O Externato de Penafirme, firme nos seus privilégios

O Externato de Penafirme “é uma Escola Católica, inserida institucionalmente no Patriarcado de Lisboa, de ensino oficial gratuito, público mas não estatal.” Ou seja, uma instituição religiosa sustentado pelo estado, contrariando a sua laicidade, e o mínimo de bom senso. Andava o Externato de Penafirme, ou seja uma instituição do Patriarcado de Lisboa, a distribuir este folheto, e hoje decidiram incomodar José Sócrates, demonstrando como um bom cristão também morde a mão que durante tantos anos lhe deu de comer.

Não se percebe porquê. O estudo encomendado pelo Ministério da Educação conclui:

Tendo em consideração que a área de influência deste estabelecimento de EPC é assumida, em termos territoriais, pelas freguesias mais ocidentais do Município de Torres Vedras (…), território onde a maioria dos alunos são residentes, e que os diferentes estabelecimentos de 2º e 3º CEB da rede pública estatal do Município se encontram com taxas de ocupação elevadas, a proposta passa pela manutenção do “contrato de associação”.

Sendo sugerida apenas a redução em 2 turmas do ensino secundário. Ou percebe-se: quem mama do estado (e a Igreja sempre o fez) não perde o vício. Perdem sim as famílias das proximidades o direito à educação os seus filhos fora da sotaina de uma instituição comprovadamente perigosa para as crianças.

Já agora, gostava de perceber a ideia de meter no papelucho a CDU como defensora do ensino privado. Nunca foi essa a atitude dos professores e sindicalistas ligados ao PCP. Deve ser um fenómeno de Torres Vedras.

imagem via Câmara Corporativa

A Europa das grandes ilusões

A situação parece adensar-se a cada dia que passa. Notícias da Grécia que já a ninguém surpreendem, manobras de diversão como o caso dos pepinos (não) envenenados e um país, este em que vivemos, onde todos os agentes políticos continuam numa normalíssima campanha eleitoral, como se nada de extraordinário se passasse.

Uma notícia quase despercebida, será um indício muito claro de um subterrâneo movimento de pânico que vai alastrando, mesmo naqueles países que exemplarmente geridos, em princípio escapariam aos tortuosos processos de aclimatização aos novos tempos de penúria. A Dinamarca é o exemplo mais recente e os seus ricos habitantes, tomaram a iniciativa de cortar o consumo, na esteira dos cortes operados pelo executivo. Outra situação inédita deste os tempos da II Guerra Mundial, consiste na actual situação grega, com uma rápida tomada de posição comunitária, pretendendo assumir a cobrança de impostos e o plano de privatizações dos activos do Estado helénico, sem descurar o previsível contratempo da reestruturação da dívida grega. Como bem diz Camilo Lourenço, o patamar parece já ser outro, pois se a condição de “Protectorado” parecia ter sido aceite tacitamente, hoje já podemos assumir uma nova forma de colonização. A U.E., ou melhor, a Alemanha, paga e assim pode exigir aquela implementação de reformas que reconduzam o todo europeu ao chumbado caminho do federalismo à medida alemã. Este é o verdadeiro cerne da questão, um antigo projecto que vem dos tempos do senhor na foto que abre este texto, o Kaiser Guilherme II, que numa carta escrita  em 1940 à sua irmã Margarida, dizia: …”a mão de Deus está a criar um novo mundo e a produzir milagres. Estamos a tornar-nos nos Estados Unidos da Europa sob a liderança alemã, um continente europeu unificado”. O mesmo tipo de pensamento era partilhado por Hermann Göring que muito a sério previa uma Europa a duas velocidades, mas infalivelmente unida sob a égide de Berlim. Importante nota de rodapé, “com ou sem a vitória” militar do III Reich.

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Uma Maioria, um Governo, um Presidente!

Quando se vota no BE ou no PC, o resultado é o do “bom governo de Portugal”. Já imaginaram?

Recordar é Mudar #2:

Democracia em tribunal

O afastamento dos pequenos partidos dos debates televisivos não é apenas uma questão de estações televisivas. É bem mais do que isso.

É evidente que o domínio dos partidos políticos com assento parlamentar em sede de debate televisivo e respectiva exposição mediática, aos mesmos aproveita para garantirem a sua coutada. Todos, da Esquerda à Direita, pactuam nessa garantia. A campanha eleitoral é deles, mesmo quando ainda não há campanha. E mais deles se torna quando abre oficialmente a caça ao voto. Os pequenos não têm lugar à mesa, nem os comensais estão dispostos a “aturá-los”.

A mim não me interessa se os partidos políticos excluídos são de Esquerda, Direita, respectivas extremidades, ecologistas, esotéricos, etc. Interessa-me o respeito pela Constituição e a não capitulação da República a pactos de poder. O não permitir que continue a haver quem queira escolher por pór, decidir por nós, ajuizar por nós.

Digo-vos: quando a democracia é dirimida nos tribunais, muito mal vai o país.

13 razões (e mais uma) para não votar PS

Ana Tomás (Administradora das Estradas de Portugal) - 151.200 euros António José Pereira Luís (Presidente da NAV) - 109.531 euros Carlos Beja - Administrador da NAV (99.710 euros)   Alexandre Rosa (Vice-presidente do IEFP) - 79.140 euros Fernando Rocha Andrade (Administrador da REN) - 48 mil euros

Luís Patrão (Presidente do Turismo de Portugal) - 83.170 euros Luís Nazaré (Comité de Estratégia dos CTT) - 49 mil euros Ascenso Simões (Administrador da ERSE) - 188.839 euros António Castro Guerra (Chairman da CIMPOR) 285.384 euros Mário Lino (Conselho Fiscal da Caixa Seguros) - 26.821 euros

Fernando Gomes (Administrador da GALP) - 529 mil euros Guilhermino Rodrigues (Presidente da ANA) Alda Borges Coelho (Administradora da ANA) - 109.486 euros paulo campos e ana tomaz

Clique-se em um a um para ver o respectivo currículo (CV), num trabalho publicado pela revista VISÃO em Outubro de 2010. Destas 13 pessoas, algumas têm um CV OK, apesar de não ser algo tão galáctico que justifique tamanho salário. Outros não estão na sua área de especialização, outros têm mesmo um CV fraco e noutros vê-se que a a única ligação ao cargo é o elo político.

São gestores públicos, cargos de nomeação política. Porque é que precisa de haver nomeação política? Porque, dizem, “executam as políticas do governo e isso exige confiança política”. Mas a resposta é fraca pois não responde ao essencial: porque é que estes sectores têm que ser controlados pelo Estado? O que é que ganham os portugueses com isso? O que ganham estes portugueses, isso é claro. Ganham até 529 mil euros por ano mais benesses como carro, motorista, telefone, cartão de crédito, etc.

São os boys de topo, o estrelato das  nomeações. A baixo deles orbita uma prole de outros nomeados. É fala corrente dizer-se que seja PS, seja PSD, existirão sempre estas nomeações pornográficas. Para mim isso não passa de argumentário socialista, já que, apesar de o PSD ter feito o mesmo quando foi governo, o certo é que já foi devida e justamente corrido do governo por essa e outras razões. E Guterres até ganhou votos com essa limpeza que se traduziu na famosa frase “No jobs for the boys”. Viu-se o que foi. Pois agora é a vez dos socialistas provarem o fel depois de terem chupado anos de mel.

Quanto a mim, o problema resolve-se de uma maneira muito fácil. Termine-se a presença do Estado no sector empresarial e acabe-se com a infinidade de institutos, fundações e afins. Chega de proxenetísmo fiscal.

Um simples postalito para o nosso “packardemrodagem”:

Uma maioria, um governo, um presidente… e três vezes FMI

uma maioria, um governo, um presidente... e três vezes FMI

Sobre as Barragens como 3ª PPP mais ruinosa e Convite para Debate

Interpelação

Aos Cabeças de Lista do BE, CDS-PP, CDU, PCTP-MRPP, PDA, PS e PSD pelos círculos eleitorais de Bragança e Vila Real.

Exmos. Srs.

O MCLT – Movimento Cívico pela Linha do Tua, emitiu no passado dia 6 de Maio um comunicado onde dava conta da bizarra situação do Plano Nacional de Barragens de Grande Potencial Hidroeléctrico constituir a 3ª Parceria Público Privada (PPP) mais cara, e não haver no entanto discussão nenhuma sobre tal facto. [Read more…]

O branqueamento da máquina de campanha socialista feito na TSF

Parte dos 20 monovolumes em permanência na campanha PSDiário de campanha da TSF, pelas 19h10m de hoje. A reportagem diz que foi ver como funciona a máquina da campanha socialista de que se fala. Foi entrevistado o “Director de Caravana”, Rui Pereira.

O repórter começou por dar o mote. “Nestas legislativas o PS reduzudiu os meios em relação a outros anos. Força da crise, que obriga a contenção.” O entrevistado continuou e descreveu a dita máquina de campanha assim: “1 autocarro; cenário dos comícios; 3 automóveis; 6 carrinhas”. Acrescenta o repórter que “a comitiva, a chamada máquina, move-se no terreno a voluntarismo e militância” e complementa o entrevistado afirmando que há “algumas empresas contratadas nas funções técnicas (som, luz, essas coisas)”.

Nenhum destes meios foi referido:

  • 5 (cinco!) autocarros em permanência
  • 20 (vinte!) monovolumes em permanência
  • 1 camião TIR com palco, régie, ecrã gigante e 3 técnicos
  • 3 bancadas para 250 pessoas sentadas
  • 2 estruturas com som profissional
  • t-shirts, sacos de pano, canetas, calendários, chapéus, flyers, autocolantes, etc.
  • mobilização constante de dezenas de autocarros para levar “apoiantes” aos comícios

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Ou será, packardemrodagem, que preferes este:

Uma Maioria, um Governo, um Presidente!

 

Sinceramente, dia 5 o que prefere? Votar no PC ou no BE é indirectamente votar na gente do CDS e do PSD e contribuir para finalmente concretizar o sonho da direita –  nunca conseguido em 37 anos de Democracia: “uma maioria, um governo, um presidente!”. E o problema é você ter a consciência que assim é!

O que eles querem é que não votes

A abstenção, o voto em branco e o voto nulo são o seguro de vida dos que nos (des)governam. Queres apoiar PS/PSD/CDS? fica em casa. A troika agradece.

Recordar para Mudar #1:

Taxa de desemprego em Portugal chega aos 12.6%

Taxas de desemprego na UE em Abril 2011

Fonte: Relatório OCDE, Abril 2011, via PÚBLICO

Zona euro (EA17)  = Bélgica, Alemanha, Estónia, Irlanda, Grécia, Espanha, França, Itália, Chipre, Luxemburgo, Malta, Holanda, Áustria, Portugal, Eslovénia, Eslováquia e Finlândia.

EU27=Bélgica (BE), Bulgária (BG), República Checa (CZ), Dinamarca (DK), Alemanha (DE), Estónia (EE),Irlanda (IE), Grécia (EL), Espanha (ES), França (FR), Itália (IT), Chipre (CY), Letónia (LV), Lituânia (LT), Luxemburgo (LU),
Hungria (HU), Malta (MT), Holanda (NL), Áustria (AT), Polónia(PL), Portugal (PT), Roménia (RO), Eslovénia (SI),
Eslováquia (SK), Finlândia (FI), Suécia (SE) e Reino Unido (UK).

Portugal está com uma taxa de desemprego de 12.6%. Mas atenção, há pujantes economias como as da Estónia, Eslováquia, Letónia e Lituânia que estão piores do que as nossas! E temos a solidariedade da Espanha (com um histórico de altas taxas de desemprego desde há muito) e da Grécia e da Irlanda (a braços com o FMI).

E no entanto aí temos o campeão da defesa do Estado Social que nos governou 13 dos últimos 15 anos. E que ainda em 2005 usou como argumento para ganhar as eleições a deixa “7,1% de taxa de desemprego são a marca de uma governação falhada e de uma economia mal conduzida”. Será preciso fazer um desenho?

Sócrates declara que irá impor medidas de austeridade

Sócrates promete: “Não serão precisas mais medidas de austeridade”

Aprender línguas exige algum trabalho, mas a prática permite, verdadeiramente, a criação de uma segunda natureza. É por isso que, ao fim destes anos todos, consigo ler com fluência em Inglês e é também graças à prática que estou apto a perceber o que, efectivamente, quer dizer José Sócrates.

Confesso que nem sempre foi assim: há uns anos, por falta de atenção, pensava que as acções de José Sócrates iriam corresponder àquilo que prometia. Ao fim de pouco tempo, percebi que o ainda Primeiro-Ministro prefere exprimir-se através de um mecanismo semelhante à ironia: promete o contrário do que irá fazer.

Tal defeito na linguagem poderá derivar de desonestidade, de mitomania ou poderá ser apenas um problema na fala que terá como única terapia a derrota nas urnas. É por entender plenamente a linguagem do líder socialista que tenho alguma esperança quando o ouço dizer que vai ganhar as eleições.

Declaração de Voto: PORTUGAL A VOTOS NO DIA 5 DE JUNHO

Manuel Oliveira

Este texto que se segue é de um cidadão preocupado, consciente da situação actual, sonha com uma mudança profunda. Apartidário, apela à reflexão séria e profunda, evitando tendências de esquerda ou de direita, evocando verdades que facilmente conseguem ser corroboradas através de uma curta pesquisa no espaço global virtual, relembrando situações há muito ocorridas, que nos continuam a assombrar…

são estes os factos que nos têm acompanhado a par e passo nas últimas décadas:

DÉFICE
O défice para 2010 de 8,6%, muito responsabilizado pela nacionalização do BPN, apoios ao BPP e a inclusão no perímetro das Administrações Públicas de três empresas de transporte – a REFER, o Metro de Lisboa e o Metro do Porto.
Estamos, e iremos pagar o resultado da gestão danosa, correndo de uma ponta do PS, terminando no PSD – recordo que um dos administradores do BPN era o conselheiro de estado do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

EMPRESAS PÚBLICAS
Metro de Lisboa – presidente Francisco José Cardoso dos Reis, tem no seu currículo a presidência da CP – Comboios de Portugal, EP, e durante o Governo de António Guterres foi Presidente da REFER, cargo que se demitiu após vitória do PSD nas eleições legislativas de 2002. Já agora, e referente à REFER, o seu lugar foi sucedido José Braamcamp Sobral (PSD), que após derrota do PSD em 2005, preside de momento Luís Filipe Pardal, filiado do PS… coincidências! [Read more…]

Declaração

Declaro que não me responsabilizo por dívidas contraídas ou a contrair por estes senhores
roubado no facebook a um submarino amarelo

 

 

Vieira da Silva descobre a pólvora

veira da silva descobre a pólvora

Vieira da Silva acusa Marcelo Rebelo de Sousa de apelar ao voto

Uma Maioria, um Governo, um Presidente!

Em 1986 Álvaro Cunhal confrontou-se com a inevitabilidade da opção entre a candidatura de Freitas e a de Mário Soares. Para ultrapassar o melindre da situação convocou um Congresso Extraordinário do PC, recalcando o ódio quase ancestral que dedicava ao PS e a Mário Soares. Desse congresso saiu a deliberação de votar em Soares, traduzida na expressão “quando forem votar, tapem a cara com a mão esquerda e votem com a mão direita”. Neste momento enfrentamos um dilema em tudo semelhante. Ou votamos no PS e teremos um governo dirigido por Sócrates, ou votamos outra coisa qualquer e teremos um governo presidido por Passos Coelho concretizando o sonho da direita de “uma maioria, um governo, um presidente”. A decisão acaba por ser simples.

Tempos de austeridade

O que pensará a Troika-Regente acerca de todo este aparato? De onde vem a “massa”?

A máquina está bem montada,com sandecas, refrigerantes, autocarros, velhas gaiteiras, boa segurança “parte-megafones dos outros”, bandeiras extra-large, etc. As máquinas de propaganda dos camaradas da Internacional Socialista, os Ben Ali, Mubarak e Zapatero – não, não são “tudo a mesma coisa” -, estavam firmes que nem rochas e naqueles países não tão distantes, os chefes também chegavam ás festas, a bordo  de limusinas do governo.

Onde estacionam agora?

No espelho até poderá ser verdade…

portas à esquerda mas no espelho

 

Descodificação: êta-lê-lê, ki-bê-lêza…

Declaração de Voto: Pronuncie-se

Iniciada a campanha eleitoral, com as eleições a aproximarem-se e os partidos a manterem distâncias relativamente fixas nas sondagens, o Aventar dá voz ao (e)leitor, convidando-o a expressar-se e a influenciar, se possível, os resultados finais. Pronuncie-se, tenha uma palavra a dizer, a tribuna é sua.

Porque devemos votar ou não votar, porquê num certo partido e não noutro, porquê num certo candidato em vez de outro? Qual a sua opinião?

Junte-se aos muitos (e)leitores que se têm pronunciado e faça a sua declaração aqui

As mais-valias urbanistícas

A família Silva tem um terreno, agrícola, herdado, comprado, não interessa. De repente por alma e graça de um município que decide alterar o PDM, não interessa agora sem com ou sem razão, o terreno passa a solo urbano, passível de levar com umas casinhas em cima.

O que valia x passa a valer 10 vezes mais (estou  a ser muito moderado).

Sorte grande? Não, umas das maiores injustiças da nossa legislação sobre solos.

Dei propositadamente um exemplo pacato. Podia, e todos os nós os conhecemos, dar outros, em que o terreno mudou de mãos pouco tempo antes de o PDM ser alterado. Podia fazer assim a história da destruição do nosso património natural, do facto de termos muito mais casas do que gente para as habitar (e esperemos pelos resultados do censos), de todos assistirmos a um crescimento urbano desenfreado e louco, de assim se explicarem fortunas espantosas e o grosso da corrupção autárquica (já alguém foi condenado por um cambalacho destes?). Podia, mas não vale a pena. Limito-me a apontar, com o exemplo dado, uma fonte de receitas para o estado, mais que justa e urgente. Uma luta que tem sido desenvolvida pelo meu conterrâneo Pedro Bingre, um perigoso militante do… PS.

E agora procurem lá uma proposta para resolver esta vergonha no programa da troika, ou se quiserem, nos programas do PP/PS/PSD.

Imagem roubada ao Pastel de Vouzela

A viagem de campanha

Viagem de campanha

Tiro no pé é o desporto da moda: PS e PSD nos primeiros lugares do ranking

tiros nos pés - fernando nobre e almeida santosAs equipas do PS e do PSD continuam a lutar pelos primeiros lugares do ranking do desporto da moda, o tiro no pé. Trata-se de um dos desportos mais fáceis de praticar, tendo em conta que o objectivo é atingir o próprio pé. Embora, para os praticantes, seja um desporto barato, bastando pouca inteligência e membros inferiores completos, possui a estranha particularidade de poder vir a revelar-se caríssimo para os espectadores, que terão, aliás, a hipótese de dar a sua opinião sobre os principais contendores no próximo dia 5 de Junho.

O PSD tem mostrado possuir, nos seus quadros, exímios praticantes desta modalidade, com destaque para Eduardo Catroga e Fernando Nobre, atletas de recursos praticamente inesgotáveis que nunca desistem de uma jogada. O jovem Passos Coelho apesar de ser, ainda, uma promessa, mostra qualidades que lhe garantem um futuro auspicioso, havendo fortes probabilidades de vir a praticar este desporto ao mais alto nível.

Se é certo que o PS começou com alguma desvantagem no campeonato em curso, a verdade é que Almeida Santos não quis deixar os seus créditos por mãos alheias e já garantiu à sua equipa alguns pontos que lhe poderão permitir uma recuperação estrondosa, revelando uma habilidade inusitada ao atingir, com um único tiro, o próprio pé e o de José Sócrates. Mais recentemente, Manuel Alegre, que se andava a treinar à parte, teve uma oportunidade de mostrar serviço e brilhou, usando a sua experiência de caçador, ao mesmo tempo que revelava uma tocante solidariedade, disposto a deixar-se atingir ao lado de Sócrates.

José Sócrates está prestes a ser excluído da prova, uma vez que, ao longo dos últimos seis anos, destruiu quase inteiramente ambos os pés, uma das mãos e grande parte da cabeça. Ainda assim, tentando recuperar algum terreno, continua a disparar freneticamente em todas as direcções.

Ditadura da mediocridade

O (chamado) Partido Socialista tem sido dirigido por um Secretário – Geral cujo lema é a ditadura da mediocridade.

José Sócrates, bajulado e instruído pelo seu núcleo duro (os “ideólogos” que com ele colaboram na alienação do real), considera [e os muitos factos identificáveis ao longo destes anos de governação (dita) socialista confirmam-no] que a ditadura da mediocridade é a modernidade que o PS tem para dar a Portugal!

A realidade indesmentível e incontornável da situação do país impõe assumir uma atitude clara e inequívoca que impeça que as próximas eleições sejam uma legitimação democrática formal de um poder socialista que se tem servido da democracia para a diminuir e perverter.

É muito claro que se o (chamado) Partido Socialista ganhar as próximas eleições verá legitimada a sua “modernidade” e desenvolverá até ao máximo expoente possível a identificação do Estado com o Partido!

Para Sócrates a sociedade civil só existe quando pode utilizar algum cidadão que se tenha notabilizado nalgum sector da vida social para o exibir como troféu! No Estado Socialista em que Sócrates quer transformar Portugal, só há lugar para Sócrates, para os turiferários e para os ideólogos (teólogos do Estado Socrático).

No Estado Socrático a única existência reconhecida aos cidadãos é a de funcionários de Sócrates! [Read more…]

Erros nossos, má gestão, poder ardente

Amado Camões e os erros socialistas

Amado assume que governo cometeu erros num comício do PS

Cavadela no pé

Não sei o que dói mais, se os já habituais tiros no pé, se a falta de jeito para lidar com enxadas, perdão, com uma desempregada.

Constata-se que além de pastilhas para a rouquidão nesta campanha também há quem precise de ansiolíticos.

êta-lê-lê, ki-bê-lêza…


Há uns dias, foi dizendo que dentro em breve teria de iniciar os discursos de forma diferente, onde a par dos “amigos e amigas, companheiros e companheiras”,  coubessem também os “camaradas”.

Paulo Portas esteve na feira de Sátão, lá para as bandas do Cavaquistão. De cravo na mão, foi dizendo coisas acerca do seu estado de espírito, “mais esquerda que o PSD” . Culminou esta acção de campanha, com uma visita a uma exposição de murais sobre o 25 de Abril. Sim, leram bem, é isso mesmo.

Com um bocadinho de sorte, um dia destes, Jerónimo de Sousa ainda o convida para substituir o desaparecido MDP/CDE, fazendo ingressar o CDS na CDU. Como a Frente Nacional da antiga RDA.