
Perdido entre profecias da desgraça e anúncios da vinda de um diabo que teima em não aparecer, o PSD protagonizou hoje mais um momento de se lhe tirar o chapéu. Pela voz do vice da bancada parlamentar laranja, José Matos Correia, o partido que se afunda violentamente em todas as sondagens acusou o governo de “total incapacidade de perceber as regras democráticas“, pela recusa do executivo de António Costa em nomear as escolhas do Banco de Portugal e do Tribunal de Contas para o Conselho de Finanças Públicas. O momento é de tal forma belo, que Matos Correia aludiu ao acordo firmado no passado entre o PSD e o governo liderado por José Sócrates. Impressionante como homem consegue ser pau para toda a obra.
É no mínimo irónico que o PSD, que se vem mostrando incapaz de perceber regras democráticas tão elementares como o facto de vivermos numa democracia representativa, apresente um argumento desta envergadura. É irónico e dá vontade de rir. Só não admira. É que, após tantos anos a disparar quase diariamente nos pés, começa a ser normal ver a corte passista fazer estas figuras. Entretenimento do bom.












O futebol, goste-se ou não, é um fenómeno social com um peso desmesurado na vida da tribo. É importante, claro, ir educando os elementos da tribo no sentido de darem menos importância ao futebol e, sobretudo, às respectivas ramificações, como sejam os inúmeros programas de aparente debate em que cada lance, repetido dezenas de vezes, é considerado gravíssimo ou inócuo, conforme a cor do comentador.
Não será preciso recuar muito, talvez uns 10 anos, para constatarmos como se considerava impensável este cenário que hoje vivemos. Ditadores a usarem a democracia para chegarem ao poder, baluartes da liberdade a cederem ao populismo, o Joker, esse do Batman, com a mão sobre o botão vermelho das nukes, os vermelhos transformados em sacerdotes do capital – tudo transformações num mundo que parecia estar em equilíbrio.














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