
No jogo de tronos que se sucedeu ao acto eleitoral de 4 de Outubro, vários cenários hipotéticos foram sendo traçados, com vista a servir os interesses momentâneos das várias forças políticas em confronto. Desta forma traçaram-se várias maiorias de ocasião, da maioria europeísta que agregava PS, PSD e CDS-PP até à maioria de que rejeitava o PS e que colocava no mesmo saco BE, PCP, PSD e CDS-PP. A determinada altura havia maiorias para todos os gostos, bastava mudar a variável que melhor servisse um determinado interesse num determinado momento.
No entanto, a única maioria que efectivamente conta no que a governar e a legislar diz respeito é a maioria parlamentar. E apesar de nenhum partido ou coligação a ter conseguido, um conjunto de partidos decidiu envidar esforços no sentido de estabelecer entre si um conjunto de acordos parlamentares que levou ao chumbo do governo minoritário Passos/Portas e à indigitação de um novo governo, liderado pelo PS, com o suporte parlamentar de todas as forças à esquerda. [Read more…]
























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