Irlanda a crescer 7.8% em 2015

Dublin, Ireland (17592569702)

Dublin, Irlanda

Em 2015 calcula-se que economia irlandesa tenha crescido 7.8%, ultrapassando até mesmo a China. Isto é visto como um caso de sucesso de recuperação da crise de 2008-2009 [sic].

Mas será mesmo?
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Carta do Canadá – A morte que dói

Acabo de saber da morte súbita de Nicolau Breyner. Dói-me a alma. Não é fácil ver desaparecer os artistas que amamos como se fossem do nosso sangue.

Vem-me à memória aquele rapaz que, mudo e emocionado, levantava um cartaz num recital dos Três Tenores em Buenos Aires. “Não morras Pavaroti”, dizia o cartaz. Quando amamos o teatro, o cinema, as artes plásticas, a música, a literatura, é o que apetece implorar aos que se distinguem. Daí a considerá-los imortais vai um passo. E garantido enorme desgosto quando eles partem. Foi assim que me senti tantas vezes: Rommy Schneider, Yves Montand, Edith Piaf, Jaques Brel, Ingrid Bergman, Chagal, José Régio, Jorge Barradas, Almada-Negreiros, tantos e tantos mais. Mas também por eles estou grata à TV e ao cinema que perduram a sua obra e a lembram de vez em quando.

Agora, o Nicolau. O actor que dominava a profissão sem ser enfadonho, agarrando o público. O humorista que sentia prazer em fazer rir, em aliviar o fardo da vida ao próximo, sem precisar, para ter graça, de ser ordinário, vulgar, insultuoso da religião e opções dos demais. Era um senhor e popular por isso de ser amado pelo povo que se revia nele. Porque, para além do palco, era um homem generoso, leal, escorreito de carácter. Um alentejano puro sangue.

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Só mesmo a propósito da calçada

calcadaA calçada à portuguesa, tal como o nome indica, é originária de Portugal, tendo surgido tal como a conhecemos em meados do século XIX. Apesar de os pavimentos calcetados terem surgido no reino por volta de 1500, a calçada à portuguesa, tal como a entendemos hoje, foi iniciada em meados do séc. XIX. A chamada “calçada à portuguesa”, em calcário branco e negro, caracteriza-se pela forma irregular de aplicação das pedras. Todavia, o tipo de aplicação mais utilizado hoje, desde meados do séc. XX, designado por “calçada portuguesa”, é aplicado com cubos, e tem um enquadramento diagonal.”

Para além de ser um pavimento, a calçada tem um valor cultural e simbólico profundo. E não é preciso dizer isto aos lisboetas, porque é um sentimento, e não admira que as reacções ao seu retiro sejam emocionais. Mas, depois, é como se a catarse da indignação fosse suficiente, pronto, como já disse que sou contra, já fiz o que estava ao meu alcance. Ora como isso nada adianta, é bom saber o que o Plano de Acessibilidade Pedonal da Câmara Municipal de Lisboa (CML) entende por “orientar o uso da calçada portuguesa na cidade nos próximos anos e não removê-la”. [Read more…]

O mal

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Ilustração: Matt Kenyon / The Guardian

Cresce a olhos vistos o mal no mundo e na Europa, em particular. São sinais de um passado que se julgava ultrapassado. O “não há alternativa”, o “rigor” e a “austeridade” aplicados às pessoas (a novilíngua do Orwell tomou conta da política), quando para o sector financeiro e para as multinacionais há sempre um “resgate” pronto a sair, está a trazer o pior das pessoas à superfície.

Na semana passada foi a Siemens a anunciar o despedimento de 2500 pessoas. Terá o negócio desaparecido? Certamente que não, mas há onde produzir mais barato a riqueza da empresa, apesar disso se traduzir  na pobreza dos que a fizeram.

É um exemplo entre imensos. Os medos levantam-se e os oportunistas políticos usam-nos como estratégia.

A extrema-direita deverá entrar nos parlamentos dos três estados, tendo largamente superado a barreira necessária dos 5% dos votos. Este partido, que nasceu apenas há três anos, passa assim a estar representado nos parlamentos de oito das 16 regiões da Alemanha, a 18 meses das eleições legislativas, e quando ainda são esperadas até lá mais eleições [PÚBLICO, 13/03/2016]

Aproximam-se tempos ainda mais difíceis.

Marcelo Rebelo de Sousa patrocinado pelo Expresso

MRS

Sim, já sabíamos que a imprensa adora Marcelo e que o carregou em ombros das instalações do Grupo Prisa até ao Palácio de Belém. O que talvez muitos não soubessem é que, apesar de já eleito, alguns jornais ainda se dão ao trabalho de continuar com o processo de beatificação. Marcelo, o Afectuoso, foi a pé de sua casa para a sua investidura com presidente. O Expresso acompanhou o percurso, publicou a peça e ainda decidiu pagar ao Zuckerberg para patrocinar este importante acontecimento no Facebook. E porquê? Não sei. Fica a dúvida que partilho com a página Os truques da imprensa portuguesa.

Imagem@Os truques da imprensa portuguesa

«Vai ao supermercado, para para ver o peixe fresco do dia, mete o que compra num saco plástico que leva na mão»?

construir

Via Contruir (http://bit.ly/1QSfpOm)

Não!

«Vai ao supermercado, pára para ver o peixe fresco do dia, mete o que compra num saco plástico que leva na mão».

Exactamente.

***

Nótula: Ontem, ao saber do falecimento de Hilary Putnam, lembrei-me quer da (rara, muito, muito rara e, além de rara, extremamente bonita) homenagem à inteligência da vítima no momento do ataque em artigo científico  (até o jornal The Guardian deu por ela: «When one reads Chomsky, one is struck by a sense of great intellectual power; one knows one is encountering an extraordinary mind»), quer da entrevista em que a Prospect conseguiu a um excelente título (A philosopher in the age of science) acrescentar um magnífico mote («Hilary Putnam is not well known outside philosophy. He should be»), quer obviamente do mais importante: a obra.

If intelligent non-terrestrial life – say, Martians – exists, and if the ‘Martians’ speak a language whose grammar does not belong to the subclass Σ of the class of all transformational grammars, then, I have heard Chomsky maintain, humans (except possibly for a few geniuses or linguistic experts) would be unable to learn Martian; a human child brought up by Martians would fail to acquire language; and Martians would, conversely, experience similar difficulties with human tongues. (Possible difficulties in pronunciation are not at issue here, and may be assumed not to exist for the purposes of this argument.)

— Hilary Putnam (1926-2016)

A geringonça jornalística

BF

Sempre atenta, a equipa da página Os truques da imprensa portuguesa chamou a atenção para a forma como alguns jornalistas, como foi o caso de Bernardo Ferrão do Expresso, se referem ao governo em funções como “a geringonça”, um termo cunhado por Paulo Portas. Não me choca o uso do termo, como não me choca a utilização de “irrevogável” quando o tema é anterior líder do CDS-PP. Mas uma coisa é serem usados por uma pessoa como eu ou o caro leitor. Outra muito diferente é ser um jornalista de um dos maiores grupos da imprensa nacional, um jornalista que, imagino, deve observar princípios de ética, isenção e deontologia, que deve ser objectivo e informar de forma imparcial. Infelizmente, Bernardo Ferrão não é o único protagonista desta forma tendenciosa e destrutiva de fazer jornalismo. A geringonça jornalística.

Imagem@Os truques da imprensa portuguesa

Swap! Swap!

swaps swaps

Fim-de-Semana Lusitano

 

Vem o bom tempo e é todo um Portugal voyeurista que se desabroch-a em flor.
Do Eros Porto 2016 ao congresso do CDS sem esquecer Marcelo Presidente, um Portugal feliz explode de contente. Adoro Portugal e adoro portugueses felizes de tão contentes.
A Primavera aproxima-se e nada nos pode deter agora. Estamos imparáveis.
Força, Portugal!

Vila Franca de Xira

vila franca de xira

Carta do Canadá – As listas da KGB


Por estes dias são vistas à lupa as listas dos filiados do chamado estado islâmico e as dos colaboradores da KGB, a temível polícia política da defunta União Soviética. Parece que numas e noutras há portugueses, o que não surpreende porque há portugueses em toda a parte. Diz-se que é desta vez que se fica a saber por inteiro como foi aquilo dos ficheiros da PIDE terem ido parar a Moscovo.  Eu duvido mas, por outro lado, acredito em milagres.

Em 1975 havia agentes soviéticos, disfarçados, no aeroporto de Lisboa. E escutas com material fornecido pela Alemanha de Leste, segundo se dizia. Era notório que o PCP tinha grande apoio da União Soviética. Uma vez um comandante duma base aérea contou que, ao fazer voos rasantes no Alentejo, viu densos grupos em pânico, fugindo para trás de moitas, tendo apurado depois que eram revolucionários de vários países, incluindo russos. Por piada, esse comandante até sugeriu voltar aos voos rasantes com pessoas atrás munidas de vassouras. Ia-se varrendo, até eles chegarem a casa.

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Em ‘direção’ ao futuro?

direção futuro cds

Efectivamente, eis o futuro:

contato cds

A coerência de Paulo Portas

Ilustrada de forma eloquente no seguinte vídeo:

(Roubado do site da SIC Notícias, ver aqui).

A torcer o pepino

©BBC Asia

A 1 de Julho de 2015, entrou em vigor, em Inglaterra, uma lei, genericamente conhecida como “Prevent Duty” (Dever de Prevenção), que obriga directores, professores e funcionários das escolas dos diferentes graus de ensino a relatar às autoridades qualquer manifestação de uma possível radicalização das crianças e adolescentes. O objectivo é lutar contra o terrorismo desde a mais tenra infância e promover “os valores britânicos”. Na prática, qualquer membro da comunidade escolar está obrigado por lei a denunciar qualquer acto, frase, sinal, por dúbio que possa parecer-lhe, de que as crianças e adolescentes estão em contacto com terroristas.

O primeiro caso, largamente noticiado pela comunicação social, aconteceu com um rapaz de dez anos, muçulmano, de Lancashire, que, numa composição, escreveu que vivia numa “terrorist house”, quando pretendia escrever “terraced house”. O engano valeu-lhe a visita da polícia, no dia seguinte. Entraram-lhe em casa, fizeram-lhe perguntas e inspeccionaram-lhe o computador. De nada valeu à família indignar-se contra o professor, que apenas tinha feito aquilo a que a lei o obrigava. “Ele não tem medo de escrever, de usar a sua imaginação”, ainda frisou a família. Bem, veremos se isso se mantém a partir daqui. O caso não foi mais além, já que apenas se conseguiu provar que o miúdo não relia os textos antes de entregá-los ao professor. [Read more…]

PSD e PS: as fraudes eleitorais que os unem

Fraude Eleitoral

Partidos políticos como PS e PSD são autênticas máquinas de poder, influências e dinheiro. Muito dinheiro. Vai daí, o controlo das suas estruturas, do nível concelhio ao nacional, é alvo de apetites insaciáveis e motivo de ferozes disputas internas. Controlar estas estruturas significa desempenhar o papel principal no que toca a escolher quem é autarca, deputado, secretário de Estado ou ministro o que, por conseguinte, confere aos homens e mulheres no poder a capacidade de influenciar nomeações, ajustes directos, obras públicas ou aqueles pequenos tachos com que se compram peões que abanam bandeiras, disseminam propaganda nas redes sociais, convencem familiares e amigos a votar em A ou B e se predispõem a fazer todo o tipo de trabalho sujo. E existe todo um universo de boys, trepadores e ovelhinhas para explorar. [Read more…]

Correio da Manhã não actualiza template há quatro dias


A newsletter tem como default falar do Sócrates e já nem se dão ao trabalho de mudar o título. Havendo ou não noticia, há que mencionar o filão de vendas.

Fecho dos mercados: Juros caem a pique

juros

Imagem: Matt Harrison Clough (via)

É notícia hoje, excepto nos blogs da direita, alguns até aparentando serem OCS. Nesses, só há notícia quando sobem. Pois bem, se o governo é imputável quando os juros sobem, então tão o será quando estes descem. Portanto, a acção do governo fez os juros cair.

As crianças birrentas da direita

ParlPSD

As crianças voltaram a amuar. A mamã e o papá não deram a maioria absoluta aos meninos? Os meninos recusam-se a comer a sopa e cruzam os bracinhos com aquele ar indignado e fofo que só as crianças são capazes de fazer. E o OE16 é um documento mau. Tautau nele!

PSD e CDS-PP ainda não conseguiram seguir em frente. E agora que o tetravô se foi embora, o sentimento de abandono agudiza-se. Agarrados a um conceito de ilegitimidade artificial que já não cola, e que apenas serve para mostrar ao país o desprezo que estes indivíduos nutrem pela democracia representativa (algo que explica, em parte, a sua vassalagem absoluta ao poder sectário de Bruxelas), a geringonça desconchavada em que se transformou a ala direita do hemiciclo é uma barata sem cabeça que choca violentamente contra tudo aquilo com que se cruza. No início tinha alguma piada, depois veio o sentimento de pena, agora só vergonha alheia. [Read more…]

Facada

lula

A corrupção surge em todo o lado. Porém, há sistemas que lhe são mais favoráveis e outros que o são menos, há sociedades em que é mais tolerada e outras em que o é menos. Acredito que a única possibilidade de lidar com esse bicho virulento é controle, controle, controle, transparência, transparência, transparência. A corrupção por parte de políticos a quem demos o nosso voto de confiança é sempre uma agressão contra a sociedade e põe em causa os pilares do sistema em que (julgamos) viver. Quando, além de serem políticos em quem confiámos, são políticos que hastearam a bandeira da justiça social e mobilizaram a esperança popular para se içarem ao poder, a agressão é dupla, porque é uma facada na frágil esperança de um mundo melhor; é a indiscutível redução ao não vale a pena, ao vai dar tudo ao mesmo. Vem isto a propósito do caso Lula, sobre o qual, por agora, deve manter-se o pressuposto da inocência, já que não foi condenado e afirma estar inocente. Mas não deixa de ser doloroso que um presidente que indubitavelmente trouxe benefícios às camadas mais pobres possa estar a ser ligado a estas acusações de benefícios ilegais e, mais ainda, de ter propiciado a disseminação da corrupção no sistema.

Às vezes, parece que a humanidade não tem, nem nunca poderá ter pernas para andar para a frente. E no entanto, se acreditarmos e “lutarmos, podemos perder. Se não o fizermos, já perdemos” (Brecht?).

tomlinson@bbn-tenexa

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Distribuição equitativa dos sacrifícios? Qual distribuição equitativa dos sacrifícios?

Roubar cidadão para pagar dívida

Destacados oficiais do ministério da propaganda rasgaram recentemente as vestes por causa de uma proposta do PCP para uma actualização extraordinária de 10€ das pensões abaixo de 5.549,34€, uma medida que custaria, números redondos, cerca de 250 milhões de euros por ano aos cofres públicos. A título de comparação – tendenciosa, não escondo – a “demissão irrevogável” de Paulo Portas provocou perdas na bolsa de Lisboa nove vezes superiores a este valor. É legítimo concluir que os custos da fome de poder do ex-vice-primeiro-ministro seriam suficientes para cobrir esta proposta durante quase uma década. Adiante. [Read more…]

Da manipulação da opinião pública

UPNRS

E era isto. Boa noite!

via Uma Página Numa Rede Social

BCE coloca taxa de juro a 0%

Após 8 anos de crise continua-se com as mesmas medidas. Neste momento o custo do dinheiro para os bancos é zero. Na realidade será menos que isso. Mas a economia continua sem crédito.

Former PM of Portugal

Capture

Pedro Passos Coelho faltou ao almoço oferecido pelo novo PR. Não sei quem o aconselhou nessa ação nada inteligente para quem quer liderar a oposição e ser alternativa, mas a palavra chave desse enigma é “Oxford”. É ver nos CV dos “conselheiros” de PPC. Bom, mas faltou porquê? Para falar num evento da Oxford Union. [Read more…]

Deep Mind 2 a 0 contra o humano

Lee Se-dol volta a perder contra o computador. Ainda não chegámos à singularidade, mas talvez isso seja possível.

Viana do Castelo despede-se da família Silva

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Viana do Castelo, provavelmente a mais arejada cidade portuguesa, festeja “o momento em que é substituído o Presidente que após o 25 de Abril mais vergonhas nos fez passar”.
Gosto de Viana do Castelo, mais e mais, a cada dia que passa.
Gosto muito de Viana do Castelo.
© Arménio Belo aqui.

O “caso” João Soares/António Lamas

Agora que a poeira parece começar a assentar, vamos ao “caso”.

O governo anterior (PSD/CDS) nomeou António Lamas Presidente do Centro Cultural de Belém em inícios de Novembro de 2014. O então recém-nomeado, (CV aqui, pág. 10 e 11), em entrevista ao jornal Público, já dizia ao que vinha. Vale a pena ler, mas realço isto, quando se refere a  receitas e despesas:  “A redistribuição entre os Jerónimos e Freixo-de-Espada-à-Cinta não faz sentido”.

Ainda quando se refere a investimento: “Há necessidade de investir? Não se faça um perímetro que vá até Bragança.”

Para António Lamas o que interessa é Lisboa, e o dinheiro arrecadado pelo Estado (em Lisboa) não é para ser investido no resto do País. Mais, essa receita é também para investir (em Lisboa e para ir aos fundos comunitários!). Ponto. Pela mesma lógica, a electricidade produzida em Freixo-de-Espada-à-Cinta, no Douro, não deveria ser redistribuída, e muito menos em Lisboa! [Read more…]

Manifestações contra o projecto de lei El Khomri


Entre 224 000 e 500 000 em toda a França (Liberation)

Feliz dia zero pós-Cavaco

Ano Zero

Continuamos a mantê-lo mas à partida deixa de mandar. Podia ser pior.

Inspiração para a imagem@blogue Tripalium

ADEUS (9)

A ponte

A ponte