Emigrar, pois claro

Desde o início que este Governo afirmou que, entre outras coisas, queria reduzir a despesa pública, aumentar as exportações, melhorar a balança de pagamentos e diminuir o desemprego. Sendo assim, a melhor maneira de fazer tudo de uma assentada é promover a emigração.

Com gente a emigrar, temos menos povo a encher hospitais, a pedir subsídios ou a fazer despesa ao Estado. Poupa-se no Serviço Nacional de Saúde, poupa-se na Segurança Social, etc. É só poupar.

Depois, exporta-se aquilo que cada vez há mais: desempregados. Ao exportar, não só diminuímos o desemprego, como ainda se melhora a balança de pagamentos quer pelas próprias exportações quer pela remessa de poupanças dos emigrantes para Portugal. Até mesmo porque fica sempre cá alguém da família. Sim, porque há sempre gente teimosa.

Até se deveria reformular o lema da diáspora, para “Emigrar é preciso. Viver não é preciso”. Os tempos mudam, e os lemas também deviam mudar.

Pela primeira vez há uma verdadeira política de emigração. Aliás, política de incentivo à emigração. E numa altura em que tanta gente fala que há falta de estímulo e de incentivos.Com a emigração não faltam novos horizontes. São horizontes a perder de vista. Não falta mundo.

Antigamente, nos tempos idos de Salazar, que era muito bom gestor e sabia fazer contas, e de Caetano, que até gostava de conversar com as famílias portuguesas, nem um nem outro deu palavras de incentivo a emigrar. As pessoas tinham de ir por iniciativa própria, sem uma palavra de estímulo, nem nada. Ao menos, agora, há um Governo solidário. E as pessoas ainda reclamam. Com franqueza!

Mensagem de Boas Festas


Prefiro, de longe, a versão de 2010.

Vai tu que se faz tarde

Meia dose

Faz o Girabenga*


Neste início de mais uma semana de saque… força, portugueses!… falta pouco.

* Acordo Brasileiro da Língua Portuguesa.

Sair e aterrar no mundo das notícias

Tenho andado arredado de noticiários e jornais. Provavelmente sem perder nada de especial; e ganhos certamente também não teria.

A respeito de impostos e reduções de rendimento, já estava informado. De resto, até fixei na porta do frigorífico o calendário fiscal para 2012. Ao estilo dos lembretes domésticos; ou se se preferir, ao jeito da decoração da cabine de um  qualquer camião TIR. Sem, obviamente, a pornográfica loura de avultadas “red lights”. Haja decência! A ética do lar é implacável e optei por calendário com fotos do Coelho e do Gaspar.

Todavia, e sem usar a económica do ‘Falcon’,  voltei a aterrar no mundo das notícias.  Vi a TV. Falou-se do descontentamento do Nick Clegg em relação à posição do Cameron na cimeira europeia. Anunciou-se e exibiu-se mais isto e aquilo. Notícias para encher o ‘prime-time’ do telejornal. Sem novidades, nem “cachas”.

No fundo, quem animou a minha jornada das notícias televisivas foi o Alberto João, no jantar de Natal do PSD-Madeira. O homem, como sempre, empolgou umas centenas de militantes. Elas e eles riam, babavam-se, pulavam e erguiam os braços,em patética celebração do discurso do grande líder madeirense. Emocionei-me com aquela gente e à memória saltou-me um pequeno poema de Bocage:

O Macaco Declamando

Um mono, vendo-se um dia
Entre brutal multidão,
Dizem que lhe deu na cabeça
Fazer uma pregação.
Creio que seria o tema
Indigno de se tratar;
Mas isto pouco importava,
Porque o ponto era gritar.
Teve mil vivas, mil palmas,
Proferindo à boca cheia
Sentenças de quinze arrobas,
Palavras de légua e meia.
Isto acontece ao poeta,
Orador, e outros que tais;
Néscios o que entendem menos
É o que celebram mais.

Para quem tem andado arredado do que se vai noticiando nestes últimos dias, não poderia ter tido regresso mais auspicioso e intrigante. Como é que Bocage, há cerca de 200 anos, profetizou Jardim e apoiantes?

Omitir não é mentir!

Os Palhaços, de Fellini

Porque hoje é domingo e rir é preciso, eis um resumo de “I Clowns” de Federico Fellini.

O filme completo pode ser encontrado aqui

A cimeira

Intervalo

Professores recebem formação em artes circenses

Escolas da Parque Escolar estão para arrendar na Internet

Para garantir a animação das festas que poderão decorrer nas escolas, a partir de agora, os professores receberão formação em artes circenses, para que possam desempenhar funções como palhaços ou malabaristas, o que já faziam, de facto, podendo, agora, fazê-lo, de direito. Para além disso, aqueles que já foram considerados “os inúteis mais bem pagos do país” poderão, finalmente, ver o seu horário de trabalho preenchido.

Pudemos, ainda, apurar que o Ministério está a ponderar a hipótese de acabar com as aulas, o que permitira rentabilizar melhor os espaços escolares.

E diz ele à sua protegida…

“Vou ali falar com aqueles senhores. Quando eles vierem, tens de ter abertura e flexibilidade, ouviste? E fazes tudo o que te pedirem ou vamos ter problemas, estás a perceber? E se os senhores disserem que tens de lhes pagar, pagas e mais nada, entendeste? Fica aí, que depois falamos melhor!”

“Não podia ser mais simples”

Por exclusão de partes, encontrar a pessoa certa.

(produto oficial de Braga 2012)

https://aventar.eu/2011/12/07/1130230/

Mendigo, uma profissão com futuro

 

roubado no facebook

maldade minha…

Sem Tustos para o Utilizador

O utilizador do país, vulgo cidadão, é visto, na maior parte dos casos, como um mero contribuinte, isto é, como alguém cuja função é contribuir, alguém que deve pagar o que deve, a que se juntou uma outra obrigação: pagar o que não deve. Resultado: o utilizador não tem um tusto de seu.

Se o utilizador do país fosse visto como um trabalhador, um Américo Amorim, por exemplo, talvez tivesse direito também a receber, não só a contribuir. Porque o trabalhador, tradicionalmente, é visto como alguém que merece ser respeitado, alguém que está protegido da exploração, dos abusos.

Neste momento, o mercado de retalho alimentar está em contracção. Quer isto dizer que mensagem governamental de que é necessário cortar nas gorduras está a ser levada a sério pelos contribuintes?

As contas relativas às chamadas SCUTs levantam, também, algumas questões. Em primeiro lugar, estamos perante uma sigla sádica, a não ser que, agora, signifique “Sem Custos para o Trabalhador”. Depois, é sempre bom confirmar que o Estado pode aumentar os contributos dos contribuintes, aliviando-os de subsídios e outros excessos, mas nem pensar em renegociar os benefícios que os contratos garantem às concessionárias. Finalmente, vai ser engraçado descobrir que, com a introdução das portagens, o dinheiro que o Estado vai gastar com as SCUTs será o mesmo que já gastava, porque o utilizador, que não tem dinheiro para comer, dificilmente poderá pagar portagens ou combustíveis, a não ser que, por dever patriótico, comece a empurrar os carros em direcção aos pórticos.

Ingratos. não compreendem nada…

A superioridade moral dos banqueiros

Certa tarde, um famoso banqueiro ia para casa na sua limousine quando viu dois homens à beira da estrada comendo erva. Ordenou ao seu motorista que parasse e, saindo, perguntou a um deles:
– Porque é que estais a comer erva…?
– Não temos dinheiro para comida, disse o pobre homem e por isso temos que comer erva.
– Bem, então venham à minha casa e eu lhes darei de comer – disse o banqueiro.
– Obrigado, mas tenho mulher e dois filhos comigo. Estão ali, debaixo daquela árvore.
– Que venham também – disse novamente o banqueiro. E, voltando-se para o outro homem, disse-lhe:
– Você também pode vir.
O homem, com uma voz muito sumida disse:
– Mas, senhor, eu também tenho mulher e seis filhos comigo!
– Pois que venham também – respondeu o banqueiro.
E entraram todos no enorme e luxuoso carro. Uma vez a caminho, um dos homens olhou timidamente o banqueiro e disse:
– O senhor é muito bom… Obrigado por nos levar a todos.
O banqueiro respondeu:
– Meu caro, não tenha vergonha, fico muito feliz por fazê-lo! Ireis ficar encantados com a minha casa… A erva está com mais de 20 cm de altura!

“Quando achares que um banqueiro (ou banco) está a ajudar-te, não te iludas, pensa um pouco antes de aceitares qualquer acordo…”

anedota encontrada no facebook

Catroga apontado para a EDP faz todo o sentido…

Expresso 2011-12-03… desde que no trabalho use uma Thermotebe. Como se sabe, estas camisolas funcionam por geração de electricidade estática quando friccionadas contra os pêlos corporais. Portanto, nada mais indicado para a EDP do que o homem do pentelho.

Isaltino, um homem brilhante

isaltino, um homem brilhante

Como Portugal podia ter conquistado a Península

Contém um documentário muito sério, um exercício de história alternativa  que em rigoroso exclusivo aqui apresentamos antes de ser incluído na próxima obra de Rui Ramos.

Restauração a ser descontinuada

Se perdermos a independência, para quê comemorar a sua restauração?

fim da independência

Realmente, faz sentido.

Portugal agride Deus

Governo quer acabar com Corpo de Deus

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Passos dados

Podemos cortar também?

Quem é, quem é?

Depois das especiarias, a bofetada e o lançamento do sapato

Ministro da Agricultura da Índia leva bofetada

 Um homem deu uma bofetada no rosto do ministro indiano da Agricultura. O objectivo era alertar o governante para a escalada do preço dos alimentos. Não houve ferimentos graves.

[…]

Incidentes deste género têm-se sucedido na Índia, com governantes a serem alvo de sapatos atirados, e os seus gabinetes a serem pilhados

Em primeiro lugar, é sempre importante confirmar que a bofetada é no rosto. Os especialistas consideram que a bofetada como meio de alertar os políticos para qualquer espécie de escalada pode ser perigoso: à razão de uma bofetada por corte salarial e aumento de impostos, Passos Coelho e Vítor Gaspar estariam, neste momento, irreconhecíveis.

O arremesso do sapato, desde o ataque a Bush, pode, até, vir a tornar-se modalidade olímpica. A associação dos industriais do calçado vê na agressão aos políticos uma oportunidade de negócio e antecipa a hipótese de passar a vender trios de sapatos em vez de pares, para que os atiradores não fiquem descalços após o arremesso. Os EUA, entretanto, defendem a entrada de inspectores da ONU no Irão, alegando a existência de sapatarias clandestinas.

Era, não era?