António José

Foi nesta casa que foram assassinados os chamados “5 de Balibó”… não será necessário tecer grandes palavras…
Tony Stewart, Brian Peters, Greg Shackleton, Gary Cunningham e Malcolm Rennie.
Eu tinha 14 anos e também não me esqueço.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Foi nesta casa que foram assassinados os chamados “5 de Balibó”… não será necessário tecer grandes palavras…
Tony Stewart, Brian Peters, Greg Shackleton, Gary Cunningham e Malcolm Rennie.
Eu tinha 14 anos e também não me esqueço.

Há a vida plena de riscos, vivida sobre a lâmina, pulsante, imprevisível, trágica e hilariante, e há a vida tal como é vivida no cartório notarial. A vida no cartório toma o seu tempo e segue os seus caminhos, que se traduzem inevitavelmente em fotocópias, registos, declarações, certidões, actas de deliberação, certidões de teor, registos prediais.
No notário, nada é súbito. Nem a morte, para tomarmos o exemplo mais extremo. Uma pessoa pode estar morta, inegavelmente morta, mas só o estará deveras quando o óbito tiver sido declarado na Conservatória do Registo Civil, e logo em seguida nas Finanças. Não se está morto sem que os documentos, muitos documentos, o comprovem. Se há pulso ou não, se os pulmões aceitam ar e o devolvem ou não, isso é matéria que só interessa no mundo de lá de fora. Dentro do notário é preciso certidões. São elas que traçam a linha entre a vida e a morte. [Read more…]
Em mais um artigo anti-tudo o que mexe à esquerda do bloco central, Duarte Marques afirma hoje que a não ascensão, em Portugal, de partidos anti-sistema se deve ao facto de serem os partidos da coligação, PSD e CDS-PP, os partidos anti-sistema em Portugal.
Ora bem, não sei se isto se integra nas palestras de propaganda barata que profere perante o seu leal exército repleto de abanadores de bandeiras e trepadores sociais, e aí tínhamos esta idiotice chapada explicada, ou se o deputado “velho dos tempos da união Nacional” caiu e bateu com a cabeça, tendo ficado cerebralmente afectado.
O ponto de partida para uma melhor compreensão das dinâmicas actuais no Iémen, deve passar por uma leitura prévia do texto publicado a 23 de Janeiro, A Crise no Iémen.
As razões para o massacre da passada 6ª-feira em duas mesquitas xiitas de Sana’a (entre 137 e 142 mortos, as fontes contradizem-se), uma vez mais de forma quase telegráfica, sem no entanto ser simplista, são as seguintes:
1º É necessário clarificar, relativamente a um dos dados do referido texto, que a demissão do Presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi não foi irrevogável, continuando no cargo. Após a tomada de controlo da capital Sana’a pelos houthis, a Presidência, o Governo, as Embaixadas e demais instituições públicas, abandonaram a capital e rumaram até Áden, no sul, num movimento táctico, cujo objectivo principal foi o da procura da legitimação por parte da Comunidade Internacional, garantido de imediato e em simultâneo, já que as Embaixadas e respectivo pessoal, acompanharam institucionalmente o Governo legitimo do Iémen; [Read more…]
Por estes dias, o João José Cardoso chamou-me a atenção para uns indivíduos que, simpatia a dele, considerou mentecaptos. Confesso que, ao ver tamanhos primatas em semelhante êxtase fundamentalista, algo que pelos vistos até foi saudado por algumas camadas adeptas do nacional-socialismo cá da terra, que criticam as manifestações e os pedidos de demissão que vão sendo dedicados a alguns dos nossos parasitas governamentais mas que pelos vistos até vêm com bons olhos uma intervenção militar do Estado mais violento do planeta contra um governo que, corrupto ou não, foi democraticamente eleito, fico ainda mais certo que não há sebastianismo que se equipare ao saudosismo fascista que alguns idiotas por cá cultivam. Deus nosso senhor tenha misericórdia da sua alma e que a cada um cresça uma pequena Cerejeira no rabiote.
Por falar em fundamentalistas, e na falta de quem entre as hostes cristãs rivalize com os paranóicos bombistas que acreditam na fábula das 40 virgens, o meu amigo Simão, homem de bons devaneios que apesar de inúteis oferece de forma gratuita, apresentou-me estes lunáticos da Igreja Universal do Reino de Deus e o seu exército de seres inenarráveis auto-denominados Gladiadores do Altar. Felizmente ainda ninguém lhes parece ter dado uma arma para a mão, mas, considerando o crescente poder da IURD e de outros paranóicos evangelistas no Brasil, não deve faltar muito tempo até que este grupo de radicais se transforme numa espécie de força paramilitar ao serviço de homens que se dizem ao serviço de Deus mas que estão apenas ao serviço deles próprios, tal como as contas bancárias destes “profetas” revelam.
Saudações suspeitas com o braço direito em riste, formações militares e marchas, uniforme verde-tropa e palavras de ordem, e tudo isto dentro de uma igreja. Ou lá o que aquilo é. Chega a ser assustadora a naturalidade com que um batalhão de tropas da IURD entra pela igreja a marchar e bate continência ao pastor-general. Até Dilma Rousseff bate continência ao controverso fundador da IURD, Edir Macedo, homem que pede o dízimo ao pé descalço e se desloca de helicóptero, tal é o seu desprendimento dos bens terrenos.
Leitor devidamente identificado
Hoje vou falar-vos do meu Patrão. Sim, porque este senhor de quem vou falar-vos continua a ser o meu patrão, visto que eu e mais cerca de 60 colegas continuamos suspensos da Empresa TRL Texteis há quase 2 anos. Este senhor de quem vou falar-vos é apenas o Presidente da AEP, o Exmº. Dr. Paulo Nunes de Almeida.
Ocupando o cargo que ocupa, este senhor deveria ser o exemplo número 1 para qualquer patrão, certo?
Errado! Este senhor não é exemplo para qualquer patrão, pelo contrário, é o pior exemplo de ser humano que possa existir. Passo a explicar.
Em meados de Maio, há dois anos, este senhor comunicou aos funcionários, no final de uma sexta-feira de trabalho intensivo (visto que os funcionários estiveram a dar no duro para terminar uma encomenda para o estrangeiro), que a partir da segunda-feira seguinte deviam suspender os seus contratos de trabalho, porque não tinha forma de pagar mais salários. Claro que ele sabia que se podia fazer isso porque já tínhamos quase 2 meses de salários em atraso. Isto foi bastante violento para todos nós, principalmente para as pessoas que durante quase toda a sua vida trabalharam nesta empresa.
Mas isto não foi o pior. [Read more…]
Foto@Correio da Manhã
A amnésia tem sido uma das maleitas predominantes nas várias audições da Comissão de Inquérito ao caso BES. Aparentemente, ninguém se lembra de rigorosamente nada do que por lá se passou. Às vezes, fica mesmo a sensação que nenhum destes sujeitos lá trabalhava. Como diria Mariana Mortágua, tudo amadores.
Segundo a edição de hoje do Expresso, amnésia poderá também ter sido a justificação para que o empresário José Guilherme, o tal que deu uma prenda de 14 milhões de euros, em numerário, a Ricardo Salgado (outro com longo historial de problemas de memória), se tenha esquecido de passar pela Comissão de Inquérito ao caso BES, para a qual notificado, alegando motivos de saúde e o facto de estar em Luanda para não comparecer na comissão parlamentar. Contudo, e pela relação comercial de 40 anos que mantém com o barbeiro Aurélio Robalo, José Guilherme conseguiu contornar estas vicissitudes e dar um salto a Lisboa para aparar as pontas. Podia ter-se lembrado de passar na comissão mas é possível que estivesse com pressa. First things first.
Foto@Expresso
A fotografia da autoria de José Carlos Carvalho, publicada no jornal Expresso a propósito do périplo de António Costa pelo país, encerra em si todo um cenário onde o idílico se mistura com o que de mais belo e poético existe na propaganda política pré-eleitoral. Um cenário cinzento onde um tímido arco-íris tenta sobressair das trevas e um António Costa sorridente remetem-nos para o imaginário da utopia socialista de um novo Portugal que ganha forma pela mão de um líder confiante e optimista com uma mão cheia de nada e outra repleta de coisa nenhuma. Vem-me imediatamente à memória aquele Pedro Passos Coelho que, triunfante e auspicioso, viajava pelo Portugal pós-chumbo do PEC IV, vendendo ilusões e fazendo promessas que todos sabemos como acabaram.
A anunciada primavera socialista mais não será do que a continuação daquilo a que hoje assistimos. Mudam-se caras, recuperam-se dinossauros e, com o tempo, novos boys infestarão a administração pública. A vassalagem a Berlim será total, o compadrio público-privado continuará e a “irreverência” de alguns sectores ditos mais à esquerda do Partido Socialista acabará por desvanecer e por ser silenciada em nome de uma suposta estabilidade que pouco ou nada se distinguirá daquilo que é a governação da coligação no poder. Infelizmente, centenas de milhares de portugueses acreditam que António Costa, o mudo, traz na cartola um conjunto de truques que darão a Portugal um novo Portugal. Mas como qualquer ilusionista do bloco central, Costa terá apenas mais do mesmo para oferecer, faça ele quantos périplos fizer. Não esperem fazer a mesma escolha e obter resultados diferentes. Isso só em contos para crianças.
“Premiei um escroque da pior espécie” – diz João Duque, referindo-se ao mesmíssimo Ricardo Salgado que, há não muito tempo, quase canonizou no discurso de elogio que lhe fez aquando do doutoramento “honoris causa” promovido pelo ISEG. Brioso, o ex-admirador e deputado Carlos Abreu Amorim, com aquela coragem dos cachorros pequenos entre as pernas do (novo) dono, citou esta frase, atirando-a à cara do visado em plena Comissão Parlamentar. Ricardo Salgado é, já poucos duvidam, o lobo mau desta história. E os lobos maus metem medo (designadamente aos coelhos), mesmo quando acossados. Mas depois há estas lombrigas, ténias, carraças, pulgas e outros parasitas do sistema, servidores de quem manda na hora e sempre prontos a mudar de hospedeiro. Estes, metem nojo
Passam-se coisas na AT que Paulo Núncio não controla – acreditando nas suas próprias palavras, claro. Aqui está uma carta de demissão por escrever.

Depois de ter afirmado no Parlamento que não tencionava fazer striptease fiscal Passos Coelho certificou-se que o seu cadastro fiscal se apresentaria doravante apenas de burka. [Read more…]

“Vocês são jovens; multipliquem-se!”, proclamou a ministra Maria Luís perante uma entusiasmadíssima (excitadíssima?…) plateia de jovens da JSD. A coisa é séria.
Logo ali, imagino eu, se trocaram olhares interrogativos:” isso é p’ra já?…”, ter-se-à perguntado a multidão, pronta a corresponder, com militante entusiasmo, ao apelo da líder. Não por vulgar lascívia, mas com a fervorosa e patriótica vontade de resolver o mais depressa possível o problema nacional que a ministra tão lucidamente diagnosticara.
Mas não, não era para já. E embora o conceito de “J” seja muito extenso, em matéria etária, nas lides políticas, convém manter, pelo menos, as aparências. Está escrito: “crescei e multiplicai-vos!”. O verbo crescer tem aqui um moralíssimo relevo. Portanto, enquanto os jovens guardam pudico e casto recato, Maria Luís vai-se insinuando nos produtivos terrenos da eutanásia selectiva que tanto entusiasma a sua mestra Christine Lagarde e aquece o coração de alguns jovens sociopatas laranjas. Por isso, enquanto os jovens não se multiplicam, subtraem-se os velhos, a “peste grisalha”, como lhes chama um desses jovens já com direito a voz na Assembleia da República. Ocorre-me à mente um truculento soneto de Bocage que bem ficaria nesta situação. Mas contenho-me; alguém tem de manter a compostura nestes eventos.

Uma anedota já antiga esclarece-nos sobre a boa comunicação ao longo da hierarquia militar. Perante a eminência de um eclipse solar, o oficial de dia decide instruir os seus praças e comunica as suas intenções ao seu subalterno.
—Tenente, amanhã haverá um eclipse do Sol. Quero que a companhia esteja formada com farda de trabalho na parada, onde darei explicações acerca deste raro fenómeno que não acontece todos os dias. Se por acaso chover, nada se poderá ver e nesse caso a companhia ficará dentro da caserna.
O tenente dirige-se ao sargento: [Read more…]
O massacre do Museu do Bardo (21 mortos), em Tunes, tem razões claras, as quais tentarei sintetizar de seguida, sem no entanto cair no simplismo.
1º Há dúvidas sobre se o objectivo seria verdadeiramente o museu, ou o Parlamento, muito próximo (aliás a notícia começa a ser veiculada como sendo um ataque ao Parlamento), no qual decorria a votação de uma lei anti-terrorista. É esta a convicção do Ministro dos Negócios Estrangeiros Taieb Baccouche e de muitos outros tunisinos; [Read more…]

Há dias para tudo e mais alguma coisa, e parece que hoje é o Dia Internacional da Felicidade. Por uma cruel ou feliz (lá está) coincidência, é também dia de eclipse, o que permite jogos fáceis como “a felicidade está a eclipsar-se”, ou qualquer outro que uma melhor imaginação e verve consigam criar.
E como andamos nós, portugueses, de felicidade? Sendo o conceito de “felicidade” algo de muito subjectivo, ainda assim parece seguro arriscar dizer que a felicidade anda a eclipsar-se aqui pelo “rectângulo”.
O Eurostat divulgou ontem um estudo que conclui que os portugueses são dos europeus menos satisfeitos com a vida que têm. Mas, para tentar objectivar um pouco a questão, o melhor é ir directamente à pergunta realizada no inquérito do Eurostat e aos resultados alcançados
«Globalmente, em que medida se sente satisfeito com a vida que leva nos dias que correm?», perguntou a instituição europeia. [Read more…]
Hoje, a abertura solene do 1° Simpósio Luso-Brasileiro de Astrologia terá as honras, mas bem mais grave, uma certa forma de legitimação de se realizar nas instalações da Sociedade de Geografia em Lisboa.
No meu entender a Sociedade da Terra Plana está para a geografia, como um simpósio de astrologia está para a astronomia. Como congénere da Sociedade Portuguesa de Astronomia apetece-me aconselhar a actual direcção da Sociedade de Geografia a dirigir-se até ao extremo do nosso planisfério (seguindo o mapa da referida sociedade) e saltarem para o vazio. Boa aterragem em Sirius…
PS- Percebo que possa haver uma transacção financeira muito favorável à Sociedade de Geografia, tão apetecível em tempos de crise, mas apesar de tudo são uma sociedade científica e há limites para uma sociedade científica, não são uma associação de bairro ou uma filarmónica.
O Insurgente já não existe. Acabou no dia 5 de Junho de 2011, tendo no seu lugar ficado um outro blog, O Obediente.
Noutros tempos já haveria uma resma de posts sobre as novas PPP e sobre a lista VIP, da qual os colegas até dizem que foi feita pelo Estado (com letra maiúscula e tudo) mas na verdade foram pessoas concretas, deste governo e camaradas de cor, que a fizeram. Não faltaria também o argumentário sobre o estado não gerar emprego (ups!) e por aí fora, segurança social vade retro, pois privadas IPSS é que é bom (e até têm uns empregos porreiros – ups! outra vez).
Neste O Obediente, a insurgência hibernou. Um dia destes lanço uma petição para ajudar os respectivos autores no prosseguimento do único passo em falta: renomearem-no. Precisam de se despachar, só têm mais seis meses.
PS: Parece que há uns vídeos novos do Varoufakis. Aproveitem, que ainda dá para mais uns posts, entremeados com esse terrível socialismo, nacional e estrangeiro.

© Bruno Colaço (http://bit.ly/1MNVOe2)
Há três meses, Ricardo Salgado apareceu na Assembleia da República em excelente forma:
Acção, Abril, accionistas, acções, actas, actividade, activos, actuação, actuações, afectava, afecto, correctas, Dezembro, directa, directamente, directo, efectivamente, efectuar, incorrecto, injectar, interacção, Janeiro, Julho, Junho, Maio, Março, Novembro, objectivo, objecto, Outubro, percepção, perspectiva, perspectivas, projecção, projecto, protecção, protectora, respectiva, respectivos, ruptura, Setembro.
Contudo, hoje, apesar dos nomes dos meses (“em 2 de Julho de 2014”, “em 2 de Março de 2015”, “em 3 de Agosto de 2014”, “em 23 de Julho de 2013”, “19 de Março de 2015 “) e de outras excelentes formas ortográficas (“em todos os actos“, “acções da Tranquilidade”, “sobre as acções“, “novos accionistas“, “respectiva composição”, “protecção do animal”, “actividade financeira”), algumas delas em citações, Ricardo Salgado ensaiou uma mistura ortográfica extremamente perigosa, com “injeção de fundos privados”, “ativos“, “retificação“, “correção“, “objetivo“, “prospeto” e outras infracções grafémicas.
Salgado disse aos deputados: “Não pretendo – nem nunca pretendi – refugiar-me no desconhecimento”. Infelizmente, refugiou-se e o resultado é aquele que sabemos. Lamentável, Dr. Salgado. Lamentável.
Imagem@Uma Página Numa Rede Social
Tenho saudades da heróica cavalgada laranja contra a encarnação do mal que foram um dia as PPP. No tempo em que mentia diariamente aos portugueses sobre o ilusório novo mundo sem aumentos de impostos, sem cortes de pensões ou subsídios e sem venda de “anéis”, o então líder do PSD referia-se aos prejuízos acumulados por empresas públicas e às facturas a pagar pelo Estado como “esqueletos num armário que se chama PPP“.
Ora ficamos esta semana a saber que Passos Coelho se prepara para encher esse armário com 13,6 mil milhões de euros de potenciais novos esqueletos. Segundo a imprensa nacional, o governo terá enviado para Bruxelas uma lista de 113 projectos estratégicos, que no total ascendem a 31,9 mil milhões de euros. E apesar de menos de um quarto destes projectos corresponder a parceiras público-privadas (24 no total), o valor a alocar aos mesmos ascende a quase metade do bolo (43%).
“A Liga de Amigos do Museu Machado de Castro pediu ontem à Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) que o tríptico do Mestre de Santa Clara, recém-adquirido pelo Estado em leilão, seja entregue ao Museu Nacional Machado de Castro (MNMC).”(Diário de Coimbra, 18/3).
Tem todo o sentido, esta pretensão. Mas não tem grande futuro, ensina-nos a história destas coisas. Apesar do Museu Nacional Machado de Castro (MNMC) ser um museu nacional e a peça em questão ser oriunda de um templo de Coimbra e da autoria de um mestre de Coimbra, a gula das instituições lisboetas é bem conhecida.
Compreendo a centralização de colecções se tal obedecer a critérios inteligíveis. Mas não é o caso. Qualquer pessoa de boa fé entende que o lugar desta peça, comprada com dinheiros públicos, é O MNMC. [Read more…]
Isso é coisa de socialistas. O Pedrinho não se mete nisso.
Por estes dias, o embaixador do Vaticano nas Nações Unidas proferiu interessantes declarações em entrevista ao site católico norte-americano Crux. Sobre a situação dramática e monstruosa a que o Estado Islâmico está a submeter parte do Iraque e da Síria, Silvano Tomasi afirmou que a prioridade será sempre a procura de uma solução pacífica mas que, caso não seja possível – não tenhamos ilusões: não é – “o uso da força será necessário“.
Havia era, no “âmbito da Autoridade Tributária”, “procedimentos internos nessa matéria” .
Pois.
Em Portugal como no resto do mundo, os partidos não são todos iguais. O cliché é bastante útil para as elites dirigentes, mas a verdade é que o nosso regime tem duas faces: PS e PSD. Às vezes, como é o caso actual, o regime traz um CDS-PP atrelado que, por ter um líder mais hábil do que praticamente todos os militantes dos dois outros partidos, consegue ter mais poder do que seria de esperar de um partido cuja base eleitoral ronda os 10%. Uma reduzida expressão eleitoral que contrasta com o poder de um partido com dirigentes de topo envolvidos em quase tudo o que é falcatrua neste país sem que um único seja sequer beliscado pela lei. Abençoado São Jacinto Leite Capelo Rego.
Digo eu, apesar da minha experiência no ofício ser mínima. Toda a honestidade do mundo não basta: ainda assim está-se sempre sob suspeita. Os enxovalhos são constantes, digamos o que dissermos, e há momentos em que apetece desistir de todo e qualquer envolvimento cívico.
Quantos portugueses, entre os que não participam na política, suportariam ler as toneladas de “hate mail” e de comentários anónimos injuriosos e difamantes que invariavelmente se lêem na internet sempre que os nossos depoimentos, quaisquer que eles sejam, são publicados?
Se defendes ideais de Esquerda, és um comuna. Se de Direita, és um facho. Se moderados, és do centrão. Se fores filiado num partido, és um “boy”. Se não fores, és um arrivista. Se inicias a vida política num período tranquilo, és um carreirista. Se a inicias num período conturbado, és um oportunista. Se te diriges ao eleitorado, és um populista. Se te diriges às elites, és um autista. Se defendes o investimento público, és um despesista. Se não defendes o investimento público, és um retrógrado. Se tens um passado impoluto, és um moralista. Se tens um passado atribulado, és um corrupto.
Não obstante, os políticos só existem em regimes democráticos; a sua alternativa são os déspotas. Por isso admiro quem se entrega à política para propor um rumo aos seus concidadãos, e se dispõe a defender sinceramente aquilo em que acredita apesar do opróbrio sobre ele lançado.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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