Portas-Engil

PP

Meu caro Paulo, nunca, como hoje, o partido precisou tanto de ti.

Telmo Correia, 18/12/2015

Bateu-se pela renovação do seu irrevogável cargo de vice-primeiro-ministro mas, feitas as contas legislativas, começou a tratar da transição para o privado assim que pôde. O CDS-PP precisava dele, no partido como no Parlamento, mas Portas não surpreendeu e olhou, como sempre fez, pela sua vidinha. Cortou o cordão umbilical democrata-cristão, deixando os medíocres à sua sorte, seguiu para a vice-presidência da CCIP, aceitou o convite para o comentário político no TVI e agora, na senda de outros grandes vultos do bloco central, segue para a função da moda entre os ex-governantes público-privados: consultor. Ao serviço de quem? Da Mota-Engil. Alguém disse Jorge Coelho? [Read more…]

A isenção jornalistica da TVI

TVI

Capturado pela agenda ideológica da esquerda radical“.

Tenham medo, tenham muito medo…

via Os Truques da Imprensa Portuguesa

O adeus de Portas aos medíocres

PP

O patriota que se vendeu por um cargo e um ministério prepara-se para dar ao país mais uma prova do seu patriotismo abandonando as funções para as quais foi eleito, poucos meses após as Legislativas, provando assim que o seu interesse passava, exclusivamente, por governar. Para estar entre os medíocres, ou é para mandar ou não vale a pena perder mais tempo. Segundo noticiou hoje a imprensa portuguesa, a TVI será a próxima casa do irrevogável.

Será um excelente reforço para o ministério da propaganda, refém de jotas e académicos bafientos da escola liberal-fascista, um mestre do soundbite que se poderá agora demitir sem risco de subidas vertiginosas nos juros da dívida. Pessoalmente, penso que encaixaria melhor num CM ou naquela coisa híbrida à qual Pedro Marques Lopes um dia chamou “a Fox News portuguesa“, mas a TVI não me parece uma má escolha. Um dia glorioso para o sensacionalismo.

Miguel Sousa Tavares VS Expresso. No Expresso…

MST

Já passaram algumas semanas desde o início do escândalo Panama Papers. A imprensa portuguesa envolvida na investigação – Expresso e TVI – promete, semana após semana, revelar os nomes dos mais de 240 portugueses envolvidos neste caso. Até ver revelaram meia dúzia de indíviduos secundários ou caídos em desgraça. Onde andam os nomes dos ex-ministros e do ex-presidente avançados pela TVI? Que é feito dos restantes nomes anunciados durante dias em manchetes do Expresso? Estarão a seleccionar quem poupar e quem sacrificar? Vai daí, o Miguel Sousa Tavares decidiu dar um toque ao Expresso nas páginas do próprio Expresso. Pode ser que resulte.

Imagem via Os Truques da Imprensa Portuguesa

A conspiração Banif

JT

Em Dezembro de 2015, lancei aqui uma pequena conspiração, envolvendo a venda do Banif a preço de saldo e os interesses do Grupo Prisa, dono da TVI e parcialmente propriedade do Banco Santander, que ganhou a corrida pelo banco insular. Hoje foi a vez de Jorge Tomé, o último presidente do Banif, que interrogado pela comissão política de inquérito ao caso Banif, decidiu alinhar nesta conspiração.

Não me entendam mal: bem sei que com banqueiros, sempre cheios de truques, todo o cuidado é pouco. Mas não é mentira nenhuma que, na sequência do anúncio da TVI, os clientes do Banif entupiram os balcões e, num ápice, retiraram do banco perto de mil milhões de euros, martelando desta forma mais alguns pregos no caixão do banco do jardinismo. [Read more…]

Pagamento da factura: a influência do AO90 na pronunciação

Neste vídeo, encontrado na página dos Tradutores contra o acordo ortográfico, podemos ouvir uma jornalista a emendar a pronunciação da palavra “factura”: quando se preparava para fechar o A pretónico, foi socorrida pela memória e ainda conseguiu reabrir a vogal, como se o C diacrítico e etimológico ainda lá estivesse. No fundo, uma pessoa, agora, para articular correctamente algumas vogais tem de imaginar consoantes.

O fechamento de vogais é uma das consequências do AO90. Nos verdes campos da ilusão acordista, alguns garantem que a realidade não existe; outros desejam que a memória fonética permita manter a pronunciação.

Já sabíamos que o AO90 não originou uniformização ortográfica, mantendo umas diferenças e criando outras. Como se isso não bastasse, ainda poderá contribuir para o aumento de diferenças de pronunciação: efectivamente, onde brasileiros e portugueses abriam as mesmas vogais, o AO90 poderá conseguir, ainda, mais algumas separações. Continuamos a pagar a factura.

Afinal a culpa no caso Banif foi do governo de Passos e Portas ou da TVI?

Banif
No dia 12 de Dezembro de 2014 a Comissária Europeia, Margrethe Vestager, solicitou ao anterior Governo, através de uma carta dirigida à ex-ministra das financas Maria Luis Albuquerque, que apresentasse um plano de reestruturação credível para o Banif até Março de 2015, que incluia até uma proposta concreta elaborada pela Comissão Europeia.

Esta proposta apresentada pela Uniao Europeia permitiria ” recuperar totalmente a ajuda concedida pelo Estado ou pelo menos remunerá-la adequadamente “.

O governo de Passos Coelho e Portas foi avisado que,  caso não apresentasse um plano de reestruturação para o Banco, seria aberta pela Comissão Europeia uma investigação ao Banif.

Como o plano nunca foi entregue pelo anterior governo à Comissão Europeia, esta tal como tinha avisado, deu início, em Julho de 2015, a uma investigação ao Banif.

Perante estas sucessões de factos, no dia 20 de Dezembro, o actual primeiro-ministro António Costa anunciou uma medida de resolução para o Banif que deu origem à venda do Banco ao Santander por 150 milhões de euros.

Esta operação deu origem a uma perda, no mínimo de 3 mil milhões de euros, para os contribuintes portugueses.

Agora expliquem-me, por favor muito bem, mesmo com um desenho, se a responsabilidade pelo que se passou no caso Banif foi do anterior governo português ou da TVI?

Quero o comentador Marcelo de volta

E por isso já aderi ao movimento.

TVI24 censura ‘Fotografia Total’

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Luiz Carvalho

O FOTOGRAFIA TOTAL foi hoje alvo de uma decisão censória por parte da Direcção de Informação da TVI24, ao não ter transmitido o último programa, um Best Of que encerraria um ciclo de quase 4 anos e 185 programas.
Já não era a primeira vez que a censura da direção de informação se tinha manifestado, quando mostrei umas fotos com 30 anos de Marcelo em campanha. Depois de retirado o programa, passaram no mesmo espaço uma…entrevista ao Marcelo !!!
O último Fotografia Total destacava grandes momentos com personalidades grandes da cultura portuguesa, e não só, e eu referia a importância deste programa num canal de cabo.
Só não percebe um estarola que não sabe nada de televisão, um pateta a falar no écran, e durante anos viveu a olhar navios de um gabinete julgando agora que inventou a roda da TV.
Não tenho pena de deixar um canal que mancha a credibilidade de quem lá aparece e que além de ter ajudado a afundar um banco já afundou a credibilidade da estação de Queluz de Baixo.
Até breve. Viva o Fotografia Total.

A quem interessa a campanha contra Sérgio Figueiredo?

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Nos últimos dias o Director de Informação da TVI, Sérgio Figueiredo, tem sido alvo de uma campanha orquestrada, nas redes sociais, com duros ataques públicos, no seguimento do ” caso Banif “, tendo por base, os maiores e mais completos exercícios de imaginação, colocando em causa o seu carácter, a sua idoneidade e o seu profissionalismo.

Antes de mais quero esclarecer que nunca votei José Sócrates, não tenho, nem nunca tive pelo político ou pelo cidadão qualquer tipo de admiraçao pessoal ou política.

Por sua vez tenho pelo Sérgio Figueiredo uma enorme estima. Entendo mesmo que apenas um homem, com um grande carácter e com as ” mãos limpas ” poderia escrever um artigo de opinião no Diário de Noticias, dois dias após a detenção de José Sócrates, afirmando inequivocamente ” Gosto de Sócrates “.

Mais tarde em meados Junho, também no Diário de Notícias, o Sérgio Figueiredo, escreveu um novo artigo de opinião intitulado ” A entrevista que não aconteceu “.

Estes dois textos são de um homem que assume corajosamente as suas opiniões, sendo que tendo em linha de conta os respectivos momentos políticos, são artigos altamente polémicos, mas que dizem muito do carácter do homem que os escreveu e assinou por baixo.

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Banif: a força de acreditar (num esquema envolvendo TVI, Grupo Prisa e Santander)

Banif

É interessante que toques nesse assunto Jorge. Não deixa de ser curioso que tenha sido a TVI a lançar o pânico sobre o hipotético encerramento do Banif na semana passada, levando a uma queda abrupta do seu valor em bolsa, quando a TVI é propriedade do grupo espanhol Prisa, que tem como accionista de referência o Banco Santander, o mesmo que ontem adquiriu, pelo habitual preço de saldo, a posição do Estado no Banif. Que conveniente! Não fosse eu tão profundamente crente nos princípios éticos que, como bem sabemos, norteiam a acção da sacrossanta banca, e ficaria tentado a conspirar. Haja força para acreditar!

A entrevista de Sócrates à TVI resumida por quem não a viu e para quem não a viu

No fundo (e sinceramente só visto), Sócrates desmontou um por um todos os argumentos do MP. Desde o dinheiro emprestado, a estadia em França, etc.

A entrevista de José Sócrates: Pulha ou pulhice?

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Vamos por partes. Desde logo, para início de conversa, penso que quem conhece o que escrevi e escrevo no Aventar (e noutros espaços) há muitos anos certamente saberá que sou insuspeito nesta matéria. Nunca apoiei José Sócrates, fui crítico de boa parte das políticas dos seus governos e fui entusiasta da sua queda em 2011. Posto isto, vamos então falar sobre a entrevista.

Eu não faço a mínima ideia se José Sócrates é culpado ou inocente daquilo que o acusam. Não conheço o processo e, confesso, não sou leitor atento do Correio da Manhã – o que não evita tropeçar com as várias notícias e matérias produzidas pelo CM em relação a este caso em tudo quanto é blogue, programa televisivo e redes sociais. Quando este processo começou nas televisões (e começou nos directos televisivos da sua prisão) cheguei a escrever duas coisas sobre o tema: a arrepiante (negativamente falando) cobertura televisiva do processo nos primeiros dias; o meu espanto ao pensar que um Primeiro-ministro (no caso um “ex”) do meu país podia estar envolvido em semelhante e por isso ter, desde logo, demonstrado algumas reservas e considerar que se devia esperar pelo normal desenrolar do processo em vez de se começar logo a “sentenciar”.

Ontem e hoje fui um daqueles que viu a entrevista com toda a atenção possível, sem reservas mentais nem quanto ao canal nem tão pouco quanto ao jornalista (dos melhores que temos em televisão, na minha opinião). Já quanto ao entrevistado, por muito que não quisesse, existiam as reservas mentais de quem foi um opositor de boa parte das suas políticas e de quem nunca votou nele. Bem pelo contrário.

E o que vi? Vi um homem amargo, ressentido mas focado. Podemos não acreditar em nada do que ele disse? Podemos. Podemos acreditar em tudo o que ele disse? Podemos. Assim sendo, o que concluir?

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José Sócrates não deve responder

Sócrates1

Pol. and now remaines
That we finde out the cause of this effect,
Or rather say, the cause of this defect;
For this effect defectiue, comes by cause,
Thus it remaines, and the remainder thus.
— Shakespeare, “Hamlet” (Folio 1, 1623)

***

A entrevista que José Sócrates concedeu ontem à TVI terá, no mínimo, dois aspectos que merecem ser distinguidos. Contudo, hoje, em vez de nos debruçarmos sobre a entrevista propriamente dita e sobre os aspectos pertinentes, reflictamos acerca das 16 perguntas que o redactor Luís Rosa considera merecerem resposta do ex-primeiro-ministro.

Depois de terminado o exercício de reflexão, facilmente se conclui que a 13.ª pergunta pura e simplesmente não merece resposta. Encontra-se [Read more…]

Angola em versão light

Por razões alheias à minha vontade eu tenho todos os dias a novela “única mulher” como barulho de fundo. Para quem não sabe ela é transmitida pela TVI em horário nobre e passa-se entre Angola e Portugal. É uma banal história de amor com alguma herança colonial à mistura: uma das personagens viu o pai ser morto por soldados portugueses na guerra colonial e depois matou o soldado que tinha morto o pai. Esta parte até é relativamente interessante embora o enredo se foque mais nas consequências que esse acontecimento tem no presente (há toda uma tentativa de vingança por parte do filho do soldado). A novela aborda também a questão do racismo nomeadamente através das duas personagens principais, um português e uma angolana, ela vítima de racismo em Portugal (pela invariável mão de Alexandra Lencastre que interpreta uma personagem verdadeiramente irascível) e o rapaz enfrentando também o preconceito do pai e da ama/empregada/amiga da namorada. Esta parte do racismo está até bem estruturada, dentro do que é possível, e não há uma demonização excessiva de ninguém.

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Sinais dos novos tempos: a pessoa mais poderosa de Portugal é uma Mulher e da Justiça.

Ontem, ao princípio da noite, a TVI anunciou, segundo os seus critérios, o nome da pessoa mais poderosa de Portugal. E a escolha é sem margem para dúvidas uma surpresa. Logo pelo facto de não ser um homem, mas sim uma mulher. Mas também pelo facto de não ser uma CEO de um grande grupo económico, nem a herdeira de uma fortuna multimilionária, muito menos uma governante. A pessoa eleita pela TVI como a mais poderosa de Portugal foi a Dra. Joana Marques Vidal.

Entendo que a Justiça no nosso país viveu dois tempos. Um tempo pré – Dra. Joana Marques Vidal e um outro tempo pós – Dra. Joana Marques Vidal na Procuradoria Geral da República.

Parece-me ser uma pessoa serena, discreta, frontal, pouco mediática, mas altamente competente e eficiente que mudou a Justiça em Portugal. A  Dra. Joana Marques Vidal exerce as funções de Procuradora Geral da República, desde Outubro de 2012, por nomeação do Presidente da República. A sua nomeação marcou também uma viragem no mundo da justiça portuguesa atendendo a que foi a primeira mulher a ocupar o lugar cimeiro na PGR.

Ao contrário dos seus antecessores na Procuradoria Geral da República como Cunha Rodrigues, Souto Moura ou Pinto Monteiro, fala muito pouco, mas quando fala é pragmática e assertiva.

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Estamos cobertos

Custa à brava, mas lá vou aguentando o prof. Marcelo chafurdando na sua própria matéria fecal informativa. Nunca se foi tão longe neste jogo sujo e arrepia pensar que esta criatura manipulativa e amoral pode vir a ser presidente da República. É que há quem goste deste estilo entre o calinas intelectualizado e o vendedor de banha da cobra. Ontem a cloaca foi reforçada pelas informações vaidosas de Sérgio Figueiredo, director de “informação” da TVI. Descreveu-nos – orgulhoso, vá-se lá saber porquê – como vão decorrer os debates nos vários canais e como a corja televisiva se entendeu como um cartel; fiquei a perceber que a sua satisfação decorre do bom serviço feito aos patrões, tal como fui informado – por um jornalista com responsabilidades de direcção! – do facto de só haver dois candidatos a 1º ministro (então não são deputados o que vamos eleger?)! De resto, mantendo estes “comentadores”, o modo de cobertura da campanha é relativamente indiferente. A batota está montada à partida. Gostava de falar neste tema noutro tom, mas não há condições. É que me lembro de quando as eleições eram cobertas por um só e obediente canal; agora, é o mesmo. Só os distraídos pensam o contrário.

O marau

Ganhar 10.000 por mês para fazer na tv a sua própria campanha eleitoral e a da direita, rezar pela bipolarização – a bem ou a mal, se necessário – do país, queimar em lume brando adversários políticos, promover a proliferação de candidatos – da esquerda e da direita – à presidência da República para que o seu nome vá inchando, é obra só ao alcance de um marau espertalhão. Tem impacto popular? Tem. Como os programas da tarde, os anúncios de calcitrim, as telenovelas, a música pimba (não estou a fazer juízos de valor, estou a comparar estatísticas). Marcelo, repimpado e bem pago, vai fazendo pela vida. Cada vez mais rasteiro, é verdade, cada vez mais demagogo, é verdade, mas fazendo o seu caminho – movido a combustível caro – para Belém com a diligência de uma formiguinha e a elevação moral de uma minhoca.

Política mesmo (assim)

Ontem, no Política Mesmo, José Luís Arnaut teve dia aziago. O tema era a situação da Grécia e os convidados eram, não porque a TVI tenha grandes escrúpulos democráticos, mas porque gosta de fogo de artifício, divididos num suposto esquerda – direita. A esquerda presente era facilmente identificável: Ricardo Pais Mamede e Mariana Mortágua. À direita é que as coisas se complicavam. Além do “moderador” – Paulo Magalhães, a mim não me levas – brilhava o mui ínclito José Luís Arnaut e, porventura julgavam eles, Francisco Seixas da Costa, diplomata por vocação, gastrónomo por devoção. Se julgavam isso, saiu-lhes mal a festa. Já por várias vezes tenho apreciado o equilíbrio das posições de Seixas da Costa, designadamente em política internacional. Não decepcionou, mais uma vez (ou melhor, se alguém saiu decepcionado, não foram aos espectadores). Os verdadeiros diplomatas vão rareando e, em situações como a que se vive hoje, isso é dolorosamente evidente.

SIC e TVI ao serviço do embuste

Depois do sucesso da varinha de condão repleta de poderes mágicos que cura “assim assim” as mais variadas maleitas, por telefone e em directo na SIC, eis que me deparei com esta sequência de embustes astrológicos compilados pelo humorista Hugo Sousa. Urinei-me com particular descontrole quando a taróloga Bárbara Corte Real anteviu uma relação amorosa na vida da filha de 4 anos de um telespectador (estava tentado a chamar-lhe otário mas quero acreditar que o homem estava numa de gozo). A fraude é tal que as próprias vigaristas ficam por vezes sem resposta perante as reacções às suas vigarices. No Canal Q, Joana Marques e Daniel Leitão reduziram a outra interveniente neste vídeo, Michelle Fannon, ao absoluto ridículo. Gozar estas vendedoras de banha de cobra devia ser desporto nacional.

Incrivelmente – será que estas actividades verdadeiramente repugnantes rendem assim tanto que justifiquem alinhar numa falcatrua destas? -, SIC e TVI continuam a apostar nestes conteúdos, contribuindo de forma decisiva para este exercício de aldrabice descarada. Uma aberração fraudulenta que nem nos classificados dos jornais devia ter espaço. Como pode uma estação televisiva que se diz séria participar numa mentira deste calibre?

Cagões há Muitos…

cagoes

via maquinistas (original).

A TVI não é Charlie

A promoção ao Jornal Nacional da TVI censurada – Setembro 2009

O fato em conta

MRS

© António Cotrim/Lusa (http://bit.ly/1tZqizf)

Segundo Record, Marcelo Rebelo de Sousa, “adepto do Sp. Braga”, reagiu “às manifestações de alegria na redação da TVI”. Acontece que a TVI não tem *redação. Se ouvirmos atentamente a reacção de Rebelo de Sousa, percebemos que “o adepto do Sp. Braga” diz «pelo eco aqui da redacção». Efectivamente: [ʀɨdaˈsɐ̃ũ]. Rebelo de Sousa não referiu qualquer *redação [ʀɨdɐˈsɐ̃ũ̯]. Porquê? Porque a TVI não tem *redação. A vida (como determinadas regências) é extremamente simples. Tomai esse *fato em conta. Fato? Hoje? No sítio do costume? Exactamente.

dre 1212015

Russians

America it’s them bad Russians.
Them Russians them Russians and them Chinamen. And them Russians.
The Russia wants to eat us alive. The Russia’s power mad. She wants to take our cars from out our garages.

— Allen Ginsberg, America

***

Pois é.

Nem tudo depende da perspectiva e da concepção. Há outros aspectos a considerar.

intercetam eptam

Efectivamente, segundo o Houaiss (*), ‘interceptar‘ é um verbo [Read more…]

Merda que Brilha no Escuro


É na Casa dos Segredos, claro…

Portugal em Directo

Portugal_secret_storyNuma tubisão perto de si.

Secret Story 5

João Sérgio Reis

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Ontem tentei (juro que tentei e vi) ver uns 15-20 minutos da xaropada da TVI que se chama Secret Story 5. Epá, eu peço desculpa a todos/as os que gostam de ver isto (incluindo aqueles milhares que dizem que não vem, mas sabem os nomes daquela Gente toda..) mas eu não aguento mesmo.. Descobri que há licenciados na casa e sabem tanto da vida e tem tanto nível que me deixam siderado. Ouvi pérolas que pensava não serem possíveis a gente de tal “gabarito”. Como disse uma amiga: “ao menos ainda conseguem escrever, já não é mau”. É mau, aquilo é tudo muito mau. Tinha de ver com os meus próprios olhos para tirar as minhas conclusões. [Read more…]

Marcelo Rebelo de Sousa e o BES

Para o mentiroso mais bem pago de Portugal isto no BES está uma chatice porque o governador do Banco de Portugal não aparece a garantir que está tudo bem. O potencial buraco é no máximo metade do que já se sabe. Quer dizer, há uma crise no BES mas não há bem uma crise no BES, e o banco vai salvar-se, o resto do império é que está mais complicado.ferias rita cabral marcelo rebelo sousa  ricardo salgado

Esta defesa, tímida, é certo, que a coisa vai correr mal, não mereceria uma linha, estamos habituados ao Marcelo, mas teria merecido uma frase, a velha declaração de interesses, coisa pouca, que informasse os telespectadores sobre o infímo detalhe de  a sua namorada, Rita Amaral Cabral, ser a presença feminina que foi reforçar o conselho de administração do BES em 2012. Não sei se lá fica, nem me interessa, nem com quem dorme Marcelo, com quem passa férias Marcelo, nada temos que ver com a vida privada do Marcelo, mas já com a ética profissional da própria TVI que o permite já temos um bocadinho. Que diacho, isto de um gajo ser enganado em directo por um vendedor de banha da cobra escusava de ser durante um espaço noticioso, sérios a sério foram logo a seguir Ricardo Araújo Pereira e Bruno Nogueira que juntos e ao vivo nem sequer largaram uma boa piada.

Fonte.

O Ensino Privado

empurrou a Ana Leal?

O ensino privado em Portugal, uma gordura do estado

Em Janeiro de 2011 publiquei aqui este mapa. A amarelo as escolas públicas de Coimbra, a verde as privadas, sustentadas pelo estado. Agora, finalmente, uma reportagem televisiva, na TVI mostra o escândalo. Pelo meio tanta mentira sobre a necessidade de os contratos de associação servirem para substituir o estado onde este não chegava.

Ironicamente no mesmo dia em que foi publicado um novo estatuto do ensino particular, legalizando o que foi um roubo ilegal durante décadas.  A Parceria Público Privada da educação não passa de mais do mesmo: empresários, e uma igreja, tudo encostado ao estado.

Veja a reportagem de Ana Leal: [Read more…]