Assisti aos 4 debates desta noite. No 1º Sampaio da Nóvoa surpreendeu-me pela positiva, postura serena, calma, dominou completamente Marisa Matias, que poderia ter ficado encostada às cordas na questão do Orçamento rectificativo. A eurodeputada não consegue despir a militância, representando uma facção do Bloco de Esquerda que dificilmente valerá eleitoralmente metade do resultado alcançado pelo partido nas últimas legislativas. Claro que tacitamente Sampaio da Nóvoa que aspira a voos mais altos, porque precisa dos votos da candidata numa eventual 2ª volta, permitiu que Marisa Matias passasse incólume sem grande contraditório. De resto Marisa Matias também não pretendia levantar grandes dificuldades ao opositor de hoje, limitando-se ao soundbyte. O seu objectivo é marcar território para si própria e para o Bloco de Esquerda, criando durante a campanha, principalmente nos debates, as maiores dificuldades que conseguir a Maria de Belém e principalmente a Marcelo Rebelo de Sousa. [Read more…]
O debate político do ano

O ano de 2016 começa politicamente em grande. Hoje vamos poder assistir, às 23h30, na TVI24, ao debate político do ano.
O debate reunirá os candidatos presidenciais Marcelo Rebelo de Sousa e os conhecidíssimos, nas suas ruas, Jorge Sequeira, Cândido Ferreira e Vitorino Silva (vulgo Tino de Rãs).
Este debate, sem qualquer menosprezo pelos debates que se seguirão, penso que decidirá quem vai ser o próximo Presidente da República.
A não perder por todos os indecisos que ainda não decidiram o seu voto!
Pizzo
Começa pelos hotéis, um Euro por noite, até um máximo de 7 Euros por cliente. Em seguida virão as chegadas ao aeroporto. Iniciada a extorsão será difícil parar o apetite do polvo e não custa a crer que outras autarquias venham a seguir este triste e lamentável exemplo…
O meu desejo para 2016 – a erradicação da precariedade
Uma das pessoas que me é mais próxima, concluiu os estudos superiores em 2016. Fez-se a festa rija. Esticou-se um bocadinho no orçamento mensal e até se abriu uma garrafa de espumante da região do Dão. Afinal de contas, foram 3 meses de sofrimento: para mim, stressado no trabalho numa empresa subsidiária de uma grande multinacional e para ela, às voltas com uma cadeira que tinha em atraso há dois anos: Introdução à Contabilidade. Nos meus intervalos de tempo, lá fui, com paciência de Jó mostrando o que era um crédito, um débito, um par de rubricas, acrescenta dali e tira daqui, uma demonstração de resultados, um EBIT, um EBITDA. Passou. Concluiu. 14! Well done.
Sem delongas, demorou meia hora a fazer-se à estrada do mercado de trabalho. Sem cair no surrealismo bacoco de procurar exclusivamente emprego na área lá se fez à estrada. Mais de 30 curriculum enviados por dia. Uma experiência mal sucedida. O desespero total, quando, a uma sexta-feira me chega a casa a dizer que no dia seguinte, ia trabalhar numa daquelas pragas associativas que andam por aí a pedir para a AMI e para a Unicef.
Da intocável elite caloteira

Escreve Nicolau Santos, no Expresso Diário de 28 de Dezembro:
Perguntam os meus colegas: «Sabe quem é Emídio Catum? É um desses empresários da construção, que estava na lista de créditos do BES com empresas que entretanto faliram. Curiosamente, Catum estava também na lista dos maiores devedores ao BPN, com empresas de construção e imobiliário que também faliram». E como atuava Catum? «O padrão é o mesmo: empresas pedem crédito, não o pagam, vão à falência, têm administradores judiciais, não pagam nem têm mais ativos para pagar, o prejuízo fica no banco, o banco é intervencionado, o prejuízo passa para o Estado». Simples, não é, caro leitor?
A pergunta que se segue é: e o tal de Catum está preso? Não, claro que não. E assim, de Catum em Catum, ficámos nós que pagamos impostos com uma enorme dívida para pagar que um dia destes vai levar o Governo a aumentar de novo os impostos ou a cortar salários ou a baixar prestações sociais. Mas se fosse só o Catum… Infelizmente, não. Até as empresas de Luís Filipe Vieira deixaram uma dívida de 17 milhões do BPN à Parvalorem, do Estado, e tinham ainda por pagar 600 milhões de crédito do BES. O ex-líder da bancada parlamentar do PSD, Duarte Lima, deixou perdas tanto no Novo Banco como no BPN. Arlindo Carvalho, ex-ministro cavaquista, também está acusado por ilícitos relacionados com crédito concedido pelo BPN para compra de terrenos. E um dos homens fortes do cavaquismo, Dias Loureiro é arguido desde 2009 por compras de empresas em Porto Rico e Marrocos, suspeita de crimes fiscais e burlas. Mas seis anos depois, o Ministério Público ainda não acusou Dias Loureiro, nem o processo foi arquivado.
Um feliz 2016
A todos os autores, comentadores e leitores do Aventar. Deixo aqui para quem não conhece C. Duncan, uma música do álbum “Architect”, a meu ver dos melhores de 2015.
O piropo e a desgarrada
Notícia destes dias, a propósito de aditamento ao artigo 170º do Código Penal. Por proposta da dupla PSD/CDS-PP, os chamados piropos passaram a ser criminalizados, ou seja, “ pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias, se pena mais grave lhe não couber por força de outra disposição legal”.
Uma deputada do PSD, disse, a propósito, que “as mulheres e as meninas estão muito mais defendidas”. “Praticamente todas as coisas que são ditas na rua para importunar as mulheres, tudo aquilo que é ordinarice, fica assim criminalizado. “
Lembrei-me logo das desgarradas minhotas! Qualquer dia temos que as propôr a Património Mundial Imaterial da UNESCO!
Piratas e Marcelos, Velhos e Novos: a sustentabilidade que nos vendem e o mundo real

Corria o ano da graça de 2013. Em Setembro, o Jornal de Negócios noticiava a entrada do BES no índice mundial de sustentabilidade do Dow Jones, integrando assim um restrito grupo de 23 instituições bancárias de topo. A classificação obtida pelo banco liderado por Ricardo Salgado, 85 pontos, suplantava a média (58 pontos) e fixava-se pouco abaixo da classificação líder mundial, com 93 pontos. Cinco meses depois, em Fevereiro de 2014, o BES apresentava prejuízos na ordem dos 518 milhões de euros. Em Julho do mesmo ano, o prejuízo encontrava-se já na casa dos 3570 milhões de euros*. Em Agosto passado, segundo o Expresso, os prejuízos do banco ascendiam já a 9 mil milhões de euros e a factura continua a aumentar. Mas isso não será novidade para o caro leitor. Até porque a factura está a sair do seu bolso. Por muito que lhe tentem vender o embuste da intervenção lucrativa ou o tentem fazer de otário. Resta saber quem são os piratas que elaboram estes índices. Valem tanto como a palavra do ex-primeiro-ministro. [Read more…]
Cavaco, a referência
Não é novidade, mas não é demais avivar a memória, via um oportuno trabalho de confrontação.
Eis o homem, que se auto-retratou como pertencendo à boa moeda, a activamente ludibriar os portugueses e, depois, a negar, tal Judas. Atente-se no ar crispado de quem não aceita ser confrontado. Diz que a jornalista está a mentir (não estava), quando é ele próprio que cai em mentira.
Aqui está o político das duas maiorias absolutas e das duas presidências . Sem dúvida que os portugueses lhe deram sucessivamente o poder, erro que felizmente nunca cometi – haja memória.
Cavaco, o político que sempre fez questão de se posicionar como não-político, num antítese de si mesmo, ficará na história, essa que ele procurou que lhe fosse dócil, como a referência da mesquinhez, o Presidente do seu umbigo.
Tempos novos, conluios de sempre
Santana Castilho
Quando, depois de tantos impostos que pagamos, se morre por falta de assistência médica num hospital central de Lisboa, quando milhares de filhos de emigrantes são expulsos de aulas de língua pátria por falta de pagamento de uma propina inconstitucional, quando se calca a dignidade dos pobres dando-lhes 80 cêntimos mensais de aumento de pensão social, não é o simples anúncio de que os tempos são novos que os mudam. É preciso mais, fazer diferente, selar conúbios.
1. Tivessem Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e Maria Luís uma réstia de dignidade política e já teriam vindo a público responder às gravíssimas acusações que lhes foram feitas por António Costa e Mário Centeno, a propósito do Banif. Com esta entrada, não se conclua que aprovo a solução encontrada. Com efeito, nenhum português esclarecido aceita a passividade do Banco de Portugal perante o arrastar da solução do Banif, que outra explicação não tem que não a servidão política à saída limpa e aos interesses eleitorais da coligação PSD/CDS. Como nenhum português esclarecido aceita uma solução que deixa sem resposta tantas perguntas, que abalroam as consciências dos que acreditaram que os tempos seriam novos. Quem já ganhou e vai ganhar com o que os contribuintes já perderam e vão perder? Quem concedeu créditos e quem os não pagou? Quem promoveu a fuga de informação que originou a corrida aos depósitos? Que interesses resultaram protegidos quando Costa e Centeno impediram que a resolução do Banif ocorresse em 2016, rejeitando, assim, a solidariedade europeia e impedindo que o BCE liderasse o processo no âmbito da união bancária e apurasse, em auditoria externa, as responsabilidades do bloco central da teia financeira? Como entender que o mesmo Governo que se escandalizou com a venda da falida TAP por 10 milhões de euros, venha agora obrigar-nos a pagar quase três mil milhões para que um banco estrangeiro fique com o Banif, limpinho de todos os prejuízos, numa solução que Passos Coelho achou inteligente e só o PSD viabilizou no parlamento? [Read more…]
O salto evolucional dos perfis falsos do PSD

(Cindy Joseph, uma das muitas caras do perfil falso que administra o maior grupo de apoio ao PSD no Facebook)
Há perfis falsos e perfis falsos. Clones como eu gosto de lhes chamar. Uns são efémeros, como a saudosa Maria Luz, outros andam por aí, como se nada fosse, caso da actriz e conferencista Sasha Grey (Laura Campos por terras lusas). Mas o universo de clones laranjas já não é o que era. Longe vão os tempos das trincheiras.
Trago-vos hoje essa versão optimizada de perfil falso, a face visível do salto evolucional destas coisas. Um perfil falso que, mais do que debitar propaganda do defunto PàF, administra o maior grupo de apoio ao PSD que existe no Facebook. Dá pelo nome de Diana Sousa, usa fotos de modelos russas e da conhecida modelo “sénior” Cindy Joseph, defende a corrida aos levantamentos bancários em massa como forma de protesto contra o actual governo, articulada com uma página de Facebook com origens óbvias que dá pelo nome de “Salva o teu dinheiro da 4ª bancarrota socialista” e trabalha em articulação com outros clones e destacados soldadinhos de chumbo da polícia de choque do PS nas redes sociais. [Read more…]
Não piroparás (?)
Admito: quando se tratou de discutir, há já algum tempo, o que se chamou, na altura, a “criminalização do piropo”, tive reservas em relação ao modo como a questão, pela voz de pessoas com responsabilidade na iniciativa, estava a ser colocada. Reconhecendo, embora, que todo o ruído que a comunicação social fez na altura prejudicava a abordagem séria do tema. Fez e está a fazer agora. Designadamente incluindo – para dar um toque sensacionalista à situação – uma moldura sancionatória que releva de outros artigos do Código Penal que não do que está em causa. Tal tem motivado abordagens, aqui e ali, que atiram a um alvo que, em minha opinião, não existe. Na verdade, a nova redacção da lei não inclui os bizarros termos que por aqui se têm lido e glosado. O que se diz no artigo 170º do Código Penal é, simples e sensatamente, isto: [Read more…]
Porque não o bail-in?
O Banif arrastou-se durante 3 anos sem ação. A carta de aviso da abertura formal de investigação por parte da DG-Comp (Comissão Europeia) esteve 5 meses para ser publicada. De um momento para o outro, no dia 18 de Dezembro, o Diário da União publica uma carta com data de Julho de 2015 e precipita a resolução do Banif com um avassalador custo para o contribuinte: perto de 3 mil milhões de euros. Pode ver o detalhe aqui e aqui.
O BES/BANCO BOM/BANCO MAU teve o colapso em Agosto de 2014. Nessa altura, o Banco de Portugal considerou que imputar prejuízos aos investidores detentores de dívida sénior era prejudicial ao país, pois afetaria a sua credibilidade e afastaria investidores de Portugal. Agora, cerca de 18 meses depois, muda radicalmente de ideias e, numa medida desesperada a 2 dias do final do ano, decide atirar para o Banco MAU obrigações com um valor de balanço de 1985 milhões de euros (emitidas pelo banco antes da resolução de Agosto do ano passado). Dessa forma recapitaliza o Banco Bom e condena os investidores internacionais à perda total. [Read more…]
Não revogues
Assisti, há pouco, na Observador TV, mais conhecida por RTP 3, à discursata de suposta despedida do Portas. Uma mistura de banalidades, fel e sabedoria de bolinhos da sorte chineses. Há quem fique impressionado com estas larachas de pastelaria. Por mim, senti-me esclarecido quando ele disse que o “CDS servia o País há bem mais de 40 anos”. É verdade. No tempo em que os Marcelos eram Caetano e os Antónios eram Salazar. Vai, pois, Paulo. E não revogues. E por favor: não te dediques ao comentário televisivo. Vive dos rendimentos – sabes bem quais – ou faz anúncios do Calcitrin ou do Cálcio+; tens tanta credibilidade como os actuais anunciantes.
Fazer política é outra coisa
Paulo Portas está há 16 anos à frente do CDS. Nesse período esteve várias vezes no Governo e em cargos de responsabilidade. Para aceder a tudo isto prometeu vezes sem conta a Reforma do Estado. E afirmou-a como prioritária. Pois, mas ao fim de 16 anos, o máximo que conseguiu foi um texto em letras gigantes e um PowerPoint com meia-dúzia de slides.
Paulo Portas é exímio na arte da lenga-lenga e na capacidade de fazer headlines, mas isso não me impressiona nada. O país está como está, e perdeu oportunidades atrás de oportunidades, muito por culpa de maus políticos como Paulo Portas que nunca souberam colocar o país à frente da sua circunstância pessoal.
Muitos elogiam-lhe a capacidade estratégica e de análise política. E fervilham em artigos, onde defendem que o anúncio da sua saída da presidência do CDS só pode querer dizer uma coisa: o “estratega” Portas acredita que o Governo de António Costa está para durar. Esquecem-se de dizer que a simples existência do Governo de António Costa, a capacidade que este revelou para juntar à sua volta a esquerda do parlamento, é uma violentíssima derrota eleitoral e política de Paulo Portas. De todos, talvez ele seja o que mais perdeu, pelo que, esta sua atitude (ainda se verá se irrevogável ou não) talvez seja somente o reconhecimento de que está num beco sem saída. O que para um mestre de estratégia e análise não é grande elogio.
À atenção de Centeno
NOS, MEO, Altice, Porto, Benfica, Sporting, cedência de direitos televisivos, publicidades nas camisolas, namings, 475,5, 500 milhões…
Gosto muito de futebol. Gosto muito de desporto. Passo horas em frente à tela a ver tudo o que posso e há 8 anos que escrevo diariamente num diário muito pessoal aquilo que vou lendo, vendo, sentindo sobre desporto. Vejo muito futebol (seguramente uns 10 jogos por semana), muito ciclismo, basquetebol, desportos de inverno, rugby e andebol. Tenho seguramente mais de 50 mil páginas nesses diários, lavra que, quiçá, dentro de algumas décadas poderei compilar em vários livros, ajudando as gerações vindouras a melhor compreenderem o fenómeno desportivo deste início de século.
Percebo e percebo muito bem que os níveis de consumo dos clubes desportivos atingiu um limiar de ruptura desde há 15 anos para cá. [Read more…]
Ecos do ministério da propaganda

Os ideólogos do velho regime estão a tentar, uma vez mais, vender-nos o fim do acordo à esquerda, procurando criar artificialmente a instabilidade que o sistema financeiro não lhes fez ainda o favor de criar. Os blogues afectos ao “Tea Party” nacional, onde se inclui o blogue travestido de jornal que congrega parte significativa da fina flor que inspirou o ministério de propaganda pafista, querem que acreditemos que a votação do orçamento rectificativo representa o início do fim do acordo entre PS, BE, PCP e PEV. Como se o PSD não estivesse forçado a no mínimo abster-se da solução apresentada para a borrada que fez no governo, e com a qual o seu líder afirmou concordar. Como se os partidos à esquerda do PS fossem telecomandados como os deputados do PSD e do CDS-PP o foram durante a vigência do anterior governo. Como se esses mesmos partidos de esquerda, cientes do sentido de voto do PSD, não soubessem de antemão que poderiam juntar o melhor de dois mundos e agradar ao seu eleitorado ao passo que nada de grave se passava com o seu parceiro governamental. [Read more…]
Mas abandona irrevogavelmente?
O Fim do Piropo
A partir de hoje, as pessoas deixam de poder expressar nas ruas os seus sentimentos em relação ao político português mais honesto desde os tempos do Botas de Santa Comba.
“Bocetuda, te chupava toda…” nunca mais!
Mais um assassinato no SNS
O de um cidadão de 74 anos do Algarve, vítima de um AVC isquémico. 6 (inenarráveis) horas de espera nas urgências no Hospital de Faro até ser enviado o pedido para o São José que o recusou por falta de meios, acabando por ser transferido várias horas depois para os HUC onde viria a morrer. Levanto as mãos aos céus e pergunto-me como é que é possível que um doente com uma patologia que mata em minutos demore horas e cruze metade do país à espera que um hospital o aceite?
E o Ministério Público continua a dormir…
Perplexidades avulsas
O caso Banif é verdadeiramente inacreditável. Estive a ler o comunicado de imprensa da DG-Comp (Comissão Europeia), do dia 21 de Dezembro de 2015. Nesse comunicado, a DG-Comp diz a determinada altura o seguinte (sublinhados meus):
* “A Comissão Europeia aprovou os planos de Portugal para conceder cerca de 2,25 mil milhões de EUR de auxílio estatal para cobrir o défice de financiamento na resolução do Banco Internacional do Funchal S.A. (Banif), em conformidade com as regras em matéria de auxílios estatais da UE.
Uma outra medida de auxílio no valor de 422 milhões de EUR cobre a transferência de ativos depreciados para um veículo de gestão de ativos. Por último, a Comissão aprovou uma margem adicional de segurança sob a forma de uma garantia do Estado para prever eventuais alterações recentes no valor da parte vendida ao Banco Santander Totta, o que eleva o total das potenciais medidas de auxílio para quase 3 mil milhões de EUR“.
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Dividir para reinar
A 5 dias de um clássico que pode dar, em caso de vitória, uma moral adicional ao vencedor e, no caso do FC Porto, a maior vantagem pontual e moral da temporada sobre o Sporting, parece tudo coincidência, mas não é se não conhecessemos o modus operandi comunicacional de um certo clube do Norte. A Jorge Jesus é perguntado se um dia gostaria de treinar o FCP no mesmo dia em que os jornalistas do mesmo jornal perguntam a Pinto da Costa o que acha sobre o técnico e no mesmo dia em outro jornal, vocacionado do ponto de vista editorial para espalhar a semente da propaganda do clube do Norte dá como certo Carrillo no Porto no final da temporada e continua a dar ênfase à dívida que o Sporting terá que pagar ao fundo Doyen Sports (principal parceiro do FCP na aquisição de jogadores) devido à decisão judicial do TAS num processo em que o FC Porto, entidade exterior à transferência de Marcos Rojo, entidade que nada tem a ver com o assunto foi testemunha directa da Doyen no processo.
De fininho, o sistema continua a mexer-se com eficácia. Não nos poderemos esquecer que no Dragão vive-se um ano de tudo ou nada. O investimento financeiro que foi feito nos últimos dois anos tem que dar em título e tem que dar em Champions. Caso contrário, nas próximas duas temporadas, vai haver seca…
A saída suja, ou o último grande embuste de Passos e Portas

Havia no Largo do Caldas, um relógio em contagem descrescente até ao dia em que a Troika se haveria de ir embora. O discurso era heróico e, para a propaganda do hoje defunto PàF, a saída limpa assemelhava-se ao dobrar do Cabo da Tormentas. Por todo o lado, comentadores afectos ao regime, bloggers da corda e perfis falsos no Facebook anunciavam as boas novas da devolução da sobretaxa, dos cofres cheios (de dívida) e da tão almejada saída limpa. Eram bravos, os guerreiros eleitoralistas da coligação.
E contra as expectativas, até certo ponto, a coligação PSD/CDS-PP lá acabou por ganhar as eleições. Uma vitória de pirro, é certo, mas ainda assim uma vitória. Tramou-os a democracia representativa, essa expressão suprema do golpismo que em tempos integrava o leque de opções de Paulo Portas, o homem que, segundo a narrativa da actual oposição parlamentar, seria aquele que teria o PSD e Pedro Passos Coelho refém. [Read more…]
PSD: o denominador comum da fraude bancária em Portugal

Existe uma relação de promiscuidade entre parte significativa da nata do PSD e a banca falida. Uma relação tão íntima que permite que alguns dos mais altos quadros do partido estejam em todos os actos de criminalidade legal que envolva bancos, paraísos fiscais e dinheiro dos contribuintes. Muito dinheiro dos contribuintes.
A regra é serem todos imunes à justiça. Como se esta não existisse. Por vezes, quando a ira temporária dos plebeus assume uma dimensão passível de incomodar de forma leve a elite que nos comanda, simulam-se processos que, no limite, levam a prisões domiciliárias temporárias de muito curto prazo. Anunciam-se comissões de inquérito inconsequentes. Permite-se que uns quantos comentadores trucidem uns quantos gangsters da alta finança na praça pública. Males menores. No final do dia, o pior que pode acontecer é ter que pagar uma fiança. Os bens, esses, há muito que foram passando para o nome da esposa, do marido, do filho ou do primo. Parece fácil e na verdade é mesmo. [Read more…]
TVI24 censura ‘Fotografia Total’

Luiz Carvalho
O FOTOGRAFIA TOTAL foi hoje alvo de uma decisão censória por parte da Direcção de Informação da TVI24, ao não ter transmitido o último programa, um Best Of que encerraria um ciclo de quase 4 anos e 185 programas.
Já não era a primeira vez que a censura da direção de informação se tinha manifestado, quando mostrei umas fotos com 30 anos de Marcelo em campanha. Depois de retirado o programa, passaram no mesmo espaço uma…entrevista ao Marcelo !!!
O último Fotografia Total destacava grandes momentos com personalidades grandes da cultura portuguesa, e não só, e eu referia a importância deste programa num canal de cabo.
Só não percebe um estarola que não sabe nada de televisão, um pateta a falar no écran, e durante anos viveu a olhar navios de um gabinete julgando agora que inventou a roda da TV.
Não tenho pena de deixar um canal que mancha a credibilidade de quem lá aparece e que além de ter ajudado a afundar um banco já afundou a credibilidade da estação de Queluz de Baixo.
Até breve. Viva o Fotografia Total.
A quem interessa a campanha contra Sérgio Figueiredo?

Nos últimos dias o Director de Informação da TVI, Sérgio Figueiredo, tem sido alvo de uma campanha orquestrada, nas redes sociais, com duros ataques públicos, no seguimento do ” caso Banif “, tendo por base, os maiores e mais completos exercícios de imaginação, colocando em causa o seu carácter, a sua idoneidade e o seu profissionalismo.
Antes de mais quero esclarecer que nunca votei José Sócrates, não tenho, nem nunca tive pelo político ou pelo cidadão qualquer tipo de admiraçao pessoal ou política.
Por sua vez tenho pelo Sérgio Figueiredo uma enorme estima. Entendo mesmo que apenas um homem, com um grande carácter e com as ” mãos limpas ” poderia escrever um artigo de opinião no Diário de Noticias, dois dias após a detenção de José Sócrates, afirmando inequivocamente ” Gosto de Sócrates “.
Mais tarde em meados Junho, também no Diário de Notícias, o Sérgio Figueiredo, escreveu um novo artigo de opinião intitulado ” A entrevista que não aconteceu “.
Estes dois textos são de um homem que assume corajosamente as suas opiniões, sendo que tendo em linha de conta os respectivos momentos políticos, são artigos altamente polémicos, mas que dizem muito do carácter do homem que os escreveu e assinou por baixo.
Prémio Cara de Pau 2015

Passos Coelho foi um covarde. Maria Luís Albuquerque foi relapsa. Ambos foram calculistas, não quiseram pôr em risco a “saída limpa”.Enganaram a troika. Enganaram-nos a todos. Foi por isso que o BES estoirou um mês depois de a troika sair, quando seis meses antes as autoridades já sabiam, mas esconderam, que as contas do GES estavam aldrabadas? Saída limpa com mãos sujas. Em vez de ter ido à TVI com o impudor de uma suprema cara de pau, Maria Luís devia ser readmitida como ministra das Finanças só para ser demitida a seguir.
por Pedro Santos Guerreiro, esse perigoso ideólogo esquerdalho da mais extrema da extremas-esquerdas.








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