2013, 5 de Junho
Trabalho baseado n’ “A Grande Onda de Kanagawa”, de Hokusai. Imagem do início dos anos 90,
então lançada pelo Boston Computer Museum e por uma revista chamada The High Tech Times, com
o nome “A onda do futuro”. Mais detalhes no post “A onda do futuro é agora o passado” (em inglês).
Faz hoje dois anos que decorreu o acto eleitoral que ficou conhecido por “as eleições da troika”. Tem sido uma quarta-feira infernal e daqui a pouco, em directo nos três canais televisivos privados, o líder da oposição falará ao país. Talvez algum desses viciados da bloga repita a boca “ó Luís, fico melhor assim ou assim?” mas poucos se lembrarão desse episódio quando Sócrates falar. [Read more…]
Problemas no PSD: Passos Coelho discorda de si próprio
Depois de ter concordado com Santana Castilho, que discordava do programa apresentado pelo PSD no âmbito da Educação, e após afirmar que a lei do aborto deverá ser revista, apesar de ter votado a favor no referendo, e tendo concordado em cumprir algo que não assinou, o Aventar soube que Passos Coelho entrou numa fase em que discorda das suas próprias opiniões segundos depois de as ter formulado. Um dos seus assessores do presidente do PSD, diz que chegou a haver violência física, tendo sido necessário chamar a segurança, uma vez que Passos Coelho chegou a esmurrar o próprio nariz, tendo, ainda, tentado pontapear-se nos testículos. Miguel Relvas já manifestou a sua preocupação: “Isto já chegou a um ponto em que o Passos até já anda a dizer que, mesmo que ganhe as eleições com maioria absoluta, não se vai convidar a si próprio para Primeiro-Ministro.”
Um pequeno-almoço a saber a azia
O Fabio Coentrão é uma coisa: o camarada Mário de Almeida deu-lhe a volta e o miúdo lá se prestou a aparecer na campanha de Sócrates.
Souto Moura e Siza Vieira não jogam à bola (embora o primeiro tenha construído um dos mais belos estádios do mundo). Têm outra idade, empenhamentos políticos, outra forma de estar na vida.
Sócrates tinha agendado para amanhã um pequeno-almoço com os dois. Tinha, mas mal Siza soube que era uma acção de campanha reforçou o seu apoio à CDU. Souto Moura pelos vistos disse logo que tinha mais que fazer. O pequeno-almoço sumiu-se da agenda de campanha.
Este episódio, somado à idiotice de ir arrebanhar carneiros para o Martim Moniz, um bocadinho menos discreto que nas aldeias do costume com as oferendas habituais, é mais uma prova de como a máquina eleitoral do PS está de rastos. Fim de ciclo, a derrota avizinha-se. Até Almeida Santos já deu por isso.
Dívida pública

Como se sabe, há uma técnica clássica para se resolverem problemas nas contas públicas. Dizem que foi descaradamente usada na Grécia para falcatruar o défice mas que cá isso não aconteceu. Apesar do falso grande feito nas contas públicas, do truque dos dividendos da PT e da venda de património do Estado ao próprio Estado, o qual a seguir o Estado vai alugar a esse mesmo Estado. Fora isto, nada de especial. Cá não se escondem elefantes brancos debaixo do tapete.
‘Porque hoje é Sábado’ e estar distante da campanha
São muitos os Sábados em que recordo e revisito o poema ‘Dia da Criação’, declamado pelo autor, Vinícius de Moraes, no vídeo exibido.
Até hoje, Sábado, tenho sido repelido pela burlesca, zombeteira no mínimo, campanha eleitoral que PS, PSD e CDS, ditos partidos do ‘arco do poder’, têm protagonizado. A título de amostra, recorremos às últimas intervenções de Sócrates, de Passos Coelho e de Paulo Portas. Ilustram com rigor a qualidade dos conteúdos políticos da campanha eleitoral dos partidos subscritores do memorando da troika, publicado na última versão em 20 de Maio no sítio do Ministério das Finanças (A SIC ontem pretendeu lançar uma “cacha” com a notícia da 2.ª versão, mas a verdade é que a mesma já havida sido publicada sete dias antes).
Um parêntesis para destacar que, dos três líderes citados, Portas é quem tem tido o desempenho mais inteligente, aplicando um tacticismo em que é deveras hábil, afirmando-se ao mesmo tempo como intérprete perfeito das teorias de Maquiavel em ‘O Príncipe’.
Afinal, o que foram fazer à troika?
O Bloco de Esquerda e o Partido Comunista foram criticados por não se terem reunido com a troika. Sinceramente, pareceu-me que essa atitude tinha mais prós do que contras. Face àquilo que se está a passar, começo a deixar de ver os contras.
Agora, os dois partidos que, para além do PS, assinaram o memorando aparecem surpreendidos ao saber que o documento que subscreveram não corresponde exactamente ao texto aprovado no Conselho Europeu.
CDS e PSD clamam que o Governo não os informou das alterações, o que é negado por Sócrates, o homem que, nas palavras elogiosas de Paulo Portas, “tem contactos curtos e intermitentes com a verdade.” Passos Coelho, por outro lado, assume que, seja como for, o novo texto será cumprido, deixando a impressão de que quaisquer outras alterações serão, ao mesmo tempo, criticadas e bem-vindas.
O governo, ao não informar o país e os partidos, está apenas a ser coerente, pelo que se impõe a crítica à sua actuação. Outra pergunta, no entanto, se impõe: o PSD e o CDS não se sentem igualmente desrespeitados pela troika? Se houve negociação e assinatura, não deveriam os dois partidos criticar a instituição que, pelos vistos, faltou à palavra? Ou será que, afinal, essa assinatura serviu apenas para marcar presença e ficar na fotografia, na esteira de Durão Barroso nas Lajes? Afinal, o que foram lá fazer os meninos?
PS poupa nos gastos públicos com a campanha eleitoral
Muito mais barato que o pesetero Figo ficou Fabio Coentrão – bastou Mário de Almeida assobiar, e o caxineiro lá foi dizer que não é socialista mas sempre foi do PS, manifestando uma elevada maturidade política: socialista e do PS é demais para um homem só.
Os Erros em Política
Foi um erro o não se divulgar o texto final do memorando saído da reunião do Ecofin. Como foi um erro a aliança à esquerda e à direita do PS para derrubar o governo. E, o que é ainda mais curioso, aceitando todos o “tiro de partida” de Belém. É a queda do governo a originar o pedido de ajuda externa neste momento e não num momento posterior. Momento posterior em que se sabia poderem ser as condições mais vantajosas para o país. Em política todos os erros têm um preço a pagar. Dia 5 saberemos qual a repartição do seu montante.
Porta entreaberta
Contrariando o pessimismo do Sr. Almeida Santos, no noticiário da uma da tarde, José Sócrates fez questão em elogiar o CDS e Paulo Portas. Não conseguindo tirar um coelho da cartola, aproveita para entreabrir uma porta.
Está-se mesmo a ver…
Campanha, dizem eles
Nem uma única palavra acerca dos compromissos assumidos com o FMI. Apenas folclore. É o que dá estas campanhas eleitorais que há muito que não são mais do que arruadas de circo de fracos palhaços, malabaristas e ilusionistas.
Passos Coelho e a Democracia
Ao longo destes anos de Democracia têm-se conhecido os mais variados tipos de políticos e têm-se assistido aos mais variados dislates. Nem vale a pena fazer-se o rol das asneiras – dava um livro! – basta recordar, a título de exemplo divertido, o expressivo “bardamerda” do defunto almirante Pinheiro de Azevedo e o discurso de tomada de posse do Pedro Santana Lopes. Foram momentos de enorme gozo e hilariedade. Houve – e há – nesta matéria de políticos, um pouco de tudo. Uns mais fleumáticos, outros mais emotivos, até mesmo coléricos. Todavia, no meio de tantas personalidades e de tão distintas idiossincrasias, não creio ter havido – pelo mesmo que me lembre – nada de comparável ao desastrado Pedro Passos Coelho. A sucessão de erros e equívocos são contínuos e exemplares. Nunca, em tão pouco tempo, um político se desacreditou tanto. Ainda ontem, informado Francisco Louçã sobre a surpreendente posição do líder do PSD acerca da IVG, reagia este, irónico, à comunicação social: “Ai o Dr. Passos Coelho disse isso esta manhã?! Então à tarde já muda de ideias!”. E foi. À tarde já o líder do PSD amansava a posição sobre um referendo e suavizava o motivo de ter abordado o assunto, desculpando-se com o facto de uma entrevistadora lho ter perguntado. E ele, na modéstia das suas próprias palavras “que é um homem de enorme franqueza”, lhe ter confessado o que pensava. Ignorando-lhe a sinceridade o facto de estar a responder aos seráficos microfones da Rádio Renascença… e pelas razões que toda a gente percebeu. Entretanto, à noite, não fora o dia suficientemente conturbado, pegou-se-lhe outra vez a asneira à franqueza e vá de desancar no Pacheco Pereira acusando-o de “semanalmente fazer campanha contra o partido”. O que até nem é de todo mentira, só que confunde o partido com ele próprio e não era a ocasião indicada de o dizer. O que lhe vale, para já, por parte do Pacheco ofendido o epíteto de… “caluniador”. Já hoje, depois dos incidentes ocorridos num comício do PS de ontem à noite, incidentes esses que contaram com a presença de elementos ligados ao PSD como foi noticiado pela TVI, em vez de se demarcar claramente do ocorrido condenando de forma inequívoca comportamentos atentatórios da liberdade de reunião e de expressão, limitou-se ao sacudir a água do capote num simples “lamentar o sucedido”. Mais! Ainda veio implicitamente verberar o comportamento policial, tentando adoçar as provocações e o comportamento dos provocadores, travestindo-os em “manifestantes”, coitadinhos, vítimas do excesso de zelo policial. Será que Passos Coelho nunca ouviu falar em ordem democrática? Ou, tendo ouvido falar, não sabe o que esse conceito significa? Terá saltado para a história directamente do 24 de Abril? Assim não vai lá. Era o que (nos) faltava!
Televisões condenadas a realizar debates, só falta os partidos quererem
Já se sabe que os pequenos partidos querem debater. Têm razão, sem debate nunca deixarão de ser pequenos partidos. A questão é se os partidos com assento parlamentar aceitarão o repto. Apesar da notícia dar um belo título, a não ser que algum dos grandes partidos surpreenda, é de crer que as televisões não terão muito que se preocupar.
Declaração de Voto: a contribuição de um leitor
Paulo Marques
Penso que votar PSD é um erro. O partido quer privatizar tudo o que dá dinheiro e tudo o que garante um mínimo de nível de vida às pessoas. Concordo com varrer as empresas e institutos públicos de caciques, mas tenho muitas dúvidas se PSD será um partido capaz de não arranjar lugar para os seus.
Mas os serviços públicos não servem para dar lucro, pese embora os desperdícios de pagar 15000€ por jornalistas que servem para fazer favores ao regime, e milhões de euros a administradores. Não faltam casos de sistemas privados que funcionam mal, porque estão em posição dominante ou de conluio. Podemos ver o sistema de saúde americano e as privatizações das redes de comboio o que pode facilmente acontecer, sem falar nas dificuldades de regular adequadamente o setor antes de as empresas de habituarem, com a força do monopólio, a laxismos legislativos. Temo o que será da banca sem a concorrência de um banco do estado a impor limites.
Muito menos se deve vender o que dá lucro a preço de saldo. Já a austera Ferreira Leite ofereceu a rede de cobre por trocos, por isso não me parece que corresse melhor esta altura. E depois, por exemplo, a CP fica com o que só dá prejuízo até ser obrigada a fechar, e os bilhetes nas outras linhas duplicam, porque o objetivo passa a ser o lucro e não obter uma rede de transportes que controle externelidades
Passos Coelho prometeu inicialmente que mudaria o sistema eleitoral para um tipo de voto preferencial, mas já chegou à conclusão que prejudicaria o poder do bloco central e mudou o discurso para a simples redução de deputados, o que minaria irremediavelmente a representatividade e fomentaria ainda mais a bi-partidarização corrosiva da nossa democracia. Aliás, a sua convicção democrática é sempre posta em causa por quem conhece o regime da Madeira, cheio de intocáveis e não criticáveis. Ainda esta semana surgem mais dúvidas sobre o quanto está disposto a fazer para roubar um voto, aceitando voltar a referendar o que pode fazer o país voltar a uma situação que ele repudiava, o aborto clandestino. [Read more…]
Declaração de Voto: Declare, Afirme, Pronuncie-se
Iniciada a campanha eleitoral, com as eleições a aproximarem-se e os partidos a manterem distâncias relativamente fixas nas sondagens, o Aventar dá voz ao (e)leitor, convidando-o a expressar-se e a influenciar, se possível, os resultados finais. Pronuncie-se, tenha uma palavra a dizer, a tribuna é sua.
Porque devemos votar ou não votar, porquê num certo partido e não noutro, porquê num certo candidato em vez de outro? Qual a sua opinião?
Junte-se aos muitos (e)leitores que se têm pronunciado e faça a sua declaração aqui
E não me falem mais de pinturas nas escadas monumentais sff
Ficamos assim: eis a prova de que tudo o que se disse contra a pintura que no domingo a CDU fez nas escadas monumentais em Coimbra não passou de uma tentativa da direita de silenciar um partido de esquerda. Não vou perguntar onde estavam os meninos que agora protestam quando a JS teve o seu momento “mural nas escadas“. Nem vou qualificar a atitude do actual presidente da AAC, militante da JS. No esterco só se mexe com luvas.
Confesso que nem me lembrava desta (tradicionalmente o espaço é ocupado pelo PCP), mas apareceu, e não é uma manipulação fotográfica.
Assunto encerrado.
Comícios do PCP e do PS: dois pesos e duas medidas
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foto: PÚBLICO 100 estudantes perturbaram o comício do PCP em Coimbra, nas Escadas Monumentais. Foram empunhados cartazes e foram ouvidos gritos de ordem. A manifestação terá sido ilegal. Nenhum polícia apareceu no local. Ninguém foi preso. |
foto: DN Cerca de 20 pessoas perturbaram o comício do PS em Faro. Foram empunhados cartazes e foram ouvidos gritos de ordem. A manifestação terá sido ilegal. Esteve presente polícia à paisana. Uma pessoa foi presa por polícias à paisana. |
Primeiro resultado positivo trazido pela troika
Fim dos ajustes directos. Lá se terão que arranjar outras formas de financiamento partidário.
O memorando aperta mais o cerco aos contratos por ajuste directo.
No memorando da troika há responsabilidades adicionais atribuídas ao Tribunal de Contas. Em documentos semelhantes de outros países não se dá tanta ênfase aos organismos de controlo. Esse papel acrescido reporta-se a dois aspectos: contratação pública, cabendo ao Tribunal o acompanhamento muito rigoroso da legislação e o seu aperfeiçoamento.Está a falar do fim das excepções que facilitam os ajustes directos?
Exactamente, de acordo com o que o tribunal tem dito sobre essa matéria.
Entrevista de Oliveira Martins ao ionline. Outros aspectos interessantes: a questão da auditoria ao Banco de Portugal (“Não é uma questão de que eu possa falar”); visto prévio para as PPP; na responsabilização da gestão privada em PPP , “há processos pendentes que estão em segredo de Justiça”.
Guardas à paisana?!
fotos: DN
Dois guardas da PSP à paisana encostaram o homem a uma parede, tentaram identificá-lo e, mediante a sua recusa de se identificar, levaram-no para a esquadra. A meio do percurso, testemunhou o DN, o detido ainda reclamou: “Tenho direito a saber porque estou a a ser detido”. [DN]
Vários dirigentes socialistas sublinharam ainda que a manifestação era ilegal. [Público]
Familiares de desempregados da Groundforce, pessoal do aeroporto de Faro, mantiveram a acção de protesto durante todo o comício. [ionline]
Escapam-me aqui umas coisitas.
- Só pode ir a comícios quem concorda com o orador?
- Os comícios do PS têm direito a guardas à paisana?
Não sei porque é que o PS está preocupado com estes apupos. Se tudo está bem depois da governação socialista, nada há a temer.
passos coelho e o diácono remédios
Felizmente a lei sobre a IVG é pacífica na sociedade portuguesa, integrando tranquilamente o nosso património social e cultural. Até alguns sectores do catolicismo mais radical acabaram por aceitar a IVG como aceitaram os métodos anticoncepcionais. Mantêm o discurso, resguardam a aparência da ortodoxia, ficam-se por aí. Levantar o assunto da IVG da forma como o fez hoje Passos Coelho aos microfones da Rádio Renascença, é uma manifestação primária de oportunismo político sublinhando o completo desnorte em que o PSD se encontra mergulhado. Para “caçar” meia dúzia de votos! É, provavelmente, o maior erro político de toda esta campanha. Lá diria o diácono Remédios: “num habia nexexidade!”.
(publicado em mais um packard em rodagem)
Amigos e companheiros na corrida às legislativas
Era o que eles queriam ser, os da corrida para as eleições legislativas, amigos e companheiros. Na prática até aconteceu. O nosso, ate agora Primeiro-ministro, a governar em minoria no seu segundo mandato, teve o cuidado de procurar apoio. Apoio que encontrou em dois dos seus colegas de parlamento e líder de um partido que as vezes ganham, outras perdem, o PSD. Como também acontece no partido que nos governa, auto denominado socialista. Digo auto denominado, pelos tipos de fracções que existem: há os fundadores, há os que entram mais tarde ao partido, e a fracção neoliberal que sustenta um comércio livre, não [Read more…]
Sondagens
Indecisos
A 10 de Setembro de 2009, a duas semanas das eleições, a Católica captava que 19% do eleitores manifestavam tencionar votar mas diziam não saber em quem. A uma semana das eleições, esse valor tinha baixado para 17%. Agora, a duas semanas das eleições, estamos com 28%. Mas notem como as coisas se complicam quando olhamos para a Marktest: em 2009, na última sondagem antes de eleições, a Marktest captaba 37% de indecisos. Na mais recente, 33,3%. Mas na última sondagem de Setembro de 2009 apenas 2,6% de pessoas diziam que não iriam votar
Pedro Magalhães, e é favor lerem o resto
Rating
As agências de sondagens são como as de rating. Têm os credores nos Conselhos de Administração e dão percentagem aos partidos, de acordo com os juros que lhes vão exigir. O PSD está bem cotado : AAA.
Luís Januário
Uma questão de confiança
Em Lisboa, em Entre-Campos, nem a desculpa entretanto apresentada para não cumprir a promessa de não usar outdoors (colocar “de forma simbólica” um “outdoor por círculo eleitoral”) foi mantida: o painel da foto é composto por um outdoor na frente e outro no verso.
O caso de campanha de ontem foi a artificial troca de argumentos sobre se o PS estaria ou não a usar o medo para condicionar o voto (está) e se o PSD pretende ou não privatizar a CGD (pretende privatizar algumas coisas).
É uma discussão artificial porque é irrelevante. Na verdade, o PS, ele mesmo, comprometeu-se com a troika avançar com a privatização de partes da CGD, para melhorar a gestão do grupo, o que incluirá «uma agenda mais ambiciosa com vista à já anunciada venda do ramo de seguros do grupo, um programa para a eliminação gradual de todas as subsidiárias não nucleares e, se necessário, uma redução de actividades no exterior» (ver ponto 30 da carta do Governo à Troika).
no pasa nada
Dia estranho, o de hoje. Aparentemente não aconteceu nada. Que se estará a preparar?
Declaração de Voto: Faça a sua, diga de sua justiça
Iniciada a campanha eleitoral, com as eleições a aproximarem-se e os partidos a manterem distâncias relativamente fixas nas sondagens, o Aventar dá voz ao (e)leitor, convidando-o a expressar-se e a influenciar, se possível, os resultados finais. Pronuncie-se, tenha uma palavra a dizer, a tribuna é sua.
Porque devemos votar ou não votar, porquê num certo partido e não noutro, porquê num certo candidato em vez de outro? Qual a sua opinião?
Junte-se aos muitos (e)leitores que se têm pronunciado e faça a sua declaração aqui.













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