Grande movimento ofensivo da marca CR7…
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Grande movimento ofensivo da marca CR7…
-Marques Mendes afirmou que o governo mais liberal de sempre irá discutir em Conselho de Ministros a subida do IVA para 24%, taxa máxima. Segundo o alcoviteiro comentador político, a medida prende-se com a necessidade de financiar o descontrolo na despesa. Isto faz todo o sentido num governo que dizem liberal. Nem imagino como seria Portugal governado por socialistas…

Mesmo os media ‘sérios’ não conseguem desdenhar a oportunidade de, todos os anos por esta altura, alinharem na parvoíce do ano. Sendo que este Verão, até ver, o que está a dar são as banhocas dágua fria. Mesmo que a maioria dos consumidores da silly season não faça a mais pequena ideia do que é a esclerose múltipla. Ou se isso e a banhoca têm mesmo alguma coisa a ver uma com a outra.
Em contrapartida, o Económico resolveu convidar dois (relativamente) velhos marretas, do tempo em que o jornal ganhou nome, e pô-los a entrevistar, como deve ser, alguns dos cromos do tempo em que Portugal ainda parecia ter futuro.
Quinta-feira, 21 dagosto, foi a vez do ‘controverso’ ex-ministro das finanças do cavaquismo, Miguel Cadilhe. Entre outras frases a dar para o floreado-histórico-auto-indulgente, é muito interessante vê-lo afirmar que:
“Portugal está de luto e a elite está posta em causa com o fim do BES.”
Qual elite, caro Miguel Cadilhe?
Aquela que Salazar nos deixou, e que o cavaquismo se apressou a recuperar, feita de nomes tão sonantes como os Espírito Santo, esses que agora se afundam na ignomínia da pirosíssima fraude novo-rica?
Ou à elite nova-rica-propriamente-dita, aquela que Miguel Cadilhe ajudou a construir durante o advento do cavaquismo e dos BCP’s e dos BPN’s e da hoje pouco lembrada Caixa Económica Faialense?
Se é a alguma destas que Miguel Cadilhe se refere, não vejo aqui elites dignas desse nome. E isso, na verdade, explica muito do Portugal que não temos.
Carlos Guimarães Pinto (CGP), apesar de se ter sentido ofendido com as minhas críticas, ainda se deu, generosamente, ao trabalho de contestar um outro texto meu.
Nesse seu sofrido comentário, continua a não responder a nenhuma das perguntas que lhe coloquei em qualquer um dos textos anteriores e faz deduções que são, no mínimo, cómicas.
Desta vez, vem armado até aos dentes com gráficos que, no seu entender, são suficientes para explicar a realidade, gráficos cujos dados, aliás, dependem da informação transmitida pelos governos, que, como se sabe, são entidades absolutamente competentes, impolutas e desinteressadas.
Em primeiro lugar, continua a não resistir ao fascínio do “rácio” professor-alunos, “rácio” esse que é suficiente para concluir que há professores a mais. É claro que, mais uma vez, CGP não explica, por exemplo, de que modo são contabilizados os professores. No entanto, a decisão de contratar mais ou menos professores não se pode limitar à comparação com outros países, mas, para compreender isso, lá está!, CGP teria de estudar mais. Ou melhor: teria de estudar.
Depois, atira mais umas tiradas, declarando, por exemplo, que os professores passam pouco tempo nas escolas a desempenhar outras funções para além das docentes, (como se fosse possível saber isso com base nos dados que utiliza), que os professores ganham mais do que alguém com as mesmas habilitações (o que não é o mesmo que dizer que os professores ganham bem) ou que os professores não andam a perder poder de compra. [Read more…]
Os inimigos das redes sociais, basicamente analfabetos envergonhados e malta que não gosta de convívio, proclamam entre os males das mesmas que o virtual é uma treta, um perigo e uma ilusão, ao vivo e olhos nos olhos é que é bom.
Ora parece que o pessoal adolescente decidiu dar-lhes ouvidos, e vai daí organizam-se em encontros de conhecidos virtuais, a que chamam meets (que saudades do velho meeting revolucionário, um anglicismo cuja origem nunca entendi).
Num desses encontros, e entre 600 presentes, dois micro-grupos envolveram-se à porrada, e duas garinas cometeram um assalto, perfeita rotina num centro comercial de grande dimensão, logo é chamada a autoridade, esta, a precisar de treinos, veio em força e desata à bordoada, pelo menos uma grávida e tudo. [Read more…]
O Conselho de Ministros aprovou recentemente uma actualização à Lei da Cópia Privada, tendo também já na calha uma outra lei, forjada com nos mesmos moldes desta, como forma de combater a corrupção.
Continuando a explorar o inesgotável filão de boa música da escandinávia, esta semana escolho Agnes Obel.
Pop Dell’Arte, do disco Contra Mundum (2010).
…os cadernos dos alunos passarão a pagar mais alguma taxa?
Abriu a época de caça. Aos patos, aos coelhos, às rolas, aos pombos e mesmo a alguns animais em vias de extinção, como os funcionários públicos.
“Estes calendários, têm como objectivo indicar aos caçadores quais as espécies que podem ser capturadas, o período em que a caça pode ser exercida, o número de peças que podem ser abatidas e os locais onde a caça é permitida”, dizem os jornais. Confere. De resto, quanto às espécies classificáveis como “funcionários públicos”, raramente os períodos de defeso são respeitados, sendo frequente a caça furtiva. Mas agora é oficial. [Read more…]
Este é o último postal desta viagem. Não vale a pena falar da nostalgia que sinto já. Já o disse ontem. De acabar esta viagem onde aprendi, como sempre, tantas coisas, mas sobretudo continuei a aprendizagem do que sou. E o que sou é isto. Esta mulher que aprende sempre, que nunca deixará de o fazer. Esta pessoa que caminha pelas ruas em cidades estranhas – algumas onde seguramente nunca mais voltará – e se sente também ela estranha. Isto sou eu. «To sam ja». «This is I». E isto que sou é tantas coisas que, mesmo que quisesse, jamais saberia por onde começar. Isto sou eu. Esta pessoa que perde e ganha oportunidades. Esta pessoa que vê tudo muito bem e escreve postais para si mesma, para a lembrança amanhã, para a memória que há-de vir nos dias longos do futuro. [Read more…]
Caros senhores do Governo, da SPA, Agecop e afins, posso fazer-vos umas perguntas?
Sempre me disseram que perguntar não ofende, por isso desde muito cedo comecei a fazer perguntas. Um vício que ainda não perdi. Hoje, os senhores do Conselho de Ministros aprovaram uma nova lei, uma nova versão da lei da cópia privada. Mexe com direitos de autor e, acima de tudo, mexe com o dinheiro de todos os cidadãos.
Aprovar leis em Conselho de Ministros em pleno Agosto é, já de si, sinal de má fé por parte do governo. Fazê-lo para uma lei repescada e que não tem urgência alguma que impedisse a respectiva apresentação daqui a 15 dias é sacanice. E assistir a uma pseudo-reportagem na SIC de 1 minuto e picos, depois de dezenas de minutos sobre uma botija de gás que rebentou e onde nem os aspectos polémicos são abordados, é a cereja no topo das sacanices. [Read more…]
Quem me dera que a minha vida fosse apenas isto. Reparar nos gatos. Neste gato preto à entrada da Galeria de Arte Moderna, alheio a quem passa, naquela posição tão tipíca dos gatos, aquela que todos sabemos desenhar desde pequenos. Um gato de costas. Coisa tão simples. Quem me dera que a minha vida fosse apenas isto, repito plagiando mais ou menos o mais simples dos heterónimos de Pessoa. Embora ele não falasse de gatos. Mas falo eu. Quem me dera que minha vida fosse apenas isto… reparar nos gatos em museus, nas cidades alheias, com se fosse próprio dos gatos estarem sossegados nos museus e de mim reparar neles. Para existir deve ser preciso pouco mais, estou segura. [Read more…]
Zagreb é uma cidade calma. Como já disse há poucos turistas e, sendo agosto, mesmo que os locais sejam em maior número que os forasteiros, a cidade está relativamente despejada de gente. Que contraste (magnífico) com Split cheia de italianos e americanos. Que contraste com a BiH, a terra onde o este encontra o oeste, a terra das mil casas de deus. Zagreb é, assim, uma cidade calma onde domina a casa do deus dos católicos. Tal como os outros países da antiga Jugoslávia também a Croácia foi palco de conflitos nos anos 90 que destruiram alguns monumentos e causaram mortos e feridos. Porém as consequências não foram tão desastrosas como na BiH, nem material nem culturalmente. Ao contrário da BiH, não encontramos aqui ruínas nem destroços da guerra. Tudo está arranjado, limpo e ordenado. [Read more…]
“(…) desde que o seu dealer tenha um terminal multibanco, pode comprar droga!
Já viu… se não é uma coisa maravilhosa?
Esses mil euros vão-lhe dar muito jeito, de certeza, ao fim do dia”.
É p’ra loucura…

Se pudesse contar a história com palavras, não precisava de arrastar comigo uma máquina fotográfica.
Lewis Hine
A fotografia foi inventada para servir as artes e a ciência como um Janus de duas caras; marcada pela ambiguidade, nasceu como ciência e cresceu como arte. Talbot tinha uma frustrante negação para o desenho, e por isso se entregou devotadamente à pesquisa de um processo fotogénico permanente; a luz, esse «lápis da natureza», seria o substituto da sua mão desajeitada. Mas uma vez inventada, a fotografia foi logo posta por Talbot ao serviço das causas técnicas, por exemplo auxiliar na decifração de textos cuneiformes do British Museum, em que estava envolvido.
[Read more…]

É hoje. Honra aos pioneiros da imagem fotográfica como Emílio Biel, sem cujo trabalho seria difícil, por exemplo, imaginar o vale do Douro e a foz do Tua em finais do séc. XIX.

Um dos símbolos de Zagreb é um bolo em forma de coração, de erva doce. Há uns anos, na Roménia, comprei um coração desses – também populares lá – para levar a alguém em Portugal. Há um postal sobre isso. Acompanhava o coração de erva doce uma frase que vi escrita algures na bela cidade de Sighisoara: ‘you have to break your heart until it opens’. O coração acabou por ser comido fora do prazo, o de erva doce, quero dizer. O outro creio que nunca se abriu por mais que se tenha já partido. E não é do meu que falo.
Saio do hotel de manhã, na direção da cidade alta. Aí se encontra, entre muitas outras coisas admiráveis, um museu muito particular: ‘the museum of broken relationships’. Já lá iremos a esta mostra, entre o triste e o divertido, o desesperado e o esperançoso, o belo e o terrível, de despojos de relações interrompidas. Do hotel caminho pela rua Vlaska até à praça Josipa Jelacica. Há pouca gente, é agosto em Zagreb como em toda a parte, ainda que aqui quase não haja turistas, pelo menos à hora em que entro na praça e a atravesso devagar. É uma praça grande, com também grandes esplanadas, a estàtua de Josipa Jelacica no meio e elétricos. Há também uma fonte – Mandusevac – construída sobre uma nascente que, até ao século XIX abastecia Zagreb de àgua. As crianças chapinham por ali, com os cães. Tudo é calmo. [Read more…]
Fotografia de Américo Mascarenhas.
“É normal e totalmente seguro ter créditos sem garantias”
Sim, é muito normal os bancos emprestarem sem garantias.
Que o digam os empresários portugueses, sempre que pedem financiamento bancário: quais avais, hipotecas ou fianças?…
Feche as cortinas e compre um apito! – diz o governo espanhol

Está ainda por fazer, creio, uma Taxonomia das categorias de “Amigo” pós-facebook. A vox populi, no que concerne a este tema, não contempla, de forma assertiva, universal e comummente aceite, as novas “espécies” emergentes do conhecimento virtual e das tipologias de “afecto” do “encontro” e relacionamento por meios digitais.
A realidade re(conhecida) pela maioria não fugirá muito das categorias hierarquizadas abaixo, da mais intensa e relevante para a menos intensa e relevante:
Melhor Amigo
Amigo de Criação (dominado pela coincidência geográfica)
Amigo de “situações limite” – militares, bombeiros, etc.
Amigo de Infância, do Secundário, da Faculdade, do Trabalho
Amigos “coloridos”
Amigos “grosso modo”
Amigos “dos copos”
Conhecidos (com empatia)
Conhecidos (com antipatia)
Hostis (por razões várias)
Indiferentes (os restantes)
Raras vezes me senti tão contente em abandonar um sítio, como hoje, ao sair de Split (Spalato em italiano). Contente como em feliz. Nem a mala que arrastei até à estação me pesou, nem o sol me queimou. Leveza, alívio, contentamento profundo, foi tudo o que senti. Ainda sinto, agora que estou já em Zagreb (Zagabria, em italiano), cidade que em duas ou três horas apenas me parece encantadora, humana e acolhedora. O hotel é maravilhoso (Art Hotel Like). O quarto onde estou tem uma pequena mezzanine e uma decoração muito bonita. Tem uma janela enorme que dá para o cruzamento entre a rua Vlaska e a rua Draskovica. O centro é logo ali e reina a calma. A cama é fofa e branca e, portanto, estou nas nuvens. Até ver. É certo que depois de Split qualquer sítio me pareceria o céu. [Read more…]

Não sei como é convosco, mas eu, se tenho uma dor de cabeça, penso logo que é um tumor. Isto tem razões biográficas, ou pelo menos eu gosto de justificar-me assim, cresci numa casa onde a doença andava sempre a rondar, e aos oito anos já devorava a Enciclopédia Médica do Reader’s Digest com o mesmo interesse que dedicava ao Tio Patinhas.
Gosto desse jogo que consiste em levar a vida saltitando entre a alegria quase infantil e a angústia existencial, e só não sou, se é que não sou, uma hipocondríaca insuportável porque tenho gente de quem me ocupar, o que é, de resto, o melhor que pode acontecer a um hipocondríaco.
Há dias fui ao médico por uma razão tão absurda que até tenho vergonha de contá-la. Claro que, racionalmente, eu tinha motivos para estar preocupada, há sempre motivos para uma pessoa se preocupar, que diabo. A minha maleita seria, no pior dos casos, algo que poderia matar-me, e no melhor uma coisita de nada. Os sintomas agravavam-se enquanto um funcionário ensonado teimava em escrever mal o meu nome. Eu aqui a morrer e ele a trocar letras, pensava, hão-de encontrar-me caída na sala de espera, e as minhas última palavras serão “não é com O, é com U”. [Read more…]

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
Recent Comments