Plastocídio

Estas imagens são de produtos vendidos num supermercado (Aldi, se bem que os restantes fazem o mesmo).

Exemplificam a irracionalidade do uso de plásticos na distribuição de alimentos. Neste caso, produtos que, pelas suas características, não precisam de embalagem são envoltos em plástico.

Encontram-se exemplos destes em todos os produtos da indústria alimentar, na qual o plástico é omnipresente – à semelhança das outras indústrias.

O capitalismo também é isto. Maximizar o lucro sem olhar a meios. No entanto, tudo tem um preço, apesar que nem sempre paga quem deve.

A perífrase na toponímia, doença infantil do turismo pimba

Todos os conhecemos e aprendemos muitos deles na escola primária. Alguns até foram criados por gente respeitável, que jamais imaginou o destino que aguardava as suas criações. Assim, para referir uma cidade ou lugar, produzem, esperando que todos (nos) reconheçamos nestas flores descritivas as cidades em causa, as mais bizarras designações. Perífrases toponímicas, acho-as eu. Vejamos:
Não basta a Coimbra ser simplesmente Coimbra, ele tem de ser a Lusa Atenas ou, mais posidoniamente, A Cidade dos Doutores. Aveiro, a que não faltam méritos, não escapa à cómica designação de Veneza de Portugal. Lisboa é a Cidade de Ulisses, coisa que espantaria o pobre Homero se cá regressasse. Évora, Cidade Museu. Aguentem-se. Vila do Conde, dada a caganças aristocráticas, tem o posto de Princesa do Ave. Braga – mais clerical – conforma-se em ser a Cidade dos Arcebispos.
E, no entanto, tais terras tinham nomes simpáticos e perfeitamente adequados. Breves e inconfundíveis. Que não enganavam ninguém. E mais: têm méritos mais que suficientes para merecer uma honesta visita.
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Os telemóveis

Já Marx, nos Manuscritos, nos chama atenção para o trabalho como categoria ontológica e falava na “produção do homem pelo trabalho humano”. O velho Vinicius escreve: …”Mas ele desconhecia/ Este facto extraordinário/ Que o operário faz a coisa/ E a coisa faz o operário” (O Operário em Construção).
Então, a partir desta base filosófico- poética, pergunto:
Que raio andam a fazer de nós os telemóveis?!

Chega de moradas falsas

CMF

Fotografia via Chega de Moradas Falsas

Quando me deparei com esta tarja, achei estar perante um protesto contra aqueles indivíduos que, na condição de servidores públicos, que decidem sobre o destino da nação, declaram residência num concelho longínquo, do qual já nem se lembram e de onde apenas vão recebendo uma notícia, de longe a longe, nas cartas que lhes chegam dos caciques que ficaram na terrinha. [Read more…]

As pessoas, as causas e vice-versa

Quando os professores fazem greve, há um coro de críticas a Mário Nogueira, considerado um inútil por não dar aulas há vários anos, sendo, para cúmulo, um homem tão poderoso que consegue “instrumentalizar” uma classe profissional inteira constituída por animais ruminantes que se limitam a seguir o líder, sempre sem razão para protestar. Estou à vontade, porque não faço parte do clube de fãs e fiquei ainda mais afastado depois da traição de 2018.

(A propósito, “instrumentalizar” é uma espécie de verbo-coisa com que os críticos de qualquer greve pretendem demonstrar que os grevistas são vítimas acéfalas do instinto gregário, coitadinhos!)

Diante dos defeitos – reais ou não – de um dirigente, as razões para a revolta das classes profissionais são frequentemente desvalorizadas, nem sempre por boas razões, porque há muito avençado à solta. [Read more…]

Marcelo e as greves

O Presidente da República comentou a greve dos motoristas. É natural: ainda há pouco comentou o jogo da Supertaça entre Benfica e Sporting. Amanhã, comentará a actuação do nadador-salvador na Praia de Monte Gordo, aquele já mais próximo de Vila Real de Santo António.

Começou por afirmar que os fins são legítimos, considerando que isso não é suficiente. Se bem entendi, Marcelo reconheceu que os motoristas têm razões para protestar, o que quer dizer que estão a ser alvos de injustiças. Que isso não seja suficiente já me parece mais estranho, mas esperemos.

Depois, diz que o recurso à greve deve ser ponderado e não exagerado, deixando implícita a ideia de que os sindicatos que convocaram a greve podem não estar a ser sensatos, ao contrário, depreende-se, de quem não lhes quer dar aquilo a que têm direito, porque, relembre-se, as razões da greve são legítimas.

Finalmente, afirmou que exageros destes – que estão por provar – levarão a que os portugueses possam não se sentir solidários com os grevistas. Quem está convencido da justeza da sua luta não precisa da simpatia de ninguém. As sufragistas foram amplamente criticadas, mas, segundo a teoria marcelista, deveriam ter comido e calado, por serem tão impopulares.

Voltando ao princípio, há uma pergunta fundamental: as reivindicações são justas? Se sim, o Presidente da República e o governo deveriam fazer declarações públicas no sentido de obrigar a que tenham reposta. Em vez disso, como é costume, preferem criticar os injustiçados, tendo, muitas vezes, o apoio de democratas distraídos.

O Extravagante Boris Johnson

[J. A. Pimenta de França]*

Desconcertante, brilhante, despenteado, amoral

 

Conheço o Boris Johnson pessoalmente, fomos colegas de trabalho no início dos anos 90 quando estive colocado durante três anos na delegação da Lusa em Bruxelas. Ele era o correspondente do Daily Telegraph na capital belga.

Por dever de ofício encontrávamo-nos todos os dias em serviço, incluindo nas muitas viagens ao estrangeiro que os jornalistas encarregados de cobrir a UE e a NATO em Bruxelas são obrigados a fazer para acompanhar os trabalhos das instituições.

É um tipo muito inteligente, culto, simpático, embora arrogante (acho que é uma característica da “British upper class” a que pertence), com um notável sentido de humor, extremamente ambicioso mas, simultaneamente, extremamente desonesto.

Não era exactamente um jornalista, mas sim um político a fazer política através do jornalismo. Mente sem remorsos, torce a verdade de forma que ela se enquadre no que lhe der jeito no momento. Inventava notícias com a maior das facilidades, sempre para pôr em causa as instituições europeias.

Nas suas notícias e crónicas no Daily Telegraph, Boris Johnson apresentava uma narrativa sobre a União Europeia na qual as medidas de Bruxelas só tinham duas leituras: umas eram exigências tresloucadas de burocratas excessivamente bem pagos e desligados da realidade obcecados com a normalização de tudo, desde o tamanho das bananas às placas de matrícula dos automóveis, desligados da realidade; as outras, que não se enquadravam nesta primeira descrição, eram medidas sinistras destinadas a tornar a União Europeia num super-estado policial anulando todas as especificidades nacionais. [Read more…]

O futuro do jornalismo

“45 Graus” é um podcast de José Maria Pimentel, “economista de formação e curioso por natureza”, onde um convidado e o próprio falam sobre temas diversos.

Na edição número 60, JMP e Gustavo Cardoso, professor catedrático e investigador de Media e Sociedade no ISCTE, falou-se do futuro do jornalismo e dos seus desafios actuais.

Conversámos, então, sobre vários aspectos deste tema: fake news e propaganda, modelo de negócio dos jornais, o papel dos privados e o papel do Estado, a importância do jornalismo para a democracia, a necessidade de reinventar o jornalismo. Falámos também das especificidades do mercado dos jornais em Portugal, como a particularidade (que a mim me parece um mau sinal) de quase todos os nossos jornais terem um posicionamento político supostamente ao centro.

Vale a pena a audição.

#60 Gustavo Cardoso – O futuro do jornalismo

Temas da silly season…

Chego tarde ao assunto da silly season, porque só hoje o li, e nem pretendo entrar na discussão sobre o texto de Maria de Fátima Bonifácio, vou passar ao lado do coro de indignados e virgens ofendidas, regra geral em Portugal nesta matéria reina a hipocrisia e abunda a ignorância e pouco me interessa o pensamento da senhora, que afinal representa quem? A mim, de certeza que não.
Ao que parece há quem defenda que o problema da integração dos ciganos e africanos se resolve com quotas. Quanto aos primeiros, será lógico que pergunte, mas quais ciganos? Os que teimam continuar nómadas? Ou aqueles que estão perfeitamente integrados na sociedade? É que os últimos não representam os primeiros, até se desprezam mutuamente. E se formos falar em africanos, deixem que pergunte, quais? Os angolanos? Os cabo-verdianos? Os guineenses? Os moçambicanos? Basta visitar um bairro na periferia de Lisboa para perceber que não frequentam os mesmos estabelecimentos, muitas vezes nem se misturam. E se mergulharmos um pouco mais fundo, acabamos a perceber que entre negros de pele mais escura e mulatos por vezes também se gera fricção. Antes de mandarem bitaites, há que perceber a realidade do outro. [Read more…]

“Dizes que não és racista…”

“A maior expressão de preconceito racial consiste, precisamente, na negação deste preconceito” palavras claras e clarividentes da ministra da Justiça, Francisca Van Dunem. “(…) eu, falando na primeira pessoa, acrescentaria que para além de ver, de ouvir e de ler, também sentimos”.

Mundinho

Maria de Fátima Bonifácio cita uma “empregada negra” do prédio dela, Helena Matos apoia-a e argumenta que aquilo que a outra escreveu é “o que se vê e ouve na estação de comboios da Damaia”. Aguardo um dossier temático sobre alterações climáticas com informação recolhida no quiosque dos gelados da Praia dos Ingleses.

Melania Trump e Cristiano Ronaldo

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Na Eslovénia, pátria de emigrante Melania Trump, um fã da ex-modelo decidiu usar a sua motosserra para homenagear a primeira dama dos Estados Unidos com esta bela representação. O autor do primeiro busto de Cristiano Ronaldo no aeroporto do Funchal que se cuide.

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Este país não é para as pessoas…

Começo por dizer que não tenho qualquer interesse no prédio Coutinho em Viana do Castelo. Não conheço quem lá habite, não visito a cidade há cerca de 20 anos, escrevo por isso com total distanciamento e isenção sobre este assunto.
Ao que parece o município com o apoio do Estado, decidiu que uma obra devidamente licenciada, vendida aos proprietários há vários anos, por uma questão estética, estamos então a falar de gosto, o que é sempre discutível, deveria ser demolida e decidiu expropriar os proprietários. Não dei conta que alguém tivesse sido acusado pelo licenciamento ou construção da obra, nada pende sobre o construtor ou autarcas, mas sobre os proprietários que um dia compraram a sua habitação.
Pior, como vivemos num país onde existem sempre dois pesos, duas medidas, sempre que um proprietário pretende expulsar inquilinos para rentabilizar imóveis, aqui d’el rey que não pode ser, imediatamente a indignação toma conta dos noticiários, normalmente com o apoio de políticos ávidos por recolher uns votos na mercearia do bairro. Neste caso, o Estado pratica bullying sobre pacatos cidadãos e ninguém se parece importar por aí além. Se os vários municípios demolirem todos os mamarrachos que se construíram em Portugal nos últimos 50 anos, posso compreender a medida, de contrário, porquê apenas o prédio Coutinho? Porquê este desbaratar de dinheiro do contribuinte em indemnizações e realojamento?

Imagem superior: prédio caixa geral de aposentações – Viseu.
Imagem inferior: prédio com vista serra – Covilhã.

A corrupção legal

A corrupção tem estado ultimamente muito presente na agenda politico-mediática. Já no espírito da maioria dos portugueses, é um tema constante há imenso tempo.

Pensa-se no que é feito dentro ou fora da lei para se decidir se há ou não corrupção. Não é dessa corrupção que aqui se vai falar. É de outra, daquela que é feita dentro da legalidade. Esta passará sempre incólume, apesar de ser um forte factor para o atraso do país.

Por exemplo, Fernando Ruas, enquanto autarca de Viseu, iniciou a moda de plantar rotundas em todos os cruzamentos, fossem ou não necessárias. Havia dinheiro da “CEE” para gastar e esse foi um dos destinos. Foi ilegal? Acreditando que os devidos procedimentos foram observados, certamente que não houve ilegalidade. Portanto, não existiu corrupção. Mas não é também uma forma de corrupção saber-se que se está a fazer algo que não faz sentido, para daí obter o benefício financeiro e eleitoral, apenas porque tal se pode fazer? [Read more…]

Adivinha

Qual foi o OCS que pegou num vídeo feito para dar nas vistas à conta de um conhecido fabricante de robots e o transformou numa notícia, sem um mínimo de validação jornalística, titulada “A ‘vingança’ das máquinas está aí. Robots já atacam“?

Talvez o texto fosse também uma paródia, à semelhança do vídeo, poderíamos pensar. Indo pelo endereço encontrado no Google logo se percebe que o artigo foi apagado, pelo que se ficaria na dúvida, não se desse o caso de a Internet ainda ter memória. E de ter uma cópia.

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O Ministério das Finanças continua a não cumprir a lei

Parece que o fisco vai fazer mais um sorteio e resolveu-me enviar um email a dar conta disso. Dá-se o caso de este email não decorrer de uma necessidade de prestação do serviço ao utente, fazendo parte, isso sim, da estratégia de marking do Ministério das Finanças. É, portanto, spam, tal como já anteriormente se havia constatado. Como tal, deveria estar sujeito ao mesmo processo legal de obtenção de consentimento para uso dos dados pessoais recolhidos. Mesmo que se questione esta obrigatoriedade legal, já a necessidade moral de dar o exemplo é inequívoca.

No portal das finanças existe a possibilidade optar por não receber emails e SMS. É uma escolha de tudo ou nada, não permitindo distinguir entre o que é importante e o que é supérfluo.  Já era tempo de corrigirem isto.

Bunker anti-fuga ao fisco

Reza a lenda que o empresário de futebol Jorge Mendes desejou oferecer um donativo às populações vítimas dos incêndios de 2017, tendo contactado pessoalmente a Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande. Uma das obras a realizar é um abrigo para altas temperaturas e ventos ciclónicos a ser construído em Ferraria de São João, no concelho de Penela. Jorge Mendes ofereceu-se para financiar este abrigo anti-fogo. Teoricamente, a generosidade é de louvar. As populações necessitam de ajuda e atenção. Jorge Mendes, um dos homens mais ricos do país, está disponível para ajudar. O preço estimado deste abrigo é de cerca de 200 mil euros.
O problema é que Jorge Mendes e a esposa estão a ser investigados pelo fisco português e pelo fisco de outros cinco países europeus por terem recebido dividendos de cerca de 100 milhões de euros e supostamente não os terem declarado. Os rendimentos relativos a contratos de cedência de imagem de desportistas (casos em que os clientes da Gestifute de Jorge Mendes têm sido condenados) são taxados em cerca de 20% ou mais, dependendo do país. Ora, 20% de uma evasão fiscal de 100 milhões são cerca de 20 milhões de euros. Uma módica quantia que dá para custear não um, mas 100 bunkers anti-fogo. É caso para dizer que o contribuinte precisa de um bunker, não anti-fogo, mas sim anti-fuga ao fisco para se abrigar de empresários como Jorge Mendes. [Read more…]

Miguel Duarte ou Matteo Salvini?

Sempre que damos dinheiro a um arrumador de carros, podemos estar a fazer parte da cadeia do tráfico de droga, com tudo o que isso implica de muitos contras e poucos prós (podemos, por exemplo estar a adiar um assalto ou a agressão a um familiar). Por outro lado, é verdade que não deixamos entrar em casa todos os desfavorecidos do mundo, por muito que nos preocupemos. Além disso, não deixamos no chão alguém que esteja caído, a não ser, talvez, que tenhamos a certeza de que merece estar no chão. [Read more…]

Influencers

No café do Sr. Manuel, eu comia o pãozinho de todos os dias, banalíssimo, até que comecei a reparar num cavalheiro distinto que pedia certo pão, ao que parece reservado para clientes conhecedores, guardado no sacrossanto da cozinha, cortado em fatias longas, de tez escura, filho de farinhas nobres, e aspergido com um azeite suavíssimo. Agora, também eu como esse pão.

E foi assim que entendi para que servem os influencers.

Aconteceu em Tiananmen

 

Recorde-se, o país a quem os nossos governantes alienaram diversas infra-estruturas é o mesmo onde, em 1989, se cometeu a barbárie de Tiananmen. Foi há 30 anos. Ontem, portanto, apesar de tanto se ter passado por lá desde então. Como por exemplo, a implementação do, até há alguns anos, inacreditável sistema de crédito social.

José Patrocínio

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Morreu José Patrocínio, activista angolano.
Uma voz contra a violação dos direitos humanos, sempre do lado dos que não têm voz em Angola. Um inconformado com a injustiça, um lutador pela liberdade e dignidade de todos e todas.
Lamento muito a sua morte.

Director-adjunto do Expresso

Tout se vend, tout s’achète: les enfants, le sperme, les pailletes, le ventre des femmes, les utérus, toutes ces choses-là. Allez hop! Allons-y! Ça se vend, ça se loue, ça s’achète, ça se prête: c’est la grande marchandisation du capital.
Michel Onfray

Il y a dictature quand il y a péril pour la liberté. Et il me semble qu’on est en train d’assister à une civilisation, on fabrique une civilisation, dans laquelle il y a péril pour la liberté.
Michel Onfray

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Expresso, sabe-se, é extremamente versado em pronunciar-se acerca de assuntos ortográficos, ao ponto de até dar aulas de Português. Todavia, pelo caminho, vai tendo recaídas (aqui, ali, acolá…) e dando alguns tropeções (acolá, ali, aqui…), engrossando as fileiras da diáspora.

A grafia exibida pelo Expresso é a prova acabada quer da hipocrisia ortográfica instalada, quer da inutilidade do Acordo Ortográfico de 1990.

Efectivamente, quem se dá ao luxo de ter um director-adjunto no dia 29 de Maio de 2019, quase nove anos passados sobre o anúncio da poupança de letras, demonstra em última análise que o Acordo Ortográfico de 1990 não faz falta absolutamente nenhuma e que o cê, esse sim, dá imenso jeito.

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Joana Marques Vidal BEM

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Nas Conferências do Estoril, mesmo na cara do Sérgio Moro. Respect!

Os portugueses que vão votar dão uma lição de civismo

Acabo de votar numa das escolas reservadas para o efeito e por verificar, in loco, o civismo de tantos e tantos portugueses no momento do voto.
Ele é estacionamento dos carros em cima do passeio, em cima das passadeiras, nos lugares de deficientes, em segunda fila, enfim, onde calha. Em qualquer sítio que garanta ficar à porta do local de voto.
Ufanos por estarem a cumprir o seu dever, esses portugueses regressam a casa felizes. O seu civismo foi posto à prova e, mais uma vez, a exemplo do seu Querido Líder, ultrapassaram o teste com distinção.

Morreu uma lenda


R.I.P. Niki.

Tell No One

O documentário independente pelos irmãos Tomasz e Marek Sekielski. Sobre a ICAR na Polónia.

Este documentário já conta com mais de 12 milhões de visualizações nos últimos três dias (página IMDB). O documentário foi financiado on-line. É neste momento história de destaque na imprensa polaca. O documentário apresenta várias vítimas de padres pedófilos, o que parece ser hábito.

(Em polaco, legendado em inglês, espanhol e noutros idiomas.)

Ilusões ortográficas

Tu já imaginou a decepção, homem?
Coronel Jesuíno Mendonça

Para o segundo número da revista preparou um artigo, em português não menos clássico e com argumentos irrespondíveis, no qual, baseado em fatos e sobretudo nos versos do poeta Teodoro de Castro, esmagava definitivamente as negativas do conde.
Jorge Amado

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Ontem, 13 de Maio de 2019, lembrei-me do dia 13 de Maio de 2009.

De facto, tendo lido isto,

lembrei-me disto:

O Diário da República não nos desilude.

Efectivamente,

Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver.

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Foi para isto que se fez o 25 de Abril?

Ontem em dia de sessão solene evocativa do acontecimento, lá apareceu o inenarrável deputado Carlos César falando em nome do partido do governo. Pensando no número de familiares a quem o político conseguiu emprego no Estado, dei comigo a pensar, será que Portugal mudou assim tanto nos últimos 45 anos? Bem sei que talvez não seja caso único, mas este deputado é um símbolo do descrédito que nos merece toda a classe política. Depois queixem-se do populismo…

O 25 de Abril em versão comercial

bisolnatural_25abrilO acto histórico que mais impacto tem nas vida das pessoas da minha geração entrou agora naquela fase sem adjectivos possíveis. Faltam-me mesmo as palavras. Dá-me comichão, ataca-me a tosse.
Talvez o bisolnatural seja mesmo aquilo de que estou a precisar.
Viva o 25 de Abril.

Autarca e Sacerdote

Ricardo Rio, no exercício do seu segundo mandato como presidente da Câmara Municipal de Braga fotografado hoje, no interior do edifício-sede da Câmara Municipal de Braga, no exercício das funções de sacerdote religioso.
O Estado português é laico.
A CMB não é.  Já o sabíamos.