral de Margaret Thatcher, 12 milhões de euros e 2200 convidados, foi nacionalizado; paga o contribuinte.

Como na TVI se censurou uma peça que incomodava o poder vigente

O caso é conhecido: a jornalista Ana Leal terá visto um trabalho seu censurado na TVI, que por sua vez negou a acusação.

Entretanto o Conselho de Redacção da TVI debateu o assunto. Transcreve-se a acta da reunião respeitante ao assunto, que me veio parar às mãos e me parece de inestimável valor para o apuramento da verdade e constatação de  que nesta televisão privada se omitem conteúdos desagradáveis para o poder vigente:

No dia 6 de março de 2013, pelas 16 horas, reuniu-se o Conselho de Redação da TVI (adiante, designado por CR) com a presença dos membros eleitos Maria José Garrido, Margarida Martins, Pedro Veiga, Filipe Caetano, João Gabriel e Carlos Enes, e do director de informação, José Alberto Carvalho, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1 – Queixa da Ana Leal;

(…)

Ponto 1: Queixa da Ana Leal

José Alberto Carvalho leu Lei de Imprensa, a saber: [Read more…]

Censura é isto

Para os choramingas do Relvas: ” No final da conferência de imprensa, a PSP identificou Nuno Ramos de Almeida, um dos membros do Que se lixe a troika, e questionou qual tinha sido o assunto da conferência de imprensa à porta do aeroporto.”

Novas da ditadura

O último comunicado do governo já foi visado pela censura?

Liberdade de expressão

Alô, alô, Pedro Rosa Mendes.

A privacidade de António Parada

Até ontem desconhecia a existência de um tal de António Parada, líder do PS de Matosinhos e candidato à sua Câmara. Ao deparar-me com esta pérola de imbecilidade pedagógica e inutilidade cidadã no Facebook não resisti a adoptá-la, e aqui foi publicado ontem pelo Fernando Nabais:

Hoje recebemos uma notificação do Youtube nestes termos:

Caro Blogue Aventar, Serve o presente para o notificar de que recebemos uma reclamação por violação de privacidade relacionada com o seu conteúdo: [Read more…]

Quem é esta Sofia Galvão?

Uma lancheira Chanel nas trombas e talvez os dois neurónios conversassem.

Os governos querem fechar a Internet

Estão numa reunião, à porta fechada, a discutir o futuro da Internet. Mais informação aqui (em inglês).

Censura Atira Semanário Angolense para a Fogueira

Por Maka Angola

A Media Investe retirou da gráfica, na manhã de hoje, a edição de 27 de Outubro do Semanário Angolense, por incluir, uma versão quase integral do discurso do presidente da UNITA, Isaías Samakuva, sobre o estado da Nação.

Segundo apurou o Maka Angola junto da redação, a empresa proprietária, controlada por altas figuras dos Serviços de Segurança e Informação do Estado (SINSE), retirou os exemplares impressos do jornal para serem queimados. Maka Angola obteve uma cópia digital do jornal censurado, cujas páginas 8, 9 e 10 reproduzem, com tratamento gráfico, o discurso de Samakuva, de 23 de Outubro.

O discurso do líder do maior partido da oposição Samakuva foi uma réplica à recusa do Presidente José Eduardo dos Santos em proferir o discurso sobre o Estado da Nação, na abertura da terceira legislatura, conforme exigência constitucional.

José Eduardo dos Santos mandou distribuir aos deputados, como alternativa, cópias do seu discurso de tomada de posse, feito a 26 de Setembro passado. A oposição criticou o acto como inconstitucional, enquanto vários sectores da sociedade interpretaram o gesto do Presidente como uma atitude de arrogância e um acto de desrespeito ao próprio cargo que ocupa, aos deputados e à Nação.

Para melhor informação dos leitores, Maka Angola dissemina a edição censurada do Semanário Angolense e o discurso integral de Isaías Samakuva.

Publicação original.

O verniz está a estalar

Espanha a preparar lei que proibirá a difusão de imagens de polícias na Internet.

A censura na Net

Não é apenas a versão soft apresentada pelo Público: Estados europeus sugerem botão para denunciar conteúdos terroristas na Internet.

Vai muito para além disso. O Público, em vez de citar o El País, podia ter lido o documento (PDF)…

Ser cretino é crime?

Tom Daley, atleta britânico a disputar os Jogos Olímpicos, ficou em 4º lugar na competição de saltos para água e um compatriota seu, o usuário @Rileyy_69, que a polícia britânica diz ter 17 anos, reagiu da seguinte forma no Twitter:

“You let your dad down i hope you know that” (“Desiludiste o teu pai espero que saibas isso”).

O pai de Tom Daley morreu com um tumor cerebral em Maio de 2011. O atleta queixou-se, também no twitter, do tom deste comentário. O tal @Rileyy_69 ainda pediu desculpa, mas isso não impediu que fosse detido para interrogatório e que vá agora enfrentar um processo judicial.

Que o Rileyy_69 é um cretino, não tenho dúvidas. Mas eu pensava que a liberdade de expressão contemplasse o direito a ser cretino, e que o castigo fosse a censura pública, a resposta do ofendido e de todos os que se indignam quando nos portamos como idiotas. [Read more…]

Fernando Ruiz Vergara 1942/2011

Só hoje soube da morte do meu amigo Fernando Ruiz Vergara, realizador do único filme censurado e sequestrado durante a transição espanhola, ainda hoje proibido em Espanha na sua versão integral.

Conheci o Fernando há quase vinte anos. Durante praticamente dezena e meia tivemos uma relação de grande proximidade. Conhecemo-nos bem, dentro daquilo que é possível uma pessoa conhecer de outra pessoa. Vi-o rir-se, zangar-se, comover-se, chorar, ouvi-o contar histórias, muitas histórias, ouvi-o contar a sua história, ouvi-o contar a história de Rocio.  O Fernando fez um filme que o fez “exilar-se” outra vez em Portugal, já no pós-franquismo.

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Tampões femininos, em Versalhes, só no sítio “certo”

joana de vasconcelos

A recente proibição da presença da peça “A Noiva” (representando um lustre feito com tampões higiénicos) na exposição de Joana de Vasconcelos em Versalhes -com o fantástico argumento de não ser “adequada” ao local – é um acto censório que tem muito de preconceituoso e nada de artístico.

Como lembrou a própria artista, “A Noiva” foi uma das peças que lhe abriu as portas para a sua circulação internacional.

Acresce que Joana Vasconcelos foi convidada por ser autora de uma obra conhecida, na qual a peça agora censurada se inclui com grande visibilidade, e que nenhuma objecção foi levantada aquando do convite.

Esta actual tendência para a censura artística é preocupante e invade uma das poucas esferas onde a liberdade de expressão, criação e exposição eram ainda defendidas e estimuladas.

A leitura de Joana de Vasconcelos sobre o assunto é explícita mas podia (devia) colocar mais profundamente o dedo na ferida e vincar o aspecto político/castrador da decisão: [Read more…]

Mãe, estou no desemprego

Algumas faixas conseguiram entrar no estádio, enganando a censura.

Diferença entre 2012 e 1969: a PIDE privatizada na forma de empresa de segurança. E também que ao menos desta vez venha a taça para Coimbra. Também pelos seus adeptos, a Académica merece.

 

 

Censura no Jamor

À entrada do estádio do Jamor as faixas que os adeptos da Académica transportam foram visadas pela censura e não passaram.

Há idiotas que nem medem as consequências dos seus actos. Democracia? onde?

(informação e foto do jornal A Cabra no Facebook)

Conferências TED censuram milionário que propõe aumento de impostos para milionários

Tanto quanto sei, as conferências TED convidam personalidades e pensadores de diferentes áreas para exporem o seu… pensamento. Ora, o pensamento sobre questões sociais é, parece-me, quase sempre político.

Por isso mesmo, tenho assistido a algumas intervenções que denotam atitudes políticas em assuntos que têm a ver com a educação, ecologia e ambiente, direitos humanos, etc.

Um milionário americano (e especulador) decidiu tecer considerações sobre economia, capitalismo, impostos, criação de emprego e afins, mas o seu discurso foi considerado “demasiado político”, razão pela qual a sua conferência não será publicada.

O que disse, de “demasiado político”, Nick Hanauer, a personalidade em questão? [Read more…]

Aviso à navegação

A página no Facebook de Artigo 21.º desapareceu sem deixar rasto.
Consta que já havia sido apagada uma vez, vá lá saber-se por quem e porquê. Aconteceu o mesmo a todos os seus vídeos no Youtube.
Agradeço a quem tiver conhecimento do motivo que o faça saber.
Obrigado.

Jorge Meireles

imagem do artigo 21º guardada no Aventar

Hoje dá na net: How governments have tried to block Tor

Na 28º Chaos Communication Congress que se realizou em Berlin, no fim do ano passado, assistiu-se a esta interessante apresentação sobre a técnicas que os vários governos do mundo adoptaram para censurar a Internet, tentando bloquear especificamente a ferramenta Tor que permite navegar anonimamente na Internet. Se quiser aprender a usar a ferramenta Tor pode ver como, aqui.

Em inglês, sem legendas.

Carta do Canadá – As palavras proibidas

Quando assentei  praça no jornalismo, no século passado, a comunicação social era mantida,com trela curta e açaime, pela censura. Esta era uma coisa misteriosa, sinistra e caricata, personificada por uns coronéis tarimbeiros sobrados do 28 de Maio de 1926. Eram engraçados,os coronéis da censura. Um grupo de universitários que eu conheci, pontificado por um que veio a ser médico em Moçambique, resolveu editar uma revista, isto em Coimbra, para o que montou um elaborado plano de pega de cernelha à censura. Como o militar que naquela cidade chefiava a censura ia todos os dias tomar a bica à mesma hora, a rapaziada foi-se-lhe chegando, mansa e sonsa, numa conversa mole que encantava o tropa. Quando acharam que o bicho estava pronto para a pega, apareceram-lhe com as provas da revista para a censura. O coronel passou os olhos pela prosa, achou aquilo inocente como o chá de tília e assinou de cruz. A coisa ia andando neste remanso. A pouco e pouco, como quem não quer a coisa, eles começaram a meter umas poesias, daquelas em que verdade rima com liberdade, pão com revolução, e assim. E o tropa sempre a assinar de cruz.  Até que caiu o Carmo e a Trindade: o coronel foi questionado e apertado pela Pide por causa da revista dos rapazes. Quando eles se abeiraram, prazenteiros, da mesa do tropa, este atirou-lhes à cara: [Read more…]

Hoje dá na net: Pier Paolo Pasolini – Salò ou Os 120 Dias de Sodoma

Vejam depressa, ou baixem do youtube, antes que desapareça. Pasolini depois de estrear este filme apareceu falecido, à paulada. E por cá foi o primeiro episódio de censura pós-1974:

Em Portugal, já em 1976, salva a democracia e evitados os extremismos, os distribuidores tremeram com o filme nas mãos e não ousaram estreá-lo sem exame prévio do então ministro da tutela, o socialista, republicano e laico Dr. Almeida Santos (VI Governo Provisório, a seguir ao 25 de Abril). Dizia-se que o futuro Presidente da Assembleia da República não aguentou a visão até ao fim: «Chamem-me censor, chamem-me o que quiserem, mas enquanto eu for ministro isto não passa.» Verdade ou mentira, é certo que não passou. O filme só foi apresentado pela primeira vez no Festival da Figueira da Foz no dia 1 de Setembro de 1976 (e estreado no dia seguinte em Lisboa, no cinema Mundial), já com o I Governo Constitucional em funções, Ramalho Eanes como Presidente eleito e David Mourão-Ferreira como Secretário de Estado.

Fui confirmar a memória aO Rato Cinéfilo, uma leitura que se recomenda.

O filme dói, tem um plano que ainda hoje me gela, mas nem que seja pelo momento que este cartaz reproduz (e que eu diria ser a chave que abre as portas para o entendimento da obra) é obrigatório ver.

Legendado em castelhano (activar clicando em CC) Ficha IMBD

Diga não à ACTA

(Para ligar as legendas inicie em primeiro lugar o filme, a seguir clique no botão ‘CC’ uma vez e, depois do fundo deste botão ficar vermelho, clique outra vez e escolha o idioma na lista que aparece)

A liberdade que desfrutamos na Internet representa uma ameaça muito sensível aos poderes do nosso mundo. É por isso que assistimos todos os dias a tentativas para cercear esta liberdade, para a limitar e estrangular. O Tratado Comercial anti-Contrafacção – ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement) – não é mais do que outra destas tentativas. Informe-se neste site.

A última crónica da Raquel Freire na Antena Relvas

Não podia ser mais adequada às circunstâncias. Expliquem ao Miguel Relvas, mas com desenhos.