
Nesta época, mais de dois mil milhões de cristãos celebram o nascimento de uma criança refugiada, que, segundo os Evangelhos, foi levada da Galileia para o Egipto, fugindo da perseguição e da morte certa em Belém.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Nesta época, mais de dois mil milhões de cristãos celebram o nascimento de uma criança refugiada, que, segundo os Evangelhos, foi levada da Galileia para o Egipto, fugindo da perseguição e da morte certa em Belém.
Aventem o que quiserem: eu chamo-lhe homicídio. O que passou no Hospital de São José no passado foi puro homicídio. Não há nem podem haver desculpas.
Não existe teoria da conspiração possível para mascarar o que passou: Paulo Macedo sabia. Sabia demais. Tinha sido alertado pelo grupo parlamentar do Bloco. Tinha sido alertado pelos administradores hospitalares. Tinha sido alertado várias vezes pelas Administrações Regionais de Saúde. Não actuou. Matou. Por omissão, o que torna a situação muito mais grave. No São José, nas urgências do Garcia de Horta, no Hospital de Aveiro. Não tenho a menor dúvida quando penso que Paulo Macedo foi longe demais: a ruptura total do SNS tinha como objectivo claro fazer morrer gente para criar um fenómeno de desconfiança dos cidadãos para com o SNS. Quando o ser humano sente que um serviço nacional de saúde completamente desmembrado afecta-lhe o seu bem mais precioso e é uma máquina de criar mortandade, o ser humano pensa duas vezes. Foge. Tem medo. Vai para o privado onde sabe que, pagando, será bem atendido, será tratado na hora.

Mais um notável conseguimento do Jovem Conservador de Direita, futuro líder do PSD.
Quando solicitado por Barak Obama a participar na luta contra o Estado Islâmico, Justin Trudeau, o jovem primeiro ministro do Canadá, foi de meridiana clareza: o Canadá participa recebendo e ajudando refugiados, não entra em bombardeamentos.
(Nem tem que entrar porque, não tendo contribuído para o desastre do Médio Oriente, não tendo pretensões imperialistas, não precisando de petróleo porque o tem de seu, tudo quanto tem a fazer é ajudar quem foi desgraçado pela guerra).
Quando chegou a primeira leva de refugiados sírios a Toronto, nos meados de Dezembro, Justin Trudeau esteve a recebê-los no aerroporto, acompanhado da chefe do governo do Ontário, Kathleen Wynne. Soltos, descontraídos, sem discursos enfadonhos, deram as boas vindas aquelas famílias. O primeiro ministro, em mangas de camisa e revelando bom treino na matéria, ajudou as crianças a vestirem os robustos agasalhos com que por cá se enfrenta um inverno duro.
(Ambos estiveram bem fazendo as honras da casa em nome de todos os canadianos, dando abrigo e passaporte a quem chegou. Ficam os refugiados a salvo e, ao mesmo tempo, sob a lei do país. Se algum desrespeitar essa lei, responde por isso. É simples. O Canadá é um país libérrimo e generoso mas não é o da Joana).

Neste Natal injectamos milhares de milhões de euros no Banif. Quem diria que uma saída limpa poderia ser tão cara?
Neste Natal morreu o David. A austeridade também mata e o David foi mais uma das suas vítimas. Que nunca se deixe cair um banco mas haja responsabilidade que o acesso à saúde é um privilégio e não devemos ser piegas.
Neste Natal existem refugiados enregelados por essa Europa fora. A Europa da liberdade e da tolerância. A Europa que vende as armas que se usam na guerra que obrigou a maioria destas pessoas a fugir. A Europa que agora desconfia que sejam todos terroristas. A Europa que bombardeou as suas escolas, hospitais e locais de culto. A Europa que recebeu e recebe, com honras de Estado, todos os ditadores, os que deixaram de ser bem-vindos e os que ainda o são.
Neste Natal quero desejar a todos os leitores e aventadores um Feliz Natal. Abracem os vossos, sejam felizes mas não se esqueçam que o tempo corre contra nós. E nada disto tem que ser assim. Existe pão de sobra para todos.

Who do you love now?
Who do you love?
Who do you love, child?
I said, “Who, baby, who do you love?”
Night is dark, the sky was blue
Down the alley the ice wagon flew
Hit a bump, somebody screamed
Should’a heard just what I seen
Do you love him, babe?
Do you love her, yeah
Do you love me, babe?
Do you love it, yeah, yeah
The Doors, Who do you love, 1970.
Desejo a todos os autores do Aventar, comentadores e leitores, sem excepção…
“O principal factor de morosidade nos tribunais está relacionado com a falta de funcionários judiciais, aponta o Conselho Superior da Magistratura no relatório anual de actividades relativo a 2014/15.” [Público]
E só descobriram isso agora?
Os oficiais de justiça sempre foram os parentes pobres da justiça. Quer em termos de vencimentos, quer de progressões na carreira. Enquanto as carreiras dos oficiais de justiça foram congeladas, nas dos juízes e procuradores sempre houve progressões.
Mas se não forem os oficiais de justiça a colocarem os processos nos gabinetes e a dar cumprimento aos despachos os processos ficam parados. Infelizmente o poder não quer saber e a opinião pública desconhece.
Como é que se pode abordar a filhadaputice de um CDS a brincar a Pilatos? E de um PSD que nacionalizou o Banif, com dinheiro público, mas sem ter resolvido o problema, para agora procurar passar culpas a um governo em funções há três semanas? Sem retribuir o escarro que João Almeida e Luís Montenegro nos atiraram, não me ocorre forma de o fazer. Remeto, por isso, para os factos de Sérgio de Almeida Correia, que desmontam a falácia da direita.

Estrela maior do PSD radicalizado e tomado por interesses obscuros, Marco António Costa passou da sombra onde se refugiou durante a campanha eleitoral para a ribalta política e poucos são os dias em que não somos brindados com uma qualquer declaração do homem que conduziu a CM da Gaia à bancarrota absoluta, qual socrático dos quatro costados.
Numa das suas muitas aparições públicas recentes, em entrevista à Renascença a 4 de Novembro, o vice-presidente dos sociais-democratas sublinhou que “o PSD não vai ser muleta de um Governo ilegítimo”. Sendo Marco António Costa uma espécie de porta-voz do partido, é legítimo assumir que tal declaração vinculava, naqueles dias que precediam a moção de rejeição que fez cair o governo de gestão PSD/CDS-PP, a elite dirigente do PSD. Nas ruas, militantes e apoiantes da direita rejubilavam com esta posição de força e o discurso de ruptura disseminava-se pelas redes sociais. Acordos com a esquerdalhada? Nem mortos! [Read more…]

António Horta Osório, presidente do gigante britânico Lloyds Banking Group, sobre o Banif (22.12.2015):
“Acho que é um assunto chocante e que tem que ser devidamente explicado (…). Eu acho que tendo o Banco recorrido a cerca de (…) menos de mil milhões de euros há dois anos atrás e agora ser injectado mais do dobro do valor, este valor é demasiado grande para não ter um apuramento (…) claríssimo das responsabilidades. E das duas uma, ou o valor que foi injectado há dois anos era um valor que não estava correcto – e não há nenhuma razão para pressupor que não estava –, ou então tem que se perceber o que é que nestes poucos anos aconteceu e eu acho que deve ser feita uma auditoria independente que mostre aos contribuintes portugueses exactamente que negócios é que foram feitos que originaram esta injecção de capital no Banco, que créditos é que foram concedidos que não foram pagos, porque dado que o mal está feito, acho que os contribuintes portugueses pelo menos merecem saber com transparência e com rectidão exactamente o que é que aconteceu, que dinheiro é que foi utilizado e acho que isso deve ser feito o mais rapidamente possível.”
Tout court: Auditoria independente vai para a frente!!!
Será necessária uma petição??
Quando se aplica dinheiro público tem de existir informação rigorosa e transparência total. Este é um princípio geral. Atuar de forma diversa é inaceitável e constitui uma traição aos contribuintes e à própria democracia, correndo o risco de desperdiçar de forma negligente os parcos recursos públicos. Para além disso, a consciência geral sobre este princípio elementar seria um travão para estes “negócios” que são sempre mal explicados e que, mais tarde, revelam surpresas gigantescas que nunca conduzem a responsabilização.
Consequentemente, de forma alguma posso aprovar a solução proposta pelo Governo, pois não existe o mínimo de informação pública que permita ajuizar da sua razoabilidade. Devemos ter em conta o que aconteceu no BPN e no BES. As soluções apresentadas e executadas sem informação digna desse nome conduziram – nos casos já referidos do BES e do BPN – a surpresas que aumentaram em muito o problema. No caso do BPN apareceram vários esqueletos que não eram bem conhecidos, como por exemplo o Banco Insular, percebendo-se que estaria também no perímetro público. No caso do BES, só muito tempo depois se percebeu o “esquema” de “colocação fraudulenta” (por falta de informação aos investidores) de papel comercial das empresas do Grupo Espírito Santo através do BES. [Read more…]
Em 2011 a mudança de governo trouxe uma novidade – deixou de haver Ministério da Cultura. E então, a acreditar nos principais órgãos da comunicação social, e em muitos bem pensantes e bem falantes da denominada área cultural (ou lá o que isso é), essa medida, acabar com o Ministério e passar a Secretaria de Estado, era um indício do menosprezo que a “direita” tem em relação às matérias da cultura. A falta de rigor nessa análise não permitiu ver que também não havia Secretaria de Estado da Cultura. Tivemos assim não um Ministério da Cultura, não uma Secretaria de Estado da Cultura, mas um Secretário de Estado. O que acontecia pela primeira vez desde 1980. Adiante. Como primeiro titular da pasta, Francisco José Viegas. Sucedeu-lhe Jorge Barreto Xavier.
No caso de F.J.V. três questões marcaram o seu mandato, pela negativa. Desde logo a questão da Barragem de Foz Tua, caso em que “lavou” as mãos como se nada tivesse a ver com o caso. Relembro um célebre Relatório sobre a Barragem entregue ao Estado Português que foi escondido (divulgado em primeira mão pelo jornal Público, traduzido neste blog). [Read more…]
David Dinis, acérrimo defensor do anterior governo PSD/CDS, escreve no seu observador dos sucessos da direita que Passos está “pronto a viabilizar Retificativo. Mas isto que não se repita, ouve-se no PSD.” Não vai tão longe quanto outros, como João Miguel Tavares e Paulo Baldaia, só para apontar dois, que antes também defenderam o anterior governo de direita e que agora se mostram revoltados, como se esperassem algo diferente de quem tinha mentido com unhas e dentes em 2011.
Está iniciado o processo de troca de Passos Coelho, pois alguém tem que pagar a fava e a direita que quer voltar ao poder é que não há-de ser.

Após os escândalos do BPP, do BPN e do BES os portugueses tinham a legítima expectativa que os políticos e a supervisão bancária tivessem aprendido a lição, mas afinal não, esta gente continua a brincar com o dinheiro dos portugueses.
Mais uma vez neste caso do BANIF a culpa tem caras e as caras têm nomes. Mas, mais uma vez, parece-me que os ex-governantes tudo estão a fazer para que a culpa morra solteira. Mas sublinho esta falência tem caras, responsáveis e motivações.
E esses responsáveis são Pedro Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque e todo o anterior governo de coligação PSD / CDS, estendendo-se a responsabilidade ao Governador do Banco de Portugal.

Ninguém tem dúvidas que em 2013 a intervenção no BANIF era necessária, mas tudo o que se seguiu foram opções políticas E a manutenção da gestão do BANIF, como a nomeação para um novo mandato de Carlos Costa como governador do Banco de Portugal, foram opções políticas. Aliás, ainda há dias o ex-primeiro-ministro, Passos Coelho afirmava ter toda a confiança no Governador do Banco de Portugal e como a supervisão estava a acompanhar a situação do BANIF. [Read more…]

Muita tinta irá correr durante as próximas semanas e, com ela, muita porcaria irá emergir. O passa-culpas já começou e de uma coisa temos já a certeza: a bandeira da saída limpa foi mais uma fraude do anterior governo, que empurrou o problema do Banif com a barriga para salvaguardar a sua posição nas eleições de Outubro.
Por agora deliciemo-nos com as comadres, outrora tão amigas e unidas, que começam a dar sinais de nervosismo e, como ratos, procuram abandonar o barco que ajudaram a afundar. Maria Luís Albuquerque, entrevistada ontem pela TVI, empurrou responsabilidades para a regulação bancária. Em resposta, fonte ligada ao Banco de Portugal contra-atacou, acusando o governo PSD/CDS-PP de não ter agido em conformidade com a dimensão do problema do Banif junto da Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia, na procura de uma solução imediata, como de resto vem confirmar a carta da Comissária com a tutela do organismo. Algo me diz que vêm aí mais surpresas. Só não surpreende a manobra do anterior governo, mais uma entre tantas. O homem bem tentou vender o conto para crianças de se estar a lixar para as eleições. Se ruminou quem quis.

Ontem o mundo do futebol teve conhecimento que o presidente da FIFA, Joseph Blatter, e o Presidente da UEFA, Michel Platini, os dois homens mais poderosos do futebol mundial, foram condenados a uma pena de afastamento de toda a actividade futebolística durante 8 anos.
O comité de ética da FIFA sustentou a sua decisão nos factos que Blatter e Platini violaram as normas do código de ética da FIFA, nomeadamente no que diz respeito à oferta e aceitação de presentes e outros benefícios, mas também relativamente aos deveres de lealdade no exercício das funções, a conflito de interesses e às regras de conduta.
Existem fundadas suspeitas de corrupção num pagamento de cerca de 1,8 milhões de euros que Blatter fez a Platini, no ano de 2011, relativo a serviços prestados pelo francês à FIFA entre 1998 e 2002.
Neste momento recordo-me das declarações, em 2008, do falso moralista, Platini, já à data presidente da UEFA, quando afirmou relativamente ao Futebol Clube do Porto que
” como presidente da UEFA não estou nada contente com a sua (FC Porto) inclusão na Liga dos Campeões. Digo-o claramente. Durante o meu mandato, a UEFA vai lutar até à morte contra a corrupção”.
Ironia das ironias, nao é que oito anos depois, Platini é precisamente afastado da liderança da UEFA por corrupção.
Tudo isto traz-me à memória um sábio ditado popular português que nos diz que ” aqueles que quem telhados de vidro não deverão atirar pedras “.
“Estou consciente que tempo adicional foi repetidamente dado para que o banco [BANIF] endereçasse os problemas. Isto foi motivado por considerações de estabilidade financeira e, recentemente, por considerações de não colocar em perigo a saída do país do Programa de Ajustamento Económico.” Margrethe Vestager, Membro da Comissão Europeia, 12 de Dezembro de 2014, via TSF
Preto no branco, a Comissária afirma que o problema do BANIF não foi resolvido para não estragar a saída limpa. Houve um conluio entre a CE e o Governo Português, de Passos Coelho/Paulo Portas, para fabricar um sucesso que não era real. Com que objectivo? À CE interessava ter um caso em que a austeridade tivesse “funcionado” e o governo construiu uma teia de medo/sucesso baseada nesta falsidade. Medo reflectido no, ainda hoje, usado pregão “não estraguem” e sucesso ficcionado com argumentos inventados.

O mecanismo ISDS é um dos elementos mais controversos do previsto Acordo Transatlântico sobre Comércio e Investimento (TTIP) e está incluído no texto já finalizado – mas ainda não ratificado – do Tratado de Livre Comércio e Investimento entre a UE e o Canadá (CETA). Mas afinal, porque tem sido este um dos cavalos de batalha dos veementes e abrangentes protestos europeus contra o TTIP?
O Investor-State Dispute Settlement (ISDS) foi incluído pela primeira vez no acordo assinado entre a Indonésia e a Holanda, em 1968; trata-se de um instrumento de direito internacional privado, inicialmente criado para proteger investidores, em países politicamente instáveis e corruptos, de imposições aleatórias desses governos aos investidores, nomeadamente de expropriação. Para tal, o ISDS outorga a investidores estrangeiros, sediados num estado aderente ao acordo, a possibilidade de recurso privilegiado a um tribunal de arbitragem privado. [Read more…]
Mais um problema no sistema financeiro, desta vez o Banif. Estou-me completamente nas tintas para as responsabilidades do anterior governo, politicamente foi julgado nas urnas, perdeu a maioria, já não existe. Se existirem responsabilidades cíveis ou criminais, a coisa muda de figura, tem a palavra a Justiça. O novo governo liderado por António Costa, certamente aconselhado pelo Banco de Portugal que não conhece outra cartilha, opta pela solução do costume, pagam os contribuintes. Este também é sistémico? Para quando uma falência?

Passos Coelho continua ressabiado, por muito que tente convencer o país do contrário. O seu desprezo pela democracia representativa é evidente e o acantonamento à direita para onde empurrou o PSD parece indicar aquilo que muitos desconfiavam: Passos Coelho estaria mais confortável na liderança de um regime autoritário, cinzento como ele, que pudesse, sei lá, suspender a democracia durante uns meses. Como o seu amigo e companheiro no PPE, Viktor Orbán.
Vem isto a propósito da reacção do líder do PSD aos resultados das eleições de ontem no país vizinho, expressa numa mensagem enviada a Mariano Rajoy:

É interessante que toques nesse assunto Jorge. Não deixa de ser curioso que tenha sido a TVI a lançar o pânico sobre o hipotético encerramento do Banif na semana passada, levando a uma queda abrupta do seu valor em bolsa, quando a TVI é propriedade do grupo espanhol Prisa, que tem como accionista de referência o Banco Santander, o mesmo que ontem adquiriu, pelo habitual preço de saldo, a posição do Estado no Banif. Que conveniente! Não fosse eu tão profundamente crente nos princípios éticos que, como bem sabemos, norteiam a acção da sacrossanta banca, e ficaria tentado a conspirar. Haja força para acreditar!
Tanta pressa que o governo de Passos Coelho tinha em vender o NOVO BANCO e é o BANIF que vai primeiro. O problema vinha de 2013. Falta saber porque é que foi empurrado com a barriga.
Quanto aos danos causados pela TVI, quem é que ganhou com o pânico intencional? Qual foi a fonte da “notícia”?

O Ministério do Interior espanhol usou a sua conta no Twitter para fazer propaganda eleitoral e promover Mariano Rajoy, colando o líder do PP a Adolfo Suarez e ao histórico momento da transição democrática. Estes PàFs espanhóis tendem a confundir os recursos do Estado com os dos seus partidos, como de resto foi acontecendo por cá com os seus parentes políticos: Paula Teixeira da Cruz usou dirigentes públicos para servir a campanha do PàF, Pires de Lima seguiu-lhe os passos e até o sítio do Governo publicou um documento manifestamente imparcial intitulado 4 anos de credibilidade e mudança. A uns como a outros, de pouco lhes adiantaram as manobras: venceram o escrutínio mas perderam o poder absoluto, o único que conhecem e com o qual sabem governar. Hoje chegou ao fim a hegemonia da central de negócios do bloco central espanhol. A nossa vez chegará.

Resultados às 21:54. Resultados oficiais. A noite é capaz de ser animada
Hoje Edith Piaf, a ” Voz de França ” completaria 100 anos.

PSD insiste nesta treta, CDS-PP insiste nesta treta, o extinto PàF usava e abusava desta treta e a oligarquia da direita não se cansa de repetir esta treta até à exaustão:
O esforço que os portugueses fizeram.
Ora é porque o admiram, ora é porque a perigosa esquerda o coloca em causa, às vezes vem a ser porque lhes apetece bater um coro barato ao eleitorado, outras ainda porque não têm muito mais que dizer. [Read more…]
Quem chega à Portela é confrontado recorrentemente com tempos inaceitáveis para recolher a bagagem. Foi o que hoje me aconteceu, onde passou uma hora desde que o avião aterrou até que a mala tenha chegado.
É um problema velho, umas vezes mau, outras muito mau. A introdução de duas empresas de handling não melhorou a situação. É endémico. Por oposição, e só para se perceber que é possível fazer diferente, no voo de ida, quando cheguei à recolha de bagagens em Gatwick já a minha mala lá estava.
Outro velho imbróglio é apanhar um táxi. Uma fila enorme, onde se antecipava perto de meia hora de espera. Mas ainda bem que o aeroporto está às portas da cidade, porque isso basta para ser competitivo. Aliás, uma rede de transportes públicos devidamente organizada, à semelhança da existente na generalidade das grandes cidades europeias, seria, como se constata, perfeitamente supérflua.
Ainda bem que este tempo perdido não conta para a produtividade do país. Porque, como se sabe, o problema da produtividade reside em os portugueses trabalharem pouco. Organizar e planear, responsabilidade partilhada pelos políticos que aumentam a carga de trabalho, nada tem a ver. Livrem-nos de termos um horário de 36 horas semanais como têm os moinantes dos ingleses. Ou de gozarmos 30 dias úteis de férias como os preguiçosos dos alemães. Basta ter um aeroporto à mão de semear.

Houve um tempo em que o PSD se assumia como um partido social-democrata, posicionado no centro-esquerda do espectro, e tinha como órgão oficial de comunicação um jornal chamado “Pelo Socialismo que, ironicamente, chegou a ter como director-adjunto um jovem promissor de seu nome Paulo Portas, que mais tarde acabaria por virar costas ao PSD, cansado do socialismo, tão em voga na década de 70, e dos “quadros medíocres” que tornavam a sua militância “uma grande maçada“. [Read more…]

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Tuttle Creek Rd., Lone Pine, Califórnia, EUA, Junho de 2025
(a propósito de tudo sobre o excelente Bad Day at Black Rock, por causa do Spencer Tracy)

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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